Jornal Correio do Tocantins lançou o seu jornal on line.
Lançamento ocorreu durante a XVII Ficam.
Para acessar ao espaço digital do informativo utilizar o endereço http://www.ctonline.com.br/
Ficou de bom tamanho o portal.
sábado, dezembro 11, 2010
Se o Natal...
Leitor do blog, Edmilson Peixoto envia, para publicação, artigo de sua lavra sobre o período natalino.
SE O NATAL NÃO FOSSE APENAS EM UM DIA?
- Edmilson Peixoto
Está chegando o Natal. Data que simboliza a esperança e o renascer de uma “nova vida” para milhares de pessoas que “vivem sem esperança” e lamentam constantemente da vida que tem. Mas, apesar de todas as controvérsias e transigências que recheia a origem do Natal, é o momento da representação máxima da celebração cristã do nascimento do maior herói de toda a humanidade – Jesus Cristo.
O Natal representa também o lúdico que encanta todas as idades e direciona ao consumismoprincipalmente daqueles que menos tem, mas que precisam culturalmente presentear pela data que exige a lembrança, através de uma recordação material preparada pelo capitalismo para agradar todos os consumidores e aumentar as “cifras do lucro”.
Natal é ainda o dia de amenizar o “peso da consciência e dos pecados” e praticar o bem. É ser solidário e doar-se numa constante demonstração de gratidão e fraternidade.
Aí, recordo-me de uma das maravilhosas canções do padre Zezinho que diz: “...tudo seria bem melhor, se o Natal não fosse um dia e se as mães fossem Maria e se os pais fossem José e se os filhos parecessem com Jesus de Nazaré”, e imagino se esse Natal solidário não fosse apenas um dia, poderiam servir “sopão” e até doar roupas e brinquedos velhos diariamente ao indigentes. Poderiam deixar de exigir mais segurança contra os pobres, negros e favelados e parar de ficar implorando pela pena de morte, pela redução da maioridade penal, não desejar mais ver as mulheres mortas por praticarem aborto, nem desejar mais a morte e a destruição dos favelados ou sentir ódio e medo das crianças nos faróis, e até se indignar por todo e qualquer tipo de trabalho infantil, trabalho escravo ou aquele insalubre praticado por idosos, pela prostituição de crianças, adolescentes e jovens, por lhes faltar oportunidades e igualdade de condição.
Talvez com a prática efetiva da verdadeira solidariedade, fosse possível amenizar situações conflituosas de vidas sofridas diuturnamente de milhares de pessoas que passam “fome de comida”, “de educação”, “de saúde” e a pior de todas elas que é a “fome não saciada por justiça”, convivida com a injustiça da própria justiça e dos “algozes corruptos e inescrupulosos” que são referendados como representantes do povo e aproveitam o Natal para mandar aqueles cartõezinhos idiotas com dizeres do tipo: “vamos juntos construir um novo tempo”.
Entretanto, ser solidário é indignar-se com a existência de milhões de pobres e miseráveis que vivem sem Natal e sobrevivem o ano todo com migalhas ou passam fome, em contradição com tanta riqueza que se concentra nas mãos de poucos. Por outro lado, não é somente se indignar, mas lutar contra todo e qualquer tipo de desigualdade e discriminação humana durante todos os dias de cada ano.
Que o espírito do Natal esteja sempre conosco. Feliz Ano Novo a todos e todas.
sexta-feira, dezembro 10, 2010
Professora Edilza desabafa
Professora Edilza Fontes, em seu blog, revela que "conhece bem" Dionísio Gonçalves - o antigo "professor Dionísio" dos movimentos reivindicatórios de professores, agora preso pela Polícia Federal.
A blogueira afirma, em um post dedicado ao detento, considerá-lo de "péssima qualidade".
A ilustre educadora pode ter seus motivos para fazer esse juízo de valor do moço encrencado.
Afinal, usando o prestígo de Edilza junto ao governo do Estado, logo no início do mandato de Ana Júlia, Dionísio mostrou as garras em Marabá anunciando que bancaria a indicação da diretora da 4a URE, além da substitução de diretores de escolas em dezenas de municípios do Sul do Pará, como realmente conseguiu, deixando no chinelo políticos antigos do PT na região.
A nomeação da professora Irene Ribeiro para a 4a URE foi atribuída às articulações de Dionísio junto a então influente Diretora da Escola de Governo, Edilza Fontes.
O forte apadrinhamento de Edilza permitiu a Dionísio estabelecer tormentosa escala de confronto com a direção da DS de Marabá, tanto que a filiação dele agregado à tendência foi uma verdadeira guerra, envolvendo Fontes e o ex-Chefe da Casa Civil, Charles Alcântara, abonador da ficha de filiação do rapaizola.
À época, a DS e o Partido dos Trabalhadores assinaram documento desmentindo nota que este poster publicara na coluna que escrevia no Diário do Pará, negando a filiação de Dionísio à legenda. Dia seguinte, Charles Alcantara desembarcou na cidade e bancou a filiação do moço.
Por diversas vezes, Dionísio Gonçalves foi visto percorrendo o Sul do Pará ao lado da professora Edilza, articulando contatos políticos. Essa estreita ligação de ambos permitiu às línguas ferinas soltarem suas maldades acerca da progressiva amizade.
Claro, às maldades de terceiros, justíssimo é desconsiderá-las, preservando respeito às afinidades pessoais de quem quer seja.
Lendo agora em seu blog o desabafo da respeitada educadora, instigou a curiosidade deste poster, saber o que realmente deve ter ocorrido para que Edilza Fontes atribua, agora, a Dionísio o conceito de "péssima qualidade" .
Para memorizar, alguns links abaixo de parte do que foi publicado aqui no blog, a respeito de Dionísio.
Havia muito tempo, isto sim, o poster carrega avaliação de péssima qualidade do que ele representava para Marabá e, especificamente, para o setor educacional.
1- Dionísio derrotando a deputada Bernadete ten Caten na disputa pela direção da subsede do Sintep de Marabá;
2- Dionísio desmontando a espinha dorsal do Partido dos Trabalhadores de Marabá. Aqui também.
3- Dionísio arquitetando candidaturas a prefeito de Marabá ou a deputado estadual;
4- Dionísio, primeiro-ministro no Sul do Pará;
5- Dionísio instalando crise atrás de crise, dentro do PT;
6- Um freio de arrumação por parte do TCU dá um chega pra lá;
7- Dionísio vence a cana de braço com o PT, bancado por Edilza Fontes.
8- Dionísio desaparece de Marabá, assim de repente, e vira empresário além-mar.
------------------------
atualização às 10:35 (11/12)
A nomeação de Irene Ribeiro para a 4a Unidade Regional de Educação resultou de articulações da DS de Marabá, ainda sob de influência do ex-vereador Ademir Martins. Professor Dionísio, com apoio político de Ezilda Fontes, passou grande parte do tempo em que Irene esteve à frente da URE tentando destituí-la do cargo.
Não foi preciso.
Meses à frente, a própria Irene pediu demissão alegando problemas de saúde.
Foi aí que entrou o candidato de Dionísio Gonçalves, conhecido como "JP", para ocupar o lugar de Irene.
O diretor da 4a URE, "JP", indicado por Gonçalves, continua no cargo até hoje.
A blogueira afirma, em um post dedicado ao detento, considerá-lo de "péssima qualidade".
A ilustre educadora pode ter seus motivos para fazer esse juízo de valor do moço encrencado.
Afinal, usando o prestígo de Edilza junto ao governo do Estado, logo no início do mandato de Ana Júlia, Dionísio mostrou as garras em Marabá anunciando que bancaria a indicação da diretora da 4a URE, além da substitução de diretores de escolas em dezenas de municípios do Sul do Pará, como realmente conseguiu, deixando no chinelo políticos antigos do PT na região.
A nomeação da professora Irene Ribeiro para a 4a URE foi atribuída às articulações de Dionísio junto a então influente Diretora da Escola de Governo, Edilza Fontes.
O forte apadrinhamento de Edilza permitiu a Dionísio estabelecer tormentosa escala de confronto com a direção da DS de Marabá, tanto que a filiação dele agregado à tendência foi uma verdadeira guerra, envolvendo Fontes e o ex-Chefe da Casa Civil, Charles Alcântara, abonador da ficha de filiação do rapaizola.
À época, a DS e o Partido dos Trabalhadores assinaram documento desmentindo nota que este poster publicara na coluna que escrevia no Diário do Pará, negando a filiação de Dionísio à legenda. Dia seguinte, Charles Alcantara desembarcou na cidade e bancou a filiação do moço.
Por diversas vezes, Dionísio Gonçalves foi visto percorrendo o Sul do Pará ao lado da professora Edilza, articulando contatos políticos. Essa estreita ligação de ambos permitiu às línguas ferinas soltarem suas maldades acerca da progressiva amizade.
Claro, às maldades de terceiros, justíssimo é desconsiderá-las, preservando respeito às afinidades pessoais de quem quer seja.
Lendo agora em seu blog o desabafo da respeitada educadora, instigou a curiosidade deste poster, saber o que realmente deve ter ocorrido para que Edilza Fontes atribua, agora, a Dionísio o conceito de "péssima qualidade" .
Para memorizar, alguns links abaixo de parte do que foi publicado aqui no blog, a respeito de Dionísio.
Havia muito tempo, isto sim, o poster carrega avaliação de péssima qualidade do que ele representava para Marabá e, especificamente, para o setor educacional.
1- Dionísio derrotando a deputada Bernadete ten Caten na disputa pela direção da subsede do Sintep de Marabá;
2- Dionísio desmontando a espinha dorsal do Partido dos Trabalhadores de Marabá. Aqui também.
3- Dionísio arquitetando candidaturas a prefeito de Marabá ou a deputado estadual;
4- Dionísio, primeiro-ministro no Sul do Pará;
5- Dionísio instalando crise atrás de crise, dentro do PT;
6- Um freio de arrumação por parte do TCU dá um chega pra lá;
7- Dionísio vence a cana de braço com o PT, bancado por Edilza Fontes.
8- Dionísio desaparece de Marabá, assim de repente, e vira empresário além-mar.
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atualização às 10:35 (11/12)
A nomeação de Irene Ribeiro para a 4a Unidade Regional de Educação resultou de articulações da DS de Marabá, ainda sob de influência do ex-vereador Ademir Martins. Professor Dionísio, com apoio político de Ezilda Fontes, passou grande parte do tempo em que Irene esteve à frente da URE tentando destituí-la do cargo.
Não foi preciso.
Meses à frente, a própria Irene pediu demissão alegando problemas de saúde.
Foi aí que entrou o candidato de Dionísio Gonçalves, conhecido como "JP", para ocupar o lugar de Irene.
O diretor da 4a URE, "JP", indicado por Gonçalves, continua no cargo até hoje.
Blog da Ficam
Regime full-time, o blog da XVII Ficam recebe atualização em tempo real.
Quem não estiver participando das palestras constantes da programção da feira, pode saber o que rola lá dentro, acessando aqui.
Quem não estiver participando das palestras constantes da programção da feira, pode saber o que rola lá dentro, acessando aqui.
Arrombando o decoro
À primeira vista, parece uma patricinha.
Suavizante impressão de menina que ainda não conhece a vida.
“Tão pura que nem alma tem”, diria Nelson Rodrigues em sua lendária peça teatral “Bonitinha, mas Ordinária”.
Apenas impressão.
Inocência demais, em seus atos como vereadora, nem de raspão.
Assim, nada é o que parece.
Nossa personagem, famosa por se transformar, em menos de dois anos exercendo cargo político, na maior gazeteira de câmaras municipais paraenses, é a vereadora Elka Queiroz (PTB).
Agora, ela termina de agregar ao seu currículo nada invejável de vereadora, a utilização pervertida de um carro da Câmara Municipal.
(Os treze vereadores de Marabá tem direito, cada um, a carro cedido pela mesa diretora.)
Entre tantos descaminhos dados ao veículo pela nossa personagem, surgiu a súmula de infrações cometidas pelo condutor (ou condutores?) do carro Gol 1.6, placa NSO- 0791, recolhida junto ao Renavam.
A consulta detalhada (ver imagens abaixo) mostra que somente este ano, são ao todo sete infrações, de naipes e preferências a escolher.
Em apenas um dia, 29 de agosto de 2010, o condutor do veículo cometeu quatro infrações, no trajeto que saiu de Jundiaí a Ribeirão Preto, passando pelas cidades de Campinas e Americana.
Como se estivesse numa rota de fuga, o condutor do Gol NSO- 0791 cometeu quatro infrações por alta velocidade.
Em outra situação, na cidade de Sales, também no Estado de São Paulo, Elka (!), ou quem estava ao volante, também pisou fundo no acelerador.
Bem mais perto de Marabá, zanzando por Belém e Goianésia, o mesmo Gol 1.6 é apontado na Consulta de Veículos do Detran (PA) infrator de trânsito por excesso de velocidade.
Uma dessas vezes, em frente à Churrascaria Pavan, na Av. Augusto Montenegro.
O mais intrigante, nesses episódios de fuga alucinante do carro da vereadora, é que ela estava em Marabá, pelo menos nas datas em que as infrações foram cometidas no Estado de São Paulo – conforme atestam atas de frequência das sessões da Câmara Municipal. (fotos abaixo)
Elka já passou bom tempo ausente das sessões da Câmara Municipal, sem conseguir justificar a contento as razões das gazetas.
É acusada de usar indevidamente diárias. (veja também aqui)
Na vida real, portanto, Elka aparenta ser o que prova ser.
Pode-se afirmar, diante de fatos comprovados: Elka Queiroz não passa de uma servidora pública cujo decoro parlamentar vive em constante desequilíbrio, trafegando, quase sempre, entre a irresponsabilidade desenfreada e a manutenção quase nula de valores éticos, malmente cumprindo seu mandato parlamentar.
Consulta de veículo detalhadas fornecida pelo Detran.
Infrações cometidas pelo veículo Gol 1.6, Placa NSO-0791
Suavizante impressão de menina que ainda não conhece a vida.
“Tão pura que nem alma tem”, diria Nelson Rodrigues em sua lendária peça teatral “Bonitinha, mas Ordinária”.
Apenas impressão.
Inocência demais, em seus atos como vereadora, nem de raspão.
Assim, nada é o que parece.
Nossa personagem, famosa por se transformar, em menos de dois anos exercendo cargo político, na maior gazeteira de câmaras municipais paraenses, é a vereadora Elka Queiroz (PTB).
Agora, ela termina de agregar ao seu currículo nada invejável de vereadora, a utilização pervertida de um carro da Câmara Municipal.
(Os treze vereadores de Marabá tem direito, cada um, a carro cedido pela mesa diretora.)
Entre tantos descaminhos dados ao veículo pela nossa personagem, surgiu a súmula de infrações cometidas pelo condutor (ou condutores?) do carro Gol 1.6, placa NSO- 0791, recolhida junto ao Renavam.
A consulta detalhada (ver imagens abaixo) mostra que somente este ano, são ao todo sete infrações, de naipes e preferências a escolher.
Em apenas um dia, 29 de agosto de 2010, o condutor do veículo cometeu quatro infrações, no trajeto que saiu de Jundiaí a Ribeirão Preto, passando pelas cidades de Campinas e Americana.
Como se estivesse numa rota de fuga, o condutor do Gol NSO- 0791 cometeu quatro infrações por alta velocidade.
Em outra situação, na cidade de Sales, também no Estado de São Paulo, Elka (!), ou quem estava ao volante, também pisou fundo no acelerador.
Bem mais perto de Marabá, zanzando por Belém e Goianésia, o mesmo Gol 1.6 é apontado na Consulta de Veículos do Detran (PA) infrator de trânsito por excesso de velocidade.
Uma dessas vezes, em frente à Churrascaria Pavan, na Av. Augusto Montenegro.
O mais intrigante, nesses episódios de fuga alucinante do carro da vereadora, é que ela estava em Marabá, pelo menos nas datas em que as infrações foram cometidas no Estado de São Paulo – conforme atestam atas de frequência das sessões da Câmara Municipal. (fotos abaixo)
Elka já passou bom tempo ausente das sessões da Câmara Municipal, sem conseguir justificar a contento as razões das gazetas.
É acusada de usar indevidamente diárias. (veja também aqui)
Na vida real, portanto, Elka aparenta ser o que prova ser.
Pode-se afirmar, diante de fatos comprovados: Elka Queiroz não passa de uma servidora pública cujo decoro parlamentar vive em constante desequilíbrio, trafegando, quase sempre, entre a irresponsabilidade desenfreada e a manutenção quase nula de valores éticos, malmente cumprindo seu mandato parlamentar.
Consulta de veículo detalhadas fornecida pelo Detran.
Infrações cometidas pelo veículo Gol 1.6, Placa NSO-0791
Assinatura de Elka em duas sessões da Câmara, entre os dias 24 e 31 de agosto 2010.
Perversão legisaltiva
Logo mais, aqui no blog, denúncia contra vereadora de Marabá.
O poster aguardava apenas o envio de documentos solicitados, prontamente chegados à Redação.
Vale a pena medir o tamanho da safadeza de alguns políticos da tribo.
Daqui a pouquinho.
O poster aguardava apenas o envio de documentos solicitados, prontamente chegados à Redação.
Vale a pena medir o tamanho da safadeza de alguns políticos da tribo.
Daqui a pouquinho.
PF prende Dionísio
A Políca Federal acaba de prender, em Belém, o ex-sindicalista e, ultimamente, bem sucedido empresário do ramo de construção, Dionísio Gonçalves.
Ele é acusado de integrar um esquema de corrupção que fraudava a legislação ambiental, dentro da SEMA.
O ex-secretário estadual de Meio Ambiente, Anibal Picanço, escapou de estar no rol de pessoas presas pela pF, nesta sexta-feira, 10.
A juíza da 9a Vara da Justiça Federal, Hide Kayaty, negou pedido de prisão do ex-secretário, formulado pela PF.
Ele é acusado de integrar um esquema de corrupção que fraudava a legislação ambiental, dentro da SEMA.
O ex-secretário estadual de Meio Ambiente, Anibal Picanço, escapou de estar no rol de pessoas presas pela pF, nesta sexta-feira, 10.
A juíza da 9a Vara da Justiça Federal, Hide Kayaty, negou pedido de prisão do ex-secretário, formulado pela PF.
PF prende Ferreirinha
Preso pela Polícia Federal, agora de manhã, o presidente do Águia de Marabá, Sebastião Ferreira.
Contra ele, pesam acusações de tráfico de influência e prática de lobby dentro da Sema - Secretaria Estadual de Meio Ambiente.
Prisão de Ferreirinha ocorreu por conta da operação 'Alvorecer' da PF (Polícia Federal), desencadeada para combater crimes ambientais.
O ´residente do Águia de Marabá é acusada de fraudar processos ambientais.
Com Ferreirinha, já são quatro os presos pela PF na manhã desta sexta-feira. Três prisões ocorreram em Belém.
Há informações de que a PF tenta prender mais dois servidores da Sema, na capital.
-----------------------
Atualização às 10:07
À porta da sede da Polícia Federal de Marabá, onde se encontra detido o presidente do Águia, é intensa a movimentação de pessoas, neste momento.
Além de curiosos diversos, nota-se a presença do técnico do Águia, João Galvão. Conversando com o advogado Quaresma, constituído por Ferreirinha, observa-se o vereador Miguelito Gomes (PP), dirigente da Superintendência de Desenvolvimento Urbano.
Segundo informa ao poster agente da PF, o presidente do Águia teria exercido influência junto à Sema para a aprovação ilegal de planos de manejo e de licenças para a exploração de madeira, recebendo por isso elevadas quantias de empresários madeireiros.
---------------------
atualização às 10:21
Confirmada, também, a prisão do ex-Secretário-Adjunto da Sema, Cláudio Cunha.
A prisãod ele pela PF ocorreu em Belém, juntamente com a da chefe do Setor de Georreferenciamento, Paula Fernanda Viegas; e a do despachante Corretor da Sema, Wandserson do Egito Sena.
---------------------
Atualização às 13:30
No final da manhã, agentes da Polícia Federal transferiram Sebastião Ferreira para as dependências do Creama (Centro de Reabilitação Mariano Antunes).
Em todo o Estado, agentes da PF tentam prender o ex-dirigente sindical Dionísio Gonçalves, que atuou durante alguns anos em Marabá liderando movimentos grevistas de professores. Ele também é acusado de pertencer ao esquema de fraudes detectado dentro da SEMA.
Pelas autoridades, Gonçalves já é considerado fugitivo de justiça.
Contra ele, pesam acusações de tráfico de influência e prática de lobby dentro da Sema - Secretaria Estadual de Meio Ambiente.
Prisão de Ferreirinha ocorreu por conta da operação 'Alvorecer' da PF (Polícia Federal), desencadeada para combater crimes ambientais.
O ´residente do Águia de Marabá é acusada de fraudar processos ambientais.
Com Ferreirinha, já são quatro os presos pela PF na manhã desta sexta-feira. Três prisões ocorreram em Belém.
Há informações de que a PF tenta prender mais dois servidores da Sema, na capital.
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Atualização às 10:07
À porta da sede da Polícia Federal de Marabá, onde se encontra detido o presidente do Águia, é intensa a movimentação de pessoas, neste momento.
Além de curiosos diversos, nota-se a presença do técnico do Águia, João Galvão. Conversando com o advogado Quaresma, constituído por Ferreirinha, observa-se o vereador Miguelito Gomes (PP), dirigente da Superintendência de Desenvolvimento Urbano.
Segundo informa ao poster agente da PF, o presidente do Águia teria exercido influência junto à Sema para a aprovação ilegal de planos de manejo e de licenças para a exploração de madeira, recebendo por isso elevadas quantias de empresários madeireiros.
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atualização às 10:21
Confirmada, também, a prisão do ex-Secretário-Adjunto da Sema, Cláudio Cunha.
A prisãod ele pela PF ocorreu em Belém, juntamente com a da chefe do Setor de Georreferenciamento, Paula Fernanda Viegas; e a do despachante Corretor da Sema, Wandserson do Egito Sena.
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Atualização às 13:30
No final da manhã, agentes da Polícia Federal transferiram Sebastião Ferreira para as dependências do Creama (Centro de Reabilitação Mariano Antunes).
Em todo o Estado, agentes da PF tentam prender o ex-dirigente sindical Dionísio Gonçalves, que atuou durante alguns anos em Marabá liderando movimentos grevistas de professores. Ele também é acusado de pertencer ao esquema de fraudes detectado dentro da SEMA.
Pelas autoridades, Gonçalves já é considerado fugitivo de justiça.
quinta-feira, dezembro 09, 2010
Deputada evangélica escapa de cadeia
Um salvo conduto concedido nesta quinta-feira (9) pelo Tribunal Superior Eleitoral impede a prisão da missionária da Assembléia de Deus e deputada federal eleita Antônia Lúcia (PSC-AC).
A liminar que livra a mulher do deputado Silas Câmara (PSC-AM) de uma possível prisão foi despachada pelo ministro Marco Aurélio, relator da matéria.
O ministro considerou “emblemáticas” as circunstâncias do processo, por revelarem “prática inconcebível”. Eleita deputada federal, e estando próxima a diplomação, Antônia Lúcia foi acionada perante a Justiça Eleitoral.
Não tendo sido encontrada em certa residência, presente o fato de possuir outras, não se sabendo aquela que surge com características de ânimo definitivo - o domicílio -, a prisão foi formalizada.
Matéria completa.
Salve, amapaenses!
Viva o Estado do Amapá!
É ali onde se concentra a menor taxa de analfabetismo do Brasil: 1,5%.
Somente em 2009, o Estado reduziu em 66%, no período de 2004 a 2009.
É ali onde se concentra a menor taxa de analfabetismo do Brasil: 1,5%.
Somente em 2009, o Estado reduziu em 66%, no período de 2004 a 2009.
Fechando lojas
O Grupo Goiás deixará de atuar no varejo para dedicar-se, exclusivamente, às áreas de construção civil, transportadora, fábrica de blocos e concretagem.
Carlos Antonio, diretor-presidente do grupo que emprega mais de 800 pessoas no Sul do Pará e na capital, comunicou sua decisão aos funcionários.
Varejista esspecializado na venda de materiais para construção, com filiais Casa Goiás espalhadas por algumas cidades, o grupo iniciará por Parauapebas o fechamento de lojas, a partir de janeiro de 2011.
Mas os funcionários da filial de Parauapebas não ficarão desempregados, vez serão absorvidos pela empresa de britagem que o Grupo Goiás possui naquele município.
Os estoques das filiais serão agregados à matriz da Casa Goiás, em Marabá, até sua liquidação.
A Goiás Concreto é hoje a maior empresa do segmentos da Região Norte do país, com mais de duzentos caminhões-concreteiros no Estado.
A partir de 2011, o grupo voltará suas atenções para espalhar investimentos em Manaus e nos vizinhos estados do Maranhão e do Tocantins, fixando a Goiás Concreto naquelas paragens.
Carlos Antonio, diretor-presidente do grupo que emprega mais de 800 pessoas no Sul do Pará e na capital, comunicou sua decisão aos funcionários.
Varejista esspecializado na venda de materiais para construção, com filiais Casa Goiás espalhadas por algumas cidades, o grupo iniciará por Parauapebas o fechamento de lojas, a partir de janeiro de 2011.
Mas os funcionários da filial de Parauapebas não ficarão desempregados, vez serão absorvidos pela empresa de britagem que o Grupo Goiás possui naquele município.
Os estoques das filiais serão agregados à matriz da Casa Goiás, em Marabá, até sua liquidação.
A Goiás Concreto é hoje a maior empresa do segmentos da Região Norte do país, com mais de duzentos caminhões-concreteiros no Estado.
A partir de 2011, o grupo voltará suas atenções para espalhar investimentos em Manaus e nos vizinhos estados do Maranhão e do Tocantins, fixando a Goiás Concreto naquelas paragens.
Crescimento do PIB
- O crescimento do PIB brasileiro é o segundo maior do mundo, só atrás da China. Nós passamos a Índia, que costuma ser a segunda.
Constatação é do ministro Guido Mantega, em discurso esta manhã, em Brasília.
Constatação é do ministro Guido Mantega, em discurso esta manhã, em Brasília.
quarta-feira, dezembro 08, 2010
Só falta a pá de terra
Coronel Jereissati, aquele que concentra cerca de 30% das riquezas do Ceará num conglomerado de empresas de sua propriedade, amargurado ainda pela sua exclusão da vida pública do Estado, pelo voto direto dos cearenses, subiu à tribuna do Senado para se despedir - tardiamente.
E sapecou azedume nas cores do discurso dizendo que Lula "nos decepcionou como político, como liderança comprometido com a ética e como símbolo de mudança da política no país."
"Nos decepcionou", quem, coronel banqueiro do Nordeste?
Lula, é verdade, decepcionou a elite política conservadora da qual o coronel faz parte.
Decepcionou, sim, virando sua atenção às camadas pobres do país.
A mesma elite que durante mais de 500 anos foi a responsável pela manutenção de 70% de brasileiros na faixa de miséria, totalmente excluídos de direitos mínimos de cidadania.
Depois do discurso do coronel, aguardemos muchochos outros do Arthur Virgílio (PSDSB). Ele também já anunciou sua despedida, em plenário, semana seguinte.
Da mesma forma, outras despedidas: do animador de circo, Mão Santa, senador do Estado de Piauí , e de seu conterrâneo Heráclito Fortes (DEM).
É o enterro dos excluídos da vida pública pela sensatez do voto popular.
E sapecou azedume nas cores do discurso dizendo que Lula "nos decepcionou como político, como liderança comprometido com a ética e como símbolo de mudança da política no país."
"Nos decepcionou", quem, coronel banqueiro do Nordeste?
Lula, é verdade, decepcionou a elite política conservadora da qual o coronel faz parte.
Decepcionou, sim, virando sua atenção às camadas pobres do país.
A mesma elite que durante mais de 500 anos foi a responsável pela manutenção de 70% de brasileiros na faixa de miséria, totalmente excluídos de direitos mínimos de cidadania.
Depois do discurso do coronel, aguardemos muchochos outros do Arthur Virgílio (PSDSB). Ele também já anunciou sua despedida, em plenário, semana seguinte.
Da mesma forma, outras despedidas: do animador de circo, Mão Santa, senador do Estado de Piauí , e de seu conterrâneo Heráclito Fortes (DEM).
É o enterro dos excluídos da vida pública pela sensatez do voto popular.
Jornal Pessoal, nas bancas
Nesta quinta, 9, amanhece nas bancas, a 477a. edição do Jornal Pessoal.
Eis alguns temas, em destaque, assinados por Lúcio Flávio Pinto:
1- Contrabando: o tema
2- As eclusas mudaram
3- Política:
O golpe de Jader
O ex-governador surpreendeu a opinião pública ao apresentar sua renúncia ao mandato de deputado federal, na semana passada. É o canto de cisne do político que chega ao fim ou o início da sua ressurreição?
Eis alguns temas, em destaque, assinados por Lúcio Flávio Pinto:
1- Contrabando: o tema
2- As eclusas mudaram
3- Política:
O golpe de Jader
O ex-governador surpreendeu a opinião pública ao apresentar sua renúncia ao mandato de deputado federal, na semana passada. É o canto de cisne do político que chega ao fim ou o início da sua ressurreição?
Publicidade na Internet cresce maciçamente
Nova pesquisa do eMarketer anuncia que os investimentos em publicidade online vão continuar sua trajetória ascendente de dois dígitos nos próximos anos. O eMarketer fez seu levantamento com base em pesquisas junto a dezenas de empresas anunciantes, e projeta um aumento de 10,5% nos investimentos em publicidade online nos EUA no próximo ano, seguido pelo crescimento de dois dígitos a cada ano até 2014, quando os investimentos chegarão a US $ 40,5 bilhões. É um aumento bem mais robusto do que o aumento do investimento total em mídia, que deve crescer 1,2% no próximo ano, após um crescimento de 3% em 2010. Em 2014, o eMarketer estima que o investimento em mídia nos EUA seja de US$ 188,5 bilhões dólares (este ano o valor é US$ 168,5 bilhões
David Hallerman, principal analista da eMarketer, disse no site do eMarketer que pode parecer irônico, mas as preocupações dos anunciantes com a economia estão levando-os a investir mais para a publicidade online.
“Esta tendência reflete que a publicidade na Internet agora é vista como algo mais ‘certo’ do que a maioria da mídia tradicional. Além disso, empresas de todos os tamanhos reconhecem cada vez mais o lugar central da Internet na vida das pessoas.”, disse Hallerman.
Segundo ele, grandes marcas investem mais em publicidade em vídeo online, enquanto as menores em banners e pesquisas. De acordo com o estudo, a publicidade em vídeo online continuará a ser o formato que mais cresce, e deverá receber a maior parte dos dólares.
Fonte: Claudia Penteado
Mais uma faculdade
Em ritmo veloz a construção do prédio de uma faculdade que Jader Filho, diretor-presidente do jornal Diário do Pará, edifica em Marabá, às margens da VP-8, principal avenida da Nova Marabá.
Eleição Sebrae
Presidentes de associações comerciais e industriais do Pará, presentes em Marabá para participarem da XVII Ficam, em bate-papo informal agora no almoço, deixam claro a torcida a favor da candidatura de Reginaldo Ferreira à presidência do Conselho Deliberativo do Sebrae-PA.
Reginaldo é o atual presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Pará (Faciapa).
Reginaldo é o atual presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Pará (Faciapa).
Na Ficam, palestra do Instituto Palmas
Duas palestras marcarão a XVII Ficam (Feira da Indústria, Comércio, Cultura e Artes de Marabá), nessa quinta-feira, 9.
Às 15 horas, Joaquim de Melo tratará de "Empreendedorismo Comunitário".
Às 18 horas, o jornalista/economista Luiz Nassif enfocará "A Nova Etapa do Desenvolvimento Brasileiro".
A palestra de Joaquim é enriquecedora.
Para quem não o conhece, ele é teólogo e líder comunitário.
Joaquim é o idealizador do Instituto Palmas, surgido a partir da experiência que passou a viver num lixão da periferia de Fortaleza, mais precisamente na localidade do paupérrimo Conjunto Palmeira, localizado a 18 km da capital cearense, desenvolvendo ali um sistema econômico local de enfrentamento da pobreza.
Foi no Conjunto Palmeira que João Joaquim de Melo Neto Segundo criou o primeiro banco comunitário de finanças solidárias do país, o Palmas.
Tinha como missão das mais desafiadoras fomentar a economia do bairro através de uma rede denominada por ele de "prossumidores" - aliando produtores e consumidores -, usando instrumentos como crédito com garantia baseada na palavra da vizinhança, suporte à criação de empresas comunitárias e qualificação profissional.
Deu certo.
Hoje, a economia no interior do bairro se movimenta através de uma moeda social, o palma.
Deu tão certo, que o barato multiplicou-se, atingindo, atualmente, a marca de 32 bancos comunitários em todo o Brasil, gerido pelo Instituto Palmas.
O resto da conversa, com detalhes e tons empolgantes, quem estiver interessado em saber, fica por conta do palestrante.
Não é por acaso que o presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá, Gilberto Leite, dedicará espaço para cerca de 50 presidentes de associações comunitárias e entidades populares de Marabá, no auditório da XVII Ficam.
O público-alvo da palestra é aquela gente, ávidas em desenvolver suas comunidades com ações criativas e viáveis.
Às 15 horas, Joaquim de Melo tratará de "Empreendedorismo Comunitário".
Às 18 horas, o jornalista/economista Luiz Nassif enfocará "A Nova Etapa do Desenvolvimento Brasileiro".
A palestra de Joaquim é enriquecedora.
Para quem não o conhece, ele é teólogo e líder comunitário.
Joaquim é o idealizador do Instituto Palmas, surgido a partir da experiência que passou a viver num lixão da periferia de Fortaleza, mais precisamente na localidade do paupérrimo Conjunto Palmeira, localizado a 18 km da capital cearense, desenvolvendo ali um sistema econômico local de enfrentamento da pobreza.
Foi no Conjunto Palmeira que João Joaquim de Melo Neto Segundo criou o primeiro banco comunitário de finanças solidárias do país, o Palmas.
Tinha como missão das mais desafiadoras fomentar a economia do bairro através de uma rede denominada por ele de "prossumidores" - aliando produtores e consumidores -, usando instrumentos como crédito com garantia baseada na palavra da vizinhança, suporte à criação de empresas comunitárias e qualificação profissional.
Deu certo.
Hoje, a economia no interior do bairro se movimenta através de uma moeda social, o palma.
Deu tão certo, que o barato multiplicou-se, atingindo, atualmente, a marca de 32 bancos comunitários em todo o Brasil, gerido pelo Instituto Palmas.
O resto da conversa, com detalhes e tons empolgantes, quem estiver interessado em saber, fica por conta do palestrante.
Não é por acaso que o presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá, Gilberto Leite, dedicará espaço para cerca de 50 presidentes de associações comunitárias e entidades populares de Marabá, no auditório da XVII Ficam.
O público-alvo da palestra é aquela gente, ávidas em desenvolver suas comunidades com ações criativas e viáveis.
Fora do padrão demonizador
O testemunho é de Tereza Cruvinel, jornalista que conhece muito bem as redações dos jornais tradicionais do país e, pela parte de dentro, viveu na função executiva experiências do governo Lula presidindo a Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Artigo publicado no jornal Correio Braziliense, mas o blog o vampirizou via blog do Altamiro Borges.
Artigo publicado no jornal Correio Braziliense, mas o blog o vampirizou via blog do Altamiro Borges.
Neste último artigo do ano aqui no Correio, não tenho como não falar dos oito anos trepidantes, em todos os sentidos, que estão chegando ao fim. Os anos Lula não apenas mudaram para sempre o Brasil. Mudaram também nossa forma de sentir e pensar nosso país.
Sob Lula, aprendemos a enxergar a pobreza, a importância de combatê-la e, mais recentemente, a celebrar sua redução. Vimos um presidente chegar ao poder contrariando tudo o que sempre nos pareceu natural: sem berço, sem diplomas, sem o apoio das elites econômicas e pensantes. Vimo-lo depois quebrar todas as convenções ao exercer o poder: falando a linguagem desabrida do povo, cometendo metáforas rasas e gafes frequentes, quebrando a liturgia do cargo, trocando o serviço à francesa do Itamaraty por um buffet self-service, tomando café com os catadores de papel e exercitando uma aguerrida diplomacia presidencial sem falar outra língua. Não haverá outro Lula, pois o Brasil que o gerou não haverá mais. E isso é bom.
Neste período, 28 milhões de brasileiros cruzaram a linha da pobreza e outros 20 milhões ascenderam à classe C. Mais extraordinário é que esse feito tenha acontecido sem a quebra de um só cristal. Ou seja, Lula não tomou uma só agulha dos mais ricos para dar aos mais pobres. Não privou os banqueiros de seus lucros para estender o crédito ao andar de baixo. Não reduziu as exportações do agrobusiness para dar mais comida ao povo. Não garfou a poupança da classe média para criar o Bolsa Família. Tudo fez harmonizando interesses e moderando conflitos. Todos ganharam, embora os mais pobres tenham começado a tirar a diferença. Em 2009, apesar da crise, a renda média dos 40% mais pobres cresceu 3,15% e dos 10% mais ricos apenas 1,09%. E isso é bom para todos, inclusive para os ricos. Este ano, os números serão mais eloquentes.
O crescimento da economia, que pode chegar aos 8% em 2010, será o maior em 24 anos. Desta vez foi crescimento sem inflação e com distribuição de renda. No final do período Lula, terão sido gerados 15 milhões de empregos. Este ano, a nova classe C vai gastar R$ 500 bilhões em 2010, superando o consumo das classes A e B. Isso é mudança.
Sob Lula, a percepção do Brasil mudou também lá fora. Agora o país é player, é líder no G-20, é um dos Brics, vai sediar a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016. Vamos perdendo o velho complexo de vira-latas.
Nem tudo foi resolvido, nem tudo foi feito e não faltaram as decepções. Sobretudo as políticas, com os casos de corrupção intermitentes. Mas o saldo a favor de Lula foi bem maior e levou-o ao píncaro da popularidade. Mesmo assim, ele continua sendo um presidente intragável para uma minoria. Talvez para aqueles 4% ou 5% que, nas pesquisas frequentes, consideram seu governo péssimo, contra os 80% que o consideram ótimo ou bom.
As relações com a mídia serão um capítulo na história a ser escrita. Vivi a minha pequena parte. Colunista política de O Globo, nunca apontei, nos seis governos e sete legislaturas que cobri, apenas o bem ou o mal. Assim erigi minha credibilidade de analista político. A partir de 2003, divergi do pensamento único que passou a vigir na mídia, não engrossando a cruzada anti-Lula. Na elite do jornalismo político, muito poucos, além de mim e de Franklin Martins, fugiram ao padrão monopólico e demonizador.
Houve preço. Em 2005, veio o maccarthismo e com ele os cães raivosos e o espírito de delação. Um deles espumou, em 2005, que Lula só não caíra ainda porque uma lista de jornalistas lulistas, aberta com meu nome, havia aparelhado a imprensa! Por algum tempo sustentei o apedrejamento, mas, já tendo sofrido uma ditadura, rejeitei a escolha entre autoimolação e sujeição. No final de 2007, aceitei o convite para dirigir a TV Pública que seria criada, cumprindo a Constituição Federal. Pouco vi o presidente depois disso. Tenho trabalhado com absoluta liberdade e os resultados estão aí. Nunca recebi queixas ou bilhetinhos de ministros.
Não tenho a menor importância na história maior que se encerra agora. Conto isso aqui porque esses detalhes fazem parte do ambiente venenoso, eivado de intolerância, elitismo e ódio de classe em que Lula governou e construiu o legado que deixa ao país.
terça-feira, dezembro 07, 2010
Valorizar o regional
Paulo Roberto Ferreira , secretário estadual de Comunicação, acertou em cheio ao destacar, durante I Fórum Internacional de Conteúdo para TVs Públicas, realizado em Belém, a necessidade de intensificação da "qualidade e valorização da regionalização como fator de busca da democratização da comunicação".
Sem isso, é colocar água abaixo -, todos os esforços feitos para a melhoria do conteúdo audivisual da programação televisiva do país, numa perspectiva democratizante.
Sem isso, é colocar água abaixo -, todos os esforços feitos para a melhoria do conteúdo audivisual da programação televisiva do país, numa perspectiva democratizante.
Casa nova, ideias antigas
De altíssimo bom gosto, o acabamento do moderno prédio da Câmara Municipal de Marabá, com inauguração anunciada para o dia 15 de dezembro.
Imóvel está à altura do crescimento de Marabá.
Agora, que tal melhorarmos a qualidade de parte dos inquilinos?
Imóvel está à altura do crescimento de Marabá.
Agora, que tal melhorarmos a qualidade de parte dos inquilinos?
Vertical Mineração
Vertical Mineração é a mais nova mineradora do país.
A empresa é resultante da sociedade dos grupos Leolar e Revemar, além da Cikel e Sidenorte.
Antes mesmo de iniciar sua produção, a Vertical já ingressou no mercado internacional vendendo minério de ferro a três clientes contratados.
A jazida da mineradora situa-se numa das serras que circundam a cidade de Curionópolis, vizinha à Serra Leste.
A empresa é resultante da sociedade dos grupos Leolar e Revemar, além da Cikel e Sidenorte.
Antes mesmo de iniciar sua produção, a Vertical já ingressou no mercado internacional vendendo minério de ferro a três clientes contratados.
A jazida da mineradora situa-se numa das serras que circundam a cidade de Curionópolis, vizinha à Serra Leste.
Velha ponte carece de conservação
Durante inauguração das ecllusas de Tucuruí, o poster conversou bom tempo com engenheiros do Dnit, radicados na sede do órgão, em Brasília, que estavam na cidade à serviço. Além das informações de praxe capturadas, a respeito das obras da hidrovia do Tocantins, o poster terminou sendo contemplado com importante notícia, vinculada a Marabá.
Mais precisamente, a respeito da antiga ponte sobre o rio Itacaiúnas, agora dividindo a passagem de tráfego com outra ponte, ao lado, integrante das obras de duplicação da rodovia Transamazônica.
Em Brasília, revelaram técnicos do governo federal, comissão de análise do Ministério dos Transportes se debruça sobre um projeto de manutenção da velha ponte, inaugurada nos anos 80, e que durante todo esse período jamais recebeu serviços de conservação.
O assunto, tratado diversas vezes pelo poster em colunas de jornais, e até aqui mesmo no blog, é sério.
Há problemas estruturais na ponte velha. E os técnicos do Dnit destacaram a qualidade do projeto elaborado pela secretaria de Obras de Marabá identificando seus pontos críticos, numa bem sucedida justificativa técnica que deverá sensibilizar o MT a liberar R$ 6 milhões, valor orçado no projeto
Segundo os engenheiros, é mais fácil, hoje, uma prefeitura conseguir recursos para construir nova ponte do que comprovar a necessidade de dinheiro para a manutenção de obra existente. "E o pessoal da prefeitura de Marabá está conseguindo mudar esse curso, graças ao nível do projeto encaminhado", disse um dos engenheiros.
Vamos torcer, então, para a grana ser liberada o mais rápido possível.
Mais precisamente, a respeito da antiga ponte sobre o rio Itacaiúnas, agora dividindo a passagem de tráfego com outra ponte, ao lado, integrante das obras de duplicação da rodovia Transamazônica.
Em Brasília, revelaram técnicos do governo federal, comissão de análise do Ministério dos Transportes se debruça sobre um projeto de manutenção da velha ponte, inaugurada nos anos 80, e que durante todo esse período jamais recebeu serviços de conservação.
O assunto, tratado diversas vezes pelo poster em colunas de jornais, e até aqui mesmo no blog, é sério.
Há problemas estruturais na ponte velha. E os técnicos do Dnit destacaram a qualidade do projeto elaborado pela secretaria de Obras de Marabá identificando seus pontos críticos, numa bem sucedida justificativa técnica que deverá sensibilizar o MT a liberar R$ 6 milhões, valor orçado no projeto
Segundo os engenheiros, é mais fácil, hoje, uma prefeitura conseguir recursos para construir nova ponte do que comprovar a necessidade de dinheiro para a manutenção de obra existente. "E o pessoal da prefeitura de Marabá está conseguindo mudar esse curso, graças ao nível do projeto encaminhado", disse um dos engenheiros.
Vamos torcer, então, para a grana ser liberada o mais rápido possível.
segunda-feira, dezembro 06, 2010
PAC 2: cidades selecionadas
Marabá, Santarém, Parauapebas, Ananindeua, Castanhal, Breves, Paragominas e Marituba foram contemplados com recursos do PAC 2.
O governo federal aplicará 315 milhões de reais em obras de abastecimento de água.
Matéria completa.
O governo federal aplicará 315 milhões de reais em obras de abastecimento de água.
Matéria completa.
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PAC 2
Ladrões de honra alheia
Publicada na última quinta-feira, 2, no Diário da Justiça, decisão do Tribunal de Justiça do Estado rejeitando ação penal movida contra ex-funcionários públicos de Marabá.
Ademir Braz é quem nos conta.
Ademir Braz é quem nos conta.
"De prisioneira a Presidente"
Entrevistada por Lally Weymouth, a presidente eleita Dilma Roussef oferece aos leitores do jornal Washington Post (EUA) conteúdo suficientemente sólido de como pretende governar o Brasil pós Era Lula.
Ela sinaliza querer avançar bem mais do que Lula fez, corrigindo cursos e buscando, a qualquer custo, acabar com a pobreza no Brasil.
Traduzida por Paula Marcondes e Josi Paz, a entrevista completa pode ser lida no blog do Idelber Avelar.
Ela sinaliza querer avançar bem mais do que Lula fez, corrigindo cursos e buscando, a qualquer custo, acabar com a pobreza no Brasil.
Traduzida por Paula Marcondes e Josi Paz, a entrevista completa pode ser lida no blog do Idelber Avelar.
Momentos Dilma.
O título pode ser o primeiro de uma série de outros posts comentando a Dilma Presidente.
Como ela deverá se revelar, ao assumir a direção do país, a partir de janeiro.
Alguns, arreganhados pela imprensa, comprovam aquilo que o poster aventava durante a campanha, em total apoio à sua candidatura.
Em menos de cinco dias, os mais importantes Momentos Dilma.
Ato 1- Deu um chega pra lá no governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), desmentindo-o, publicamente, através de posta-vozes da equipe de transição, sobre a escolha do futuro ministro da Saúde.
É evidente a acolhida de Dilma à sugestão de Sérgio Côrtes, secretário de Saúde do Rio, para ocupar a pasta. Dilma já havia revelado gostar da forma como o auxiliar de Cabral trabalha e dos programas de saúde idealizados por ele no Rio.
Ao divulgar em entrevista a provável escolha do moço como futuro ministro, o governador avançou o sinal, colocou Dilma retrancada diante do um PMDB indócil e, sem pestanejar, mandou dizer que não havia convidado ninguém.
Feio para Cabral.
Ato 2- Entrevistada pelo jornal 'Washington Post', Dilma deixa escancarado que não deverá seguir a linha de Lula em relação ao Irã.
O que ela disse, ao ser indagada sobre a abstenção do Itamaraty na votação em que o Comitê de Direitos Humanos da ONU aprovou resolução contra o Irã, no caso da iraniana Sakine, condenada à morte pelo regime dos Aiatolás?
- Não sou presidente do Brasil, mas me sentiria desconfortável como uma mulher presidente eleita em não dizer nada contra o apedrejamento. (...) Minha posição não vai mudar quando eu tomar posse. Eu não concordo com a forma como o Brasil votou. Não é a minha posição.
Ato 3 – Nesta segunda-feira, 6, outro Momento Dilma.
Ela mandou divulgar sua intenção de deixar fora da partilha política a direção da Infraero, decidindo nomear executivo do mercado. Ou seja, alguém com perfil eminentemente técnico.
O que isso significa?
Uma patada nas intenções nada republicanas do PMDB de controlar a empresa responsável pela preparação dos aeroportos do país, com vistas à Copa do Mundo.
E os cardeais peemedebistas já chiaram, mandando recadinhos de que no Congresso Nacional poderão dar o troco.
Mas, como revelou o futuro ministro Gilberto Carvalho, o melhor mesmo é o pemedebê encurtar o fôlego.
Disse Gilberto:
- Quero dizer que não convém nunca subestimar a Dilma. Quem o fez quebrou a cara na campanha eleitoral. Ela mostra uma capacidade de aprendizado e de habilidade política surpreendentes. (...) Ninguém engana a Dilma nem deve achar que na base do grito vai levar alguma coisa. A pior coisa que tem é botar a faca no pescoço dela, porque aí a reação é mais dura. Ela não será refém.
Como ela deverá se revelar, ao assumir a direção do país, a partir de janeiro.
Alguns, arreganhados pela imprensa, comprovam aquilo que o poster aventava durante a campanha, em total apoio à sua candidatura.
Em menos de cinco dias, os mais importantes Momentos Dilma.
Ato 1- Deu um chega pra lá no governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), desmentindo-o, publicamente, através de posta-vozes da equipe de transição, sobre a escolha do futuro ministro da Saúde.
É evidente a acolhida de Dilma à sugestão de Sérgio Côrtes, secretário de Saúde do Rio, para ocupar a pasta. Dilma já havia revelado gostar da forma como o auxiliar de Cabral trabalha e dos programas de saúde idealizados por ele no Rio.
Ao divulgar em entrevista a provável escolha do moço como futuro ministro, o governador avançou o sinal, colocou Dilma retrancada diante do um PMDB indócil e, sem pestanejar, mandou dizer que não havia convidado ninguém.
Feio para Cabral.
Ato 2- Entrevistada pelo jornal 'Washington Post', Dilma deixa escancarado que não deverá seguir a linha de Lula em relação ao Irã.
O que ela disse, ao ser indagada sobre a abstenção do Itamaraty na votação em que o Comitê de Direitos Humanos da ONU aprovou resolução contra o Irã, no caso da iraniana Sakine, condenada à morte pelo regime dos Aiatolás?
- Não sou presidente do Brasil, mas me sentiria desconfortável como uma mulher presidente eleita em não dizer nada contra o apedrejamento. (...) Minha posição não vai mudar quando eu tomar posse. Eu não concordo com a forma como o Brasil votou. Não é a minha posição.
Ato 3 – Nesta segunda-feira, 6, outro Momento Dilma.
Ela mandou divulgar sua intenção de deixar fora da partilha política a direção da Infraero, decidindo nomear executivo do mercado. Ou seja, alguém com perfil eminentemente técnico.
O que isso significa?
Uma patada nas intenções nada republicanas do PMDB de controlar a empresa responsável pela preparação dos aeroportos do país, com vistas à Copa do Mundo.
E os cardeais peemedebistas já chiaram, mandando recadinhos de que no Congresso Nacional poderão dar o troco.
Mas, como revelou o futuro ministro Gilberto Carvalho, o melhor mesmo é o pemedebê encurtar o fôlego.
Disse Gilberto:
- Quero dizer que não convém nunca subestimar a Dilma. Quem o fez quebrou a cara na campanha eleitoral. Ela mostra uma capacidade de aprendizado e de habilidade política surpreendentes. (...) Ninguém engana a Dilma nem deve achar que na base do grito vai levar alguma coisa. A pior coisa que tem é botar a faca no pescoço dela, porque aí a reação é mais dura. Ela não será refém.
Prefeitura paga 13o salário
Servidores municipais de Marabá amanheceram a segunda-feira, 6, com a conta-salário revigorada.
Prefeitura depositou a segunda parcela do 13o salário.
Agora, a grana de cada servidor ajudará a transformar o Natal de 2010 naquilo que está sendo aguardado como o maior de todos os tempos, na avaliação de comerciantes e empresários.
Prefeitura depositou a segunda parcela do 13o salário.
Agora, a grana de cada servidor ajudará a transformar o Natal de 2010 naquilo que está sendo aguardado como o maior de todos os tempos, na avaliação de comerciantes e empresários.
TRT: missão do novo presidente
Pergunta encaminhada ao novo presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 8a Região, José de Alencar:
- Quais os maiores desafios de um magistrado blogueiro na Presidência do Tribunal Regional do Trabalho do Pará e Amapá?
Resposta do desembargador:
- É fazer uma gestão em tempos de rupturas, concluindo um processo já em curso que levará o Tribunal a usar a Web 2.0 como plataforma para a prestação jurisdicional e deixá-lo às portas da Web 3.0, a chamada Web semântica. É concluir a transformação do Tribunal em um TRT 2.0, pois esse é o desafio de todos os dirigentes deste início milênio.
- Quais os maiores desafios de um magistrado blogueiro na Presidência do Tribunal Regional do Trabalho do Pará e Amapá?
Resposta do desembargador:
- É fazer uma gestão em tempos de rupturas, concluindo um processo já em curso que levará o Tribunal a usar a Web 2.0 como plataforma para a prestação jurisdicional e deixá-lo às portas da Web 3.0, a chamada Web semântica. É concluir a transformação do Tribunal em um TRT 2.0, pois esse é o desafio de todos os dirigentes deste início milênio.
Rede de pedofilia: repercussão
O poster respeitou o segredo de justiça que acoberta o inquérito sobre a rede de pedodilia no Pará, ao segurar a identidade das pessoas citadas.
No dia 10 de novembro, quando recebeu detalhes das investigações, o blog já tinha nomes de todas as pessoas apontadas no inquérito.
Inclusive o do jornalista Carlos Mendes, que também aparece nas investigações.
Está lá no inquérito.
Embora não tenha feito pacto para acobertar o caso, Mendes tomou conhecimento da notícia e se omitiu.
Por razões óbvias, ele jamais publicaria o fato no Diário do Pará.
Mas poderia fazê-lo em sua emissora de rádio, a Tabajara.
Fica devendo explicações.
No dia 10 de novembro, quando recebeu detalhes das investigações, o blog já tinha nomes de todas as pessoas apontadas no inquérito.
Inclusive o do jornalista Carlos Mendes, que também aparece nas investigações.
Está lá no inquérito.
Embora não tenha feito pacto para acobertar o caso, Mendes tomou conhecimento da notícia e se omitiu.
Por razões óbvias, ele jamais publicaria o fato no Diário do Pará.
Mas poderia fazê-lo em sua emissora de rádio, a Tabajara.
Fica devendo explicações.
Wlad e a rede de pedofilia
Antes que algum aventureiro lance mão, o furo é deste blog.
E de mais ninguém.
Foi antecipado há exatamente 26 dias, precisamente em 10 de novembro, com a publicação do post "Escândalo! Escândalo!".
Como a fonte solicitara ao blogger o máximo de cuidado para evitar vazamento da identificação dos investigados (condição oferecida para revelar o fato), este jornalista cumpriu sua parte, apenas antecipadamente o que seria um grande escândalo.
E neste início de semana o babado já é do conhecimento do povo brasileiro.
Apesar do inquérito correndo sob segredo de Justiça, a Folha de São Paulo (para assinantes) publicou teor das investigações.
Post abaixo reproduz a matéria do jornal paulista, envolvendo mundão de gente, inclusive donos dos principais jornais de Belém.
É aquilo sempre registrado aqui: quem sabe, sabe!
E de mais ninguém.
Foi antecipado há exatamente 26 dias, precisamente em 10 de novembro, com a publicação do post "Escândalo! Escândalo!".
Como a fonte solicitara ao blogger o máximo de cuidado para evitar vazamento da identificação dos investigados (condição oferecida para revelar o fato), este jornalista cumpriu sua parte, apenas antecipadamente o que seria um grande escândalo.
E neste início de semana o babado já é do conhecimento do povo brasileiro.
Apesar do inquérito correndo sob segredo de Justiça, a Folha de São Paulo (para assinantes) publicou teor das investigações.
Post abaixo reproduz a matéria do jornal paulista, envolvendo mundão de gente, inclusive donos dos principais jornais de Belém.
É aquilo sempre registrado aqui: quem sabe, sabe!
Escândalo nacional: pedofilia no Pará
Na íntegra, para aqueles que não tem assinatura da Folha de São Paulo, matéria sobre a pedofilia no Pará, publicada na edição de sábado do jornal paulista.
Reportagem é do jornalista João carlos Magalhães.
Polícia vê proteção a acusado de pedofilia
Autoridades do PA atuaram ilegalmente a favor de empresário suspeito de abusos sexuais de meninas, diz investigação
Segundo o inquérito, foram mobilizados 1 juiz, 1 deputado, 1 delegado, 1 jornalista e 2 advogados de políticos
JOÃO CARLOS MAGALHÃES - DE BELÉM
Investigações da Polícia Civil do Pará indicam que autoridades do Estado atuaram para proteger, de forma ilegal, um empresário indiciado sob acusação de pedofilia.
Antonio Carlos Vilaça, 56, é dono de um conglomerado de empresas de construção civil, mineração e transporte.
Vilaça nega todas as acusações, segundo seu advogado.
Inquérito sob segredo de Justiça, ao qual a Folha teve acesso, diz que o empresário mobilizou um deputado, um juiz e um delegado, além de advogados de políticos e uma jornalista, para tentar manipular a investigação.
Esse grupo, segundo a polícia, coagiu testemunhas, vazou informações sigilosas, pressionou uma juíza e traficou influência para tentar barrar a repercussão do caso.
O inquérito, baseado em interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça e feitas de novembro de 2009 a julho deste ano, apurou a suposta relação entre Vilaça e cinco meninas e adolescentes dos municípios de Barcarena e Abaetetuba.
Mas as gravações mostraram, segundo a polícia, autoridades do Pará tentando livrar o empresário de uma suspeita anterior: ter abusado de três meninas de Belém.
OS GRAMPOS
Com base nas conversas, a polícia concluiu que o delegado Edivaldo Lima foi subornado para retardar a investigação. Após o inquérito passar para uma delegada, Vilaça chegou a ser preso, em abril - hoje, está solto. Lima nega as acusações e afirma que nunca investigou Vilaça.
Segundo a interpretação dos grampos feita pela polícia, um dos principais articuladores da proteção a Vilaça foi Wladimir Costa (PMDB), o Wlad, deputado federal que se reelegeu neste ano.
As gravações mostram o deputado conversando com interlocutores sobre a necessidade de convencer a mãe de uma das vítimas a desmentir sua própria versão.
Os grampos também apontam que Wlad ajudou a "vazar" para Vilaça a informação sobre ordem de prisão contra o empresário, em abril. Com isso, Vilaça ficou foragido por uma semana.
O deputado, segundo a polícia, foi ajudado por Inocêncio Mártires Coelho e João Neri, advogados da coligação eleitoral da governadora Ana Júlia Carepa (PT).
Outro suposto elo do grupo no Judiciário é o juiz criminal Carlos Alberto Flexa.
Usando o celular do próprio empresário, Flexa ligou, dias antes da ordem de prisão, para a juíza que cuida do caso. Segundo a polícia, sua intenção era influenciá-la a não mandar prender Vilaça.
Uma repórter do jornal "O Liberal", de Belém, foi indiciada - como todos os outros, exceto Wlad e Flexa, que têm foro privilegiado no STF (Supremo Tribunal Federal) e no Tribunal de Justiça, respectivamente, nos quais são investigados.
Os grampos apontam que Micheline Oliveira participou de tentativa de extorquir R$ 100 mil de Vilaça pela não publicação do caso e depois lhe passou informações.
OUTRO LADO
Empresário nega crimes; outros investigados rejeitam as acusações
DE BELÉM
Todos os indiciados e citados no inquérito negam ter protegido ilegalmente Antonio Carlos Vilaça. O empresário nega ter cometido crimes sexuais contra menores.
Segundo o advogado de Vilaça no caso, Osvaldo Serrão, ele "nega as acusações, não aceitando a autoria ou participação". "O Tribunal de Justiça reconheceu a ilegalidade de sua prisão", diz o advogado. Ele não comentou a suspeita de proteção ilegal.
Em nota, o deputado federal Wladimir Costa (PMDB), o Wlad, chamou a investigação de "armadilha" e se disse "vitima de perseguição da alta cúpula da Policia Civil do Estado do Pará", a qual nutriria "um ódio fervoroso" dele.
Segundo a nota, Wlad provocou esse ódio ao denunciar "diversos casos de desvio de conduta" de policiais.
Sobre Vilaça, ele confirma conhecê-lo, mas disse que, se o empresário for considerado culpado, quer "que este [Vilaça] apodreça na cadeia".
O juiz Carlos Alberto Flexa, 67, também disse conhecer o empresário e Wlad.
Confrontado com o teor dos grampos, Flexa confirmou que ligou para a juíza do caso, mas a partir do próprio telefone. "Eu liguei para a juíza para saber o que é que estava acontecendo. Mas não influenciei nada, não pedi para fazer isso ou aquilo."
Ele disse que sua atitude foi regular, apesar de o processo contra Vilaça correr em segredo. A Folha não conseguiu falar com a juíza.
O delegado Edivaldo Lima disse que nunca investigou Vilaça e que, portanto, não tem nada a explicar. "Não tenho versão, não conheço, não posso falar", afirmou.
A Divisão de Atendimento ao Adolescente da Polícia Civil do Pará reafirmou, no entanto, que foi Lima quem iniciou a investigação.
O advogado Inocêncio Mártires Coelho negou ter ajudado a vazar informações sigilosas do Judiciário e chamou a insinuação de "equivocada". Se houve vazamento, disse, foi feito por adversários políticos de Vilaça.
João Neri afirmou que não falaria porque o inquérito está sob segredo de Justiça.
Micheline Oliveira disse que a suspeita é "leviana e irresponsável" e negou a suposta extorsão. (JCM)
Nos grampos, suspeitos citam mídia do Pará
DE BELÉM
Os grampos mostram suspeitos de favorecer Antonio Carlos Vilaça dizendo que a rede de proteção ao empresário incluía órgãos de mídia do Estado.
Uma das gravações revela conversa entre dois supostos "cúmplices" da repórter Micheline Oliveira, de "O Liberal". No diálogo é dito que os R$ 100 mil que ela supostamente tentou extorquir de Vilaça são a "mordida" exigida por Ronaldo Maiorana, um dos donos do jornal.
Maiorana disse à Folha que nunca praticaria extorsão e que publicou dezenas de artigos e reportagens contra a pedofilia.
Outro citado é o grupo RBA, da família do ex-deputado federal Jader Barbalho (PMDB), dono do jornal "Diário do Pará".
"Eu falei com o Jader e a RBA já está calada", disse para Vilaça, em gravação de dezembro de 2009, seu aliado político Fernando Amaral (PMDB). Amaral diz ter pedido a jornalistas do grupo que avaliassem "se [as denúncias] não tinham motivação política".
Jader Filho, presidente do "Diário do Pará", afirma que a "RBA repele qualquer insinuação" de acobertamento de acusados de pedofilia. (JCM)
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