sábado, setembro 15, 2007

Grosseria inglesa

Não se fabricam mais lordes britânicos, como antigamente.
A repórter Sue Turton falava da calçada de uma rua completamente alagada de Oxford, na Grã-Bretanha, no momento em que Burdett se aproximou por trás e passou a mão em suas nádegas. Ela parou por um instante, mas prosseguiu com a reportagem em seguida. O incidente já teve mais de 500 mil acessos registrados no YouTube.
"Muitas pessoas acharam o incidente engraçado. Eu achei o caso bastante humilhante. Homens repórteres jamais passariam por um vexame do tipo publicamente", afirmou Turton, que não quis registrar queixa contra o babaca bolinador.

Pesca, portos & gozos

Em três tempos, a bem-informada Franssinete Florenzano repercute:

Aplicação
O ministro Pedro Brito, da Secretaria Especial de Portos, anunciou que irá investir R$2,7 bilhões na infra-estrutura portuária do país. O planejamento inclui ainda a injeção de R$1,4 bilhão, até 2010, na realização de obras de dragagem em 15 portos brasileiros. Será que vai pingar algum dindim para a CDP?

Se o governo do Estado não priorizar essa questão dos corredores de exportação do Pará, à serviço dos interesses de grupos empresariais do Nordeste e Sudeste do país, o ministro Pedro Brito não deixará nem o "cheiro" dessa grana exalar por nossas paragens, quanto mais "pingar".
Sucesso da função logística dos portos mede-se pelo nível, intensidade e qualidade dos serviços prestados.
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Oriximiná é TOPE
Começa amanhã o tradicional torneio de pesca esportiva nos lagos Caipuru, Castanho, Xiriri, Curupira, Acapuzinho e Salgado, em Oriximiná. Une diversão e consciência ambiental por meio da pesca esportiva, modalidade em que o participante devolve o peixe que foi pescado à natureza. Hoje tem noite cultural com apresentação de grupos de danças, competições de histórias de pescador e desfile das candidatas ao título Rainha do 7º Torneio Oriximinaense de Pesca Esportiva - TOPE.

Se o poster soubesse desse torneio com antecedência, estaria hoje em Oriximiná. A pesca em lago é uma delícia!
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Moderação, só na mesa.
Por essa os marmanjos não esperavam: atividade picante na cama é recomendação médica. O sexo é fator preventivo de câncer da próstata. A abstinência prolongada – dizem os especialistas – provoca o represamento de secreção na glândula prostática, aumentando a possibilidade de uma infecção seminal. Exemplo de comportamento de risco é o coito interrompido, que facilita a infecção.

Nota do blog: então... 'vâmo' que 'vâmo' !

Inferno na BR

Há oito meses atrás, os engarrafamentos ocorriam apenas na hora do rush. Agora, o sufoco se registra com freqüência praticamente durante todo o dia . A verdade é que a rodovia Transamazônica, em seu trecho urbano que liga os três núcleos habitacionais de Marabá, virou um pandemônio cujo remédio definitivo é a triplicação de suas pistas com a simultânea duplicação da ponte sobre o rio Itacaiúnas.
Os governos municipal, estadual e federal necessitam priorizar obras estruturais naquele trecho, caso contrário haverá uma ruptura sem precedentes no tráfego da BR-230.
Marabá possui a terceira frota de veículos do Estado com previsão de superar Ananinduea nos próximos três anos, de acordo com estudos de uma consultoria contratada por uma grande empresa instalada na região.

Boca do jacaré

Dia 31 de outubro próximo é o prazo limite notificado pelo Ministério Público para a secretaria da Fazenda demitir todos os servidores temporários, em torno de 26 contratados em 1991. Quanto aos funcionários não-estáveis que representam 70% do grupo de apoio fazendário, a SEFA têm até o dia 31 de dezembro de 2007 para excluí-los do quadro.
Em sua maioria, os servidores não-estáveis são oriundos do Prodepa, entre eles motoristas, agentes administrativos, auxiliares técnicos e técnicos, contratados sob o regime de CLT, sem concurso publico, nos anos de 84, 85 e 86.
A constituição federal de 88 garante estabilidade aos servidores que entraram no serviço publico sem concurso publico até 5 de outubro de 1983.

Distrito Industrial invadido

A segunda área do Distrito Industrial de Marabá foi invadida por 45 famílias. O movimento de ocupação está ocorrendo pelo igarapé Sororó que corta toda extensão da área desde sua foz com o Itacaiúnas.
O imenso terreno ocupado é extensão dos limites do atual Distrito Industrial, onde existem dez empresas siderúrgicas implantadas. Segundo pessoas atentas a demarcação dos lotes ocupados, os invasores afirmam que estão se apropriando dos terrenos sob orientação de políticos.

Vocês querem bacalhau?!

Programa radiofônico apresentado ao vivo pelo empresário Demétrius Ribeiro, de 8 às 9 horas de domingo, obrigatoriamente tem sempre um público seleto no estúdio da rádio Itacaiúnas. São funcionários graduados da Usimar e até políticos, entre eles o vereador Maurino Magalhães, que sempre dá uma 'palinha' nas entrevistas providenciais do animador. Em verdade, entrevistas de teores memoráveis que merecem ser gravadas para futuros estudos sociológicos.

sexta-feira, setembro 14, 2007

Um lixo só


Rildo Brasil sintetiza à perfeição o estado das praias dos rios Araguaia e Tocantins na última temporada de verão. Cada ano os dois belíssimos monumentos da natureza recebem mais lixo em relação ao ano anterior. Um desastre ecológico.
A coluna do post no Diário do Pará conta quem fez a pesquisa.

Ranking do ICMS

Metade da receita de ICMS do Pará a ser dividida entre os 143 municípios do Estado no próximo ano ficará com apenas seis deles, representando menos de 5% do total. Assim, em média, cada um deles terá direito a 10 vezes mais imposto do que os outros 137. Belém, com percentual de pouco mais de 20%, ainda será o líder, mas Parauapebas já tem direito a quase metade (9%) do que cabe à capital, com quase 25 vezes mais habitantes. Barcarena é o terceiro município em receita de ICMS, com direito a 6,43%, seguindo-se Marabá (5,85%) e Tucuruí (4,69%). Ananindeua, que tem a segunda maior população e ocupava a mesma posição no âmbito tributário, está agora em 6º lugar, com 4,34%.

Informação é de Lúcio Flávio Pinto.

Seu nome é Virgulino

Com direito a corte premeditado de energia elétrica e um certo clima de cangaço, a Câmara Municipal de Canaã dos Carajás tenta apreciar as contas do ex-prefeito Anuar Alves da Silva.

Canto e danço que dará

A palavra cantada de Caetano faz o cantar ficar tudo jóia rara. Na voz de Vinicius Cantuária, acusticamente delicioso. Dá um gosto bom sentir a língua roçar a língua de Luís de Camões.

Sem apetite para a cana

Quando o projeto do zoneamento agroecológico para plantação de cana no País for anunciado, uma coisa é certa: os empresários do agronegócio do sudeste do Pará não demonstram o mínimo interesse – pelo menos hoje -, em investir no setor. Essa postura foi confirmada ao blog por cinco importantes nomes do PIB regional.

Dia D

O alto comando da Educação paraense se reúne hoje em Marabá. Nas palavras da deputada Bernadete Caten é o Dia D na luta pela Universidade Federal do Sul do Pará.
“Nós temos mais de 500 doutores concentrados em Belém. Todos eles foram formados com dinheiro público e nós entendemos que eles devem, por obrigação, prestar serviço onde é necessário para que o conhecimento seja socializado. Isso é um direito básico constitucional”, falou e disse a parlamentar do Partido dos Trabalhadores.


O show não terminou

O 8º Batalhão de Engenharia e Construção, do Exército, em Santarém, anda as voltas com uma lambança que promete muitas dores de cabeça. A coisa já está a nível de Ministério Púbico Federal. A origem do furdunço é um show do Leonardo nas dependências do quartel.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Por quem os sinos dobram

Aos herdeiros da lógica fernandohenriquista e à tribo feroz heloisiana,algumas palavras bastam de Wanderley Guilherme dos Santos (*).


Democracia e o vírus do brasilianismo

Dói na alma, mas nem sempre a educação é um bem sem contra-indicação. As pesquisas reiteram a cada rodada que as classes subalternas têm respondido com apoio e votos às políticas sociais do governo.

Onde o governo está mais presente é ali onde, proporcionalmente, tem crescido seu eleitorado. Desmentindo o argumento de que o governo falha em suas promessas de campanha. As oposições e os descontentes da esquerda também o acusam de trair sua base popular de origem.

Alternativamente, conservadores e progressistas descobrem motivo de congraçamento entre si na crítica ao suposto paternalismo governamental, que seria a razão da aquiescência das massas antes que da promoção de sua consciência cívica e autonomia política. Como é natural, não se há de responder com imperfeições terrenas às exigências do mundo platônico das idéias.

Equivalente ideal de pureza orienta os murmúrios de insatisfação quanto ao funcionamento das instituições legislativas, maculadas que estariam por operadores corruptos, por vícios simultâneos de origem e decrepitude, além de repetidas manifestações do insultuoso hábito de legislar em causa própria.

Do Executivo, o defeito mínimo que se lhe atribui é o da incompetência gerencial. Mencionam-se ademais, aqui e ali, alheamento, preguiça e incapacidade de decisão. Pela esquerda histórica, do mesmo modo insatisfeita, se assegura que o Executivo se encontra manietado por escandalosos acordos com o conservadorismo. Ou seja, o Executivo, a bem dizer, nada faz e, quando faz, faz mal ou em má companhia, descaracterizando o bem-feito.

E assim marcharia o país entre corrupção e inércia, de cambulhada com alguns outros países, poucos, igualmente cretinos, à margem do benéfico período de progresso material aproveitado pelo resto do mundo. Nem as migalhas, nós estaríamos saboreando desta vez.

Trata-se, é claro, de um diagnóstico brasilianista. Tão grave quanto o bócio e a elefantíase, o brasilianismo é a enfermidade típica do atraso, mas com patológica distribuição sociologicamente distinta.

Ela contamina preferencialmente pessoas de elevada classe de renda, habitantes de áreas urbanas, sobretudo no Sudeste do país, com diplomas universitários concentrados nas áreas de ciências sociais, economia e comunicação.

Em geral, o brasilianismo não provoca estados febris nem suores inoportunos, apresentando como principais sintomas uma enorme confusão de raciocínio, miopia conceitual e daltonismo partidário, estimulando surtos de verborragia, descontrole de adjetivos e relaxamento das vias gramaticais. Eventualmente, uma diarréia substantiva.

Dotados de imbatível lógica esquizofrênica, os contaminados costumam passar por professores, cheios de comendas, donos de escritórios de consultoria, fartos de encomendas, colunistas bem remunerados, intrigantes de notinhas jornalísticas e assessores de grupos de interesse.

Honestíssimos, em sua maioria, acreditam no que dizem, com grande pompa e muita circunstância. Causa dissabor vê-los. Ao contrário dos portadores de bócio e de elefantíase, cônscios estes da enfermidade que os atormenta, os brasilianistas desfilam orgulhosamente a própria miséria como portariam um estandarte de cruzados. Em certo sentido, são mesmo monocromáticos. Felizmente, o brasilianismo não é sexualmente transmissível. Segundo alguns clínicos, porque não é sexualmente ativo. Polêmicas médicas.

Embora bem-educados, os brasilianistas têm horror à leitura, particularmente de matérias sobre o Brasil, à exceção, obviamente, dos artigos que escrevem uns para os outros. Ignoram as estatísticas, têm vaga noção do que significa o coeficiente de Gini e não fazem a menor idéia do que foi a história da América do Sul nem do percurso secular do grande mito que são os Estados Unidos. Da Europa, conhecem os vinhos, os queijos e o carnaval de Veneza, em pacote turístico de sete dias. Constituem a mais acachapante evidência do fracasso da universidade brasileira.

Jamais um brasilianista aceitará a tese de que os pobres votam por uma razão idêntica à sua, isto é, por interesse. E, conseqüentemente, também rejeitarão a hipótese de que os carentes sejam tão racionais quanto eles, os poucos abundantes. Negarão que pertençam ao mesmo gênero de distribuição de privilégios os subsídios à exportação, a remuneração dos títulos da dívida pública e os empréstimos pré-consignados. São favoráveis ao controle da natalidade da população de salário mínimo e à pena de morte, em certos casos, que é uma forma substitutiva, ou complementar, de controle da mortalidade. Consideram-se liberais de boa cepa, pois têm entre seus melhores amigos, segundo testemunho voluntário, um negro, um judeu e um gay. A discriminação dos melhores amigos é a confissão inconsciente da lista de preconceitos que cultuam.

Não obstante os brasilianistas, ou melhor, inclusive com parcela do trabalho deles, vai se livrando das algemas do arcaísmo um país em que os conservadores parecem ter, finalmente, abandonado a estratégia de rondar os quartéis sempre que contrariados pela política. A integração material da sociedade avança pela via do mercado, a despeito dos revolucionários e dos adoradores dos monopólios, e no qual a Constituição de 1988 conseguiu evitar a institucionalização de práticas discriminatórias.

O custo de combater preconceitos e discriminações é baixo, no Brasil, porque não são protegidos por lei. Aspecto crucial, cuja relevância é perfeitamente reconhecida pelos negros da África do Sul e dos Estados Unidos e pelos antigos judeus imigrantes argentinos, por exemplo.

A sociedade precisa dos brasilianistas na exata medida em que as deficiências materiais são ainda tamanhas e a tentação para a autocomplacência é enorme. Mas estão sobre-representados na produção e controle da informação pública, comprometendo com sua vesguice melhor avaliação do que vai pelo mundo e pelo Brasil.

O formigamento social é extenso, a vida comunitária se enriquece municípios afora, mas de nada disso a maioria da população toma conhecimento, monopolizado que está o mecanismo de produzir idéias e imagens. Há evidente descompasso entre o processo de democratização em curso na vida política e social e o processo de concentração oligopolista no sistema de captação e difusão das novidades.

A unanimidade brasilianista que absorveu as fontes de informação prejudica a democracia, constitui ameaça aos direitos do cidadão de estar servido de fontes alternativas de opinião, nega, na prática, o pluralismo ideológico, enquanto busca a massificação bovina de leitores e telespectadores. Nunca o Brasil moderno, período ditatorial à parte, enfrentou inimigo tão poderoso: aquele que, tal como um partido subversivo, usufrui da liberdade para asfixiá-la.

O Brasil real é complexo, pleno de deficiências e de linhas de força, não está representado na rede para-ideológica de informação, tomada de assalto pelo brasilianismo.

O brasilianismo é a doença infantil da ditadura da opinião. De onde se segue a divergência entre o que ocorre no país e o que pensam sobre ele aqueles que se imaginam educados. Para estes, a educação não vale coisa alguma.

Wanderley Guilherme dos Santos é membro da Academia Brasileira de Ciências

Estranho no ninho

Ao se apresentar em Barcarena para assumir a presidência municipal do PMDB, o deputado Wladimir Costa foi  surpreendido com um documento da justiça local, encaminhado à pedido da direção peemedebista, pedindo esclarecimentos sobre "quem são os pilantras que hoje integram o PMDB daquele município”.
Explica-se: Wlad andou falando em sua rádio Metropolitana que no PMDB de Barcarena só têm pilantras.

Proibido pegar a estrada

A partir de hoje, a malha rodoviária paraense pode sofrer interdição em diversos pontos do Estado. A sociedade ameaça parar tudo em protesto contra a morosidade com que o governo trata a liberação das licenças ambientais. Na lista das rodovias a serem bloqueadas, a que mais preocupa é a Belém-Brasília, principal via de ligação do Norte ao Sul do país.
Vai ser um pandemônio.

Estado de Marabá

Diferente do modelo emancipacionista sugerido atualmente, nos anos 60 o então vereador Paulo Sampaio propôs ao Congresso Nacional a criação do Estado de Marabá que seria formado com a agregação dos municípios do sul e sudeste existentes à época. O ex-vereador conta essa história no livro que lança amanhã, “Soldado da borracha, herói esquecido”.

quarta-feira, setembro 12, 2007

Pirão empazinado

Por determinação da 21ª Vara Civil a Mesa Diretora da Camâra Municipal de Belém foi afastada de suas atribuições na tarde desta quarta-feira (11).O despacho da liminar, assinado pela juíza Rosileide Filomeno, também determina que até que se julgue o mérito da ação assuma interinamente a Mesa anterior, excetuando os integrantes que fazem parte da atual, presidida pelo
Vereador Zeca Pirão.
A partir da decisão judicial a nova composição ficará:
Vereador Nemias Presidente
Vereador Raul Batista Vice- Presidente
Vereador Gervasio 1º Secretário
Vereador Cândido Junior 2º Secretário

Mulher macho, sim, senhor!

O blogger acaba de trocar figurinhas com um deputado federal que teve acesso à sessão do Senado que absolveu Renan Calheiros. O melhor dos debates foi o fuça-a-fuça de Heloisa Helena com Renan. Em determinado momento da troca de insultos e acusações, Helena chamou seu conterrâneo pro tapa. Acuado, o senador amofinou.

Não é bem assim

A coordenação da DS em Marabá enviou e-mail reagindo à nota publicada na coluna que este poster escreve no Diário do Pará. Pelo teor da mesma, o coordenador da subsede do Sintepp no município, Dionísio Gonçalves, é persona non grata até dentro do próprio PT.
A nota será publicada integralmente na coluna, sexta-feira, com seus efeitos inadiáveis.

Atendente-offboy tucano

Juvêncio Arruda foi até benevolente a respeito do assunto, em post publicado hoje no Quinta:

Te Manca, Megale!
Vamos combinar: o deputado tucano Jose Megale está tangenciando a falta de decoro, ultrapassou a falta de respeito, e começa a se tornar ridículo.
Não satisfeito em emendar o Bolsa Trabalho, sugerindo elevar de R$ 80,00 para R$ 380,00 o valor do benefício - prontamente flagrado pelo blog do Barata - agora quer reduzir os gastos em propaganda de 1% para 0,5% do orçamento do estado.

Destemperos dessa espécie são atos de irresponsabilidade de um deputado que ganhou mandato para lutar pela melhoria da qualidade de vida das pessoas pobres e não criar expectativas fantasiosas no seio da comunidade. Usar a função parlamentar para cumprir papel de garoto de recado de Jatene e seus comandados extrapola o cinismo e atenta contra a dignidade até de quem não a possui.

Coisa horrorosa

Propaganda do governo veiculando nas emissoras de rádio de Marabá fala das obras do PAC no Pará. Ao final, assina com a seguinte frase: PAC, Pará Acelerado do Crescimento.
Recurso provinciano nada criativo.
Sinceramente? Horrível!

Roedores perigosos

Logo mais à tarde alguns camundongos estarão reunidos para eleger as diretorias de Consórcio e Agrária, da Associação dos Municípios do Araguaia e Tocantins de Marabá. Como se isso fosse fazer alguma diferença na soma final do faz-de-conta.
Aconselhamos, aos desavisados, aproximar-se com cuidados preventivos. Muitos são rápidos o suficiente para não dar tempo de defesa a quem cochila.

terça-feira, setembro 11, 2007

Cheiro de safadeza

A SP Alimentação, flagrada oferecendo propina para assegurar vitória numa licitação de merenda escolar no interior gaúcho, parece que esticou seus longos braços até Parauapebas. O blog aguarda uma telefonema, ainda hoje, para confirmar os rumores.

Rildo Brasil, nosso cartunista

A partir de hoje, a coluna que o poster escreve no Diário do Pará publicará cartuns do Rildo Brasil, talentoso chargista meio escanteado pelas paragens, e que foi contratado pelo colunista para panfletar em traços o dia a dia de nossa gente. Sensível, atento repórter das agruras e alegrias das comunidades, Rildo é um sulparaense nascido em Tucuruí premiado em diversas categorias regionais.
Inicialmente, a coluna e o blog reproduzirão alguns trabalhos publicados pelo artista. Posteriormente, cartuns originais com temas de nosso cotidiano.

Salame e Ítalo

Mesmo pressionado pela direção do PPS para candidatar-se a prefeito de Marabá em cumprimento à resolução nacional determinando o lançamento de candidatos em todos os municípios com mais de 100 mil eleitores, com vistas a superar a cláusula de barreira, o deputado João Salame demonstra disposição em continuar buscando entendimento para conciliar os interesses políticos dele e do vice-prefeito Ítalo Ipojucan (PDT), declaradamente pré-candidato à sucessão de Tião Miranda.
Salame e Ítalo firmaram acordo por ocasião da eleição proporcional de 2006 pelo qual o deputado estadual, caso eleito, apoiaria a candidatura do segundo, à prefeitura. Ambos integram a estrutura política de sustentação da gestão de Sebastião Miranda (PTB), que até agora tem se mantido eqüidistante do processo de sua própria sucessão, ora dando sinais de que apoiará a candidatura do peemedebista Asdrúbal Bentes e em outros momentos afagando as pretensões de Salame e de seu vice-prefeito. Há quem diga até que Tião teria outro nome no bolso da camisa para apresentar em momento oportuno.
Amigos de longas datas, Ítalo e o deputado estadual conversaram recentemente, definindo que quem estiver situado melhor nas pesquisas, no inicio do ano, será apoiado pelo outro – desde que tenha a concordância do grupo e do prefeito.
Semana passada, em rápida conversa como o blogger, João Salame disse considerar prioritária, no momento, a pré-candidatura de Ítalo Ipojucan.

Mordidas silenciosas

Com a aproximação de 5 de outubro, data-limite para quem pretende trocar de partido ou filiar-se em algum com pretensões de disputar a eleição municipal, esquentou a briga de bastidores, distante do conhecimento do distinto público, entre dirigentes de legendas partidárias desejosos de formar chapa competitiva às câmaras municipais.
A procura por bons nomes é importante para a captação de votos. E nessa disputa de alcova, vale tudo - até promessas que jamais serão cumpridas.
Em verdade, a eleição municipal começou este mês, oficialmente.

Fechando a conta

Semana que vem o secretário estadual de Meio Ambiente, Valmir Ortega, reunirá os guseiros para apresentar proposta de um Termo de Ajustamento de Conduta visando ordenar juridicamente a atividade para combater o passivo ambiental. Distante, mas atenta, a Companhia Vale do Rio Doce acompanha a elaboração da proposta do governo na expectativa de que, a partir do documento da Sectam, faça também uma repactuação com a Cosipar e Usimar.
Fonte do blog adianta que Ortega deverá concluir até sexta-feira, 14, o projeto final de sua proposta.

“Malas” do Pebas

A coluna do poster no Diário do Pará revela, hoje, o ex-secretário de Finanças de Parauapebas, Marcelo Catalão, revoltado por ter sido demitido do cargo, querendo encarar o prefeito Darci Lermen. Com bala na agulha, o Durango Kid sonha em eleger um prefeito dele!
Em outra nota na mesma coluna, está escrito que o famoso Emílio da Locarauto pode se enrolar na Justiça. Passivos legais de sua relação com o Incra.

Contatos imediatos

Na surdina, Marcílio Monteiro (meio arredio, já notaram?) entrou e saiu de órgãos públicos, semana passada, em rápida passagem por Marabá. Andou também tratando de política, minutos antes da reunião da DS, que indicaria, em seguida, Ademir Martins para enfrentar Luiz Carlos Pies (PT Pra Valer) na convenção indicativa do candidato do PT a prefeito do município.

segunda-feira, setembro 10, 2007

Em preto & branco

No blog da Franssinete Florenzano:

Clima de apreensão entre jornalistas e gráficos. Tramita no Fórum de Belém pedido de concordata de O Liberal.

Contador do blog

O blogger esclarece que o antigo contador usado para medir a audiência deste sítio deu um bug na manhã de ontem, às vezes aparecendo sem a auferição dos visitantes e em outras vezes nem aparecendo. Como em tudo é indispensável a transparência, decidimos pela substituição do mesmo, graças a sempre prestativa e educada assessoria do Val-André, experimentado nesse campo de fornecer ferramentas digitais.
Como o contador deixou de funcionar sem que o blogger tivesse o número exato , naquele momento, do registro de visitantes, introduzimos outro programa fixando um valor aproximado, pra baixo, da audiência do blog. A última vez em que o marcador visualizava os acessos o registro era de 22.877. Pela média diária de visitante, chegamos ao número ao lado.

Acordos e coerências

Deputado João Salame tem batido na argumentação de que a sua participação na eleição municipal de 2008 está atrelada às decisões a serem tomadas pelo grupo político do qual faz parte, em Marabá. Compromissos amarrados entre ele e o vice-prefeito Ítalo Ipojucan (PDT) guiarão suas estratégias. Os dois são grandes amigos.

Inverdades invertidas

Ao declarar em entrevista ao jornal O Liberal, domingo, que a sua colega Bernadete Caten é pré-candidata a prefeita, o líder do PT na Assembléia Legislativa, Carlos Bordalo -, das duas -, uma -, não está antenado com as decisões dos diretórios do partido no interior ou reproduziu inconscientemente aquilo que muita gente já sabe, em Marabá: a pré-candidatura de Luiz Carlos Pies, esposo da deputada estadual, referendada na reunião do diretório semana passada, é apenas jogo de cena, enquanto “seu”Lobo não vem.

Portos de lamentações

Do jeito que foi contado, o blog repassa: a grande retribuição dos governos tucanos à fidelidade do empresário Luiz Carlos Monteiro foi titular em nome da Usipar toda a área restante exígua ao Porto de Barcarena, para o grupo Cosipar construir seu próprio porto.
A fonte, empresário do setor guseiro, denuncia não ter sobrado espaço para nenhum outro empreendedor ampliar investimentos em logística.

Postura medieval

O Liberal divulgou, domingo, que a Associação Comercial do Pará “descarta a possibilidade de convidar o vice-governador Altair Correa para falar sobre separatismo”.
Os procedimentos medievais dessa entidade por si mostram o nível dos “debates” acerca da questão emancipacionista.

Buscando talentos

A Companhia Vale do Rio Doce ativa nova temporada para contratação de estagiários, com inscrições abertas até16 de novembro. A duração do estágio é de um ano, a partir de janeiro de 2008, para nível universitário e técnico.
O estágio de nível Universitário somente é oferecido aos residentes em Marabá, nas áreas de Matemática e Sistema de Informação.
Aos residentes em Parauapebas é oferecido estágio técnico com carga horária de 6h/dia e remuneração de R$ 530,00, além dos benefícios seguintes: Bolsa R$ de 740,00; transporte para Carajás (no início e ao final do estágio); almoço (de segunda a sexta); moradia; AMS – Assistência Médica Supletiva; seguro de vida; acompanhamento por um orientador.
O estágio de nível Técnico é para as áreas de Administração, Contabilidade, Edificações, Eletroeletrônica, Eletromecânica, Eletrônica, Eletrotécnica, Informática, Instrumentação, Mecânica, meio Ambiente, Metalurgia, Mineração, Química, Saneamento, Segurança do Trabalho.
Maiores detalhes: www.cvrd.com.br

Nunca é demais repetir

Franssinete Florenzano canta “Parabéns pra Você”, relembrando em post o que nunca podemos esquecer:

“Há exatos 26 anos se arrasta a construção do Sistema de Transposição de Tucuruí, formado por duas eclusas e um canal intermediário com 5,5 Km de extensão e 150 metros de largura. Em 09/09/1981 foi firmado um contrato para a execução das obras civis entre a Eletronorte e a Camargo Correa S/A, tendo como interveniente a Portobrás, extinta no governo Collor. R$ 600 milhões depois, ainda faltam mais R$ 620 milhões para a conclusão da obra.
Apesar do estardalhaço com que foi anunciada a sua retomada, não houve liberação dos R$ 252 milhões prometidos para este ano. E olha que foi incluída no PAC. Pior: o cronograma apontando dezembro de 2009 já está furado. E o orçamento também, porque o contrato terá que ser repactuado, com as atualizações de praxe.
Enquanto isso, o rio Tocantins está fechado para navegação, o frete tem o preço nas alturas, os portos do Pará perdem competitividade e por aí vai.”

As razões do não querer

Em outro post (Por que não querem hidrovias? ), a competente jornalista aprofunda a questão:

“Estudo feito pelo Departamento de Transportes dos EUA mostra o impacto ao se mudar o modal de transporte de uma carga de 20 mil toneladas de rodovia (caminhão) para hidrovia (barcaças): a emissão de gases CO2 e NO2 é reduzida em 709%; a probabilidade de acidentes por ano cai em 5.967%; a necessidade de se jogar fora 2.746 pneus de caminhão por ano fica diminuída; acabam os atuais 1.333 caminhões em trânsito por dia nos corredores de escoamento, quase 20 Km de filas de caminhão, comparados com menos de 500 metros do conjunto de barcaças; além da queda em 826% no consumo de combustível".

domingo, setembro 09, 2007

Torrando almas

"Botafogo, botafogo, campeão... EM 1906.."
Náutico 4 X 1. Com nossas condolências, rubro-negras.

Vic, falou e disse.

Deputado Vic Pires Franco (DEM) respondeu a seis perguntas safadinhas feitas pelo Juvêncio Arruda. Tema? TCM.
O Quinta Emenda desta segunda, 10, promete!

É que o mundo é que é meu lugar

Em São Domingos, na quarta-feira, converso com dona Matilde, a contar estórias do filho que deixou a casa prometendo voltar ‘homem vencido na vida’. Botou a perna no mundo, dizendo pra vizinhança, cheio de sonhos, disposto a tentar a sorte em Ourilandia do Norte, trabalhar numa ‘gata’ que lhe desse condição de ganhar trocados para voltar endinheirado. A compra de uma casa pra mãe era o objetivo maior 'do pegar a estrada'.

Jonas, de 17 anos, partiu em marco deste ano. Nos três primeiros meses mandou de volta dois recados em envelopes contendo R$ 250,00 e R$ 170,00, cada; e uma carta contando que estava bem, trabalhando de pedreiro numa firma da Vale do Rio Doce,

Dia 28 de agosto o corpo do garoto foi encontrado, crivado de balas ,em Altamira, sob a suspeita de integrar um bando de assaltantes de estrada.

Ao ouvir dona Matilde contando as virtudes do filho enterrado, depoimentos de vizinhos que o viram crescer -, “atencioso, com vontade de dar à mãe uma vida melhor” -, veio à mente um canto de Gonzaguinha, “Com a Perna no Mundo”, que Tereza Cristina deu um balanço gostoso embalada pelo Grupo Semente.

Acreditava na vida
Na alegria de ser
Nas coisas do coração
Nas mãos um muito fazer
Sentado bem lá do alto
Pivete olhando a cidade
Sentindo cheiro de asfalto
Desceu por necessidade

Ô Dina
Teu menino desceu o São Carlos
Pegou um sonho e partiu
Pensava que era um guerreiro
Com terras e gentes a conquistar
Havia um fogo em seus olhos
Um fogo de não se apagar

Diz lá pra Dina que eu volto
Que seu guri não fugiu
Só quis saber como é, qual é
Perna no mundo sumiu

E hoje, depois de tantas batalhas
A lama dos sapatos
É a medalha que ele tem pra mostrar
Passado, é um pé no chão e o sabiá
Presente é a porta aberta
E o futuro é o que viráô ô e e á
O moleque acabou de chegarô ô e e á
Nessa cama é que eu quero sonharô ô e e á
Amanhã boto a perna no mundoô ô e e á
É que o mundo é que é meu lugar

Inferno na torre

Insuportável a sala de embarque do aeroporto de Marabá. Os climatizadores em pane não podem ser recuperados por falta de recursos, apesar dos passageiros pagarem taxa de embarque exatamente para a Infraero investir nos terminais aéreos, mas isso não ocorre no município.
O cubículo para o qual são mandados os passageiros na hora de embarcar nas aeronaves transformou-se num microondas.