sexta-feira, junho 19, 2009

Mangabeira quer legalizar Daniel Dantas

Por esta e outras, o www.congressoemfoco.ig.com.br é odiado pela classe política brasileira:


O ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, propôs ao Congresso Nacional quatro mudanças à chamada MP da Amazônia (458) que coincidem com os interesses dos negócios do banqueiro Daniel Dantas na região. Mangabeira prestou consultoria jurídica para a Brasil Telecom quando a empresa era comandada pelo Grupo Opportunity, de Dantas, entre 2002 e 2005, nos Estados Unidos.
Os parlamentares acolheram parcialmente três dos quatro itens propostos pelo ministro, incorporados à proposta pelo relator da MP na Câmara, Asdrúbal Bentes (PMDB-PA). As recomendações, às quais oCongresso em Foco teve acesso (leia mais), foram apresentadas por Mangabeira ao relator durante a tramitação da medida provisória na Casa.

Há três semanas, o ministro voltou a apresentar o documento durante reunião interministerial que tratou do assunto antes de a MP ser aprovada pelo Senado, no último dia 3. A medida provisória, que legaliza cerca de 67 milhões de hectares de terras na Amazônia Legal, ainda causa polêmica e divide o governo mesmo após sua aprovação no Congresso.
O relator da MP da Amazônia na Câmara teve papel decisivo na redação do texto que está nas no Palácio do Planalto para ser apreciado pelo presidente Lula. Apesar dos protestos da senadora Marina Silva (PT-AC), ex-ministra do Meio Ambiente, o Senado aprovou a versão encaminhada pelos deputados e apoiada pela bancada ruralista, com a alegação de que não haveia tempo hábil para eventuais alterações, o que implicaria o retorno da matéria à Câmara.
Lula tem até o dia 25 de junho para sancionar a lei de regularização de terras na Amazônia. Os ruralistas pressionam para manter o texto aprovado pelo Congresso. Os ambientalistas tentam convencer Lula a vetar as alterações que beneficiam pessoas jurídicas. As mudanças feitas pelos congressistas coincidem com interesses de grandes grupos do agronegócio instalados na região, como a Agropecuária Santa Bárbara, de propriedade de Daniel Dantas.
Terra fora da Amazônia
Asdrúbal Bentes acolheu a quase totalidade das sugestões de Mangabeira e aproveitou uma quinta sugestão do ministro – que não se enquadrava nos limites do grupo do banqueiro - para eliminar uma restrição que impediria a Santa Bárbara de legalizar as terras que mantém na região.
O ministro pedia que proprietários de terras com até um módulo fiscal (que varia de tamanho de estado para estado) fora da Amazônia pudessem ser beneficiados pela MP. Ele sugeria aos parlamentares que alterassem a redação do inciso II do art. 5° da medida provisória.
O inciso não foi alterado. Mas o relator na Câmara acrescentou outro dispositivo na MP para autorizar a participação, mediante processo licitatório, de pessoa jurídica que tenha propriedade rural de qualquer tamanho fora da Amazônia.
A medida abriu caminho para a Santa Bárbara, que possui 510 mil hectares de terra, distribuídos em 28 fazendas, a maioria delas localizada no Pará. Caso a mudança não tivesse sido acolhida, o grupo de Daniel Dantas ficaria proibido de participar do processo porque é dono da Estância Santa Bárbara, situada em Uberaba (MG).
Por meio de sua assessoria de imprensa, a Secretaria de Assuntos Estratégicos rechaçou qualquer relação entre as propostas do ministro e os negócios do banqueiro na Amazônia. “Nada no processo de elaboração da MP 458, de sua tramitação no Congresso, ou de sua implementação pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário, tem a mais remota ligação com qualquer empresário”, diz a nota enviada pela assessoria do ministro. (leia a íntegra da Nota do Ministro)

Desmatamento
No documento apresentado aos parlamentares, Mangabeira pediu ao Congresso que excluísse da MP da Amazônia o artigo que previa a devolução à União das terras do proprietário que descumprisse as normas ambientais. Na justificativa, ele alegou que "não há razão para punição tão absurdamente desproporcional à infração".
O Congresso manteve o artigo, mas flexibilizou o texto, atendendo parcialmente à reivindicação do ministro. No lugar da punição por descumprimento à legislação ambiental, o texto aprovado restringiu a perda da terra ao proprietário condenado por “desmatamento que vier a ser considerado irregular em áreas de preservação permanente ou de reserva legal”.
A mudança no artigo coincide com outro interesse do grupo agropecuário de Dantas. No último dia 1°, o Ministério Público Federal (MPF) no Pará e o Ibama divulgaram rastreamento de empresas pecuárias que contribuem para a devastação na Amazônia. O MPF iniciou 21 processos judiciais contra fazendas e frigoríficos, incluindo o grupo de Daniel Dantas. "Entre as fazendas irregulares, nove pertencem à agropecuária Santa Bárbara, dos empresários Verônica Dantas e Carlos Rodenburg", diz o texto divulgado pelo MPF.
Duas ações judiciais do Instituto de Terras do Pará (Iterpa) questionam a posse das fazendas Espírito Santo e Castanhal Carajás, ambas pertencentes ao grupo Santa Bárbara. Segundo a denúncia, apesar de terem autorização para produzir castanha-do-pará, as terras estavam sendo usadas para a produção de gado, o que contraria a legislação ambiental.
No caso da fazenda Castanhal Carajás, o Iterpa pede a retomada da área para a União. A Justiça acolheu ainda uma medida cautelar pedindo o bloqueio da matrícula dos registros imobiliários da fazenda.
Venda de terras
Mangabeira também propôs retirar a exigência de que os beneficiados pela MP fiquem proibidos de vender a terra por um período. O texto original da MP estabelecia o prazo de dez anos para a transferência do título da terra. O ministro foi atendido parcialmente. Na proposta aprovada pelo Congresso, os deputados reduziram para três anos o prazo de venda de propriedades entre 400 hectares 1,5 mil hectares. Mas mantiveram o prazo de dez anos para terras menores de 400 hectares.
Na prática, a mudança poderia tornar os beneficiários da MP mais suscetíveis ao assédio do grupo de Daniel Dantas. Entre 2005 e 2008, a Santa Bárbara expandiu suas terras na região mesmo não tendo segurança sobre a regularidade dos títulos dos imóveis.
Para Mangabeira, os beneficiários da medida provisória deveriam ter o direito de negociar as terras assim que as regularizassem. O ministro classificou a proibição como “insensata” e “absurda”.
As filiais da Agropecuária Santa Bárbara estão concentradas no sul do Pará, nos municípios de Cumaru do Norte, Santana do Araguaia, Santa Maria das Barreiras, Xinguara e São Felix do Xingu. Em grande parte desses municípios estão áreas públicas federais que serão regularizadas pela MP 458.
Dados do Cadastro Nacional de Imóveis Rurais, produzido pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), indicam a existência de 5.168 posses a serem regularizadas, em uma área de 676 mil hectares na Amazônia. Ao todo, 5.051 estão em áreas de até 15 módulos fiscais e 4.677 em área de até quatro módulos fiscais. São áreas muito menores do que as fazendas do grupo, mas que poderão ser compradas assim que forem beneficiadas pela MP, o que geraria concentração de terra.
Em seu pedido, o ministro também foi atendido na retirada do dispositivo que estabelecia a quitação integral da dívida como condição para a emissão de título de propriedade. O ministro justificava que as terras poderiam ser pagas em até 20 anos e, mesmo após o prazo de dez anos das cláusulas resolutivas, o proprietário ficaria impossibilitado de vender a terra por até 20 anos.
O parágrafo 1° do art. 15 da MP, conforme sugerido por Mangabeira, foi excluído. Essa proposta não atende diretamente o grupo de Dantas, mas permite que a Santa Bárbara compre em menor tempo áreas no entorno de suas fazendas.
Prazos
Mangabeira não conseguiu, no entanto, estender o prazo limite de ocupação de terras a serem regularizadas. No documento, o ministro havia solicitado que a data limite de ocupação fosse alterada de 1º de dezembro de 2004 para 1° de fevereiro de 2009. Caso a mudança fosse aprovada, o grupo de Dantas entraria nos parâmetros da MP, pois foi criado no dia 2 de setembro de 2005, com sede no estado de São Paulo.
O ministro da SAE afirma que, se fosse mantido o prazo em 2004, no mínimo, 20 mil ocupações seriam excluídas desse processo de regularização simplificada.
No parecer inicial apresentado pelo relator da MP na Câmara, o prazo chegou a ser estendido para dezembro de 2008. Asdrúbal, no entanto, foi pressionado por parlamentares governistas a manter o prazo conforme veio do Executivo. O relator afirma que, antes mesmo das pressões, ele já havia decidido pelo retorno ao prazo de 2004.
“Ficaria muito difícil de distinguir e comprovar a ocupação se colocasse aquela data [2008] e isso [estender o prazo] poderia ocasionar uma séria de novas invasões. Antes mesmo das reuniões, eu já tinha decidido manter a data de dezembro de 2004”, explica o relator.
Em resposta ao site, a SAE não expôs justificativas claras para o pedido de adiamento do prazo. Por meio de sua assessoria, a secretaria afirma que "ignora esta ou qualquer situação individual, beneficiada ou não por qualquer dispositivo legal existente ou proposto".
A MP da Amazônia tem a assinatura dos ministros do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, do Planejamento, Paulo Bernardo, das Cidades, Márcio Fortes, e de Mangabeira, da Secretaria de Assuntos Estratégicos, responsável pelo Programa Amazônia Sustentável (PAS).
Legalização da grilagem
Nos bastidores da elaboração da MP, ainda em outubro de 2008, a SAE apresentou propostas que poderiam legalizar a grilagem na região. Essas sugestões estão no documento "Propostas de Simplificação Normativa e Procedimental para a Regularização Fundiária da Amazônia". Parte dessas idéias de Mangabeira foi rejeitada pelos demais integrantes do governo que participaram do grupo de trabalho encarregado de criar a MP.
Ao sugerir alterações na Lei 6383/76, que regulamenta a regularização de terra devolutas (terras públicas que mesmo sendo usadas por particulares ainda pertencem ao Estado), a SAE abria a possibilidade para regularização de áreas na Amazônia mesmo com pendências judiciais ou "cujo título seja passível de questionamento". A norma valeria para áreas de até 15 módulos fiscais (1,5 mil hectares).
Pela regra proposta por Mangabeira, posseiros com áreas acima desse limite também poderiam participar do processo, desde que devolvessem à União as terras "excedentes a 15 módulos". Ou seja, grandes proprietários mesmo que tivessem obtido imóveis rurais por meio de grilagem poderiam ter parte de suas terras legalizadas.
As posições do ministro em relação à Amazônia, sobretudo, têm rendido a ele uma série de críticas da parte de colegas. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, por exemplo, queixou-se dele em audiência com o presidente Lula há duas semanas. Anteontem (17), a Secretaria de Assuntos Estratégicos divulgou nota à imprensa negando os rumores que davam conta da saída de Mangabeira do governo. “Não há qualquer problema político ou programático na relação do ministro Mangabeira com o presidente e com o governo”, sustentou a assessoria.


Por onde a Vale passa

Com o adiamento do início da produção de níquel do Onça Puma, esticado agora para janeiro de 2011, e a aceleração, pela Vale, do processo de demissão de quase 900 pessoas contratadas – grande parte treinada no exterior – o clima em Ourilândia do Norte e Tucumã, municípios localizados no entorno da mina, está pesado.

É gente para todo lado falando do desemprego e a porta da prefeitura municipal lotada de pessoas em busca de trabalho. O prefeito Romildo Veloso e Silva (PDT) diz não saber o que fazer agora para acomodar tantos maranhenses, tocantinenses e piauienses pedintes.

Deixando de lado o jocoso efeito da tal “sensação de insegurança”, o olhômetro da turma das esquinas garante estar aumentando a violência nas duas cidade vizinhas.

Força da Internet

Mais de metade das pessoas entrevistadas durante a pesquisa da Zogby Interactive afirmaram que selecionariam a Internet, se tivessem de escolher uma única fonte de notícias; o percentual que optou pela televisão foi de 21%, e o rádio e jornais ficaram cada qual com 10%. A Internet também foi selecionada como a mais confiável das fontes de notícia por cerca de 40 por cento dos adultos, ante os 17 por cento que optaram pela televisão, os 16 por cento que ficaram com jornais e os 13 por cento do rádio.

Fonte – Reuters (18/06)

Linda Adalgisa

Foi emocionante, gostoso ver de perto, bom pra dedéu.

Funcionou assim tipo tratamento terapêutico da alma chafurdada diante das injustiças que parte da população rural da região do Bico do Papagaio vivia desde a década de 70.

Quando a quebradeira de coco Adalgisa Moraes da Silva, 76 anos, esposa de Frederico - humilde castanheiro à época, espancado pela ditadura sob falsa acusação de pertencer ao movimento guerrilheiro -, recebeu das mãos de Tasso Genro (foto Agência Pará) a portaria da anistia política, acompanhada da automática indenização, meninos, eu chorei, caladinho num canto da praça, sob o forte sol clareando bem mais a cena.

Foi Adalgisa quem deu a terceiros um de seus filhos que teve com o marido porque não tinha condições de criá-lo, vivendo sozinha, depois das sessões de tortura nas quais submeteram seu companheiro nas improvisadas dependências do DOI-CODI, em Marabá e em pontos diversos da rodovia Transamazônica, recém inaugurada.

Eu conheço a história de Adalgisa e Fred.

Eu conheço as histórias de Abdias Soares, Alda Ribeiro, “Barbadinho” – amigo do peito de ‘Osvaldão’ -, Creuza Nunes, Manoel da Mata, Pedro Borba, e tantos outros.

Histórias contadas aqui.

Histórias de gladiadores tupiniquins. Gente nossa que sabe descascar ouriço de castanha, caçar caititu e pescar nos igarapés.

Lula, mais uma vez, faz reparação moral de verdadeiros brasileiros.

Nota: ainda falta julgar 191 processos de pedidos de anistia política referentes à Guerrilha do Araguaia protocolados por militantes e camponeses.

Nota 2: E os militares e agentes torturadores, permanecerão anistiados?

quarta-feira, junho 17, 2009

Times campeões

A marca Zucatelli avança, além fronteiras.

No Maranhão, o grupo empresarial de Marabá liderado por Reinaldo Zucatelli colhe os efeitos positivos do marketing de oportunidade ao aparecer na mídia do Estado como patrocinador único do JV Lideral, equipe de futebol profissional de Imperatriz que sagrou-se campeã da elite estadual disputando o título em duas partidas contra o Sampaio Correia.

Levado ao profissionalismo em 2009, o time é um clube-empresa do empresário Valter Lima, que residiu em Marabá por muitos anos gerenciando uma instituição bancária, e hoje é dono de uma das maiores construtoras do Maranhão.

Na foto, o governador em exercício do Estado, João Alberto de Souza (PMDB), exibe a camisa o time campeão.

Para quem quiser saber mais, clique Aqui.

terça-feira, junho 16, 2009

Pacote tributário é tema em Santarém

A Secretaria da Fazenda (Sefa) terá um encontro com representantes dos segmentos empresariais em Santarém amanhã, dia 17 de junho, para apresentar as medidas tributárias adotadas recentemente visando dinamizar a economia, combater a concorrência desleal e dar mais agilidade a fiscalização, implementar a cobrança da dívida ativa e aumentar a arrecadação, bem como enfrentar a crise econômica internacional.

No encontro a Sefa vai esclarecer assuntos como a emissão de Nota Fiscal Avulsa no Portal de Serviços da Internet, que só pode ser feita por meio de credenciamento prévio. Este novo serviço iniciou no dia 23 de maio. A grande vantagem é que o cidadão não precisa mais se deslocar até uma unidade do Fisco para receber o documento fiscal.

A Sefa agendou outras reuniões para conversar com empresários pelo interior. No dia 25 haverá encontro em Tucuruí e no dia 30 em Altamira. Segundo o secretário, as reuniões servem para esclarecer aos empresários e contadores as novas medidas, mantendo um diálogo permanente com as classes empresariais.

Regular
A grande novidade do pacote tributário é o Programa de Regularização Fiscal das Empresas no Estado do Pará (Regular) permitindo o parcelamento de débitos tributários do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias (ICM) e do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) até 31 de dezembro de 2007, inscritos ou não em dívida ativa, com redução de até 95% das multas e de até 80% dos demais encargos.

O pagamento pode ser feito em parcela única, com redução de 95% das multas e de 80% dos juros; em até 36 parcelas mensais, com redução de 80% das multas e 60% dos demais acréscimos e em até 60 parcelas, com redução de 60% das multas e 50% dos juros.
A adesão ao Programa pode ser feita até o dia 31 de julho no Portal de Serviços da Secretaria na Internet (
www.sefa.pa.gov.br/regular ).



Fonte: Ana Marcia Souza Pantoja
Assessoria de Comunicação / Sefa Pará

Evidentes suspeitas

Repórter Diário, edição de domingo, 14, do Diário do Pará, publicou notas a respeito da rapinagem à espreita do Conselho Federal de Medicina do Pará. Duas notas que antecipam os perigos a rondar um dos órgãos mais respeitados do país – apesar de seu forte corporativismo, mas responsável por muitas maracutaias descobertas ao longo dos anos praticadas por profissionais da medicina fora de responsa.

Trata-se da candidatura do médico José Antonio Cordero à representante do Pará no CFM.

As notas não mereceram observações da blogosfera, mas é preciso mirar com todas as armas o gabiru. E como!

Reproduzamos, novamente, o que disse o RD:


Urna médica
A eleição para os representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM) no Pará, na segunda quinzena deste mês, trará de volta ao debate um escândalo que tramita na 2ª Vara de Justiç Federal, em Belém, sob apreciações da juíza Hind Kayath. Um dos acusados no processo é o médico José Antonio Cordero, ex-vice reitor da Uepa na gestão de Fernando Palácios e agora candidatíssimo à vaga na CFM, Cordero e Palácios foram denunciados – com mais de 30 pessoas – por crime de peculato e improbidade administrativa. A ação civil do Ministério Público Federal é subscrita por cinco procuradores da República.

Boca do caixa
Ambos são acusados pelo desvio de um total de R$ 550.629,59, de três convênios celebrados com o Programa Nacional de Reforma Agrária (Pronera), o Ministério da Saúde e a Funasa. José Cordero responde por prejuízos de R$ 154.407,69. A análise do MPF nos documentos probatórios mostra que Cordero e Palácios assinavam, endossavam e recebiam quantias na boca do caixa que variavam entre R$ 15,00 e R$ 89.411,00, sme nunca terem prestado contas. O advogado Cadmo Bastos Júnior, que patrocina a ação popular, diz que o desvio chega a R$ 6 milhões, se considerados os ganhos de aplicação financeira.


A denúncia repercutida pelo RD chega em boa hora.
Dirigente da UEPA, em recente viagem a Marabá, revelou ao poster que o médico Antonio Cordero, com apoio cego do então reitor Palácios, promoveu desvios tão elevados que até hoje a direção da instituição tenta encontrar um rumo. E muitos outros escândalos podem estourar a qualquer hora.

Impunemente, o gabiru de branco agora tenta controlar o Conselho Federal de Medicina, carregando a pecha de desviador de recursos federais.

Pior: é favorito para derrotar outros pretendentes locais, com biografias irretocáveis.

Só falta agora os médicos paraenses darem aval a colega investigado pelo Justiça e com um passado moral dos mais perversos.

O aval da classe a Cordero, não apenas questiona os conceitos éticos dos médicos paraenses como põe à prova a suspeita de que a grande maioria compactua com bandalheiras do quilate estabelecido.

Além de constrangedora, essa é a pior das suspeitas.
atualização às 16:23
Minutos depois de postar a nota acima, o blogger deu uma geral na blogosfera, encontrando post do Juvencio tratando do mesmo tema. E com bem mais intensidade.
Belezura!!

Terra Legal

Lula não vem a Marabá. Nunca nem se cogitou isso, para o lançamento do "Terra Legal".

O programa será lançado simultaneamente em três Estados: Mato Grosso, Rondônia e Pará, . O presidente da República ficará em Alta Floresta; Dilma Roussef em Porto Velho; e, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, presidirá o evento em Marabá, às 10 horas, dia 19, sexta-feira.

Em três telões armados em praça pública, Lula trocará figurinhas com seus dois ministros.

A população de Marabá está sendo convidada para acompanhar o lançamento do "Terra Amazônia Legal" em frente ao ginásio olímpico "Renato Veloso", na Folha 16.

Retidão de um homem

Com o título “Imperativo categórico”, Fábio de Castro, ex-secretário de Comunicação do Governo do Pará, reabriu seu blog que se encontrava em hibernação desde o dia em que ele assumiu o cargo, dois anos atrás. O post é um toque de civilidade e correção de uma pessoa finíssima.

Não se espere que se venha a falar, indiscretamente, sobre o governo do qual participei e participo. Em primeiro lugar porque a confiança que se nos é depositada, em qualquer situação da vida, mais ingrata ou menos ingrata, exige a retribuição da discrição – até que possa se tornar - por si mesmo, bem entendido - história. Em segundo lugar, porque minha fé no coletivo é profunda, e ela postula que a condição de ser ou ter sido secretário de estado só se torna relevante diante dos projetos comuns e coletivos. Para mim, essas coisas são “imperativos categóricos” - no sentido kantiano do termo. Ou seja, coisas impossíveis de serem questionadas, coisas que nem mesmo à razão se submetem.

Não obstante, precisarei falar aqui de comunicação, e para isto conto usar e duvidar da experiência que referi acima. Trata-se de uma fé didática. Precisamos ensinar a sociedade a se defender de sua mídia. E precisamos aprender com ela a nos defendermos de nossa mídia – da que nos envolve e da que produzimos.

Lula cá

Se Lula realmente aparecer aqui por Marabá na sexta-feira, 19, para lançamento dos programas Arco Verde e Terra Legal, presidentes de entidades populares e associações de bairros farão esforços para tentar entregá-lo abaixo-assinado pedindo apoio financeiro para a construção urgente do estádio de futebol de Marabá.

O povo decidiu se mobilizar em favoNegritor do Águia.

Semana intensa

A semana politica promete muito em Marabá.

Começou ontem com desfile de políticos, em cima de palanque, se auto intitulando pais da duplicação da rodovia Trasnamazônica.

Na quinta e sexta-feiras, se acentuará com o lançamento da Operação Arco Verde e programa Terra Legal.

Carlos Guedes, coordenador do Terra Legal, já está na cidade recebendo políticos, micros, pequenos e médios proprietários de terra.

Na prática, começa a regularização fundiária.

A raça não se emenda

O post Falta MP Nele inspirou o comentarista Reinaldo a contar drama vivido pela população de Santa Luzia do Pará, que também tem prefeito precisando de Ministério Público na ilharga:



Muito interessante esse artigo sobre Canaã dos Carajás, inclusive o usei no meu blog [lhe dando os créditos é claro] por que esse fato acontece também na minha cidade Santa Luzia do Pará, onde o prefeito Louro do PT só começou a pagar o salário do funcionalismo hoje também, enquanto o seu filho Gedson Xavier troca de carro constatemente e só compra carro de luxo e de última geração. Antes do pai ser prefeito essa figura vendia revistas e sorvetes numa banquinha na praça da matriz, mas agora mudou de vida, depois que virou "primeiro ministro" da cidade. É exatamente igual.

segunda-feira, junho 15, 2009

Imperatriz, do alto de sua beleza

A ponte
Imperatriz continua charmosa, berço de imensa população que a cerca ao Sul do Maranhão dependente do fôlego da grandiosa cidade. Onipresente, mas maltratada, mal assistida por seus governantes.


Suspensa por cabos que dão sustentação aos seus tabuleiros centrais, a ponte estaiada
ligando os Estados do Maranhão e Tocantins está concluída. Ficou bela, pomposa, a brilhar de longe para que olha da velha balsa com seus dias contados atravessando gentes e veículos. Pra ser bem exato, a ponte foi concluída pelo ex-governador cassado Jackson Lago (PDT), mas ainda faltam obras de aterro em suas cabeças e duas curtas estradas projetadas de ambos os lados, para interligá-la ao eixo rodoviário dos dois estados.

Do lado do Tocantins, máquinas começaram a trabalhar com intensidade construindo a rodovia de 6 Km, no município de São Miguel. Do lado maranhense, necas-necas. Não se vê nada, nem uma viva alma para dizer quando vão começar a conclusão da obras.

Hora da vingança
Imperatriz morre de amores pelo cassado ex-governador Jackson Lago. De dez populares, sete se declaram eleitores dele. E a cassação do velho cacique não pegou bem na cidade. Há histórias de todo tipo descrevendo o espírito do imperatrizense diante do retorno de Roseane ao comando da política estadual. Reações que vão da promessa de apedrejá-la em praça publica de quando da primeira visita governamental à cidade, ou uma “vaia histórica”.

Crença descrente
Quando o assunto é a possibilidade do TSE aceitar denúncia formulada pelos adeptos de Jackson Lago de infidelidade partidária praticada por Roseane Sarney (PMDB) – a governadora migrou do DEM para o PMDB -, opiniões são conflitantes. Metade acha que a filha do presidente do Senado “pagará com a mesma moeda”. A outra entende que a linguagem franciscana de Sarney é muito bem entendida pela maioria dos ministros dos tribunais, não havendo, portando, razão para empolgação.

Não é bem assim
Numa rodada de amigos contemporâneos do final dos anos 70, a provocação não poderia deixar de ser espalhada. O poster indagou sobre a possibilidade de Jackson Lago enlamear-se de vez caso seja constituída a CPI proposta pela Câmara de São Luís destinada a apurar a falência da Coliseu (Companhia de Limpeza e Serviços Urbanos) – apontada como fonte de “caixa 2” das administrações do PDT. A mesa pegou fogo.

A culpa recai sobre João Castelo (PSDB), prefeito da capital e aliado do ex-governador.

Fair Play
Conversamos demoradamente com Sérgio Macedo, velho amigo do poster. Ele é o secretário estadual de Comunicação de Roseane Sarney – aliás, pessoa da extrema confiança da governadora. Coincidentemente, Macedo também se encontrava em Imperatriz no final de semana.
Sobre a rebeldia do Sul do Maranhão ao governo da filha do presidente do Senado, Sérgio aguarda resultado de pesquisa que ele encomendou para traçar rumos que dará à comunicação naquela região. Mas, experiente que é, sabe da necessidade de investir muito em infraestrutura, jogar volumosos recursos em Imperatriz.

Acalmando Imperatriz, o exemplo segue por outros municípios, naturalmente.

Por ali a coisa funciona assim: o que é bom para Imperatriz, é bom para o restante da região. O que é ruim, a mesma coisa.

Ao comentar posts do blog Colunão, do jornalista paraense Walter Rodrigues há muito tempo radicado em São Luís, Sérgio Macedo foi de uma postura irretocável:

- Gosto do Walter, respeito o trabalho dele. Ele é muito correto, zela por isso. Procura não cometer injustiças.

Para quem não sabe, Walter Rodrigues fiscaliza de perto todos os passos da família Sarney e de pocilgas outras insistentemente lutando para manterem na escuridão o Estado do Maranhão.

Falta MP nele

Comentarista diz que o salário dos funcionários da prefeitura de Canaã dos Carajás está atrasado. Pontual mesmo, segundo ele, apenas os carros caríssimo do filho do prefeito. Ao que diz o leitor:

A situação de Canaã dos Carajás é de penúria. Até esta data, 13/06, o pagamento do salário dos servidores não foi efetuado. Enquanto isso, o filho do prefeito, Anuar Alves Filho, o Anuarinho, uma espécie de Primeiro Ministro , desfila na cidade em reluzentes caminhonetes zero kilometros. Pobre, Canaã!


Isto acontece em cidade cujo Ministério Público cruza os braços e deixa a xepa da feira fazer o que bem entende.

Estado do Tapajós sofre intimidação

O automóvel Siena dos diretores do jornal O Estado do Tapajós teve os parabrisas destruídos por dois elementos desconhecidos, na noite da última quinta-feira, quando o veículo se encontrava estacionado em frente à residência do jornalista Miguel Oliveira, no bairro do Santíssimo. Dois elementos apertaram o botão da campanhia da residência do jornalista, que é o editor-chefe do jornal.
Ao serem atendidos, perguntaram se o jornalista se encontrava em casa.Um dos elementos chamou o morador para fora da garagem a fim de “lhe apresentar um amigo”. Após o morador não atender o convite e regressar ao interior da residência, os elementos danificarm os vidros traseiro e dianteiro do veículo.
Vizinhos confirmam que após o dano, a dupla deixou o local em disparada para lados opostos.
O vandalismo ocorreu meia hora após site do jornal publicar nota sobre o secretário de agricultura OsmandoFigueiredo.
Em nota publicada na Coluna do Estado, a direção do jornal considera o ato covarde e intimidatório e sustenta que a ação faz parte de uma tentativa de intimidação aos diretores do jornal que se mantém independente diante da administração municipal que está retornando ao poder.
A direção de O Estado do Tapajós ressalta que, "se os mentores eexecutores desse atentado pensam que este jornal se deixará intimidar, estão muito enganados. Atos como esse só reforçam o sentimento de que O Estado do Tapajós precisa continuar prestando um relevante serviço à sociedade santarena, que é o da veiculação da boa informação".
A direção do jornal já registrou Boletim de Ocorrência na delegacia de polícia e o pedido de realização de perícia, o que já foi executada na manhã da última sexta-feira.
Por fim, a nota sustenta que "o jornal vai manter sua linha de independência, pois vai permanecer sempre ao lado dos interesses de seus leitores".
Fonte: OET