sábado, outubro 10, 2009

"O MST morreu pra mim"

Para quem começou lutando contra latifundiários, invadir e furtar a casa de uma faxineira, levando até seus presentes de casamento ainda dentro das caixas, chega a ser uma afronta a justificativa dada por um dos líderes do movimento, Paulo Albuquerque, para a ação dos sem terra em Iaras: segundo o MST, a terrra ocupada pela Cutrale é propriedade da União.

(...) Por mais que me doa escrever isso, lembrando das tantas famílias de sem terra que acreditaram neste sonho, acampadas nas beiras das estradas por este país afora, o que era justa luta pela sobrevivência virou banditismo puro e simples.


Da forma escrito acima, o repórter Ricardo Kotscho, 61, da amizade íntima do presidente Lula, do qual foi seu Secretário de Imprensa de 2003 a 2004, rompeu com o MST.

Depois de muitos anos acompanhando de perto o crescimento do Movimento dos Sem Terra, Ricardo conta no blog dele as razões de sua frustração.

Isto é uma vergonha!

Depois dos 60 anos, pelo menos a boa percepção de vida assim indica, o cidadão geralmente passa a se acautelar antes de fazer determinadas declarações, preservando o conceito da boa inteligência e maturidade. Inda mais quando tem a responsabilidade de ser considerado um formador de opinião de grande audiência.

Quase aos 70 anos, isso não está sendo digitado na biografia do Boris Casoy.

Ancorando um tele-jornal na BAND, o que ele tem ensinado é como se guina à direita da direita sem maiores constrangimentos, exasperando-se (e a quem exige pelo menos o mínimo de mediação de um âncora) diante do vídeo com opiniões retrógradas e desprovidas de críticas honestas quando baixa a pua nos movimentos sociais.

Generaliza atos pontuais num processo de criminalização sem precedente.

Não obstante a idade um pouco avantajada, Boris não deve ter tomado ainda conhecimento do manjado ensinamento (existente até em compêndios de escoteiros) de que as palavras possuem o poder de nos levar ao plano da razão e do saber. Ou da indignação, quando ditas verticalmente de forma desonesta.

Primeiro apresentador chamado de âncora no Brasil, Boris está perdendo a credibilidade ao tentar manipular fatos com irreconhecíveis investidas, como se estivesse à disposição de interesses escusos. Com isso, perde referência.

Só não perde a inocência de ancião porque ainda não comprovou tê-la.

Quem um dia foi considerado por alguns críticos o Walter Cronkite brasileiro, o âncora da BAND está mais pra representante pastelão de teatro da era de Stalin – ele que herda o sangue de filho de judeus russos.

Indústria de laminados

Antecipado ontem pelo blog, a seguir nota da Secretaria Estadual de Comunicação contando detalhes do encontro da governadora Ana Júlia com diretores da Vale e da Sinobrás. As informações são da jornalista de Ivonete Motta.




Vale e Sinobras fecham parceria para criar
em Marabá indústria de laminados


A Siderúrgica Norte Brasil S/A (Sinobras), do Grupo Aço Cearense, e a companhia Vale farão estudo de viabilidade econômica para implantar, em Marabá, uma indústria de laminados a frio, produto siderúrgico refinado, cuja matéria-prima básica será fornecida pela Alumínios do Pará (Alpa), siderúrgica que a Vale implantará em Marabá.


As empresas assumiram o compromisso nesta sexta-feira (9), em Belém, em reunião com a governadora Ana Júlia Carepa, no Palácio dos Despachos, em Belém. Ana Júlia disse, na ocasião, que o compromisso das empresas atende à política de verticalização da produção e geração de emprego e renda do Governo Popular, que induz um novo modelo de desenvolvimento no qual se insere a verticalização da produção, a exemplo do minério de ferro que será transformado em aço pela Alpa.


Os executivos das duas empresa decidiram que em um mês definirão um desenho possível para este negócio.


A Sinobras é a maior importadora de aço do Brasil. A empresa compra o produto da China, Japão e Rússia e será uma cliente potencial da Alpa na compra de bobinas a quente, que depois de laminadas a frio são destinadas à indústria automotiva, linha branca, acabamento de móveis e outros. Uma laminadora a frio também poderá fornecer produtos a outras empresas de derivados de aço, conforme explicou o presidente da Sinobras Vilmar Ferreira. Segundo ele, foi o que aconteceu no Ceará, onde a Aço Cearense mantém uma siderúrgica.


Mais empregos - O Grupo Aço Cearense está no mercado há 30 anos e é o segundo maior movimentador de cargas do Porto do Pecém (CE). No ano passado, o grupo teve um faturamento de R$ 1,5 bilhão, com a comercialização de 430 mil toneladas de aço, a geração de 1.800 empregos diretos e outros 9 mil empregos indiretos, além de negócios feitos com 18 países.


A Sinobras, de Marabá, é a primeira siderúrgica integrada para produção de aços longos do Norte e Nordeste do Brasil. Representou um investimento inicial de US$ 350 milhões, com geração de 1.700 empregos diretos durante a implantação. Com expectativa de produção de 300 mil toneladas de aço laminado ao ano, a Sinobras gera, na operação, 1.050 empregos diretos e outros 10.500 empregos indiretos.


A Alpa, que poderá fornecer matéria-prima para o empreendimento da Aço Cearense, representa um investimento de mais de US$ 3 bilhões e deve iniciar sua operação em 2013. O Estudo de Impacto Ambiental para a implantação, segundo informaram seus diretores, será protocolado na Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) na próxima semana. A estimativa é de que a Alpa gere 16 mil empregos diretos na sua construção e outros 14 mil empregos indiretos permanentes depois da implantação.


Participaram da reunião com a governadora o presidente da Sinobras, Vilmar Ferreira, o vice-presidente Ian Corrêa e o diretor de Sustentabilidade, Clayton Labes; os diretores de Logística e Gestão de Projetos da Vale, Eduardo Bartolomeu, diretor de Siderurgia, Aristides Coberllini, diretor de Desenvolvimento de Relações Institucionais, Guto Quintela, o superintendente regional José Carlos Gomes Soares e José Fernando Gomes Júnior, gerente regional de Representação Institucional. Pelo governo, participaram os secretários Maurílio Monteiro (Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia), e Miro Canto, adjunto da Secretaria de Meio Ambiente.

Muro baixo

No Pará, cada ano engordando mais seus balanços, o maior desempregador do país.

Se souber quem é, antes de clicar Aqui, estão mesmo bem informados.

sexta-feira, outubro 09, 2009

Pessoas sem teto

Ivonete Motta,jornalista da SECOM, nós dá conta de estudos realizados pelo IDESP demonstrando um déficit habitacional no Pará de mais de um milhão de casas - projetado para o período de 15 anos. Algo assim em torno de R$ 28 bilhões de aporte.

Quando os investimentos têm suas prioridades invertidas, ao longo dos anos, dá nisso.

Mais.

Lavando lençóis

O que os tucanos deixaram como herença, Ciro Gomes resumiu em poucas palavras, reproduzidas no Ilharga:


- "A dívida pública brasileira demorou 500 anos para chegar a 38% do PIB. Veio a era FHC e a dívida explodiu para 78%. A consequência foi a quebra do país três vezes, a taxa de juros passou a ser a mais alta do mundo e a carga tributária, que pesa sobre quem trabalha e produz, pulou de 7% para 35% do PIB".

Mais, Aqui.

Vale garante ALPA a Ana

O alto comando da Vale, à exceção de Roger Agnelli, esteve reunido esta manhã com Ana Júlia, para ratificar, “em definitivo”, a decisão da mineradora tocar o projeto da Alpa, a partir do primeiro semestre de 2010, em Marabá. No Palácio dos Despachos, o encontro serviu também para a governadora fazer uma proposta desafiadora aos diretores da Sinobrás – siderúrgica integrada instalada no DI marabaense – presentes também à reunião, no sentido de que a empresa estude a possibilidade de ampliar seu parque siderúrgico utilizando as placas de aço e bobinas a serem produzidas pela ALPA.

Mediante laminação a frio (caso da Sinobrás), a matéria-prima da siderúrgica da Vale pode ser empregada para a fabricação de automóveis (partes expostas), eletrodomésticos (linha branca) e eletroeletrônicos, entre outros.

Dependendo do tipo de planta industrial concebida, a Sinobrás poderia também aplicar a matéria-prima a quente da Alpa diretamente na indústria naval e de construção civil. As bobinas a quente são utilizadas para a fabricação dos mais variados produtos, destacando-se: tubos, vasos de pressão, autopeças, implementos agrícolas, material ferroviário, material eletromecânico, construção civil e embalagens de grande porte.

Diretores da Sinobrás e Vale assumiram compromisso com a governadora de apresentação, no prazo de quatro meses, do estudo de viabilidade econômica da proposta.

Ana Júlia recebeu os seguintes diretores da Vale: Guto Quintella, diretor de Capital, Sustentabilidade e Relações Institucionais; Aristides Corbelins, diretor nacional de Siderurgia da Vale; diretor, Eduardo Bartolomeu, diretor executivo de Logística, Gestão de Projetos e Sustentabilidade; e José Carlos Martins, diretor da área de Minerais Ferrosos;

Pela Sinobrás: Vilmar Ferreira, presidente da siderúrgica; Ian Correa, vice-presidente; e, Cleiton Labes, diretor de sustentabilidade.

quinta-feira, outubro 08, 2009

Puty encara a Perereca da Vizinha

Excelente o nível da entrevista que a jornalista e blogueira Ana Célia Pinheiro fez com o secretário da Casa Civil, Cláudio Puty. O papo dos dois ocorreu na noite de terça-feira, sem pauta antecipada.

Ana Célia mandou ver, ao seu estilo segura-que-é-tua.

Puty rebateu todas as perguntas, revelando, pela primeira vez ao público de forma ampla e potencialmente provocado pela blogueira, seu pensamento político de esquerda (ainda pouco conhecido), comprometido com um projeto de desenvolvimento do Estado cuja idéia central prioriza a revolução nas prioridades.

Na longa entrevista, Cláudio Puty aceita, bem-humorado, as provocações de Ana, provocando-a, também.

Numa das respostas, quando emite juízo de valor sobre a atuação dos tucanos à frente de três governos, o Chefe da Casa Civil se esbalda em comparar a inversão de prioridades, deixando claro que o desenvolvimento humano da população paraense passa pela distribuição real de benefícios com vistas a acabar com o apartheid social. E aí é que ele, em nome do Governo Ana Júlia, considera ser mais importante o cidadão ter um lugar para morar sem correr o risco dela ser expulso, e que este lugar seja limpo, com saneamento, água potável e coleta de lixo.
Coisas simples, mas, ainda, muito distantes do alcance das famílias isoladas em seus guetos.


O blogger selecionou trechos da longa entrevista:


1-Considerações sobre a DS:

Foi muito importante ao trazer para o Brasil o debate sobre cotas para mulheres – tem um compromisso muito grande com o feminismo militante. Teve um debate no PT também muito grande, uma contribuição da DS, para o reconhecimento do direito à tendência no interior do PT. Todas as organizações socialistas anteriores ao PT e que entram no PT, a DS preconizou e preconiza a necessidade do direito à tendência no PT, uma ruptura com a tradição dos partidos comunistas, a tradição do Comitê Central e da unicidade de opiniões. Teve um papel importante, também, na prefeitura de Porto Alegre, ao levar adiante a idéia do orçamento participativo, que, em grande medida, foi uma elaboração também inspirada por militantes da DS; a idéia de empreendermos políticas municipalistas radicais, de democracia direta. Então, é uma corrente política como outra do PT, que tem na transformação socialista uma meta, o socialismo democrático uma meta importante, um sonho, e que preconiza que o PT deva estabelecer relações com grupos, com a esquerda democrática da América Latina e do mundo. Nós achamos que a transformação tem que ser inspirada, também, na experiência de outros países: da esquer
da européia, da esquerda latino-americana, a experiência cubana. Enfim, é um conjunto de idéias...

2- Kátia Abreu, no Pará, pedindo intervenção no governo Ana Júlia:

Para tentar evitar uma transformação real e necessária no campo brasileiro, nas políticas públicas brasileiras, você cria um demônio inexistente, para poder agregar ao seu redor, ao redor das suas posições injustificáveis, se forem discutidas à luz de uma certa racionalidade, um bando de gente amedrontada. Então, o que ela veio fazer aqui foi, na realidade, fazer agitação política, fazer oposição à governadora, porque os interesses que ela representa estão, estavam e serão contrariados enquanto estivermos no governo...

3- Discordando de que o governo não tenha nenhuma obra apresentada à população:

Ainda é muito cedo para julgar o governo, porque o governo não acabou, muita coisa vai começar a ser inaugurada agora. Há pouco entregamos algumas casas, já na primeira obra do PAC, no Fé em Deus, aqui na Augusto Montenegro - e é impressionante você ver como era e como está ficando. A mesma coisa você vai ver se for ao Tucunduba. Então, muita coisa vai ocorrer – e a percepção pública de um governo muda muito a partir do momento em que as obras vão maturando. Então, nada mais falso do que dizer que é um governo sem obras. É um governo, obviamente, com obras distintas: vamos fazer cinco vezes mais habitação popular do que o governo Jatene. Em termos de ligações de água, a Cosanpa administrou, até o início deste governo, 400 mil e nós vamos fazer, só neste governo, 200 mil ligações – é a nossa meta, com o PAC, com outras ações de saneamento. Tudo isso é obra. Obviamente, não teve Mangal das Garças, nem Estação das Docas, nem outras obras desse tipo, de caráter mais pontual. Já fizemos cerca de 400 reformas e reconstruções de escolas. Temos uma quantidade enorme de obras no interior.
(...) Eu fico muito preocupado em como é que vai ficar o estado psíquico dessas pessoas quando começarmos a inaugurar as obras do PAC, que estão todas muito adiantadas...
(...) O saneamento lá em Marabá, a ETE do Una. Então, tudo isso é muita coisa, muita obra... A nova Santa Casa, não esqueçamos, estamos aí acompanhando diariamente para que ela saia no prazo; o Ação Metrópole, que você acompanha como está ao passar pela Júlio César, pela Independência; a perna sul da Alça Viária, com a ponte sobre o rio Capim. Enfim: uma quantidade grande de obras que temos para inaugurar. Como eu disse: o governo ainda não acabou.

4- Convivência com o PMDB:

Não acho que seja difícil a convivência. Nós queremos o PMDB aliado, queremos que esteja na chapa de reeleição da Ana Júlia. A posição do PT é a de apoiar um candidato do PMDB para o Senado, aqui no Pará. Essa é uma decisão de diretório – não estou falando como membro do governo, mas, como petista – votada por unanimidade, sem problema algum. Então, isso demonstra que não há dificuldade fundamental na relação com eles. O que tivemos foi um problema de gestão, que tivemos, também, com forças do PT, inclusive da DS. Tivemos diversos problemas, mas, essas coisas são corrigidas. O problema é quando se associam correções na gestão – você tem de trocar uma pessoa aqui, né?, que nós avaliamos que não está dando conta do recado; ou teve problema aqui e acolá e troca aqui e acolá; isso aconteceu com muita gente do PT...

5- Uma análise sobre os governos do PSDB:

O governo do PSDB foi um governo centralizado na capital e um governo que, ao se deparar com a complexidade dos problemas na saúde, na educação, na segurança, resolveu fazer o mais simples, a partir de obras vistosas – o que não se pode dizer que seja uma coisa pouco inteligente; é uma coisa muito inteligente, só que não muda o estado. Então, em vez de enfrentar os problemas da municipalização da saúde, os problemas da saúde básica, preferiram construir hospitais de média e alta complexidade nas regiões - mesmo sabendo que a manutenção desses hospitais, por ano, seria mais cara até que a sua construção – em vez de empreender o processo, que é muito mais difícil, muito mais complicado, de fortalecimento da saúde básica. É isso que nos diferencia. Em todas as áreas você acha esse padrão pragmático/centralizador. Um padrão que funciona muito bem para as eleições, tanto que ganharam duas e disputaram a terceira. Mas, como eu disse, não resolve os problemas do povo. Daí a eleição da Ana Júlia. Eu poderia falar de várias outras características, mas acho que essa é a que simplifica mais.

6- Sobre a fama de ser o todo poderoso secretário controlador do governo:

Eu não sei. Isso quem tem de dizer é quem acusa; o ônus é do acusador. Mas, de qualquer maneira, talvez a atividade de articulação política esteja sempre, em alguma forma, associada à idéia da política enquanto uma arte manipulatória, o que é exatamente o contrário do que se pretende aqui. Tanto do projeto do governo, quanto do projeto de esquerda, enquanto tal, ele tem de ser esclarecedor. Tem de ser emancipatório, por assim dizer. Tem de ser o contrário da política vista simplesmente... Ou enquanto jogos de gabinete, jogos de palácios...

7- As perdas financeiras do Estado do Pará em face da crise econômica:

Esse mês nós perdemos R$ 70 milhões, mas, no passado, não foi tanto, variou. Mas eu creio que as perdas acumuladas chegam a R$ 400 milhões.

8- Sobre a retomada das conversas entre Ana Júlia e Jader Barbalho:

Estamos tentando confirmar... Acho que esta semana deve ter uma conversa da governadora com o deputado Jader.


O bom mesmo é ir até o Perereca da Vizinha, e ler toda a entrevista.

MAB denuncia contra Belo Monte

O MAB enviou Nota de Esclarecimento para publicação:

O MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) vem a público reafirmar nossa posição contra a construção da Hidrelétrica de Belo Monte, e de outras tantas barragens previstas para a região, bem como ratificar nosso apoio aos povos indígenas, lideranças e movimentos sociais que há anos fazem a luta contra esse projeto. Denunciamos a ofensiva da direita, de empresários, de latifundiários, da mídia, e da estrutura do Estado, que estão espalhando boatos infundados sobre a organização dos atingidos por barragens, tentando nos colocar contra o povo. O MAB já tem 25 anos de uma história de luta e organização na região amazônica.

Historicamente a construção de barragens no Brasil tem causado inúmeros impactos sociais e ambientais à população e ao meio ambiente. Segundo estudos, já se construíram mais de 2 mil barragens no Brasil, expulsando mais de 1 milhão de pessoas de suas terras, e alagando mais de 3,4 milhões de hectares de terras férteis. Outras 1.400 barragens devem ser construídas até 2.030, mais de 300 delas em solo amazônico.

Essas barragens mostram que a energia gerada serve para atender as grandes indústrias multinacionais instaladas aqui, como a Alcoa e a Vale, que pagam 10 vezes a menos de tarifa que o povo brasileiro. A produção final destas indústrias é exportada aos países centrais, a custos baixíssimos, inclusive com isenção de impostos. Ou seja: todos os planos de novas hidrelétricas, de mineradoras e de celulose estão minuciosamente articulados a serviço da acumulação imperialista. Além disso, estas obras são financiadas com dinheiro público do BNDES, chegando a mais de 70% do investimento.

Por isso queremos reafirmar que:

1- O projeto de construção da UHE Belo Monte está pensado na lógica do atual modelo energético, e, portanto, é anti-povo. Combatê-las, deve ser um compromisso de todo povo, do campo e da cidade. O Movimento dos Atingidos por Barragens é contra a construção de Belo Monte e de qualquer hidrelétrica no atual modelo de sociedade.

2- As riquezas naturais são do povo e devem estar a serviço do povo. A luta da energia e a luta em torno dos projetos minerais, de projetos de celulose, enfim de todos os grandes projetos, devem ser entendidas como lutas por soberania.

3- Vamos lutar contra a construção dessa obra, contra a privatização de nossos rios e exigir um plano de desenvolvimento pautado no respeito ao meio ambiente e a população da região.

4- Vamos continuar exigindo as dívidas sociais e ambientais deixadas pelas empresas do setor elétrico e pelo Estado brasileiro em todos estes anos de construção, como forma de minimizar os impactos deixados. O que não significa que aceitamos a política energética imposta. Pelo contrário, vamos continuar denunciando todas as formas de ameaças, cooptação, violência, para com as populações atingidas.

Por fim, estamos empenhados na construção de um outro projeto de desenvolvimento, baseado no respeito aos povos tradicionais, e a população como um todo, sua cultura, sua identidade, nos seus costumes, no respeito à natureza, e na socialização das riquezas produzidas, a fim de construirmos uma sociedade mais humana e mais justa a todos e todas.


Coordenação Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens

Casas dignas

Estão quase concluídas as 12 unidades habitacionais das doze famílias que serão remanejadas da área denominada Vila Alto Alegre, onde será implantado o Distrito Industrial 3 de Marabá destinado a abrigar a siderúrgica da Vale, portos e outras empresas de menor porte.

Família de Raimunda Brito deixará seu casebre...


Cada uma das doze casas edificadas possui 42,3 m2 , contendo sala, cozinha, dois quartos, banheiro e área de serviço externa. A nova vila construída pelo governo do Estado é dotada de infra-estrutura urbana, como energia elétrica, iluminação pública, rede de esgoto e água encanada.

A entrega das confortáveis residenciais ocorrerá este mês em visita que a governadora Ana Júlia fará ao local.

... Para morar na Vila Novo Progresso: urbanizada e confortável.

Varre, "Vassourinha", varre!

Manifestação contundente de leitores ao post Fedentina estomacal, através de comentários aqui no blog, telefonemas e emails, não causa nenhuma surpresa. A população paraense é inteligente e sensível, sabe distinguir o que funciona.

Lá de Parauapebas, o blogueiro William Bayerl dá umas pitadinhas a respeito de quem é a figura.

Um dos anônimo presentes, bate forte contando que Hidelbrando não pode ser levado a sério:


Eu falei sobre esse rapaz em um post seu, Hiroshi, há meses atrás. Esse moço foi candidato folclórico a prefeito de Parauapebas. (Lembra quando o MACACO TIÃO, um orangotango do zoo do RJ que foi candidato a prefeito do Rio -protesto-, e teve até uns votinhos?)Pois é. Ele - o tal Rui- andava engravatadinho e com uma indefectível vassoura na mão vociferando: "maranhense vota em maranhense"; seu programa eleitoral era cômico, cheio de erros de concordância verbal e nominal. Não dá para entender alguém levar esse cara a sério....

Também o blogueiro Levi Meneses, meteu sua colher na panela:

Postei comentário em outra postagem sua sobre o cidadão, e creio ser o mesmo que conheci anos atrás. àquela época, ela estava a serviço de parlamentares como Martinho Carmona (para quem seu ex-sócio Alberto ainda trabalha), Giovanni Queiroz e outros. Pelo menos dizia que estava a serviço deles, pois usava da representatividade do PDT.
Como seu interesse não é outro além de dinheiro, deve estar a serviço de alguém, e não será difícil descobrir. Basta fazer uma ou outra pergunta ao cidadão e saberás. Lamento que uma questão tão séria como a divisão territorial de u estado tão rico como o Pará esteja sendo manipulada por gente deste nível. Como bem disseste, no final teremos mais gente miserável e uns uns poucos mais ricos...

Na caixa de comentários, a turma zangada com o “ Vassourinha”, porque conhece o "Vassourinha".

Poderosa afrodite

A Vale pretende mesmo começar a vender imagem nacional de que ela é a principal responsável pelos mais importantes investimentos sociais inseridos nos municípios localizados no entorno de seus projetos. Nessa estratégia de marketing, utilizará o Departamento de Jornalismo da Globo.

As primeiras pautas começaram a ser feitas pelo jornalista Tonico Ferreira.

Antes, Caco Barcellos andou na Serra dos Carajás ensinando “Qualificação em Mineração e Meio Ambiente” aos jovens jornalistas de Parauapebas, num seminário oferecido pela Vale.

Como entre o mar e o rochedo, o lambari sempre leva lambada, nessa história há fortes suspeitas de que a autoria das desigualdades será depositado na conta das prefeituras, mal administradas.

Por isso, já tem gente em Parauapebas sugerindo a Globo que mande a Carajás, de novo, o Caco Barcellos, para produzir às pressas um “ Profissão Repórter” sobre os danosos efeitos, e cada dia mais acachapantes, dos projetos da mineradora na vida de quem reside nos municípios minerários.

Mas pra contar tintin-por-tintin.

Até a fraude fiscal aplicada pela Vale, que já deve mais de R$ 1 bilhão ao Estado do Pará e municípios, com direito a CEFEM, de royalties pagos a menos pela empresa sonegadora.

Vontade imperial

Ainda em agosto, o poster contou estorinha envolvendo Almir Gabriel e personagem do ciclo de amizade dele, residente em Marabá, com quem estivera em demorado encontro na capital do Estado. Algumas conclusões a que chegam agora formadores de opinião sobre a movimentação política do ex-governador junto aos tucanos refletem conteúdo daquele papo contado aqui.

Manobristas de mandatos

Mário Couto (PSDB) está incluído na lista feita pelo Congresso em Foco dos senadores que não abrem mão de disputar as eleições para os governos de seus estados.

Poderosamente emocionante

Pule de dez quem já ouviu falar de algum despacho da juíza de Direito de Marabá Maria Aldecy Pissolati que não cause pesadas cargas de emoção. Nossa honrada Meritíssima Juíza, tantas já vividas, tem a capacidade de nos brindar, quase sempre, assim, de frente pra vida, com decisões polêmicas de causar furor.

Como o recente deferimento de liminar, a pedido do Ministério Público, determinando à Procuradoria Geral do Estado entregar cópias dos procedimentos de desapropriação da Gleba Quindangues, local escolhido para construção da siderúrgica da Vale, sob iminente uso de forças policiais para apreender os documentos.

Tantas emoções, pouca importa se a decisão possa romper sigilo e inviolabilidade da instituição.

Em verdade, por trás desse imbróglio (perdão, leitores, pelo palavrão!) há motivações que nossa vã filosofia consegue abarcar. Ou compreender. E atitudes de menos.

O resto... "o importante é que emoções eu vivi".

Culinária política

Mais do que um jantar de congraçamento entre aliados, o que a direção do Partido dos Trabalhadores do Pará pretender mostrar a Dilma Roussef, na noite do sábado do Círio, é a força articulada dos grupos políticos em torno da candidatura dela à Presidência da República.

Detalhes do jantar estão sendo tratados com cuidado extremo.

Serra do Navio

Lodaçal de corrupção envolvendo pagamento de propinas generosas de até R$ 225 mil a políticos de Macapá está na lupa da blogueira mais conhecida da Região Norte. O roteiro tem de tudo: espionagem, denúncia de chantagens, financiamento de campanhas eleitorais, empresas mineradoras inidôneas, o escambau.

Leitura de cabeceira

Alcinéa Cavalcante está lendo “Honoráveis Bandidos – um retrato do Brasil na era Sarney”, do jornalista Palmério Dória. Perseguida e censurada pelo presidente do Senado, a corajosa blogueira de Macapá deve estar se divertindo maravilhosamente com as revelações de Dória.

Divirta-se, Alcinéa!

quarta-feira, outubro 07, 2009

Cartaz centenário de Nazaré

Amanhã, 08, às 9h, na Casa de Plácido, no Centro Social de Nazaré ao lado da Praça Santuário, acontecerá uma entrevista coletiva sobre a doação do cartaz do Círio de 1909, doado pela Família Norberto à Basílica Santuário de Nazaré, em nome do Reitor do Santuário padre José Ramos das Mercês. Também, padre Ramos vai comentar sobre os 100 anos da Basílica de Nazaré, em Belém do Pará.

Basílica Santuário de Nazaré completa 100 anos e ganha um Cartaz do Círio com a mesma idade. A doação é do jovem advogado Antonio Luciano Pontes dos Santos Junior para a Igreja, em nome do Reitor da Basílica Santuário de Nazaré, padre José Ramos das Mercês. O doador é bisneto dos nordestinos Joaquim Norberto da Silva e Vitalina Maria de Souza, que conseguiram esse cartaz no Círio de 1909 em Belém do Pará, quando iniciaram uma tradição na família.

De 1909 até este ano o cartaz ficou sobre os cuidados da família Norberto, que o guardava tradicionalmente durante quatro gerações. “O Cartaz Centenário foi entregue a mim como um presente de minha mãe no ano de 2007, ela tomou essa decisão pelo fato de que eu sou o único filho paraense”, disse Antonio Luciano.

Ainda, em 2007 quando a mãe de Luciano, Lúcia Norberto de Souza, e alguns familiares chegaram a Belém para passar o Círio de Nazaré se depararam com uma exposição de cartazes do Círio, no aeroporto internacional da capital paraense. Foi então, que a filha de dona Lúcia, Luciana Pontes Braga, observou que faltava na exposição o cartaz do Círio de 1909. Assim, dona Lúcia e sua família conversaram, e Antonio Luciano decidiu doar para a Basílica a relíquia, e sem perceber a decisão foi justamente no ano centenário da Igreja de Nazaré,

Após essa doação, o cartaz, segundo padre Ramos, ficará exposto em uma nova moldura, na Casa de Plácido, centro de acolhida aos romeiros. “Agradeço a Luciano e toda sua família pelo ato de generosidade, e fico feliz pela providência divina”, disse o sacerdote.

Coincidência - Padre Ramos, que já via dona Lúcia em algumas missas na Basílica, relata que sempre a achou uma pessoa séria e de grande amor à Nossa Senhora de Nazaré, e por isso acredita que esse cartaz centenário era mesmo para coincidir nos 100 anos da Basílica. “Poucos dias antes de dona Lúcia me procurar para oferecer o cartaz, eu já tinha dado a extrema unção a duas centenárias, que já morreram de velhice”, contou.

Dona Lúcia diz que esse cartaz vai fortalecer sua família e todos os paraenses. “Dividimos esse patrimônio histórico com todos aqueles que crêem na Rainha da Amazônia. Esperamos que a chama da fé passada de geração a geração se propague cada vez mais para as futuras gerações”, afirmou.

Histórico – O cartaz foi conseguido em 1909 pelos nordestinos Joaquim Norberto e Vitalina Maria, bisávos de Antonio Luciano, que até então moravam em São José de Mipibu, em Rio Grande do Norte.
Seu Joaquim trabalhava com agropecuária e veio à Belém para obter informações sobre negócios com a borracha, matéria prima na época. Assim, estando na Cidade das Mangueiras assistiram ao Círio de Nazaré e conseguiram o cartaz, o qual foi passado para a segunda geração, após a morte de Joaquim e Vitalina.

O cartaz então foi doado para João Norberto de Souza, avô de Antonio Luciano. Passaram-se alguns anos e com a morte de seu João, a relíquia foi para a filha, em 2006, que tinha mais contato com o Pará, Lúcia Norberto, mãe de Luciano. Mas, no ano seguinte dona Lúcia, que tem cinco filhos, decidiu doar em vida o citado quadro para o seu único filho paraense, Luciano, que recebeu uma graça da Virgem de Nazaré quando ainda criança.

Mesmo com toda essa tradição familiar, Luciano abriu mão do cartaz e decidiu doar para a Basílica de Nazaré, e por isso vai receber uma reprodução exata do cartaz e uma missa especial para a família, nesta sexta-feira, 09, às 18h na Basílica de Nazaré.


Fonte: Edenice Pereira – Comunicação $ Studio Basílica Santuário de Nazaré

Alpa em plenária

Implantação da Alpa (Aços Laminados do Pará) em Marabá. Este o tema da palestra do Diretor Nacional de Siderurgia da Vale, Aristides Corbellini, marcada para esta quinta-feira, 8, às 14 horas, na sede da Associação Comercial e Industrial de Marabá.

Diretores da Alpa também se farão presentes.

Até tu, tatu?!

Acreditem! Somente agora o poster toma conhecimento do estrago que o TSE causou à imagem ética que o PPS sempre vendeu ao povo brasileiro. No sítio do tribunal, as contas rejeitadas do partido somam quase uma dezena de irregularidades: ausência de documentação comprobatória de gastos efetuados com recursos do fundo partidário, aplicação irregular de recurso do fundo partidário em donativos e contribuições; descumprimento do artigo 34 da Lei dos Partidos Políticos (9.096/95), pela ausência de registros contábeis e de comprovação do recolhimento das retenções efetuadas; e por aí vai.

Como fica agora o discurso de moralização do Roberto Freire, defendendo a candidatura de Zé Serra como a que existe de mais límpida no país?

Condenados pelo TCU

Robert Douglas Sampaio Lopes e Marta Dionísio Batista, ex-presidentes da organização da sociedade civil de interesse público (Oscip) Pará Social, foram condenados a devolver solidariamente R$ 38.515,20 ao Fundo Nacional de Saúde (FNS) em razão de não aplicação do citado recurso na aquisição de equipamentos e materiais para a estruturação da atenção básica de saúde, visando o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

Relator do processo no TCU, o ministro José Jorge indica, como falha mais grave, a falta de constatação, pelos auditores do Ministério da Saúde, de distribuição à rede de serviços básicos de saúde dos equipamentos destinados ao cumprimento do objeto pactuado.

Além da devolução do recurso indicado, Robert Lopes e Marta Batista pagarão, em 15 dias, R$ 5 mil por multa individual.

Cabe recurso da decisão.

Tirando bronca

Esperneada pela indignação do presidente Lula com a postura da mineradora em insistir comprar navios fabricados em outros países, a Vale acaba de publicar Nota de Esclarecimento para limpar a barra diante do governo.

O que diz a empresa:


1)O contrato com a STX Pan Ocean é um contrato de afretamento de navios. Não se trata de compra de embarcações;

2) Este contrato está alinhado com a política da Vale de estabelecer um portfólio de fretes que garanta nossa competitividade no mercado transoceânico, em especial a China, no médio e longo prazos, ajudando no desempenho da balança comercial. A Vale respondeu por 44,2% do superávit comercial brasileiro no primeiro semestre de 2009;

3) A Vale informa ainda que está aguardando a finalização do processo de licitação aberto junto aos estaleiros nacionais para a construção de navios no Brasil.



Vai ser assim, agora.

Lula não descansa enquanto a Vale não destituir da sua presidência o arrogante Roger Agnelli, que em plena crise econômica internacional demitiu mais de mil trabalhadores, indo na contramão do que pregava e fazia o governo, e, também, anunciou a compra de grandes navios no exterior, ignorando a existência dos estaleiros nacionais.

Batalha anunciada

Piero Locatelli, do UOL Notícias, é quem informa, direto de Brasília:


Em reunião na noite de terça-feira (6), na casa do deputado Henrique Eduardo Alves, líder do partido na Câmara, a alta cúpula do PMDB decidiu acertar antes a candidatura nacional, para depois fechar os acordos regionais. Mas as lideranças do partido já admitem a possibilidade de haver dois palanques de candidatos apoiados por Lula em alguns estados, como Pará, Rio Grande do Sul e Bahia, onde o PT e o PMDB devem se enfrentar.


Mais.

Em direção ao altar

Nos bastidores da política paraense, Sebastião Miranda (PTB) permanece exposto como a “noiva” cobiçada. O ex-prefeito de Marabá não sabe qual desafio vai encarar nas eleições de 2010, porque ele pode ser candidato a deputado federal, estadual, ou, dependendo das circunstâncias, candidato a vice-governador.

Contra Belo Monte

Renata Soares Pinheiro, do Movimento Xingu Vivo para Sempre, informa que os movimentos sociais assim como os pesquisadores que fazem parte do painel de especialistas para analise crítica do EIA de Belo Monte encaminharam ao MPF de Altamira, todos os documentos que foram protocolados junto ao IBAMA e que devem fazer parte do processo administrativo do licenciamento ambiental de Belo Monte.

Os documentos foram entregues ao IBAMA dentro do prazo de 15 dias úteis conforme o artigo 13 do regulamento das audiências públicas do órgão licenciador federal. Em resposta às declarações equivocadas feitas pelo presidente do IBAMA, Roberto Messias no dia 05 de outubro ao Valor Econômico, o MPF está preparando uma recomendação que deverá ser encaminhada em breve ao IBAMA, exigindo que tais documentos sejam inseridos no processo.

Cofre vazio

Maurino Magalhães tem recorrido a seguidas reuniões para motivar seus secretários a continuar trabalhando normalmente diante das broncas que seu governo começou a enfrentar, inclusive com ameaça da própria sobrevivência.

A atual administração de Marabá vive várias crises: indisposição com o Ministério Público, pedido de cassação de mandato por suposta prática de crime eleitoral e, o obstáculo mais difícil de saltar, a falta de dinheiro.

despesa demais, para grana de menos.

De tão dramática a situação, depois de atrasar o pagamento de fornecedores em até tres meses, o alcaide determinou, na última reunião, a paralisação de todas as obras – à exceção daquelas garantidas por recursos federais -, e zerar qualquer tipo de compra.

terça-feira, outubro 06, 2009

Fedentina estomacal

Leiam, ipsis litteris, o que diz um moço chamado Rui Hidelbrando, no site por ele criado para defender o Estado de Carajás:



Criar o Comitê Carajás é queimar a ponte que nos liga a exploração secúlar (sic) dos governantes do estado do Pará é termos a visão que não existe outro caminho a não ser seguir em frente o Comitê Carajás, representa um novo momento na luta pela emancipação política do estado do Carajás, a região sul e sudeste do Pará que não mais suporta a coleira de dependência política e administrativa imposta sobre o nosso povo, apresentamos um perfil geográfico completo, cultura migratórias riquíssimas, trabalhadores de todas as partes do Brasil, se concentram aqui e formam um conjunto de potencial que poderá transformar a nossa região em uma terra de oportunidade um novo estado que irá fortalecer a economia Brasileira, vamos para o tudo ou nada independência ou morte, em nome da causa emancipalista conclamo a todos os lideres políticos, empresários e cidadãos de todas as classes sociais a se juntarem nesta luta em busca da independência de nosso povo, queremos o nosso estado é agora vai ou racha.



Frases grifadas são de autoria do poster a realçar a que ponto chegamos, nós residentes no Sul do Pará, para suportar a incongruência estomacal desse caratonha.

Um texto com pontuação à terçado, na base do só vale vírgulas – e seja o que a gramática dele quiser.

O texto, por si, explica tudo. Como se diz, dispensa comentários.

Pois é ele quem lidera o movimento popular convocado para incendiar a região.

O tal Comitê Carajás, formado para liderar o empurra-empurra que propõe a divisão de um Estado exatamente em sua região mais rica, como se tudo fosse possível no grito, como ele mesmo diz, “agora vai ou racha”.

Como se esse processo não passasse ao largo de demorado e paciente regime de maturação, cuja força propulsora de sua conquista será o convencimento, os dados sócio-econômicos e a articulação política congressual.

Sem isso, nada se cria. Nem se transforma. A não ser a cara cínica de aventureiros similares.

Pois esse Hidelbrando é quem foi escalado para correr o Sul do Estado com a bandeira separatista, exatamente para fazer o que a classe política evita, temendo queimar o filme: fechar rodovias, ferrovias, pontes, ruas e avenidas – emparedando autoridades.

Ele é o preposto dos engravatados com mandato para pulsar a anarquia.

E foi exatamente o que fez o mocinho, semana passada, ao obstruir por mais de duas horas a ponte rodoferroviária sobre o Tocantins, paralisando o trânsito e a paciência dos moradores de Marabá.

Ato irresponsável e de caráter exclusivamente pessoal, à revelia das entidades representativas da cidade.

Um dia, O Estado de Carajás será criado.O pôster tem afirmado isso há mais de quinze anos, desde quando dedicou grande parte de sua capacidade de trabalho na edição de um jornal (ao lado de Ademir Braz) , com proposta de defender a nova unidade federativa.

De lá pra cá, nada se viu avançando no campo da qualificação político-representativa. Ninguém tratou de trabalhar a sociedade para conscientizá-la de que o Estado de Carajás jamais será criado sem uma boa base de representantes regionais eleitos para defender a proposta na AL e no Congresso Nacional. Os interesses e ambições pessoais (sem generalizar) de quem se envolve com a bandeira separatista, buscam exatamente o que está adjetivado.

Em época de eleição, como caititus, eles aparecem, em bando, e lançam-se candidatos a qualquer coisa desde que haja um partido disponível, lixando para a formação de uma unidade política em seus municípios. Resultado: o Sul do Pará, buscando sua independência político-administrativa, não elege mais do que três deputados estaduais e o mesmo tanto de federais.

Bancada para jogar truco.

Pior: com o passar dos anos, no topo da elite que defende o Novo Estado aumenta o número de pessoas cada vez mais envolvidas com o desmatamento da região, exatamente aquelas que, um dia surgindo a nova unidade federativa, estarão à frente das gestões públicas criando “novas fronteiras” de desenvolvimento e o desflorestamento contínuo do que ainda existe.

Nos últimos tempos, tenho ficado cada vez mais convencido de que o Estado de Carajás não pode surgir a reboque desse cenário.

Se jovens realmente comprometidos com o meio ambiente e com a qualidade de vida futura não estiverem à frente dos sonhos de independência, quem garante esses personagens não estão de olho em constituir uma capitania hereditária em cujo território a distribuição de riquezas será para número bem menor dos já poucos?

Voltando pro nosso personagem esperto. No site do Comitê dele, há uma enquete com intenções safadonas, ao indagar qual a cidade deveria ser a capital do Estado do Carajás (É, já está nesse nível, escolhendo a sede da capital!!).

Há sete alternativas (vejam lá), e quem está levando vantagem? “Uma nova cidade planejada”.

Sim, pela cabeça dos verdugos isso já passa, sim! Torrar dinheiro na construção de uma nova cidade.

O resto imagino todos saberem quais intenções tem um cara desse.

Coluna Diário do Pará

Coluna do poster publicada na edição desta terça-feira, 6, do Diário do Pará:


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Mexendo no tabuleiro
Ele é uma das pessoas da mais extrema confiança do prefeito Darci Lermen. Mas isso não o impediu de assinar ficha de filiação ao PMDB, em ato solene abonado pela deputada federal Bel Mesquita, adversária política de Darci. Do jeitinho contado aqui na coluna, dias atrás, certamente faz parte dos planos do prefeito municipal o ingresso na legenda peemedebista de João Fontana, secretário de obras de Parauapebas, provavelmente olhando uma grande composição eleitoral em que Bel Mesquita possa estar inserida. Darci já definiu como seu candidato a deputado federal pelo PT, o secretário municipal de Fazenda, Milton Zimmer Schneider .

Decepção no Araguaia
Passava das 15 horas de ontem, 5,, quando um dos peritos do Grupo de Trabalho Tocantins, formado pelo Ministério da Defesa para tentar localizar restos mortais de guerrilheiros do Araguaia, anunciou que estava encerrada mais uma expedição de buscas, do outro lado do rio Araguaia, mais precisamente em Xambioá (TO). Desolado, ele não conseguia despistar o cansaço e a decepção, principalmente por causa dos indícios preliminares, sistematizados, de que no sítio onde foram feitas as escavações poderia estar enterrado o que sobrou do corpo do líder da guerrilha, Osvaldo Orlando da Costa - Osvaldão.

Inscrições milenares
O Lajeiro do Cadena, sítio arqueológico localizado em Conceição do Araguaia, merecerá cuidados especiais do Instituto do Patrimônio Histórico, Artístico e Nacional (IPHAN), conforme relatório preliminar preparado pela equipe que esteve no município catalogando inscrições rupestres localizadas na área, seguindo orientação de pesquisadores do Museu Emílio Goeldi que já haviam apontado para suposta existência de uma relação de continuidade entre o Centro-Oeste e a Amazônia no que concerne as gravuras rupestres. Convênios deverão ser assinados entre o governo federal e a prefeitura de Conceição objetivando preservar o sítio e aprofundar estudos.

Golpes no crime
Em menos de doze dias, a polícia paraense, com apoio do Núcleo de Inteligência, prendeu quatro perigosas quadrilhas atuando no Sudeste e Oeste do Estado. Em Marabá, centenas de papelotes de cocaína foram encontradas junto aos traficantes presos num bairro da cidade, ao mesmo tempo em grupo de cinco assaltantes de banco também foi dominado 24 horas antes da execução do roubo planejado às agencias da CEF e BB. Em Santarém e Monte Alegre, outros dois perigosos bandos de traficantes também enjaulados. É preciso registrar esse esforço de sucessivas vitórias da secretaria de segurança contra as organizações criminosas.

Nova legislação
Comerciantes e empresários discutiram ontem, em Marabá, as diretrizes da Lei Complementar Federal nº 123, que regulamenta o tratamento diferenciado às micro e pequenas empresas. A lei estabelece normas relativas aos incentivos fiscais, inovação tecnológica e à educação empreendedora, associativismo e suas regras de inclusão, incentivo a geração de empregos e à formalização de empreendimentos, entre outras. Encontro foi organizado pela SICOM - secretaria municipal de Indústria e Comércio.


Comércio florestal
Com expectativa de negócios em torno de R$ 150 milhões, a Feira da Madeira marcada para o período de 28 a 31 de outubro pretende colocar no Hangar cerca de 20 mil pessoas. Entre fabricantes de máquinas, prestadores de serviços, empresários florestais, detentores de processos e tecnologia de agregação de valor, organizadores anunciam a inscrição de 200 expositores.




Umas & Outras
Finalmente, a Justiça notificou o prefeito Maurino Magalhães (PR). O vice-prefeito, Nagilson Amoury, até o final dessa segunda-feira, 5, ainda não havia sido localizado. O prefeito tem prazo até dia 14 e3 outubro para apresentar sua defesa.

Anunciado para os dias 7 e 8 de outubro, a I Mostra de Profissões do município de Canaã pretende reunir instituições ligadas à educação e formação profissional para apresentar as novas oportunidades de mercado para a cidade. São esperados pelo menos quinhentos participantes.

No final da tarde de ontem, pecuaristas do Sul do Pará tentavam obter dados a respeito dos critérios socioambientais adotados pelos frigoríficos
JBS-Friboi, Bertin e Marfrig, como regra básica para a compra da produção de boi na região. Havia muita preocupação entre os principais produtores de boi.
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Encarando o bicho

Por linhas tortas, embora plenamente justificável, o Ministério Público decidiu mostrar a cara. Só que a empresa merece responder a muito mais ações por todos os males que vem fazendo contra a população do Pará.

Velhos filmes em cartaz

O que vive, hoje, a população de São Domingos do Capim, é o que pode ocorrer em Marabá, brevemente.

Gavetas ocupadas

Ainda não foi desta vez que o secretário de Segurança do Pará, Geraldo Araújo, entregou a toalha. Ele continua exercendo plenamente suas funções.

Coluna Diário do Pará

Coluna do poster publicada na edição de sábado, 3, do Diário do Pará:


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Bagunça oportunista
Arvorando-se novo líder do movimento que tenta levar às ruas o clamor pela criação do Estado de Carajás, um ilustre desconhecido de nome Rui Hidelbrando, presidente do Comitê Carajás, promete incendiar a região. Já mostrou as asinhas, ao interditar, pela segunda vez desde quando foi inaugurada (a primeira vez foram os garimpeiros), a ponte rodoverroviária sobre o Tocantins, em horário de rush, causando engarrafamento de mais de três horas e muita revolta entre populares.O moço chegou na cidade com coordenadores de diversos comitês criados em outros municípios e mandou ver , prometendo dias piores com atos mais radicais, caso o Congresso não vote o pedido de plebiscito a curto prazo.

Roque Santeiro
Como não encontrou receptividade da população de Marabá a movimentos irresponsáveis do tipo fechar pontes e rodovias, o “milagreiro” foi à imprensa reclamar da “falta de participação da comunidade local”, certamente por desconhecer a consciência consolidada do povo marabaense de que o futuro Estado de Carajás será criado mas por uma série de ações políticas originárias da eleição de uma maior bancada regional de parlamentares, e do convencimento civilizado geral de que o processo histórico é irreversível -, sem radicalismos e nem gestos oportunistas como o do moço presidente do Comitê. O blog do colunista prepara, neste sábado, merecidos posts ao novo “ líder das massas” do Sul do Pará. Deem uma espiadinha!

Em plena campanha
No dia em que era para estar prestando esclarecimento à Vara de Crimes contra Crianças e Adolescentes, cuja audiência foi adiada a pedido de seu advogado, Luís Seffer, réu em processo por estupro e atentado violento ao pudor contra uma criança de 9 anos, agora no PTB, desfilava no aeroporto de Marabá na manhã de ontem, 02, ao lado do presidente municipal do partido, João Correa, e de mais duas pessoas, com quem conversou animadamente enquanto aguardava o avião da TAM que o levou de volta a Belém.


Revolta de mãe
No embarque, Luís Seffer foi o último a entrar na aeronave, sentando na penúltima fila das poltronas, evitando com essa manobra contato direto com os demais passageiros. Ainda no terminal aéreo de Marabá, uma senhora, exaltada na fila do check-in, vociferava frases contra o ex-deputado estadual, acusando-o de molestador de criança, ao mesmo tempo em que era contida pelo marido. Mais distante do local, o ex-deputado estadual parecia não ouvir a manifestação raivosa da senhora, conversando calmamente com seus três interlocutores, até seguir para a sala de embarque.

Subindo lajes
As obras do Unique Shopping Parauapebas estão em ritmo acelerado, com as estruturas de seus pilares em elevação, sob a responsabilidade da Premium Engenharia. Prometido para ser um revolucionário centro de convivência para a comunidade, o empreendimento é fruto de parceria dos grupos Urbia, Guanandi WTorre e Premium, com três lojas-âncora, duas mega-store, praça de alimentação, estacionamento para 702 vagas e 126 lojas. Inauguração está marcada para setembro de 2010

Distrito Industrial
Por conta de adequações no projeto, o ritmo das obras do Distrito Industrial de Marabá teve de ser diminuído, depois de parte dos serviços de terraplenagem do centro de convivência ter sido concluída. A partir dessa semana os trabalhos serão retomados, dando continuidade à fundação do mesmo centro e as obras de terraplenagem. Em relação à fase 2 do projeto, está sendo concluído os trabalhos de lotação topográfica das vias para que seja iniciado o processo de desmatamento da área. A reestruturação do DI de Marabá está orçada em R$11,9 milhões e deve ser concluída no primeiro semestre de 2010.

Umas & Outras
Noé Von Atzingen, presidente da Fundação Casa da Cultura, deu inicio à formação da Orquestra Sinfônica de Marabá, ao e anunciar a abertura de 25 vagas para cursos de violino (I e II), viola, violoncelo e contrabaixo acústico, procedimento previsto para dar cumprimento a processo que pretende ampliá-la para 40 vagas.

No final da tarde de ontem, 02, Dilma Roussef confirmou ao gabinete da governadora Ana Júlia sua presença em Belém para assistir ao Círio de Nazaré.


Deputado João Salame (PPS) alerta que se não houver flexibilização em alguns casos do ingresso ao serviço público apenas por concurso, muitas escolas da zona rural serão paralisadas. Segundo ele, “é preciso não radicalizar para que a máquina não pare, a população não sofra e os alunos não fiquem sem aula”.

Chico César e Nilson Chaves se apresentam esta noite no encerramento do 3º Fempa (Festival de Música de Parauapebas). A cidade respira cultura em todos os segmentos. Agora será a vez do cinema, com a realização “ Curta Carajás”. Cláudio Feitosa, secretário de Cultura, é o idealizador do calendário.
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