sexta-feira, abril 09, 2010

Varrendo mentes doentias

“Que merda, dois lixeiros desejando felicidades do alto de suas vassouras. Dois lixeiros, o mais baixo da escala do trabalho". (Boris Casoy, desejando "Feliz Ano Novo" aos garis brasileiros)

O preconceito de classe do turco-otomano fascista czarista  lhe aporrinhará até o restante de vida, atualmente quase septuagenária.

Vassouradas neles, garís brasileiros!

Ficha Limpa na Internet

O Brasil está gerando um movimento pela Internet sem precedents pela Lei Ficha Limpa. Só nos últimos 10 dias mais de 200.000 pessoas assinaram a petição!

Movimento é idealizado pelo Avaaz, organização não governamental e uma nova rede de mobilização global "com a missão democrática de acabar com a brecha entre o mundo que nos temos, e o mundo que queremos".

A  meta do movimento é conseguir 2 milhões de assinaturas, mas no embalo que vai passa desse número surpreendente.

Para assinar a petição, entre aqui.

Empresários dizem que Lula dialoga. Serra, não!

Quem nos conta é Cristiane Agostine, do Valor Econômico (pra assinantes) :




O presidente Luiz Inácio Lula da Silva testou com uma plateia de empresários o discurso eleitoral de comparação de seu governo com o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e foi bem-sucedido. Na noite de terça-feira, Lula recebeu apoio de dezenas de representantes da construção civil, em São Paulo, ao criticar a falta de investimentos no setor, “deteriorado há mais de vinte anos” e discorrer sobre o ineditismo do sistema capitalista brasileiro, que não tinha nem “capital nem financiamentos” em anos anteriores.

Empresários, beneficiados sobretudo por programas como o Minha Casa, Minha Vida, aprovaram também a crítica feita aos anos FHC e a comparação sobre os financiamentos feitos pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que aumentaram entre 2003, primeiro ano do governo Lula, e 2010.

É o caso do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Material de Construção, Melvyn Fox, que disse “concordar totalmente” com o discurso feito pelo presidente na cerimônia de abertura da 18ª Feira da Indústria da Construção e Iluminação, em São Paulo. “O setor da construção civil estava estagnado. Muito pouco foi feito até o fim do primeiro mandato de Lula. Houve uma mudança radical”, comentou.

Cláudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção, disse que o setor “está em êxtase”, com projetos como o Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 1 e 2. “A comparação entre os dois governos não é uma questão política, mas sim numérica. Os resultados dos dois governos não são comparáveis”, disse Conz. O otimismo se explica, em parte, pela previsão de crescimento 10% na venda de material de construção.

Na abertura da feira, Lula não poupou críticas a FHC e disse aos empresários que não deixem de lembrar como era a situação anos atrás. “De repente as pessoas esquecem do mundo que a gente veio, do mundo em que a gente está e do mundo que a gente quer ir. Este país teve o seu setor da construção civil praticamente deteriorado durante mais de 20 anos”, declarou. Ao fazer o autoelogio, o presidente disse que a Caixa Econômica Federal investe “nove vezes” o que investia em 2003 e que o crédito cresceu de R$ 380 bilhões para R$ 1,4 bilhão. O BNDES, continuou Lula, emprestava R$ 38 bilhões e este ano fechará com R$ 139 bilhões.

A comparação entre Lula e FHC tem sido evitada pelos tucanos e apoiadores da campanha do ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) à Presidência. O presidente, no entanto, sinalizou que deve insistir nessa linha em seus discursos. “Cansei de ver o Brasil se portar como se fosse um país de segunda categoria. Tudo a gente achava que não podia fazer e tudo, quando não dava certo, se jogava a culpa em cima do governo. E como o governo também não fazia, não falava nada e ficava todo mundo enganando todo mundo neste país”, declarou.

Em seu discurso, Lula disse que deixará para seu sucessor “uma prateleira de projetos e programas”, para que o próximo presidente não tenha que “começar do zero” como ele. Ao fazer propaganda do PAC 2 para empresários que se beneficiarão diretamente dele, Lula afirmou que lançou o programa para mudar o paradigma do país. “Não era possível um país capitalista viver sem crédito e sem capital. Isso mudou definitivamente”, disse. “Quem vier a tomar posse na Presidência da República em janeiro de 2011 sabe que não existe mais espaço para pequenez política, não existe espaço para pequenos programas. Este país é grande e exige que os seus governantes pensem grande”, declarou.

Representantes da construção civil disseram não temer o próximo governante, quem quer que ele seja, nem a paralisação das obras do PAC e do Minha Casa, Minha Vida. Para Dilson Ferreira, presidente executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas, “as mudanças no setor foram estruturais” e devem ser mantidas pelo sucessor de Lula. “Não foram mudanças circunstanciais”, disse. No entanto, empresários ressaltam que a relação com Serra foi mais complicada, sobretudo por medidas como a substituição tributária, adotada em São Paulo. “Nossa relação com o governo estadual foi muito difícil”, relatou Fox. “O que muda entre Dilma e Serra é a forma de dialogar. No Estado, não tivemos diálogo”, disse Conz.

Batalha pela Alpa - Parte 2

No post anterior, o blogger solicitou atenção aos grifos do discurso de Gilberto Leite, enumerando onze tópicos de reivindicações à governadora de pleitos históricos e urgentes da sociedade marabaense.
Para relembrar:


1-Pavimentação da BR-230 (Rodovia Transamazônica) e as eclusas de Tucuruí.

2- Ampliação do aeroporto de Marabá

3- Construção do Porto da cidade

4- Hidrovia Araguaia-Tocantins

5- Reativação do Distrito Industrial do município

6- Siderúrgica chinesa da Baosteel Shanghai Group Corporation

7- Qualificação de mão de obra

8- Criação da Universidade Federal do Sul do Pará,

9- Triplicação da Pa-150, no trecho compreendido entre a ponte rodoferroviária e o Distrito Industrial.

10- Reserva legal

11- Titularização das propriedades

Em artigos mais adiante, voltaremos a comentar os onze tópicos reivindicados por Gilberto Leite, em nome da Associação Comercial e Industrial de Marabá.

No mesmo dia 12 de maio de 2007, Ana Júlia conversou demoradamente com o  presidente da ACIM,  ouvindo mais do que falando.

Uma pergunta feita no discurso de Gilberto levantou o debate da conversa da governadora com o representante da enidade empresarial:

- Como podemos falar em verticalização sem Distrito Industrial?



Meses antes, em dezembro de 2006, no final de sua gestão, o ex-governador Simão Jatene havia assinado decreto fulminando a Companhia de Desenvolvimento Industrial. Quem quisesse tocar as áreas industriais de Marabá, Icoaraci, Barcarena e outras, teria de compartilhar outro tipo de gestão, sem a participação do governo.

Com o ato de Jatene, o Estado deixaria de investir no DIs do Pará.

Em Marabá, consequência, o setor produtivo já se reunia para propor a privatização do DI. Ou seja, a área antes formatada para acomodar investidores de todos os matizes, seria controlada por um grupo mínimo de empresários.                    


Em relação a busca da verticalização do minério extraído do Pará, foi a primeira decisão de governo de Ana: retomar os distritos industriais ao controle do governo.
- Como podemos falar em verticalização sem Distrito Industrial?


E assim se fez, meses depois.

Hoje, os DIs de Marabá, Barcarena e Icoaraci recebem investimentos importantes do Estado, inclusive com ampliação, como ocorre com o DI marabaense, que ganhou duas fases a mais.

Naquela noite, Ana comunicou a Gilberto e a Ítalo Ipojucan, também presente ao encontro, alguns passos: apressar a retomada da Companhia dos Distritos Industriais e sentir, em Brasília, como andavam as negociações da Vale com a siderúrgica chinesa Baosteel Shanghai Group Corporation, naquele momento não mais interessada em investir na construção do pólo minero-metalúgico de São Luís, conforme sinalização feita no Planejamento Territorial Participativo,  por Gilberto.

A governadora, em primeira mão, disse aos dois líderes empresariais marabaenses que estava avaliando a criação de um Fórum de Competitividade, cuja formulação encontrava-se na alçada de Maurílio Monteiro, da Sedect.

A partir dessa reunião de 12 de maio de 2007, num hotel de Marabá, novos caminhos seriam trilhados pelo setor produtivo local.

Estava começando uma parceria fértil em conquistas, conforme mostraremos em próximos artigos.

Ana Júlia sugeriu a Gilberto e Ítalo que fossem a Belém explanar as pendências regionais em contato com Maurílio Monteiro.

De fato, ocorreu o primeiro encontro e mais outros e dezenas de tantos, na sala do chefe da SEDECT e em contatos em Marabá.

Mas isso é história pro artigo de amanhã.

quinta-feira, abril 08, 2010

PSDB do Pará prestigia evento de Serra

Texto enviado por Simone Romero:


O presidente do PSDB-Pará, Senador Flexa Ribeiro e o ex-governador Simão Jatene lideram a caravana do Estado, que desembarca em Brasília na manhã deste sábado (08). O grupo, que contará com parlamentares e lideranças de todas as regiões do Pará, participa do grande encontro dos partidos de oposição, que irá consolidar o apoio à pré-candidatura de José Serra à Presidência da República.

"Teremos uma comitiva de peso, com toda nossa bancada federal, estadual, prefeitos, lideranças e aliados de outros partidos, que são tão importantes nessa nova fase que entramos agora. Certamente essa comitiva representa o desejo e apoio dos paraenses. Serra lidera todas as pesquisas de intenção de voto dos pré-candidatos. Especialmente ao Pará será um momento marcante", disse Flexa Ribeiro.

Na manhã de quinta-feira, quatro ônibus partiram de Belém levando mais de 200 pessoas para participar da reunião. O pré-candidato tucano ao governo do Pará, o ex- governador Simão Jatene, acompanhou a saída dos ônibus da capital. “Fiz questão de vir aqui agradecer a disposição de todos vocês de participar da construção desse projeto”, disse o ex-governador. “Como paraense e como brasileiro acredito que estamos diante de um grande desafio, mas não tenho dúvida de que seremos bem sucedidos. Este momento é histórico”, acrescentou. A caravana se completou no meio do caminho com a incorporação de outro ônibus que partiu de Altamira.

A homologação da candidatura só ocorrerá em junho, prazo estabelecido pela lei eleitoral para que os partidos realizarem suas convenções. O encontro será em Brasília, com a participação de filiados e militantes do PSDB, DEM e PPS. Também estarão presentes empresários, diplomatas, trabalhadores, professores e representantes culturais de diferentes regiões.

Lixão interditado em Marabá

O aterro municipal de lixo de Marabá, no sudeste do Pará, foi interditado na última segunda (05), por representar risco à operação dos vôos comerciais no aeroporto da cidade, que fica a menos de 7 km de distância do lixão. A interdição foi definida pela Justiça Federal a pedido do Ministério Público Federal, depois de dois anos de tentativas para que a prefeitura tomasse alguma providência.

De acordo com dados do Centro Nacional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), a cada 24 dias é registrada uma situação de risco aéreo no aeroporto de Marabá, por conta das dezenas de urubus que vivem na região, atraídos pelo lixão

O MPF, alertado por relatórios da Infraero e do Cenipa, iniciou em 2005 um processo judicial para tentar resolver o problema. Em 2008, a Justiça Federal deu sentença ordenando que a prefeitura tomasse providências sob pena de interdição do aterro e multa. Na época, o Judiciário concedeu um ano de prazo, até fevereiro de 2009, para que o município encontrasse e desapropriasse outra área para o lixão municipal, fora da Área de Segurança Aeroportuária (ASA).

Quando o primeiro prazo venceu sem que nada tivesse sido feito, o MPF procurou a prefeitura várias vezes para tentar um ajuste de conduta. “Ao que parece, o município prefere continuar arriscando ser responsabilizado pela morte trágica de dezenas de civis, arcando com os custos financeiros (e sobretudo morais) desta situação, do que tomar medidas de precaução – que há muito foram-lhe advertidas, tendo-se concedido prazo especificamente para tais fins. Não o fez. Quedou-se inerte”, relatou à Justiça o procurador da República Tiago Modesto Rabelo, responsável pelo caso em Marabá.

Por causa da desobediência contumaz da prefeitura em resolver o problema, foi iniciativa do MPF pedir a execução imediata da sentença, concedida esta semana pelo juiz Carlos Henrique Borlido Haddad, com a consequente aplicação das multas. Além da interdição do aeroporto, a decisão definiu multa pessoal diária ao prefeito de Marabá, bem como, multa diária de RS 5.000,00 ao município, além da multa de R$ 200.000 que a prefeitura terá que pagar após o trânsito em julgado do processo. As multas poderão ser aumentadas em caso de nova desobediência, afirma o MPF.

Reação – O município de Marabá já recorreu da interdição, pedindo mais tempo e alegando que “o fechamento da área abruptamente sem que o município disponha de outra opção a curtíssimo prazo acarretará um problema sanitário e ambiental de proporções incalculáveis”. Em parecer de hoje, o procurador Tiago Modesto Rabelo concordou: “caminhando pela cidade, nos parece que tais efeitos já estão sendo sentidos, especialmente a suspensão da coleta domiciliar de lixo”.

Mas ressalvou: “a premissa utilizada pelo ente político é equivocada, vez que, aparentemente, tenta transferir para outrem responsabilidade que é sua. No que pese o fato de que a sociedade não deveria arcar com tal consequência, não se pode perder de vista que, ao contrário do que afirma o município, não há que se falar em fechamento abrupto do aterro, uma vez que o descumprimento da decisão judicial se arrasta a quase dois anos, tornando-se insustentável a situação, diante do grave risco de acidentes aéreos”.

Mesmo assim, o MPF adotou solução intermediária e concordou em suspender provisoriamente, por 30 dias, a interdição, até que a prefeitura comprove, através de documentação que está tomando providências para a implementação do novo aterro. Durante a desinterdição, no entanto, o MPF quer que continuem mantidas as multas, tanto contra o prefeito quanto contra a prefeitura, e pede a duplicação do encargo em caso de novos descumprimentos. A decisão do Juiz Federal Carlos Haddad sobre o pedido de suspensão emergencial deverá ser proferida amanhã.
 
Fonte: Ascom PGRM

Aguardem, nesta sexta

Como o poster passou o dia viajando e envolvido em outras atividades, somente nesta sexta-feira novas notícias.

E a sequência do post Batalha pela Alpa.

Jornal pessoal, nas bancas

Lúcio Flávio Pinto coloca nas ruas mais uma edição do Jornal Pesssoal.

Destaques, nas bancas a partir desta sexta-feira, 9:

- Lago da Usina Maior 

- PT inchou o Estado

- PT/PMDB: Alianças ao vento

- O presidente Lula foi o mais lembrado e o maior ausente na solenidade realizada no mês passado, em Marabá, para o início da implantação da siderúrgica da Vale, que devia render tantos dividendos ao PT. A razão estava em outra ausência: a de Jader Barbalho.

DC3 e Link: acordo operacional

A DC3 Comunicação fechou acordo operacional com a Link Comunicação & Propaganda para receber consultoria e assessoria nas áreas de planejamento estratégico de comunicação social, gestão de imagem institucional e investigação de opinião pública. O objetivo da parceria é reforçar os serviços prestados pela DC3 para seus clientes, com a grande expertise da Link, obtida em quase 20 anos de atendimento a anunciantes dos setores público e privado.
A Link é hoje uma das mais importantes empresas de comunicação integrada do Brasil, tendo entre seus clientes os governo de Pernambuco e Sergipe, além das áreas de educação e transportes do Governo Federal e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

A Link tem sede em Salvador – BA e escritórios em Brasília-DF, Recife-PE e Aracaju-SE.

quarta-feira, abril 07, 2010

Roubaram o Santa Rosa

Meteram a mão no time bravo de dez jogadores do Santa Rosa, no jogo de inda agora contra o Remo, que enfrentou o adversário com um jogador a mais desde o  inicio do segundo tempo..

Certíssimo está o presidente do Águia, Sebastião Ferreirinha, escalando árbitros da FIFA.

A FPF deveria fazer um campeonato de três turnos somente  com Remo e Paissandu, cada turno com dois jogos de ida e vinda. Seriam seis jogos para delírio da torcida dos dois clubes tradicionais.

O decadente futebol paraense, por culpa excluiva dos dirigentes dos dois clubes e da FPF, merece o lugar onde se encontra.

Não fosse times do quilate do São Raimundo, Águia, Independnete e Cametá, como estaria  essa marmelada?!

OL convoca pacientes para radioterapia

Da Assessoria de Imprensa do Hospital Ophir Loyola:
Dia 8 de abril é o Dia Mundial de luta contra o Câncer. Neste sentido, o Hospital Ophir Loyola, que atende 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS) os cidadãos dos 144 municípios paraenses, solicita que pacientes do interior do Estado e da Região Metropolitana de Belém compareçam o mais breve possível no hospital para antecipar a primeira consulta médica em radioterapia.

Os pacientes devem procurar o setor de marcação de consulta do Ambulatório do Hospital, com sua documentação, de segunda a sexta-feira, de 8h às 18h, na Tv. 14 de abril nº 1464, bairro de São Brás, Belém/PA. Estes pacientes, por motivos diversos como o fato de alguns não possuírem telefone, não estão sendo localizados pela equipe de Serviço Social.

Além de Belém, o hospital está convocando pacientes dos municípios de Cametá, São Miguel do Guamá, Soure, Ourilândia do Norte, Igarapé-Miri, Breves, Capitão Poço, Igarapé-Açu, Acará, Redenção, Marituba, Castanhal, Moju, Concórdia do Pará, Jacundá, Barcarena, Tracuateua, Nova Ipixuna, Garrafão do Norte, Santarém Novo, Santa Isabel do Pará, Abaetetuba, Magalhães Barata, Marabá, Canaã dos Carajás, Primavera, Vigia, Santa Luzia do Pará, Pau D'Arco, Tucuruí, Capanema, Bragança, Salinas, Viseu, Santa Cruz do Arari, São Francisco do Pará, Paragominas, Baião, Rondon do Pará, Nova Esperança do Piriá, Irituia, Ananindeua, Marapanim, São Caetano de Odivelas e Bujaru.

O Hospital Ophir Loyola, referência em oncologia na rede de saúde pública, informa que está trabalhando com a capacidade máxima para cuidar das pessoas e a média atual de atendimentos em radioterapia, no momento, tem sido de 115 pacientes novos por semana, além dos que já estão em tratamento.

Mais informações:

(91) 3342-1362 na Coordenação do Ambulatório

(091) 3342-1357 no Setor de Serviço Social da Radioterapia

(091) 3342-1363 no Serviço Social do Ambulatório.

Carajás: Urgência pode ser votada ainda hoje

Direto de Brasília, Val-André Mutran é quem informa:



Reunião dos líderes partidários da Câmara dos Deputados decidiu incluir requerimento de urgência para proposta plebiscitária que pode criar o Estado de Carajás

A reunião do colégio de líderes de todos os partidos desta quarta-feira, 07 de abril, que ocorreu no gabinete do presidente da Câmara dos Deputados (CD), Michel Temer (PMDB), das 11h30 às 13h30, incluiu na pauta de votação da sessão extraordinária do plenário, o pedido de urgência do Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 159-B de 1992, de autoria do deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA), que autoriza realização de plebiscito para deliberar sobre a emancipação do sul e sudeste do Pará.

A proposição do mesmo interesse, porém de origem do Senado Federal, de autoria do senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), PDS 2300 de 2009, que autoriza plebiscito para criação do Estado de Tapajós, que pode emancipar o noroeste do Pará, tramita junto e também faz parte do requerimento de urgência que será votado pelos parlamentares da CD.

“Saio da reunião dos líderes, bastante confiante de que será hoje ou no mais tardar na semana que vem, que o sonho de transformar o sul do Pará numa nova estrela da bandeira brasileira uma realidade”, disse eufórico o deputado Giovanni Queiroz. Para garantir que o pedido de urgência possa ser votado na noite desta quarta-feira, o parlamentar pedetista aumentou o ritmo de visita aos gabinetes dos colegas parlamentares para esclarecer e tirar dúvidas quanto ao teor do PDC 159-B/92 e ao PDS 2300/09.
Reunião de líderes partidários da Câmara dos Deputados inclui requerimento de urgência para proposta plebiscitária. 

Batalha pela Alpa - Parte 1

O blogger aguardou a bola assentar, depois de uma semana da entrega da licença operacional da Alpa, para colocar os verdadeiros pingos nos is, rastreando algumas manifestações, isoladas, bem verdade, de figuras da área política que tentaram desviar de Ana Júlia os méritos pela conquista da siderúrgica que está sendo construída em Marabá.

Algumas personalidades ajudaram no processo, particularmente o presidente Lula, mas os fatos ocorridos durante a desgastante e tumultuada batalha comprovam, sem nesgas de dúvidas, a participação decisiva da governadora do Estado.

Numa série de cinco artigos, o blog contará como essa história se desenvolveu ancorado em fatos vividos (e testemunhados!) pelo poster em diversas ocasiões.

Em verdade, a batalha começa a partir do dia 12 de maio de 2007, cinco meses de empossado o governo do PT, quando Ana Júlia participa da plenária do Planejamento Territorial Participativo, realizada no Ginásio Esportivo Renato Veloso, com a presença de mais de 2 mil pessoas, em Marabá.

Três dias antes do evento, o poster recebeu telefonema de Gilberto Leite, amigo-irmão e parceiro de jornadas ao longo de 27 anos de fraterna amizade, para participar de reunião na Associação Comercial e Industrial de Marabá, onde ele presidiria discussão destinada a tratar do que seria apresentado ao governo durante a plenária.

- É desta vez ou nunca, a oportunidade que temos de estimular mais um governante do Estado a se engajar na luta por antigos sonhos da região. Precisamos sensibilizar a Ana Júlia a se engajar na disputa pela siderúrgica da Vale, além de mostrar a ela outras necessidades históricas da região Sul do Estado, particularmente de Marabá.

Afirmação acima é de Gilberto Leite, devidamente gravada em arquivo aqui da VídeoV, na histórica reunião em que ele definiu as linhas mestras do discurso que faria na plenária do PTP.

Entre algumas justificativas para a crença que tinha de que Ana Júlia poderia abraçar a extensa pauta de reivindicações do setor produtivo de Marabá, Gilberto enumerou a ligação da governadora com a região, o profundo conhecimento dela dos problemas locais e, principalmente ( está gravado aqui na produtora), “a sensibilidade política e popular que ela sempre demonstrou possuir “.

Apoiado pela diretoria da ACIM, Gilberto pediu a mobilização de todos os associados para que levassem o máximo de espectadores ao ginásio.

Terminada a reunião, ele pegou o blogger pelo braço pedindo para que fossemos até sua casa redigir, a quatro mãos, o discurso do dia 12 de maio.

Nesta primeira parte da série de artigos, reproduzimos, a seguir, trechos selecionados do discurso de oito minutos que Gilberto Leite fez no ginásio diante de imenso público, todo secretariado estadual e da governadora.

Os trechos negritados são do blog para posteriores comentários.

Observem bem as partes grifadas.



(...)

A Região de Integração Carajás, formada por doze municípios e tendo Marabá como Cidade-Pólo, segundo estudos realizados recentemente tem projeção de crescimento médio anual de 18%, nos próximos dez anos, conseqüência natural dos projetos da Companhia Vale do Rio Doce e da consolidação da atividade industrial. Esse crescimento estimado necessita, no entanto, de investimentos paralelos principalmente na área de infra-estrutura, daí a nossa expectativa quanto ao inicio e conclusão das obras de pavimentação da BR-230 (Rodovia Transamazônica) e as eclusas de Tucuruí.

Cito essas duas obras porque a conceituação dos Corredores de Exportação e de Transporte já não se apresenta tão somente associada ao elenco de projetos destinados à implantação de uma infra-estrutura adequada ao escoamento das grandes massas, mas sim, está ligada a toda uma estrutura de produção, comercialização, transporte e consumo, com origem nas estradas vicinais ou nos sistemas mais simples de armazenagem na fonte da produção, até aos grandes eixos viários de escoamento, complexos portuários e terminais nas áreas dos grandes portos.

Os Corredores de Transportes, em seu sentido mais amplo, são traduzidos pelo conjunto de sistemas integrados, em que vias, veículos, redes de armazéns, terminais e instalações portuárias possibilitam a estocagem e o transporte de grandes massas, de modo racional e a custos menores, mediante uma operação coordenada.

A reboque da necessidade de ampliação desses corredores, temos dois desafios no sentido de completar a planta infra-estrutural de nosso desenvolvimento: a ampliação do aeroporto de Marabá e a definição do local e construção do Porto da cidade diante da iminente realidade das eclusas de Tucuruí, que forçosamente viabilizará o transporte multi-modal através da Hidrovia Araguaia-Tocantins. A partir daí, o transporte hidroviário retomará o seu papel.

Postas essas condições, tenham certeza de que um estrondoso crescimento de exportações colocará à prova a capacidade de operação dos portos paraenses.

Precisamos do governo do Estado na busca de viabilizarmos esses dois projetos.

Governadora Ana Julia, o desenvolvimento do Pará e do Brasil passa por Marabá -, disso não temos nenhuma dúvida. Nesse contexto, a formatação gerencial do Distrito Industrial do município precisa ser rediscutida. Enquanto ainda se comenta a possibilidade do CDI ser extinto, precisamos urgentemente reagir a essa tese e fortalecê-lo. Como podemos falar em verticalização sem Distrito Industrial?

Precisamos não apenas direcionar um novo modelo de gestão, mas ampliá-lo territorialmente de maneira a proporcionar uma ocupação industrial racional e harmônica com o meio ambiente, somando-se a uma infra-estrutura de transportes, energia, água, habitação e comunicação.

Dentro de suas dependências, estamos assistindo a implantação de um projeto fantástico de transformação do ferro-gusa. A SIMARA (esta empresa adquirida por um grupo empresarial cearense, surgindo daí a SINOBRÁS) com investimento da ordem de U$ 100 milhões de dólares (este valor foi ampliado para U$ 400 milhões) encontra-se em estágio bastante avançado no seu processo de verticalização para produzir muito em breve arame liso, perfilados e uma linha de produtos industrializados originários do ferro-gusa

O nosso distrito industrial oferece vários atrativos, principalmente se avançarmos em sua diversificação. A Associação Comercial e Industrial de Marabá e a sociedade de modo geral não se conformam em comprar móveis na região importados do Sul do país, quando temos potencialidade para implantar nosso próprio pólo moveleiro, uma atividade econômica potencialmente arrecadadora de impostos e geradora de milhares de empregos.

Podemos perfeitamente desenvolver no Distrito Industrial um projeto de produção de móveis em escala industrial desenvolvendo um modelo sustentável e fomentador de renda.

Governadora, Senhoras e Senhores:

No momento em que o governo do Maranhão declara não haver mais interesse em estimular a implantação naquele Estado da siderúrgica chinesa da Baosteel Shanghai Group Corporation, em parceria com a Vale do Rio Doce, entendemos perfeitamente ser possível o Estado do Pará, particularmente Marabá, voltar à disputa desse empreendimento.

Como sabemos, esse pólo siderúrgico envolve uma ampla negociação da qual fazem parte, diretamente, os poderes executivos federal, estadual e municipal. A iniciativa de instalação do pólo siderúrgico está articulada a um conjunto de medidas de desenvolvimento destinadas à exploração do potencial mínero-metalúrgico de Carajás

A implantação do Projeto Salobo, cujos trabalhos tiveram início com investimentos liberados, virá consolidar nesta região um complexo mínero-metalúrgico capaz de desencadear a de atração de outros empreendimentos ligados à cadeia produtiva da qual ele é base.

Quanto à sua integração sócio-econômica ao espaço estadual, o Projeto Salobo se expressará a partir das relações com o mercado de trabalho regional, com o sistema produtivo, com as comunidades regionais através dos segmentos organizados da sociedade civil e das relações com o ecossistema regional.

Até o final de 2010, somente a Vale do Rio Doce investirá aproximadamente aqui na área cerca de U$ 8 bilhões de dólares (valores atualmente irrisórios ao que a mineradora deverá fechar o ano).

Governadora Ana Julia:

Esse boom que nos aguarda, em sua fase inicial de ebulição, necessitará, no entanto, da presença forte e decidida dos governos Estadual. Um dos grandes problemas já detectados é a carência de mão de obra qualificada. Quase todas as empresas regionais enfrentam dificuldade para contratar e investem na formação de profissionais. Mas isso não resolve o problema.

A partir de agora, a Vale do Rio Doce vai precisar contratar pelo menos 3,8 mil funcionários até o fim deste ano de 2007 se quiser crescer no ritmo planejado. O volume gigantesco de contratação lembra mais a Índia que o Brasil. O problema é que a Vale e outras empresas não encontram gente suficiente para as funções mais básicas, como eletricista, soldador, mecânico, operador ferroviário e técnico de mineração, que representam o grosso das vagas. De novo, nem parece Brasil. No país onde mais de 10% da população economicamente ativa está desempregada, sobram vagas por falta de qualificação.

O problema é grave. E não afeta só a Vale. Todas as empresas regionais têm pressa, precisam fazer contratações e enfrentam o mesmo desafio. Como nesse caso brecar o crescimento significa prejuízo, as empresas decidiram fazer o papel da escola. O Estado precisa entrar nesse processo, estimular o conhecimento.

(...)

Marabá assumiu há tempos a condição de pólo regional. Começou timidamente com a implantação de núcleos de Ensino Superior e foi se espraiando até chegar ao ponto em que estamos. E sem retorno. Estamos precisando urgentemente, governadora , da criação da Universidade Federal do Sul do Pará, tal qual Vossa Excelência anunciou recentemente em Santarém, com a inclusão de cursos de Medicina; Ciência e Tecnologia.

Consideramos até que a UEPA poderia antecipar essa expectativa, estendendo até o município seu qualificado curso formador de médicos.

Um dos maiores problemas na área social, não apenas aqui, mas em quase todo o país, é a questão de saúde pública. Como oferecer saúde de qualidade se não temos médicos?

Numa visão pontual, o crescimento vertiginoso do município está a exigir a melhoria de nossas vias urbanas. O Estado bem que poderia entrar com sua parcela de contribuição investindo na duplicação da Pa-150, no trecho compreendido entre a ponte rodoferroviária e o Distrito Industrial, pontos onde ocorrem acidentes diários evido o imenso tráfego de máquinas e veículos pequenos e grandes.

Temos acompanhado atentamente os esforços de seu governo no sentindo de atender socialmente o povo do Pará. A isenção de ICMS para contas de consumo de luz de até 100 kWh e redução da alíquota de ICMS de 25 para 15% para quem consome de 101 a 150 kWh foi uma medida de governante realmente preocupada com as camadas mais pobres.

Do outro lado da linha, seu governo agiu com competência e sensibilidade ao reformular a alíquota de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do boi em pé, para 4,8%. Essa medida irá favorecer colocar um freio de arruma;cão no mercado.

Governadora Ana Julia:

Com a ajuda de Deputados Federais, Estaduais e Vereadores, a atual diretoria da ACIM, nesse começo de mandato, tem trabalhado intensamente na busca da sustentabilidade de toda a cadeia produtiva da região, não se restringindo apenas ao Distrito Industrial.Temos consciência de que esse é o caminho. Da mesma forma que entendemos estar havendo esforços por parte de vosso governo para resolver entraves relacionados a Reserva Legal e a falta de titularização das propriedades. Nosso compromisso de continuar lutando para a adequação de todas essas demandas continua de pé.

Apelo para que Vossa Excelência determine a implantação em Marabá de um braço da SECTAM (hoje SEMA), com autonomia para resolver todos os problemas do setor. Não podemos continuar dependendo das viagens a Belém para sanar questões que podem ser discutidas aqui mesmo.

Nesse ponto, vem a cena da questão da Descentralização Administrativa do Governo do Pará, compromisso assumido durante a campanha e que é antigo pleito de todo cidadão que mora no Sul e Sudeste do Pará.

Governadora do Estado; Senhoras e Senhores:

A Associação Comercial e Industrial de Marabá, através de sua diretoria, está preparada para provocar e participar ativamente do debate regional.

Muito obrigado.

---------------------Amanhã, prosseguiremos.

terça-feira, abril 06, 2010

O show vai começar

Em janeiro, o poster assistiu palestra de Marcelo Branco, ex-diretor e um dos idealizadores da Campus Party, maior evento de tecnologia do país, e um dos coordenadores do projeto Software Livre.

Foi paixão à primeira vista.

O cara é craque.

Especialista em tecnologia da informação e uma espécie de guru para uso eleitoral das redes sociais, como Twitter, Orkut e Facebook, Marcelo desbundou conhecimento. Clareou mundão de coisas pra gente que vive por aqui meio deslocado de tudo que surge na Rede, a todo instante.

Pois bem, Marcelo Branco acaba de fechar com Dilma Roussef   para coordenar a campanha nas redes sociais.

Coisa boa vem por aí, não há dúvida.
Marcelo ao lado de Gilberto Gil, seu ídolo.

Encontro de populações

Quem informa é  Socorro da Silva, líder da comunidade de Burajuba, em Barcarena:


Hoje e amanhã (06 e 07 de abril) acontece em Barcarena a mobilização da Caravana dos Povos em Pará e Maranhão para o I Encontro Internacional dos Atingidos pela Vale, de 12 a 15 de abril, no Rio de Janeiro.

Há anos vários movimentos populares, sindicatos e entidades ambientalistas vêm denunciando e esclarecendo à sociedade a forma truculenta de proceder da Vale, propondo alternativas à lógica do lucro a qualquer preço, e à falta de responsabilidade social da empresa. Cresce a cada dia a articulação de quem está diretamente prejudicado por ela, lutando e acreditando que outro modelo econômico e social é possível, e que é possível conjugar a produção de bens com respeito aos direitos e com justiça so cial e ambiental.

A Caravana Norte reunirá participantes oriundos do Pará, Maranhão, Minas Gerais, Ceará, Rio de Janeiro e tambéem do Chile, Peru, Moçambique e Canadá, todos trazendo histórias de conflitos com a Vale. As comunidades locais serão enriquecidas pela experiência dos visitantes. Da mesma forma, estes poderão tocar com as próprias mãos a violência do conflito sócio-ambiental em que o povo vive e também apreciar a sua resistência e criatividade.

Os benefícios do NavegaPará

O NavegaPará é conhecido por ser um dos maiores programas de inclusão digital do Brasil. Mas na verdade ele é bem mais do que isso. A rede de fibra ótica que leva às escolas, infocentros e órgãos públicos a internet mais rápida de todo o Pará, permite aplicações em áreas como telemedicina, ensino a distância, câmeras de vigilância, e ligações por voz sobre IP entre os órgão do governo.

Na comunicação dos três anos do NavegaPará esses benefícios, desconhecidos da população, tinha que ser ditos.

O comercial de TV criado pela DC3 mostra isso de uma forma fácil de entender, onde a atual gestão usa a tecnologia para, efetivamente, melhorar a vida dos paraenses.

Pra assistir o VT,  clic   e    clic. 

A classe pobre vai ao paraíso

A classe C ampliou sua participação para 49% da população brasileira em 2009, ano marcado pela crise financeira global, ante 45% no ano anterior. Já as classes A/B subiram de 15% para 16%, enquanto as D/E caíram de 40% para 35% do total, de acordo com pesquisa divulgada nesta terça-feira pela Cetelem, financeira do grupo francês BNP Paribas, em conjunto com a Ipsos.

Nos últimos cinco anos, a classe C ganhou 30,2 milhões de consumidores. Já os segmentos D/E perderam 26,1 milhões.

Entre 2008 e 2009, a renda familiar média mensal caiu nas classes A e B de R$ 2.586 para R$ 2.533, mas subiu na C (de R$ 1.201 para R$ 1.276) e nas D/E (de R$ 650 para R$ 733).

Mais dados.

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atualização às 16:00

A renda média das famílias brasileiras em 2009 alcançou o recorde de R$ 1.285,00. A conclusão é da pesquisa Observador Brasil 2010, feita pela Cetelem (financeira do grupo francês BNP Paribas) e pelo instituto de pesquisa Ipsos.

Leia mais.

Coluna Diário do Pará

Coluna do poster publicada na edição desta terça-feira, 6, do Diário do Pará:

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Máquinas no campo

As três primeiras fases de planejamento da Alpa serão cumpridas dentro de seus prazos. A primeira, de definição das empresas terceirizadas que atuarão em conjunto e acomodação em Marabá dos profissionais da construtora, foi concluída. Agora a empreiteira inicia o desmatamento da área onde a siderúrgica será erguida. A partir de 1º de julho, está agendado início das obras físicas. Roger Agnelli ratificou 2013 como data limite para inaugurar o empreendimento.

Língua afiada
Quem acompanhou as andanças de Roger Agnelli por Marabá, semana passada, percebeu o quanto o presidente da Vale guarda péssimas lembranças da relação da mineradora com o ex-governador Almir Gabriel, protagonista, recentemente, de declarações provocativas, ao registrar propósito de desligar-se do PSDB, numa polêmica carta, classificando a mineradora de “Vale do Rio Amargo”. Em público, Agnelli destilou maldades usando frases cifradas, mas em conversas reservadas com alguns interlocutores demonstrou seu desprezo pelo ex-governador tucano citando seu nome.

De novo, dono da bola
O que três seguidas vitórias não fazem! Bastou o juiz encerrar o jogo do Águia contra São Raimundo, em que o time marabaense venceu por um a zero, em Santarém, para que os líderes do movimento contrário à permanência de João Galvão como treinador aguiano passassem a mudar o discurso beligerante, concordando com a decisão acertada da diretoria de manter o técnico, depois de péssima participação no primeiro turno do campeonato. Aguarda-se a aclamação de Galvão, no próximo sábado, no Zinho Olveira contra o Santa Rosa, caso o Águia obtenha sua quarta vitória consecutiva.

De olho no quórum
Parlamentares defensores da criação dos Estados de Carajás e Tapajós acompanharão de perto a reunião de líderes, nesta terça-feira, na Câmara Federal, que trata da pauta da sessão do dia, pressionando-os a incluírem o pedido de urgência do projeto de plebiscito. Outra movimentação será em torno da observância quanto ao quorum , que será admitido como confortável, e seguro, matematicamente, caso haja mais de 400 deputados em plenário. Há comissões formadas pelos defensores dos novos estados cuidando de cada situação, em Brasília.

Semana decisiva
Projetos 731/00 e 2300/09, propondo os plebiscitos para Tapajós e Carajás , receberam do presidente da Câmara, Michel Temer, prioridade de pauta, depois de intensa movimentação de parlamentares, tendo à frente o presidente do PMDB paraense, Jader Barbalho, favorável à aprovação do plebiscito para que o povo paraense defina seu melhor destino. Desde o final da tarde de ontem, 5, começaram a chegar a Brasília dezenas de ônibus conduzindo militantes favoráveis ao surgimento de novos estados.

Quase centenária
Maurino Magalhães entregou diversas escolas à comunidade, no dia do aniversário de 97 anos Marabá, 5 de abril, cujo feriado municipal foi dedicado a realização de atos solenes em locais diversos da cidade. O ponto alto das comemorações ocorreu no bairro Francisco Coelho, fundador do município, na confluência dos rios Tocantins e Itacaiúnas, onde o comerciante maranhense aportou sua embarcação e ali ergueu um estabelecimento de vendas denominado “Marabá”, alusão a um poema de Gonçalves Dias.

Movimento dos rios
Técnicos do governo federal tem intensificado, nos últimos dois meses, levantamento de dados em pontos estratégicos dos rios Tocantins e Araguaia, na área de confluência das corredeiras de Santa Isabel, onde será construída a hidrelétrica, alguns quilômetros acima da outra barragem a ser construída em Marabá. As duas usinas são prioridades para os próximos anos. O Eia-Rima da hidrelétrica de Marabá já está em fase de final de ajustes.


Umas & Outras

Em Eldorado dos Carajás, dois assuntos tomam conta das esquinas: a péssima administração do prefeito Genival Diniz Gonçalves (PT ) e a condenação do ex-prefeito Domiciano Bezerra Soares a repor dinheiro roubado dos cofres públicos. Eldorado, decididamente, não tem sorte com os administradores que elege.

Lideranças do PT de diversos municípios do Sul do Pará de passagem marcada para participarem da festa de aniversário do deputado federal Paulo Rocha, dia 10, em Belém.

Associação Comercial e Industrial de Marabá recebendo dezenas de pedidos de empresários da região para inscrição ao seminário que o jornal Valor Econômica realizará em São Paulo, dia 15 de abril, na Fiesp, sobre os investimentos anunciados para o Estado do Pará.

Pelas previsões do DNIT, as obras de derrocagem dos 49 km do Tocantins devem estar concluídas até maio de 2011.

Com um dia de atraso, a coluna saúda a população de Marabá pela passagem de seu aniversário.

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À frente dos fatos

Desde agosto de 2009, o blogger vinha sustentando que Duciomar Costa permanecerá na prefeitura de Belém até o final de seu mandato.


Duvidou quem quis.

Vencido o prazo de desincompatibilização, se confirmou tudo o que foi antecipado aqui   e  alhures.

Toma lá, dá cá

Dois deputados tucanos, na luta pela reeleição, serão recompensados, de alguma forma, por ter participado, ostensivamente, da campanha que elegeu Maurino Magalhães prefeito de Marabá.

Wandenkolk Gonçalves (federal) e Suleima Pegado (estadual) ouviram, do próprio Maurino, garantia de ajuda para a campanha eleitoral.

Méritos pessoais

Nas últimas horas, comentaristas maldosos lançaram insinuações descabidas às razões que levaram o governador do Tocantins, Carlos Henrique Gaguim (PMDB), a nomear seu secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano, o ex-Diretor de Mercado da Cosanpa, Márcio Spíndola.
Os mais afoitos chegam até sugerir a intervenção do deputado federal Jader Barbalho na consagração do novo secretário, pelas ligações partidárias do ex-senador paraense com o governador tocantinense.

Nada a ver.

Os méritos são do próprio Márcio.

Durante algum tempo,  Spíndola manteve contatos com autoridades do governo do Tocantins tratando de ações da Cosanpa e da Saneatins, companhia de saneamento daquele Estado, com atuação também em alguns municípios do Sul do Pará no fornecimento de água.

Em suas interlocuções com auxiliares diretos do governo do Tocantins, Spíndola demonstrou conhecimento em questões como abastecimento de água e esgotamento sanitário, e dos baixos índices de cobertura e de qualidade dos serviços.

Ao deixar a Cosanpa, Márcio passou a oferecer consultoria no vizinho Estado, culminando com o convite formulado para cuidar da secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano.

As armas do Planalto

Emeio do craque José Alencar, enviado ao blogger, lembra as poderosas golden share, em poder da União, como arma de pressão para a construção da Alpa, priorizada pela Vale.
Lendo alguns posts sobre a solenidade de entrega da licença de operação da siderúrgica da mineradora, nosso magistrado trabalhista e blogueiro, na mensagem enviada ao email pessoal do pôster, lembra:


Meu caro Hiroshi,

A propósito: relembremos que foi graças às golden share que a União detém - doze - que a ALPA se tornou uma prioridade para a Vale. Até a União ameaçar fazer valer as golden share, a Vale não dava menor sinal de interesse pela ALPA, antes pelo contrário, dizia que aço era um mercado reservado para seus compradores de minério e ela com eles não concorreria. Terminou encontrando uma forma de se aliar em lugar de concorrer.

A pergunta a ser feita agora é: por que não usar mais vezes o poder de fogo das golden share, já que elas operam milagres como esse?

Outra: que tal se a União doasse uma dessas golden share - só umazinha - para o Estado do Pará?

Imagine o poder de fogo e o cacife do Pará com um trabuco desses nas mãos.

Estou cada vez mais convencido que o Presidente Lula fez bem em usar o poder das golden share para forçar a Vale a mudar sua estratégia, subindo a siderúrgica ALPA no ranking de seus (dela, Vale) investimentos. Graças à ação do Presidente o que era low se tornou high. A Vale é um gigante que só se move quando um poder maior e mais alto se alevanta. A União, com suas golden share, é esse poder maior.

O Estado do Pará pode ter também esse poder. Basta que a União faça a doação de uma - umazinha só - golden share para o Estado (ela tem doze). No dia seguinte à doação as relações da Vale com o Pará seriam outras, bem outras. O Estado seria obrigado a subir de nível e a Vale não precisaria se acocorar para ouvi-lo. Claro que isso vai depender de quem estiver no Governo do Estado, mas no ato de doação a União poderia blindar a golden share contra seu mau uso eventual por algum governador, para que ele não caísse na tentação de usá-la como instrumento de extorsão para benefícios pessoais ou grupais escusos. E, claro, poderia haver uma legislação estadual de suporte que desse mais força ainda ao Estado nas suas relações com a Vale, que precisam mudar (para melhor e mais elevadas).

Estou também convencido que agora é o momento exato para propor essa doação e esta sugestão é como passarinho e samba: é de quem pegar. É copyleft.

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No mesmo emeio, sempre generoso com o pôster, José Alencar eleva a nossa auto-estima:


Obrigado pela cobertura up to date do, digamos assim, lançamento da ALPA.

Digo e reitero: quem for contar a história contemporânea do Sul do Pará terá que citá-lo, ou estará mentindo. Você é nosso homem aí no front, nosso correspondente de guerra, nosso Joel Silveira e nosso Rubem Braga. Por isso mesmo você já começa a ficar nos devendo um livro - que tal um e-book? - sobre a saga contemporânea do Sul do Pará. Mais ou menos cem anos atrás outro jornalista passou pela Amazônia e escreveu algumas coisas sobre a saga de então, a da borracha. Está faltando quem escreva sobre a saga dos minérios. Você está escalado para ser também nosso Euclides da Cunha e mostrar para nossos pósteros o que está acontecendo aí nessa página não escrita do Gênese. Pense nisso nesta Páscoa, que desejo seja uma passagem para você e para o Sul do Pará. Uma boa passagem, como foi para os judeus.


NT (Nota do Blog): Nota acima está sendo postada depois de devidamente autorizada pelo amigo Alencar.

Casas Digitais

Dirigentes de movimentos populares do Sul do Pará estão entusiasmados com os resultados do II Salão Nacional dos Territórios Rurais - composto de painéis, apresentação de boas práticas e oficinas de políticas públicas -, que reuniu sociedade civil e poder público durante encontro promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Territorial do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SDT]MDA).
O que mais impressionou representantes da Fetraf, Fetagri, MST e outras entidades foi o sucesso da implantação das Casas Digitais – espaços públicos e gratuitos com acesso a computadores e internet em assentamentos, escolas agrícolas, comunidades tradicionais e sindicatos rurais.

Com a implantação das Casas Digitais, a comunidade tem acesso a informação e a políticas públicas através da comunicação, do conhecimento e do intercâmbio de informação.

Até agora foram criadas 84 Casas Digitais no Brasil.

Este ano, diversos assentamentos do Pará serão alcançados pelo programa do Governo Lula.