sábado, maio 19, 2007
Arquitetura do roubo
O todo-poderoso Zuleido Soares, dono da agora conhecida Construtora Gautama, esteve pelo menos três vezes em Belém durante o mês de março. Permaneceu na cidade um dia inteiro na primeira viagem, enquanto nas duas outras chegou no inicio da noite e viajou na manha seguinte, hospedado na casa de um político com mandato. A fonte é incisiva em afirmar que o cabeça do esquema de corrupção descoberto pela PF na cauda da Operação Navalha, em solo belemita, recebeu detalhada informação das obras do PAC anunciadas para o Pará. É bem provável que a Polícia Federal tenha monitorado todos os passos de Zuleido em Belém, bem como seus contatos com o deputado federal anfitrião.
Incêndio ainda por vir
Consta que no calhamaço de dados descobertos pela PF durante as 84 operações de busca e apreensão nos escritórios da Guatama teria sido descoberto o envolvimento de políticos do Pará. Os dados são triglicerina pura com potencial para fazer explodir de vez o que resta de respeito ao Congresso Nacional. No caso do Pará, existe a possibilidade de influente parlamentar estar no olho do furacão. A PF pode ter obtido algo bem mais importante do que as 46 prisões realizadas até agora.
Aguardemos entâo pra ver se há ou não confirmação disso tudo.
Aguardemos entâo pra ver se há ou não confirmação disso tudo.
Agenda do crime
Se a polícia apertar, o fazendeiro Joaquim Gonçalves Montes (Joaquim "do Tato") pode perfeitamente revelar nomes e endereços dos pistoleiros à serviço do crime organizado residentes no Sul e Sudeste do Estado. Quem informa é um repórter voluntário deste poster, fonte de altíssima credibilidade. Joaquim "do Tato" foi um dos idealizadores e financiador da morte do vereador Gerson Elísio Cristo (PT), em 7 de outubro do ano passado, em São Felix do Xingu.
Programa social
O PAC destinará a Marabá R$ 50 milhões para obras de saneamento (esgoto, água encanada) e habitação. Durante audiência com Dilma Roussef, o prefeito de Marabá Sebastião Miranda (PTB) tomou conhecimento do volume do investimento e tem prazo agora para apresentar projetos soplicitados.
Pega geral
Não se fala em outra coisa nas rodadas políticas. O zumzumzum aumentou ao final da tarde de ontem, sexta-feira: uma capital nordestina pode ser o próximo palco da PF. Os alvos são personagens da política daquele estado. Desta vez, talvez falte realmente cadeia para se colocar outra leva de bandidos da elite política local. O blog não revela o nome do principal suspeito para não criar embaraços à operação. Mas o cara faz parte do governo Lula. Caso não se concretizem as buscas e apreensões programadas, o nome do peixão graúdo será trazido à baila - logicamente na condição de suspeito. Número de prisões? Em torno de 73 pessoas.
sexta-feira, maio 18, 2007
Wilson na vitrola & Codornas
Este blog voltará a ser atualizado somente a partir das 15 horas. O poster segue para Belém, depois de intensa quinta-feira na capital do país. A temperatura aqui em Brasília está dentro daquela situação que chamamos de "ideal", variando entre 20 e 25 graus. Dá pra usar blaser confortavelmente. Na mochila, levo o CD "Telefone é muito pouco..." -, de Wilson Bola, cantor e compositor marabaense enraizado nos estilos Soul/Jazz/Bossa Nova/Reggae com voz parecida com a de Ed Motta. O rapaz possui reconhecida carreira regional, com presença garantida nas exigentes noites de bom gosto brasiliense. O bicho.
CD foi presente do Val André que se fez de cicerone aqui do blogueiro -, gentleman na maior expressão da palavra. Ao lado dele, deu para percorrer os Corredores do Poder e viver um pouquinho a noite gostosa no agradável Bar do Mané, amparados por “algumas” geladinhas e muita codorna frita. Barbaridade!
CD foi presente do Val André que se fez de cicerone aqui do blogueiro -, gentleman na maior expressão da palavra. Ao lado dele, deu para percorrer os Corredores do Poder e viver um pouquinho a noite gostosa no agradável Bar do Mané, amparados por “algumas” geladinhas e muita codorna frita. Barbaridade!
Traição e ameaças
Foi tenso o encontro de representantes dos agricultores da região Apyterewa, localizada em São Félix do Xingu, no Ministério da Jutiça, em Brasília. O deputado Asdrubal Bentes (PMDB), bastante irritado, acusou o governo de "trair compromissos assumidos com os movimentos sociais e de estimular o conflito que já deveria ter sido solucionado caso fossem respeitados os acertos acordados anteriormente". Denimar Rodrigues, prefeito de São Félix, fez relato da situação de pré-guerra entre brancos e os 150 Parakanã, apontando Benigno Marques como responsável pelo agravamento do conflito. Ele vem a ser o administrador local da Funai.
quinta-feira, maio 17, 2007
Ipea apresenta estudos
Terminou às 13 horas a apresentação dos estudos sócioeconômicos de viabilidade dos estados de Carajás, Tapajós e Pará remanescente, realizado no auditório do Ipea (Instituto de Pesquisa e Estudos Aplicados), em Brasília (foto). O diretor de Estudos Regional e Urbano, José Aroldo Mota, expôs durante duas horas os dados levantados pela sua equipe do Ipea,diante dos deputados federais Giovanni Queiroz (PDT), Asdrubal Bentes, Zequinha Marinho (PMDB), e Lira Maia (DEM), além de representantes da deputada Bel Mesquita e do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). Demais deputados da bancada paraense não se fizeram presentes e nem mandaram representantes - apesar de convidados.
Simulação de indicadores
Em todas simulações dos indicadores analisados (Orçamento, Renda Per Capita, Mortalidade Infantil, Infra-Estrutura Social, PIB, FPM, etc), a potencialidade dos três estados fica evidenciada. O estado do Pará remanescente, no entanto, se diferencia positivamente à frente dos outros em quase todos os indicadores, numa prova do acúmulo da grande concentração de renda e de investimentos na Região Metropolitana. Aroldo Mota chegou a revelar ter identificado nos dados extraídos do Estado do Pará atual situação parecida aos estudos feitos em 1985, quando ele próprio realizou estudos da viabilidade da divisão territorial do Goiás. "O Norte do Goiás, onde se criou o Estado do Tocantins, recebia poucos investimentos do governo, mas seu nível de pobreza era infinitamente superior ao das regiões do Sul, Sudeste e Oeste do Pará", enfatizou.
Moderna tecnologia
O Ipea utilizou dados extraídos do IBGE, Secretaria do Tesouro Nacional, Caixa Econômica Federal e de outras instituções. Ao destacar a região Sul/Sudeste, os números da economia regional são baseados no censo de 2000, quando não estava consolidado ainda o Distrito Industrial de Marabá e grande parte dos investimentos da Companhia Vale do Rio Doce na área. Para a realização do trabalho, os técnicos lançaram mãos da mais moderna tecnologia disponível, inclusive sua estrutura de georeferenciamento. "Realizamos um estudo de alto nível que nos permite agora ter em mãos material rico e que pode ser explorado de várias formas", explicou o diretor do instituto. Um dos aspectos interessantes observados na exposição do trabalho é que não se constata descompasso dos indicadores analisados, entre os três novos estados sugeridos.
Transparência
José Aroldo Mota deixou bem claro, ao começar sua exposição, de que por força constitucional e necessidade de manter postura impessoal diante de estudos que envolvem criação de novos estados, cuja palavra final cabe o Congresso Nacional, ele nao faria qualquer pronunciamento conclusivo a respeito. Todavia, se colocava a disposição para tornar mais transparente possível o resultado do trabalho. Ao final da exposição, os deputados Giovanni Queiroz e Wandenkolk Gonçalves convidaram o diretor do Ipea a percorrer algumas cidades do Pará com objetivo de divulgar o material. A partir de agora, os parlamentares federais realizarão encontros na Fiepa, Associação Comercial do Pará, Universidade Federal do Pará, e em outras entidades, para a apresentação dos estudos a fim de que a sociedade paraense tome conhecimento dos números reais da proposta de criação das três novas unidades da federação.
Racionalidade
Terminada a exposição de Aroldo Mota, os deputados Wandenkolk Gonçalves, Asdrubal Bentes, Lira Maia, Giovanni Queiroz e Zequinha Marinho (na foto, aparecem em primeiro plano), disseram que agora podem municiar a sociedade com as informações necesssárias ao debate racional da questão. "Acabou-se o tempo das bravatas e de querer convencer este ou aquele setor desfraldando ou rasgando bandeiras. Os números são irrefutáveis" , comemorou Lira Maia, para quem os estudos comprovam que o Oeste do Pará é a região do Estado que menos recebe benefícios dos governos.Wandenkolk Gonçalves considera importante marcar reuniões com a Fiepa e demais setores produtivos de Belém com intuito de apresentar o trabalho do Ipea. "A credibilidade do intituto não deixará margens para que esses números não sejam vistos com seriedade", disse.
Crítico antigo à estratégia de fazer apologia favorável a este ou aquele estado "na base do gogó", Asdrubal Bentes comemorou a conclusão dos estudos. "Acredito que agora poderemos encontrar aliados até onde jamais se pensaria, porque os dados são claros e idôneos. Quem conhece o Ipea sabe que o documento agora entregue aos parlamentares do Pará é estudo sério", disse.
Planejamento
Deputado Giovanni Queiroz (Foto, ao lado de Aroldo Mota e deste poster), a quem coube a tarefa de coordenar os contatos com o Ipea, pretende anexar aos estudos concluídos, amplo levantamento de dados econômicos comparativos com a evolução do PIB de alguns estados, entre eles, Goiás e Mato Grosso - antes e depois de divididos -, Minas Gerais, Paraná e outros. Objetivo é mostrar os índices de crescimento daqueles estados divididos em relação aos mais desenvolvidos do país - pegando-se a média anual do PIB do país. "Esses dados, além de conclusivos, desmontam qualquer tipo de oposição sistemática a tese de criação de novas unidades da Federação", explica o deputado, que deverá partir agora, juntamente com o restante da bancada do Sul e Oeste, para a elaboração de planejamento das ações do movimento a nivel estadual.
Comissão apartidária
Val André, assessor do deputado Giovanni Queiroz, repassa informação de que a partir do momento em que o Ipea fez a entrega dos estudos de viabilidade socioeconômica, "será afinado o discurso do que os dados revelaram com objetivo de se formatar a postura a ser adotada pelos entes políticos interessados na criação das três novas unidades, culminando com a formação da comissão de trabalho". Segundo Val, o deputado Giovanni faz questão de destacar que a comissão a ser criada é apartidária.
Evolução comparativa
O blog oferece agora um aperitivo aos nossos queridos economistas e demais estudiosos de números cruciais da vida de um país. Peguemos o ano de graça de 1975, quando ocorreu a divisão territorial do Estado de Matogrosso:
1- Usando preços constantes do ano 2000, o IBGE mostra que o PIB do Brasil, naquele ano de 75, foi de R$ 446 bilhões (números redondos). Em 2004, esse PIB subiu para R$ 1, 2 trilhão (números redondos), num crescimento de 269,10%;
2- Nesse mesmo período, em 1975, o PIB do Pará foi de R$ 4,6 bilhões, elevando-se para R$ 23,225 bilhões em 2004. Crescimento de 408,07%;
3- O PIB do Paraná em 1975 foi de R$ 29,249 bilhões. Em 2004, pulou para R$ 73,826 bilhões. ou seja, aumento de 252,41%;
4- Em 1975, o Estado de Minas Gerais experimentou PIB de R$ 37,614 bilhões. Trinta anos depois, seu Produto Interno Bruto esticou para R$ 113,143 bilhões. Gordura a mais de 300,79%;
5- No ano de criação do Estado do Matogrosso do Sul, o estado remanescente Mato Grosso teve um PIB de R$ 5,420 bilhões. Em 2004, o PIB deste estado subiu para R$ 18,974 bilhões. Aumento de 350,03%
Somando-se ao PIB de Matogrosso do Sul, também em 2004, que foi de R$ 13,553 bilhões -, o total dos dois Estados depois de divididos elevou-se para R$ 32.526 bilhões. Ou seja, extraordiários 600,04% -, enquanto o PIB do Brasil estava em 269,10%.
1- Usando preços constantes do ano 2000, o IBGE mostra que o PIB do Brasil, naquele ano de 75, foi de R$ 446 bilhões (números redondos). Em 2004, esse PIB subiu para R$ 1, 2 trilhão (números redondos), num crescimento de 269,10%;
2- Nesse mesmo período, em 1975, o PIB do Pará foi de R$ 4,6 bilhões, elevando-se para R$ 23,225 bilhões em 2004. Crescimento de 408,07%;
3- O PIB do Paraná em 1975 foi de R$ 29,249 bilhões. Em 2004, pulou para R$ 73,826 bilhões. ou seja, aumento de 252,41%;
4- Em 1975, o Estado de Minas Gerais experimentou PIB de R$ 37,614 bilhões. Trinta anos depois, seu Produto Interno Bruto esticou para R$ 113,143 bilhões. Gordura a mais de 300,79%;
5- No ano de criação do Estado do Matogrosso do Sul, o estado remanescente Mato Grosso teve um PIB de R$ 5,420 bilhões. Em 2004, o PIB deste estado subiu para R$ 18,974 bilhões. Aumento de 350,03%
Somando-se ao PIB de Matogrosso do Sul, também em 2004, que foi de R$ 13,553 bilhões -, o total dos dois Estados depois de divididos elevou-se para R$ 32.526 bilhões. Ou seja, extraordiários 600,04% -, enquanto o PIB do Brasil estava em 269,10%.
Evolução comparativa - 2
Usemos agora dados de PIB a partir do ano de 1988, quando foi criado o Estado do Tocantins:
1- Em 1988, o PIB do Brasil (sempre dados do IBGE com preços constantes do ano 2000) foi de R$ 890,405 bilhões. Em 2004, como pode ser conferido no post acima, o PIB do país atingiu R$ 1,2 trilhão. Nesse período, de 1988 a 2004, houve incremento de 34,75% do PIB nacional;
2- O Estado do Pará, naquele ano de 1988, teve um Produto Interno Bruto de R$ 14,998 bilhões, elevando-se para R$ 23,225 bilhões em 2004. Ou seja, 54,85% de aumento no período;
3- O PIB do Paraná em 1988 foi de R$ 52,551 bilhões. Saltou para R$ 73,827 bilhões, em 2004. Crescimento de 40,48%;
4- Minas Gerais somou R$ 86,050 bilhões, em 1988, engrossando para R$ 113,143 bilhões em 2004. Aumento de 31,49%.
5- No ano da criação do Estado do Tocantins, em 1988, o estado-mãe, Goiás, somou R$ 15,513 bilhões. Em 2004, esse Produto Interno Bruto elevou-se para R$ 28,062 bilhões. Crescimento de 80,89%
Somando-se o PIB do Estado de Tocantins em 2004, que foi de R$ 3,239 bilhões, com o de Goiás, neste mesmo ano, as duas novas unidades da Federação tiveram um PIB de R$ 31,230 bilhões. Um crescimento de 101,77% - enquanto o PIB do Brasil no período de 1988 a 2004 cresceu 34,75%.
1- Em 1988, o PIB do Brasil (sempre dados do IBGE com preços constantes do ano 2000) foi de R$ 890,405 bilhões. Em 2004, como pode ser conferido no post acima, o PIB do país atingiu R$ 1,2 trilhão. Nesse período, de 1988 a 2004, houve incremento de 34,75% do PIB nacional;
2- O Estado do Pará, naquele ano de 1988, teve um Produto Interno Bruto de R$ 14,998 bilhões, elevando-se para R$ 23,225 bilhões em 2004. Ou seja, 54,85% de aumento no período;
3- O PIB do Paraná em 1988 foi de R$ 52,551 bilhões. Saltou para R$ 73,827 bilhões, em 2004. Crescimento de 40,48%;
4- Minas Gerais somou R$ 86,050 bilhões, em 1988, engrossando para R$ 113,143 bilhões em 2004. Aumento de 31,49%.
5- No ano da criação do Estado do Tocantins, em 1988, o estado-mãe, Goiás, somou R$ 15,513 bilhões. Em 2004, esse Produto Interno Bruto elevou-se para R$ 28,062 bilhões. Crescimento de 80,89%
Somando-se o PIB do Estado de Tocantins em 2004, que foi de R$ 3,239 bilhões, com o de Goiás, neste mesmo ano, as duas novas unidades da Federação tiveram um PIB de R$ 31,230 bilhões. Um crescimento de 101,77% - enquanto o PIB do Brasil no período de 1988 a 2004 cresceu 34,75%.
Até mais ver
Logo mais, às 10 horas, este poster estará na sede do Ipea, em Brasília, registrando a entrega dos estudos de viabilidade socioeconômica dos projetados Estados de Carajás, Tapajós e Pará remanescente. Atualização do blog, depois do meio-dia.
Parmalat
O investimento que a Parmalat anunciou pretende aplicar em Paruapebas na montagem de uma estrutura industrial pode provocar o fechamento, no futuro, de pequenos laticínios existentes no corredor de Carajás. Quem alerta é Antonio Sabino Filho, advogado de uma micro empresa produtora de queijo , ao analisar os critérios de atuação no mercado da multinacional italiana. “Eles vão praticar concorrência desleal na compra do leite, deixando os pequenos na rua da amargura”. De Canaã a Eldorado são mais de 30 pequenos laticínios produzindo queijo que é exportado para o Nordeste.
Distrito Pebas
Se depender mesmo das organizações ambientais o prefeito Darci Lermen dificilmente montará o Distrito Industrial do município, conforme antecipei na coluna que publico terça e sexta no Diário do Pará. As ONGs que já se organizam para peitar as pretensões da prefeitura de Parauapebas sustentam que não existe nenhuma liberação oficial do EIA-Rima do DI. “Se disserem que existe, não tem amparo jurídico porque não registramos a realização de nenhuma audiência pública naquela região para discutir a questão ambiental desse projeto de caráter politiqueiro do prefeito”, alveja militante de uma Não-Governamental.
Projetos pessoais
O blog recebeu e-mail de uma ONGs, cujo nome será publicado a partir da reunião que os ambientalistas pretendem fazer com diversas outras instituições, acusando Darci Lermen de “irresponsável ao lançar oficialmente o Distrito Industrial, que está sendo erguido nas imediações do maior Cinturão Verde do Sul do Pará sem se preocupar com os danos irreparáveis a serem praticados às nascentes de igarapés, córregos e rios próximos”. Segundo os ambientalistas, “o prefeito deu partida para a sua campanha de reeleição, sem se importar com os pró e contras das atitudes que toma ao seu bel prazer”.
Atiçando ciúmes
Deputado João Salame (PPS) revelou surpreendente organização profissional ao espalhar pela cidade dezenas de outdoors com mensagens positivas saudando o PTP (Planejamento Territorial Participativo) e farta distribuição de folder prestando contas do que tem feito na Assembléia e com propostas de metas a cumprir no campo legislativo. Dizem que a militância da deputada Bernadete Caten (PT) teria acusado golpe ao sair pela cidade criticando abertamente o modus operandi de Salame. A pré-campanha à prefeitura de Marabá que dificilmente contará com a participação da deputada-candidata, a se confirmarem sua inelegibilidade por condenação da Justiça Federal, nem bem aqueceu, e as picuinhas já se alastram.
Esvaziamento a caminho
Importante político da região, ex-deputado estadual, detectou movimentos na prefeitura de Parauapebas com objetivo de esvaziar economicamente o município de Canaã dos Carajás. Diz não tardará o momento em que o prefeito do município ficará segurando apenas os passivos que passarão a surgir a partir das estratégias em movimento. Fica esperto, Ribita!
Marketing ambiental
Tasso Azevedo, diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, ao abrir a audiência pública de Açailândia, no Maranhão.
- O Distrito Florestal Sustentável de Carajás não é contra nada. É a favor da natureza.
quarta-feira, maio 16, 2007
Pra repercutir
Este poster fará a cobertura da entrega em Brasília dos estudos de viabilidade socioeconômica dos Estados de Carajás, Tapajós e Pará remanescente, fazendo esforço para registrar quase on line depoimentos de técnicos do IPEA e da classe política. Amanhã, às 10 horas, na sede do Ipea.
Pra acelerar
Com Ana Júlia à frente, os prefeitos de Belém, Marabá, Ananindeua e Santarém, entre outros, encontram-se neste momento em Brasília discutindo nos ministérios a extensão das obras do Programa de Aceleração do Crescimento.
Cofre cheio
O valor exato de recursos em caixa da prefeitura de Marabá é de R$ 20 milhões. Tião Miranda começou a soltar licitações para obras de infra-estrutura a serem realizadas no período de oito meses. Ou seja, até o próximo inverno. Promete revolucionar a cidade. O prefeito tem um objetivo: eleger-se deputado federal com votação histórica e se preparar para disputar o governo do Estado nos próximos anos. Como é jovem, tem espaço para se mover. Precisa apenas absorver molejo político nessa movimentação.
Profissionalização
Descontando de cada associado 0,50 por tonelada de carvão vegetal comercializado, o Sindicato dos Produtores de Carvão Vegetal pretende criar um fundo destinado a financiar a classe no reflorestamento de áreas degradadas. Inicialmente, a entidade visualisa formar uma base financeira da ordem de R$ 200 mil, partindo daí para a aplicação dos investimentos.
Carinho e afeto
Frase do deputado Paulo Rocha (PT), em conversa com empresários:
- Vocês precisam cuidar bem de Marabá. O município vai crescer nos próximos anos bem acima da média nacional.
- Vocês precisam cuidar bem de Marabá. O município vai crescer nos próximos anos bem acima da média nacional.
Canteiros regionais
Os números são do Sindicato das Indústrias de Ferro Gusa do Pará: existem 63 mil hectares de reflorestamento em municípios do Pará, Tocantins e Maranhão e Tocantins. Até 2015, a meta é plantar mais 400 mil hectares.
Evangélicos e Sexo
Repercutiu aqui no blog o post “Hemófobos & Tarados”. Os questionamentos são variados envolvendo principalmente o índice de 90% de casos de abusos supostamente praticados por evangélicos. Este próprio poster é apontado por um dos manifestantes como preconceituoso em relação a forma como abordou o tema. Alguns esclarecimentos:
1- Não tomo partido por qualquer tipo de religião. Minha missão é registrar os fatos como ocorrem. Esta semana mesmo fiz algumas restrições a membros da Igreja Católica contrários ao uso de preservativos no combate a Aids.
2- Entre Deus e o Diabo, prefiro ficar ao lado do primeiro. Só que não reconheço na Terra nenhum preposto suficiente autorizado a falar por Ele, razão maior da minha preferência em procurá-lo pessoalmente, em orações e conversas contritas. E tenho me dado bem com Ele, esses anos todos agindo dessa forma;
3- Certamente, os dados apresentados ao Correio do Tocantins pela psicóloga Gigliola dos Santos não tem caráter científico. Só que no universo de registros do Projeto Colibri, os casos de abuso sexual a menores apontam que 90% deles foram praticados por pessoas evangélicas, inclusive por um pastor;
4- Na leitura do blog, o foco da questão está mais voltado à discussão do falso moralismo evangelizado por alguns obreiros dessas igrejas do que no pressuposto de culpabilidade das instituições religiosas. Não é por ai que se pretende caminhar.
5- O problema existe, foi detectado no bojo de um projeto consolidado no município e que se não apresenta resultados mais dignificantes de redução desse passivo social é por falta de interesse do próprio gestor geral, não muito afeito a contribuir para acabar com essa vergonhosa prática de abuso e de desrespeito aos direito mínimos de crianças e adolescentes.
1- Não tomo partido por qualquer tipo de religião. Minha missão é registrar os fatos como ocorrem. Esta semana mesmo fiz algumas restrições a membros da Igreja Católica contrários ao uso de preservativos no combate a Aids.
2- Entre Deus e o Diabo, prefiro ficar ao lado do primeiro. Só que não reconheço na Terra nenhum preposto suficiente autorizado a falar por Ele, razão maior da minha preferência em procurá-lo pessoalmente, em orações e conversas contritas. E tenho me dado bem com Ele, esses anos todos agindo dessa forma;
3- Certamente, os dados apresentados ao Correio do Tocantins pela psicóloga Gigliola dos Santos não tem caráter científico. Só que no universo de registros do Projeto Colibri, os casos de abuso sexual a menores apontam que 90% deles foram praticados por pessoas evangélicas, inclusive por um pastor;
4- Na leitura do blog, o foco da questão está mais voltado à discussão do falso moralismo evangelizado por alguns obreiros dessas igrejas do que no pressuposto de culpabilidade das instituições religiosas. Não é por ai que se pretende caminhar.
5- O problema existe, foi detectado no bojo de um projeto consolidado no município e que se não apresenta resultados mais dignificantes de redução desse passivo social é por falta de interesse do próprio gestor geral, não muito afeito a contribuir para acabar com essa vergonhosa prática de abuso e de desrespeito aos direito mínimos de crianças e adolescentes.
Ler para entender
Gigliola dos Santos foi bem clara na entrevista concedida ao Correio do Tocantins. O link para a matéria está em algum lugar aí do blog, mas só para refrescar, segue resumo de trechos interessantes do depoimento ao jornal:
1- O Projeto Colibri encontra dificuldades para colocar seus profissionais dentro das igrejas evangélicas com objetivo de realizar palestras e discutir a questão abertamente. “Muitas igrejas não aceitam nosso trabalho”, diz a jovem psicóloga.
2- Todavia, a “psicoterapeuta vê como aspecto positivo nas igrejas evangélicas o fato de não proibirem o uso de preservativo (camisinha) como ocorre na igreja católica”.
O projeto Colibri está preocupado com a questão e já pensa em fazer “um estudo para saber o motivo de tantos casos (de abusos) entre evangélicos;
3- “Às vezes, o abusador passou por um trauma ou foi aliciado na infância e a tendência é reproduzir o ato. Nas igrejas, as pessoas têm a possibilidade de se camuflar, aparentando ser moralmente corretas. Então, neste caso, a religião serve até para amenizar a própria culpa deles”, avalia Giglioga.
1- O Projeto Colibri encontra dificuldades para colocar seus profissionais dentro das igrejas evangélicas com objetivo de realizar palestras e discutir a questão abertamente. “Muitas igrejas não aceitam nosso trabalho”, diz a jovem psicóloga.
2- Todavia, a “psicoterapeuta vê como aspecto positivo nas igrejas evangélicas o fato de não proibirem o uso de preservativo (camisinha) como ocorre na igreja católica”.
O projeto Colibri está preocupado com a questão e já pensa em fazer “um estudo para saber o motivo de tantos casos (de abusos) entre evangélicos;
3- “Às vezes, o abusador passou por um trauma ou foi aliciado na infância e a tendência é reproduzir o ato. Nas igrejas, as pessoas têm a possibilidade de se camuflar, aparentando ser moralmente corretas. Então, neste caso, a religião serve até para amenizar a própria culpa deles”, avalia Giglioga.
terça-feira, maio 15, 2007
Homófobos & Tarados
A edição desta terça-feira (15) do Correio do Tocantins circula com matéria a merecer premiação, dada a coragem da denúncia formulada por uma servidora pública e sensibilidade do jornal em focar com a intensidade que fez a questão de abuso e exploração sexual de menores, uma semana do Dia (18) Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual.
Gigliola dos Santos, psicóloga de um projeto de assistência social da prefeitura de Marabá , abre a boca: 90% dos casos de abusos a menores são praticados por evangélicos, inclusive com citação de um pastor. A excelente reportagem leva assinatura de Joselio Lima. Leia aqui.
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atualizada às 14:42
Único senão: só faltou o Mascarenhas e o Patrick colocarem a matéria como manchete da edição. Como vem merecendo tratamento especial do jornal, o tema do Distrito Florestal Sustentável usado na chamada principal poderia ter ficado em segundo plano. Afinal, não é toda hora que aparece servidor público disposto a colocar a casa em ordem, principalmente ao se propor desmistificar tema de tamanha profundidade. Em todo caso, o CT matou a pau. Parabéns.
Gigliola dos Santos, psicóloga de um projeto de assistência social da prefeitura de Marabá , abre a boca: 90% dos casos de abusos a menores são praticados por evangélicos, inclusive com citação de um pastor. A excelente reportagem leva assinatura de Joselio Lima. Leia aqui.
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atualizada às 14:42
Único senão: só faltou o Mascarenhas e o Patrick colocarem a matéria como manchete da edição. Como vem merecendo tratamento especial do jornal, o tema do Distrito Florestal Sustentável usado na chamada principal poderia ter ficado em segundo plano. Afinal, não é toda hora que aparece servidor público disposto a colocar a casa em ordem, principalmente ao se propor desmistificar tema de tamanha profundidade. Em todo caso, o CT matou a pau. Parabéns.
Alegria eficiente
Val André Mutran resolvendo tudo na assessoria de Giovanni Queiroz. Nas poucas horas em que permaneceu em Marabá ele não parou um minuto, atendendo colegas e conversando muito sobre tudo. Percebi também parece ter rejuvenescido. O clima de Brasília de baixíssima umidade relativa pode estar fazendo bem ao querido amigo. Firme garoto, a vida é bela.
Inferno nos fornos
O clima está pesadíssimo dentro da Cosipar com a demissão sumária de importantes executivos, entre eles, a pessoa responsável pela área de Licenciamento Ambiental, o gerente de Floresta, e o gerente da Usipar, em Barcarena. O primeiro recebeu Aviso sob alegação de que estava prejudicando a imagem da empresa, enquanto o novo profissional contratado para substituir o gerente da Usipar já estaria ameaçado de perder o brevíssimo cargo por ter cometido procedimentos equivocados com danos ao grupo siderúrgico.
Repórter voluntário do blog garantiu ao final da tarde de ontem (14) que Luiz Carlos Monteiro, presidente da estrutura industrial, teria decidido optar pela contratação, a partir de agora, de profissionais na forma de pessoa jurídica. Caminho mais curto para pagar menos encargos e com o direito legal de livrar-se deles mais rapidamente a custo também menor.
Repórter voluntário do blog garantiu ao final da tarde de ontem (14) que Luiz Carlos Monteiro, presidente da estrutura industrial, teria decidido optar pela contratação, a partir de agora, de profissionais na forma de pessoa jurídica. Caminho mais curto para pagar menos encargos e com o direito legal de livrar-se deles mais rapidamente a custo também menor.
Gestão desarticulada
Este poster considera impróprio fazer questionamentos das razões que levam dirigentes a demitir quem quer que seja nas empresas privadas. Isso é problema de fôro privado. Ocorre que a Cosipar se caracterizou por essa instabilidade interna nos postos de decisão. Ali ninguém esquenta cadeira.
Em março de 2008, a usina completa 20 anos em atividade no DI de Marabá e seu histórico na área de gestão registra conflitos internos seguidos de demissões abruptas de executivos. Nesse período, raros superintendentes permaneceram no cargo mais de ano, fato que contribuiu para que a empresa não formasse equipe identificada com a missão do grupo empresarial.
Nos últimos meses, às voltas com problemas referentes às notificações e multas declaradas pelo Ibama, por supostas infrações cometidas ao meio ambiente, a alta direção da Cosipar tem procurado manter em equilíbrio suas atividades produtivas, ao mesmo tempo em que toca a implantação do projeto Usipar, em Barcarena, com investimento previsto de RS$ 700 milhões voltado para se transformar no mais importante do Brasil na área de siderurgia.
Com tantos compromissos assumidos e outros como desafios de futuro, o grupo liderado pelo competente Luiz Carlos Monteiro peca – segundo expert em Cosipar e provavelmente por desarticulação de seus donos -, exatamente naquilo que é o patrimônio principal de qualquer empresa: seu quadro de colaboradores pensantes.
Em março de 2008, a usina completa 20 anos em atividade no DI de Marabá e seu histórico na área de gestão registra conflitos internos seguidos de demissões abruptas de executivos. Nesse período, raros superintendentes permaneceram no cargo mais de ano, fato que contribuiu para que a empresa não formasse equipe identificada com a missão do grupo empresarial.
Nos últimos meses, às voltas com problemas referentes às notificações e multas declaradas pelo Ibama, por supostas infrações cometidas ao meio ambiente, a alta direção da Cosipar tem procurado manter em equilíbrio suas atividades produtivas, ao mesmo tempo em que toca a implantação do projeto Usipar, em Barcarena, com investimento previsto de RS$ 700 milhões voltado para se transformar no mais importante do Brasil na área de siderurgia.
Com tantos compromissos assumidos e outros como desafios de futuro, o grupo liderado pelo competente Luiz Carlos Monteiro peca – segundo expert em Cosipar e provavelmente por desarticulação de seus donos -, exatamente naquilo que é o patrimônio principal de qualquer empresa: seu quadro de colaboradores pensantes.
Regularização fundiária
Os debates na audiência pública realizada nesta segunda-feira, em Marabá, sobre a proposta de criação do Distrito Florestal Sustentável de Carajás pegaram fogo a partir do momento em que se colocou o limite da área de regularização fundiária na faixa de 500 hectares, com foco voltado exclusivamente aos micros e pequenos proprietários. Fazendeiros que tem pendências antigas para a documentação de seus imóveis e os próprios defensores da regularização de posses voltadas para o reflorestamento, gritaram na mesma hora. Ao final, Marcílio Monteiro, secretário de Projetos Estratégicos, e Tasso Azevedo, diretor-geral do Serviços Florestal Brasileiro, assumiram compromisso de fazer gestões no sentido de ampliar o modelo até o limite constitucional de 2.500 hectares.
Expansão do Distrito
Marcílio Monteiro causou surpresa durante sua palestra sobre ordenamento territorial do Pará ao declarar que a governadora Ana Julia defende a extensão da área a ser delimitada para o Distrito Florestal Sustentável. Exatamente como todos queriam, com a inclusão no projeto de mais 18 municípios localizados ao Sul do Estado. A reação do público foi de aplausos a Marcílio.
Avaliação pessoal
Ao se inteirar da proposta de ordenamento territorial do Pará, apresentado em palestra pelo secretário de Projetos Estratégicos, o deputado federal Giovanni Queiroz fez a seguinte declaração:
- Nunca conheci um governador paraense com a visão e sensibilidade dos problemas regionais como Ana Julia.
Monocultura, não!
- Não queiram transformar o assentado em plantador de eucalipto.Apelo acima foi feito, em tom de blague, pelo Coordenador Regional da Fetagri, Francisco de Assis, ao discordar de qualquer proposta embutida no Distrito Florestal Sustentável de transformação dos projetos de assentamentos em atividade de monocultura agrícola. Ele e Chico da Cib, coordenador da Fetraf, concordam em discutir a questão desde que a fruticultura e plantas nativas sejam priorizadas no projeto.
segunda-feira, maio 14, 2007
Extensão do Distrito
O mapa sugerido para discussão daquilo que pode vir a ser o Distrito Florestal Sustentável de Carajás, pegando-se Marabá como referencia, se estende numa extensão de 150 km com formação de raio de 380º. Dentro desse círculo é que se formalizará através de decreto da Presidência da República o DFSC. Nessa configuração geográfica, municípios mais ao Sul do Estado como Redenção, Bannach, Pau D’Arco, Santa Maria das Barreiras, Floresta, Conceição do Araguaia, Santana e muitos outros, estão fora do Distrito. A pressão da classe política e dos empresários, bem como entidades que representam colonos, é para que a área alcançada pelo projeto se estenda até o limite de Matogrosso.
Cique aqui para conhecer o mapa em debate do DFSC.
Cique aqui para conhecer o mapa em debate do DFSC.
A favor do contra
Vinte entidades populares divulgaram nota justificando suas ausências das audiências públicas sobre a criação do Distrito Florestal Sustentável de Carajás alegando que a proposta, assim como já ocorrera no Oeste com a criação do Distrito Florestal da BR-163, não contempla a “discussão aberta e participativa da sociedade”. Entre os signatários do documento estão o MST, CPT, Movimento de Mulheres Camponesas, CIMI, CEPASP, COPSERVIÇOS, SDDH, e diversas cooperativas e associações.
Pela lógica, se todas as entidades que se negaram a participar da audiência, apesar de convidadas, estivessem nos debates, a pressão delas poderia fatalmente obrigar o governo a conceder mais tempo para a discussão das propostas – outro motivo da ausência alegado por elas -, e não apenas quatro audiências públicas em quatro cidades diferentes de três estados.
Pela lógica, se todas as entidades que se negaram a participar da audiência, apesar de convidadas, estivessem nos debates, a pressão delas poderia fatalmente obrigar o governo a conceder mais tempo para a discussão das propostas – outro motivo da ausência alegado por elas -, e não apenas quatro audiências públicas em quatro cidades diferentes de três estados.
Será?!
Iihihihihihihi !!
O Darci Lermen não vai gostar nadinha de ler nota em minha coluna do Diário do Pará, nesta-feira (15). Aborrecimentos para o prefeito de Parauapebas.
O Darci Lermen não vai gostar nadinha de ler nota em minha coluna do Diário do Pará, nesta-feira (15). Aborrecimentos para o prefeito de Parauapebas.
Platéia sonolenta
Quase todos os personagens que se encontravam na primeira audiência sobre a criação do Distrito Florestal de Carajás, inclusive gente do staff de Ana Julia, foram unânimes: muita tímida a proposta exibida pelo governo federal. Tão tímida que não empolgou ninguém. Só lero-lero e repetição de bordões pra encher lingüiça.
Distrito Florestal Carajás
Começa às 13 horas, em Marabá, a plenária que iniciará os debates pela demarcação da área onde ficará situado o Distrito Florestal Sustentável de Carajás. A grande mídia tem dado pouca importância a essa audiência pública fundamental para o desenvolvimento de atividades florestais sustentáveis, sem prejuízo de outras iniciativas existentes.
O potencial previsto de produção de base florestal é extraordinário: área de manejo, 1,5 milhão de hectares. A área disponível para plantio em espaço já desmatado é de 9,6 milhões de hectares. A reserva legal a ser recuperada. 4,8 milhões.
A definição da área onde ficará delimitado o DFSC é o último recurso para se tentar acabar de vez com a destruição da Amazônia, no chamado Corredor de Produção de Ferro-Gusa.
Motivos justos para a grande mídia ter olhos mais atentos para essa questão. Certamente, mais importante do que a cobertura dada à elucidação das mortes dos irmãos Novelino.
O blog acompanhará a plenária.
O potencial previsto de produção de base florestal é extraordinário: área de manejo, 1,5 milhão de hectares. A área disponível para plantio em espaço já desmatado é de 9,6 milhões de hectares. A reserva legal a ser recuperada. 4,8 milhões.
A definição da área onde ficará delimitado o DFSC é o último recurso para se tentar acabar de vez com a destruição da Amazônia, no chamado Corredor de Produção de Ferro-Gusa.
Motivos justos para a grande mídia ter olhos mais atentos para essa questão. Certamente, mais importante do que a cobertura dada à elucidação das mortes dos irmãos Novelino.
O blog acompanhará a plenária.
Tempo sujeito a tempestades
Ana Julia não pretende manter com a Vale do Rio Doce qualquer tipo de relacionamento compadrio. Também não usará bravatas para exigir contrapartidas. A partir do momento em que receber de sua assessoria projeto a ser apresentado à mineradora contendo a ampliação de ações sociais e infraestruturais no Pará, estratégia do Estado será de institucionalizar a relação. Se a CVRD aceitar a proposta de parceria, paz na terra aos homens de boa vontade. Caso contrário, nem o Papa, representante legal de São Pedro na Terra, sabe o que há de vir.
Vergonha paraense
Os doze municípios que integram a Região de Integração Carajás, formada por Bom Jesus do Tocantins, Brejo Grande do Araguaia, Canaã dos Carajás, Curionópolis, Eldorado do Carajás, Marabá, Palestina do Pará, Parauapebas, Piçarra, São Domingo do Araguaia, São Geraldo do Araguaia e São João do Araguaia necessitam recuperar e abrir 49.000 km de estradas vicinais. Esse número foi apresentado pela Fetagri durante a 11ª plenária do PTP realizada em Marabá, causando frisson entre os que defendem a divisão territorial do Pará. Na visão deles, o governo do Estado jamais terá condições de alargar sua presença atendendo pontualmente 143 municípios distribuídos em um território de dimensões continentais.
Raquitismo social
Outros números oficiais apresentados durante a plenária do PTP aqueceram a discussão em torno da divisão territorial. O Pará tem metade de sua população (49,40%) vivendo abaixo da linha da pobreza, ou seja, querendo sustança com metade de salário-mínimo. O déficit habitacional não é menos alarmante: 49,15%.
Quanto à questão da falta de saneamento e distribuição de água potável, os dados são também aterradores: 52,60% das residências paraenses não tem água potável.
Quanto à questão da falta de saneamento e distribuição de água potável, os dados são também aterradores: 52,60% das residências paraenses não tem água potável.
Estelionato educacional
O faz-de-conta da política educacional aplicada durante doze anos no Pará pelos governos tucanos, e que foi responsável por colocar o Estado na triste situação de um dos piores do país – segundo o Ideb -, é exemplificado pelo prefeito de Parauapebas, que antes de entrar na política era educador naquele município.
À falta de professores nas escolas do Estado, conta Darci Lermen, os raros contratados repetiam durante os meses subseqüentes a mesma nota dada no início do ano aos seus alunos. A estratégia visava não prejudicar ainda mais os estudantes que ficavam grande parte do ano sem aula por incapacidade da Seduc de colocar professores nos estabelecimentos educacionais.
Em outras palavras, os professores fingiam que avaliavam seus alunos e estes, por efeito de gravidade, fingiam também aprender alguma coisa.
À falta de professores nas escolas do Estado, conta Darci Lermen, os raros contratados repetiam durante os meses subseqüentes a mesma nota dada no início do ano aos seus alunos. A estratégia visava não prejudicar ainda mais os estudantes que ficavam grande parte do ano sem aula por incapacidade da Seduc de colocar professores nos estabelecimentos educacionais.
Em outras palavras, os professores fingiam que avaliavam seus alunos e estes, por efeito de gravidade, fingiam também aprender alguma coisa.
domingo, maio 13, 2007
Agenda Produtiva
Ao abrir a série de discursos da plenária do PTP, sábado (12), Gilberto Leite, presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá, falou da Agenda Produtiva que ele vem defendendo em nome do desenvolvimento regional. Trechos extraídos pelo blog do discurso de Gilberto:
1- Citou a necessidade de consolidação dos Corredores de Transportes, a serem formados pelo asfaltamento da rodovia Transamazônica, conclusão das eclusas de Tucuruí que forçosamente viabilizará o transporte multi-modal através da Hidrovia Araguaia-Tocantins; ampliação do aeroporto de Marabá e a definição do local e construção do Porto da cidade.
2- Pediu a parceria do governo do Estado na formatação gerencial do Distrito Industrial, fortalecendo-o, ao invés de extingui-lo, como foi decidido ainda no governo de Simão Jatene. “Como podemos falar em verticalização sem Distrito Industrial”, perguntou Gilberto. Na visão dele, o CDI tem que ser ampliado em sua segunda etapa “de maneira a proporcionar uma ocupação industrial racional e harmônica com o meio ambiente, somando-se a uma infra-estrutura de transportes, energia, água, habitação e comunicação”.
3- Defendeu a implantação no DI de um pólo moveleiro, com aplicação de projeto de produção industrial baseado num modelo sustentável e fomentador de renda.
1- Citou a necessidade de consolidação dos Corredores de Transportes, a serem formados pelo asfaltamento da rodovia Transamazônica, conclusão das eclusas de Tucuruí que forçosamente viabilizará o transporte multi-modal através da Hidrovia Araguaia-Tocantins; ampliação do aeroporto de Marabá e a definição do local e construção do Porto da cidade.
2- Pediu a parceria do governo do Estado na formatação gerencial do Distrito Industrial, fortalecendo-o, ao invés de extingui-lo, como foi decidido ainda no governo de Simão Jatene. “Como podemos falar em verticalização sem Distrito Industrial”, perguntou Gilberto. Na visão dele, o CDI tem que ser ampliado em sua segunda etapa “de maneira a proporcionar uma ocupação industrial racional e harmônica com o meio ambiente, somando-se a uma infra-estrutura de transportes, energia, água, habitação e comunicação”.
3- Defendeu a implantação no DI de um pólo moveleiro, com aplicação de projeto de produção industrial baseado num modelo sustentável e fomentador de renda.
Qualificação de mão-de-obra
Gilberto Leite abordou tema que tem preocupado o setor podutivo: carência de mão-de-obra qualificada. Pediu apoio do governo na formaçào de um grande mutirão estimulador da capacitação de profissionais. “A Vale do Rio Doce vai precisar contratar pelo menos 3,8 mil funcionários até o fim deste ano de 2007 se quiser crescer no ritmo planejado. O volume gigantesco de contratação lembra mais a Índia que o Brasil. O problema é que a Vale e outras empresas não encontram gente suficiente para as funções mais básicas, como eletricista, soldador, mecânico, operador ferroviário e técnico de mineração, que representam o grosso das vagas. De novo, nem parece Brasil. No país onde mais de 10% da população economicamente ativa está desempregada, sobram vagas por falta de qualificação”, disse o presidente da ACIM. E arreatou:
- “O problema é grave. E não afeta só a Vale. Todas as empresas regionais têm pressa, precisam fazer contratações e enfrentam o mesmo desafio. Como nesse caso brecar o crescimento significa prejuízo, as empresas decidiram fazer o papel da escola. O governo do Estado precisa entrar nesse processo, estimular o conhecimento".
Joãozinho Malvadeza
Durante plenária do PTP realizada em Marabá, sábado (12), o discurso mais duro foi proferido pelo deputado João Salame (PPS). Olhando para a governadora do Estado, de cara distribuiu o cartão de visita ao declarar ser “racionalmente favorável a criação do Estado de Carajás” por entender estar na divisão territorial do Pará a única forma de espalhar benefícios alcançando todas as comunidades, cada vez mais distanciadas do poder central, em Belém. Comparou o volume de recursos aplicados em obras na capital em detrimento das demandas volumosas registradas no interior. Ana apenas anotava o que Salame expôs.
P i n e l
O prefeito de Aparecida baixou decreto proibindo o uso na cidade de minissaias -, durante o período de quaresma; decretou a lei seca durante a passagem do papa; também assinou decreto proibindo enchentes na cidade; e ameaçou com multas os padres que não usassem batina, para que pudessem ser mais facilmente localizados pelos romeiros e peregrinos.
Entrevistada pela imprensa, a adolescente Débora Arruda, residente em Aparecida, explicou as razões das proibições do alcaide, com uma pergunta: "Você viu o nome dele? Quem pode levar a sério um cara que se chama Zé Louquinho!”
Ah, o piradinho é filiado ao DEM, ex-PFL.
Entrevistada pela imprensa, a adolescente Débora Arruda, residente em Aparecida, explicou as razões das proibições do alcaide, com uma pergunta: "Você viu o nome dele? Quem pode levar a sério um cara que se chama Zé Louquinho!”
Ah, o piradinho é filiado ao DEM, ex-PFL.
O Papa e o Rapa
De Roma, a repórter Valquiria Rey, do UOL, assina excelente matéria sobre as disputas políticas que norteiam decisões importantes da Santa Igreja Católica. Lá dentro como cá fora, a briga fraticida existe do mesmo jeito que se estapeiam as tendências do PT e as politicagens gerais. Tudo, tudo mesmo pela busca de espaço do poder e suas “bondades divinas”. Vale a pena conhecer um pouquinho dessa patifaria. Clique aqui.
Distrito Sustentável
A primeira plenária de audiência pública sobre o Distrito Florestal Sustentável de Carajás, nesta segunda-feira (14) em Marabá, deverá ser travada em torno da extensão do raio demarcatório do distrito. Na configuração idealizada pelo governo, os municípios de Pau D’Arco, Redenção, Conceição, Santa Maria das Barreiras, Santana, entre outros mais ao Sul, estão fora do mapa sugerido. Caravanas de produtores daqueles municípios deverão lotar o auditório brigando por espaço.
Comunicando no interior
Acompanhando Ana Júlia pelo Sul e Sudeste, Fábio de Castro, titular da Coordenadoria de Comunicação Social, deixou excelente impressão com quem conversou, demonstrando simpatia, simplicidade e segurança do projeto que tem na cabeça para desenvolver à frente da CCS. Ao contrário do impávido Nélio Palheta, chefe da coordenadoria no período tucano, que malmente falava com jornalistas do interior, Fábio delimitou importante espaço de atuação junto aos veículos e profissionais do setor. Principalmente em Marabá.
Paz na casa
Se os dois estavam em rota de colisão, a viagem da governadora e seu secretariado a Marabá pontificou o inverso. Ana Júlia e o deputado Paulo Rocha trocaram amabilidades públicas em diversos momentos. Chegando ao ginásio Olímpico depois da governadora, que já se encontrava presidindo os trabalhos, o deputado federal passou direto até o palco onde deu um beijo no rosto de Ana, sentando-se em seguida na ponta da mesa. Por três vezes, Paulo Rocha dirigiu-se a governadora para cochichar ao seu ouvido. Em todas essas oportunidades, ela o tratava com carinho e atenção.
A fotografia
Antes da chegada da governadora ao ginásio Olímpico de Marabá, que já se encontrava com aproximadamente 1.500 pessoas, o cerimonial abriu a plenária do PTP solicitando a presença no palco do secretário Adjunto da Sepof, Luiz Caros Lopes, e do deputado federal Asdrúbal Bentes, para a execução do Hino Nacional. Diversas fotos foram batidas, lá no alto cantando junto com o público, apenas os dois personagens que formaram a chapa derrotada por Tião Miranda na eleição de 2004, e que podem ser ferrenhos adversários na disputa municipal de 2008.
Aliados & Hidrovia
Se Josenir Nascimento for mesmo nomeado para presidir a Companhia das Docas do Pará, secretários do governo do Tocantins pretendem realizar grande festa em Pedro Afonso, cidade onde chegará o primeiro trecho da Hidrovia Araguaia-Tocantins, projeto que Josenir persegue com determinação. A presidência da CDP é tida como estratégica para os planos dos produtores de soja do Goiás e Tocantins -, e dos prefeitos de cidades daquela região, principalmente de municípios paraenses localizados à margem do rio -, para ajudar a viabilizar o curso da hidrovia até Barcarena. .
Até o Nery!
Repórter Diário, edição deste domingo (13), conta que os senadores Mário Couto, Flexa Ribeiro e José Nery não mostraram o ar da graça na importante audiência pública que discutiu a urgência das obras da ferrovia Norte-Sul, no trecho entre Açailândia e Belém. A nota do Diário do Pará fez lembrar o esforço que fiz, 40 dias atrás, para entrevistar o coordenador geral da Valec, empresa responsável pela ferrovia, sobre o andamento do projeto, cujos estudos de viabilidade do empreendimento haviam sido concluídos – fato que registrei em minha coluna do jornal. Enquanto um jornalista se debela buscando informações a respeito desse inadiável empreendimento, os caríssimos senadores do Pará demonstram total desinteresse pelo assunto.
O comportamento dos dois tucanos não causa surpresa. Mas o Nery! Ô Nery, até tu?
O comportamento dos dois tucanos não causa surpresa. Mas o Nery! Ô Nery, até tu?
Virando nos 30
Também na edição deste domingo do Diário, a coluna Repórter Diário informa que o PT quer virar o ano com 25 prefeitos filiados. À relação enumerada pelo jornal citando os prefeitos de Capanema, Ourilândia, Aveiro, Cumaru do Norte, Salvaterra, Quatipuru, Santa Maria das Barreiras e Ipixuna como prováveis neopetistas, o blog adianta haver conversações da direção do PT com mais cinco prefeitos do Sul e Sudeste. É questão de tempo.
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