sexta-feira, dezembro 03, 2010

Linguagem baiana

Para alguns baianos, a palavra "porra" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio, interjeição e vocativo, além de vírgula e ponto de exclamação.

Para a prefeitura, não passa de expressão mal-educada. E agressiva.

Você, o que acha?

Tire AQUI suas conclusões

Mexendo a panela

E prossegue o debate em torno da polêmica proposta orçamentária para 2011, enviada à AL, pelo governo do Estado.

Agora é o blog do Zé Carlos quem mexe a panela com uma colher de pau.

TRT: o discurso de posse de Alencar

Blogueiro e desembargador federal do Trabalho, José Maria Quadros de Alencar asumiu a presidência do Tribunal Regional do Trabalho da 8a Região, em solenidade bastante concorrida.

O discurso de posse, uma peça estilística que exalta a combinação do TRT paraense de "tradição com modernidade".

A fala do presidente Alencar:




VALORES ANTIGOS E EXECUÇÃO DE VANGUARDA



A posse da nova direção do Egrégio Tribunal é um rito de passagem, mas é também um fato portador de futuro que culmina uma transição exemplar, conduzida a doze mãos pelos que saem e pelos que chegam, sob a liderança compartilhada da Presidente sucedida e do sucessor. É um marco temporal de uma governança institucional sólida e estável, erguida sobre os seguintes pilares:

a) sucessão conforme a antiguidade;

b) respeito ao legado deixado pela Presidência e seus antecessores;

c) valores antigos combinados com aplicação e execução de vanguarda;

d) planejamento estratégico alinhado aos Colendos Tribunal Superior do Trabalho, Conselho Superior da Justiça do Trabalho - CSJT e Conselho Nacional de Justiça – CNJ e democraticamente construído;

e) uso intensificado de tecnologias da informação e comunicação (TICs);

f) treinamento e desenvolvimento (T&D) de magistrados e servidores; e

g) manutenção e melhoria do clima organizacional.


Reitero, assim, para além do mero protocolo, o que disse quando da nossa eleição, reafirmando que, com a delegação que recebemos, agora recebemos também uma governança sólida, estável, baseada na sucessão por antiguidade, no respeito ao legado não só da Presidência que nos conduziu até aqui, como de todas as que a antecederam, legado baseado em valores, em tradições, combinando sempre com uma aplicação e uma execução de vanguarda. Combinar tradição com modernidade tem sido uma característica deste Egrégio Tribunal, que não abandona os valores e, quando chegada a hora de executar, busca sempre ser moderno, sempre ser contemporâneo, sempre ser atualizado. Esses são pilares importantes não só da gestão que se inicia como de todas as que a ela seguirão.

Também reitero que essa governança está fortemente apoiada no pilar do planejamento estratégico, que a Doutora Francisca Formigosa tão bem conduziu até aqui, e que nós prosseguiremos, seguindo também uma trajetória que já se iniciou há algum tempo, com as primeiras iniciativas ainda na gestão da Doutora Rosita de Nazaré Sidrim Nassar, quando fizemos o primeiro planejamento estratégico, que foi mantido e revisado por seus sucessores, seguindo sempre uma linha de continuidade. Já seguíamos essa trajetória quando foram criados o Conselho Superior da Justiça do Trabalho – CSJT e o Conselho Nacional de Justiça - CNJ, aos quais nós nos alinhamos e seguiremos alinhados, como parte dessa governança assim construída ao longo desses anos, de forma democrática e participativa. Este Egrégio Tribunal tem a consciência de que nós devemos ter um planejamento estratégico assim alinhado e assim construído.

Nós prosseguiremos com bastante ênfase as políticas de valorização e intensificação do uso das tecnologias de informação e comunicação (TICs) - agora tendo a Web 2.0 como plataforma - de treinamento e desenvolvimento (T&D) de magistrados e servidores, mais uma vez respeitando o legado recebido de nossa antecessora e, se assim for possível, ampliando e robustecendo esses dois pilares, porque neles estão, necessariamente, a sustentação da produtividade e da qualidade de vida no trabalho.

Reiteramos, para que tenhamos todos nós a certeza disso, que é preciso manter um bom clima organizacional, seja entre magistrados, seja entre servidores, seja na relação entre todos nós, e esse clima organizacional excelente passa pelo acolhimento, pela aceitação e pela prática de uma gestão coletiva, compartilhada, colegiada e participativa, pois para isso existem técnicas regimentais, organizacionais e procedimentais. Com nossa eleição assumimos perante o colegiado esse compromisso de fazer uma gestão com o maior grau de compartilhamento que nos for possível no atual estado da arte, com todos os nossos pares, com o primeiro grau de jurisdição e também com os servidores, conforme orientações do Conselho Superior da Justiça do Trabalho – CSJT e do Conselho Nacional de Justiça - CNJ. Ponderamos mais uma vez que parte desse clima organizacional depende bastante da quitação de passivos que a Justiça do Trabalho tem para com magistrados e servidores, sendo nosso dever institucional realizar esforços em favor dessa quitação.

Também para além do meramente protocolar, queremos reiterar que cumpriremos e faremos cumprir, como é de nosso elementar dever, os princípios constitucionais reitores da administração pública: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

O rigor formal de uma solenidade de posse não é incompatível com sentimentos, e por isso pedimos permissão para registrar nossa gratidão aos nossos pais e aos nossos familiares, presente ou ausentes.

Aos nossos familiares, preventivamente, pedimos compreensão pelas horas já subtraídas de seu convívio, prometendo que tudo faremos para devolver-nos aos nossos lares antes do final de cada tarde.

Somos também muito gratos à Doutora Rosita Nassar, pela generosa e delicada saudação, em suas mãos depositando nossos agradecimentos às colegas e aos colegas que nos confiaram a gestão do Egrégio Tribunal nos próximos dois anos. Grato igualmente somos à Doutora Ana Maria Gomes Rodrigues e a todos os membros do Ministério Público do Trabalho, pela saudação e comparecimento. Agradecemos ao Doutor Ophir Cavalcante Júnior, cujas palavras, em nome da advocacia brasileira - especialmente a dos Estados do Pará e Amapá - nos comovem e sensibilizam. De todos esperamos receber contribuições, inclusive sugestões e mesmo críticas, que nos ajudarão a criar as condições objetivas para uma adequada e célere prestação jurisdicional.

Já caminhando para a conclusão – sê breve e agradarás, já diziam os antigos – queremos nos lembrar da milenar advertência que recitavam os camerlengos nas vaticanas cerimônias: sic transit gloria mundi.

Os juízes somos guardiões da promessa, como diz Garapon, e isso continuaremos sendo, contribuindo para o progresso da Humanidade, para o desenvolvimento humano e para o aperfeiçoamento das instituições jurídicas e democráticas do país, especialmente nos Estados do Pará e Amapá, que integram a Amazônia Oriental e são jurisdicionados por este Egrégio Tribunal.

Buscando Maria

A linda menina chama-se Maria Cecília.

Desapareceu da casa dela, no Rio de Janeiro.

Seus pais, em campanha desesperada, apelam por informações.

As ligações telefônicas podem ser a cobrar.

(21) 7826-9408

Nacionalismo oportunista

A sexta-feira, no Brasil, amanheceu repercutindo decisão do Ministério Público Federal (MPF) apurar a Empresa Jornalística Econômico S/A (Ejesa), de Portugal, proprietária dos jornais Brasil Econômico, O Dia, Meia Hora e Marca


A denúncia está aqui, na Folha (para assinantes)

A repercussão.

E a defesa, neste link.

Agora, o blog coloca a colher na panela fervendo.


Primeiro, a Folha de São Paulo, como parte interessada, não é exatamente a melhor fonte.

Mas, realmente, é importante fiscalizar os investimentos estrangeiros nos meios de comunicação de massa.

Há sempre o risco de termos um   Murdoch ou    Slim   dominando o mercado.

Sair das mãos das seis famílias brasileiras para esses grupos estrangeiros, não é evolução.

Porém, se há investigação sobre este grupo português, há de se investigar todos os outros que atuam com capital estrangeiro.


Os grandes jornais gratuitos em São Paulo, Rio e Brasília, são de empresas internacionais.

Pois não?

O que dizer da Disney que comprou uma rádio em São Paulo?

E a Abril Cultural é 100% brasileira?

E a RBS, com participação acionária de fundos americanos?

A mídia brasileira adora discursar contra reserva de mercado, contra bolivarianos e contra todas as formas possíveis de nacionalismo.

Na hora de defender o seu - ora, veja! - não hesita em enrolar-se na bandeira verde amarela de um jeito que nem o próprio Policarpo Quaresma faria.

O nacionalismo só aparece na hora do aperto e isso não é novidade para ninguém.

Nesse lance aí da Folha, tem tudo a ver com receio da concorrência, medo de lucrar menos, perder espaço – como já vem perdendo.

Pimenta só faz bem no fiofó dos outros.

A falha da "fAlha"

Lembra do blog “A fAlha de São Paulo”?, especializado em mostrar deslizes do jornalão paulista?

A empresa do Otávio Frias entrou na Justiça contra a denominação do blog, forçando seus autores a  mudaram de nome.

Agora é “Desculpe a nossa fAlha”.

Mudaram o nome, mas continuam denunciando as falhas da Folha que, inclusive, ao anunciar antecipadamente os vencedores do festival de cinema de Brasília (quebrando acordo com outros órgãos de imprensa) se apropriou da marca falha.

Por favor, deem uma esticadinha até lá!

Vale a pena.

quinta-feira, dezembro 02, 2010

R$ 180 milhões garantidos para Marabá

Durante sua permanência em Tucuruí, acompanhando o presidente Lula, governadora Ana Júlia e a presidente eleiita Dilma Roussef, à solenidade de inauguração das eclusas de Tucuruí, a coordenadora do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), Míriam Belchior, anunciada como futura ministra do Planejamento, confirmou ao prefeito de Marabá, Maurino Magalhães (PR), a inclusão, no Orçamento Geral da União (OGU-2011), de recursos da ordem de R$ 180 milhões destinados a obras de infraestrutura urbana (saneamento, drenagem e pavimentação) do município.

A solenidade de assinatura dos convênios para liberação dos recursos acontece na próxima segunda-feira, em Brasília.

Ana Júlia, Dilma Roussef, Maurino e Mirian Belchior, em Tucuruí.

Orçamento 2011: Governo reage

Governo do Estado acaba de liberar release contestando críticas que a oposição está fazendo à proposta orçamentária para 2011.

À íntegra:

Governo contesta críticas ao orçamento


O orçamento do governo do Estado para 2011 foi elaborado dentro de uma concepção de governo, que resgata compromissos que a governadora Ana Júlia Carepa assumiu com diversos segmentos sociais, como, por exemplo, a implantação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) dos professores. Além disso, o orçamento contempla recursos para execução de obras estruturantes do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC do Pará), com investimentos de R$1,2 bilhão, previstos para o próximo ano, incluindo as operações de crédito.

No orçamento também estão previstos recursos para obras em andamento, como a construção do novo hospital da Santa Casa de Misericórdia, o anexo oncológico do Hospital Ophir Loyola, o prolongamento da Av. João Paulo II, conservação de estradas e implantação de diversos sistemas de abastecimento de água, no interior do estado.

O Chefe da Casa Civil, Everaldo Martins, avalia que o novo governo não pretende garantir as políticas públicas que estão espelhadas no orçamento. "Isso deve ser dito publicamente pelos representantes do governo eleito, que podem solicitar, aos deputados que o apóiam, a alteração do orçamento. Mas ao dizer que o orçamento é desastroso, fantasioso e outros adjetivos, faz parte de uma estratégia do governo eleito para desviar a questão substantiva, evitando se pronunciar quanto ao seu projeto de governo, e fica apenas na perfumaria”, declara o Chefe da Casa Civil.

Coordenador da transição e secretário de Governo, Edilson Rodrigues. afirma que o nível de colaboração e o ritmo de entrega de informações superam o que ocorreu em 2006, quando os papéis eram invertidos. “No primeiro mês de transição já atendemos 65% dos pedidos, enquanto que há quatro anos o envio de informações foi mais lento e o repasse de dados foi de aproximadamente 50%”, compara Rodrigues.

Ele lembra também que desde o primeiro encontro entre a governadora Ana Júlia e o governador eleito, Simão Jatene, em novembro último, foi colocada à disposição da equipe de Jatene, uma senha do Siafen, permitindo acesso automático a diversas informações.

O governo reafirma que vai continuar cumprindo o acordo de transição, de forma republicana, mas vai reagir contra cada postura do futuro governo, que dialoga diplomaticamente nas reuniões fechadas e faz críticas descabidas nos espaços públicos.

Na cola do Tiririca

Cada reação do promotor paulista diante do caso evidencia suspeitas de que ele tem como "missão" cassar,  definitivamente, a carreira política do palhaço Tiririca - que nem bem ainda começou -, delegada por mais de um milhão de eleitores. Precisamente, 1,3 milhão.

Do alto de sua boçalidade,  Maurício Lopes, o promotor, não se conforma agora com outra decisão da Justiça Eleitoral.

Vai recorrer da absolvição.

Orçamento 2011 esquenta política

Duas posições antagônicas tratam da proposta de Orçamento para 2011, do governo do Estado, enviada à Assembleia Legislativa.

Dois deputados: um do PT e outro do PPS.

1- Carlos Bordalo (PT), em sue blog, defendendo a  configuração da proposta encaminhada pelo governo, destaca ser "preciso verificar se na execução orçamentária em curso, aqueles valores que foram estimados como despesa se confirmaram ou foram aquém do estimado, e, portanto, a estimativa que está no orçamento tem como lastro a execução daquele orçamento e não a sua estimativa".

Mais adiante, o parlamentar retorna ao tempo, buscando a proposta de Orçamento encaminhado pelo então governador Simão Jatene, em 2006, antes de entregar o poder a Ana Júlia:

"Pra melhor ilustração revisitemos os números de orçamento previstos do ano de 2006 quando era governado por Simão Jatene, que alcançou 1.113 bilhão, um pouco menor do que está deixando Ana Júlia para ele investir. Dos quais, 271 milhões são provenientes de operações de crédito com o governo federal para os tão discutidos hospitais regionais.

Por fim, se não bastassem esses indicadores, lembro que o atual orçamento reserva uma possibilidade de livre remanejamento de 25% sobre este tão reclamado orçamento, que representa algo em torno de 3 bilhões, margem mais do que suficiente para que ele opere na direção de atacar os chamados “desequilíbrios” que ele aponta.

O texto completo está no Blog do Bordalo.
2- João Salame (PPS), respondeu, por email,  perguntas do blog sobre a reunião do governador eleito com os deputados, quarta-feira, 1, na AL.

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Blog - Para a área de segurança pública do Estado, o que está sendo sugerido pelo o Orçamento de 2011, a título de investimento?

Salame- Para a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros o investimento proposto é zero. Para a Polícia Civil, um milhão para todo o ano que vem.

Blog - Qual a leitura que você faz sobre o encaminhamento de uma proposta orçamentária supostamente desfigurada?

Salame - A proposta de investimento total prevista é de 1 bilhão e 200 milhões. Só que 64% desse investimento proposto está amarrado a empréstimos e convênios com o governo federal. Que podem ou não vir. Outra parte é verba carimbada pra saúde e educação. Só sobra pouco mais de 100 milhões para investimentos livres. É muito pouco. O atual governo elevou em muito o gasto com pessoal e custeio da máquina. É a única conclusão a que podemos chegar diante dessa proposta de Orçamento.

Blog- Diante desse impasse, o que foi proposto à Assembléia Legislativa, pelo governador eleito Simão Jatene, como saída crível?

Salame- Vamos ver se é possível reduzir alguma coisa no custeio, abrir “janelas” onde a rubrica é zero, para que possamos suplementar se houver melhora na arrecadação, e negociar as emendas parlamentares, excepcionalmente, este ano.

Blog-  Se realmente existem equívocos da proposta orçamentária para 2011, é possível consertá-los ainda a tempo?

Salame- Muito difícil, porque não existe receita prevista para um gasto elevado da máquina. E existe pressão por novos planos de cargos e salários e reajustes. O quadro pode piorar ainda mais se o novo governador receber o Estado em situação financeira complicada e não conseguir os empréstimos para o ano que vem.

Belo estúdio

O pôster acabou de assistir a mais uma edição do Estúdio I.

É uma programação nossa obrigatória.

Maria Beltrão, âncora do programa jornalístico, esbanja graciosidade, aliada a incrível percepção dos fatos, assim de bate pronto.

Sem falar, também, do já conhecido jeito informal dela divulgar, ou comentar notícias.

Hoje, Beltrão estava irradiante. Extravantemente solta, como ela gosta de ser.

Chegou a se desmanchar ouvindo "Retrato em Branco  e Preto", cantada pelo quinteto feminino “Mulheres de Holanda”.

(Essas moçoilas estão cada dia mostrando talento, vocalistas especializadas em cantar Chico Buarque. Quem sabe, transformadas, agora, no “Quarteto em Cy” do século 21)

De jornalismo, Estúdio I é o único evento na TV programado pelo pôster em posição REC (gravação) recorrente, no receptor HD da Sky. Quando retornamos pra casa, todas as edições são assistidas em tempo único.

Maria consegue passar leveza até quando noticia fatos fatídicos.

E o programa ganha mais cores quando ela ancora ao lado da comentarista econômica Flávia Oliveira.

A belíssima negritude de Flávia, não chega a esconder o nível profissional da comentarista.

Belíssima, sim, sem ofuscar o resultado de seu trabalho, quase sempre deleitando o público com informações inéditas.

O furo que ela deu, terça-feira, 30,sobre o programa de economia solidária que a prefeitura do Rio pretende implantar em quatro comunidades, entre elas o Complexo do Alemão, prova sua competência. E boas fontes à disposição.

O "reino global" não pode ser totalmente avaliado como representante máximo do chamado PIG.

Há gente, dentro da outrora “Vênus Platinada”, perfeitamente antenada com a realidade. E fora das amarras da estrutura dominante.

Maria e Flávia, no seio das exceções.

Altamira debate pedofilia

Assembléia Legislativa, através da  Comissão de Direitos Humanos, realiza, em Altamira,  seminário para orientar conselheiros tutelares, professores, diretores de escola, agentes comunitários de Saúde e outros atores sociais a como agir nos casos relacionados à violência sexual contra crianças e adolescentes.

Sexta (3) e sábado 94), no Centro de Formação Betânia, daquele  município.

Sim! Por quê?

Mais do que procedentes -, literalmente  oportunas -, perguntas disseminadas pelo Paulo Bemerguy em seu blog Espaço Aberto, a propósito da descoberta, somente agora, das deformações encontradas  no Orçamento 2011, enviadas à Assembleia Legislativa, pelo governo do Estado.

quarta-feira, dezembro 01, 2010

Pedida anistia para traficantes do Alemão

Do ponto de vista da sociedade, no mínimo, uma proposta irresponsável  -  a que está sendo oferecida pelo evangelizador Rogério Meneses, o "pastor Rogério", integrante do movimento AfroReggae: anistia aos bandidos fugitivos do Complexo do Alemão.

Analisando-a do ponto de vista social, pode até ser discutível.

Mas quem garante a recuperação de pelo menos metade da marginalha que vem apavorando o Rio de Janeiro havia mais de 30 anos?

A propostadeverá servir de debate, nas próximas horas, depois da entrevista concedido ao portal IG pelo interlocutor dos traficantes.

O blog traspassa, com sua reprodução integral,  o assunto  para este espaço com a intenção de tornar mais amplo possível  os diversos cenários de debate.

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iG: Às vésperas da polícia invadir a favela, no sábado (27), o senhor e o José Junior entraram no Complexo do Alemão para conversar com os traficantes. Na sua avaliação, esse gesto ajudou a evitar derramamento de sangue?

Rogério Menezes – Sim. Eu e o José Junior estávamos todo o tempo juntos. Ele virava para mim e falava “pô, Rogério, o que a gente pode fazer para ajudar?”. Eu respondia: “Junior, eu sei que é perigoso e arriscado, mas imagina se a polícia entrar? Vai morrer muita gente. Temos de ir lá”. Expliquei que o máximo que poderia acontecer era a gente ser tomado como refém. Falei: “Deus está nos mandando ir”.

iG: O que o senhor pensava naquele momento?

Rogério Menezes - Pelas informações divulgadas pelas autoridades, havia ali mais de mil pessoas com algum envolvimento com o crime. Se houvesse confronto, eles iriam enfrentar, como foi noticiado, 2.600 policiais civis, militares, homens do Exército e da Marinha. Sem contar os inocentes, os jornalistas, imagina o derramamento de sangue que poderia existir... Eu só pensava nisso.

iG: Como vocês chegaram até os traficantes?

Rogério Menezes – Entramos na favela e perguntamos onde eles estavam. Nos orientaram a chegar até a parte mais alta. Encontramos um grupo de cerca de 60 homens, os mais perigosos. Conversamos olho no olho.

iG: E como foi a conversa?

Rogério Menezes – Eles vieram até a gente. Estavam cansados, sem forças até para falar. Nós argumentamos que não dava para eles encararem. E muitos diziam “pastor, me ajuda. Pelo amor de Deus. O que o senhor pode fazer por mim?” O José Junior respondeu que não havia nada que a gente pudesse fazer e que o melhor seria se renderem à polícia; que a única garantia que a gente podia dar era a de que ninguém seria assassinado se aceitasse a rendição.

iG: E eles estavam inclinados a aceitar a proposta?

Rogério Menezes – Um dos chefões virou para mim e falou: “Pastor, o senhor me conhece. Sabe que a minha vida todinha eu tirei dentro da cadeia. O senhor quer que eu volte?” Respondi: “Rapaz, é melhor você se entregar do que ser morto. Você tem uma vida, tem família. Pensa muito bem no que você vai fazer.”

iG: E qual foi a reação?

Rogério Menezes – Muitos deles estavam desesperados, amedrontados. Alguns tremiam, estavam com os olhos arregalados. Outros olhavam para a gente como se fôssemos uma saída, um porto seguro. E a gente foi tentando acalmá-los. Mas eles diziam que era complicado se entregar. Em determinadas facções, se entregar é complicado. Eu sei disso. Hoje sou pastor, mas já fui do crime. Entendo a posição deles. Mas é aquele negócio, para o homem é impossível, mas para Deus tudo é possível.

iG: Quer dizer que alguns queriam se render, mas tinham medo de ser assassinados na cadeia por retaliação da facção criminosa a que pertencem?

Rogério Menezes – É por aí. Cada caso é um caso. Depois dessa conversa que tivemos com eles, 37 se entregaram. Um se apresentou na delegacia com a mãe, a imprensa acompanhou. É o Mister M. Teve um pai que foi entregar o filho por acreditar que isso era melhor do que vê-lo morto pelo Bope. Acredito que eles não viam saída. Eu e o José Junior os motivamos a não irem para o confronto. Ninguém imaginava que o Alemão poderia ser ocupado da forma como foi. O maior mérito foi de Deus. Mas há também o mérito do AfroReggae, do José Junior, que foi muito corajoso.

iG: Qual foi o diálogo com os traficantes que mais marcou o senhor?

Rogério Menezes – Vi homens de alta periculosidade me chamarem no canto e se abrirem para mim e para o José Junior. Teve gente que chorou na nossa frente. Não de medo. Chorou porque não queria o confronto, porque tinha família. Ele estava se sentindo traído por amigos que o deixaram na mão. Foi o momento que mais me compadeceu. Eu ficaria o tempo todo ao lado daquelas pessoas, ainda que a polícia entrasse.

iG: Nesse grupo havia chefes do tráfico?

Rogério Menezes – Positivo. Mas não vou falar disso em detalhes. Meu trabalho é religioso e eles confiam em mim. Quero apenas afirmar que eles não queriam guerra.

iG: Quem falou mais, os senhores ou os traficantes?

Rogério Menezes – Eles ficaram mais tempo calados. Queriam ouvir a gente, queriam uma luz. Eles não estavam conversando com traficantes, mas com pessoas que simbolizavam a paz, a vida. Tem pessoas ali que me conhecem desde 1993, quando comecei a pregar. Muitos eu vi ir para a cadeia, sair da cadeia, visitei na favela. Havia homens com armas nas mãos, mas os que conversavam com a gente não estavam armados. Em momento algum eles diziam que iriam meter bala ou que optariam pelo confronto. Isso eu não vi.

iG: O senhor diz que muitos traficantes não querem se render porque temem retaliações de colegas de facção dentro da cadeia; outros que já ficaram muito tempo presos e não aceitam voltar. A polícia afirma que vai permanecer na favela até realizar as prisões e recuperar as armas. O senhor defende alguma proposta para que não aconteçam novos conflitos?

Rogério Menezes – Sou a favor da anistia. Converso muito com traficantes e com viciados, visito muita boca de fumo. Eu evangelizo muito. Faço um trabalho de Deus, um trabalho do bem, espiritual. Já tirei muitos dessa vida e encaminhei para um emprego. E já vi caso também de pessoas que largaram o crime, se mudaram para outro estado, mas não conseguiram emprego porque devem à Justiça. Tiveram de voltar e retornar para o crime, tinham família. Mas eles me diziam “pastor, o senhor viu que tentei. Voltei para o tráfico, mas não bebo, não me drogo mais, nem a baile funk eu vou. Vai acabar meu plantão na boca e vou para casa ficar com meus filhos”.

iG: O senhor não acha difícil propor para a sociedade que essas pessoas sejam anistiadas sem pagar pelos crimes que cometeram?

Rogério Menezes – É muito difícil responder sobre isso. Como religioso, acho que o culpado disso tudo são as forças espirituais do mal. Vou dar um testemunho da minha vida. Eu trabalhava, ganhava bem, três salários mínimos. Não era de uma vida errada. Mas em um determinado momento me senti sem chão. Tudo começou quando perdi meu pai. Minha mãe arrumou outro homem logo em seguida e eu não aceitei. Ela então me expulsou de casa. Eu tinha 16 anos. Bateu uma depressão tão grande, que perdi meu emprego, não conseguia trabalhar. Era morador da Baixada Fluminense, morava numa comunidade carente, conhecia bandido, conhecia traficante, mas eu era trabalhador. Nem todo mundo que mora dentro de uma comunidade é bandido. Minha família me deu estudo, o melhor que pôde dar. Mas eu caí na vida do crime, me entreguei à bebida, às drogas, fui preso. Houve momentos em que me vi sentado, chorando, querendo sair dessa. Eu despertei, procurei uma casa de recuperação. Tive apoio.

iG: Apesar da visão religiosa do senhor, a anistia não é uma proposta polêmica?

Rogério Menezes – Cada caso é um caso. Proponho que essa decisão seja avaliada pelo governo, pelos parlamentares, pela Justiça. Caso a caso, insisto. Mas, particularmente, eu acredito que num universo com 100% de criminosos, se você oferecer uma oportunidade pelo menos 40% aceitam largar essa vida. É preciso considerar que muitos temem por suas famílias. Se forem presos, quem vai sustentar suas mulheres, seus filhos? Tem que haver um projeto social também.

iG: Muitos bandidos fugiram e a polícia diz que vai capturá-los. O senhor acredita que esses traficantes vão voltar para o Complexo do Alemão futuramente? Ainda pode haver enfrentamento?

Rogério Menezes – Acredito que muitos homens que estavam ali no meio, inclusive os que fugiram, não têm antecedentes criminais. Às vezes até segura uma arma, mas é só um viciado. A polícia tem feito seu trabalho. E cabe à polícia e ao governo continuarem a fazer o seu trabalho. Contudo, também acredito que aquilo ali foi a mão de Deus a fim de despertar esses jovens. Acredito que muitos vão analisar e ver que não vale a pena se envolver com o crime. É a resposta que posso dar para essa pergunta.

iG: O senhor está certo da recuperação dessas pessoas?

Rogério Menezes – Vou dar um exemplo. Trabalha com a gente lá no AfroReggae o Gaúcho. Durante muitos anos ele foi o chefe do Alemão, era um dos mais temidos na área. Ele tirou 28 anos de cadeia e hoje está aí, fora do crime, trabalhando com carteira assinada. Isso é a prova de que enquanto há vida, há esperança. O Bem-te-vi, aquele que morreu na Rocinha, ele vivia me dizendo que queria sair do crime. Eu ia para lá pregar umas sete da noite e ele não me deixava ir embora antes das três, quatro horas da manhã. Ele tinha o prazer de estar do meu lado. Muitas vezes o vi chorar. Ele me dizia “pastor, me ajuda. Quero sair dessa vida, mas não tenho forças. A sociedade me marginaliza, não acredita em mim”. Eu dizia, “rapaz, o mais importante é Deus estar olhando para você. Deus tem um plano para sua vida. Você não pode se entregar à criminalidade”.

iG: Por que evangélicos são tão respeitados pelos criminosos?

Rogério Menezes – No sábado, na hora em que a polícia se posicionou para invadir o Complexo do Alemão, tinha um pastor na entrada da favela de terno e com a Bíblia na mão. Estava ele e a mulher dele. Aliás, havia mais de um, eram muitos. Eles ficaram entre os militares da polícia, do Exército e da Marinha, e os jovens. E eles procuravam esses jovens e diziam para que saíssem dessa vida. Ofereciam apoio: “quer se entregar comigo?”, perguntavam. No momento mais difícil, havendo risco de vida, eles estavam ali. E tem os testemunhos daqueles que saíram do crime e hoje estão aí, vivendo com dignidade. Isso mostra para eles que é possível.

Alpa: - "O projeto ficou mais redondo"

Deputado estadual  João Salame (PPS), respondendo a comentaristas do blog, trata da votação dos projetos de deferimento de ICMS à Alpa:



Aos anônimos

Não aprovamos isenção, mas sim diferimento. Significa que após os 15 anos a Alpa terá que pagar os impostos devidos. Infelizmente, no mundo atual todo grande projeto só se instala se tiver incentivo. Se não vai para outros rincões. O que temos de debater é se esses incentivos não são prejudiciais ao Estado.

Para aprovar esse diferimento levou-se em consideração a geração de empregos, a renda que será produzida, a arrecadação indireta de impostos e outras condicionantes sociais e ambientais. E o pagamento dos impostos a posteriori.

Também quero dizer ao outro anônimo que não aprovamos o Projeto de Lei por causa da "movimentação" que se avizinhava. Nada contra a mobilização da sociedade, mas já tínhamos consciência da importância dessa aprovação. Só queríamos melhorar o projeto. E conseguimos.

Sobre a demora na sua votação sugiro que seja lida postagem do deputado Parsifal Pontes, em seu blog. Ele, que era o relator da matéria, desnuda a questão.

O alarmismo que tomou conta de alguns porque tentávamos melhorar o projeto na Alepa revela a postura subserviente de algumas lideranças em relação a esses grandes projetos. A própria Vale está valorizando posturas mais propositivas. Tanto que negociamos sem nenhuma ameaça as modificações. Retirando o artigo inconstitucional que concedia diferimento sobre os bens de uso e consumo. E o que estipulava um prazo de 30 anos para esse diferimento. O prazo definido é de 15 anos, prorrogáveis por igual período, mas com uma negociação no meio, para verificarmos se as condicionantes foram cumpridas.

O projeto ficou mais redondo. Não corre o risco de ter sua constitucionalidade questionada e, melhor, auferiu conquistas para a sociedade. Inclusive negociações do novo governador com a Vale na direção da verticialização do cobre, do manganês e na valorização da mão-de-obra local e dos empresários locais.

É difícil discutir com quem não quer. Com as pessoas que se posicionam a partir de suas simpatias e antipatias ou dos seus interesses políticos. Mas essa é a realidade. A Assembléia Legislativa cumpriu com o seu papel. E nós tivemos participação decisiva para reverter a lógica de implantação dos grandes projetos, que nunca levaram em consideração os interesses da sociedade.

João Salame

O MDA e seus efeitos no Pará

O acirramento de ânimos, em Brasília, pela indicação do ministro do Desenvolvimento Agrário do governo Dilma Rousseff, tem tudo a ver com o fortalecimento de alguns políticos do PT invernados em suas diversas tendências, aqui no Pará.

A disputa interna no PT para indicação do ministro envolve nomes como Joaquim Soriano, apadrinhado do governador Tarso Genro - eleito no RS -,  Geraldo Simões (BA) e  Pedro Eugênio (PE ) - os dois últimos bancados pela tendência majoritária petista.

Para a DS paraense, a ida de Joaquim Soriano para o MDA significaria colocar as mãos em superintendências do INCRA, no Estado, além de influenciar na distribuição de recursos de programas federais para o fomento de regiões rurais bastante carentes.

Deputados federais Paulo Rocha e Zé Geraldo se opõem ao nome de Soriano, por razões óbvias.

É bom ficar de olho nesse cenário.













. O grupo político de Tarso Genro patrocina a indicação de Joaquim Soriano para a vaga. A tendência majoritária do partido, entretanto, alega que a ala rival já está suficientemente contemplada com a potencial nomeação de José Eduardo Cardozo para o Ministério da Justiça e a manutenção de Fernando Haddad na Educação. Assim, quer emplacar para a cadeira os deputados Pedro Eugênio (PE) ou Geraldo Simões (BA).

A continuidade Lula

A cara do governo

(*) Marcos Coimbra


A reação de parte da imprensa às informações sobre a composição do governo Dilma é curiosa. Em alguns veículos, chega a ser cômica.

Outro dia, um dos jornais de São Paulo estampou em manchete que Dilma estava “montando o núcleo de seu ministério com lulistas”. O que será que o editor imaginava? Que ela fosse recrutar “serristas” para os postos-chave de sua administração?

Como ensinam os manuais do jornalismo, essa não é uma notícia. Ou será que algo tão óbvio merece destaque? “Cachorro come linguiça” não é um título para a primeira página. No dia em que a linguiça comer o cachorro, aí sim a teremos uma notícia (que, aliás, deverá ser impressa em letras garrafais).

Na mesma linha, um jornal carioca achou que era necessário alertar os leitores para o fato de que “Lula está indicando várias pessoas para o governo Dilma”. Em meio a estatísticas sobre quantos nomes já havia emplacado, a matéria era de franca desaprovação.

Na verdade, tanto nessa, quanto na manchete do jornal paulista, estava implícita quase uma denúncia, como se um duplo mal-feito estivesse sendo cometido. Por Lula, ao “se meter” na formação do novo governo, ao “tentar interferir” onde, aparentemente, não deveria ter voz. Por Dilma, ao não reagir à intromissão e o deixar livre para apontar nomes.

Quem publica coisas assim dá mostras de não ter entendido a eleição que acabamos de fazer. Não entendeu como Lula, seu principal arquiteto, a concebeu, como Dilma encarnou a proposta, e como a grande maioria do eleitorado a assimilou.

Tudo mundo sabe que, quando Lula formulou o projeto da candidatura Dilma, a ideia central era de continuidade: do governo, de suas prioridades, de seu estilo. Ele nunca disse o contrário e insistiu no uso de imagens que caracterizavam, com clareza, o que ela representava. Para que ninguém tivesse dúvidas, chegou a afirmar que votar em Dilma era a mesma coisa que votar nele. Foi explícito nos palanques, nas declarações, na televisão.

Dilma sempre falou a mesma coisa. Mostrou-se à vontade como representante de Lula e do governo, seja por sua lealdade para com o presidente, seja pela boa razão de que o governo era dela também. Apresentar-se ao país como candidata de continuidade nunca a deixou desconfortável, pois significava defender aquilo a que havia se dedicado nos últimos oito anos.

Isso foi bem entendido pelos eleitores. Desde o primeiro momento e até o fim da eleição, as pessoas olharam para Dilma sabendo qual era a natureza de sua candidatura. Muitas descobriram suas qualidades pessoais, mas o núcleo da decisão de votar em seu nome foi outro, como mostraram as pesquisas.

Ninguém votou em Dilma para que o “dilmismo” vencesse o “serrismo”. Só quem quis que a eleição fosse essa foi o próprio Serra, que sabia que perderia se o foco da escolha se alargasse, se os eleitores olhassem para o que cada candidato representava e não se limitassem a fazer a velha comparação de biografias.

Agora, quando Dilma escuta Lula na montagem do governo, ela apenas cumpre a promessa fundamental de sua candidatura, a razão principal (para alguns eleitores, a única) dela ter sido votada. Quando dá mostras de que manterá ministros e dirigentes, faz apenas o natural. Se, por exemplo, se comprometeu durante a campanha com a preservação de determinada política, porque razão não seria adequado que o responsável permanecesse?

O governo que está sendo organizado terá a cara da continuidade, política e administrativa. Terá a cara de Lula, do PT e das outras forças partidárias que venceram a eleição. Terá a cara da atual administração, que é aprovada pela maioria da sociedade. Terá a cara de Dilma, pois é ela que o chefiará.

É isso que foi combinado com o país.



(*) Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

"A vida", segundo Parsifal

Prometendo "um dia contar o resto", o deputado Parsifal Pontes (PMDB) não deixou pra depois: conta, no blog dele, hoje,  sua versão sobre a queda de braço  travada na Assembleia Legislativa para votação dos projetos do governo concedendo benefícios tributários à Vale.

Não deixa passar em branco nem a própria atuação dele, como relator da matéria: 

No meio disto tudo, eu fui o guarda livros: designado como relator da matéria, esperei pacientemente ela (Vale) ser chamada a plenário, prerrogativa que tem o líder do governo, ou qualquer deputado com assento na Casa, completados 60 dias de tramitação de qualquer projeto, conforme o art. 111 da Constituição do Estado do Pará.


Recomendável mesmo é vocês darem uma passadinha no blog do Parsifal.

terça-feira, novembro 30, 2010

Lula e Dilma: eclusas são realidade

Eclusas de Tucuruí inauguardas por Lula e Dilma.

No portal ORM, acesse para ver como funciona o elevador hidráulico responsável pelo nivelamento do rio Tocantins.

Alpa:Projetos de diferimento aprovados na AL

A Assembleia Legislativa do Pará aprovou, por unanimidade, os projetos 291/09 e 292/09 que tratam de concessão de benefícios às empresas que investirem na verticalização dos minérios retirados do solo paraense.

Conforme amplamente divulgado neste blog, os deputados estaduais mantiveram  alterações nas questões do diferimento de ICMS sobre bens de consumo e reduziram de 30 para 15 anos, o prazo das concessões.

João Salame, deputado do PPS e um dos principais paralentares que se opunham a conceder benefícios da forma como estava proposto nos projetos pelo governo do Estado, disse que as alterações foram feitas em comum acordo com a Vale, cujos dirigentes discutiram com o governador eleito Simão Jatene, na noite de ontem, 29, os rumos que a AL estava dando aos projetos.

   -"O que se discutiu no seu blog, principalmente por alguns comentaristas, reflete o pensamento subserviente que algumas pessoas ainda nutrem pela Vale, e isto tem que acabar", dessbafou Salame.

A aprovação dos dois projetos de governo coloca um fim às especulações de toda sorte que a sociedade vinha fazendo, desde quando se tornou pública a intenção do PPS e do PSDB retirar os benefícios citados, impulsionando representante do governo Ana Júlia a proclamarem o risco da construção da Alpa.

Ao ser indagado por que somente faltando um mês para encerrar o presente período lesgislartivo é que os dois projetos foram enviados a plenário, João Salame retirou a responsabilidadse de seu partido e do próprio PSDB.

   - "Como é que a gente poderia fazer alguma coisa para apressar a votação, se o deputado Parsifal Pontes, como relator da matéria, estava com os projetos em seu poder?", perguntou.

Os dois projetos do governo, enviadas à AL ainda em 2009, foi um de tantas outras matérias de interesse do governo do Estado procrastinados em razão da trava de braços envolvendo o PMDB e a gestão Ana Júlia.

"Alter do Céu", de novo, manchete

Exuberantemente bela, Alter do Chão esnoba no Caderno de Viagem,  do Estadão.

Santarém, mais bela do nunca, também, está lá, estampada.

A renúncia de Jader

Aqui   e Aqui, as razões que levaram Jader Barbalho a renunciar seu mandato de deputado federal.

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Atualização às 16:18

Mais  razões  para tentar explicar a renúncia de Jader.

Aqui e Aqui. Aqui também.

TRT descentraliza ações

Começou agora, em Marabá, a chamada Sessão Descentralizada da  1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 8ª Região, com jurisdição nos Estados do Pará e Amapá. Objetivo: aproximar a Justiça do Trabalho do cidadão.

Em Marabá, serão analisados 120 processos trabalhistas em grau de recurso.



A presença de  magistrados do TRT  no Fórum Trabalhista do município  viabiliza às partes o acompanhamento mais próximo do julgamento de seus processos, tendo em vista que elas não precisam viajar até Belém ou  pagar passagens aos advogados para que estes possam fazer sustentação oral.

Além do prefeito Maurino Magalhães, convidado pelo presidente da 1a Turma do TRT, Marcus Losada Maia, outros desembargadores se fazem presente ao ato, entre eles, Rosita Nassar, Francisco Sérgio Rocha e Suzy Koury, além dos juízes Carlos Zahlouth Júnior e Raimundo Itamar Lemos Fernandes.

No rebojo, a pedra. Rio encantante...

Eu sempre imaginei a inauguração das Eclusas de Tucuruí mais como um ato de poesia do que de ofício. Algo assim como um barco marabaense, se é que ainda existe algum, com um piloto, um maquinista e um porco d´água dos idos tempos, deslizando no canal ao som daquele delicioso carimbó do Rui Barata: “Este rio é minha rua, minha e tua mururé...”

Para completar o quadro, um caboclo remando, no rebojo do barco, uma canoa.


Os dois parágrafos encerram belíssimo texto de Parsifal Pontes sobre a inauguração das eclusas de Tucuruí, sua terra.

Blogueiro e deputado estadual, Pontes nos arremete ao tempo, transpirando imagens vividas por marabaenses até o fim dos anos 70 - inclusive por este poster.

Vale a pena mergulhar   nas memórias de Parsifal.

Tem boi na linha

Certamente em respeito à sua fonte que não pode ainda dar nome ao boi, Paulo Bemerguy  publica post cifrado sobre a possibilidade do pedido de cassação do diploma de algum político eleito na eleição passada.

Ação pedindo a cassação do eleito não identificado no texto, será apresentada à Justiça Eleitoral depois do dia 17 de dezembro.

Quem será, maninho?!

Cifrando a nota, Bemerguy antecipa o furo.

Respeito ao consumidor

Inacreditável, mas verdadeiro.

Em menos de oito horas, a Sky enviou seu suporte técnico para trocar um dos três receptores HD que  o poster tem em sua residência de Marabá.

Aparelho apresentava problema de congelamento de imagem, mesmo sem chuva.

Formalizado o defeito diretamente ao callcenter da distribuidora de conteúdo, o prazo de "até 10 horas" dado para a solução do problema, foi cumprido.

Dez para a Sky.

iPad chega a Belém

Carlos Barreto, no Flanar, trás novidades sobre a chegada do iPad em Belém.

Vale a pena ir até o blog dos flanares conferir a boa nova, que chega às vésperas do Natal.

segunda-feira, novembro 29, 2010

O torturador de Dilma

O poster não é afeito a publicar integralmente posts de outros blogs. Até por uma questão de ética, prefere empurrar nossos leitores até o sítio onde se originou algum fato aqui reproduzido.

Lincar a notícia é mais correto.

Há caso, no entanto, em que se faz necessária a reprodução, na íntegra, de determinadas notas de outros autores, com propósito de estimular sua leitura, integralmente - desde que um link seja respeitado

É o caso da matéria do IG mostrando o cinismo, a frieza, identidade, rosto e o pensamento do bandido que torturou Dilma Roussef, quando ela tinha apenas 22 anos e lutava pelas liberdades do país.

Eis, na íntegra, a entrevista do torturador (foto):


Acusado pelo Ministério Público Federal de participar da morte de seis presos políticos e torturar outras 20 pessoas, entre elas a presidenta eleita Dilma Rousseff, o tenente-coronel reformado do Exército Maurício Lopes Lima descreve a violência nos porões da ditadura como algo “corriqueiro”. Na mesma semana em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o torturador de sua sucessora hoje deve estar se torturando, a reportagem do iG encontrou o militar levando uma vida calma na praia das Astúrias, no Guarujá.

Homem apontado como torturador de Dilma pediu para não ser fotografado e permitiu apenas reprodução de imagem sua tirada na época

Hoje aposentado, ele fala tranquilamente sobre os acontecimentos relatados em 39 documentos que serviram de base para a ação civil pública ajuizada na 4ª Vara Cível contra ele. Questionado sobre o uso da tortura nos interrogatórios, comentou: “Era a coisa mais corriqueira que tinha”, afirmou. Embora negue ter torturado Dilma, ele admite que teve contato com a presidenta eleita. Diz que na época não podia sequer imaginar que a veria na Presidência. “Se soubesse naquela época que ela seria presidenta teria pedido: ‘Anota meu nome aí. Eu sou bonzinho’”, afirma.

A ação aberta contra Lima e os demais acusados – dois ex-militares e um ex-policial civil - se refere ao período entre 1969 e 1970, quando Lima e outros três acusados integraram a equipe da Operação Bandeirante e do DOI-Codi, ambos protagonistas da repressão política durante a ditadura militar (1964-1985). Entre os documentos, está um depoimento de Dilma à Justiça Militar, em 1970, no qual ela pede a impugnação de Lima como testemunha de acusação, alegando que o então capitão do Exército era torturador e, portanto, não poderia testemunhar.

“Pelos nomes conhece apenas a testemunha Maurício Lopes Lima, sendo que não pode ser considerada a testemunha como tal, visto que ele foi um dos torturadores da Operação Bandeirante", diz o depoimento de Dilma. Na época com 22 anos, a hoje presidenta eleita foi presa por integrar a organização de esquerda VAR-Palmares. No mesmo depoimento Dilma acusa dois homens da equipe de Lima de ameaçá-la de novas torturas quando ela já havia sido transferida para o presídio Tiradentes. Ela teria questionado se eles tinham autorização judicial para estarem ali e recebido a seguinte resposta: “Você vai ver o que é juiz lá na Operação Bandeirante”.

Outros depoimentos deixam mais evidente a ação do militar, como o do frade dominicano Tito de Alencar Lima, o Frei Tito, descreve em detalhes como foi colocado no pau-de-arara e torturado por uma equipe de seis homens liderados por Lima. “O capitão Maurício veio buscar-me em companhia de dois policiais e disse-me: ‘Você agora vai conhecer a sucursal do inferno’”, diz um trecho do depoimento, no qual ele diz ter recebido choques elétricos e “telefones” (tapas na orelha), entre outras agressões.

O então capitão do Exército é acusado também de ter participado da morte de Vírgilio Gomes da Silva, o "Jonas" da ALN, outra organização de esquerda que defendia a luta armada. Líder do sequestro do embaixador dos EUA Charles Elbrick, Virgílio foi assassinado no DOI-Codi, conforme admitiu oficialmente o Exército em 2009. Lima nega todas as acusações. Leia abaixo trechos da entrevista concedida por Lima ao iG:

iG - Como era chegar em casa e pensar que uma moça como a Dilma, de vinte e poucos anos, havia sido torturada?

Lima - Nunca comentei isso com ninguém, mas desenvolvi um processo interessante. Eu não voltava mais para casa, pois achava que podia morrer a qualquer momento. Me isolei dos amigos e das pessoas que gostava. O quanto mais pudesse ficar longe melhor. Era uma fuga.

iG - O senhor fugia do que?

Lima - De uma realidade. Eu sabia que ia morrer. Minha mulher estudava história na USP. Ela soube por terceiros que eu estava no DOI-Codi. As colegas dela todas presas.

iG - Então não era a tortura que o incomodava?

Lima - É como um curso na selva. No primeiro dia você vê cobras em todo canto. No terceiro dia você toma cuidado. Depois do décimo dia passa um cobra na sua frente e você chuta. É adaptação.

iG - Se tornou uma coisa banal?

Lima - Sim.

iG - E hoje em dia o que o senhor pensa daquilo?

Lima - Penso que só é torturado quem quer. Agi certo. Arrisquei minha vida. Não tive medo. Não tremi, não. E não torturei ninguém. Pertenci a uma organização triste, sim. O DOI-Codi, a Operação Bandeirante eram grupos tristes.

iG - O senhor está pesquisando no projeto Brasil Nunca Mais para preparar sua defesa?

Lima - Sim. Primeiro porque não sei quem falou. Uns me citam, outros "ouvi dizer".

iG - O MPF cita sua participação em torturas contra 16 pessoas.

Lima - É. Outro que me deixa fulo da vida é o Diógenes Câmara Arruda (ex-dirigente do PCB preso na mesma época que Dilma). Ele faz a minha ligação como torturador dele e o CCC (Comando de Caça aos Comunistas, grupo de extrema direita que atuou nas décadas de 60 e 70). Eu tinha uma bronca desgraçada do CCC. Me referia a eles como "aqueles moleques chutadores de porta de garagem". É o que eles eram. Nunca tive nada com o CCC.

iG - O senhor também é acusado de participar da morte do Virgílio Gomes da Silva (o "Jonas" da ALN, morto no DOI-Codi em 29 de setembro de 1969).

Lima - Me acusam de ter matado o Virgílio e de ter torturado o filhinho dele (então com quatro meses de idade). Eu não estava lá e demonstro para quem quiser ver (se levanta e pega um livro do Exército com os registros de todas suas mudanças e transferência ao longo da carreira). Isso são minhas folhas de alterações militares. Pode olhar aí. Fui transferido para a Operação Bandeirante no dia 3 de outubro. O Virgílio foi morto no dia 29 de setembro.

iG - Não havia entre os militares a questão moral de que a tortura desrespeita os direitos humanos?

Lima - A tortura diz respeito a direitos humanos e o terrorismo também.

iG - Um erro justifica o outro?

Lima - Estão ligados. Tortura no Brasil era a coisa mais corriqueira que tinha. Toda delegacia tinha seu pau-de-arara. Dizer que não houve tortura é mentira, mas dizer que todo delegado torturava também é mentira. Dependia da índole. As acusações não podem ser jogadas ao léu. Têm que ser específicas. Eu sei quem torturava e não era só no DOI-Codi, era no Dops também. Mas eu saber não quer dizer que eu possa impedir e nem que eu torturasse também. A tortura é válida para trocar tempo por ação.

iG - Quem torturava?

Lima - O maior de todos eles já morreu e não dá para falar dos mortos.

iG - Alguma vez o senhor contestou a prática de tortura no DOI-Codi?

Lima - Não porque existia um responsável maior, o comandante do DOI-Codi. Eu fiz a minha parte. Se eu fosse mandado torturar, não torturaria. Outros não. O Fleury (delegado Sérgio Paranhos Fleury), por exemplo, até dava um sorriso.

Sete municípios dobraram população

Segundo Censo-2010, definitivamente oficializado pelo IBGE, "sete municípios paraenses estão entre os que que dobraram sua população desde 200. São eles: São Félix do Xingu (163,69% de crescimento populacional); Canaã dos Carajás (144,71%); Ulianópolis (125,12), Anapu (117,85%), Parauapebas (115,10%), Tailândia (106,32%) e Ipixuna do Pará (104,40%). "

Aqui.

Patifes irresponsáveis

Se este fato for realmente confirmado, o poster fica cada vez mais convencido de que o garimpo de Serra Pelada é um poço de miseráveis domados pela esperteza de malandros patifes, interessados exclusivamente em roubar o garimpeiro pobre e desprotegido.

O blog repete isso há anos, sem cansaço: Serra Pelada não tem rumo.

O correto é fechar o antro e dar um rumo às famílias pobres do lugar, acabando de vez com a patifaria.

Tempo de secretários

Fontes telefonam de Marabá contando do zumzumzum dentro do Detran local dando conta de que Joércio Barbalho, irmão do deputado federal Jader Barbalho, é quem assumirá a Direção Geral do Detran.

Passam o informe solicitando que o blog confirme ou não sua veracidade

E o poster responde: não sabe.

Até porque somente esta semana é que o governador eleito Simão Jatene (PSDB) assume conversações para escolher seus auxiliares.

Tocantins pede passagem

No período de trinta anos, sete presidentes da República e 21 ministros dos transportes, passaram pelo poder.


A obra teve início em junho de 1981, determinada pelo presidente João Figueiredo.

O Brasil respirava ainda os ventos do regime militar.

Efeitos do ataque à bomba ao Riocentro, ocorrido dois meses antes, marcavam profundamente a alma do brasileiro.

Na Amazônia, isolada e esquecida, poucos acreditavam que a construção das eclusas de Tucuruí chegaria um dia ao seu final.

As dúvidas se confirmariam anos posteriores.

Finalmente, passado três décadas, o presidente Lula cumprirá mais uma de suas promessas de oito anos de governo.

Nesta terça-feira, 30, às 15 horas, ao colocar em operação as eclusas de Tucuruí, o presidente sinalizará, com seu gesto, outra realidade deste Brasil transformado: a nova rota de transporte rumo aos portos do Norte, viabilizando a futura Hidrovia Araguaia-Tocantins, que reduzirá em até 15% o custo do frete.

Antes da  inauguração do empreendimento, a eclusa já passou por dois testes.

Na quinta-feira última, a Eletronorte testou os elevadores hidráulicos utilizando cargas de material de construção usado na obra.

Durante todo o dia de hoje, engenheiros continuaram efetuando testes para deixar tudo nos trinques pra festa de Lula e do povo paraense.

No tempo em que havia velhice

A velhice pode estar com seus dias contados?

A Ciência avança no encaminhamento desse fim.

Depois das duas

Atualização e comentários, nesta segunda, só depois das 14 horas.

Desbravando terreno

Mauro Bonna, em sua coluna do Diário do Pará desse domingo, 28, informa:

Depois do sucesso do Shopping Pátio Marabá, hoje com 80% de suas áreas comercializadas, o capitalizado grupo varejista Leolar, em parceria com a administradora AD Shopping, prepara, para março, o lançamento do Pátio Santarém, com grandes marcas já confirmadas.


A nota reforça uma realidade conhecida do marabaense: o revigorante estilo empreendedor de Leonildo Rocha, presidente do grupo Leolar.

Não demora, o grupo varejista estará na maioria dos municípios do  Estado do Pará.

No Sul e Sudeste, isto já ocorre. Em cada cidade existem filiais do grupo, cuja parte executiva agora é de responsabilidade de Andrey  Rocha, filho de Léo.

Leonildo dedica especial atenção à empresa mineradora por ele criada, que vai explorar minério de ferro de uma jazida adquirida no município de Curionópolis.

Chapa única?

Com fatos desdobrando fatos, é bem provável que a disputa pela presidência da Câmara de Marabá tenha chapa única.


O vereador Miguelito Gomes (PP), declarado candidato à presidência em oposição a chapa de Nagib Mutran Neto (PMDB), teria conversado no final de semana com seu colega de parlamento anunciando que não deverá renunciar à Superintendência de Desenvolvimento Urbano onde vem realizando trabalho de ordenamento fundiário urbano do município, para reassumir sua cadeira no parlamento.

Segundo fonte, Nagib e Miguelito ficaram de voltar a conversar esta semana, definindo os rumos da eleição para a mesa diretora da CMM.

Jader abre o verbo

Enviado de volta ao tempo, como num flashback, Jader Barbalho  deita e rola no blog da Perereca da Vizinha.

O deputado federal do PMDM concedeu longa entrevista a Ana Célia Pinheiro, falando de sua prisão, renúncia ao Senado, governo Ana Júlia, o que espera do futuro governo Simão Jatene  - entre outras provocações de Ana.

Está bem aqui.