sábado, setembro 04, 2010

A blogosfera saúda o retorno de Alencar

Notícia melhor do que essa aí relatada pelo José Alencar, não poderia haver.

O poster já sabia, antes de ocorrer o fato, que Alencar precisava da força de todos seus amigos e parentes.

Graças a Deus e aos procedimentos médicos corretamente adotados, Alencar agora está aliviado.

E nós também.

Eis, a história dele contada pelo próprio, que o blog faz questão de integralmente reproduzir:



Vencendo o Câncer

Um de cada seis homens vai ter câncer de próstata. Se os homens chegássemos aos cem anos, seria quase certo que todos teríamos câncer de próstata. Um em cada seis é mais ou menos 18%. Desses dezoito em cada cem homens, só três morrem em decorrência do câncer. Quinze se salvam, pois câncer de próstata tem cura.

E a cura começa com a prevenção, feita basicamente com dois exames bem simples. Um, de sangue, mede o antígeno prostático específco (PSA) que é o melhor marcador - digamos assim, um medidor - de eventuais alterações na próstata. É barato e deve ser feito a partir de uma certa idade, dependendo dos antecedentes familiares. O outro exame, complementar ao primeiro, é o toque retal, barato e eficaz. Dependendo do protocolo que o urologista seguir e, admitamos, o gosto do freguês, pode ser feito um exame com ultrassom. A rotina dessa prevenção - anual - faz toda a diferença e pode colocar o homem entre os três que vão morrer ou os quinze que vão se salvar. É essa, serenamente, a escolha a fazer.

O exame de sangue (PSA) já faz parte da rotina de muitos homens, por iniciativa própria ou estimulados pela família (muitas vezes é a mulher que marca a consulta para o homem) ou pelas empresas e organizações. O passo seguinte, a ida ao urologista para o exame de toque retal, enfrenta preconceitos, geralmente sob a forma de rejeição associada a um machismo despropositado ou ao temor de um achado. Aos machões parece que o toque retal pode reduzir a masculinidade. Vai ver que não estão tão seguros assim...

O que os machões precisam saber é que o diagnóstico precoce favorece a preservação da ereção e não o contrário.

Explico. O toque retal permite o diagnóstico do câncer no seu estágio inicial. Se no toque o urologista encontrar alguma anomalia, ele pede uma biópsia prostática. As amostras são retiradas através do reto, com ajuda de uma sonda transretal (ultrassom) e uma agulha que recolhe fragmentos da próstata (o procedimento é feito com anestesia e no atual estado da arte não causa desconforto). A biópsia confirmará se há ou não câncer (adenocarcinoma) e o grau de comprometimento da glândula, conforme um escore que vai de 1 a 10 (escore de Gleason). O resultado da biópsia determinará a estratégia terapêutica a ser escolhida pelo médico e pelo paciente. Quando o câncer é diagnosticado no seu estágio inicial, é possível salvar um ou até mesmo os dois enervamentos (feixes de nervos) que controlam a ereção e, com isso, reduzir o risco de disfunção erétil após a terapia escolhida. Quando o diagnóstico não é precoce, além de aumentar o risco para o paciente, a disfunção erétil é praticamente certa. Trocando em miúdos, o toque retal ajuda a preservar a masculinidade e não o contrário.

A esta altura o leitor deve estar curioso para saber o porque desse lero todo.

Também explico. Eu acabo de passar por essa experiência.

Há muitos anos faço prevenção de câncer de próstata, anualmente, pois tenho antecedentes na família. Sempre fazia o exame de sangue (PSA) e o ultrassom (graças a um desses ultrassons encontrei anos atrás um cálculo na vesícula biliar, um achado que me permitiu fazer uma cirurgia eletiva tranquila). Mais recentemente o protocolo adotado incluiu o toque retal. Nos últimos quatro anos o PSA cresceu de forma consistente, mas nada de anormal aparecia no ultrassom e no toque retal. Este ano, um pouco antes de fazer o Caminho de Santiago - relatei aqui no blog dia por dia - fiz o PSA e ele havia aumentado mais uma vez. Como estava com tudo pronto para fazer o Caminho, deixei para ir ao urologista depois. Fiz o Caminho sem problemas, não senti nada, nenhum sintoma. O Caminho me fez bem para o corpo e para a mente. Quando voltei para a academia a avaliação física indicou um resultado muito bom, quase de atleta.

Fui ao urologista ao voltar e no toque ele encontrou uma anomalia e requisitou uma biópsia saturada da próstata. Foram recolhidos 21 fragmentos que formaram sete amostras. O resultado saiu na primeira quinzena de julho. Das sete amostras, quatro tinham adenocarcinomas (80%), sem invasão neural e com escore de Gleason de 4 + 3 (total 7), indicativo de uma gravidade aceitável e sugestiva de possibilidade de cura. Era o meu encontro com o câncer de próstata. Uma notícia ruim e outra boa. A boa era que o câncer parecia confinado à próstata e tinha cura. Exames preoperatorios - cintilografia óssea e tomografias - pareciam confirmar que não havia mesmo metástases. Esperei meu urologista voltar das férias e apresentei-lhe o resultado. Ele deixou-me a vontade para uma segunda consulta e sugeriu o médico com quem ele fizera residência em São Paulo. Como eu tenho muita confiança na técnica e na ética de meu urologista Júlio Bernardes, dispensei essa segunda consulta e optei pela extração radical da próstata, já sabendo que a chance de cura era alta e daria para salvar um dos enervamentos graças ao diagnóstico precoce. Admito que ter feito primeiro o Caminho de Santiago me ajudou muito, pois ao fazer essa escolha estava muito bem fisica e mentalmente. Essa é lição que agora aprendi: manter uma atividade física regular ajuda muito.

Depois de um cuidadoso preoperatório - que incluiu idas a cardiologista, neurologista e anestesiologista - extraí a próstata, a vesícula seminal e um dos enervamentos no dia 17 de agosto, terça-feira. A cirurgia correu bem. Fiquei um dia na UTI e quatro dias em um quarto do Hospital Guadalupe. Saí no domingo seguinte e estou tendo uma rápida recuperação, para a qual ajudou a preparação física e a boa saúde mental, mas muito, e muito mesmo, o apoio da minha família - minha esposa Araceli, meu irmão, meus enteados, enteada, genro, noras e netas - e das amigas, amigos e colegas, de todos os credos, que com suas preces, energias e cuidados me levam a uma surpreendentemente rápida recuperação.

Faço fisioterapia desde o terceiro dia no hospital. Os exercícios são parecidos com os que fazemos nos aparelhos da academia, só que usando um elástico. O primeiro, mais fraquinho, já rompi.

Levo uma vida com poucas restrições. Basicamente, depois de 17 dias usando sonda uretral, estou reaprendendo a ... urinar!

Hoje recebi o resultado da biópsia confirmando que o câncer estava mesmo confinado à próstata. Em medicinês, o estadiamento é pT2c. Foi a melhor notícia que poderia receber. Agora vou continuar fazendo o acompanhamento periódico e mudar os protocolos para incluir outras prevenções.

O câncer me colocou cara a cara com a finitude da vida, da qual passei a ter, reconheço, outra compreensão, outra visão. Valorizo cada instante, por mais simples e singelo que seja. Como faziam os antigos, carpe diem...Salvo

Sou grato ao Doutor Julio Bernardes e todos os médicos que me ajudaram (Steven Pinheiro, Fábio Moraes, Paulo Toscano, Scylla Lage, Ruy Borborema, Augusto Borborema, ao anestesiologista, aos intensivistas, aos técnicos e enfermeiras do Hospital Guadalupe), aos meus familiares e amigos, que muito me ajudaram a ingressar em um novo ciclo de vida, muito melhor que o anterior, reconheço.

Se um dia fosse escrever minhas memórias - tranquilizem-se, pouparei vocês desse suplício - o capítulo destinado a este ano de 2010 talvez tivesse por título O Ano do Câncer.

Resolvi tornar pública esta experiência para ajudar os homens que tinham dúvidas sobre o toque retal.

Alguns são salvos pelo gongo, outros pelo toque retal...

Foi meu caso.

E pode ser o seu, meu caro amigo.

Obras relacionadas

Para quem quer saber o que Ana Júlia fez em sua gestão, têm aqui um link interessante pra interessados procurarem obras e ações do governo, em cada município.

Serra ladeira abaixo

A mídia escondeu ou minimizou as declarações de Lula contra Serra, sexta-feira, na Expointer, em Esteio, Rio Grande do Sul. Foram declarações duras, algo que o Presidente da República tentou evitar durante toda a campanha.

Marcam uma mudança de postura do principal ator da disputa eleitoral em jogo no país.

Lula disse que Serra tem dor de cotovelo e o mandou ir para a rua. Alguns dos principais trechos da fala do presidente na Expointer:

Numa das partes da entrevista, fuzilou, defendendo a libertdade na Internet:

“Nosso adversário deveria procurar um novo argumento. Não é possível que um homem que se diz tão preparado para presidir o país, um homem que se diz tão preparado para presidir o destino de 190 milhões de habitantes, queira que o presidente Lula censure a internet. Ele se queixou do que estava acontecendo na internet. Como eu sou vítima disso há muito tempo, sempre achei que a internet livre tem coisa que é extraordinariamente séria e coisa que é leviana. Querer que eu censure a internet…Não é meu papel. Não vou censurar porque briguei contra a censura a vida inteira”.

Mais adiante, outra pauleira de Lula, até então comedido na campanha:


“Eu acho que o Serra precisa saber que a gente ganha uma eleição convencendo os eleitores a votar na gente. Não é querendo convencer a Justiça Eleitoral a impugnar o adversário. Isso já aconteceu em outros tempos de ditadura militar. Em tempo de democracia, o Senhor Serra que vá para a rua, que melhore a qualidade de seu programa, que faça propostas para o nosso país. Hoje ele deve estar com dor de cabeça, pois parece que o PIB, segundo o IBGE, vai crescer mais de 7%. O Brasil vive um momento de ouro e não vou permitir nenhuma futrica menor…O Presidente da República tem coisa mais séria para cuidar ao invés de cuidar da dor de cotovelo do Serra”.

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E  leiam o que escreve o jornalista Marco Aurélio Weissheimer sobre a perda total de compostura de José Serra diante da derrotada anunciada: 

Em queda livre nas pesquisas e conduzindo uma campanha cada vez mais desorientada, José Serra parece ter perdido também toda a compostura. O candidato tucano à presidência da República tornou-se uma caricatura de si mesmo e não hesita sequer em rasgar a própria biografia. O episódio mais recente desse espetáculo melancólico de auto-destruição política é o discurso que Serra fez para militares da reserva e reformados, no Clube da Aeronáutica, no Rio de Janeiro. Serra comparou o governo Lula ao de João Goulart, deposto pelo golpe militar de 1964. Segundo ele, Lula construiu uma “república sindicalista”, expressão usada pelos golpistas contra o governo constitucional de João Goulart. “Eles (PT) fizeram agora uma república sindicalista. Não pelo socialismo, estatismo, mas para curtir”, disse.

Serra, cabe lembrar, era presidente da União Nacional de Estudantes (UNE) em 1964 e discursou no comício da Central do Brasil em defesa da “república sindicalista” que agora refere, criticamente, para tentar ganhar apoio de militares (ver vídeo acima). Como se isso não bastasse, Serra fez outra média com os militares e criticou a retomada da discussão sobre a Lei da Anistia. “Eles reabriram a questão da anistia, que ao meu ver é um equívoco. Uma coisa é o conhecimento do que aconteceu. A lei pegaria a gente dos dois lados”. Além disso, o candidato deu um show de deslealdade ao falar de seu companheiro de partido, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Indagado sobre a ausência de FHC e do Plano Real em seu programa, Serra respondeu que “esses temas não comovem a população”.

Está se transformando em uma figura grotesca e constrangedora.

sexta-feira, setembro 03, 2010

Vale quer retomar produção de gusa

A Vale está adotando uma série de medidas para contribuir com a retomada da indústria de ferro gusa no Pólo Siderúrgico da região Norte do Brasil. A atividade naquela região é fortemente voltada para produção de ferro gusa e o principal mercado são os Estados Unidos. Atualmente, porém, a capacidade de produção instalada é superior à demanda. Desde a crise financeira internacional, o mercado norte-americano tem apresentado forte retração, agravada pela concorrência dos produtores russos e ucranianos. Esta situação resultou em uma queda acentuada dos preços internacionais de ferro gusa, de sucata e de outras cargas metálicas. Esta queda na demanda determinou a paralisação ou diminuição no ritmo de produção de ferro gusa na região.

Tendo em vista que a viabilidade dos pólos de gusa não é uma mera questão de custo e sim de demanda pelo produto, a Vale está implementando as seguintes ações de apoio ao setor:

Compra de parte da produção, a fim de ajudar a regular o mercado neste momento de baixa, colaborando com os clientes no cenário atual, dando, assim, alguma liquidez ao mercado sem demanda. Com esta ação, a Vale entende que as empresas poderão retomar o ritmo de produção viabilizando os níveis de empregos na região;

Incentivo aos produtores para que adotem as melhores práticas de sustentabilidade, com desconto no preço para aqueles que atingirem as metas pré-estabelecidas na utilização de carvão oriundo de florestas renováveis próprias;

Apoio a iniciativas de verticalização do parque guseiro através da migração para a produção de fundidos ou aço, a fim de agregar valor a seus produtos e reduzir a dependência do mercado de metálicos norte-americano.

Através dessas ações a Vale cria alternativa para o setor superar o atual período de crise, mantendo um nível satisfatório de utilização de sua capacidade, além de estimular o aumento de sua competitividade no futuro.
 
Assessoria de Imprensa da Vale

Na proa, inventando ventos

Na proa, de frente pro vento, espumarada de água fria do Tocantins batendo respingos na  cara.

quem anda na proa, sabe o quanto isto é gozo.

Arrebentação, não se vê.

Apenas a onda mansa rasgada no inicio da quilha do barco, fazendo “bigode” d´água.

Mansa onda de proa empurrando água.

Longe dos tribunais

Ao contrário da turma de Jader Barbalho que deu brecada na campanha, os seguidores de Paulo Rocha aceleraram a programação do candidato ao Senado.

Não apenas em Marabá, que nas últimas 48 horas ganhou mais gente nas ruas defendendo o nome do petista.

Em Parauapebas, Jacundá e Canaã dos Carajás, a campanha de Paulo Rocha também se avolumou.

Mas a expectativa é grande em torno do julgamento do recurso do candidato, que luta  em Brasília para ter o registro de candidatura referendada.

Chances de cada um

De todos os candidatos de Marabá a deputado estadual, quem se encontra em situação mais confortável, buscando reeleição, é João Salame (PPS).


Esperto, como todo galego, Salame procurou, ao longo de seu primeiro mandato, ampliar o leque de atuação, para não depender exclusivamente dos redutos responsáveis pela conquista de votos que o levaram à Assembléia Legislativa.

Resultado: João deverá conquistar surpreendente votação em diversos municípios, inclusive Belém, cuja soma já é tida pelo próprio PPS numa conta em que Salame aparecerá como o deputado mais votado da legenda, garantindo retorno à AL.


Bernadete

Bernadete Ten Caten (PT) trava luta desesperada para subtrair votos, dentro de sua própria legenda,de adversidades representadas pelas candidaturas de Sebastião Ferreira, Raimundo Oliveira e Raimundo Nonato – o “Nonatinho da Fetraf”.

Na eleição de 2006, Bernadete navegou em calmas águas, com o apoio, inclusive, de Raimundo Oliveira e Nonato da “Fetraf”. O primeiro era Superintendente do Incra aqui em Marabá, enquanto o outro Raimundo pedia votos pra Ten Caten .

Bernadete recebeu 11.650, somente em Marabá.

No Incra, Raimundo fez das tripas coração para conseguir colocar grande parte das pequenas lideranças de sem-terras nos assentamentos, geradores de votos pró-Caten.

Nonato, atuando diretamente dentro da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf) como representante direto de Chico da “Cib”, o coordenador Norte da Fetraf e um dos primeiros aliados de Bernadete na federação, gastou solas de sapatos buscando votos pra candidata petista.

Como resultado, Bernadete obteve mais de 36 mil votos, eleita deputada como a mais bem votada dos candidatos que apoiaram a eleição de Ana Júlia.

Atualmente, é guerra pura a relação de Bernadete com seus antigos aliados.

Até mesmo Sebastião Ferreira, presidente licenciado do Águia de Marabá, candidato a vice na chapa em que Bernadete disputou a Prefeitura de Marabá, em 2008, é um de seus maiores obstáculos, pedindo votos à Assembléia Legislativa em faixa paralela.

Dentro do Incra, comandado atualmente por uma preposto de Bernadete, o que se constata é uma guerra declarada entre os seguidores de Bernadete, sob orientação da Superintendente Rose, e as “viúvas” de Raimundo Oliveira, muito bem instalados em postos estratégicos.

Há denúncias de que a Superintendente Rosilvete Lima da Silva, puxada à fórceps, apressadamente de São Gerado do Araguaia, para ocupar o cargo no rastro de chantagiosa manobra da dupla Bernadete-Zé Geraldo que incluía ameaça de disputar com Ana Júlia, a indicação do PT ao governo do Estado, esteja perseguindo todo aquele servidor simpatizante das candidaturas de Raimundo Oliveira e Nonato.

O uso da máquina estatal estaria totalmente voltado à eleição de Bernadete, com o couro do cinturão voltado ás costas de quem se opõe àquela estratégia.

Verdade ou mentira, verossímil mesmo apenas o configurado cenário de terríveis dificuldades antepostos à campanha de Bernadete, que depende agora, mais do que nunca, de votação expressiva em diversos outros municípios paraenses para obter seu passaporte de volta à Assembléia.

Há informes de que na conta da deputada, a meta é buscar 12 mil votos em Marabá.

Ou seja, pelo menos repetir a votação de 2006;

Impossível?

Talvez, não. Mas, difícil. Dificílimo.

Para obter 12 mil votos, num universo de 90 mil válidos, previsão de gente do fórum eleitoral de Marabá para as eleições de outubro, Bernadete, desta vez, encara pesos pesados.

Tiao Miranda, ex-prefeito do município, projeta abocanhar de 30 a 40 mil votos, somente em Marabá.

Calcula ser possível buscar fora, o restante, pra passar a régua.


Raimundo e Nonato

Eleitoralmente, Raimundo Oliveira e Nonato da “Fetraf” se inviabilizam mutuamente tateando zonas do mesmo interesse. A votação de ambos, pelas características de suas origens, tem sobrevida nos assentamentos.

Até o dia 3 de outubro, uma delas, ou as duas, estará descarnada, sugando, ao mesmo tempo, votos que poderiam estar sendo canalizados à candidatura de Bernadete.

Nesse caso específico, a matemática pode prever desalento aos dois protagonistas.

É quase impossível, o movimento dos sem-terra do Sul do Pará produzir votos suficientes para o atendimento daquelas demandas


Ferreirinha

Dificuldade idêntica saboreia Sebastião Ferreirinha. Só que numa escala mais urbana.

Pela natureza da candidatura, o presidente licenciado do Águia de Marabá não posta seus tentáculos no movimento dos sem-terra, nem possui biografia ligada aos movimentos sociais, ou à esquerda, propriamente.

A votação de Ferreirinha, nas diversas vezes em que se elegeu vereador, foi conquistada nos bairros da cidade e em alguns trechos do setor rural através de contatos diretos com as lideranças locais, bem como nos segmentos ligados aos desportos.

Ferreira embaralha a disputa com as candidaturas de Tião Miranda e João Salame.

E é aí se aguça a curiosidade pra saber qual dos três será menos descarnado.

O trio tem suas metas.

João Salame, no mínimo, planeja ter seu nome confirmado nas urnas pelo menos por dez mil eleitores.

Na eleição de 2066, ele se elegeu com 15 mil votos, em todo o Estado.

É provável que passe agora de 22 mil, buscando metade dessa votação em Marabá.


Tião Miranda

Tião Miranda não deve estar confiando em seu admirável perfil de “bons modos”.

Ele mesmo sabe o quanto a falta de carisma e o estilo durão, “caporreiro” até, usando expressão bem marabaense, agora estará sendo colocado em teste.

Não são poucos os ex-prefeitos, e até mesmo atuais, que torcem o nariz quando o nome do ex-prefeito de Marabá é citado. Há unanimidade numa expressão:

                                - Como posso apoiar um cara que malmente falava comigo quando éramos prefeitos, nas reuniões da AMAT ou em outras oportunidades?!

Tiao sabe que ninguém morre de amores por ele.

Tanto sabe que concentra esforço de guerra no município, dando visibilidade à uma candidatura montada na grana, espalhando recados de que eleito deputado estará mais rapidamente dentro da Prefeitura de Marabá, outra vez, “pro trabalho voltar”.

Nesse embate, Tião e João Salame se chocam mutuamente.

Os dois viraram inimigos, depois de rompida antiga amizade.

Nesse caldo, há agradável interesse pra se medir, ao fim da eleição, quem realmente pode assumir o comando de parte do eleitorado municipal.

Agora, por onde passam, os dois espalham sentimento de desconforto que nutrem um pelo outro.

Trocando em miúdos, correndo na mesma faixa eleitoral, Tião Salame e Ferreirinha têm suas contas.

Tião admite ser possível conquistar 40 mil votos em Marabá.

Número, a propósito, superdimensionado, em avaliação que o deputado federal Wandenkolk Gonçalves (PSDB) teria feito, de corpo presente, num bate papo recente com o ex-prefeito de Marabá.

O pôster ainda não ouviu Salame, mas pessoas próximas garantem estar nos planos dele lutar pelo menos por dez mil votos no município.

Em 2006, o deputado do PPS somou 8.728 votos na cidade.

Sebastião Ferreira não foge desses números. Otimista, agora há pouco, pelo celular, confirmou estar trabalhando para auferir 15 mil votos, buscando 25 mil fora do município.

Na soma que o blog vem registrando desde o início deste post (usem a máquina de calcular), há votos de mais e eleitores de menos, passando a régua.

Por que existem outras candidaturas na rua, não menos vigorosas.


Elza Miranda

Baleada pela desfeita de não ter conseguido reeleição em 2006, a empresária Elza Miranda (PR) está trabalhando para tentar retornar à Assembléia Legisaltiva.

Ela conserva ainda eleitores residentes nos grotões do município, sempre dependentes da eficiente máquina de favores multifacetados, que inclui distribuição de remédios, cesta básica.

À base do escambo: toma lá, dá cá.

Não reeditará grandes votações do passado, mas é candidata para segurar um pacote de 5 mil votos.

Em 2006 (sinal dos tempos), Elza somou 11.500 votos em Marabá, 13% dos válidos.


Irismar

Irismar Sampaio (PR), candidata da Assembléia de Deus e muito ligada aos movimentos sociais de bairros, pode ser a surpresa desta eleição.

Numa disputa direta com Elza Miranda (são do mesmo partido), a vereadora marabaense não deverá encontrar dificuldades para suplantá-la, em número de votos, no Estado. Trabalha para ficar na faixa de 22 mil, buscando parte dessa votação em Jacundá, onde por muitos anos residiu e construiu forte leque de influencia, dentro e fora da Igreja.

Irismar disputa com Marcos Filho, voto a voto, o eleitorado de Jacundá.

Seu principal concorrente é filho do médico Marcos, que já disputou por três vezes a prefeitura do município, sem sucesso.

Cálculos feitos pela direção do PR, em Belém, incluem Irismar entre as prováveis eleitas pela legenda, num grupo de cinco deputados cotados a assumirem cadeira na AL.


Macarrão, Tetê e Suleima

No meio da embolada, aparece, vigoroso e ousado, o ex-prefeito de Tailândia, “Marcarrão” (PMDB), com uma campanha rica e espalhada pelos quatro cantos de Marabá.

A forma como Paulo Jásper (como é menos conhecido o candidato) colocou a campanha em Marabá apresenta indícios de que ele quer garantir seu passaporte à AL com a votação de Marabá.

Nesse meio, não custa nada acrescentar ai, pelo menos, uns 3 mil votos por ex-prefeito de Tailândia.

Suleima Pegado e Tetê Santos, ambas do PSDB, querem um pedaço do bolo, já bastante lambido.

Transformada em nova eleitora de Marabá desde quando decidiu mudar o domicílio de Belém, Suleima tem uma campanha um tanto apagada, na cidade. Depende muito da movimentação de seu amigo Raimundo Nonato, secretário de Agricultura do município, que não lhe nega apoio.

Tetê Santos, como sempre ocorre nos processos eleitorais, se finge de morta, comendo pelas beiradas. O pôster não tem conhecimento de como está o humor dos eleitores a candidata tucana,sempre fiel às suas investidas num tempo em que o PSDB tomava conta das decisões políticas do Estado.

Pelas próprias características dessas eleições, Tetê não deverá repetir, em Marabá, a votação de 2006.

Nem ela, nem Suleima.

Naquele ano, Tetê obteve 1.199 votos. Suleima, 3.609

quinta-feira, setembro 02, 2010

Contra o golpismo

Blog recebe de anônimo, seguinte comentário:

Hiroshi

A reação desesperada da Globo e o espaço aberto ao Serra nessa susposta fraude que envolve a Verônica Serra, me deixou indignado mais com mais essa manipulação. Por isso escrevi esse texto abaixo:


Fora golpistas

O desespero tomou conta dos demotucanos e seus aliados. Se ainda tinha alguma coisa a zelar, Serra acaba de atirar na lixeira o resto da sua biografia de luta, na época da ditadura. Desvairado, ele pede a cassação do registro da candidatura de Dilma, tentando associá-la a fraude que quebrou o sigilo fiscal da filha dele, Verônica Serra. Ninguém é bobo. O homem que deu entrada do pedido de declarações do Imposto de Renda de Verônica é fã de Serra. Já confessou isso a Folha de São Paulo. Tinha cinco CPFs e responde a processos na justiça de Rondônia. Está escondendo o nome do advogado que assinou o pedido de certidão. Tudo indica que o tiro vai sair pela culatra e, ao expor a própria filha, Serra caminha para afundar ainda mais a sua candidatura e precisa de uma justificativa. Não cola. Só a mídia golpista, sobretudo a Globo, tenta criar uma ambiente de crise para tumultuar as eleições. É o desespero de quem sabe que a mídia não faz mais a cabeça do povo brasileiro. Foi assim em 2005 e 2006. Deu errado. Lula saiu mais fortalecido e, apesar da eleição ter ido ao segundo turno, a vitória com mais de 60% calou os golpista. É tudo que a turma do Partido da Imprensa Golpista (PIG) mais deseja, passar para o segundo turno. Não vamos deixar. Reproduza este texto, copie e reproduza os textos dos blogueiros progressistas, envie para a sua lista de amigos e vamos ajudar a Dilma ganhar estas eleições ainda no primeiro turno.

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Nota do blog:

Pela terceira vez, o poster assistiu, de cabo a rabo, instantes atrás, os candidatos a presidente falando no Horário Eleitoral.

Dá pena, de verdade, constatar o José Serra totalmente perdido na TV, sem rumo, sem bússola, e, pior, sem terra à vista.

O programa do cara está desfocado da realidade.

Apelação do início ao fim.

Triste ver o Serra, quem diria, apagado em pleno picadeiro de um circo.

quarta-feira, setembro 01, 2010

TSE barra Jader

Por  5 X 2, o  Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considerou inelegível a candidatura ao Senado do deputado Jader Barbalho (PMDB-PA) com base na Lei da Ficha Limpa, por ter renunciado ao mandato de senador, em 2001, para escapar de cassação após ser acusado de participar de um esquema de desvio de recurso da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e do Banco do Pará (Banpará).



Jader pode eecorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

segunda-feira, agosto 30, 2010

Na terça, aqui

Ausente de Marabá, e com o tempo reduzido a cabo, atualização do blog somente na terça-feira à tarde.

Bem como moderação dos comentários, a maioria voltados à pesquisa do Ibope divulgada pelo O Liberal.