sábado, julho 04, 2009

Jornal com os dias contados?

O rumor desenfreado do Twitter impressiona. No Brasil, em um mês, quase dois milhões de usuários únicos registraram perfis no site, acusa dados do Ibope Nielsen Online. Os números podem ser raquíticos diante do gigantismo da Internet, mas sinaliza o crescimento vertiginoso da revolucionária forma de comunicação.

Desenhado para enviar mensagens rápidas de até 140 caracteres, o serviço do Twitter é mais uma pandemia digital à disposição da humanidade com suas inevitáveis consequências ao imobilismo da antiga mídia impressa.

Empedernido apaixonado pelos noticiários em papiro com suas tintas frescas a sujar nossas mãos ainda cedinho em casa, cada dia mais me convenço de que essa fase está chegando ao fim.

Não existe escapatória. A tendência é desaparecerem mesmo. Inda mais quando constatamos a falta de esforços para que jornais e revistas evoluam num processo de modernização capaz de campear a concorrência da notícia up-to-date.

O declínio começa sempre pelo bolso. E nos últimos dois anos, jornais de tradição no mundo inteiro passaram a perder popularidade e receita em progressão preocupante. O lucro deles passou a migrar para a mídia digital.

Quem despertou mais cedo e entendeu a inevitabilidade da informação online, passou a usar a Internet como aliada, disponibilizando suas edições diárias ao toque simples do mouse. Só que esse processo não está sendo suficiente para transformar em dinheiro o que eles ganham há décadas no meio impresso. Ou pelo menos manter a lucratividade.

Em diversos congressos organizados pelo meio, vem sendo lembrado que historicamente as velhas mídias nunca foram eliminadas pelas novas. Foi assim com o rádio, cinema e a própria TV aberta. Há até aquela máxima de que a TV fez o rádio e o cinema se transformarem para não morrer.

Quando o rádio entendeu a receita vencida das novelas, passou a usar a música, a opinião e a noticia como aura de sua magia.

O cinema está ai buscando se modernizar através de novas tecnologias.

Mas também há um fato a ser lembrado.

O invento de Gutemberg fez da imprensa a responsável pelo desemprego geral de escribas que copiavam Bíblias à mão. O mesmo movimento ocorre atualmente com a demissão, pelos jornais, de número preocupante de repórteres. Há jornalistas de mais num universo globalizado.

Entre consultores contratados de empresas jornalísticas impressas para indicar caminhos seguros ao enfrentamento da crise provocada pela concorrência da Internet, cresce a tendência de que a saída para a informação no papel é produzir conteúdo inédito. E isso já começou a ser formatado nos Estados Unidos, país que registra o maior número de empresas jornalísticas fechadas pelo impacto da web – e, em conseqüência disso, onde se analisa com maior profundidade o futuro dos negócios de jornais e revistas

O procedimento, além de lógico e inteligente, pode soerguer a notícia impressa em fonte geradora de admissão de jornalistas colocados ao olho da rua nos últimos dez anos.

Com o advento dos canais de busca da Internet, ficou mais cômodo para a maioria dos títulos de informação substituir seus talentosos jornalistas produtores de conteúdo de qualidade por repórteres “pesquisadores”. A utilização do Google propicia a descoberta de milhares de tópicos sobre um mesmo assunto. Ou seja, percentual mínimo do que se busca é original. A grande maioria, uma salada repetitiva.

Os jornais que passaram a comprar das agencias de notícias conteúdo barato são exatamente os que mais sofrem.

Fizeram o percurso invertido: quanto mais perdiam clientes, mais pioravam o produto produzido.

Só haverá espaço, no futuro, para a velha mídia impressa escapar, oferecendo conteúdo original. Isso poderá transformar os jornais em verdadeiros centros de inteligência, com o talentoso jornalista voltando a ter vez nas redações.

Textos inéditos, opiniões abalizadas, no dia seguinte serão encontradas nas edições de papel, e online, com os canais de busca tipo Google disponibilizando escoadouro para apenas uma história – ao invés de milhares de citações sobre um mesmo assunto como se vê hoje.

Depender quase que exclusivamente das agências de notícias, esse será suicídio maior.

Conteúdo único e original, o caminho é este.

De leve

Essa tenebrosa transação de disponibilizar o blog como emissário de recadinhos de político à classe política, não faz parte de nosso show.

Vocação pra Off-boy, nunca foi o forte do blogger.

quinta-feira, julho 02, 2009

Médicos do Pará saúdam a ética

No Pará, a ética detonou a suspeição.

O Antonio do Bem derrotou o Antonio do Mal.

Por 176 votos de diferença, a maioria dos médicos paraenses reagiu às denúncias de crime de peculato que pesam contra o colega de profissão José Antonio Cordero, ao derrotarem sua candidatura à representaçao no Pará do Conselho Federal de Medicina. O vencedor da disputa foi o médico Antonio Pinheiro.

Até a impresa escrita e alguns blogues trazerem à tona o catatu de escândalos protagonizados por Cordero, ele era favoritíssimo a vencer o pleito. Em 15 dias, o cenário foi alterado, culminando com a vitória da chapa adversária.

Pinheiro perdeu apenas em Altamira e Castanhal. No restante do Estado, pisa pra-que-te-quero.

Berço de irradiação dos sons da classe, em Belém Antonio Pinheiro acachapou o adversário em todas as urnas.

Com a derrota de Antonio Cordero, os médicos do Pará dão exemplo de como deveria reagir a sociedade, modo geral, diante de fatos idênticos.

Dignidade e honra, em primeiro lugar.

quarta-feira, julho 01, 2009

Pra bola rolar melhor

Números que rondam a futura construção do estádio de Marabá.

1- Projeto é da ordem de R$ 30 milhões com capacidade para receber 20 mil torcedores.

2- Quatro áreas para estacionamentos privativo, e destinados a veículos pequenos, motos e ônibus.

3- Muita área verde no entorno do empreendimento, inclusive cercas vivas e um bosque, com ambientes adaptados a portadores de necessidades especiais.

4- Duas praças, em lados extremos do estádio.

5- A prefeitura tem em caixa R$ 11 milhões. Com essa grana, o prefeito quer iniciar as obras de imediato para tentar inaugurar parte do estádio em fevereiro de 2011, disponibilizando arquibancada para 10 mil pessoas. Todo o projeto é para ser entregue em dois anos.

Para quem conhece as manhas e demandas burocráticas, há otimismo demais nisso aí. Se der bom tempo, pé no chão é imaginar a primeira fase do estádio sacramentada lá pra julho de 2011.

Daqui a um ano.

O restante dos recursos, o prefeito Maurino Magalhães tentará arrancá-lo do governo estadual e diretamente em Brasília.

São mais R$ 20 milhões complementares.
Fotos digitalizadas do Correio do Tocantins.

Fator Ciro

O que está rolando entre os estrategistas de Lula e do governador José Serra, sobre a participação de Ciro Gomes na eleição de 2010 na condição de provável candidato a Presidência da República.

Os dois líderes políticos passaram a não aconselhar estímulos à candidatura de Ciro à sucessão de Lula, e já começam a manobrar para que não ocorra. A coluna Radar, da Veja, garante que Lula já está convocando o PT de SP para que recue e aprove a candidatura de Ciro Gomes a governador. Do outro lado, já que não há o que fazer, observam e torcem para que o presidente tenha sucesso.

Segundo o ex-prefeito do Rio, César Maia, do lado de Lula, as avaliações têm dois eixos. O principal é o Nordeste. Ciro vai dividir o estratégico Nordeste com Dilma. E sempre há a preocupação que se a candidatura de Ciro a presidente se tornar viável para o segundo turno, esse se diferencie de Dilma, atacando. O entorno de Lula quer um segundo turno no primeiro, ou seja, uma eleição plebiscitária: a favor ou contra Lula. Mais ainda agora, quando se diz que Heloisa Helena será candidata ao senado.

No caso do entorno de Serra, a preocupação é com a agressividade de Ciro. Especialmente porque as eletricidades recíprocas, nas declarações à distância, produzem sempre curto-circuito. O temor é que essa agressividade desvie a campanha do ambiente melhor para Serra: uma campanha propositiva e de comparação de currículos.

Biologia Evolutiva (*)

Bastante interessante a produtividade do Ministério Público Estadual contra a continuidade de algumas obras do governo estadual apegando-se de pronto à nobre causa ecológica. Como o blogger não tem memória curta, calientemente lembra a ausência desse fervor ambiental durante os tempos de Manoel Santino Nascimento Junior, secretário de governo e eminência parda do MPE, instituição que por muito tempo manteve ele como seu chefe supremo. Ou ainda o considera assim?

De nada adiantaram esperneios de organizações ambientais quando Almir Gabriel decidiu rasgar 60 km de mangues que constituíam o traçado da Alça Viária, razão maior de seu demorado prazo para maturar o movimento de aterro jogado sobre as reservas de berços naturais de diversas espécies de crustáceos.

A tratorada de Santino passou por cima, ilesa.

Onde estava o MPE?

Caladinho da silva, providenciando aqui e ali reações de piano para emoldurar a cena.

A inversão de atitudes é realmente evolutiva.

Nem a teoria darwinista explicaria essa transformação.



"Coronel Anuar" não atacou

De Canaã dos Carajás, blog recebe comentário com versão diferente das denúncias feitas contra o prefeito Anuar Alves, o chamado .

Ao texto.

Os salários dos professores bem como de todo o funcionalismo público do município de Canaã dos Carajás não estão atrasados. O que os professores reivindicam é o pagamento do 13º salário cujo ex-prefeito Ribita deixou de fazê-lo. O prefeito Anuar havia feito um acordo com os professores parcelando o débito oriundo da administração anterior em 4 parcelas, pagando inclusive a primeira. A justiça cassou esse acordo alegando que o Anuar não poderia quitar débito do Ribita sem o devido aval da Câmara Municipal e com valor previsto em orçamento, podendo, caso desobedecesse ordem judicial ser passível de punição.Quanto ao ato, os manifestantes passaram na porta da casa do prefeito que não se encontrava no local e alguns despreparados, como sempre tem, usaram palavras de baixo calão contra a pessoa do prefeito e de sua família. Alguns minutos depois, já com a imprensa no local, o Anuar chegou e não quis falar com os manifestantes que insistiam em chamá-lo de analfabeto entre outros adjetivos, quando uma das manifestantes empurrou-lhe o microfone dizendo : "fala covarde" . Ele deu um safanão no aparelho que foi ao chão, quebrando-se, no mesmo momento o prefeito entrou para sua residência e a senhora começou a ofendê-lo tentando entrar na residência e foi contida à força por seguranças. Não houve disparo de arma de fogo como conta a postagem e nenhuma pessoa saiu ferida pois não houve confronto de forma alguma. Aqui em Canaã o que existe são lados opostos politicamente e quando há envolvimento de qualquer figura do poder público municipal as coisas aumentam em uma proporção gigantesca.
O que se passa é que Anuar pegou uma prefeitura totalmente falida pela mãos de Ribita , sem inclusive um único centavo nas contas, com boa parte das escolas , centros médicos e secretarias completamente sucateadas. Erros aconteceram, acontecem e vão acontecer sempre. Porém, a tentativa é sempre de acertar. Administrar é um ato de uma dificuldade enorme pois na grande maioria das vezes quando se agrada um pouco se desagrada um monte.
O prefeito errou muito no seu primeiro mandato porem não pode ser crucificado por esses erros cometidos e devidamente pagos à justiça eleitoral. Houve uma eleição e ela foi ganha por Anuar que teve a preferência de grande parte da população eleitoral e isso deve ser respeitado
.

No cenário amazônico

Artigo “Amazônia Brasileira – Qual é a sua percepção?”, assinado pelo engenheiro agrônomo José Luiz Martins Costa Kessler, foi enviado ao blog com pedido de publicação.



Amazônia Brasileira – Qual é a sua percepção?

Recentes relatórios de organizações ambientais atacam sensacionalmente a exploração pecuária na Amazônia e propõem a idéia de que a produção da carne bovina brasileira é obtida via desmatamento criminoso e trabalho escravo. Esta realidade subjetiva, criada como a luta do bem contra o mal, assalta nossa razão e, implacavelmente, ocasiona grandes prejuízos ao segmento como um todo e à imagem do País.

Mas, com mente aberta e vontade de compreender, podemos mudar nossa percepção e enxergaremos uma outra realidade e não a que fomos condicionados a ver.

Para nossa reflexão podemos utilizar as seguintes informações do Doutor em Ecologia e chefe geral da Embrapa Monitoramento por Satélite, Evaristo Eduardo de Miranda, publicadas pelo jornal O Estado de São Paulo, no artigo "Campeão de desmatamento" em 17/01/2007:

1 - Há 8 mil anos o Brasil possuía 9,8% das florestas mundiais. Hoje o país detém 28,3%;

2 - A Europa sem a Rússia, detinha mais de 7% das florestas do planeta e hoje tem apenas 0,1%;

3 - A África possuía quase 11% e agora tem 3,4%;

4 - A Ásia já deteve 23,6%, agora possui 5,5% e segue desmatando;

5 - Se o desflorestamento mundial prosseguir no ritmo atual, o Brasil - por ser um dos que menos desmatou - deverá deter, em breve, quase metade das florestas primárias do planeta. O paradoxo é que ao invés de ser reconhecido pelo seu histórico de preservação florestal, o País é severamente criticado pelos campeões do desmatamento e alijado da própria memória.

O estudo da Embrapa indica que apesar do desmatamento dos últimos anos mantemos 69% de nossas florestas primitivas, não criamos desertos e nos tornamos um dos líderes da produção agrícola mundial, implantando com continuados avanços técnicos uma agricultura e pecuária moderna além das áreas ocupadas com produtivos reflorestamentos de café, laranja, eucalipto, seringa, etc.

Posto isto, lembremos que o Brasil possui uma área total de 851 milhões de hectares utilizando para o agronegócio 282 milhões de hectares, ou seja, um terço da área e tem 463 milhões de hectares (54%) onde não se pode plantar por estarem ocupados com a floresta amazônica, reservas legais, centros urbanos, rios, alagados, estradas e outras destinações.

Então fica a questão: Será um mero acaso que levantamentos de organizações ambientais queiram imputar a três das maiores indústrias frigoríficas brasileiras a culpa por desmatamentos que foram realizados ao longo do tempo e que contaram com incentivos do próprio governo na busca de garantir a propriedade e estabelecer programas de desenvolvimento para uma área que ocupa mais de 40% do nosso território e apresenta a mais baixa densidade demográfica do mundo?

Entendo que este tipo de denúncia nada constrói. Ao contrário, destrói a imagem, frustra a expectativa e desestimula o empreendimento nacional em região que clama por programas de pesquisa científica e por projetos que oportunizem desenvolvimento social e econômico aliado as modernas técnicas de proteção ambiental.

Ao governo brasileiro compete a defesa de nossa indústria, de nossa produção, de nosso território e, é inadmissível que aceite a contínua prática de agentes internacionais que definem como criminoso qualquer projeto no Norte brasileiro até que se prove o contrário.

Não negamos que haja muito a ser feito e a melhorar, mas daí a denegrir genericamente processos e indústrias legalmente constituídas é uma incoerência desmedida e inaceitável. Não somos cegos, sabemos que num país com dimensões continentais e grandes desafios sociais, econômicos e ambientais ainda falta muito para que o "made in Brazil" alcance o conceito de bom e desejável.

Mas o momento é de reflexão crítica e o País está fazendo sua parte. Não existem mudanças boas ou más, somos nós que percebemos se são ou não são favoráveis. É o equilíbrio na balança dos parâmetros biológicos, econômicos e sociais que definirá a eficiência de nossa produção pecuária. E, no momento atual, diversos indicadores confiáveis que avaliam a bovinocultura brasileira demonstram que ganhamos produtividade, eficiência e conquistamos mercados para nossos produtos embora, sem trégua, sejamos alvo preferencial dos suspeitos interesses de algumas organizações não governamentais que tem como mote quebrar a confiança, provocar medo, retração e paralisar investimentos que promovam nosso desenvolvimento, nossa competitividade e nossa independência.

Agora é hora de fazer escolhas, pois a mesa está sendo posta. Ou aceitamos passivamente as ardilosas e estigmatizantes associações que se vêm criando entre pecuária e Amazônia, ou oferecemos novas premissas que possibilitem uma nova percepção e, portanto, uma nova realidade.

* José Luiz Martins Costa Kessler, Engenheiro agrônomo, consultor independente para projetos agropecuários e pecuarista no RS.

terça-feira, junho 30, 2009

IPI reduzido aquece a economia

A decisão do governo federal em prorrogar o prazo de isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos, linha branca e materiais de construção é acertada. Avaliação é de José Raimundo Barreto Trindade, secretário da Fazenda do Pará, ao comentar a medida anticrise em busca o reaquecimento da economia no segundo semestre. Repetiu a lógica de que o crescimento nas vendas eleva, automaticamente, a arrecadação do ICMS, principal imposto estadual, aumentando a arrecadação própria do Estado.

Por outro lado, alerta Trindade, a prorrogação da isenção do IPI provoca a queda nos repasses do Fundo de Participação do Estado (FPE), que somente este ano já caiu 6,5% nos quatro primeiros meses, em comparação ao mesmo período do ano passado, o equivalente a R$ 70 milhões.

A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) informa o valor dos repasses do FPE a cada bimestre, portanto, hoje, não é possível avaliar a possível perda que o Estado terá com a medida. “É muito cedo para estimar valores de queda”, afirmou.

As expectativas da STN são de igualar os repasses deste ano aos do ano passado, ou seja, garantir o crescimento nominal dos repasses.

Isto seria possível com um crescimento dos repasses no segundo semestre. Neste primeiro semestre os repasses do FPE sofreram quedas em termos nominais.


Fonte: Assessoria Comunicação SEFA

Coexistência pacífica

Cenas do interior do Brasil: garotos brincando de nada numa ponta de praia formada no eixo de um lago do Araguaia.

No meio da festa, dois cães observam o frege.

O primeiro, coadjuvante passivo, gosta do que vê. O segundo cachorro, alheio à algazarra, mata a sede em águas calmas.

Ao fundo, casas simples abrigam habitantes da pequena vila do Caroço, perto de Pontão.

Casas em ribanceiras do rio que passa à direita, farejando o mar.

Quando o verão chega, tudo vira graça nas beiradas do Araguaia.

"Coronel Anuar" ataca

Comentarista do blog informa que a situação em Canaã dos Carajás está cada dia pior. Na segunda-feira (29), professores da rede municipal de educação realizaram passeata pacífica pelo centro comercial exigindo o pagamento de salários atrasados - incluindo o décimo terceiro de 2008. A passeata terminou na porta da residência do prefeito Anuar Alves (PDT), que pra não perder o estilo recebeu os servidores no berro – literalmente.

Das mãos de uma professora, Anuar arrancou-lhe o microfone, arremessando-o ao chão, ordenando, em seguida, aos seguranças particulares, que acabassem com a manifestação.

Não deu outra: com farta distribuição de socos e pontapés os desassistidos servidores foram colocados pra correr, ao som de disparos de armas de fogo e muitos gritos.

Alguns educadores saíram feridos do entrevero.

O bagaço tem BO registrado na Delegacia de Polícia.

Fato relevante:
Aonde Ministério Público e o Judiciário deveriam meter o bedelho para estancar as bandalheiras de um prefeito que responde por acusações antigas de todo tipo de safadeza, escancarando agora desmoralização geral -, nenhuma palha é movida.

Fazem vista grossa a esses desmandos.

Preferem determinar contra-ordens aos Executivos estadual e municipais a intervenções que são, constitucionalmente, exclusivas destes – desestabilizando a organização jurídica da democracia em que a sua essência, como sistema político, reside na separação e independência dos poderes fundamentais do Estado.

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atualização às 21:08

Blog publica nesta quarta-feira, 01, esclarecimentos da Prefeitura de Canaã dos Carajás a respeito dos atritos entre educadores e o prefeito Anuar Alves.

No meio da arena

André Farias não refugou diante do considerável público participante do XII Encontro Paraense de Geografia, realizado domingo, 28, no auditório do Centro Universitário de Parauapebas. Encarou na boa o debate sobre a criação do Estado do Carajás, defendendo com argumentos técnicos a manutenção territorial do Pará. Foi incisivo ao apontar a falta de políticas públicas como fonte de origem da ideia separatista, fato que tem empurrado o governo Ana Júlia a consolidar as doze regiões de integração “em substituição ao modelo de governo que tratava a política regional em bases setoriais”.

O secretário Estadual de Integração Regional encarou o debate com performance convincente.

A Vigarice do Greenpeace

Título acima é de artigo do engenheiro agrônomo Fernando Sampaio, enviado a este blog com pedido de publicação. A seguir, na íntegra:


No dia seguinte à divulgação do relatório do Greenpeace sobre o desmatamento na Amazônia, fui acordado logo cedo por telefonemas e mensagens que chegavam da Holanda me perguntado se a carne que eles estavam comprando por lá vinha de áreas de floresta desmatada.
Expliquei que a carne que ia para a Europa vinha de fazendas da lista Trace, aprovadas no sistema ERAS de rastreabilidade e inspecionadas pelo Ministério da Agricultura. Passei as três horas seguintes marcando em um mapa todos os municípios o Brasil onde se encontravam as propriedades da lista Trace. A imensa maioria está em Minas Gerais, Goiás e no sul do Mato Grosso, a 1000 km da Amazônia. O mais perto dali que a lista chegava eram duas fazendas em Alta Floresta, MT. Mandei o mapa e depois me mandaram de volta perguntando onde era a Amazônia.
O moral da história é que por mais ignorante da realidade brasileira que o mercado externo seja, a questão do desmatamento tornou-se um ponto extremamente sensível na comercialização do produto brasileiro, tanto lá como cá, e isso é o fruto da militância ambiental ativa.
O problema é que o Greenpeace colocou bons e maus produtores no mesmo saco, tratando todos como vigaristas, para usar o termo escolhido pelo Ministro Minc, e hoje existem produtores impedidos de comercializar o fruto do seu trabalho pelo Ministério Público.
Na sexta-feira passada (dia 19/6), um encontro durante a Feicorte reuniu produtores rurais da região Amazônica, profissionais do setor agropecuário, representantes de associações de classe e membros do poder público, como os deputados federais Moreira Mendes e Abelardo Lupion, dois raros parlamentares efetivamente interessados no desenvolvimento do país. A idéia era coordenar uma resposta do setor ao absurdo da situação.
No meu ponto de vista, a mensagem que os deputados deveriam levar a Brasília tem dois ângulos essenciais.
O primeiro é que o Greenpeace, e outras organizações semelhantes, estão ignorando séculos de história de ocupação da Amazônia, uma história que começa com os colonizadores portugueses. Não é à toa que as calhas dos rios Amazonas, Tapajós, Xingu e Tocantins são o berço de cidades como Belém, Santarém, Monte Alegre, Óbidos e Aveiro, todos nomes de cidades portuguesas dados por ordem do Marquês de Pombal no século XVIII.
Mais recentemente, ignoram décadas de esforços do governo brasileiro em desenvolver a região, especialmente no período militar.
EXEMPLOS DE FAMÍLIA
Meu pai esteve em Alta Floresta nos anos 70. Trabalhando como agrônomo, ajudou a plantar mais de 200.000 pés de café e 50.000 pés de cacau na região, e haviamentão projetos para uma expansão muito maior da agricultura ali naquela fronteira.
Nos anos 80 esteve em Conceição do Araguaia, no Sul do Pará, abrindo fazendas, levando progresso e desenvolvimento à região.
Como ele, muitos outros foram incentivados pelo governo a ocupar terras na floresta.
Todos esses capítulos da história do país são sumariamente ignorados por ambientalistas, que nos dizem hoje que são todos vigaristas e bandidos.
Ao comentar uma cena do filme O Aviador, em que Howard Hughes desbanca Katheryn Hepburn dizendo “Quem você pensa que é?! Você não passa de uma atriz!”, João Pereira Coutinho diz ter chorado de nostalgia de um tempo onde celebridades não eram a encarnação suprema do bem e da verdade.
Pois alguém precisa dizer ao Greenpeace e outros similares e genéricos: “Quem você pensa que é, você não passa de uma ONG!”.
Querem contribuir com o debate para estudar uma solução inteligente e racional ao problema, sejam bem vindos. Querem que o país adote a sua pauta preservacionista como verdade universal, transformando a Amazônia em um zoológico gigante, vão catar coquinho.
Pode ser tarde demais, mas é preciso que a oposição evite que o Ministério Público, o Ibama, o Ministério do Meio Ambiente sejam aparelhados por essas organizações como o MST aparelhou o Incra e o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Aliás o Greenpeace parece ter esquecido que o Incra apareceu como o maior desmatador do Brasil no ano passado. Como o Dr. Gianetti da Abiec disse, o Greenpeace não tem o monopólio da verdade sobre o assunto.
O Poder Público não pode ser pautado pelo que o Greenpeace quer, porque o que eles querem é irreal e é irresponsável. O Poder Público tem sim um compromisso com a preservação ambiental e com o desenvolvimento sustentável, mas tem um compromisso maior ainda com as vidas de 30 milhões de brasileiros que vivem na região, cujas famílias garantiram que todo aquele território fizesse hoje parte do país.
E aí vem o segundo ponto crucial que precisa ser levado ao Congresso. Existem hoje mais de 10 mil ONG’s atuando só na Amazônia. Quem é essa gente? O que eles querem? Quem os financia? Quais as reais intenções dessas organizações?
AMPLIANDO A DISCUSSÃO
Na quinta-feira antes de embarcar de Campo Grande para a Feicorte, a notícia no jornal da noite era: “Polícia Federal prende três americanos e dois brasileiros fazendo prospecção de minério em uma reserva ambiental no Pantanal.”
Lembrem-se do que disse o general Augusto Heleno. Lembrem-se do que disse Orlando Villas Boas há trinta anos, quando avisou que essas organizações estavam levando lideranças indígenas para a Europa e os Estados Unidos, e que um dia iriam voltar e reclamar territórios independentes no Brasil.
A discussão vai muito além da derrubada de árvores. Trata-se da preservação do território nacional. Um território conquistado e mantido por gente que gosta de trabalhar, e não por vigaristas ambientais.
Produtores rurais têm a mania de dizer que a classe é desunida. Não é verdade. Neste exato momento estamos todos em perfeita sintonia, pensando a mesma coisa. Existe gente muito competente trabalhando na definição do que é uma pecuária sustentável, e de como implantá-la.. As organizações de classe como a CNA, a Sociedade Rural e os Sindicatos Rurais estão aí para repassarem essas informações aos produtores. O que temos é que perder o medo, e não nos deixarmos intimidar pela militância ideologicamente cega dos xiitas do meio ambiente.

* Fernando Sampaio - engenheiro agrônomo formado pela ESALQ/USP, especialista em mercado de carnes pela ESA Angers. Pensador em tempo integral, cronista nas horas vagas.

domingo, junho 28, 2009

Micro-scraps do Glauco

Quatro tweets (mensagens) do Glauco Lima, na noite de sábado, mediram o grau de sofrimento do bicolor publicitário, acompanhando a transmissão de Paysandu 2 X 3 Luverdense.

Quando o Papão fez 2 X O, empolgado, Lima mandou o primeiro update:

- 2 x 0 bicola.

Minutos depois, meu amigo esmorece:

- bicola 2 x 1 luver

Intervalo da partida, e Glauco sapeca mais um update:

- final de primeiro tempo: bicola 2 x 1 lucas do rio verde

No segundo tempo, veio o empate:

- ridículo o time q abre mao de jogar: lucas empatou


Acho que o próximo update já vinha carregado com a dor do desempate, Papão perdendo:

- muito ruim este time do paysandu. um dos piores dos ultimos 30 anos