sábado, maio 16, 2009

O que vovós diziam

Considerado  um dos maiores estudiosos do câncer no mundo, David Servan-Schreiber, neurologista francês,  é destaque da revista Época da semana, defendendo formas de se proteger da doença através da alimentação.  Nas revelações que faz das recentes pesquisas sobre a enfermidade ainda não domada pela ciência,   recomenda o consumo de alho, cúrcuma e chá verde como instrumentos de prevenção.   Dado o alto nível dos estudos de Servan-Schreiber, o blog reproduz, integralmente, a entrevista que pode ser lida também na edição digital da revista.

 

ÉPOCA – O que podemos fazer para prevenir o câncer? 

David Servan-Schreiber - O peso da alimentação é de 4 em 10 na prevenção do câncer. O do tabaco, 3 em 10 e o dos exercícios, 1,5 ou 2. E esses fatores são cumulativos. Se você seguir todos eles, vai reduzir em 60 a 70% suas chances de ter câncer. Um estudo recente que postei em meu blog (www.anticancerbook.com) mostrou que comer a quantidade suficiente de vegetais reduz em 73% a chance de uma mulher que tem o gene de propensão ao câncer de mama desenvolver a doença. A alimentação também parece ajudar homens que têm um gene que aumenta drasticamente a chance de desenvolver um tipo agressivo de câncer de próstata. Se eles comerem peixe duas vezes por semana, vão ter o mesmo risco que os outros homens. 

ÉPOCA – Qual a melhor dieta para ter esse efeito protetor? 
Servan-Schreiber - Em geral, as dietas tradicionais dos povos, como a mediterrânea e a japonesa. O prato tradicional brasileiro, com arroz, feijão, carne, legume e salada também tem um equilíbrio ideal. A mistura do feijão com o arroz cria o mesmo tipo de proteína da carne. Os vegetais trazem os fitoquímicos que protegem contra o câncer. A proporção de 75 a 80% de vegetais, arroz e feijão para 20 a 25% de carne - especialmente se for branca - é perfeita e é a base da maioria das dietas tradicionais. 

ÉPOCA – Qual a pior dieta? 
Servan-Schreiber - A dieta americana é um perigo porque 65% das calorias vêm de três fontes: açúcar refinado, farinha refinada e óleos vegetais com ômega 6. Nenhuma dessas fontes tem nutrientes ou vitaminas vitais, ômega 3 ou fibras ou fitoterápicos que podem ajudar a prevenir o câncer. E não só isso. Segundo estudos de laboratório e epidemiológicos, são responsáveis por estimular o crescimento do câncer. O outro problema com a dieta ocidental é o alto consumo de carne vermelha que, segundo estudos, é o alimento que, sozinho, tem mais impacto no desenvolvimento da doença. A carne vermelha não tem nenhum elemento anti-câncer e, além disso, tem muito ômega 6 por causa do jeito como alimentamos os animais - hoje eles não comem grama, mas milho e soja. Quando você frita a carne ou grelha, cria compostos chamados de nitrosaminas, substâncias sabidamente cancerígenas. Uma maneira de reduzir a produção dessas substâncias é marinar a carne no processo tradicional, com limão.  

ÉPOCA – Um estudo recente da Universidade Harvard afirmou que não é possível recomendar estes ou aqueles alimentos para prevenir doenças. O senhor concorda? 
Servan-Schreiber - Entendo a razão para esse estudo dizer que não é possível prescrever a melhor dieta, mas não concordo com ele. Ele diz isso porque faltam estudos controlados ou epidemiológicos sobre um tipo específico de alimento, como, por exemplo, os brócolis ou o tomate. E nem teremos. Porque ninguém come uma coisa só. Com a carne é um pouco mais fácil, porque tem gente que a consome duas vezes por dia. Mas não concordo com a conclusão do estudo porque, no laboratório, por exemplo, se você colocar gotas de alho em cima de células de câncer, elas param de crescer. E nós conseguimos testar esse efeito em animais. E também vimos que pessoas que seguem uma dieta mediterrânea rica nesse ingrediente também têm uma chance até 60% menor de desenvolver câncer em um período de 10, 20 anos. Temos que ir com o que sabemos. E sabemos o suficiente. Nós sabemos as substâncias de cada alimento. Sabemos do alho, dos brócolis, do alecrim. Sabemos de seus efeitos em animais e sabemos que populações que consomem mais desses alimentos têm menos câncer. Para mim isso é suficiente para incluir mais disso na dieta. Não é como um estudo farmacêutico, por exemplo, em que você está preocupado em demonstrar que o efeito positivo de uma droga ultrapassa em grande medida o seu risco. Você não precisa disso para recomendar brócolis ou alho. Sinto-me muito seguro e confortável em dizer que o alho tem, sim, uma função. Decidi escrever meu livro porque eu estava cansado de ouvir que não havia base científica para dizer qualquer coisa sobre o assunto. Decidi dividir o meu conhecimento com as outras pessoas. 

ÉPOCA – Quais alimentos o senhor recomenda para prevenir o câncer? 
Servan-Schreiber - Para mim, os três melhores alimentos anticâncer são: cúrcuma, cebola ou alho ou alho-poró e chá verde. Porque as evidências científicas sobre o benefício deles são massivas e porque são facilmente adicionados a qualquer tipo de dieta que você siga. Mas uma dica: a catequina, substância benéfica do chá verde, desaparece depois de uma hora do preparo. Por isso, não adianta tomar a versão industrializada. O ideal é tomar três copos por dia. No caso do alho e da cebola, a regra é seguir a lógica mediterrânea: adicione a tudo o que cozinhar, menos à sobremesa. Para a cúrcuma, a quantidade ideal é de uma colher de chá por dia. 

ÉPOCA – O senhor segue uma dieta rígida? 
Servan-Schreiber - O senso para medir que quantidade devemos comer de cada ingrediente deveria ser baseado no nosso gosto. A dieta mediterrânea, por exemplo, evoluiu durante séculos. E a proporção correta é aquela que é prazerosa, que dá sabor à comida. Não acho que devamos começar a pensar na comida apenas por seus benefícios para a saúde. Se você pensa em termos de sabor, vai perceber que, necessariamente, vai ser melhor para a sua saúde. 

ÉPOCA – É possível ser saudável comendo doce? 
Servan-Schreiber - Se você comer chocolate que é feito 70% de cacau, não há problema. Três quadradinhos por dia não vão fazer mal e podem até fazer algum bem. O problema são o açúcar e a farinha refinados. A minha sugestão é reduzir esses ingredientes a não mais do que duas porções por semana. 

ÉPOCA – Por que o açúcar deve ser evitado? 
Servan-Schreiber - Porque as células do câncer se alimentam dele. Como são defeituosas, elas não têm outra fonte de alimento e só podem ter energia a partir do açúcar. Quando você coloca açúcar no seu corpo, está ajudando as células cancerosas a sobreviver. 

ÉPOCA – Vários estudos mostraram haver uma relação entre obesidade e incidência de câncer. Por quê? 
Servan-Schreiber - Toda vez que você come açúcar, o seu corpo secreta hormônios que estimulam o crescimento das células no corpo. Isso é bom se você é uma criança, que precisa ficar mais alta. Mas, se você é um adulto, as únicas coisas que podem crescer em você são gordura e câncer. Isso é uma das razões pelas quais um dos fatores de risco para o câncer é a obesidade. 

ÉPOCA – O senhor recomenda a adoção do vegetarianismo? 
Servan-Schreiber - Não há dúvidas de que o vegetarianismo é melhor para a saúde. Mas, se você tiver uma dieta bem balanceada, não precisa aderir a ele. Você pode usar a dieta mediterrânea, que tem carne branca e peixe e, ocasionalmente, carne vermelha. Você também não precisa de proteínas animais em todas as refeições. Pode substituí-las por lentilhas, feijão.

Sessão nostalgia

Já se passaram 15 anos.

Sexta-feira de junho de 1994. 

À direita  do poster, todo contrito diante do malte  zelosamente aguardando sua manifestação, o poeta e jornalista (& advogado & escritor) Ademir Braz  aguardava sua vez de falar.

Foi no dia de lançamento do jornal Convergência, de vida curta, editado pela dupla.

Flexa ligeiro

Desde o final da tarde de sexta-feira, 15,  a  classe política de Marabá quer saber, intrigada,  o teor da conversa do senador Flexa Ribeiro (PSDB)  com o prefeito Maurino Magalhães (PR),  no gabinete deste.

Sem testemunhas, o encontro inspira todo tipo de leitura.

O tal do repiquete

O Tocantins continua vazando.

Mas no Bico do Papagaio, em municípios do Pará, Tocantins e Maranhão, chove há dois dias. Também, nas últimas 48 horas,  o pé d'água foi grande nas cabeceiras dos igarapés que desaguam no Itacaiúnas.

Não é boa notícia para quem, teimosamente, deixou abrigos antes do tempo.  Se continuar chovendo nos locais identificados, a cheia reacende, desalojando quem já retornou aos seus lares.

-------------

atualização às 19:12

Aos 28 minutos do primeiro tempo, torrencial chuva encerrou o jogo Águia  X Seleção de Conceição do Araguaia, lá no Sul do Estado. Toró assustador, com relâmpagos e trovões.

É assim, também, o tempo no Médio Araguaia. Muita chuva para empapuçar o rio que deságua no Tocantins.

A natureza dá sinais de que o tal repiquete pode ocorrer.

Ele ou eu

Constrangimento e vergonha.

Deve ter sido esses, os sentimento absorvidos pelo ouvidor Agrário Nacional, Gersino Filho, ao ouvir a pecuarista  Cristina Malcher, de Rondon do Pará, pedir a retirada dele do gabinete da juíza Cláudia Favacho Moura, duramte reuniao com proprietários de fazendas e outras autoriades, na Vara Agrária de Marabá.

Falando em nome da FAEPA, Cristina disse que só parmaneceria na sala caso o ouvidor não participasse da audiência. Argumentos deflagrados de vários setores conseguiram contornar o vexame.

Gersino participou da reunião. Amuado, mas participou.

Subdesenvolvimento pleno

Durante o  Fórum de Oportunidades e Desafios, na manhã deste sábado, 16, Eduardo Ribeiro, presidente da Cosanpa, fez uma revelação que deixou a platéia boquiaberta: Marabá não possui um metro de tubo destinado a esgotamento sanitário

Até o final de 2010, a companhia pretende deixar o Núcleo Cidade Nova com seu sistema de saneamento pronto.

Recursos do PAC e do tesouro estadual estão garantidos.

Desabafo desalentador

Depois de multado  pela Justiça Federal  em quase R$ 19 milhões, e sem forças para superar as adversidades crescentes do setor, o empresário Demétrius Ribeiro, dono da Usimar, deixa a impressão de que sua resistência exauriu - em entrevista à ediçào deste sábado, do Correio do Tocantins:

     - A Usimar não existe mais e os meus ânimos enquanto empresário fracassaram junto.

A Usimar, no auge de suas atividades, gerou 800 empregos diretos.

Jogo da Amarelinha

Ontem, 15, passava de sete da noite. 

O poster tomava tacacá, na praça Duque de Caxias. Num banco da praça, um casal namorava.

Beijava-se.

Beijo apaixonado, que fez lembrar o estonteante beijo do casal de amantes do "Jogo da Amarelinha", do Cortázar.

Bem ali, de repente, a imagem descrita pelo escritor belga criado na Argentina,  brotou.  

De lampejo.

Quem lê Cortázar, fica sempre com algo marcado, como uma sonoridade gravada, repetindo-se.

 

Toco sua boca, com um dedo toco o contorno de sua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo de minha mão, como se pela primeira vez a sua boca se entreabrisse, e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar.

Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que minha mão escolheu e desenha no seu rosto, uma boca eleita entre todas, com soberana liberdade eleita por mim para desenhá-la com minha mão em seu rosto e, que por um acaso que não procuro compreender coincide exatamente com a sua boca, que sorri debaixo daquela que minha mão desenha em você.”

O beijo do casal da praça de Marabá, loucamente apaixonado na noite de sexta-feira, trouxe a poesia de Júlio, para refletir; e acordar. Para discordar do panorama geral, recriando a humanidade adormecida em silêncio e medo. 


“Você me olha, de perto me olha, cada vez mais de perto, e então brincamos de ciclope, olhamo-nos cada vez mais de perto e nossos olhos se aproximam um dos outros, sobrepõem-se, e os ciclopes se olham, respirando confundidos, as bocas se encontram e lutam debilmente, mordendo-se com os lábios, apoiando ligeiramente a língua nos dentes, brincando nas suas cavernas, onde um ar pesado vai e vem como um perfume antigo e um grande silêncio”.

 

Ritmo é tudo em Cortázar, que antes de dar um texto seu como pronto, declamava-o em voz alta para ver se tinha ritmo.

O ritmo, e mesmo o timbre, da voz do Cortázar real corresponde exatamente ao ritmo e timbre do Cortázar de minha cabeça. 

 

“Então, as minhas mãos procuram afogar-se no seu cabelo, cariciar lentamente a profundidade de seu cabelo, enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de fragrância obscura. E se nos mordemos, a dor é doce, e se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte é bela”. 

Mérito da literatura dele, que soube como ninguém projetar-se no papel através de seus personagens.


“E já existe uma só saliva e um só sabor de fruta madura, e eu sinto você tremular contra mim, como uma lua na água.”


O beijo do casal da praça Duque de Caxias, alheio aos tagarelas passantes, tinha ritmo. Como os beijos dos contos de Júlio, nos ensinando que a literatura perpetua imagens, quando o texto é refinadamente perfeito. 

Indo à luta

Projeto de lei tramitando na Câmara Federal, propondo a retirada do conceito de receita corrente líquida,  à remuneração dos trabalhadores da educação básica e às verbas repassadas pela União a prefeituras pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), começou a ser defendido entre as lideranças sindicais do país, no momento em que grande parte da categoria trava renhida luta, com governadores e prefeitos, em busca de reajustes salariais.

Em Marabá, Goreth Valério da Costa, integrante da Comissão de Estudos de Assuntos Educacionais, entende que o projeto de Osmar Dias (PDT-PR) pode abrir oportunidade jurídica às prefeituras e governos estaduais usarem recursos para o setor educacional, com maior flexibilidade fiscal.

Silêncio de coxia

Quem conversou com Jader Barbalho, na sexta-feira, 15, ouviu dele algo que não bate com a intenção do ex-deputado José Priante. Cônscio do controle que tem sobre a manada que o segue, o líder maior do PMDB paraense, como sempre faz nesses momentos de inflexão política, armou uma barreira de contenção onde “nada se fala, nada se comenta”, sobre as tentações tenebrosas e seu primo. 

No campo e na cidade

Ademar Palocci, diretor de Planejamento da Eletronorte, concedeu longa entrevista a este poster, no final da tarde de ontem, 15, antes de participar de audiência pública com agricultores de projetos de assentamento do Sudeste do Pará, para tratar do Luz para Todos. Na estatal, dois empreendimentos são prioridades do governo Lula: ampliar o programa de distribuição de energia rural e a hidrelétrica de Marabá.

O Luz para Todos, até dezembro de 2010, estenderá mais 18 mil ligações na zona rural do Sudeste do Pará. Investimentos de R$ 230 milhões.

Até o final deste ano, a Eletronorte encaminha ao IBAMA o pedido do EIA-RIMA da Hidrelétrica de Marabá. O cronograma prevê o inicio das obras da nova usina até inicio de 2011. 

Segundo Palocci, o pais necessita da energia a ser gerada na barragem de Marabá até inicio de 2016.

Não está fechado ainda o total de investimentos para a construção da hidrelétrica, mas pode chegar a R$ 7 bilhões. 

quinta-feira, maio 14, 2009

Bem feito!

Post "Prefeito acuado" recebeu comentário de anônimo residente em Canaã dos Carajás, a seguir reproduzido:

Os servidores municipais da rica Canaã dos Carajás, só ontem, dia 13/05, tiveram seus vencimentos creditados em suas contas, passaram o dia das mães de pires nas mãos, o SINTEPP, aqui de Canaã, não moveu uma "palha" em favor de seus associados, até porque, o maior interesse do atual coordenador do sindicato aqui em Canaã,Prof. Dario, é alugar um prédio para a prefeitura, issso mesmo, o SINTEPP, quer alugar um prédio de sua propiedade, para a prefeitura de Canaã.Vale lembrar, que esse é o primeiro atraso de pagamentodos servidores, da administração do Sô, como é conhecido o prefeito Anuar Alves. Em seu primeiro mandato, de 2000 a 2004, Anuar, foi recordista em atraso de pagamento dos servidores.


Complementa, o blogger: a população de Canaã dos Carajás merece ter o "Sô" que têm. O caratonha passou quatro anos atrasando o salário do funcionalismo e o reelegeu, sem titubear, reabrindo espaço, também, para retorno do filho do alcaide, vulgo  Anuarinho, liso e rápido no gatilho para enfiar a mão na gaveta. 

Sem direito a reclamações. Sem direito a choradeira.

Bye, Bye, Águia

Flamel e Alailson foram desligados da delegação do Águia que se encontra em Redenção, rumando em direção a Conceição do Araguaia. Os dois melhores jogadores do time seguem para o Rio de Janeiro.

Flamel e Alailson encantaram Romário, novo mandatário do América, destino dos dois. Há informes segundo os quais Alailson poderia fazer uma ponte, do América para o Flamengo.

Queda-de-braço

O blog recebeu, para publicação:


A Comissão de Estudos de Assuntos Educacionais de Marabá apresenta o relatório de acordo com os dados do extrato da conta do FUNDEB (FONTE: https: //www13. bb.com. br)  desde 2006, com o intuito de demonstrar que os valores para este fundo, até o ano de 2008, nunca foram menores que o previstos pelo MEC.  Mesmo em 2009, com anúncios de crise e quebra das bolsas, o valor foi mantido.

Entendemos o receio de que essa anunciada crise mundial tome proporções catastróficas, no entanto, sugerimos que o gestor (prefeito de Marabá) mantenha um diálogo franco com a categoria e não tema em dizer suas reais intenções em relação ao recurso do FUNDEB, e, assim, como permitiu a categoria escolher o secretário, também permita que se faça um debate sobre a aplicação dos recursos e junto com “O POVO”. Decida os novos rumos da educação de Marabá, pois,  acreditamos, após anos de experiência, seremos capazes de avaliar e eleger nossas prioridades.

Sugerimos a realização de um fórum com ampla participação de alunos, professores e pais. Entendemos que o povo que o escolheu ( prefeito Maurino) foi mirado na figura oposta do gestor anterior, e esperamos que não adote a mesma postura intransigente e autoritária do outro.


NB: Boletim acima circulou antes da reunião que o prefeito de Marabá manteve, ontem à noite, com três sindicatos, na qual foi apresentada a proposta de 5% de índice para o reajuste dos educadores.

--------------------

atualização às 10h30

O Sintepp não aceitou a proposta de 5%, decretando estado de greve.

Neste momento, manifestantes de entidades ligadas à classe interditaram metade da pista da Rodovia Transamazônica, em frente à secretaria de Obras, pressionando a prefeitura de Marabá acatar o pedido de 30%.

Distribuição de renda

O longo periscópio do Quinta Emenda, estendido em Belém, conseguiu detectar o troço aqui na cidade: 

casa de Noca de Marabá abriu licitação para a compra de 13 automóveis Pólo para suas excelências.

--------------

atualização às 11h58

Comentarista anônimo, certamente da própria Câmara Municipal, contesta o post, dando outra versão. Palavras dele:

Acho que antes de ficarem falando o que não sabem, deveriam checar a fonte, não existe licitação nenhuma nesse sentido na Câmara de Marabá, o que existe desde o ano de 2005 é a locação de veículos para os vereadores. 

Considerações sobre questões fundiárias

Advogado Plínio Pinheiro Neto, ex-deputado estadual, encaminha comentários sobre a  questão fundiária  e seus  desdobramentos  no Sul do Pará:

 

Caro Hiroshi.

Nem sempre sou compreendido em minhas interpretações e análises de certas ocorrências de nosso dia a dia, no entanto, não posso demonstrar preocupação com isso e, sempre e sempre, acima de tudo, devo manter-me coerente com os princípios que norteiam minha conduta de vida e minha visão profissional, como advogado.

Como bem sabes, milito há treze anos, quase que exclusivamente na área do Direito Agrário e nesse tempo, já posso contar quase 100 processos de desapropriações em que atuei ou estou atuando, sendo que, só no TRF1, em grau de recurso, estão 65 deles. Por 13 anos, por conseguinte, tenho vivido as emoções, as tensões e os queixumes de quantos se vêem prejudicados pelas agressões ao seu patrimônio, pela frieza e insensibilidade dos órgãos fundiários, que propositadamente, voltam seus olhares e seus ouvidos apenas para um dos lados e pelo temor que todos tem, sobretudo grande parte do Judiciário, de serem alvo das críticas da imprensa internacional, quando se desagrada aos chamados movimentos sociais.

Portanto, acompanho bem de perto tudo que diz respeito a esta minha área de atuação profissional e, creio que recentemente, o caminho encontrado para tentar buscar a solução para o não cumprimento dos mandados possessórios pendentes, não foi o melhor e tampouco o mais feliz, eficaz e objetivo. Trazer a Senadora Kátia Abreu para uma reunião com fazendeiros, na qual ela divulgou o seu intuito de patrocinar a intervenção federal no Estado, em nada contribuiu para por fim ao impasse. Alguns podem ter se sentido satisfeitos, sobretudo, aqueles que vêem sempre as coisas pelo lado político e passadas as eleições sempre permanecem nos palanques, como se os eleitos não passassem a impor a sua autoridade sobre todos e tivessem, por diante, o encargo de atender a todos, tenham ou não votado neles. 

Qual a ajuda que a sua catilinária contra a Governadora trouxe para Marabá e região, ou para os fazendeiros que tem a ameaça de invasões sempre pendente sobre seus imóveis? Que sentido prático e imediato? Estivesse eu na reunião, teria pedido a palavra para dizer que muito mais preocupante do que o não cumprimento dos mandados possessórios, é o rumo que os processos de defesa da posse estão tomando no âmbito das varas agrárias, pois, quando toda a documentação dos imóveis está correta, busca-se penalizar o proprietário sob o aspecto do passivo ambiental, de irregularidades no relacionamento trabalhista ou do descumprimento da função social da propriedade.

Entendo com a devida venia dos meritíssimos julgadores, que a legislação específica, quer ambiental ou trabalhista, permite a utilização de várias alternativas para recomposição das situações vulneradas e que, apenar-se alguém com a negativa da defesa possessória, antes que lhe tenha sido permitido socorrer-se dos favores legais, é agir precipitadamente e com rigor exagerado. 

Igualmente, é de se ter muita cautela no manuseio do assunto “função social da propriedade”, pois a Constituição Federal leciona que o imóvel que não cumprir a função social, será passível de desapropriação, mas não diz que o proprietário ficará impedido de obter a defesa possessória. Nesse sentido decidiu, recentemente, o Egrégio TRF1, afirmando que ao Juiz nas ações possessórias é defeso perquerir quanto a função social da propriedade, devendo ater-se, tão somente, a análise do domínio. E ainda, sendo o Juiz Estadual incompetente para assuntos de reforma agrária, que é privativa da União, seriam válidas sob o aspecto da constitucionalidade, as suas solicitações ao Incra para realizar vistorias comprobatórias de tal função social da propriedade que poderão conduzir a uma desapropriação?

Sob o mesmo ângulo, temos a atuação da Ouvidoria Agrária Nacional, que foi criada para dirimir conflitos, através de ações administrativas, tão somente, e que, sob as complacentes vistas do Judiciário, manifesta-se nos autos judiciais, requer a suspensão do cumprimento de liminares, dá-se ao Direito de redigir um manual impondo regras para o cumprimento dos atos judiciais no âmbito agrário (liminares) e requer às Corregedorias dos Tribunais de Justiça Estaduais que sejam aplicadas regras para a concessão de liminares, que conflitam com toda a legislação pertinente à matéria, sendo de pronto atendida. Mais absurdamente, no caso do Pará, foi atendida por um simples ofício de cinco linhas dirigido pela Corregedoria aos Juízes das Varas Agrárias. Criou-se, pois, um quadro preocupante para todos os que recorrem à proteção possessória nas Varas Agrárias e que requer imediata ação das entidades representativas dos proprietários rurais, de forma muito mais urgente do que patrocinar e assistir ao proselitismo político da Senadora que nos visitou.

Tudo o que acima relato, a vôo de pássaro, pois analiso aqui apenas superficialmente a matéria, que é da mais alta indagação e merece um tratado. Fi-lo, apenas para concluir que mais oportuno e objetivo, teria sido preparar um trabalho jurídico esgotando as nuances da tramitação e apreciação dos processos nas Varas Agrárias e discutir o assunto com Excelentíssimo Senhor Presidente do TJE/PA e quem sabe, com o Conselho Federal de Justiça.

Quanto a intervenção federal no Estado, é admissível que venha a ser solicitada pelos dirigentes da FAEPA, já que esta representa os fazendeiros e deve defender seus interesses, porém, não concordo com as acerbadas críticas a Governadora. Quero adiantar que jamais conversei com a Governadora, embora a conheça, de vista, há muito tempo e há décadas me afastei da militância política, porém, considero que devemos exigir que as autoridades de outras unidades da Federação, que visitam o Pará, respeitem as nossas autoridades constituídas. Se permitirmos que desrespeitem nossas autoridades, em pouco tempo nós também estaremos sendo desrespeitados. 

Penso, raciocinando com lógica e justiça, que não se pode lançar a culpa tão somente sobre os ombros da atual governante, pois o MST foi alimentado e fortalecido, pelos Governos anteriores, que igualmente deixaram de cumprir várias decisões judiciais, que hoje se somam a algumas mais recentes, de responsabilidade da atual mandatária maior de nosso Estado.

Pelo que sei o MST não tem personalidade jurídica, pois não tem CNPJ, é, portanto, um fantasma, sob o aspecto legal, e, não obstante, por longos anos, o Governo tem sentado à mesa com ele, tem discutido e feito concessões. O direito de ir e vir dos cidadãos é desrespeitado e nada se faz. A Câmara Federal é depredada e nada se faz. A fazenda do ex - Presidente da República é invadida e nada se faz. Os prédios públicos são invadidos e nada se faz. Vê-se, pois, que a condescendência com o desrespeito aos Direitos da maioria dos cidadãos vem de longa data e o MST que a principio era visto com grande simpatia e era quase unanimidade, hoje, não encontra mais ressonância tão favorável nos índices das pesquisas de opinião pública, pelo exagero e radicalismo de suas manifestações.

Nós paraenses nos bastamos a nós mesmos e não necessitamos de ajudas estranhas. Também não devemos servir de palanque para as projeções políticas de quem quer que seja. Sempre existem caminhos para a solução dos problemas, basta encontrar os agentes certos, preparar os dispositivos corretos e adequados e por os pés por eles.

quarta-feira, maio 13, 2009

Subindo com o Papão..e com o Águia!

Contratada pelo Paissandu, a  DC3 Comunicação já está trabalhando. Com  seus três donos amantes do Papão (Glauco, Célio e Haroldo), a agência não perdeu tempo: arregaçou idéias para apresentar a  campanha de comunicação e marketing conclamando a torcida a aumentar as receitas do clube com objetivo de levar o time  bicolor à Série B do Campeonato Nacional de Futebol, em 2010.Jingle e adesivos já estão prontos.

O blog disponibiliza, a seguir, a paródia inspirada no reggae de Gil,  “Vamos Fugir” . Na conta certa para sacudir a Fiel.


Aeroporto de São Félix

Governo do Estado iniciou no município de São Félix do Xingu, a reforma do aeroporto projetado para 1.600 metros de pista de pouso, com 20 cm de revestimento asfáltico, dedicada a atendimento  de aeronaves de médio porte, tipo Brasília, com terminal para 60 passageiros/hora-pico. Essa estrutura possibilitará o surgimento de linhas comerciais voltadas ao atendimento do crescente fluxo regional.

Grandes negócios

É crescente no meio informes de que o superintendente do SEBRAE, Sebastião Miranda, estaria propenso a abrir o mercado para uma agência de publicidade de fora do Estado. Da última vez que o poster conversou com o ex-prefeito de Marabá, ele deixou claro que a licitação para contratação de nova empresa seria a nível nacional.

Como Miranda tem pretensões políticas, fica difícil antevê-lo envolvido em polemica de tal magnitude. A conta do SEBRAE  tem tamanho suficiente   para disseminar oportunidades, desde que entregue a empresários paraenses, já que a grana por aqui mesmo fcará circulando.

10 de junho é o prazo para a entrega das propostas da nova licitação.

Ainda hoje, o blog tentará localizar Sebastião Miranda para tratar do tema.

Melodias dylianas

Bob Dylan está rompendo máxima construída por ele mesmo, nos anos 70, ao dizer que ninguém é profeta fora de sua terra. Seu novo álbum, “Together Through Life”, atingiu a terceira semana consecutiva em primeiro lugar na parada de sucesso britânica.

Ao ler a notícia,  imagens antigas do poeta do rock são resgatadas pela memória. Tiradas do tempo em que matas e bosques na gravura desses olhos refletiam sonhos juvenis.

Quando o céu estava muito azul e eu & ela passávamos por baixo desse céu. Ao mesmo tempo com medo dos cachorros e sem muita pressa de chegar do lado de lá.

Do lado de cá não resta quase ninguém, apenas maduros sonhos nos olhos cansados de pouco ver.

Tudo sobe num redemoinho leve, deixando antever um resto de rosto ou outro.

Peito aberto e rasgado.

Hoje, gostaríamos de fazer uma canção de protestos de estima e consideração, mas essa língua portuguesa nos  deixa (louco) rouco: os acordes dissonantes já não bastam para cobrir nossas vergonhas.

Nossa nudez transatlântica

De repente, está provado: Bob Dylan possui dotes aparentemente inesgotáveis.

Isto é uma vergonha!!!

Usando o mesmo bordão manjado que popularizou o âncora da BAND,  o poster reagiu, na madrugada de hoje, ao assistir o Boris Casoy criticar a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc,  na  manifestação realizada no Rio de Janeiro, pela legalização  da maconha. 

Frase de Boris:

            - Não fica bem uma autoridade do governo federal apoiar movimento pela legalização das drogas. Bem que o presidente Lula deveria dar um puxão de orelhas no ministro.

Opinião desastrada, de tensionamento, autoritária, recheada de falso moralismo que encoberta a face verdadeira do problema. Boris se esquivou da discussão mais profunda que a questão exige.

No caso da maconha, a favor de sua legalização não está apenas uma autoridade como Carlos Ming. O  ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sempre a defendeu.  O Nobel de Economia Milton Friedman (falecido), andou o mundo pregando também o mesmo procedimento. No próprio Governo Lula, os ministros da Saúde, Temporão, e da Justiça, Tasso Genro, já falaram que esse é o caminho para combater a expansão das drogas.

Falar em “apologia ao crime”, como deixou subentendido Casoy, citando a manifestação pública realizada  em Ipanema, pode até ser compreendido, dessa forma, por muitos. Mas o problema é que ‘apologia ao crime’ torna virtualmente ilegal discutir a questão em público, manifestar uma opinião mais enfática.

Crimes são diferentes. Não é porque aborto é crime que devemos ser proibidos de defender aborto. Existe uma discussão pública mundial a respeito da questão. A discussão deve ser estimulada, não coibida. Argumentar com o ‘imagine alguém defendendo o estupro’ não é honesto. O crime de estupro não é polêmico. Esquerda e direita, libertários e conservadores, não importa como os classifique, disputas ideológicas não passam pelo estupro.

Para muitos, marchas simplificam a questão. É claro que simplificam. Marchas, passeatas, sempre lidam com slogans. Abaixo a ditadura, em 1968; Anistia ampla, real e irrestrita, em 78; Diretas, já, em 84; Fora, Collor, em 92.

No Brasil, temos uma profunda dificuldade de compreender o que é espaço público e o que é espaço privado; nos confunde o que pode fazer num ou noutro ambiente. Nos  EUA, a Suprema Corte passou duas décadas, entre finais dos anos 1950 e meados dos 70, discutindo se e em que circunstâncias a Ku Klux Klan poderia marchar com seus mantos brancos no espaço público. Chegaram à conclusão de que pode, mas há um limite: não pode sugerir ameaça à integridade de ninguém, seja um grupo genérico, seja indivíduos específicos. A exposição de um ponto de vista em público é realmente complexa.

Em Londres, a Speakers’ Corner do Hyde Park é o centro simbólico da democracia britânica. Lá, qualquer um pode colocar um caixote no chão, subir, declarar-se contra ou a favor de algo e engatar no discurso. Uma das primeiras liberdades tiradas por ditaduras recém-implantadas é sempre o direito à livre congregação. Ditaduras não querem que pessoas se reúnam, nem no espaço público, nem no privado, para discutir e manifestar em conjunto uma opinião.

Marchas são eficientes: provocam ação.

É só que, no caso da marcha da maconha, é gente de menos, desorganização demais, para conseguir iniciar o debate. E este é o ponto chave.

No Congresso Nacional, é onde a discussão da reforma das leis tem que ser travada. Mas o Congresso brasileiro não age. Reage. No caso brasileiro, com baixa qualidade dos parlamentares, isso é um pouco pior. Congressos, no entanto, são assim em todo mundo. Assuntos são trazidos à pauta por pressão. Pressão econômica, pressão de lobbystas, pressão política, pressão da imprensa. O povo só tem uma arma para exercer pressão: as ruas. Se gente o suficiente for às ruas se manifestando a respeito de um assunto, Congressos reagem e se lançam à discussão.

Como foi divulgado à exaustão, nenhum manifestante foi visto, durante a passeata em Ipanema, fumando maconha,  fato  fundamental para ajudar a convencer as autoridades - em especial as polícias e o Ministério Público no Rio de Janeiro - de que a manifestação não é pretexto para a desobediência civil, nem promove apologia ao crime.

Só a hipocrisia, como bem disse Minc,  é que não vê isso.

terça-feira, maio 12, 2009

Espiando a morena

A imagem já é do conhecimento do país inteiro, mas o blog não pode deixar de comentá-la.

Lula de trouxa nunca teve nada.

Perspicaz e de sacadas de marketing jamais vista em outro presidente brasileiro, ele marcou um golaço de apelo popular, ontem, durante inauguração do Trem do Pantanal, no Mato Grosso do Sul.

Nem pensou duas vezes, quando lhe sopraram ao ouvido que a tentadora Priscila, belíssima morena do BBB-9 (futura capa de Playboy), se encontrava entre os convidados. Mandou convidá-la para fazer parte do seleto grupo ao entorno do Presidente.

E assim aconteceu.

Até na hora dos discursos, quando Lula ficou o tempo todo segurando a  mão da locomotiva.

Ninguém se conteve, com aplausos saindo pelo ladrão.

Com todo respeito à dona Marisa, dá-lhe  Presidente!

Prefeito acuado

A população de Anajás está no encalço do prefeito Edson Barros (PTB). O bacurau é acusado de práticas irregulares na aplicação dos recursos destinados ao setor educacional.

Neste momento, populares percorrem as ruas da pequena cidade pedindo o afastamento do cargo do prefeito, que estaria escondido na residência de um amigo, próximo ao prédio da prefeitura. 

Parada geral

São 11h30.

O prédio da prefeitura de Marabá está cercado por servidores da área educacional. A manifestação pressiona por reajuste salarial e atendimento a uma lista de reivindicações.

Planejamento e Finanças já mostraram ao prefeito a impossibilidade do tesouro municipal atender aos pedidos da classe. Maurino Magalhães tentará negociar até o limite, disse agora sua assessoria direto do gabinte, mas está preparado também para o período de paralisação das aulas municipais.

A população receberá informações sobre a distância que existe entre a realidade financeira do município e as reivindicações do Sintepp. 

1 + 1 = 11

A arrecadação do Estado caiu quase 30%. O mesmo percentual é encontrado na média da queda de repasses constitucionais às prefeituras municipais.

Na contramão, o Sintepp pede reajuste salarial de... 30%. 

Mais plano de saúde para todos os servidores da área educaional.

Fechar essa conta aí, nem Pitágoras!

Chegou a hora dessa gente...

O Tocantins atingiu no pico 12,70 metros.  Mas já começou o processo de reversão das águas, para alívio geral. 

Previsão é de que neste final de semana a régua que mede  o volume do rio se situe em 11,71 metros.

Em menos de oito dias, perder cerca de quase um metro no fluxo ascendente é bom sinal.

Só que o sentimento de baixo-estima continua em alta, em todos os municípios atingidos pela cheia. E razão para isso não falta, além  do flagelo. São amontoados de pessoas desempregadas, rodovias intrafegáveis, pontes destruídas, empresas fechando portas, prefeituras falidas, em sua maioria, vítimas das administrações dos ratazanas que por elas passaram.

Para  acabar com o banzo, é  preciso o envolvimento de todos os governos e de entidades com poder de influencia junto à sociedade.

Pede-se uma chacoalhada geral,  com urgência.

E que o sol entre pela janela chamando o verão, para bronzear  de alegria  essa gente cheia de valor.

Amor à causa

Reagindo com indignação à provocação de um comentarista acerca de críticas que ela fazendo a atuação da Subsede-Marabá  do Sintepp, a educadora Goreth Valrio  da Costa bate firme:

 

Imagine o que aconteceria se todos os profissionais da educação e da saúde que não estão satisfeitos com seu salários procurassem " outra coisa pra fazer " ?

O presidente Lula precisou editar uma medida permitindo que os técnicos em magistério continuassem a atuar de 1ª a 4ª série porque não havia pedagogos suficientes para atender a demanda. Recentemente,  o governo do estado resolveu entrar numa contrapartida com os municípios porque estes não conseguiam pagar salários atrativos suficientes para os médicos -, o que resulta na ida das pessoas que precisam de tratamento para outros estados e até mesmo rumo à  capital.

Eu agradeço pelo conselho de procurar uma atividade melhor remunerada, só que serei um professor a menos na rede pública -, e daqui a algum tempo quero ver quem se disponibilizará à profissão de Educador.

Lembro,  certa vez, o ex-presidente FHC falando que só continuava professor quem não encontrava outras oportunidades . Acrescento:  ou quem não visa lucros,  porque a profissão é árdua e a remuneração não condiz com as condições de trabalho.

Mas, revoltante mesmo é ver que em outras situações, municípios aquinhoados com o mesmo recursos repassados a Marabá, e com demandas até maiores, se paga  salário dignos e se tem melhores condições de trabalhos.

Escravatura indisfarçada

Dizem que a escravidão no Brasil terminou quando a Princesa Isabel promulgou a Lei Áurea, em 13 de Maio de 1888, portanto, há 121 anos.

Há controvérsias.

É preciso uma nova alforria, mais ampla, geral e irrestrita.

Porque há tráfico de mulheres e crianças.

Porque há o trabalho escravo análogo nas propriedades rurais e até em centros urbanos.

A escravidão disfarçada nas salas das famílias mais nobres deste país.

O trabalho escravo caracterizado pela mão de obra desqualificada, explorada nesses trópicos com miserável remuneração.

Mercadorias humanas baratas.

Certamente, até mais barata do que a permuta dos negros escravos do século XVIII, considerados pelos senhores feudais inferiores aos animais de carga. Porque nos dias da Internet, nem o excesso de informação tem sido  suficiente para neutralizar a escravidão moderna indisfarçada.

Comparando os dois períodos, naquele tempo, é muito improvável que os proprietários de escravos tenham tido a percepção de que lidavam com animais de carga, e não com seres humanos. Eles sabiam, sim,  ter diante de si, seres humanos.

Com animais tudo é fácil. A um cavalo, se o adestra. A outro homem, faz-se necessário convencê-lo, todo santo dia, a se comportar como escravo. O chicote, o tronco, os ferros, o pelourinho. 

O  que contava mesmo, era a habilidade do senhor em infundir o medo, o terror, no espírito do escravo.

Nos dias atuais, essa sensibilidade não existe.

Pior: o  agente passivo, aceita a condição de uso indevido de sua natureza humana como mercadoria descartável, sempre aguardando  a concessão de pequenos privilégios e a esperança de um dia obter uma nova carta de alforria.

Segurança Pública

Marabá será centro nacional dos debates sobre segurança pública com a realização de mais uma etapa da  Conferência Nacional de Segurança Pública, dias 29 e 30 de maio, na sede do município.

Esticando o passo

Paulo Rocha está em plena campanha. Desde abril, ele realiza debates entre a direção do PT e sua militância em vários municípios paraenses. Os debates fazem parte das preparações para a comemoração dos 30 anos da legenda. Já percorreu  Augusto Correa, Bragança, Capanema e Santa Luzia, no Nordeste do Pará. No Sudeste,  participou dos debates em Marabá, Palestina, Jacundá e Itupiranga.

FPF falida?!

Ele não disse textualmente, mas deixou subentendido que a Federação Paraense de Futebol teria sofrido um calote do governo do Estado. O fato correu domingo à noite durante o Bola na Torre, mesa redonda  da RBA comandada pelo Guilherme Guerreiro, quando Cel. Antonio Carlos Nunes, presidente da entidade, denunciou o estado de penúria vivido pela FPF  face o não pagamento, segundo ele, pela administração estadual, do convenio de ajuda para o campeonato paraense, encerrado sábado, com a vitória do Paissandu contra o São Raimundo, sem que os recursos tenham sido repassados.

O perpetuado presidente usou, inclusive, a expressão “devo, não nego; pago quando puder”, para esclarecer seu procedimento diante dos credores da federação.

Cargo imperial

Durante o  Bola na Torre, o jornalista Gerson Nogueira aproveitou as dificuldades apontadas pelo dirigente, diante  do estado de insolvência da federação, para sugerir a Cel. Nunes  declinar de uma nova disputa pela presidência da FPF, contribuindo, se assim agisse, pelo fortalecimento da alternância de poder e em favor do surgimento de novos valores.

Foi um raro momento de uma voz graduada defender a renovação dos quadros da FPF. É quase impossível registrar fato dessa natureza na atual estrutura do futebol paraense, onde críticos e mídia especializada se misturam aos interesses de trajetória duvidosa  do poderoso coronel da reserva da PM – figura quase que intocável.