sábado, setembro 11, 2010

Direitos de cada qual

Oportunamente, Luiz Nassif reaviva a memória de quem trabalha nas redações:

Conversava há pouco com um velho amigo jornalista, que me lembrava o seguinte: há um direito que em nenhuma época foi tirado dos repórteres: o direito de dizer não. Se não concorda com o teor da edição, se acredita que sua matéria foi mutilada, pode dizer não. A matéria sai sem assinatura e o repórter se preserva.

A matéria da Veja ("denunciando" a Chefe da Casa Civil)  tem a assinatura do repórter Diego Escostegui. Para o bem (caso esteja certo) ou para mal (caso tenha manipulado informações), marcará o nome desse repórter para sempre.

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Querem saber o autor da "denúncia" contra a ministra da Casa Civil?

Aqui, ó, a foto do gabiru!

... E VEJA não pára de mentir

“Sobre a matéria caluniosa da revista VEJA, buscando atingir-me em minha honra, bem como envolver familiares meus, cumpre-me informar:

1) Procurados pelo repórter autor das aleivosias, fornecemos –tanto eu quanto os meus familiares– as respostas cabíveis a cada uma de suas interrogações. De nada adiantou nosso procedimento transparente e ético, já que tais esclarecimentos foram, levianamente, desconhecidos;

2) Sinto-me atacada em minha honra pessoal e ultrajada pelas mentiras publicadas sem a menor base em provas ou em sustentação na verdade dos fatos, cabendo-me tomar medidas judiciais para a reparação necessária. E assim o farei. Não permitirei que a revista VEJA, contumaz no enxovalho da honra alheia, o faça comigo sem que seja acionada tanto por DANOS MORAIS quanto para que me garanta o DIREITO DE RESPOSTA;

3) Como servidora pública sinto-me na obrigação, desde já, de colocar meus sigilos fiscal, bancário e telefônico, bem como o de TODOS os integrantes de minha família, à disposição das autoridades competentes para eventuais apurações que julgarem necessárias para o esclarecimento dos fatos;

4) Lamento, por fim, que o processo eleitoral, no qual a citada revista está envolvida da forma mais virulenta e menos ética possível, propicie esse tipo de comportamento e a utilização de expediente como esse, em que se publica ataque à honra alheia travestido de material jornalístico sem que se veicule a resposta dos ofendidos.

Brasília, 11 de setembro de 2010.

Erenice Guerra

Ministra-Chefe da Casa Civil da Presidência da República.”
 
 
 
Texto é nota da ministra Erenice Guerra, da Casa Civil, rebatendo, com dureza e determinação, aleivosias que mais uma vez a revista VEJA asseca contra o governo Lula.
 
Mais do que nunca,  a partir do governo Dilma, a sociedade brasileira precisa pressionar o Congresso Nacional a rever as Leis de Comunicação do país,  onde os mais influentes grupos de mídia, dominados por uma dúzia de familiares ligados aos seus próprios e específicos interesses, tentam, a cadia dia, golpear duramente a estabilidade de um governo democrático popular.
 
Mais uma vez, VEJA mostra a sua canalhice.
 
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A propósito, leiam post do sóbrio Brizola Neto sobre a ditadura desinformativa dos meios de comunicação, comandados por VEJA, Globo, Folha e Estadão:
 
 
 
Romper o círculo vicioso
Dona Judith Brito, presidente da Associação Nacional de Jornais, que reúne os principais diários do país, e diretora-superintendente da empresa que edita a Folha de S.Paulo, já afirmou publicamente que os partidos de oposição estão muito debilitados e que cabe aos jornais exercer esse papel. A posição oficial da entidade que congrega os maiores jornais vem sendo seguida à risca por todos eles, que, apesar do conhecimento publico da posição que defendem, tentam se passar por imparciais.
Nesse pequeno clube fechado, que não aceita vozes dissidentes, todos rezam pela mesma cartilha. Se há governo popular, sou contra. Os principais meios de comunicação do país são controlados por meia dúzia de famílias ricas, que defendem seus interesses de classe. Seu compromisso não é com a informação e sim com a manipulação das notícias para atingir seus propósitos.

Meu avô foi vítima desse clubinho, Lula é perseguido por ele desde que se tornou uma liderança nacional, e Dilma será considerada uma inimiga permanente até o último dia de seu mandato. Contra os representantes das aspirações populares não há trégua. O objetivo é desestabilizá-los, se possível derrubá-los, recorrendo a meias verdades, informações falsas e atuação conjunta.

O roteiro já é batido, mas eles ainda acreditam que funciona. Normalmente, a peça de acusação ou escândalo, como gostam de batizar qualquer denúncia que fabricam, parte de alguma revista semanal, preferencialmente a Veja, que no meio dessa mediocridade consegue ser a pior das piores, e depois é repercutida e propagada pelos demais veículos. A estratégia é tornar o fato verossímil pela sua divulgação exaustiva em todos os veículos que controlam. Assim, o “fato novo” aparece quase sempre no fim de semana, os jornais já o repercutem aproveitando a maior tiragem desses dias, e a TV Globo dá o tiro de canhão, alcançando um público que os impressos jamais atingiriam.

Qualquer brasileiro minimamente informado já viu esse filme, como vê novamente com a história da vez, envolvendo a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra. Não existe nenhuma preocupação com sutileza. Se o alvo é Lula, vão em cima de sua família e principais auxiliares. Se o alvo é Dilma, ninguém mais próxima no governo que a sua sucessora, com quem trabalhava diretamente antes de se candidatar à Presidência da República.

O funcionamento desse clube tem uma outra regra. Tudo que não é publicado por eles não é notícia. Um caso disparatado como esse de Erenice Guerra vai ser explorado até a última gota, contra todas as evidências. Mas uma reportagem poderosa como a de Leandro Fortes, na Carta Capital, sobre o vazamento do sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros, feito por uma empresa que tinha como sócia a filha de José Serra, é totalmente ignorada.

A questão que esse pequeno grupo parece não enxergar é que o Brasil mudou. Hoje existem novas fontes de informação, como a internet, e a população já não se deixa levar por suas mentiras. Lula foi eleito e reeleito contra a vontade dessa minoria. E Dilma caminha para uma vitória ainda mais consagradora enfrentando todos os golpes vis. O povo não é bobo e saberá dar na urna uma resposta à altura a esse grupo, que jamais teve compromisso verdadeiro com o Brasil.

Será um erro, com a vitória, fazer de conta que isso foi uma rusga eleitoral que “passou”. Quem poupa o inimigo, já diz o ditado, pelas mãos lhe morre, um dia. Ninguém está falando em censura à imprensa, antes que eles venham com essa. Nem em tratar mal aos jornalistas, embora muitos se prestem abertamente ao jogo político patronal.

Estamos falando em respeito à liberdade, que não é propriedade dos donos da mídia. Trata-se de abrir a liberdade para todos, sem o que liberdade não há. A vontade do povo brasileiro está sendo expressa de modo inequívoco. O povo brasileiro não quer mais ser um objeto de manipulação desta gente.

Os acontecimentos estão provando que é preciso que o governo Dilma apóie nossa luta. Não queremos, como eles, gordas verbas de publicidade – embora seja legítimo, eventualmente e por critérios técnicos, também os blogs a receberem, o que não é o meu caso. Queremos internet para todos os brasileiros, queremos que esta tela rompa a prisão em que colocam a mente de nossos irmãos e irmãs, com seu poder avassalador.

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Empresário citado por VEJA desmente revista VEJA:


O empresário Fábio Baracat divulgou nota na tarde deste sábado (11) na qual desmente reportagem publicada na edição deste final de semana da revista “Veja”. Na reportagem, a revista apresenta relato atribuído ao próprio empresário sobre uma suposta negociação com o filho da ministra Erenice Guerra (Casa Civil)

Segundo a revista, para conseguir fechar um contrato da empresa Via Net com os Correios, ele teria feito um pagamento de propina equivalente a 6% do valor do contrato, de R$ 84 milhões. De acordo com a reportagem, a finalidade da suposta propina, intitulada “taxa de sucesso”, era “saldar compromissos políticos”.

Mais, AQUI

Aqui pra ti, ó!

Os blogs "pé-de-chulé", desiginação dada pelo candidato Zé Serra (PSDB) aos blogueiros progressistas, devolvem a gentileza do tucano enzambuado com esse sinal malcriado aí do lado, através do divertidíssio Cloacanews.

IstoÉ condenada por danos morais

Kid dos Reis, assessor de imprensa do deputado federal Zé Gerado (PT), é quem informa:


O juiz de Direito Substituto, Roque Fabrício Antônio de Oliveira Viel, da Primeira Vara do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, condenou a Revista ISTO É a pagar danos morais ao deputado federal Zé Geraldo, do Partido dos Trabalhadores do Estado do Pará, por divulgar erroneamente a sua imagem na Edição 2050, em fevereiro de 2009, como se fosse o deputado federal Zé Gerardo, do PMDB do Ceará. Em 2009, o deputado cearense respondia por crimes contra a administração pública e no primeiro semestre de 2010 foi o primeiro parlamentar brasileiro, desde a promulgação da Constituição de 1988, a ser punido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na prática de crime de responsabilidade. O peemedebista foi condenado também com a inelegibilidade por cinco anos, além do pagamento de multa de R$ 25,5 mil.

sexta-feira, setembro 10, 2010

Com a palavra, o leitor

Texto de  Plínio Pinheiro Neto (*), colaborador deste blog, para publicação exclusiva:


A  Eleição e os Candidatos 

Todas as noites centenas de candidatos aos mais diferentes cargos eletivos, invadem a privacidade do eleitor através da televisão, apresentando, alguns, propostas absurdas e inexeqüíveis e, quase sempre, incompatíveis com as atribuições dos cargos que postulam. Há um completo desconhecimento da função a ser exercida e o candidato julga-se um super - homem ou super - mulher, capaz de atuar na esfera estadual e federal ao mesmo tempo, como portador de uma varinha mágica que lhe permitirá, em um toque, solucionar todos os problemas. Também, o eleitor se deixa levar por motivações superficiais, por análises distorcidas e o que é pior, por interesses pessoais, quase sempre muito pequenos e insignificantes, se cotejados com a realidade dos problemas sociais do Estado e do País e das suas próprias necessidades.

Outro problema sério e que tem se agravado muito nos últimos tempos é o da honestidade e, embora tenha surgido a lei da ficha limpa, é mais do que certo que alguns dos mais persistentes freqüentadores das páginas policiais serão eleitos e reeleitos, pois o eleitor não se preocupa em analisar o caráter, a personalidade e a vida pregressa dos candidatos.

Analisando-se a palavra CANDIDATO, vê-se que sua raiz provém de CÂNDIDO (do latim candidactus) isto é, vestido de branco, ou seja, PURO, INOCENTE. Os gregos e os romanos tinham o costume de vestirem os seus candidatos a cargos públicos com uma túnica branca e sem bolsos, para demonstrar a sua limpidez de propósitos e o desapêgo pelos bens materiais, incapazes de se aproveitarem dos dinheiros do povo. É chegado o momento de voltarmos aos primórdios da democracia e nos conscientizarmos de que devemos repudiar, na eleição de 2010 e em todas daqui por diante, os compradores de votos, os flibusteiros da política, que se aproveitam da necessidade alheia para dela fazerem trampolim para o alcance de suas pretensões egoísticas, comprando o voto por quinquilharias e passando os quatro anos de mandato refestelando-se nos divãs do poder, esquecidos dos inocentes úteis que para lá os conduziram.

Analisar a qualidade do candidato é indispensável. A sua estrutura moral, o seu passado no trato das coisas públicas e o seu comportamento como cidadão, devem ser crivados. Votar, só nos que tiverem limpidez de propósitos, eleger, só os que respeitam o dinheiro público. Este é o caminho. O único e verdadeiro caminho que levará ao desenvolvimento e à solução dos problemas básicos que afligem o povo.

Fora disso, não há solução!

(*) Plínio Pinheiro Neto, advogado e ex-deputado estadual.

Filhotes bisbilhoteiras


Com um ágil jornalismo investigativo, a excelente Carta Capital desta semana, já nas bancas, publica sensacional matéria, assinada pelo Leandro Fortes, comprovando que Monica Serra, filha do candidato à Presidência da República, José Serra, foi quem lançou o modismo de quebra de sigilo dos brasileiros .
Em verdade, a moçoila, associada à irmã do banqueiro Daniel Dantas na empresa Decidir.com , conseguiu acessar informações bancárias de cerca de 60 milhões de brasileiros, através do poder de influencia do pai, junto ao Banco do Brasil, no período do governo de FHC, mais precisamente em 2001, no qual Serra era ministro da Saúde.

A tal Decidir.com fora criada para exercer a mesma atividade da Serasa, ocupando papel de concorrente desta por breve tempo.

Monica e a filhote de Daniel Dantas,à frente da empresa, atuavam como assessoras de licitações públicas.

Carta Capital mostra como esse filha de Serra não é flor que deva ser regada.

Sugestão é para os leitores irem depressa à banca mais próxima para comprar o exemplar da revista, antes que se esgote.

quinta-feira, setembro 09, 2010

Ao mestre sexagenário, carinhos

Biólogo Noé Von Atzingen, presidente da Fundação Casa da Cultura de Marabá, passará parte dessa sexta-feira cercado de amigos em sua floresta nativa, na localidade de Murumuru.


Sem que saiba ainda, ele será desconvidado, pelos próprios funcionários, a dar expediente na FCC, a partir de meio-dia.

Na floresta paradisíaca que ele plantou a partir de uma área antropizada (é este o termo da moda?), nos idos anos 80, “Tia Lica”, sua fiel escudeira, recepcionará, com galinhada, amigos, que a Célia, secretária na FCC, está convidando, com muita  discrição (agora aqui detonada por este post), para festa de 60 anos de nosso Cientista Maior.

O pôster se ausentará do batente,o restante da sexta-feira, para bater ponto.

Impossível deixar de render homenagens a Noé.
Estamos levando de presente um vídeo que conta a história de nosso querido amigo.

Fotos da festa sexagenária serão postadas aqui.

No cardápio, "Macarrão"

De todas as candidaturas a deputado estadual, no Sul do Pará, a mais rica é a do ex-prefeito de Tailândia, Paulo Liberte Jasper, o famosíssimo “Macarrão”.


O moço gasta sem pena.

Coloca grana na mão de cabo-eleitoral como quem espalha terço em celebração religiosa.

Com a vantagem de não perder tempo em seus deslocamento pelas estradas da região.

“Macarrão” visita, ao mínimo, cinco municípios por dia, viajando em seu avião particular.

No embalo que segue,  o cara corre o risco de disputar, a eleição, dentro do PMDB, entre os dois primeiros mais votados.

Em Marabá, como exemplo, Macarrão faz imenso estrago nas candidaturas da terra, que outros chamam de “minhoca”.

Deve papar votos de quem se achava dono da situação, causando furor nas contas finais de apuração.

Ventos soprando favoráveis

Candidatura de Ana Júlia vivendo seu melhor momento no Sul do Pará.

A constatação é de candidatos a cargos proporcionais perambulando pelos 38 municípios da região, no corpo a corpo com o eleitorado.

Observa-se isso também na empolgação com que os mesmos candidatos passaram a trabalhar a recandidatura da governadora, dando mais visibilidade ao nome dela entrelaçado aos cartazes e discursos gerais.

Em Marabá, o desfile de vinte veículos (foto) e doze motos novos, da PM, que integram o programa “Polícia Perto de Você”, na manhã de 7 de setembro, foi muito aplaudido pela população presente à Velha Marabá.

Nos dias subsequentes ao desfile, a presença efetiva dos veículos nas ruas dos cinco núcleos locais está sendo percebido pela população.

Mas somente a eficiência das operações dos veículos em vias públicas medirá com mais intensidade, nos próximos dias, o sucesso do policiamento junto a opinião pública.

Segurança Pública é o que mais se pede em Marabá, apesar dos altos investimentos que o atual governo vem fazendo na região, em todos os sentidos.

Negociações paralelas

No Bar do Juarez, o mais frequentado por desportistas e classe política marabaenses, a prosa correu solta na noite de quarta-feira.

Como sempre, rolou todo tipo de conversa envolvendo os candidatos mais expressivos, do município,  a cargos públicos nas eleições deste ano.

Um dos papos consistentes, contados por algumas bocas boas de copo, refere-se a um possível acordo entre o ex-prefeito Sebastiao Miranda (PTB) e o candidato a governador Simão Jatene (PSDB), pelo qual o candidato a deputado estadual petebista ganharia  o controle pleno do PSDB, no Sul do Pará, tão logo sejam contados os votos.

Para completar a bolsa de deferências especiais, caso seja eleito governador, Simão Jatene entregaria  a Setran (Secretaria de Transportes) ao controle de Tião Miranda, com intuito de lhe garantir plenos poderes para a pavimentação de seu retorno à prefeitura de Marabá, em 2012.

Verdade ou mentira, o certo é que Tião está com a gota na campanha de Jatene.

Entre saraivadas

Sebastião Ferreirra (PT) vivendo inferno astral nos últimos cinco dias.


Primeiro, a confirmação monocrática, pelo TSE, do indeferimento de sua candidatura a deputado estadual.

Depois, a derrota do Águia para o Rio Branco.

Entre a cruz e a espada, o candidato foi a Brasília, deslocou-se mais rapidamente a Belém, ficou algumas horas na capital e retornou ao centro do país.

Bate escanteio e corre para cabecear, numa disputa eleitoral acirradíssima na qual o voto a voto é fundamental a qualquer candidatura.

Aparecendo bem nas pesquisas, Ferreirinha tenta desobstruir o grande mal que lhe acarreta, na campanha, o despacho desfavorável de uma ministra do TSE, enquanto aguarda o julgamento do mérito, pelo pleno - lutando para não permitir a dispersão de seus seguidores.

Conta enviada a Jader

Justiça Eleitoral determina cobrança de Jader.

terça-feira, setembro 07, 2010

Ana ganha espaço no programa de Jatene

Ana Júlia utilizará dois minutos de direito de resposta no programa eleitoral gratuito de televisão do candidato a governador, Simão Jatene.  Espaço foi concedido pela juíza eleitoral Ezilda Pastana, ao detectar  manipulação de imagens do debate da TV RBA, ocorrido no último dia 26, que, por meio de cortes, levaram o tucano a informar falsamente ao telespectador que a petista não havia respondido a uma pergunta sobre saúde.

A decisão judicial foi publicada na tarde desta terça-feira, 7.

Preso filho de Josué Bengtson

Polícia Civil prendeu agora à tarde, numa rua do bairro da Pedreiras, em Belém, Marcos Willian Bengtson, acusado de mandante da morte de um sem-terra na fazenda Cambará, no município de Santa Luzia do Pará.

Junto com Marcos, dois pistoleiros também foram presos, em cumprimento a mandado de prisão expedido pela Justiça daquele município.

Marcos é filho do pastor  Josué Bengtson, candidato a deputado federal pelo PTB, um dos donos da Igreja Evangélica Quadrangular, e que renunciou ao mandato de deputado federal, fugindo de cassação do mandato, por participar de esquema de corrupção que desviava dinheiro  do Ministério da Saúde destinado à compra de ambulâncias, cuja operação ficou conhecida como "Caso dos Sanguessugas".

Ao lado do então também deputado federal evangélico Raimundo Santos, Josué Bengtson  recebia  “comissões” para a apresentação de emendas ao Orçamento Geral da União destinadas à aquisição de unidades móveis de saúde e equipamentos médicos-hospitalares, em vários municípios paraenses. A propina era paga aos deputados pela Planam - Comércio e Representação Ltda, e empresas coligadas, que fraudavam licitações para a venda dessas mercadorias às prefeituras.

segunda-feira, setembro 06, 2010

E tome Lula

Nas próximas horas, a Fundação Getúlio Vargas, do Rio de Janeiro, divulgará pesquisa quentinha sobre a renda do brasileiro.

Será mais um golpe nas intenções golpistas de parte da imprensa brasileira que tenta, a todo custo, descobrir "um fato novo" capaz de derrotar Dilma.

Os números da FGV mostrarão que a pobreza no país caiu quase 13%, nos últrimos doze meses.

Leram com atenção?

Isto mesmo? 13%.

Podem pintar Dilma satanicamente que a cipoada será bem maior do que preveem os mais otimistas.

O governo Lula está conseguindo reduzir extraordinariamente a distância que separava ricaços do miserê.

Os abastardos não se conformam com o Novo Brasil, que valoriza o ser humano e as camadas mais escanteadas desta terra descoberta por Cabral.

A exploração insana da pobreza  vai chegar ao fim, mais cedo do pensavam sociólogos e historiadores.

Os economistas, não!

Esses não acertam nunca.

Nadando contra a maré

O que têm em comum, os três jornalões de  maior circulação nacional, nos últimos dias?

As seguidas manchetes de suas edições, todas dedicadas ao caso Receita Federal.

O Globo, Folha, e Estadão não abrem mão de explorar ao máximo o caso na vâ tentativa de golpear o favorotismo cada dia mais consolidado de Dilma Roussef rumo à Presidência da República.

Basta entrar no site dos três jornais e  consultar o que manchetearam nos últimos cinco dias.

Hoje, a primeira páginas de cada um está assim:

Globo: PF investiga se sigilo foi violado também no BB


Folha: Serra diz ter feito alerta a Lula sobre ataques a sua filha


Estadão: Receita já suspeitava de violação política

Enquanto os outros principais jornai do país diversificaram suas chamadas principais:

- JB: Só Marina Silva admite discutir droga


- Correio Brasiliense: Greve no INSS deixa 500 mil sem salário


- Valor: Megaoferta da Petrobras atinge até R$ 128 bilhões


- Estado de Minas: Gás descoberto em Minas equivale a ‘meia Bolívia’


- Jornal do Commercio: Gangue das bombas volta a atacar


- Zero Hora: Banrisul é vítima de quadrilha, diz a PF

Estado desmente inadimplência

À matéria publicada no jornal Diário do Pará, do último domingo (5), sobre  alegada inadimplência do Pará com a União -, a SECOM  esclarece:



O Estado do Pará não está inadimplente com a União. Os recursos federais repassados ao Estado são usados em áreas prioritárias para a população, como saúde, educação e segurança pública e não podem ser interrompidos ou todos os estados e municípios brasileiros ficariam engessados, paralisados. Por isso, tanto o Supremo Tribunal Federal (STF) como Senado Federal tomaram decisões no sentido de renegociar dívidas e garantir o repasse desses recursos.

O Cadim - Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do setor Público Federal não é fonte atualizada para se tomar como prova de inadimplência dos Estados. Até porque, todos os Estados, sem exceção, aparecem no Cadim. Todas as pendências que constam desse cadastro são perfeitamente sanáveis e estão sendo equalizadas, renegociadas e pagas pelo Estado do Pará.

Assim como o Pará, todos os estados brasileiros recorreram ao STF e obtiveram liminar favorável para que o repasse de recursos federais não fosse interrompido por conta da inscrição no Cadim. O STF reconhece que a União inscreve os Estados no Cadastro com base em informações do sistema e não em documentos que comprovam que todas as pendências já foram ou estão sendo sanadas, como é o caso do Pará.

Além da liminar do STF, que saiu em dezembro de 2007, o Senado federal baixou resolução (nº 49, de 2007) garantindo os repasses federais aos estados e municípios para que não interrompam serviços essenciais à população, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, que dependem dos recursos da União. Isso não significa aval para receber sem prestar contas. Trata-se apenas de garantias para renegociais dívidas, inclusive de governos anteriores, como é o caso do projeto Alvorada.

Aliás, ao renegociar suas contas relativas ao pagamento de INSS e FGTS junto à Receita Federal, o Estado conseguiu fazer uma economia de mais de R$ 200 milhões. A Receita reconheceu, oficialmente, em julho deste ano, que a dívida anteriormente calculada em R$ 480 milhões, relativa inclusive ao governo passado, caiu para R$ 280 milhões.

Enfim, o Estado do Pará não está inadimplente. Hoje, é o quinto menos endividado do país. Sua saúde financeira lhe permite buscar recursos de até R$ 2,7 bilhões, além de todos os empréstimos já aprovados pela Assembleia Legislativa.

domingo, setembro 05, 2010

A bala de prata

É mais ou menos assim como o Nassif está prevendo o comportamento da Globo, três dias antes da eleição presidencial:


Como será a bala de prata na campanha

Qual a bala de prata, a reportagem que será apresentada no Jornal Nacional na quinta-feira que antecederá as eleições, visando virar o jogo eleitoral, sem tempo para a verdade ser restabelecida e divulgada?

Ontem, no Sarau, conversei muito com um dos nossos convivas. Para decifrar o enigma, ele seguiu o seguinte roteiro:

1. Há tempos a velha mídia aboliu qualquer escrúpulo, qualquer limite. Então tem que ser o episódio mais ignóbil possível, aquele campeão, capaz de envergonhar a velha mídia por décadas mas fazê-la acreditar ser possível virar o jogo. Esse episódio terá que abordar fatos apenas tangenciados até agora, mas que tenham potencial de afetar a opinião pública.

2. Nas pesquisas qualitativas junto ao eleitor médio, tem sobressaído a questão da militância de Dilma Rousseff na guerrilha. Aliás, por coincidência, conversei com a Bibi que me disse, algo escandalizada, que coleguinhas tinham falado que Dilma era "bandida" e "assassina". Aqui em BH, a Sofia, neta do meu primo Oscar, disse que em sua escola - em Curitiba - as coleguinhas repetem a mesma história.

As diversas pesquisas de Ibope e Datafolha devem ter chegado a essa conclusão, de que o grande tema de impacto poderá ser a militância de Dilma na guerrilha. A insistência da Folha com a ficha falsa de Dilma e, agora, com a ficha real, no Supremo Tribunal Militar, é demonstração clara desse seu objetivo. Assim como a insistência de Serra de atropelar qualquer lógica de marketing, para ficar martelando a suposta falta de limites da campanha de Dilma – em cima de um episódio que não convenceu sequer a Lúcia Hipólito.

Aliás, o ataque perpetrado por Serra contra Lúcia – através do seu blogueiro – é demonstração cabal da importância que ele está dando à versão da falta de limites, mesmo em cima de um episódio que qualquer avaliação comezinha indicaria como esgotado.

A quebra de sigilo é apenas uma peça do jogo, preparando a jogada final.

A partir daí, meu interlocutor passou a imaginar como seria montada a cena.

Provavelmente alguém seria apresentado como ex-companheiro de guerrilha, arrependido, que, em pleno Jornal Nacional, diria que Dilma participou da morte de fulano ou beltrano. Choraria na frente da câmera, como o José Serra chora. Aí a reportagem mostraria fotos da suposta vítima, entrevistaria seus pais e se criaria o impacto.

No dia seguinte, sem horário gratuito não haveria maneiras de explicar a armação em meios de comunicação de massa.

Será um desafio do jornalismo brasileiro saber quem serão os colunistas que endossarão essa ignomínia – se realmente vier a ocorrer -, quem serão aqueles que colocarão seu nome e reputação a serviço esse lixo.

Essa loucura - que, tenho certeza, ocorrerá - será a pá de cal nesse tipo de militância de Serra e de falta de limites da mídia. Marcará a ferro e fogo todos os personagens que se envolverem nessa história. Incendiará a blogosfera. Todos os jornalistas que participarem desse jogo serão estigmatizados para sempre.

Todas essas possibilidades são meras hipóteses que parte do pressuposto da falta de limites total da velha mídia.

Mas a hipótese fecha plenamente.

Ana ganha direito de resposta

Ana Júlia consegue, da Justiça Eleitoral, direito de respostas.

Primeiro, dentro do programa eleitoral de seu principal opositor, Simão Jatane.

Em outro plano, no programa Barra Pesada, da Rba.

No programa eleitoral de Jatene, a candidata à reeleição ganhou um minuto de direito de resposta.

A juíza Ezilda Pastana Mutran concluiu que o tucano perdeu o limite da ética e tentou “ridicularizar” a petista no programa veiculado na manhã do último dia 23 de agosto, veiculando “falsa dramatização” para ofender Ana Júlia, ao chamá-la de “teimosa Dunga” e acusá-la de ter sido a responsável por Belém não ser escolhida sede da Copa de 2014, quando, na verdade, a escolha foi feita pela Fifa.


A juíza eleitoral Ezilda Pastana Mutran reconheceu também que Ana Júlia Carepa (PT) não teve envolvimento no fechamento da rádio Tabajara, ocorrido no mês passado, em Belém, por ordem da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Vários veículos de imprensa divulgaram que Ana Júlia teria censurado a rádio. Na tarde do último sábado, 4, a juíza concedeu direito de resposta à candidata da Frente Popular Acelera Pará no programa Barra Pesada, da TV RBA, canal 13, no tempo de dois minutos e 48 segundos, sob a justificativa de que a emissora tentou convencer o eleitor de informação sabidamente inverídica, prejudicando Ana Júlia.


O direito de resposta teve o parecer favorável do Ministério Público Eleitoral e foi concedido em razão da entrevista do jornalista Carlos Mendes, dono da Tabajara, veiculada no programa no último dia 24 de agosto. Mendes acusava Ana Júlia pelo fechamento da rádio, quando, na verdade, a Tabajara funcionava sem autorização legal e, por isso, foi fechada pela Polícia Federal a mando da Anatel, órgão do governo federal responsável pela regulação das emissoras de rádio.

A juíza reconheceu que a entrevista do jornalista Carlos Mendes, dono da Tabajara, veiculada no programa no último dia 24 de agosto, veiculou “injúria, calúnia e difamação” contra Ana Júlia e, dessa maneira, violou a legislação eleitoral.

Em seu despacho, Pastana esclarece:

   -  “É sabidamente inverídica a afirmação feita por ocasião da entrevista, considerando-se que o governo do Estado não tem nenhuma ingerência nas ações desenvolvidas pela Anatel ou pela Polícia Federal e, portanto, não teria como determinar o fechamento da rádio tabajara, como se tentou incutir no eleitorado que assistiu ao Programa Barra Pesada, com o intuito de prejudicar a representante.”

O direito de resposta terá que ser veiculado no prazo de 48 horas, sob pena da emissora ser penalizada com multa, pela Justiça Eleitoral.

Tião Miranda e Jatene, juntos em Marabá

Quem amanheceu nas feiras de Marabá foi o candidato ao governo Simão Jatene (PSDB).

Por volta das 8 horas, percorreu a feira das Laranjeiras, no Núcleo Cidade Nova.

Em seguida, sempre ao lado do ex-prefeito de Marabá, Tião Miranda, o candidato tucano deslocou-se para o Núcleo da Nova Marabá, para circular entre populares e feirantes da Folha 28.

Para quem ainda tinha dúvidas do apoio intregral de Tião à candidatura de Jatene, elas devem acabar neste domingo.

Dentro de mais alguns minutos, o blog publicará, neste mesmo post, fotografias de Tião ao lado de Simão, na feira do bairro Laranjeiras.

Tião Miranda, candidato a deputado estadual pelo PTB, foi Superintendente do Sebrae no rastro de intensa disputa na qual a governadora Ana Júlia impõs  derrota ao empresariado de Belém, que defendia a reeleição de  Hildegardo Nunes, trabalhando, pessoalmente, o nome do ex-prefeito.

O PTB, partido ao qual pertence Miranda, integra a coligação "Acelera Pará", apoiando ostensivamente a reeleição de Ana Júlia.

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Atualização às 09:55:

Na feira do bairro das Laranjeiras, Tião Miranda pedindo votos pra Simão Jatene.


Militâncias aceleram campanha

Cerca de mil pessoas militantes da  Frente Popular Acelera Pará lotaram o ginásio da escola A Fazendinha (foto), na tarde deste sábado, para ouvir Paulo Rocha, candidato ao Senado, e os coordenadores da campanha de Ana Júlia, João Batista e André Faria, escalados para pediram máximo empenho da militância para levar "Ana a conseguir sua reeleição, ainda no primeiro turno", nas palavras de André.
Paulo Rocha falou por volta das 17 horas e saiu às pressas para comícios em municípios da região.

André Farias fez um relato da campanha, contestando a seriedade da pesquisa do Ibope, encomendada pelo jornal O Liberal. O coordenador executivo da campanha fez exposição de análise técnica da pesquisa apontando erros e confirmando o acompanhamento diário do humor do eleitorado, através de pesquisas internas, onde, segundo ele, há rigoroso empate entre Ana e Jatene.

Empolgado, Farias disse que acredita na vitória de Ana ainda no primeiro turno, e que Marabá e região Sul do Estado é quem farão a diferença pró Ana Júlia.

A candidata a deputada estadual Irismar Samapio (PR) foi a estrela do encontro.

A militância da candidata esquentou o ambiente durante demorada e entusiasmada saudação a vereadora, que chegou ao ginásio com atraso de meioa hora e foi a penúltima a falar, pedindo votos pra Dilma, Paulo Rocha e Ana.

Como estava de passagem rumo a Vila Santa Fé, Irismar recebeu apelo  dos organizadores do encontro para solicitar à sua militância que  permanecesse no ginásio, mantendo em alta temperatura a animação do ambiente que contava com as presenças de representantes de diversas candidaturas a deputado.

Ao pedir novamente o microfone (foto), dirigindo-se aos seus seguidores, Irismar foi demoradamente aplaudida.

Resultado: a candidata deixou o ginásio, mas os portadores de bandeiras e cartazes da vereadora não arredaram pé, atendendo ao pedido da representante do PR.

André Farias e João Batista demonstararam surpresa com a reação explosiva da militância de Irismar, transformada, em poucos minutos, numa das principais estrelas da reunião.
Militantes da candidata Irismar dirigindo-se ao ginásio
A Fazendinha, agitando as ruas de Marabá.
Por onde passa, a turma da candidata demonstra
entusiasmo e dedicação à campanha.
É, de longe, a mais aguerrida de todas
as candidaturas a deputado estadual