sexta-feira, dezembro 31, 2010

Mares de Anos Novos

Todo ano é a mesma coisa.

Na chegada de 31 de dezembro, me ponho a pensar em quantos Anos Novos já se passaram...

O Ano Novo vivendo sua impagável travessura de reinventar e desmanchar os dias.

E fico assim, imaginando no ano que se foi, pensando em toda a penca de anos que ficaram pra trás.

Anos do calendário cristão, anos de calendários outros, anos tantos passados sem sequer saber que eram anos, no tempo em que a natureza experimentava seu modo de criar o mundo sem que houvesse marcas de tempo.

Difícil entender?

Talvez não, espero.

Demasiadamente quão inadequado, considero, a expressão "ano velho", porque os anos nada mais são do que um exuberante cacho de dias, enfileirados, pendentes à tarde, caindo à noite de maduros.

Quando o último dia do ano cai, como se fosse um fruto madurinho do alto de um galho, festejado pelos olhos gulosos de um monte de meninos, nem sequer sobra tempo para que se forme a crosta de resina na árvore do tempo.

O ano que surge, feito de novo em fruto estufando de vida, à espera de atos que os diferenciem, que os identifiquem num calendário comum, revestido dos anseios e desejos dos homens.

O que envelhece, pois, não são os anos.

Envelhecem os relógios e suas engrenagens.

Sobretudo, envelhece a vontade do homem de viver os seus sonhos, que se vão quedando feito cordeiros domesticados no íntimo porão das lembranças.

Os anos nunca serão velhos, na sua eterna criancice de estufar dias como se fossem bolhas de sabão, frutos de tempo, bolas coloridas de soprar.

Velhos serão os homens, enquanto não aprenderem a pendurar seus sonhos no redemoinho feliz desse eterno presente que eles próprios chamam de anos.

E para que a humanidade possa ter paz, nada melhor que dedicar este símbolo maior da natureza a todos: Feliz Ano Novo.

quinta-feira, dezembro 30, 2010

Tucumã na São Silvestre

Tucumã segue sua rota de revelar valores para o atletismo paraense.

É a fábrica de atletas da Estação Conhecimento da Vale.

Quem será esse pastor, gente?!

Do jeito que o Barata postou em seu blog, reproduzimos:



DENÚNCIA – Deputado-pastor sob suspeita


Instituto Social Amazônico. Esta é a entidade sob suspeita de servir de álibi para um parlamentar, que é também pastor, se locupletar, bancando seu proselitismo eleitoral com recursos do erário. O nobre deputado é conhecido pela súbita evolução patrimonial e pela inocultável inclinação pela vida mundana, com ênfase para jovens de vida airada e bebidas fortes. Reza a lenda, aliás, que dormita em uma ilustre gaveta na antiga avenida 25 de Setembro, agora Romulo Maiorana, um vídeo no qual o probo senhor participa de um animado trenzinho, com aqueles tipos de moças que trabalham deitadas e descansam em pé.

O deputado é uma das lideranças mais cintilantes de uma dessas igrejas suspeitas de, a pretexto de cultuar Deus, do nome deste valer-se, para explorar a boa-fé de fiéis incautos, em geral ignorantes e simplórios, para garantir a prosperidade de seus principais pastores.

São citados, como indícios de tramóias, pelo menos dois convênios celebrados entre a Asipag, a Ação Social Integrada do Palácio do Governo, e o tal Instituto Social Amazônico.

Em um convênio, a pretexto de um projeto denominado Esporte e Qualidade de Vida, a entidade do pastor-deputado embolsou R$ 300 mil do governo do Pará. Em outro, o instituto foi beneficiada com R$ 40 mil, para o projeto Música e Arte em Qualquer Parte.
 
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Nota do Blog: quem acertar o nome do deputado-pastor ganha uma "Cesta  Ano Novo", formada por poções de encantamento para  trazer energia positiva e, quem sabe, até ajudar a realizar alguns sonhos: lentilhas, romãs, bagos de uva, nozes, avelãs, castanhas e tâmaras.

Jatene chama Salame

Deputado estadual João Salame (PPS) foi chamado para uma conversa com o governador eleito Simão Jatene (PSDB).

Encontro ocorre nesta sexta-feira, 31.

Aplausos para as escolhas

Duas escolhas felizes de Simão Jatene, auxiliares de sua governança: Adelina Braglia, para o  Idesp; e Carlos Lamarão - Iterpa.


Além de postura probo e muita competência, em comum os dois tem o idealismo como agente de suas biografias.

Para o blog, Adelina e Lamarão são as agradáveis surpresas do secretariado de Jatene.

Jatene anuncia mais onze auxiliares. Tião Miranda está na lista

Governador eleito liberou esta tarde, 30, mais uma relação de pessoas que o auxiliarão na governança estadual.

Cinco secretários:
Tião Miranda - Seop (Secretaria de Estado de Obras Públicas)
Sérgio Leão - Segov (Secretaria de Governo)
José Acreano Júnior - Seju (Secretaria de Justiça)
Alice Viana - Sead (Secretaria de Administração
Ney Messias - Secom (Secretaria de Comunicação)

Seis auxiliares de órgãos públicos:

Idesp - Adelina Braglia
Banpará - Augusto Costa
Imprensa Oficial - Cláudio Rocha
Auditoria do Estado - Roberto Amoras
Fafespa - Mário Ribeiro
Iterpa - Carlos Lamarão

Deputado é deputado, secretário é secretário

A propósito da nomeação de dois deputados eleitos por Marabá (Asdrubal Bentes – PMDB - e Sebastião Miranda – PTB) para ocuparem secretarias de Simão Jatene (PSDB), é sugestiva a leitura de post do blogueiro Giorlando Lima, da Bahia, tratando desse barato de parlamentar trocar o mandato por uma função de governo.




Eu não votei em Lídice para ministra.
Parlamentar é parlamentar; secretário ou ministro é outra coisa



Quando o cidadão vota em alguém para deputado ou senador o faz pensando no que o candidato escolhido vai fazer por ele no parlamento, na Assembléia, Câmara ou Senado. Ninguém – ou apenas uma diminuta minoria – pensa que o seu escolhido vai virar secretário ou ministro. Mas, eis que, eleitos, alguns dos personagens privilegiados com o voto dos eleitores para representá-los no parlamento começam a trabalhar – ou são trabalhados – para representar o partido no governo.

No Brasil é assim. Eis que estamos, neste momento, acompanhando uma movimentação nesse sentido. Diz-se que o governador Jaques Wagner – muito forte com Lula – também será um nome forte durante e por dentro do governo Dilma. Falava-se, logo após a eleição dele e, pouco depois, da presidente, que Wagner poderia indicar dois secretários. Vários nomes foram mencionados, entre os quais o da secretária da Casa Civil, a competentíssima Eva Chiavon, e um segundo qualquer – podendo ser qualquer um, menos Wagner e Otto Alencar, por óbvias razões.

A verdade, até aqui, no entanto, é que nenhum nome ligado ao governador Jaques Wagner tem aparecido nas inúmeras listas divulgadas pela grande imprensa, especialista em Brasília. Isso não se dá porque não estejam sendo falados ou discutidos os nomes que Wagner indicaria, mas por conta do estilo do próprio governador da Bahia, que não se apavoneia e nem canta vitórias antes da hora, principalmente, nesta delicada seara da política nacional.

Jaques Wagner não tem apenas sua força para recomendar nomes para o governo de Dilma Roussef, ele tem a procuração da Bahia, de um imenso eleitorado que foi fundamental para a eleição da presidente. Wagner é responsável e comprometido com a Bahia e sabe o que significa para o estado ter um ou dois ministros no futuro governo.

Mas, será que o PT, o caderno de nomes do governador e a própria Bahia estão assim tão desprovidos de talento que precisaremos tirar deputados ou senadores da missão para o qual foram eleitos porque precisam assumir ministérios? Qual a lógica? O PSB, que é “dono” do ministério do Turismo, que porque quer Lidice na pasta? E por que Lídice? Nós a elegemos senadora, para nos representar no Senado. Por que não chamam Domingos Leonelli? Ele não foi eleito deputado foi secretário estadual do Turismo e pode muito bem ser o nome do PSB e um dos nomes da Bahia no ministério de Dilma.

O quê? Ele é homem e Dilma quer uma mulher à frente da pasta? E a coisa se define pelo gênero agora? Não vi nada tão machista.

Mas, enfim, eu não quero que o suplente de Lidice seja senador. Eu votei nela. A propaganda eleitoral me convenceu de que ELA SERIA UMA BOA SENADORA, necessária para a Bahia. Se não há outros nomes, vamos digerir essa vergonha. Ou o PSB e o governador Wagner que se virem, pois não são quadrados. A Bahia não é essa pobreza de quadros que parece.

Eu repito: protesto veementemente contra a retirada de parlamentares para cargos executivos. A senadora eleita Lídice da Mata é personagem deste artigo apenas porque está na pauta. Mas, vale para qualquer um: parlamentar é parlamentar, governo é governo. Vamos tomar prumo.

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Nota do blog: de tanta repercussão negativa da possível ida da senadora eleita Lidice da Mata para um dos ministérios de Dilma Roussef, a própria personagem declinou das sondagens iniciais feitas pelas lideranças nacionais do PSB, negando-se atender convites para ser auxiliar de Dilma.

Um milhão de casas

Um milhão de famílias brasileiras receberam casas do programa Minha Casa, Minha Vida.

Lula estava certo.

Perigo na ponte do Moju

Três dias antes da tentativa de assalto a um motorista de caminhão, sobre a ponte do rio Moju, família que  fazia o mesmo percurso dentro de um veículo, passou por momento de sufoco, nem bem o carro colocou os quatro pneus sobre a ponte.

Dois homens armados surgiram, de repente, no meio da pista de rolamento, obrigando o motorista da camionete L-200  acelerar desesperadente em direção a um dos bandidos, que se jogou ao lado para nao ser atingido pelo carro.

O parceiro do marginal, espantado com a cena, saiu correndo,

Sorte do condutor,  de seus dois filhos e esposa, acompanhantes.

De camarote

Quem revela é o jornalista Evandro Éboli, de O Globo:



Um grupo de 11 antigas militantes de esquerda e ex-companheiras de cela de Dilma Rousseff na ditadura militar está entre os convidados especiais da presidente eleita e acompanhará sua posse no sábado, no Palácio do Planalto. Juntas com Dilma, elas estiveram presas na década de 70 na Torre das Donzelas, como era chamado o conjunto de celas femininas no alto do Presídio Tiradentes, em São Paulo. Para o local eram levados os presos políticos, depois de passarem por órgãos da repressão como o Dops e o DOI-Codi.

Entre as convidadas, que também estarão no coquetel no Itamaraty, está a economista Maria Lúcia Urban, que, na época, chegou grávida ao presídio e recebeu todos os cuidados de Dilma.

- A Maria Lúcia e a Dilma tinham uma relação muito forte, que se manteve - disse a socióloga Lenira Machado, outra integrante do grupo e responsável pelo convite da posse às outras colegas do Tiradentes.

Maria Lúcia hoje é diretora do Centro de Formação Estatística do Paraná. Lenira trabalha com projetos e programas do Ministério do Turismo.

Dilma ficou presa, foi condenada e passou três anos na cadeia. Antes de seguir para o Tiradentes, foi torturada durante 22 dias seguidos. A chegada da companheira à Presidência da República é motivo de orgulho para as colegas de militância política, ainda que atuassem em grupos de esquerda distintos e com pensamentos diferentes sobre como enfrentar o regime militar

No remanso da cachoeira

Alheio às negociações de bastidores que ocorrem em Belém para a definição do secretariado de Simão Jatane, o deputado estadual Joaão Salame (PPS) não desgruda do seu eleitorado, percorrendo municípios localizados no entorno de Marabá.

Ao ser indagado sobre os nomes escolhidos por Jatene e aos que faltam ser definidos para ocupar o futuro secretariado, Salame se limita a declarar que "o governador, melhor do que ninguém, sabe o que está fazendo, tem todo meu apoio".

"Não fui eleito para cuidar de irmãos"

Repórter Patrícia Calderon, da TV Cidade, filiada da Record no Ceará, fez a seguinte pergunta ao presidente Lula, durante presença dele em Fortaleza:



          -  O senhor tem seis irmãos vivos que moram de forma simples. Já fez algo por eles?

Resposta do presidente:

          - Eu não fui eleito pra cuidar dos meus irmãos. Como presidente, precisava ajudar 190 milhões. Agora sim, que não sou mais presidente, vou ajudar a minha família. Meus irmãos nunca me pediram dez centavos de ajuda. São motivo de orgulho pra mim. Quando a PF invadiu a casa do meu irmão, eu estava na Índia. Soube com doze horas de antecedência que isso aconteceria. Não pude fazer nada. Afinal de contas, quem soube antes foi o presidente e não o irmão do Vavá. Eu não podia avisar. Pensei o seguinte: ‘vou deixar acontecer, depois a gente vê o que faz’. Eu achei que houve exagero. Aprendi uma coisa com isso: não adianta guardar raiva, rancor, ficar com ódio.

(Fecha o pano)

Abaetetuba ganha Observatorio Social

Depois de Belém,  Abaetetuba ganhou também  um Observatório Social, organização da sociedade civil que fiscaliza a qualidade da aplicação dos recursos públicos, promove a ética e a cidadania fiscal. O lançamento oficial da entidade ocorreu dia 28, na sede da associação comercial do município.

O Observatório Social de Abaetetuba surge com o apoio de importantes segmentos da sociedade, dentre eles: Diocese de Abaetetuba; Associação Comercial; Federação das Associações Comerciais do Estado do Pará (Faciapa); Maçonaria; Rotary; Lyons; OAB-Subseção Abaetetuba; Conselho Regional de Contabilidade - CRC/PA; OCB/SESCOOP - Seção PA e Rede de Controle da Gestão Pública no Pará, fórum de instituições públicas responsáveis pela fiscalização da aplicação de recursos públicos.

Formado por voluntários não filiados a partidos políticos, o Observatório Social conseguiu criar condições para uma economia de R$ 72 milhões em verbas públicas nos 36 municípios em que atuou em 2009, o que levou a organização a ser premiada pela Organização das Nações Unidas no ano passado como a melhor prática de inovação social na América Latina. Em Belém, o lançamento do Observatório Social foi em 9 de dezembro deste ano.

Contatos para entrevistas:
Presidente do Observatório Social de Abaetetuba: Walter Cardoso - tel: 8310-2233
Vice-Presidente de Articulações Institucionais e Parcerias do Observatório Social de Abaetetuba: Marinoel Manolo - tel.: 8215-3745

Com informação da Ascom do Observatório Social

Avançando, pra não parar

Jornalista Luiz Carlos Azenha expressa o pensamento de todos os blogueiros, inclusive deste que vos escreve,  envolvidos na luta para o Brasil continuar avançando nas tranformações sociais conquistadas durante os oito anos do governo Lula - e que ganharão mais pressa na Era Dilma, pelo menos é o que esperamos.



Abrir caminho, sempre




Luiz Carlos Azenha


Nas últimas semanas uma fatia significativa da direitona brasileira admitiu o óbvio: o presidente Lula foi melhor que o presidente FHC e não apenas uma continuação dele.

A Folha de S. Paulo, doente de pesquisismo, escondeu seu diagnóstico atrás da “descoberta” de que 83% dos brasileiros consideraram o governo Lula ótimo ou bom.

A gente, da blogosfera progressista, já sabia disso.

“No pós-ditadura, nenhum presidente eleito diretamente deixou o cargo tão bem avaliado, o que se explica sobretudo pela melhora do emprego, da renda e de sua distribuição”, escreveu a Folha em um caderno especial, publicado no mesmo dia em que o jornal, em editorial de primeira página, admitiu: o governo Lula, cheio de defeitos, foi bom.

E, no entanto, por dizer exatamente isso na campanha eleitoral nós, blogueiros progressistas e leitores progressistas, fomos tachados de sujos, de chapa-branca, de vendidos e de outros adjetivos. O resumo dos xingamentos está no inesquecível discurso do deputado derrotado Marcelo Itagiba, no Congresso. Os impropérios continuam, como notou o Miguel do Rosário a propósito do texto de um colunista do Estadão. São tão poucos os leitores deles que já não vale a pena promovê-los.

O que isso nos diz sobre a blogosfera progressista? Diz que em 2010 fizemos, sim, a diferença. Enquanto alguns se entregavam ao onanismo intelectual, perguntando se “progressista” não era algo datado, do século 19, se não seria melhor usar “independente”, “de esquerda” ou “do diabo”, nós fizemos a diferença ao desmoralizar a bolinha de papel, ao desencavar o que foi dito sobre a privatização da Petrobras, ao demonstrar que o candidato da direita não era apenas o do atraso, mas também da hipocrisia e da mentira. O que quero dizer é que fomos suficientemente ágeis, pragmáticos e leais uns aos outros e às nossas ideias e que isso deu mais resultado que qualquer debate estéril sobre o sexo dos anjos.

Fiquei igualmente satisfeito pelo fato de que um grupo de blogueiros sujos conseguiu, no Palácio do Planalto, algo que o PIG não conseguiu ao longo dos dois mandatos de Lula: definir claramente os limites do governo que finda.

Hoje, na Folha, em “Ecos da Ditadura”, o articulista Fernando de Barros e Silva lamenta o papel de Nelson Jobim no debate sobre a Comissão de Verdade. Barros atribui a Jobim “pressão obscurantista”. Isso também a gente já sabia. Está na pergunta que Leandro Fortes fez ao presidente no Palácio do Planalto. Assim como estiveram nas perguntas de Rodrigo Vianna, Eduardo Guimarães, Conceição Oliveira e Altamiro Borges os limites de Lula nas questões da comunicação, educação e direitos trabalhistas.

Nós, da dita blogosfera progressista, fomos os primeiros a reconhecer a ousadia do Itamaraty na política externa, quando os chanceleres de pijama que frequentam as colunas de opinião dos grandes jornais pregavam a invasão da Bolívia e a derrubada de Hugo Chávez. Só depois de descobrir que o Departamento de Estado de Hillary Clinton estuda o Itamaraty para descobrir como o Brasil ganhou peso internacional sem uma única ogiva nuclear é que a grande mídia brasileira vai dizer, sobre a política externa de Lula, o que nós já sabíamos.

Afinal, foi só depois do vazamento dos telegramas diplomáticos do WikiLeaks que nossa mídia “descobriu” o que denunciamos na campanha eleitoral: na questão do pré-sal, José Serra era owned pelas petroleiras.

Ser blogueiro “progressista”, “de esquerda”, “independente”, “sujo” ou o que quer que seja é isso: abrir caminho, ousar, desafiar o lugar comum, peitar o discurso único e, acima de tudo, se divertir com a incompetência, o horizonte limitado e a submissão intelectual de nossas grandes redações. Feliz 2011 a todos!

quarta-feira, dezembro 29, 2010

Quase unanimidade

Lula encerra oito anos de mandato com aprovação de 84%  dos brasileiros.

Apenas 2,2% do país avaliam negativamente seu governo.

Nunca dantes na história deste país.

Sebastião Miranda volta atrás. Ele vai mesmo para a Secretaria de Obras

Sebastião Miranda (PTB) não resistiu a duas horas de troca de prosa com Simão Jatene (PSDB).

Dissão "sim" ao convite para ocupar a Secretaria de Obras, cargo que ele estava vendo como pura compensação por não ter ido para a Secretaria de Transportes, dedicada ao PMDB de Jader Barbalho.

O nome dele estará na lista de novos secretários a ser liberada pelo governador eleito, juntamente com o de Adenauer Góes (Paratur) e Mário Moreira (Adepará).

Marabá é quem sai perdendo.

Perde dois deputados.

Um federal, Asdrubal Bentes, confirmado na Secretaria de Pesca; e um estadual, o próprio Tião Miranda.

A troca de mandatos por cargos em secretarias é uma prática saudável para a democracia?

Os eleitores não estãos sendo enganados, com toda essa movimentação que visa atender exclusivamente interesses pessoais e partidários?

ACIM tem novo presidente

Sai Gilberto Leite.

Entra Ítalo Ipojucan.

Nesta quinta-feira, 30, a Associação Comercial e Industrial de Marabá terá nova mesa diretora para o biênio 2011/2012.

Compra à vista

Secretaria de Finanças da prefeitura de Marabá, a partir de maio de 2011, só efetuará compras à vista.

Para que esse procedimento possa se concretizar, a administração pública pagará todos os fornecedores em atraso. Ontem, cerca de 80% deles receberam cheques de faturas antigas.

Informação foi repassada ao blog pelo prefeito Maurino Magalhães.

A conferir.

Mais grana pra Alpa

Conselho de Administração da Vale S.A aprovou o repasse, a partir de janeiro de 2011, de mais cem milhões de dólares para obras da Alpa.

Em 2010, foram repassados à empresa cem milhões de dólares.

A mineradora começará também a cumprir itens das condicionantes impostas pela sociedade de Marabá com vista a reduzir os impactos do empreendimento.

Neste final de semana, a construtora U&M conclui os serviços de terraplenagem da primeira etapa da obra.

O investimento de montagem da siderúrgica é de U$ 5,2 bilhões.

Engenheiros mal pagos

Dois comentaristas do blog convergem explicações à indisponibilidade de engenheiros no mercado, tema do post Ebulição de Obras.


O primeiro é um anônimo:

Você está corretamente informado,há vagas no mercado p/engenheiros,mas p/complementar sua informação,saiba que;os salários oferecidos são aviltantes,engenheiro de 1" emprego que ganha mais de tres mil reais limpo(menos INSS/IRPF e plano de saúde)tem que acompanhar procissão de joelhos,pois alcançou um milagre(sem querer ofender ninguém,por favor !).Assim continuará sobrando vagas,um salário de engenheiro hoje ,por cálculos de quem manja do assunto: no MÍNIMO R$ 10,000,00.



O segundo, enviado pelo professor Alan Souza, ratifica ponto de vista do comentarista anterior:


O Anônimo das 18:24 tem razão, Hiroshi. No último curso de formação da CGU, em que atuei como professor, tive vários alunos engenheiros. Todos relataram a mesma coisa: vaga tem pra todo mundo. Só que os salários são baixos (em torno de 4 salários mínimos), as responsabilidades altas e a carga de trabalho estafante.

Estratégia de defesa

Uma das explicações plausíveis para a ida de Asdrubal Bentes para a Secretaria de Pesca e Aquicultura (Sepaq) teria relação com a ação penal na qual ele aparece como réu, em via de conclusão do Supremo Tribunal Federal.

Quem levanta procedente avaliação é Paulo Bemerguy, no Espaço Aberto.

terça-feira, dezembro 28, 2010

Ebulição de obras

Está faltando engenheiros no mercado, principalmente para a área de construção civil.

Estudantes recém formados em engenharia são os mais solicitados pelas empresas que contratam obras de infraestrutura no país devido à realização da Copa do Mundo em 2014

De olho em 2012

Maurino Magalhães quer entrar 2011 tomando atitudes.

Além de quitar 80% dos fornecedores até o dia 30 de dezembro, o prefeito de Marabá demitirá cerca de 800 auxiliares comissionados.

Ficarão fora da degola apenas os concursados da área emergencial de saúde.

Já decidiu também chamar outras pessoas para ocupar parte do secretariado, dentro das alterações que pretende fazer.

Menos crianças desdentadas

Durante o governo Lula, aumentou consideravelmente o número de crianças sem cárie.

Liberdade de imprensa é isso

Assinada por Fernando Rodrigues, da Folha, matéria sobre a democratização da verba publicitária durante os oito anos de Governo Lula:


Quando Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse, em janeiro de 2003, apenas 499 veículos de comunicação recebiam verbas de publicidade do governo federal. Agora o número foi para 8.094.

Esses jornais, revistas, emissoras de rádio, de TV e "outros" estão espalhados por 2.733 cidades. Em 2003, eram só 182 municípios.

Só neste ano eleitoral de 2010, o dinheiro para publicidade de Lula passou a ser distribuído para 1.047 novos veículos de comunicação.

A categoria "outros" inclui portais de internet, blogs, comerciais em cinemas, carros de som, barcos e publicidade estática, como outdoors ou painéis em aeroportos.

Chama a atenção o aumento do número de "outros". Em 2003, eram apenas 11. Agora, são 2.512. A informação do governo é que a maioria é de sites e blogs.

Lula e sua equipe de comunicação não escondem a simpatia pelo novo meio digital. O presidente foi o primeiro a conceder uma entrevista exclusiva dentro do Planalto para o que a administração petista chama de "blogs progressistas".

Lula da Silva avançou na transparência em relação ao governo do tucano Fernando Henrique Cardoso.

Nunca existiu esse tipo de estatística até 2003. Ainda assim, há buracos negros no processo. Não se sabe quais são os veículos que recebem verba de publicidade estatal nem quanto cada um ganha.

O valor total gasto nos dois mandatos, até outubro deste ano, foi R$ 9,325 bilhões. Dá média anual de R$ 1,2 bilhão.

Essa cifra não inclui três itens: custo de produção dos comerciais, publicidade legal (os balanços de empresas estatais) e patrocínio.

Produção e publicidade legal consomem cerca de R$ 200 milhões por ano. No caso de patrocínio, o gasto médio anual foi de R$ 910 milhões de 2007 a 2009.

Tudo somado, Lula gasta R$ 2,310 bilhões por ano com propaganda. Os valores são semelhantes aos do governo FHC, embora inexistam estatísticas precisas à disposição.

A diferença do petista para o tucano foi a dispersão do dinheiro entre os 8.094 jornais, revistas, emissoras de rádio, de TV e sites. Um espetáculo de 1.522% de crescimento de veículos atendidos.

PCT Guamá: pesqusias ao alcance

A inauguração de parte do Parque de Ciência e Tecnologia do Guamá, marcada para as 18 horas desta terça-feira, 29, representa a abertura de portas para  universitários e cientistas paraenses alcançarem expertises no desenvolvimento de novas tecnologias.
De uma série de três unidades, o PCT Guamá dotará os pesquisadores do que há de mais avançado em parques tecnológicos.

Vamos torcer para que os parques de Santarém (pesquisas focadas em tecnologias da madeira, pesca e aquicultura e agricultura tropical)  e Marabá (tecnologia mineral e novos materiais, sistemas agropecuários e silvicultura) sejam concluídos durante a gestão de Simão Jatene - bem como a etapa final do parque de Belém.

Prefeitura gira no mercado R$ 30 milhões, somente no mês de dezembro

Neste momento (13h30), o prefeito de Marabá,  Maurino Magalhães (PR), comanda, de corpo presente, o que está sendo denominado de "Mutirão de Pagamento do Fornecedor", numa sala da secretaria de Finanças.

Blog foi informado de que mais de R$ 8 milhões de notas fiscais serão quitados até o final do dia.

Dia 30, quinta-feira, a prefeitura pagará abono salarial de R$ 1.700,00 para cerca de dois mil professores.

O valor é linear. Ou seja, não haverá diferenciação de categoria.

Em menos de 30 dias, a prefeitura jogou na praça cerca de R$ 30 milhões.

Dia 3 de dezembro, efetuou o pagamento da última parcela do 13o. salário, algo em torno de R$ 6 milhões.

Passou de R$ 12 milhões, o valor do  salário de dezembro pago aos servidores,  dia 21, com antecipação de dez dias do vencimento.

Agora, mais R$ 8 milhões estão sendo liberados com o pagamento dos fornecedores.

E dia 30, mais grana, com o pagamento de abono aos professores, quase R$ 3,5 milhão.

O comércio de Marabá deve estar bombando.

Caniço sem anzol?

Fora do círculo verdadeiramente mais interessado em ter autoridades da região ligadas ao setor (as colônias de pescadores), a  ida de Asdrubal  Bentes (PMDB) para a Secretaria Estadual da Pesca começou a receber críticas.

Não apenas entre o eleitorado do parlamentar, reeleito deputado federal com mais de 80 mil votos (53 mil obtidos somente em Marabá), mas também no seio dos formadores de opinião.

Ademir Braz, a propósito, lembra as perdas financeiras de Asdrubal, optando pela Pesca:

"A ida de Asdrúbal Bentes para o governo Simão Jatene, já confirmada, não é prejuizo apenas para Marabá e região. Ele próprio vai perder 15 salários mensais de R$ 25.703,00 por ano, mais R$ 60 mil por mês para contratar funcionários sem concurso público."


Para ler o post completo.

segunda-feira, dezembro 27, 2010

Sem prêmio de consolo

Para a Secretaria de Obras do Estado, nem pensar.

É isto o que o deputado estadual eleito Sebastião Miranda (PTB) dirá ao governador eleito Simão Jatene (PSDB), quando aquela pasta lhe for oferecida.

Quando ainda era candidato a deputado, em plena campanha, o ex-prefeito de Marabá  propalava aos quatro ventos que Jatene tinha compromissado nomeá-lo secretário de Transportes. O assunto foi ventilado  diversas vezes junto aos seus amigos, inclusive com divulgação antecipada pelo blog.

A Setran foi destinada ao PMDB, cujo titular será o deputado estadual eleito Francisco Chagas Melo Filho, o Chicão.

Quando estiver frente a frente com o futuro governador, Tião declinará do que ele considera compensação  (a Secretaria de Obras),  ao que havia sido acordado, preferindo destinar seu tempo ao mandato de deputado estadual, exclusivamente.

Alpa: benefícios ou danos ambientais?

O problema se arrasta desde o mês de junho, quando a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) entrou em operação, no bairro de Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro, gerando poluição atmosférica em níveis capazes de provocar danos à saúde humana, afetando principalmente a comunidade vizinha da usina, em Santa Cruz.

A Justiça do RJ deverá punir a empresa pela segunda vez, com multa de R$ 2 milhões.

A CSA tem alguma coisa a ver com o Estado do Pará?

Tem.

Mais precisamente com Marabá.

A planta industrial erguida no Rio de Janeiro é idêntica a planejada para a Alpa – Aços Laminados do Pará.

O que difere as duas é a capacidade de produção de cada uma, apenas isto.

Enquanto a siderúrgica da Vale, no Rio de Janeiro, em sociedade com a alemã ThyssenKrupp, tem capacidade de produção de 5 milhões de toneladas métricas de placas de aço, a Alpa está projetada para produzir 2,5 milhoes.

Acompanhando delegação de empresários paraenses em visita ao parque industrial da CSA, ano passado, o poster conheceu de perto o extraordinário empreendimento instalado naquele Estado.

À época, instado a esclarecer os riscos de poluição que uma siderúrgica do porte da CSA poderia gerar, um dos dirigentes do grupo alemão rejeitou essa possibilidade com argumento de que o projeto estava sendo executado com a utilização de tecnologias modernas, refratárias a qualquer risco do gênero.

Não é o que está ocorrendo.

Entre os crimes ambientais mais graves, listam os promotores de justiça do RJ, estão o derramamento de ferro-gusa em poços ao ar livre, de maneira e em intensidade diferentes do que previam os relatórios e projetos apresentados ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e sem qualquer controle das emissões.

Em contato com o solo, o produto, resultante do derretimento do minério de ferro, provoca a emissão de toneladas de material particulado e pode causar doenças de pele, irritação de mucosas e problemas respiratórios.

Mais estranho, é o fato de uma usina daquele porte ainda em fase de pré-operação já contar com um passivo ambiental, que é o que existe hoje na CSA.

Agora à tarde, o Estúdio I (Globo News) mostrou imagens do pátio da empresa acumulando enorme quantidade de material decorrente do derramamento irregular de ferro-gusa e espessas fuligens em forma de poeira cinza expelidas dos altos fornos, cobrindo árvores, imóveis e veículos.

O MPE-RJ também aponta que houve omissão de informações durante o processo de licenciamento ambiental e descumprimento de medidas de precaução que o Inea determinou para evitar riscos de novos danos ambientais ou o agravamento dos já causados. Em agosto, a empresa foi multada em R$ 1,8 milhão pelo conselho diretor do instituto por poluição do ar.

O incidente na época, de acordo com o Inea, resultou de dois defeitos na linha de produção de ferro-gusa, sendo o mais grave um erro de concepção no alto-forno de fabricação alemã. Além disso, também foi constatado erro de projeto na coifa que fazia a sucção do material particulado, resultante do resfriamento do ferro líquido. Com isso, um dos poços de emergência, que fica ao ar livre, foi utilizado para despejo e resfriamento do material, permitindo que as partículas fossem lançadas no ar.

Depois dessa, precisamos ficar atentos ao projeto da Alpa.

A população e as autoridades.

Não há projeto siderúrgico poluidor, mesmo considerando os benefícios que traga à geração de emprego e renda, que pague os danos à natureza e à saúde humana.

Nenhum.

Perfil agregador

A ida do deputado federal reeleito Asdrubal Bentes (PMDB) para a Secretaria Estadual da Pesca representa formidável conquista para as Colônias de Pescadores do eixo Araguaia-Tocantins, região com a qual o parlamentar  mantém forte ligação histórica, desde o tempo em que dirigiu o Getat (Grupo Executivo de Terras do Araguaia-Tocantins).

Dirigentes das colônias localizadas na extensão dos dois rios estão comemorando a nomeação.

Entendem que terão portas abertas e diálogo para resolver pendências. E  apoio à aplicação de políticas para o desenvolvimento do setor.

Crescimento do ICMS

Valor Econômico (para assinantes)  publica matéria descrevendo o desempenho dos Estados quanto ao grau de arrecadação de ICMS.

Norte e Nordeste foram as  que mais arrecadaram.

Disponibilizamos, a seguir o texto integral asinado por Marta Watanabe:



Os Estados do Norte e Nordeste lideraram o crescimento de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nos últimos cinco anos. Dos 15 Estados que tiveram elevação acima da média, oito são da região Nordeste (Piauí, Maranhão, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Rio Grande do Norte) e quatro do Norte (Amapá, Amazonas, Acre e Pará).

A arrecadação total do imposto subiu 74% em termos nominais de janeiro a outubro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2005. A elevação da disponibilidade de renda e o aquecimento do mercado doméstico trouxeram bom desempenho no recolhimento do ICMS em todos os Estados. Em alguns, porém, o ritmo de crescimento do principal imposto estadual foi maior. O Piauí liderou a elevação, com crescimento de arrecadação 36 pontos percentuais acima da média. Logo depois vêm Amapá e Maranhão, com 32 e 25 pontos acima da média, respectivamente.

"Os dados revelam que os Estados do Norte e Nordeste realmente tiveram um ritmo de crescimento mais acelerado que outros Estados, o que se refletiu na arrecadação do imposto", diz Amir Khair, especialista em contas públicas. Os Estados do Sul acabaram tendo menor elevação no recolhimento, o que provavelmente, diz, é resultado do desempenho da agricultura, já que a economia da região ainda tem base forte nessa atividade.

O Norte e o Nordeste, lembra Khair, têm sido destinos naturais de deslocamento das empresas, por serem regiões com mão de obra mais barata, terrenos com preços mais baixos e possibilidade de crescimento de mercados.

As duas regiões também apresentam crescimento relativo elevado em razão da baixa base de comparação. Mesmo com crescimento acima da média, o Piauí, por exemplo, passou de uma fatia no bolo do ICMS total do país de 0,58% em 2005 para os atuais 0,7%. Ou seja, uma participação ainda pequena. Com um crescimento seis pontos percentuais acima da média, São Paulo, por exemplo, é responsável por uma arrecadação muito maior, que representava 32,9% do imposto total em 2005, e 34,1% neste ano.

No caso de São Paulo, diz Khair, devem ter pesado, além de uma conjuntura econômica favorável, medidas de combate à sonegação e à guerra fiscal e implantação de instrumentos como a substituição tributária. "E nada impede que os demais Estados consigam ampliar ainda mais os seus recolhimentos, desenvolvendo mecanismos semelhantes aos de São Paulo", observa o economista.

Emílio Joaquim de Oliveira Júnior, superintendente da Receita da Fazenda piauiense, conta que o bom desempenho do ICMS fez o Estado tornar-se menos dependente do repasse do recursos federais do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Em 2008, diz Oliveira Júnior, a arrecadação própria do Piauí alcançou R$ 1,49 bilhão, o que representava 72% do valor transferido de FPE. Neste ano, no acumulado até novembro, o Piauí somou R$ 1,83 bilhão em arrecadação própria. Desse total, R$ 1,72 bilhão foram de ICMS, valor que representa 92% do repasse do FPE, que foi de R$ 1,87 bilhão. "Terminaremos 2010 com um valor muito próximo entre a arrecadação própria e a transferência da União", calcula o superintendente do fisco do Piauí.

Para o superintendente, a evolução do ICMS piauiense permitiu ao Estado fazer frente às despesas e manter investimentos, mesmo com a perda de valor real dos repasses do FPE. O superintendente lembra que o Estado não sofreu grande impacto na arrecadação de 2009, quando a crise financeira chegou à economia real. No ano passado, a arrecadação do imposto cresceu 13% em relação a 2008, em termos nominais. No acumulado até novembro deste ano, o aumento é de 19,7% na comparação com o mesmo período do ano passado. Para 2011, diz, a projeção de crescimento é em torno de 10%.

Além do crescimento econômico do Estado, puxado pelos investimentos em infraestrutura do governo federal, o superintendente credita a elevação de arrecadação às medidas de eficiência e de modernização implantadas para a fiscalização e o recolhimento do imposto.

Análise semelhante é feita pelo secretário-executivo da Receita de Pernambuco, Roberto Arraes. Ele lembra que o crescimento da economia pernambucana neste ano está estimado em cerca de 10%, acima da expectativa do crescimento nacional, de 7%. No ano passado, quando o país registrou queda de 0,6% no Produto Interno Bruto (PIB), Pernambuco cresceu em torno de 3,9%.

Arraes lembra, porém, que a elevação da arrecadação do imposto tem tido ritmo mais vigoroso que o crescimento econômico. No ano passado, o recolhimento aumentou 10,5% em comparação com 2008 e deve fechar este ano em cerca de 22%, em termos nominais.

Ele diz que o Estado conseguiu elevar a arrecadação por meio de redução de carga tributária de ICMS sobre bases estratégicas como energia elétrica, alimentos, materiais de construção e confecções, por exemplo. "Essa política de redução de alíquota trouxe ampliação da base de contribuintes e aumento da arrecadação."

Paralelamente a isso, o Estado apostou em medidas de eficiência de arrecadação, como recuperação de débitos tributários e ampliação da substituição tributária. "Temos um crescimento econômico que ajuda porque gera aumento do consumo no varejo, mas há as medidas administrativas que garantem arrecadação em nível mais alto."

Com essas medidas, o Estado ficou menos dependente do recolhimento do ICMS em setores como petróleo, energia elétrica e telefonia. Antes, em 2006, diz Arraes, esses três segmentos respondiam por 50% da arrecadação do imposto pernambucano. Hoje, eles são responsáveis por 38%.

Top 2010

A qualquer hora, o blog publicará Top dos Piores e Melhores de 2010, seguindo ótica do poster.

A lista está sendo organizada em cima de pesquisa que realizamos no próprio blog e sobre assuntos e fatos ocorridos no Pará e no país, divulgados em outros veículos.

Não está sendo fácil selecionar o que foi pior e melhor, mas prometemos publicá-los.

Fiquem antenados.