sábado, novembro 18, 2006

Acaba monopólio da TAM

Boa notícia para quem depende do aeroporto de Marabá para viagens de emergências e regulares: a partir desta segunda-feira (20), a Total Aérea ativa rota Brasília/Carajás/Marabá/Tucuruí/Belém, ida e volta, acabando com o monopólio da TAM. Em janeiro será a vez da GOL entrar por aqui com dois vôos diários, devidamente homologados pela Anac.
No trecho Marabá-Belém, tarifa cheia, a passagem aérea da TAM não sai por menos de R$ 500,00,num percurso de 40 minutos. Com o advento das duas novas companhias, os mais pessimistas acreditam que o preço dessa passagem poderá despencar para algo em torno de R$ 200,00.

Advogados impõem derrota a Belém

Resultado da eleição em Marabá para a presidência da subseção da OAB: Haroldo Silva Junior 94 votos X Ronaldo Giusti 74. A diferença de vinte votos reflete a tendência da maioria dos advogados locais contrária ao atrelamento da entidade a OAB de Belém. Esse discurso foi propagado durante a campanha e agora a pouco entre os aliados oposicionistas, festejando a vitória.
169 advogados compareceram à cabine de votação, consagrando com isso o menor índice de abstenção das eleições da classe e registrando o maior placar de uma chapa em relação a outra.

Tempo de mudança

Os ventos estão seguindo para as estações de mudanças. Deu oposição na eleição da subseção da OAB em Marabá. Haroldo José derrotou Ronaldo Giusti que tentava a reeleição. A diferença nao deve ter passado de 30 votos. Resultado oficial sai daqui a pouco.
Na tarde desta sexta-feira post registrou a dura disputa, apesar de prognóstico feito por dois advogados admitindo tendência para a recondução de Giusti por diferença mínima. Quando liberarem os números, a gente divulga.

sexta-feira, novembro 17, 2006

Ação contra pistolagem

Assessoria da deputada Socorro Gomes ( PCdoB/PA) anunciou que ela pensa sugerir à governadora eleita Ana Júlia um encontro imediato com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, com objetivo de sensibilizá-lo a determinar à Polícia Federal a captura dos condenados por crimes cometidos contra trabalhadores rurais no Pará. Cita como exemplo Adilson Laranjeira e Vantuir Gonçalves, apontados como mandantes do assassinato do sindicalista João Canuto, em 85, no sul do estado. Condenados em 2003, os dois continuam foragidos. Dirigentes da CPT no Pará informam que existem mais de 30 mandatos de prisão expedidos contra pistoleiros e fazendeiros por crimes contra trabalhadores rurais sem o devido cumprimento.

Eleição difícil

São 15h30 em Marabá. Aqui na sede da subseção da OAB a disputa pela presidencia está acirrada. De um lado, Ronaldo Giusti tenta a reeleição; do outro, Haroldo José lidera um movimento "pela mudança". Prognósticos afobados podem dar com os burros n'água, todavia, dois advogados, distanciados da efervescência que domina a campanha, ouvidos agora, arriscam cravar pela recondução de Giusti. Detalhe: os dois votam em candidatos distintos.
Na eleição anterior, Ronaldo Giusti ganhou por 13 votos. Vitória apertada pode se repetir agora, para um dos lados. Blog apurou que estão aptos a votar cerca de duzentos associados. O comparecimento de eleitores não deverá passar de 170.

Nada a declarar

O simpático gesto do ex-treinador da seleção brasileira de se aliar à prefeitura de Parauapebas na implantação da Fundação Luxemburgo, por mais façamos esforços para exorcizar pensamentos febris, de repente, nos lança àquela situação de vincular um pouco o modus operandi do mundo do futebol com o dia a dia da maioria das prefeituras brasileiras. Há sempre a desconfiança de que tudo aí funciona à base do “por fora”.
Mas que fique bem claro apenas a existência, nesse caso, de uma fixação subreptícia de imagem, construída em nossas mentes ao longo desses tempos de escândalos e algemas gerais.

Urubu ou avião?

Recuperemos trecho da declaração de Wanderley Luxemburgo à imprensa de Parauapebas, justificando o investimento de sua fundação no município:


“Começando por aqui (Parauapebas) com certeza vamos alcançar o nosso objetivo de trabalhar com o social numa maneira muito mais positiva, atendendo as pessoas que realmente precisam. Nós temos que realmente fazer esse trabalho de ação social. Já conheço o prefeito Darci há alguns anos e quero que o projeto atenda a cidade com a parceria da prefeitura e de empresários, para que assim a gente faça uma coisa boa para os que precisam realmente”.


Depois do turbilhão de encrencas vivido por Wanderley à época em que foi denunciado e acusado de várias impropriedades, sinceramente fica difícil ao cidadão comum acreditar nesse sentimento franciscano do treinador, anunciando investimentos sociais em ponto extremo da geografia de seus negócios.

Área de livre comércio

Marabá e Parauapebas havia muito tempo estavam estimulando investimentos da dupla Marcelo Gabriel/Chico Ferreira, principamente nas áreas de serviços e transportes. Pela estrutura natural de suas economias, os dois municípios passaram a seduzir apaixonadamente a dupla do barulho, tanto é verdade que Ferreira fazia o trajeto Belém-Marabá-Peba com tanta desenvoltura que passou a ser pessoa conhecida até do Zé da Esquina.
Muita gente anda questionando se a presença a Paruapabeas do treinador Wanderley Luxemburgo, dia 13, véspera do estouro da operação Rêmora, visava apenas propagar a instalação no município da Fundação Luxemburgo ou se por trás da movimentação, certamente idealizada por Chico Ferreira, nao pousaria interesses outros totalmente distanciados das preocupações sociais do ex-treinador da seleção e que foram tornadas públicas em longa entrevista dele na cidade.A biografia de Luxemburgo contribui para que pessoas esclarecidas passassem a contraditar os fatos.
Não faz muito tempo o treinador foi denunciado de sonegação de quase R$ 1,3 milhão de Imposto de Renda e acusado, por uma ex-namorada, de que fez do futebol seu balcão de negócios, ganhando dinheiro com a valorização do passe e venda de jogadores sob seu comando.
Pesaram também o desvendamento de sociedades dele com terceiros , inclusive dirigentes de clubes, destinadas a manter relações de parceria com os principais agentes de jogadores do país, muitos deles estrelas da seleção brasileira, comandada pelo então técnico.
Certamente inspirado no ídolo e sócio, aqui no Pará, Chico Ferreira imprimiu o mesmo ritmo, ao envolver-se com o agenciamento de jogadores. Nada contra essa atividade, apenas citado o fato para vincular os acontecimentos da semana e seus desdobramentos.

quarta-feira, novembro 15, 2006

Elite paraense

Se antes os donos de usinas de ferro gusa era uma elite mineira, futuramente o setor deverá ser capitaneado por investidores paraenses. O passo inicial, em área estratégica, foi a criação do sindicato das indústrias de gusa do Pará, cuja sede foi montada em Belém, esvaziando as ações da Asica, encravada em Brasília numa suntuosa sede.
Essa decisão foi apressada quando este blogueiro, em sua coluna no DIÁRIO DO PARÁ, denunciou ano passado, a contratação pela Asica de uma agência de publicidade de Brasília, ao valor de R$ 3,5 milhões, para cuidar da conta da entidade. Revoltados, os guseiros marabaenses entenderam ser uma afronta aos interesses do Pará a evasão de um contrato publicitário de larga expressão sem que o menos os profissionais das agências de publicidade do Estado fossem consultados.
Além do fortalecimento do sindicato, em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Marabá, os guseiros paraenses e seus colegas do DI de Marabá, tomaram a frente das negociações com o Ibama buscando acordar a assinatura de um termo de ajustamento de conduta para a área ambiental.
A Asica, por ser o instrumento jurídico legal de negociações externas para a exportação do ferro gusa, em médio prazo, se resumirá apenas a isso. As questões políticas envolvendo os interesses da siderurgia paraense -, essas já são conduzidas pelo sindicato.
O tempo dos picaretas está acabando.

Mudança de rumo

Foi a partir do interesse de empresários de Marabá investir na atividade que o estado de anarquia passou a ser sepultado. Tradicionais e com biografias altamente sustentáveis, empresas como Usimar, Revemar e Leolar investiram na construção de seus alto fornos, introduzindo, paralelamente, confiança e respeito ao distrito industrial.
A simples presença dessas marcas na produção de ferro gusa, por gravidade, condicionou novos modos de conduta, respeito aos contratos, acirramento da concorrência – reduzindo, por isso, o desvio de recursos para outros fins -, e, principalmente, a mão-de-obra regional ganhou lugar ao sol com direito a qualificação permanente de suas funções.
Resumindo: os picaretas do distrito industrial de Marabá – se ainda existem -, estão tendo menos espaço para dar seus golpes. Até a famigerada, mas poderosa, Asica (Associação das Siderúrgicas de Carajás), criada estrategicamente para proteger as guseiras do Maranhão, foi colocada em seu devido lugar, graças a articulação dos neo-guseiros paraenses (Usimar, Revemar e Laolar).

Selvageria guseira 2

Apenas para exemplificar com fatos reais a origem selvagem dos investidores do setor guseiro, as primeiras usinas instaladas em Marabá, através de seus administradores pioneiros, funcionavam como se o município fosse casa da Mãe Joana. Os cara-pálidas desrespeitavam as regras mais simples da boa convivência, aplicavam golpes no comércio, desviavam recursos de financiamentos obtidos em órgãos governamentais para empreendimentos seus no Sul Maravilha, e, raramente, sabiam que os dois rios a cortar a cidade se chamam Tocantins e Itacaiúnas – já que desembarcavam no aeroporto no início da noite e antes do amanhecer zarpavam de volta às suas origens.
Diante de tantas mazelas cometidas, a cidadania do Sul do Pará passou a ver os donos de guseiras como autênticos picaretas.

Selvageria guseira

O setor guseiro sedimentado no estado de Minas Gerais sempre foi controlado por empresários gananciosos pouco afeitos ao debate das questões macro. Suas preocupações visam exclusivamente interesses pessoais -, em nome dos quais movimentos inescrupulosos afloram na maior naturalidade -, desprezando por isso as boas relações e o respeito até entre os próprios colegas usineiros.
No início da implantação do distrito industrial de Marabá, essa cultura medieval foi transportada com todas as letras para aquele parque, acompanhada de conseqüências danosas aos setores mais diversos da sociedade, entre elas, o desprezo total a valorização dos bens municipais, evasão de tributos, importação de mão-de-obra em detrimento do trabalhador regional, transferência do faturamento líquido das empresas às contas bancárias de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e entorno -, entre muitas outras sacanagens.
Apesar de poderoso, o setor guseiro sempre foi visto pelos demais segmentos da economia nacional como atividade marginal, exatamente em decorrência desse perfil “acabraiado” construído ao longo dos anos pelos principais donos desse tipo de siderurgia.

Saco de maldades

13 de dezembro próximo é a data limite para o vereador Maurino Magalhães (PL), presidente da câmara de Marabá, colocar em votação proposta de mudança de artigo da Lei Orgânica permitindo a reeleição da mesa diretora do lesgialativo. Candidato declarado a prefeito, obviamente ele é o mais interessado na aprovação desse casuismo na luta que vem travando para chegar com fôlego até junho de 2008, período das definições dos nomes que disputarão o pleito municipal.
Sem a renovação de seu mandato presidencial por mais dois anos, Maurino sabe que será engolido apetitosamente pelo prefeito Sebastião Miranda com quem mantém relações meramente institucionais, entremeadas de ranger de dentes.
Mudança regimental exige votos de 2/3 dos parlamentares. Como a câmara de Marabá é constituída de 12 vereadores, a reeleição só passa se oito deles estiverem de acordo. Os defensores da proposta garantem que Maurino tem sete votos assegurados.
Caladinho-sa-silva, ao seu estilo, Tião Miranda só está observando. Dizem que ele não comenta o assunto com ninguém, mas quem o conhece sabe da existência de um saco de maldades a ser aberto momentos antes da matéria ir à votação. Renovar o mandato de Maurino é algo que ele não negocia.

Gaiola das loucas

Integrante da equipe contratada para produzir os programas eleitorais de Almir Gabriel conta que nunca participou de uma "campanha tão desmiolada". O estresse se instalou do início ao fim provocado sempre pelo candidato Almir Gabriel. Diz que o tucano alternava momentos de solicitude (raros, por sinal) com mau-humor quase constante, tratando deseducamente seus interlocutores de marketing quando discordava do perfil do programa.
Não foram poucas as vezes em que Gabriel rasgou textos preparados antecipadamente para gravação de falas do candidato. Rasgava e dizia que o texto era o dele, ali improvisado.
Em alguns momentos, Orly e outros competentes profissionais integrantes da equipe quase chegaram a perder o controle emocional, contando até três para nao mandar o tucano para "aquele lugar".
Não falaram, mas pensaram, em diversos casos ocorridos, dizer a famosa frase.

Sujeira no salão

Em minha coluna dessa terça-feira(14), no DIÁRIO DO PARÁ, contei que a decisão de publicar o panfleto ofensivo à Ana Júlia e seus aliados foi excluisva de Ronaldo Brasiliense e Almir Gabriel. Faltou completar que a operaçao "sodoma & gomorra" chegou ao conhecimento de Orly Bezerra três dias antes da imoralidade ter sido distribuída. O publicitário tentou demover Brasiliense da idéia considerando a "jogada"altamente prejudicial à campanha de Gabriel. Numa das conversas com o jornalista que se encontrava em Brasília consumando a edição da encrenca, Orly teria se exaltado, sem conseguir deletar a decisão já consumada.
O caso teria sido comunicado a Simão Jatene que lavou as mãos. Ele não tinha nenhum controle sobre as decisões de campanha, literalmente centralizadas em Almir.

O "Príncipe" do Sul

Juvencio Arruda, em seu blog, prova que tá bem informado. Diz em nota solta:


O auditor do TCM (Luiz Fernando) preso hoje na Operação Rêmora ficou conhecido pela generosidade que costumava presentear alcaides. Até tours internacionais teria distribuído após as eleições de 2004.


Em verdade, Fernando é visto no Sul do Pará como "príncipe" de alguns prefeitos e outros chegados -, assiduamente agraciados com favores e benesses gerais distribuídas pelo auditor preso. No frigir dos ovos, a delicada situaçao do servidor do TCM está provocando preocupaçao em alguns prefeituras e alegrias comedidas entre aquelas colocadas na geladeira pelo esperto fiscal.

terça-feira, novembro 14, 2006

Lendário cristão

Luiz Fernando, auditor do Tribunal de Contas dos Municípios preso pela Polícia Federal durante execução da operação "Rêmora", acusado de pertencer a uma quadrilha que atuava em fraudes na área de arrecadação da Receita Previdenciária, é figura muito conhecida nas prefeituras municipais do Sul e Sudeste do Pará - região onde ele atua auditando contas dos administradores públicos havia mais de quinze anos.
Diz a lenda que Luiz Fernando exerce junto aos prefeitos, dependendo da situação momentânea das contas auditadas, a imagem de "espantalho" ou "aliviador de almas perdidas". No primeiro caso, o destino fiscal da prefeitura fica irremediavelmente comprometido se o administrador negar-se a se enquadrar nos métodos pragmáticos do rapaz. A segunda imagem é consagrada pelos gestores públicos afinados "filosoficamente"com o auditor.
Em qualquer prefeitura inclusa na jurisdição de fiscalizaçãode de Luiz Fernando é comum ouvir-se de secretários de finanças a pergunta "já conversou com o Luiz Fernando?", quando algum colega de outra administração pede orientação à situação de adversidade contábil. O auditor tem uma história na região, certamente não propícia a ser alardeada publicamente, até porque originária de fatos e causos discutíveis registrados nos gabinetes dos alcaides sul paraenses.
Luiz Fernando, ao longo desses anos, construiu uma teia de relações que vão da pura e simples atuação profissional às mais esquisitas aproximações de interesses pessoais. Prefeito que tem o manto protetor dele jamais se enrosca, dizem. Também comentam que em situação contrária, a reação do auditor coloca inexoravelmente o administrador público na fila dos condenados a inelegibilidade.
O modus operandi de Luiz Fernando, conta ex-secretário de Finanças de município da região, é de causar a morte psicológica de qualquer ordenador de despesas. Competente, conhecedor profundo das nuances da legislação, o auditor tem o dom, segundo a mesma fonte, de saber colocar ou tirar pedras para o lance que lhe convier -, desarticulando qualquer tipo de auto-defesa da conta fiscalizada.
Até porque nunca se apresentou nenhum documento comprovando comentários maledicentes construídos em torno de Luiz Fernando (a Operação Rêmora conseguirá isso?), outra lenda assegura que a abnegada dedicação do auditor ao seu trabalho "evangelizador" deu-lhe uma invejável vida pessoal usufruída por poucos mortais. Morar em um apartamento comprado no edifício Atalanta, na Doca, seria uma delas.
Verdade ou não - por isso Luiz Fernando transformou-se em lenda.

A Versão do médico

O médico Raimundo Sobrinho, do Hospital Regional do Sudeste, envia e-mail fazendo esclarecimentos a respeito de problemas ocorridos naquela unidade de saúde. Na íntegra:

Acho que você deveria se informar melhor em relação ao funcionamento do Hospital Regional porque suas criticas podem acabar afetando os profissionais que aqui trabalham e que não tem nada a ver com disputas políticas. Em primeiro lugar, nós, médicos, nunca permitiríamos que o hospital funcionasse sem que tivesse condições de atender os pacientes; não iríamos colocar em risco nossa carreira por ninguém. O HRS, quando começou, não estava em funcionamento pleno, porém tinha todas condições da atender cirurgias de urgência em todas as especialidades. Na primeira semana foram feitas varias cirurgias, inclusive, esses pacientes fatalmente teriam que ir buscar atendimento fora se o HRS não estivesse funcionando.
A primeira neurocirurgia, por exemplo, foi realizada no dia 28/10, em um garoto que caiu de bicicleta e fez traumatismo cranioencefalico o que ocasionou um hematoma extradural e fratura do osso frontal no cranio. Se não tivesse sido operado logo poderia ir a obito ou ficar com sequelas importantes,. Depois disso foram feitas varias cirurgias neurologicas em pacientes vitimas de acidentes; cirurgias ortopédicas, bucomaxilofacias, inclusive, plástica reparadora no dedo de um paciente pobre que não teria a mínima condição de pagar seu tratamento.
Nós médicos não estamos aqui brincando. O caso da senhora (falecida no hospital, de 69 anos), não houve omissão médica, mas problema de comunicação. Aqui no Regional tem cardiologista com mestrado. Aliás, o único medico com mestrado na região inteira.
A maioria dos médicos veio de fora - por não ter profissionais de suas áreas na cidade -, e com equipes prontas para atendimento de alta e média complexidade.
Em relação ao atendimento na portaria , no começo sempre se registram muitos problemas, porque esse é um hospital de referencia para média e alta complexidade e as pessoas ainda não entendem que não adianta vir diretamente. O paciente tem que ser direcionado, senão o HRS perde sua função principal e passa a funcionar como mais um pronto-socorro que não é seu objetivo.

E por falar em hospital...

O Hospital Regional do Sudeste, denominado Geraldo Veloso, alvo de muitas críticas pela forma extemporânea de sua inauguração pelo governo do Estado, merece considerações do jornalista Ademir Braz. O que ele diz:

No início de 2002, quando lançou a candidatura do seu secretário especial Simão Jatene, como seu sucessor, Almir Gabriel declarou numa entrevista à TV Cultura, reproduzida pelo jornal O Paraense (montado pelo Ronaldo Brasiliense - sim, senhor! - para defender Almir e dar sustentação a Jatene) que o então ministro José Serra havia liberado R$ 5 milhões para a compra de equipamentos para o Hospital Sarah de Belém, de propriedade do Estado. Segundo Lúcio Flávio Pinto, o terreno no qual foi construido o hospital "está cadastrado na gerência regional do Patrimônio da União", em nome da Enasa, sendo que "a transferência desse terreno para o Estado do Pará não foi concluída por falta de peças técnicas".

Por conta desses detalhes, O Sarah de Belém continua a ser apenas uma ficção. O que tem isso a ver com nosso Hospital Regional é que, num e noutro caso, a saúde pública no Estado vem há pelo menos 12 anos sendo construída sobre inverdades.

Em Marabá, todos sabíamos (e a imprensa cansou de dizer isso!) que o HR só iria trazer problemas. Primeiro, porque nesta região carente até de posto de saúde o conceito de "hospital de média ou alta complexidade" não foi esclarecido como deveria (tal qual estão nos devendo esclarecimentos sobre os custos reais da sua desapropriação e construção). Até hoje a população não sabe a que se destina o HR nem lhe foi dito em que circunstâncias o paciente pode ser atendido, fugindo da precariedade do Hospital Municipal (outro caso empurrado com a barriga, tal qual o Materno-Infantil, que o Tião Miranda vai deixar para o próximo prefeito, caso este não venha a tratar a saúde com a má-vontade demonstrada por aquele).Segundo, porque em Belém, como aqui, esses equipamentos públicos foram tratados a toque de caixa, a bumbo eleitoreiro, fato consumado a empurrar-se goela abaixo de doentes carentes e sadios que com nada se importam, muito menos com a gestão do dinheiro público.`

Por essas coisas, alguém tem de ter a coragem de dizer a cardíacos, neuróticos, traumatizados e violentados (fisicamente, porque moralmente já o foram todos) que ARAGUAINA NÃO É AQUI, TEREZINHA NÃO É AQUI, e a parada das ambulâncias para esses destinos mais humanos fica no privatizado terminal rodoviário da Folha 32.



Um abraço do seu guru de "alma pura",

Ademir Braz

Geopolítica do Aço 3

A direção da nova Simara confirma a garantia da distribuição dos produtos verticalizados, a partir de 2007, disputando espaços nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Sob a batuta de 26 anos de experiência da Aço Cearense, empresa responsável pela comercialização de 20 mil toneladas mensais de aço, o novo perfil dado à Siderúrgica Marabá tem a difícil missão de disputar a tapa um mercado considerado movediço demais, que vem acusando estagnação e com cerca de mais de dois milhões de toneladas de vendas de vergalhões refluindo em pátios de estocagem.

Geopolítica do aço 2

Em Marabá, com a compra total da Simara - negócio fechado semana passada -, a Aço Cearense, maior indústria de perfilados do Nordeste -, injetará US 60 milhões na conclusão do projeto de verticalização da usina. As obras da aciaria receberão a partir de agora aporte significativo para ser ativada em julho de 2007.
Em verdade, o que tem em comum os dois empreendimentos, de Nova Glória e Marabá? A interiorização da indústria de aço. Até os dias de hoje esse setor é monopólio dos poderosos grupos Gerdau, Votorantin e Belgo-Mineira, concentrados no eixo São Paulo/Minas/Rio Grande do Sul.

Geopolítica do aço

Bem longe daqui, no município de Nova Glória, a 200 quilômetro de Goiânia, começou a construção da Siderúrgica do Planalto, empresa formada pelos grupos Sidepar (usina de gusa controlada pelos irmãos Valadares Gontijo, em Marabá), produtor espanhol de vergalhões Amon e a Ferroeste (guseira de Minas Gerais controlada por Ricardo Nascimento, dono também de usina em Açailândia).
Maurício Meneses, diretor-executivo da companhia, confirma ao blog que as obras da usina serão concluídas em 2008, com capacidade de produção de 800 mil toneladas de aços longos, fabricados a partir de sucata.
Os investimentos previstos são da ordem de US$ 200 milhões.

segunda-feira, novembro 13, 2006

Os povos e o mundo

De Ademir Braz, recebo mail com o seguinte pedido:
Se puderes, insere no teu Blog o artigo anexo do Raimundin (ex-Pt) que não consegui publicar na chamada "imprensa regular".
É por causa dessas coisas, da falta de questionamentos sérios, que isso tudo - Marabá, região, estado, país - é parte da imensa Casa da Mãe Joana.

Na íntegra, o artigo:

Considerando os diversos estágios da humanidade podemos afirmar que os povos, desde a sociedade primitiva até os dias atuais, tem lutado pela produção de meios de subsistência, e sempre como força antagônica a interesses de apropriação dos bens que sempre existiram na natureza de uso como para fins privados.
Desde a primeira grande divisão da sociedade em duas classes: senhores e escravos, a sociedade tem convivido em lutas entre dominadores e dominados, que tem propiciado as mudanças de modos de produção sem que os dominados consigam superar esta condição, no muito que conseguem são pactos que levam a conciliações que sempre favoreceram aos dominadores.
Os dominadores, na tentativa de conter os explorados pobres que se opunham aos exploradores ricos, num determinado período da história da humanidade criam um instrumento que na retórica teria a função de manter a harmonia entre os grupos antagônicos: que é o Estado.
Engels define muito bem o que é o Estado: "Como o Estado surgiu da necessidade de conter as oposições de classes, mas ao mesmo tempo surgiu no meio do conflito subsistente entre elas, ele é, em regra, o Estado da classe mais poderosa, da classe economicamente dominante, classe que, por intermédio dele, converte-se também em classe politicamente dominante, adquirindo assim novos meios para a repressão e exploração da classe oprimida.( A Origem da família, da Propriedade Privada e do Estado, Engels, 1884).
Hoje, com o neoliberalismo, que quer a sociedade regida pelo mercado, o Estado nacional além de continuar sendo um instrumento da classe dominante não passa de um serviçal do Capital, nesta corrida de apropriação dos recursos naturais,disseminação do trabalho escravo e provocação do retorno da sociedade ao estágio de barbárie.
Nestas condições as empresas que representam os interesses do Capital, através das privatizações, no mundo inteiro, garantidas pelas legislações de cada Estado nação, passam a se apropriarem dos bens de uso comum disponíveis na natureza como se estes fossem propriedades do Estado, sem respeitarem a soberania dos povos.
O conflito recente que a Vale quer travar com os índios Xikrins parece ser uma forma autoritária do poder do Capital contra os direitos dos povos, quando a empresa procura desconhecer o decreto de março de 1997 que regulamenta a concessão de 412 mil hectares de terras que o senado aprovou em favor da CVRD, em 1986 (RES. 331/96 - Senado Federal, e CONVÊNIO 453/89 - Comunidade Xikrin do Catete (assistidos pela Funai) e CVRD. A Resolução gerou um decreto federal de concessão de lavra, porém resguardou obrigações da empresa pelos impactos ambientais e sociais.
Segundo Natalia Suzuki, em Carta Maior, o decreto estabelece que a CVRD assuma "o amparo das populações indígenas existentes nas proximidades da área concedida, na forma do convênio formalizado com a Funai ou quem suas vezes fizer". E pior, Natalia diz que "a CVRD anunciou que denunciaria a mobilização dos Xikrin à Organização dos Estados Americanos - OEA". Ora, a quem interessaria uma intervenção da OEA neste conflito? Ao império norte-americano? Não seria desrespeitada a soberania dos povos brasileiros? Por tudo isso, entendo que os povos desta região e deste Estado precisam acompanhar e discutir sobre a importância que a Vale tem para geração de riqueza para o povo brasileiro e da necessidade de anulação do leilão que a privatizou. Vamos à luta!

Raimundo Gomes da Cruz Neto, do Comitê Municipal pela Anulação da Privatização da Vale)

Salve-se quem puder

Conversei com oito prefeitos do sudeste neste final de semana e obtive a seguinte decisão coletiva deles: esperam até o dia 10 de dezembro para respirar novos ventos partidários. Filiados ao PSDB, pedindo anonimato,revelam decepção com o apoio à candidatura de Almir Gabriel e revolta diante da recusa de Simão Jatene em repassar recursos de convênios assinados antes da campanha para obras de pavimentação, saneamento e praças. A falta dessa grana sacrificou de vez os cofres das prefeituras.
O caminho natural dos oitos prefeitos é ingressar no PMDB, PT ou PTB, preferencialmente, pela ordem.

domingo, novembro 12, 2006

Candidato rico

A campanha eleitoral vencedora ao senado do deputado Mário Couto (PSDB) foi turbinada com dinheiro legal do agronegócio, mineração e siderurgia. Dos empresários do setor de açucar e alcool, ele recebeu R$ 350 mil. Empresas de mineração repassaram ao candidato tucano a soma de R$ 100 mil, enquanto a siderurgia doou a ele R$ 350 mil. Ou seja, de apenas três áreas produtivas a campanha de Couto embolsou legalmente R$ 800 mil. E o resto?!

O que será, que será

Pergunta não quer calar na boca dos políticos que viram Jader Barbalho (PMDB) e o prefeito Sebastião Miranda (PTB) conversando por duas vezes: o que tanto falaram?
Em minha coluna de terça-feira no DIÁRIO DO PARÁ, prometo até lá ter mais detalhes sobre esse encontro histórico. Deve haver algo de interessante.

Esse aí promete

Promete honroso desempenho na Assembléia Legislativa em atos e ações. Porque quem conhece o João Salame, jornalista eleito deputado estadual pelo PPS, sabe que ele é surpreendentemente um cara de luta. E fiel aos seus compromissos. Dos 41 parlamentares a tomarem assento em 2007, tenham certeza de que ele terá sobra de motivos para se destacar dos demais.
Falando nele, recebo comentário assinado pelo próprio a respeito de post tratando da relação do PPS com o governo de Ana Júlia. Reproduzo aqui também:

Caro amigo,Parabéns pelo seu Blog. Vem preencher um espaço em nossa região e, porque não, no Estado. Vamos interagir muito. Cumprimento-o também por reproduzir com fidelidade o que conversamos sobre o relacionamento do PPS com o governo Ana Júlia. Forte abraço, João Salame

Jogo do poder

Jornalista Augusto Barata, em seu blog, conta uma das versões que devem ter levado o STF (Supremo Tribunal Federal) a aceitar por unanimidade, depois de conhecido o resultado da eleição, denúncia criminal contra o deputado Jader Barbalho.

Çhama do poder

Ao permanecer algumas horas em Marabá, o deputado federal Jader Barbalho voltou a ser o eixo do poder político do Pará. O assédio das classes empresarial e política em torno dele foi a prova maior dessa constatação, durante posse da diretoria da recém criada Associação dos Municípios Mineradores do Pará, prestigiada por dezenas de prefeitos e pesos pesados do PIB regional.