sábado, janeiro 19, 2008
Sílvia, contra a violência
O atual delegado Vicente Gomes perdeu a guerra contra a violência e será substituído pela experiente delegada Silvia Mara Ferreira Tavares.
Sai o primeiro
Presidente do Águia de Marabá, Ferreirinha foi o campeão de votos nas duas últimas eleições legislativas.
Oficialmente, é a primeira pré lançada.
Freio de arrumação
Ana Julia não subirá em palanque onde houver confronto de candidatos da base aliada. Como vetará a participação de secretários nas mesmas circunstancias.
Sem alarde
É devagar, devagarinho...
Pacote de obras em andamento, com algumas inaugurações no limite de prazo legal, tonificarão a estratégia do prefeito de Belém.
Sonho de consumo
Vitalina aceitou conversar desde que respeitadas algumas regras.
A senhora, pautada, digamos assim, é o objeto de consumo mais cobiçado do blogger.
Até hoje, ela jamais concedeu depoimento sobre a guerrilha, que viveu até o pescoço carregando o peso de criar um dos filhos do guerrilheiro. Vive em uma pequena cidade do Tocantins, envolta a um silencio obsequioso somente agora em vias de ser quebrado.
Ao confirmar ontem à tarde a mais desejada entrevista, o colaborador do blog contou as dificuldades enfrentadas para localizar Vitalina, sendo necessárias quatro viagens a três localidades, sempre aos finais de semana, com auxilio de amigos dele residentes em São Geraldo e Xambioá.
Localizada, a senhora quis chutar o pau-de-barraca quando recebeu proposta de conceder entrevista. “Quase fui expulso de sua casa, mas graças a Deus uma prima dela acalmou os ânimos e a convenceu da importância de falar um pouco sobre a guerrilha”, conta nosso herói.
Problema é saber se Vitalina topará gravar depoimento em vídeo.
Cadeia X Igreja
O PT de Itupiranga não sabe.
De um lado, minoria defende a candidatura do ex-padre e ex-prefeito Benjamin Tasca, líder das pesquisas. De outro, o segmento tradicional da legenda quer ir de Sérgio Maximo, delegado de Polícia Civil.
Se não houver aconselhamento de cima pra baixo, o partido disputará dividido a eleição.
Benjamin Tasca, um dos ícones dos governos tucanos, foi puxado para o PT pelas mãos de deputada Bernadete Caten.
Criatório de vermes
Surpresa pra ele. E para o prefeito JPC.
Nos últimos três anos, Redenção lidera o ranking das demandas negativas do Sul do Pará. Município em pleno estágio de desgoverno. Entregue, ipse literi, aos insetos gerais.
Vertebrados e invertebrados.
Alta estação
Como a rede hoteleira da cidade encontra-se sempre com sua capacidade de ocupação no limite, haverá dificuldades para acomodar a todos os delegados.
Olhando pela janela
Indicado por quem?
Ela mesma: Dilma Rousseff , ministra-chefe da Casa Civil, e candidata de Lula à sua sucessão.
Amarraram, direitinho, as pernas do esperto senador.
Os centros da cidade
Este movimento é considerado positivo por Luiz Eusébio Ferraz, arquiteto urbanístico que trabalhou nas pranchetas de técnicos da prefeitura de Porto Alegre por ocasião da elaboração do bem-sucedido Projeto Centros de Bairro da capital gaúcha.
Atualmente consultor de uma empresa terceirizada da Vale, Luiz Eusébio expôs demoradamente ao blog seu pensamento a respeito do momento vivido por Marabá, principalmente quanto a necessidade da prefeitura aproveitar o avanço dos benefícios urbanísticos “fazendo intervenções para reduzir a quantidade e extensão dos deslocamentos, diminuindo a necessidade de transporte coletivo” – o maior gargalho atualmente da cidade.
Ao verificar a existência de diversos centros comerciais nos quatro Núcleos Habitacionais de Marabá(Av. Antonio Maia – Velha Marabá; Av. Nagib Mutran – Cidade Nova; Av. Antonio Vilhena -, bairro Liberdade; Av. Boa Esperança -, bairro Laranjeiras; VP-8, Nova Marabá; e Morada Nova), o arquiteto esclarece que “os centros de bairro assumem um papel importante na constituição da identidade das comunidades locais, funcionando como um ponto de referencia e expressão simbólica das condições de vida e das aspirações dos seus moradores”.
Segundo ele, são grandes as probabilidades, no entanto, de que esses novos usos produzam uma configuração que não é a mais desejável. E, então, em decorrência da forma como se dá a consolidação da estrutura urbana, o centro de bairro enfrenta obstáculos ao seu desenvolvimento. Os impactos negativos na qualidade de vida estendem-se ao transporte coletivo, ao transito de veículos e de pedestres, à segurança e à acessibilidade aos serviços públicos.
“O governo municipal pode intervir no centros de bairro, estimulando e ordenando o seu desenvolvimento. Em alguns casos, a intervenção pode contribuir, também, para impedir ou reverter processos de degradação”, explica.
Quais os caminhos
Indagado sobre o que fazer para viabilizar a configuração urbanística sugerida, Luiz Eusébio adianta que as ações voltadas aos centros de bairro não podem perder de vista o bem-estar dos cidadãos. Devem, portanto, ter como objetivo maior a promoção da melhoria da qualidade de vida de todos aqueles que estão ligados ao bairro e o seu centro.
“As intervenções devem facilitar o acesso da população ao comércio e às empresas prestadoras de serviços, através da regulamentação de estacionamento, adequação de itinerários e de pontos de ônibus e criação de áreas de circulação de pedestres e ciclistas, entre outros”.
Explica que o centro de bairro pode apresentar, também, uso voltado à convivência e ao lazer, oferecidos pelo setor privado ou pelos serviços públicos. A promoção de eventos e atividades culturais nos centros de bairro, além de contribuir para a regionalização e descentralização da ação cultural, pode contribuir para consolidar o uso para lazer.
“O alargamento de vias, priorizando o espaço de pedestres e da bicicleta, ou projetos de reforma e redefinição de espaços como praças e canteiros centrais de avenidas também podem tornar mais atraente o centro de bairro como espaço de convivência. Em algumas situações, pode-se implantar um centro cultural em áreas ou edifícios sub-utilizados ou degradados, recuperando-os em parceria com a iniciativa privada”.
Prefeitura é indutora
Como as intervenções nos centros de bairro atingem diretamente a vida dos cidadãos, é indispensável que sejam precedidas por um processo de discussão com todos os setores envolvidos. A prefeitura deve ouvir múltiplas opiniões nos seus diversos departamentos e em órgãos públicos de outras esferas de governo e na sociedade.
“Avança-se ainda mais na participação popular, se for elaborado um programa que preveja intervenções conjuntas entre a prefeitura e a população. Como exemplo disto, pode-se realizar atividades em mutirão ou transferir parte das ações para as empresas e moradores”.
Os empresários locais devem ser convidados a aderir ao projeto. Isto não exclui as empresas beneficiadas de participar do financiamento de sua implantação, para que os benefícios gerados pelos investimentos públicos não fiquem sem contrapartida. “O instrumento jurídico da contribuição de melhoria pode ser utilizado para recuperar os investimentos da prefeitura”.
A definição prévia dos bairros em que se pretende atuar evita a dispersão de esforços. “Para orientar a escolha, devem ser avaliados critérios como necessidade de geração de empregos na área, serviços públicos existentes, possibilidades de obtenção da adesão e participação da sociedade, infra-estrutura disponível na área, grau de degradação urbana e capacidade de polarização de serviços do centro de bairro”.
Em Porta Alegre, diz, há experiências bem-sucedidas dos Centros de Bairro, com resultados referenciais nas áreas social, econômica, urbanística e política.
O próximo prefeito bem poderia pesquisar mais sobre o assunto.
sexta-feira, janeiro 18, 2008
Tudo pelas hidrovias
O deputado cobra o uso racional dos modais de transporte, apontando que a carga deve caminhar pela menor distância econômica e não pela distância geográfica, uma vez que não há motivo para pagar mais por um modal de transporte se existem alternativas mais viáveis economicamente. Segundo Luis Cunha, a Frente Parlamentar propõe soluções de logística integradas e ressalta a importância, para a região amazônica, do transporte hidroviário e da conservação dos recursos hídricos, evidenciando que a solução para os principais problemas da região passa pela destinação a ser dada aos projetos das hidrovias; pela disponibilidade hídrica para uso múltiplo das águas e pela outorga e cobrança desse uso.
Mobiliza, deputado, mobiliza!
Carnificina
Pior é a ausência de disposição da classe política em acabar com a anarquia urbana que só mata e aleija.
Muvuca noturna
A coluna de hoje do poster, no Diário do Pará, disseca sobre isso: mumunhas & pupunhas no seio de uma licitação previamente indicado seu vencedor.
Força paroara
E aêêê!?
Verticalização à vista
O poster conheceu todos os estágios do empreendimento, algo surpreendentemente super-dimensionado. A começar pelo valor do próprio projeto, que pulou de UR$ 250 milhões para UR$ 300 milhões.
Dia 1º de Março, finalmente o Pará estará produzindo aço.
Ineditismo
O perfil de siderurgia em fase de implantação em Marabá será o oitavo implantado no país. Conforme seu processo produtiv, as usinas siderúrgicas são classificadas como integradas, semi-integradas ou não integradas.
A Sinobrás é integrada. Ou seja, concebida para operar as quatro fases: produção de gusa, Aciaria, Laminação e Trefilaria.
A primeira siderúrgica do gênero do Norte-Nordeste.
Subestação
A subestação construída no parque industrial já foi ativada pela Celpa, com capacidade para abastecer uma cidade do porte de Marabá, com energia de sobra.
Empregos
O processo de produção será misto, com utilização de gusa e sucata, o que tornará a Sinobrás uma das maiores recicladoras do país.
Em fase de produção nos quatro níveis, empregará 2.000 pesssoas diretamente. Como na siderurgia, para cada emprego direto são gerados dez indiretos, conforme dados consolidados na região do Vale do Aço, a Sinobrás será responsável pelo sustento de 20 mil pessoas.
Mercado interno
Ian Corrêa, vice-presidente da siderúrgica, demonstra empolgação ao falar das riquezas a serem geradas pela verticalização. “Nossos produtos são destinados ao mercado interno, exclusivamente. Isso significa volumosa arrecadação de ICMs”.
E dá um exemplo: somente de energia, a Sinobrás calcula pagará à Celpa, mensalmente, algo em torno de R$ 5 milhões de consumo. “O ICMs, apenas na parte de energia, beira a R$ 1,5 milhão por mês”.
Mão-de-obra
O gargalo maior da siderúrgica é a carência de mão de obra. Na atual fase de construção do parque industrial, falta até pedreiro. Profissionais qualificados com experiência na construção do empreendimento, nem se fala. O poster foi levado a conhecer a Sala de Projetos da empresa, onde descobriu verdadeira babel.
Empapuçada de gente com sotaques regionais e línguas diversas, na sala trabalham profissionais originários de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Alemanha, Itália, Estados Unidos e Espanha.
Rapidamente, deu para contar 62 profissionais: engenheiros elétrico, mecatrônicos, laminação, industrial, e uma gama de outras especialidades.
Hoje, parte rumo a Alemanha dez pessoas contratadas em Marabá para serem submetidas a cursos e treinamento naquele país, fornecedor de grande parte dos equipamentos do parque industrial. O foco da empresa é valorizar a mão de obra local, por isso necessita urgentemente da presença na cidade do Sesi, Cefet e de universidades para a formação de profissionais.
Em Marabá, há oferta significativa de emprego no momento. Falta gente qualificada.
Reflorestamento
Para transformar o minério de ferro e sucatas em produtos acabados de aço para construção civil, a Sinobrás fechou o ano de 2007 com 11.000 hectares de áreas reflorestadas, em Tocantins e Pará.
Até o final de 2008, a meta é chegar a 20.000 hectares. E assim por diante.
Tudo a ver
Troca de telefonemas é feito durante o dia inteiro. Do interior para a capital e vice-versa.
Alô, alô, Papai.. alô, mamãe!
Trata-se de condenados a penas impostas pelo juiz federal Rubens Rollo D’Oliveira por furto qualificado como integrantes de quadrilha de hackers, que usava programa de computador para desviar dinheiro pela internet.
Lembrando: no meio dos condenados, há representante comercial, comerciante, técnico de informática, vendedor autônomo, e dois policiais civis: Augusto Marconi Castro da Silva e Osmar Ferreira da Costa.
Blogger publica a lista para criar recall na memória dos mais jovens, ambiciosos (no mal sentido, claro), e mal orientados pela família:
Débora Vasconcelos Carvalho - 12 anos e oito meses
Érica Costa dos Santos - 12 anos e 8 meses
Arildo Fernandes M. de Paula - 10 anos e 6 meses
Mizael Moreira Dias - 10 anos e 6 meses
Ardylley Costa Aboim - 10 anos e 6 meses
Raquel Ramos da Silva - 10 anos e 6 meses
Raimundo de Nazaré Saraiva Filho - 11 anos e dois meses
Augusto Marconi Castro da Silva - 10 anos e oito meses
Raphael Carvalho Derze - 10 anos e 6 meses
Sayd de Oliveira Gomes - 10 e 4 meses
Osmar Ferreira da Costa - 9 anos e 4 meses
Cleber Rodrigues Pinheiro - 6 anos e 8 meses
Fábio Geraldo Freitas dos Santos - 6 anos e oito meses
Ivo Santana Cantanhede - 6 anos e 1 mês
Haroldo Guedes Mendes - 6 anos e 1 mês
Fabiana Conceição dos Santos - 3 anos e 10 meses
Marcos Antonio Cordeiro dos Santos – 6anos e três meses
Diogo Sarmento Silva – 8 anos e 10 meses
Francisco das Chagas Teixeira Lopes – 9 anos e 6 meses
Flávio Barros Sobrinho – representante comercial – 9 anos e 6 meses
José Marques Pereira do Nascimento – 9 anos e 6 meses
Severino Cardoso da Silva – técnico em informática – 9 anos e 8 meses
Quem encara?
O convite está saindo em emissoras de rádio.
As duas autoridades censuraram falas do governador na TV Educativa, e não responderam ainda ao convite de Requião.
Macacos me mordam!
Alguns coleguinhas precisam caprichar...menos. Bem menos.
quinta-feira, janeiro 17, 2008
Fora de órbita
Poster cumpre agenda extra-base, com retorno somente na madrugada.
Desculpem.
quarta-feira, janeiro 16, 2008
O nome da Endemias
Convite foi formulado.
Mais um furo do blog? Aguardemos.
Gestão em xeque
- Terá o grande desafio de consolidar o conceito de gestão fiscal em vigor desde 2002, e ampliar a infra-estrutura urbanística espalhada no município pelo atual prefeito. Se for querer usar o dinheiro para fazer filantropia, se estrepa.
Ou se afoga nas águas tocantinas.
Transito doido
Realmente, Marabá tem o trâsnsito mais louco do Brasil.
Escândalo!
Platando mais
Isso signfica aquecimento no comércio e outras milongas mais.
Cheia à vista
Esse volume de água deixa submersa parte da Cidade Velha.
Rarefeito
Esses deuses insaciáveis...
Traduzindo: 1.000 GB.
Telhado alto
Uma cidade.
A dimensão do negócio certamente envolverá Caixa Econômica, Prefeitura Municipal e outras fontes sempre tentadoras.
Pois não?
Quem são eles
Em Parauapebas, a empresa faz parceria com a Vale na construção de casas para os funcionários da mineradora.
Fogo sem controle
Dos 5.564 municípios - observem bem -, apenas 635 são servidos por uma brigada do Corpo de Bombeiros.
Fragilizadas diante de tal vulnerabilidade, as comunidades têm que se virar carregando latas d’água, diante de um sinistro inevitável.
Estado primitivo
Insólita é a explicação do coronel comandante operacional do CB do Estado, Robério Santos, a posição de fona do Estado: o atraso da instituição se deve ao processo de emancipação do Corpo de Bombeiros da Polícia, também atrasado.
Mais correto, seria o coronel dizer que falta é o Maranhão se emancipar. Livrar-se das asas da família Sarney.
Festa Imodeta
Passou batido, até pelo blog que tem admiração especial por eles.
Utilizo os versos de Caetano, em sua Festa Imodesta, para referenciar os criadores de música.
Numa festa imodesta como estaVamos homenagear
Todo aquele que nos empresta sua festa
Construindo coisas pra se cantar
Tudo aquilo que o malandro pronuncia
E o otário silencia
Tudo aquilo que se dá ou não se dá
Passa pela fresta da cesta e resta a vida
Acima do coração
Que sofre com razão
A razão que volta do coração
E acima da razão a rima
E acima da rima a nota da canção
Bemol natural sustenida no ar
Viva aquele que se presta a esta ocupação
Salve o compositor popular.
Acima do coração
Que sofre com razão
A razão que volta do coração
E acima da razão a rima
E acima da rima a nota da canção
Bemol natural sustenida no ar
Viva aquele que se presta a esta ocupação
Salve o compositor popular.
terça-feira, janeiro 15, 2008
Festa na Transamazônica
Chega de saudade
Tempos em que era uma farra ser rondonista, no bom sentido, claro.
Dava misto de tristeza e alegria a hora da troca de turmas. Uns chegando de Sampa e outros indo. Choros e risos. Saudades, muitas. O aeroporto empapuçado de gente. Vários sotaques. Torre de Babel.
O blogger namorou algumas rondonistas, varando madrugadas nas pequenas ruas de Marabá, de segunda a segunda, com violão, cerveja, peixe frito, papo e a felicidade no rosto de todos.
Diziam ter sido o Projeto Rondon idealizado para alienar os universitários brasileiros. Coisas dos militares.
Se procederam pensando dessa forma, quebraram a cara. No meio de acadêmicos de medicina, jornalistas, assistentes sociais, veterinários, pedagogas, sociólogos e demais cursos, vinha muito babaquinha. Mas a grande maioria era um hino à conspiração.
Tempos de Verinha, louca paixão de Valvilson, pernambucano da banda Brasas Seis, com quem tocamos centenas de bailes. Os dois pareciam um. Preto e branca, apaixonados, perdidamente.
Tempos de Aninha, assistente social, que numa noite enluarada fez o bobinho aqui atravessar o rio Tocantins, à canoa, pagando jacumã, somente os dois, pra contemplar a lua do outro lado, na praia do Tucunaré. Quando demos pelo mundo, estávamos perto da Praia do Carrapato, bem abaixo de Marabá, levados pela correnteza.
Vai ver os rondonista de hoje, ao escurecer, procuram o primeiro cyber café existente nas cidadezinhas desse Pará gostoso.
Um dia, o blog precisa contar histórias do anos dourados rondonistas. Da poesia, romantismo e muitas conspirações nas musicais noites tocantinas.
Foi bom. E muito rápido. Chegou e sumiu, como num piscar de olhos.
Limpando a área
Os que atuam na legalidade reclamam que nos últimos 30 dias os processos começaram a empacar e que servidores sugeriam que poderia haver outra forma de fazer o processo sair do fim da fila. Evidentemente que às custas de algumas verdinhas. Parece que o tiro saiu para culatra.
Os demitidos foram impedidos inclusive de acessar os computadores em que trabalhavam para evitar que apagassem eventuais provas, como aconteceu com um trio demitido do Sisflora, que ao perceber que estavam com os dias contados, apagou toda a memória dos seus computadores. Não ficou um único indício de prova contra o trio.
Satélite
A fonte revela ainda que apareceram áreas de florestas validadas por técnicos da Sema inclusive em local totalmente desmatado, tudo para legalizar madeira retirada de forma criminosa de áreas que não possuem plano de manejo. A suspeita levou a Sema a fazer uma nova varredura por satélite e a fraude ficou exposta. Dizem que Ortega já sabe desse mal feito.
Novos tempos?
Em tempo: teve diretor da Sema, que preferiu devolver os brindes recebidos das empresas no final do ano sob a alegação de quer se sentir totalmente livre para assinar, ou não, os documentos sob sua responsabilidade. Não quis sequer as agendas, quando mais os uísques 12 anos.
segunda-feira, janeiro 14, 2008
Fator gente
Como macaquinhos adestrados, aplaudiam com riso mofo, como se cumprissem script previamente elaborado nos gabinetes de Belém, que nem se dava à gentileza de consultar os nativos sobre o que eles queriam fosse incluído na programação.
Bem sacado esse lance de realizar o Campeonato Intermediário da Pororoca.
É de bom tamanho. Faz inclusão, transformando os marajoaras alegremente atores de uma felicidade de águas.
Pontos para a secretaria de Esporte e Lazer (Seel).
Em março, o blog marcará presença em São Domingo do Capim.
Fator Pato
Na corrida para alcançá-la, ele vence o zagueiro que ainda tenta segurá-lo aplicando-lhe uma gravata.
Mais ágeis, escapam os dois: a bola e o atacante.
Ainda no ar, antes de tocar no gramado, com a sola da chuteira, de cima pra baixo, a “maricota” é empurrada.
Antes da conclusão da jogada, um contra-plano mostra o excelente goleiro no Napóli saindo do gol desesperado, pedidão, sem saber qual lance há de vir dos pés daquele garoto.
A bola segue sua trajetória fatídica, para o goleiro. Belamente arte, pros torcedores do mundo.
Elegantemente brasileiro, gol de Pato.
Emocionado pelo conjunto de pelo menos cinco bonitas jogadas do estreante jovem atacante, o poster passou a noite de domingo mudando de canais para rever os lances da partida de sua estréia.
Deu contentamento.
Sem endereço
A vitrine social do MST expõe a miséria esvoaçante expandindo-se sem que haja algo de novo. De bom.
Não há escola para as crianças. Não há roupa. Comida, muito pouca.
Se dependesse de dona Osmarina, mãe de cinco pirralos, sua família estaria em Cururupu, de onde veio do Maranhão em busca de canto pra morar.
- Estou cansada dessa vida. Mas quando peço a meu marido para voltarmos, ele vira bicho. Nem pensar em dar meia volta.
É isso. Estamos vivendo uma situação no país que só havia no mundo primitivo: a maioria dos brasileiros é nômade, sem endereço. O apartheid social consegue nos distanciar cada vez mais.
O acampamento não é apenas dos sem-terra.
É dos sem-pão, sem-saúde, sem-transporte, sem-educação. Sem endereço limpo.
O blogger observa mais abaixo, à margem direita de quem segue rumo a Marabá, magote de crianças brincando numa imensa poça d’água formada pelas chuvas das ultimas 48 horas. Água parada.
Dona Osmarina, ao lado do poster, é uma mulher triste. No peito e no olhar, não revela nenhuma razão de contentamento. Não é mau-humorada, mas é triste.
Já disseram que não são apenas os humores que fazem o mundo bom ou ruim, mas ela considera sua alegria localizada em lugar bem distante daquela pocilga.
- Não, não sei. Só sei assinar meu nome em cruz.
Analfabeta, o rosto da senhora de 45 anos (fisicamente, parece ter 60), plácido, não se altera quando seus olhos denunciam duas lágrimas francas, pensativas.
- Meus filhos só vivem doentes. Faz tempo não sabem o que é pegar num livro...
Acampamento extenso. Barracos de palha e lonas. Pessoas tristes como se apodrecessem ao sol -, quando é tempo de sol. Ou sob chuva, no inverno.
As crianças continuam a brincar na poça d´água. Há dúvidas se é mesmo brincadeira, aquela fanática tentativa de mergulhar num espaço raso, malmente a cobrir-lhes às canelas, num mar de melechete.
Meninos cheios de vermes, carecendo urgentemente da presença de médicos.
Até quando permanecerão em acampamentos?
- Até morrer. Isso escuto todo dia aqui. O João é cabeçudo, quer ser herói, arrumar o mundo, sem pensar na nossa vida.
Declaração de dona Osmarina faz lembrar personagens de Antonio Callado: Nando, Levindo, Francisca, Januário...
Quarup não se organiza em beira de estrada, é verdade. Mas podemos parodiar a famosa frase de Francisca:
- “Por isso é que margem de estrada não consola. Eu tenho medo de começar a fingir que consola”.
Delfim, o professor
- O Lula está salvando o capitalismo ao buscar manter um equilíbrio social com a sua política assistencialista. Ele conseguiu evitar a explosão da panela de pressão, ampliando o poder aquisitivo da população e reduzindo os bolsões de pobreza.
Fernando Mitre, diretor de Jornalismo da Band, retrucou, repetindo a tese de que não basta dar o peixe. “É preciso ensinar a pescar”.
Não está na hora do governo criar mecanismos de migração de uma fase a outra?
- Ô, Mitre, não existe isso. Tem que continuar assim mesmo. Quem vai fazer isso é o crescimento, é o desenvolvimento do país, ofertando emprego. Dentro de quatro anos esse processo se consolida.
Ex-ministro da Fazenda em dois governos dos militares, Delfim Neto foi o responsável pela “fase chinesa” do Brasil, ao criar condições para o crescimento médio de 10%, durante uma década.
Contra o famoso economista, há um exército de críticos. Mas depois dele, o país nunca mais experimentou nenhum boom econômico.
Quem é ele
- Quem é esse?
- É seu colega de Senado João Vicente Claudino (PTB-PI).
O “desconhecido” era João Vicente Claudino, filho de João Claudino Fernandes, extraordinária figura humana criadora de um dos maiores grupos multi setoriais do Brasil, o Grupo Claudino (Armazém Paraíba).
Estimulador da grande obra de responsabilidade social inaugurada nos anos 70 pelo velho pai, João Vicente é o mais sensível dos irmãos Claudino, visionário e de um comprometimento com os valores humanos de seu grupo nada igual -, ao contrário da maioria dos grandes empresários da Fiesp, que só vêem o lucro selvagem.
João Vicente, como Gilberto Gil, atou sua rede em lugar errado, desde 2006.
Deveria sair imediatamente da sentina.
A mão que afaga, é a que mata
Pau mandado do padrinho e ex-patrão, Salvador seria o preposto ideal na prefeitura, que Davi governara de 1989 a 1992.
Seis horas depois do tiro fatal, Davi adentra, friamente, no velório do ex-prefeito. Dirige-se aos familiares que evitam recebê-lo, num misto de medo e revolta.
Dois dias depois, Davi voltou a controlar todo o processo político de Imperatriz e região.
Com as bênçãos da família Sarney.
domingo, janeiro 13, 2008
Conversa de garimpeiro
Aos fatos:
1- Quando começaram a se infiltrar na região, a partir de 1966, Maurício Grabois, Elza Monerat, Osvaldo Orlando da Costa, Nélson Piauhy Dourado, João Carlos Haas, Líbero Giancarlo Castiglia, Ângelo Arroyo e João Amazonas preocupavam-se, exclusivamente, em conquistar a população prestando assistência social, ampliando uma rede de organizações comunitárias e tentando conscientizar politicamente as comunidades nas regulares reuniões promovidas em diversas vilas e distritos.
Esse comportamento de dedicação total dos guerrilheiros à luta pela tomada do poder foi testemunhada pelos nativos, entre eles vítimas da guerrilha entrevistadas pelo poster, recentemente durante alguns meses.
Sem exceção, os infiltrados do PCdoB cumpriam rigorosa disciplina diária tateando estradas e pinicadas em busca de familiarização e realizando constantes treinamentos militares.
Alguma vez, eles chegaram a falar da existência na região de jazidas de ouro ou minérios outros em larga escala que fosse de seus interesses explorá-los como legítimos proprietários?
2- Dias atrás, à publicação do artigo de Vasconcelos Quadros, jornalista de Brasília, contando a invencionice de alguns diretores da cooperativa de que Dinalva Conceição (Dina), Osvaldão e outros líderes dos guerrilheiros seriam verdadeiramente antigos donos de Serra Pelada e de outras áreas de Carajás, o poster retornou às localidades de Metade, Oito Barracas e São Domingos, com a pergunta na ponta da língua.
Sem as dificuldades iniciais para a gravação dos depoimentos de treze personagens, a maioria com mais de 78 anos (sonoras arquivadas na VídeoV aguardando o destino a ser-lhes dado), o blogger pôde, desta vez, bater papo mais ameno.
Quatro pessoas voltaram a ser entrevistadas: Raimundo “Barbadinho”, Alda, Pedro Borba e Vanu.
3- Raimundo “Barbadinho” (foto abaixo) trocava prosa com Osvaldão e Maurício. Fizeram amizade no comércio que ele tinha em São Domingos e era visitado quinzenalmente pelos líderes da guerrilha, isso nos idos de 1969.
Quando Osvaldão não ia à vila buscar suprimentos, ‘Barbadinho’ levava-os em sua tangida de burros até o barracão onde o jovem negro morava dizendo ser comprador de pele de animais para revender em São Paulo.
De São Domingos ao local, nas imediações de “Manuel das Duas”, uma colocação de castanha explorada pelo castanheiro assim apelidado, a distancia não passava de uma légua. Foi nessa região que a Foguera implantou o Grupamento C (Caianos). Resposta de Raimundo Barbadinho:
- Nunca ouvi Osvaldão falando de garimpo. Nem ele, nem outro amigo dele. Mais tarde, quando descobrimos que eles eram guerrilheiros, então era que não se falava mesmo. A única coisa que se ouvia aqui era barulho de bala, tiros de metralhadora e fuzil.
4- Alda Gomes (foto), amiga de Dina, Alice e Fátima -, as meninas da guerra -, também nunca ouviu.
- Elas falavam de liberdade, da gente viver melhor, dos castanhais não serem apenas de cinco pessoas, mas de todos nós, caso o governo quisesse dividir as terras e distribuir para os pobres. Garimpo, minério... não, nunca ouvi isso. Aqui, não!
5- Pedro Borba (foto), figura super-bem humorada, espancado na Casa Azul, em Marabá (sede atual do Dnit, na Cidade Nova) e na Bacaba, viveu transportado de um lugar a outro, para confessar sua participação numa guerrilha da qual nunca participou – a não ser como torturado.
E ele nem sabia o que era guerrilha, mas conheceu Osvaldão e seus camaradas:
- Garimpo quem falava era nós por aqui, sempre querendo um lugar para tentar extrair ouro. Os “paulistas”(designação dada pelos nativos aos guerrilheiros) nunca falaram nisso, acho que eles não tinham nem jeito pra ser garimpeiros. Eram sabidos demais, e gente sabida não vai procurar o que não guardou debaixo da terra. 6- Resposta mais compatível com a realidade da época é do ex-mateiro do Exército Vanú (guia que andava na mata tentando localizar os guerrilheiros, seguido de contingente de militares do Exército; ou vice-versa, ‘guiando’os guerrilheiros nas estocadas que davam atacando as forças federais).
A explicação do ex-mateiro - que pediu a não publicação de sua foto -, abarca a lógica geográfica:
- Os guerrilheiros nunca chegaram às imediações do que hoje é Curionópolis. O máximo aonde eles chegaram foi a uns 20 km da Pa-150, que naquela época nem existia ainda. Só tinha a rodovia Transamazônica, inaugurada em setembro de 1972. O resto era pinicada ou estrada de carroça. Os ‘paulistas’ tinham o rio Araguaia como referencia, já que o Itacaiúnas ficava bem distante dos três Grupamentos montados no Bico do Papagaio.
7- O poster obteve um mapa antigo e sujo de barro, ainda do tempo da guerrilha, que os militares usavam para situar-se em suas investidas na floresta. Vanu tem guardado até hoje o croqui com a localização real dos grupamentos dos guerrilheiros: Grupamento A (Perdidos), bem próximo ao Araguaia; B (Caianos), atuante no vale da Gameleira e o C (Saranzal), nas imediações da rodovia Transamazônica.
Faz sentido, a declaração de Vanu.
Olhando o mapa fotografado das mãos de Vanu e depois reproduzido no computador sem as marcas do tempo, a localização dos três grupamentos (em círculo, área limitada para atuação de cada grupo formado por até dez guerrilheiros) os jovens insurgentes do PCdoB não passaram do espaço onde seria depois cortada pela Pa-150 (traço vermelho).
O croqui fornecido pelo ex-mateiro, confeccionado certamente pelos serviços de inteligência do SNI, é a prova de que não havia margem de manobra para líderes da guerrilha terem em seus objetivos, além da tomada do poder pelas armas, pesquisa de jazidas de minérios. Tremenda mentira.
Conta ainda algo interessante, Vanu:
- O Osvaldão dizia para todos seus colegas que a única saída segura da região, em caso do Exército fechar o cerco mesmo, como fechou mais tarde, seria pelo Araguaia. Ele lembrava que a Transamazônica era o pior caminho de fuga. Por isso os grupamentos foram definidos nos locais indicados aqui no mapa.
Osvaldão estava tremendamente certo. Dos guerrilheiros que conseguiram vazar o cerco militar, apenas dois seguiram pela Transamazônica. Só que em sentido de Altamira: Elza Monerat e Ângelo Arroyo.
Observem no mapa as linhas pontilhadas indicando o traçado futuro das OP-2 e OP-3, estradas feitas em tempo recorde pelo Exército para cercar a guerrilha. A OP-2( traço azul) é atualmente a BR-153, ligando a Transamazônica a São Geraldo do Araguaia; e, a OP-3 (traço róseo) é a estrada que hoje liga a BR-153 a Pa-150, passando pelo município de Piçarra.
Se os guerrilheiros estivessem atrás também de ouro, como insinua um falso documento da cooperativa dos garimpeiros, o PCdoB teria chegado além do traçado vermelho (Pa-150), mais ao Norte. Eles nunca estiveram ali.
8- Mais realista nessa história é Ana Salett Marques Gulli, chefe da procuradoria do DNPM em Brasília, nascida em Xambioá e neta de garimpeiro. Portanto, conhecedora da região e do próprio conflito.
Ela disse a Vasconcelos Quadros que os guerrilheiros não teriam tempo nem condições técnicas para se ocupar de minério. E também é improvável que algum ativista fosse colocar seu nome num requerimento de lavra.