sábado, setembro 01, 2007

O bom do contraditório

Acabo de receber um artigo do jornalista Rocha Neto (Correio do Pará) sobre os indicadores sócio-econômicos do possível estado do Carajás. No artigo contei dois indicadores, o populacional e o do rebanho bovino. O resto, infelizmente, é pura bucha, como dizem os acreanos. Descreve a salvação e futuro do possível estado através do tripé: agropecuária, indústria florestal e exploração mineral.
A agropecuária naquela região é, em alguns momentos, extraordinária, com pecuaristas sérios, caso do Luciano Guedes, investindo na intensificação da criação, melhoramento do rebanho e tecnologia. Mas, é fato que a agropecuária do sul e sudeste do Pará ainda tem um longo percurso a percorrer para acabar com seus passivos ambientais e sociais, como o respeito à reserva legal, trabalho escravo, blá, blá...
O setor florestal descrito no artigo é um conto da carochinha. O Ibama acaba de realizar a “Operação Tupare” em Pacajá, Novo Repartimento e Tucuruí, na qual:

"19 autos de infração foram lavrados, gerando 3.281.562,80 em multas pelos ilícitos ambientais. Foram apreendidos 2.878,016 m³ de madeira em tora, 04 tratores, 08 motoserras, 2 armas de fogo e 1 motobomba. Somente em Novo repartimento, 11 serrarias foram embargadas por diversas irregularidades e tiveram suas máquinas lacradas."

Assim, ainda é difícil acreditar em madeireiros conscientes, independentes da exploração predatória e com consideráveis áreas de reflorestamento visando o setor externo e as gulosas guseiras.
Quanto à exploração mineral, acredito ainda sermos uma simples colônia de envio de matéria bruta para o exterior, como era feito há 500 anos atrás. Quem sabe meus bisnetos verão uma montadora em Marabá, nem que seja de bicicletas. A coisa é tão “colonial” que bastou os órgãos ambientais apertarem um pouco a rosca para o setor guseiro predatório espernear. A Vale, vendo que a mancha se aproximava de seus enormes buracos, acaba de dar mais uma volta na rosca. A diferença é que para as guseiras a mão da Vale tem mais força que a mão do governo.
Até que dava para levar mais a sério se o povo que defende a divisão colocasse o pé no chão e abandonasse o discurso de futurologia salvática. É bom lembrar que no campo não há só pecuaristas e que na floresta que ainda resta não há só madeireiro. Portanto, é preciso olhar além do tripé.

Artigo acima é a visão crítica de Marky Brito, postado no Papa Chibé , preocupado com a discussão em torno da criação dos Estados do Tapajós e Carajás.

Capitão Caverna

O caraíba está acabando com o município pensando num novo mandato. Trata-se de Roselito Soares (PSDB), prefeito de Itaituba, espécie que deveria ser levado à tribunal do júri . Olha o que o Jeso nos conta sobre o verdugo:
O MEC (Ministério da Educação) desclassificou Itaituba e criticou "o desinteresse" da prefeitura pela construção de uma escola técnica no município.
O ministro Fernando Haddad não deixou por menos, e passou um sabão no prefeito. "A comunidade não poderá ser penalizada pela falta de compromisso de alguns. A intenção é procurar o poder local para não deixar a sociedade desatendida”, afirmou, em entrevista à Agência Brasil.
O tucano Roselito Soares, candidato à reeleição, é quem administra há cerca de 3 anos o município. Pelo jeito, mal. Muito mal.
Pior é que o Estado está repleto de Roselitos. Cada um pior do que o outro.

Revolução na sala de aula

A competente Bel Mesquita (PMDB) sugere uma “revolução na educação” como único caminho para a Amazônia conseguir superar a desvantagem competitiva que a separa de regiões mais desenvolvidas. Alguns dados pinçados da fala de Bel:

1- Com muito esforço, o Pará atingirá a média do PIB nacional de 2004 somente em 2050, um atraso de quatro décadas. “Sem objetivos concretos e ações bem definidas, não conseguiremos promover a arrancada que possibilite à Amazônia compensar o tempo perdido, vencer a longa distância que a separa de outras regiões do Brasil”, disse.

2- A solução é partir para promover a revolução educacional, fazendo a escola chegar ao aluno. No Pará -, impressionante, mas verdadeiro -, ainda faltam escolas para atender à demanda. “As que temos distam quilômetros de algumas comunidades. Nossas crianças atravessam rios e caminham horas para poder estudar em escolas que não têm livros e nem energia elétrica”.

3- Bel Mesquita é favorável às causas ecológicas e de preservação da natureza, mas defende que isso não pode ser feito de maneira que prejudique o homem e em detrimento da sociedade. “A Amazônia não é apenas bioma, floresta, uma grande área verde a cobrir quase metade do mapa do Brasil: é, também, população, gente, milhões de mulheres e de homens que ali querem viver e trabalhar”.

4- Ela acredita que o desenvolvimento da Amazônia é uma questão de vontade e decisão política, e que as riquezas da região não podem ser empecilho para o seu crescimento.
Não pode haver desenvolvimento sem educação, progresso sem cultura e prosperidade sem conhecimento”, ensina.

O que vem por aí

Câmara Setorial do governo do Estado a ser criada para analisar projetos minerais já tem pelo menos um curso definido: as relações com a Companhia Vale do Rio Doce serão totalmente repensadas.

Brasil para gringo ver

O Greenpeace e outras ONGs espalham pelo mundo um vídeo, traduzido para algumas línguas, narrando o incidente em Juína, no Mato Grosso, quando ativistas da organização foram sumariamente expulsos da região. Com o tempo de 12 minutos, o vídeo é aquilo que chamamos de verdadeira ‘pancada no fígado’.
Vale a pena roubar um pouco de seu tempo e assistir a produção.

sexta-feira, agosto 31, 2007

Marabá, Capital dos Povos

Marabá respira política, mas não discute ideologias. Discute eficiências administrativas, políticas públicas. Cidade que produz 24 horas.
Guardadas proporções, começa a ter contornos de uma São Bernardo do Norte.
O emprego público, antigamente pontuado como busca preferencial, passa ao largo.
O trabalho privado aqui é visto e sabido, mais do que visto e sabido, é respirado, exercido em sua essência, deglutido no dia a dia.
O município começa a formar uma geração preocupada em se capacitar, fazer cursos, estar antenada com o dia a dia.
Brasileiros de todos os cantos. Brasileiros tementes a Deus. Não importa qual crença. Qual santo.
Nossa Senhora de Nazaré. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Nossa Senhora das Graças. São Félix. Candomblé. Espíritas. Pastores da Salvação. São Currupião. O escambau. Até na crença, não temos unanimidade. Unânime é o respeito à diversidade, porque somos de origens multifacetadas, falamos várias línguas.
A idéia de José Alencar de transferir a capital para Marabá, embora não seja a solução para o problema, poderia pelo menos mostrar aos dirigentes auto-suficientes do Estado que aqui se vive realmente a multiplicidade produtiva. Só assim poderiam aprender porque a miscigenação faz um bem tão bem a todos nós.
O paraensismo aqui é a liberdade ao alcance de sermos diferentes.
O cenário palaciano do poder, o silêncio sepulcral de fim de semana e algumas pessoas que às vezes ali se aboletam na sombra das suas ações – algumas suspeitas -, de suas políticas tacanhas, de seus grandes e pequenos crimes, dos escombros de suas idéias nada criativas, da falta de amor e vontade de fazer com que essa região, o Estado como organismo universal de gentes , se encontre -, tudo isso poderia desaparecer na imensidão do real, se o poder central sentisse a respiraçào dessa terra mesopotâmica do sol no cantar do galo.

Esqueçam o que falei

As executivas municipais do Partido dos Trabalhadores não se manifestaram ainda a respeito das declarações do deputado federal Zé Geraldo radicalmente contrárias à criação dos Estados do Tapajós e Carajás. Vai ver o partido que sempre lutou no Sul e Oeste pela revisão territorial esqueceu tudo o que disse, e quer agora o assunto exclusivamente no baú das reminiscências.

Menina dos olhos

Ontem à tarde, pelo telefone, o blogger conversou com alto dirigente do PDT nacional. Entre muitos assuntos abordados, o papo concentrou-se na blitz realizada mês passado nas dependências da Pagrisa. Uma expressão ouvida do interlocutor caracteriza bem o quanto foi desastroso, para o governo, o 'estilo' bicho-papão, digamos assim, de abordagem da força-tarefa do Ministério do Trabalho:

- Agiram nas dependencias da empresa como se o país não tivesse leis. Como se fóssemos Cuba ou Venezuela, onde as ordens dos "imperadores" estão acima até dos mandamentos divinos -, disse a fonte.

Política

Conforme conta a coluna do Diário do Pará de hoje, quem está com a bola toda junto a direção do PDT, é o vice-prefeito de Marabá, Ítalo Ipojucan. O empresário é visto pelo presidente nacional da legenda e Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, segundo o informante, "como quadro inovador prestigiado em todas as instâncias do PDT".

Parceiro preferencial

Integrante da base aliada do governo do Estado, o PDT decidiu que apoiará em Belém o candidato do PT à prefeitura da capital. Seja ele quem for.

Ficam vem aí, inovadora

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá, Gilberto Leite, caladinho, continua fechando negociações com empresários e órgãos governamentais para anunciar a programação completa da 14a Ficam (Feira da Indústria, Comércio e Artes de Marabá). O período do evento, conforme noticia a coluna do poster no Diário do Pará, é de 29, 30/11, 1 e 2 de dezembro.
Se amarrar os acertos que vem articulando, Gilberto Leite deixará de cobrar das empresas participantes o aluguel de estandes.
Um palpite: a principal atração da 14a Ficam pode ser a dupla Zezé de Camargo & Luciano, dia 30.

quinta-feira, agosto 30, 2007

Uma proposta corajosa

O tema foi levantado por José Maria Quadros de Alencar, um dos mais talentosos magistrados trabalhistas do Estado: a transferência da capital do Pará para Marabá. O tema merece discussão, que este poster o fará posteriormente.
Eis o que diz o Blog do Alencar:

É isso aí.
Acho possível e desejável transferir a capital do Estado para Marabá.
Calma, não exatamente toda a capital, mas o Poder Executivo. Poder Legislativo e Judiciário continuariam em Belém.
Precedentes no Brasil não existem, ainda. Mas fora os há.
O Congresso Nacional do Chile, desde sua reabertura, tem sua sede em Valparaíso (o que desagrada os congressistas, que continuam morando em Santiago e querem trazê-la de volta). A capital oficial da Bolívia é Sucre, onde está a sede do Poder Judiciário, e não La Paz. Aliás, esta semana houve um paro cívico em Sucre para exigir a transferência dos demais poderes para a cidade. A capital da Austrália é Canberra (e não Sidney). Até a unificação a sede do governo da Alemanha Ocidental era Bonn e não Berlim.
Marabá é a capital regional da mesorregião do Sudeste Paraense, a mais dinâmica do Estado, e assim permanecerá enquanto tiver minério em Carajás. Fazer coincidir a sede do governo com essa realidade econômica parece ser um ato de pura racionalidade. Claro que as objeções não são poucas, desde as jurídicas até as políticas, passando pelas administrativas e financeiras.
Mas é melhor transferir a capital administrativa - vale dizer, Poder Executivo - para Marabá do que enfrentar esse infindável debate - até agora um pouco carente de racionalidade - sobre a divisão do Estado.
A idéia não é nova. Foi proposta vinte anos atrás, no discurso de posse do primeiro prefeito eleito (Hamilton Bezerra) depois que Marabá deixou de ter prefeito nomeado, que eu ajudei a redigir. E que ninguém prestou atenção (nem o próprio, ao que parece).
Ah, sim. E sai bem mais barato que a proposta de construir uma nova capital entre Marabá e Altamira, lançada pelo então Governador Almir Gabriel.
Mas o maior defeito desta proposta é que, pelo menos por enquanto, ela desagrada a todos os interessados - separatistas do Sul e do Oeste - e até os desinteressados do Nordeste Paraense, metropolitanos inclusive.
Sem chance? Depende.

Carajás, Tapajós, Amazônia.

Ronaldo Brasiliense e Afonso Morais contam, direto de Santarém:

1- Em visita a Santarém, a presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Pará, Ângela Sales, posicionou-se a favor da consulta popular, através de plebiscito, para decidir quanto à criação ou não de mais estados no País. Segundo ela, a OAB/Pa está comprometida com a defesa dos anseios da população, e dará todo o apoio aos que tiverem interesse em realizar a consulta no Estado.

2- Enquanto o ministro da Defesa, Nelson Jobim, concentra esforços para resolver a crise aérea, e o governo não define o Plano Estratégico de Defesa Nacional, as fronteiras da Amazônia permanecem escancaradas e têm sido usadas como rota de passagem do narcotráfico, da biopirataria de fauna e flora, do contrabando de armas, ouro e pedras preciosas.

Quer mais, tem aqui.

Invertendo ordem

Juvencio Arruda, fulminante, no Quinta:

Foge Ladrão!
Começa a dar a impressão, infelizmente, que é mais fácil fugir das cadeias e delegacias paraenses, do que ser levado até elas.

Razões não faltam

Assinado por Paulo Leandro Leal, o artigo a seguir saiu no jornal O Estado do Tapajós:


O discurso de que o Estado do Pará vem investindo mais nas regiões mais distantes para levar até elas desenvolvimento e com isso diminuir a pressão pela divisão do Estado não passa de um discurso. É o que revela o mais recente estudo do economista José de Lima Pereira, do Centro Avançado de Estudos Amazônicos (Ceama), com base em dados dos mais importantes órgãos de estatísticas e economia do país. O estudo "Viabilidade Política e Econômica do Estado do Estado do Tapajós", apresentado pela primeira vez na Assembléia Legislativa do Amazonas por Lima Pereira, que representou a Associação Comercial e Empresarial de Santarém, mostra que o governo estadual investe menos do que arrecada no oeste paraense.
O mais recente estudo sobre a viabilidade da criação do novo estado demonstra que no ano passado o Estado arrecadou, nos 25 municípios que estão na área onde se pretende criar o Estado do Tapajós, R$ 587,9 milhões, uma arrecadação per capita (por pessoa) de R$ 450,60. Mas deste montante, R$ 574,7 mil retornam em investimentos nas áreas de saúde, educação, habitação, saneamento, infra-estrutura e outras, portanto, o investimento per capita chega a R$ 440,48.
Isso significa que cada pessoa contribui com o Estado anualmente com R$ 450,60, mas só recebe de volta em serviços e obras R$ 440,48. Estes cerca de R$ 10,00 restantes são investidos em sua maior parte na capital do Estado. Em muitos municípios da região, os investimentos do Estado são praticamente inexistentes ou inexpressivos. O município de Juruti, no extremo oeste do Pará e que tem uma população estimada em 47.5457, recebeu no ano passado míseros R$ 7,2 milhões em transferências estaduais, o que gera um retorno de R$ 151,48 por pessoa. Outro município, Monte Alegre, recebeu de volta do governo estadual R$ 181,06 por pessoa.
A falta de investimentos dos governos estadual e federal nos municípios a região é um dos principais argumentos usados por aqueles que defendem a redivisão territorial do Estado e a criação de novos estados. Esta falta de investimentos faz com que boa parte destes 25 municípios não tenham serviços essenciais básicos, como água encanada e energia elétrica. Os municípios da Calha Norte do Rio Amazonas, por exemplo, aguardam há décadas o cumprimento da promessa da transposição do linhão do Tucuruí para aquela área, o que daria fim aos racionamentos de energia elétrica, produzida pelas termelétricas á dieesel.
O primeiro resultado da criação do novo Estado, dizem os defensores da divisão, seria o aumento substantivo da arrecadação da região que seria O Estado do Tapajós, aumentando os investimentos e melhorando a qualidade da vida da população. Faz sentido. No ano passado, a arrecadação per capita no Estado do Pará, de R$ 525,01, foi bem acima da do resultado da região oeste, que ficou nos R$ 450,60. Esta diferença é o resultado da falta de atividades produtivas que gerem arrecadação em boa parte dos municípios da região. Na maioria deles, a principal base econômica é o extrativismo e não há indústrias.
Se comparadas com os números absolutos do Estado, a arrecadação e as transferências feitas aos municípios do oeste ficam ainda menores. Com área de 722,3 mil quilômetros quadrados, o oeste arrecada apenas 16,3% do total de R$ 3,6 bilhões do total paraense. Com área que corresponde a 58% do território paraense, os 25 municípios da região recebem apenas 15,9% das transferências estaduais. Os mais de 1,3 milhões de habitantes destes municípios sofrem com serviços públicos de má qualidade, escolas sem professores e hospitais que não possuem nem médicos e nem remédios.

Rotary adere à luta emancipacionista

O Rotary Club de Marabá, um dos mais antigos clubes de serviço regional, anunciou seu apoio à campanha pela criação do Estado do Carajas, unidade federativa proposta reunindo 44 municípios do sul e sudeste do atual território paraense. Com a decisão, o Rotary se soma ao apoio também declarado pelos quatro clubes de Lions locais ao movimento.

Fonte: Correio do Tocantins

O poeta está doendo de amor

Para o Braz, Ademir:


planetários de todo o mundo, uni-vos!

é chegada a hora de dizer não
ao nosso ancestral medo oceânico.
como cometas cadentes,
nesse imenso céu elétrico,
transformemos as egoístas
e egocêntricas
órbitas individuais
numa maior
e mais longa
translação à transação incomum:
solidarizar-se com o Poeta.

O poeta está doente de amor.
no breu,
doendo de amar.

o poeta que escreve a luta da alma,
o uivo do lobo,
a orquestra das aguas.
e o sonho dos poetas.

quando o poeta fica
doente de amor
o amanhecer na cidade deserta,
cheia de tudo,
inclusive cantos embriagados,
teima em clarear a dor que não cala
na cola.
o Poeta,
flertando com a velhice
na sapiencia da idade,
insiste em amar.
em desamor

quando o poeta fica assim
a vida se agita
a alma se perde
o sonho branco da saudade
escreve a doença do amor.

A crise guseira na Assembléia Legislativa

Na próxima semana, a diretoria da Companhia Vale do Rio Doce será convidada a participar de reunião da Comissão de Meio Ambiente da Assembléia Legislativa, convocada pelo deputado João Salame (PPS), presidente, para debater a crise no Distrito Industrial de Marabá.
Ontem, com a presença de dez deputados, mais do que o quorum normal, de sete parlamentares, a Comissão de Meio Ambiente ouviu o diretor-presidente da Cosipar, Luiz Carlos Monteiro, que “expôs seus pontos de vista, de forma límpida e contundente”, conforme palavras do presidente da comissão.
Sobre as seguidas reuniões na AL, João Salame explica que “queremos passar a questão a limpo. Queremos política de reflorestamento, preservação das florestas e respeito à força de trabalho, mas também assegurar a continuidade da produção e a conseqüente geração de emprego e renda. Como em qualquer país que se pretende desenvolvido ou em vias de desenvolvimento”.

Para sua vida melhorar...

..Recomendamos Pai Ambrósio. Unha encravada ele tira com os próprios cílios. O cara!

Se Pai Ambrósio piar fino, segure-se com o profeta que ‘ex-pulsou’ o vírus da 'sida' do próprio corpo.
Ou, em ultimo apelo, bote fé no Pastor Hermano. Ele é o único pastor morto-vivo do mundo.
Xô Satanás!!!!

Alô, prefeitos!

Refrescando a memória de alguns administradores municipais desse Sul do Pará meio doidão:

Improbidade administrativa é a violação da moral administrativa cometida por ação ou omissão de agente público, ou equivalente, da qual decorra prejuízo para o erário, enriquecimento ilícito ou violação da moral administrativa, principalmente no que diz respeito aos artigos 9º ao 11 da Lei nº 8.429/92 (Lei de improbidade administrativa – LIA).

Jogo da Amarelinha

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Chibio), criado esta semana, terá seu batismo de fogo enfrentando a rebeldia de entidades populares revoltadas com a construção de uma hidrelétrica em nascentes da Serra do Cachimbo, no sul do Pará. O local é uma reserva biológica, segundo grita em estágio de ensaio, que perderá extensa área pela disseminação do lago a ser formado nas limitações da unidade de conservação.
Maus presságios.

Resistência e enfrentamento

Biodiversidade da região, os avanços na existência do campesinato, o modelo de desenvolvimento e suas implicações na dinâmica da sociedade, limites na relação com o capital e a construção de resistência e enfrentamento. Esses temas adornam a programação do Seminário Regional: Estado, Campesinato e Distrito Florestal de Carajás, de hoje, 30, até sexta-feira, 1, em Marabá.
Implementação do Distrito Florestal de Carajás pelo Serviço Florestal Brasileiro e a necessidade de território para o desenvolvimento do campesinato, também serão temas de discussão.
Organizado por entidades populares (Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Marabá, Pastorais Sociais, Via Campesina do Pará, Universidade Federal do Pará e Centro de Educação, Pesquisa e Assessoria Sindical e Popular) encontro contará com a participação de agricultores familiares, professores universitários, atingidos por barragens, ambientalistas, pesquisadores e estudantes. A programação será concentrada, nos dois primeiros dias, na Chácara da Diocese. Encerra sexta-feira no auditório da UFPA.

O Ensino como ele é (no Brasil)

Algumas ‘belezas’ do último Enem. Delícia!

* O Brasil não teve mulheres presidentes, mas várias.

* Primeiras-damas foram do sexo feminino.

* O Convento da Penha foi construído no céculo 16, mas só no céculo 17 foi levado definitivamente para o alto do morro.

* A História se divide em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje.

* Os índios sacrificavam os filhos que nasciam mortos matando todos assim que nasciam.

* Bigamia era uma espécie de carroça dos gladiadores, puchada por dois cavalos.

* No começo Vila Velha era muito atrazada mas com o tempo foi se sifilizando.

Nota do blog: a grafia destacada reforça a grafia original das provas.

A perfeição da fêmea

Se restava a alguém alguma dúvida, cientistas britânicos confirmaram, com provas matemáticas, o que parece evidente: a atriz de origem hispânica Jessica Alba tem proporções perfeitas.
Pesquisadores da Universidade de Cambridge elaboraram uma fórmula matemática para medir o atrativo sexual feminino e suas possibilidades de andar sensualmente, que se baseia na proporção entre a largura da cintura e dos quadris.
E descobriram que a melhor relação cintura-quadris é 0,7, que é precisamente a que tem a protagonista de "Quarteto Fantástico".
É essa proporção a responsável pelas curvas da atriz ser tão sensuais e que Alba, de 26 anos, balance seus quadris dessa forma tão sexy, segundo o estudo, divulgado pela imprensa britânica. Quase perfeita, sempre segundo essa fórmula, era a atriz Marilyn Monroe, que tinha uma proporção de um 0,69, enquanto a modelo britânica Kate Moss conta tem 0,67.
Curiosamente, Moss tem a mesma proporção que a atriz americana Eva Longoria, de origem hispânica da mesma forma que a californiana Jessica Alba. Outra beldade do cinema, a atriz Angelina Jolie, tem uma proporção de 0,75.

quarta-feira, agosto 29, 2007

Preocupações preventivas

Free lancer do blog informa que a Companhia Vale do Rio Doce agregou mais cem vagões no trem cargueiro e também aumentou o volume de minério transportado pela Ferrovia Carajás. Com aumento da demanda, a preocupação da mineradora é com as pontes ao longo da estrada,
consideradas fatores limitantes no aumento da capacidade de transporte.
Na década de 80, as pontes foram construídas para suportar peso bem menor de carga transportada. A própria ponte rodoferroviária construída sobre o Tocantins é exemplo disso.
A informação é de que em dez dias deverão começar os trabalhos de avaliação das pontes por engenheiros da Vale. Não teria sido mais prudente a companhia avaliar aquelas estruturas antes de aumentar sua capacidade de transporte?

UFPA busca professor

Se você é graduado em áreas de Exatas e Naturais, com especialização em Informática, faça sua inscrição até o dia 3 de setembro no Campus da UFPA de Marabá. A Universidade disponibilizou vaga de professor substituto com carga de 40 horas na disciplina Engenharia de Software - colegiado do curso de Bacharelado de Sistemas de Informação.

Tom & Jerry

Luiz Carlos Monteiro, diretor-presidente da Cosipar, mantém, desde muito tempo, um relacionamento arredio com a classe política de Marabá e seus principais dirigentes empresariais. Como a distancia entre as partes é imensa, constantemente tufa pus do abscesso sem que haja cirurgia reparadora. A maioria dos donos de siderúrgicas caracteriza Monteiro como pessoa arrogante e boçal. Este enxerga os colegas meramente peças coadjuvantes. Sem brilho.
Quando estoura bomba como a mais recente em que a CVRD anunciou a suspensão do fornecimento de minério a Cosipar e Usimar (medida posteriormente revogada com a extensão de mais 30 dias de prazo), os donos de usinas riem efusivamente da desgraça de Luiz Carlos e de Demétrius Ribeiro, outro que a turma "atura".

Relação de Passeriformes

Durante o processo de troca de penas, os pássaros políticos brasileiros voam pouco, perdem a mobilidade por motivos óbvios. Apesar de acostumados a trocarem de penas durante outono, inverno, verão e primavera. Ou quando as temperaturas começam a cair. Há casos em que a muda ocorre no momento em que os dias começam a ficar mais curtos, escurece mais cedo. Com nova plumagem, reagem, cantando em repiquetes.
Há casos de transmutação, como agora registrado em Curionópolis, onde Curió, vaidoso como pavão, assume a sua nova condição de Tucano. O bastão do PSDB local, antes sob controle do vereador Wanderson Chamont que migrou para o PMDB, foi entregue ao prefeito do município.
A junção não fará mal a nenhum dos dois: geneticamente, tucanos e curiós têm hábitos distintos, mas com características comuns. Ambos vivem em bandos e quando o sol se põe voam para certos lugares onde dormem juntos em troncos ou buracos de árvores.
Ao comandante-em-chefe Sebastião Curió, PSDB e DEM lhes batem continência.

-------------

Atualizado às 10:49

Sebastião Curió é filiado ao DEM. O controle do PSDB no município passou a ser do prefeito, com a indicação de nomes de sua extrema confiança para a executiva provisória.

Tamanho não é documento

No folclore brasileiro diz a lenda que o Tucano foi ridicularizado. Com seu enorme bico queria ser o rei dos alados. Escondeu-se no interior do tronco de uma árvore, deixando apenas o bico aparecer. Pelo tamanho do bico os animais o elegeram Rei, achando que ele seria enorme, porém quando o mesmo saiu do buraco o Sabiá gritou: “Ora bolas, é só nariz”, deixando-o envergonhado.

Arrumando a casa

O novo diretor do DMTU (Departamento de Trânsito e Transporte Urbano), cel. Antonio Araújo, assumiu o órgão com disposição de trabalho. Tirou os agentes do setor burocrático e dos pontos “preferidos” de cada um, espalhando-os nas áreas críticas de tráfego. Resultado: diminuíram as loucuras de condutores.
O dirigente recém empossado conseguiu também formalizar intenção de assinatura de convênio com o Detran pelo qual o DMTU passa a ter o controle total do trânsito no município, inclusive fiscalizar a documentação de porte obrigatório dos motoristas como Carteira Nacional de Habilitação. Até então, a função se limitava a autuar infrações referentes à circulação e estacionamento.
Ainda que na seara das promessas, cel. Araújo anuncia a intenção do Detran destinar recursos para implantação em Marabá de sinalização vertical, horizontal e eletrônica. Caso o projeto seja mesmo implantado, as ruas da cidade ganharão monitoramento por câmeras de vídeo.

Gestão integrada para hidrovia do Tapajós

Os deputados Luis Cunha, presidente, Alexandre Von, vice- presidente e Gabriel Guerreiro, relator da Frente Parlamentar Pró-Hidrovias do Pará, estão ultimando uma agenda positiva para realizar uma série de debates com a população, entidades do setor produtivo e de navegação, acerca do potencial hidroviário do Pará. O primeiro tema é a hidrovia Tapajós -Teles Pires -Juruena, em evidência no Plano Nacional de Logística de Transportes (PNLT), instrumento do governo federal que prevê ações e ferramentas para incrementar o setor em todo o País, com foco no desenvolvimento regional e sustentável. A intenção é apontar ações que contemplem a vocação do Estado, cujos rios são as estradas naturais. Vários municípios pólos do oeste do Pará, como Santarém, Oriximiná e Itaituba, figuram como sede de amplas reuniões destinadas a viabilizar o empreendimento.
Para os membros da Frente, integrada por 38 dos 41 deputados estaduais, a hidrovia do Tapajós tem como perspectiva a abertura da fronteira agrícola do Pará e Mato Grosso e pode ser considerada importante opção para o comércio exterior, com sensíveis reflexos para geração de empregos e surgimento de novos empreendimentos. As discussões que envolvem a implantação do projeto se estendem há vários anos entre o Ministério dos Transportes, líderes indígenas, representantes do poder público e empresas privadas das regiões Norte e Nordeste de Mato Grosso e Centro-sul do Pará. Há um mês, o projeto de Lei do Senado nº 184/2007, de autoria do senador Flexa Ribeiro, que inclui a hidrovia do Tapajós no Plano Nacional de Viação e na Relação Descritiva do Sistema Hidroviário Nacional, foi aprovado e enviado à Câmara Federal.
“A hidrovia traz importantes benefícios à nossa região e é mais um caminho para sanar os problemas de infra-estrutura que impedem o desenvolvimento sócio-econômico do Pará”, argumenta o deputado Luis Cunha, prevendo uma grande virada sócio-econômica para toda a região, com a ampliação de frentes de trabalho. “É um sonho acalentado e que começa a tomar corpo. Tudo mostra a viabilidade, a vantagem competitiva para a região e o estado, e não mediremos esforços para que se torne realidade em curto espaço de tempo”, diz, otimista. Ele defende a hidrovia como a melhor alternativa para o transporte da produção de grãos do Centro-Oeste/Norte do País, que deve dobrar em pouco tempo com um aumento substancial da produtividade por hectare, citando informações da Embrapa.
O deputado Alexandre Von lembra que a hidrovia Tapajós-Teles Pires -Juruena tem, hoje, apenas 343 quilômetros navegáveis e, para a navegação livre ao longo dos 1.043 quilômetros - a extensão viável economicamente, é preciso que o governo federal tenha vontade política e invista no projeto. Mas os recursos previstos no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) para as hidrovias somam R$ 735 milhões, menos de 1,26% do total previsto em logística. “Falta visão estratégica para o transporte hidroviário”, alfineta.
“A Frente Parlamentar é uma iniciativa para consolidar o setor hidroviário como importante ferramenta de logística de transportes do país e, em particular, do nosso Pará”, frisa o deputado Gabriel Guerreiro, que aponta a questão ambiental como a principal aliada das hidrovias, ao contrário do que pregam os detratores do projeto. “Nestes tempos em que a insensatez ataca os empreendimentos hidroviários, tachando-os de agressores do meio ambiente, é preciso salientar que com o transporte hidroviário há uma redução de cerca de 90% na emissão de gases tóxicos na atmosfera em relação a outros modais como o rodoviário, por exemplo, para um mesmo volume de carga transportada. Além disso, é da maior importância manter a mata protegida, a fim de garantir a navegabilidade”. De acordo com o deputado, o País ainda não acordou para as vantagens do modal em termos da economia de fretes. A idéia é evidenciar a alta competitividade do setor.
O rio Tapajós, afluente da margem direita do rio Amazonas, tem 851 Km de extensão até a confluência dos rios Teles Pires e Juruena e sua foz, junto a Santarém, fica a 950 Km de Belém e 750 Km de Manaus. A hidrovia, juntamente com a pavimentação da BR-163 e da BR-230, proporciona um novo cenário de incremento do fluxo de pessoas, expansão agrícola e pecuária e dinamização do desenvolvimento econômico, acreditam os parlamentares.
Citando estudo feito pelo engenheiro do Dnit – Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, Fred Crawford, o presidente da Frente Pró-Hidrovias do Pará questiona: “Se a foz do rio Amazonas fosse ladeada por terras indígenas, poderíamos impedir a navegação de embarcações que demandam o Peru, por exemplo? A resposta é não, em respeito à Convenção pactuada entre o Império do Brasil e a República do Peru, em 1851, que foi internalizada no País pelo Decreto imperial n.º 2.442, de 16 de julho de 1859. Tal convenção garante a navegação de vapores peruanos e brasileiros pelo rio Amazonas e seus confluentes. E a navegação tratada na convenção é a que se dá ou pode se dar no rio Amazonas e seus confluentes, não apenas nos rios compartilhados com a República do Peru, mas todo e qualquer rio da Bacia Hidrográfica Amazônica, como o rio Tapajós, por exemplo. E as convenções internacionais não são alteradas por revoluções internas ou mesmo por novas ordens constitucionais de um dos convenentes. Se assim fosse, a base naval norte-americana da baía de Guantânamo teria sido recuperada pelos cubanos na década de 1960, e a possessão inglesa de Hong-Kong teria passado ao domínio chinês no início da revolução maoísta, assim como a possessão portuguesa de Macau”, fulmina.
Para o deputado Luis Cunha, não se trata de “civilizar tribos selvagens” fazendo uso da navegação, como objetivava a Convenção de 1851, mas também não se quer que o direito constitucional de os índios se organizarem socialmente segundo suas tradições, costumes, crenças e línguas se traduza em isolamento e no cerceamento do direito de passagem por águas públicas.

Fonte: Franssinete Florenzano

terça-feira, agosto 28, 2007

CVRD recua

Através de seu diretor Comercial Vicente Wright, a Companhia Vale do Rio Doce cedeu aos apelos do prefeito de Marabá, Sebastiao Miranda (PTB), e do deputado estadual João Salame (PPS). Agora à noite, a mineradora concedeu mais 30 dias para a Usimar e Cosipar se enquadrarem às exigências de normas ambientais a serem conferidas numa espécie de TAC entre contratada e contratantes.
Ou seja, fica o dito pelo não dito. O que se leu até agora vigorar a partir do primeiro dia de setembro, leia-se a vigência somente a partir de primeiro de outubro.
Mais detalhes, o blog conta na manhã desta quarta-feira (29).

Da feia fumaça que sobe apagando as estrelas

Só nos resta chamar de mau gosto, mau gosto. Este cenário terrível de fumaceiro cobrindo prédios e ruas; estradas e curvas.
No coração da gente, saudades do tempo em que agosto não rimava com desgosto. O céu era limpo, a quentura do sol controlada pela frieza que saía das matas.
Aqui era o Planeta dos Castanhais onde se comia cupu socado no casco com uma paxiba tirada na floresta. Liquidificador de castanheiro.
Principalmente nasci em Marabá. Por isso estou triste, agora, vendo a fumaça.
'Apenas uma fotografia na parede. Mas como dói! '

Casa própria mais fácil

A Caixa Econômico acaba de fixar novas normas para o financiamento da moradia.
Novidades: o prazo máximo passou de 20 para 30 anos; faixa de imóvel residencial de R$ 130.000, a R$ 200 mil, a taxa de juros nominal, pós-fixada, caiu de 11,38% para 10,48% ao ano. Nos casos em que a prestação for debitada em conta ou em folha de pagamento, a taxa é de 10,02% ao ano.
Mais informações Aqui.

Porco chauvinismo

O jornalista Augusto Barata conta em seu blog o repugnante gesto de indelicadeza do presidente da Assembléia Legislativa, Domingos Juvenil (PMDB), para com a deputada Regina Barata (PT) -, por ocasião da votação do nome de Daniel Lavareda conselheiro do TCE.
Diante do fato, fica mais fácil entender por que Freud, durante os anos sessenta, foi considerado pelo movimento feminista o verdadeiro ideólogo do porco-chauvinismo machista. Pela bajulação ao poder, alguns se tornam porcos -, com todo o respeito que devemos ter a esse animal inocente. Ninguém nasce porco chauvinista. Alguns insistem em agir desta forma representativa e estereotipada devido o nivelamento da cultura de origem, exemplos dos antepassados e falta do uso adequado da verdadeira inteligência. Aquela que serve para gerar paz e harmonia em nichos ecológicos equilibrados.

Revisão territorial

Raimundo Pinto publica no site Pará Negócios proposta de reformulação do território brasileiro com a criação da Região Noroeste. Pelo estudos do Cebrap, o país teria cinco regiões: Norte, Nordeste, Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Noroeste.

Abraço de afogado

A crise do setor guseiro está fazendo o milagre de reaproximar Sebastião Miranda do empresário Demétrius Ribeiro. Intermediado pelo deputado João Salame, o encontro dos dois ocorreu em Brasília, domingo.
Com luva de pelica, o prefeito de Marabá aceitou conversar com o dono da Usimar, declarando que “a luta pela garantia do emprego da população tem que estar acima de qualquer disputa política”.
O prefeito e o deputado João Salame (PPS), durante conversa com Demétrius, deixaram claro que qualquer saída para o impasse gerado pela suspensão de matéria-prima para a produção de ferro gusa passa, necessariamente, pela obrigatoriedade da Usimar assumir compromissos claros de reflorestamento.
Demétrius e Tião Miranda, conforme divulgou este blog, quase iam ao desforro físico durante reunião política em pleno auditório da secretaria municipal de Saúde. A partir desse episódio, a emissora de televisão do empresário passou a fazer campanha ostensiva contra a administração pública, declarando Miranda seu inimigo número um.

A Vale vai rever sua posição?

Para demonstrar praticidade em sua reaproximação, o prefeito de Marabá prometeu se encontrar, nesta terça-feira, 28, com a direção da Companhia Vale do Rio Doce objetivando interceder em favor de uma solução para a crise. Que só tem uma saída: a mineradora reformar sua decisão de suspensão do fornecimento de minério granulado a Usimar e Cosipar.
No Rio de Janeiro, Demétrius Ribeiro protocolou na sede da CVRD pedido de reconsideração da medida. A companhia prometeu dar uma resposta ao empresário dentro de 48 horas.

O voto, hoje

Veritate concluiu nova rodada de pesquisa em Belém.
Na capital, em 1º e 2º turnos, Edmilson ganharia a eleição em todos os cenários simulados.
Apurando as demandas da população, a área de segurança pública é citada por 42% dos entrevistados. Em segundo, pavimentação, bem distante, apontada por 15% do povo da capital.

Da canela pra baixo

Arapongagem. Secretário tentando ‘corromper’ secretária. Troca de insultos pela imprensa. E agora, agressão física, conforme conta o blog do Jeso.
A animosidade dentro da prefeitura de Santarém ganha contornos de guerra urbana.

Fulminante Fetagri

Lendo o relatório integral da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no rastro das investigações realizadas pela entidade nas dependências da Pagrisa, dá para medir o estrago que o documento provoca na credibilidade da operação encetada pela Equipe Móvel do Ministério do Trabalho e que resultou em desgastante polêmica de denúncias e contra-denúncias.
A Fetagri, com todas as letras, constatou que "não identificamos a prática de trabalho escravo ou análogo ao trabalho escravo, na relação da Pagrisa S/A com os trabalhadores e trabalhadoras". (O grifo é do blog)
Na íntegra:
A FETAGRI-PA vem pelo presente manifestar publicamente seu posicionamento sobre os fatos verificados feita pela Equipe Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego, na Empresa PAGRISA S/A, segundo os quais constatou-se, naquela empresa a existência de trabalho escravo, ou análogo ao trabalho escravo. Embora não considere necessário, esta entidade sindical faz questão de enfatizar que tem plena consciência de seu papel estatutário e de suas responsabilidades sindicais perante a categoria dos assalariados e assalariadas rurais e tão logo foi cientificada dos fatos ocorridos designou dois diretores para acompanhar “in locco” as ações da fiscalização e posteriormente determinou que o diretor de organização sindical e assalariados rurais desse total acompanhamento ao caso e foi assim que o mesmo passou dois dias na empresa e em comunidades localizadas às proximidades da área de atuação da empresa, bem como no meio social, político e empresarial do município, se certificando dos fatos e que resultou na apresentação de um relatório que consta em anexo.

Por dever de ofício e por consciência humanitária, ao longo dos anos, vimos denunciando, ao poder público e à toda a sociedade, um conjunto de práticas de trabalho escravo em diversas regiões do Estado. Essas denúncias remontam ao tempo em que o MSTTR ainda dava os primeiros passos na organização dos trabalhadores rurais, no Estado do Pará.

Para um trabalho mais eficaz os nossos dirigentes sindicais passaram por um processo de aprendizado e estão capacitados para identificar indícios desta prática degradante que sabemos, infelizmente, ser o Pará ainda o campeão e que estamos na luta para mudar essa imagem. Essa vontade só, entretanto, não basta e sabemos que o trabalho escravo, é sem dúvida, um dos elementos da cadeia que alimenta e realimenta a concentração da terra, a prática da grilagem, que por sua vez fortalece o processo de violência no campo.

No que tange a consciência de nosso papel como dirigentes e lideranças sindicais, na erradicação desta prática danosa à imagem de nosso Estado, reafirmamos o compromisso de fiscalizar e denunciar todas as relações entre empresas e trabalhadores que não estejam de acordo com as normas trabalhistas e o compromisso de apoiar todas as ações do Estado e do Ministério do Trabalho e Emprego, como as ações do Grupo Móvel para combater essas questões. Em que pese nossa disposição já anteriormente afirmada, necessário se faz enfatizar que compete ao Poder Público como um todo a responsabilidade maior de investigar, fiscalizar e, se constatado, punir todas as relações entre empresa e trabalhadores que venham a se configura como práticas análogas ao trabalho escravo.
Queremos destacar que no município de Ulianópolis, existe o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais que é filiado a esta Federação e mantém uma relação política estável e que o mesmo, até então, não havia recebido nenhuma denúncia a cerca de trabalho escravo, ou análogo.

Nos últimos três anos, A FETAGRI através de seu diretor de política de assalariados fez várias reuniões na Empresa em questão tendo inclusive assistido a rescisão de contratos de trabalho, por duas vezes, dentro da empresa com a participação dos trabalhadores e trabalhadoras sem que, em nenhuma oportunidade tenha sido mencionado, por qualquer dos presentes a prática de trabalho escravo ou em condição análoga. Temos, entretanto, a consciência de que isto não significa que não possa ser identificado algumas irregularidades na relação da empresa com os assalariados e assalariadas e que deva ser imediatamente corrigidas para se enquadrar nos procedimentos e normas exigidos pela lei.
Nesse sentido, pelo conhecimento que temos nas atividades da empresa, pela fiscalização feita na empresa e pelos relatos do sindicato e de nossos diretores, queremos destacar que não identificamos na Empresa PAGRISA S/A a prática de trabalho escravo ou análogo ao trabalho escravo, na sua relação com os trabalhadores e trabalhadoras.
O fato de não termos encontrado, na nossa investigação na empresa PAGRISA S/A, as práticas de trabalho escravo ou em condições análogas, denunciadas na imprensa, não significa que não reconheçamos a importância do trabalho feito pelo Grupo Móvel de Combate ao trabalho escravo, ao contrário, somos testemunhas dos resultados que esse trabalho tem gerado, desmantelando antigas redes desse tipo de pratica e ajudando a recuperar a dignidade dos trabalhadores e trabalhadoras rurais. O que desejamos, isso sim, é que este trabalho seja feito com bastante cuidado e de forma criteriosa a fim de preservarmos a imagem dos empresários responsáveis cuja atividade é benéfica à saúde econômica do Estado.

A FETAGRI-PA está elaborando uma proposta que deverá por em prática, em breve, onde a sociedade organizada e o poder público, serão convidados a discutir, de forma democrática a questão do trabalho escravo, especialmente naquela região do nordeste paraense, onde localizam municípios com um grande contingente de assalariados como o próprio Ulianópolis, Paragominas e Ipixuna do Pará.
Belém, 09 de agosto de 2007.

Direção da FETAGRI-PA

segunda-feira, agosto 27, 2007

Crise guseira: a Vale recuará?

Nesta terça, bem cedinho, o blog contará o que está ocorrendo.
Rio de Janeiro, Brasília e Carajás, são os locais onde ocorrem conversações.

Às migalhas, sem Santarém-Cuiabá

Estudioso em revisão territorial, Roberto C. Limeira de Castro faz as seguintes considerações ao post Estória de Trancoso em comento:

Essa estrada somente sairá um dia quando já estiverem funcionando os Estados de Carajás, Tapajós e do Araguaia, os quais, juntar-se-ão com o Amazonas, o Mato Grosso e Rondônia, Estados interessados já existentes e farão uma vaquinha para construir uma estrada estadual.
Se os governantes da região norte tivessem um pingo de vergonha na cara não ficariam esperando pelo governo federal, subserviente aos interesses do sul-sudeste para construir as rodovias Cuiabá-Santarém e Transamazônica.Existem financiamentos internacionais para essa finalidade e o retorno dos investimentos é vinte vezes maior.Pergunta se os Estados do Sul e sudeste ficam esperando pela União para construir as suas estradas.
Os Estados da região norte têm um PIB conjunto de R$100 bilhões que geram R$35 bilhões de impostos, dos quais, R$ 15 bilhões somente aos governos estaduais.Por que não podem gastar apenas R$ 1 bilhão para construir uma estrada, que trará 100 bilhões de retorno em produção agrícola e exportação?Pura incompetência.Não constroem as estradas e aumentam esse PIB para um trilhão por que não querem ou não sabem.
São Paulo, que tem um PIB de R$ 506 bilhões em apenas 248.000 Km² já descobriu isso desde a década de trinta, e desde aquela época constrói as suas próprias estradas, todas com mão dupla e do primeiro mundo.Atualmente, movimentam bilhões somente com pedágios e mantêm as estradas em perfeitas conservações. Isso é ciência econômica.
Agora pense quantos R$ bilhões a região norte poderia produzir com uma área de 4.000.000 Km²? Enquanto ficarmos apenas reclamando e esperando que as esmolas caiam do céu, seremos eternos pobres.Nos dias de hoje é preciso ter competência para vencer os obstáculos.Se não podem fazer uma vaquinha de dinheiro porque gastam com supérfluos e basbaquices, façam uma vaquinha de asfalto. Cada cidade que vai se beneficiar e ficar rica com as estradas colabora com um número x de quilômetros de asfalto e em pouco tempo, as estradas estarão funcionando e trazendo retorno de bilhões para as próprias cidades.
Pense quantos bilhões de dólares Santarém movimentaria com exportação de soja e madeira que vem do Mato Grosso e com o movimento de milhares de caminhões e caminhoneiros se abastacendo, comendo e dormindo na cidade?Somente esse movimento de caminhões e de exportação de soja dá para asfaltar um Cuiabá-Santarem por ano.

Conta corrente

Diário do Pará informa que Ana Júlia, a partir de hoje, começa a liberar recursos para a pavimentação de áreas em Santarém e Ananindeua. Algo em torno de R$ 40 milhões estão alocados para as obras.
Marabá, como sempre, na rabeira. Fona, como se dizia nos tempos de pião e peteca.

Diferencial

Por que a tendência do agronegócio, entre soja e cana, é partir para o etanol? O post Números , no blog do Jeso, tem a resposta.

Esses interesses...

Enquete concluída no site de Paulo Leandro indica que 81% de quem são contra a divisão territorial do Estado do Pará “defendem interesses econômicos e políticos pessoais”. Detalhe: 55% dos que votaram na enquete acessaram o site à partir de Belém.
Passa lá!

Gregos & troianos

Governadora Ana Julia precisa lutar com determinação para colocar Josenir Nascimento na CDP. Está ocorrendo intensa movimentação na mudança de perfil do transporte hidroviário do país e o Pará ficando na rabeira dos fatos. Há uma infinidade de ações propostas com a intervenção de governadores do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Maranhão e Amazonas, a maioria com o foco voltado para a Hidrovia Araguaia-Tocantins.
Josenir conhece a fundo tudo o que está sendo discutido, impõe respeito em suas colocações e é um técnico familiarizado com as demandas paraenses. Exatamente por ser assim, o secretário dos Portos, Pedro Brito (dizem que muito identificado com as causas de Blairo Maggi), não aceita de forma alguma a nomeação dele para a Companhia das Docas do Pará.
Prefere se cercar de gente que lê seu almanaque contrário aos interesses do nosso Estado.

Queimando mãos

Sóbria. Assim pode ser descrita a entrevista da secretária da Segup, Vera Tavares, ao Diário do Pará. Reforça os números escandalosos já conhecidos da irresponsabilidade deixada pelo ex todo-poderoso Manoel Santino, assumindo, ao mesmo tempo, a coragem de dizer que o povo paraense não deve esperar muito, ainda este ano, por uma reação mais eficiente dos setores de segurança no combate a violência.
Falta grana. Falta gente. Falta treinamento. Falta estrutura. Falta segurança pública.
Então, que Nossa Senhora de Nazaré nos proteja.

Estória de trancoso

“Em Mato Grosso, o asfaltamento da BR-163 (Santarém-Cuiabá) já é considerado carta fora do baralho das ações do governo federal para 2007. O sonho, agora, está projetado para 2008”.
O poster acabou de ler isso aí no Repórter Diário.
Será que vamos ser levados com a barriga, de novo?!

O Turismo "deles"

Poder político. Poder econômico e político. Esses os critérios que cercam o projeto idealizado por Marta Suplicy autorizando apenas agências de Brasília e São Paulo a venderem os pacotes para os 14 pólos turísticos criados em torno do “Viaja Mais Melhor Idade”, para estimular os aposentados a viajarem pelo Brasil .
Com razão, o presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens, seção Pará (Abav-PA), Rui Martini, soltou o grito.
O Norte, como sempre, levando lambada.

domingo, agosto 26, 2007

O cântico da Língua-Pátria

Quando nos deparamos com uma palavra desconhecida, quer na escrita, quer na fala, ocorre-nos, de imediato, o desejo de saber o seu significado. É natural querermos saber o sentido do que nos pareceu estranho. Freqüentemente, o contexto em que a mesma foi usada costuma esclarecer seu objetivo. A investigação do mundo das palavras é um exercício sobremaneira prazeroso.
A gramática portuguesa, mais propriamente a “linguagem”, no entender de Mauricio Gnerre, “constitui o arame farpado mais poderoso para bloquear o acesso ao poder.”
José Miguel Wisnik, crítico, ensaísta, compositor, intérprete, pianista, e um dos pensadores e artistas brasileiros que eu mais admiro, compôs com Luiz Tatit “Gramática”, canção que se debruça sobre a riqueza incomensurável que é o falar humano.

Gramática
O substantivo
É o substituto
Do conteúdo
O adjetivo
É nossa impressão
Sobre quase tudo
O diminutivo
É o que aperta o mundo
E deixa miúdo
O imperativo
É o que aperta os outros
E deixa mudo

Um homem de letras
Dizendo idéias
Sempre se inflama
Um homem de idéias
Nem usa letras
Faz ideograma
Se altera as letras
E esconde o nome
Faz anagrama
Mas se mostra o nome
Com poucas letras
É um telegrama

Nosso verbo ser
É uma identidade
Mas sem projeto
E se temos verbo
Com objeto
É bem mais direto
No entanto falta
Ter um sujeito
Pra ter afeto
Mas se é um sujeito
Que se sujeita
Ainda é objeto

Todo barbarismo
É o português
Que se repeliu
O neologismo
É uma palavra
Que não se ouviu
Já o idiotismo
É tudo que a língua
Não traduziu
Mas tem idiotismo
Também na fala
De um imbecil

Estímulos presidenciais

Os dois diretores do Grupo Bertin, Reginaldo e Silmar Bertin, que se encontravam ao lado do presidente Lula durante a inauguração da primeira planta no Brasil a produzir biocombustível utilizando como matéria-prima o sebo bovino, construída pelo frigorífico, zarparam rumo a Marabá tão logo terminou a solenidade em Lins, interior de São Paulo.
A frase de Lula -, "O biocombustível é um dos produtos com maior potencialidade de geração de emprego e é uma energia que não tem data marcada para acabar. Além disso, polui menos o planeta." -, ficou gravada na memória de Reginaldo Bertin, despertando na diretoria do grupo interesse por vôos mais altos.
Na sexta-feira, durante churrasco na fazenda do diretor-presidente do Grupo Revemar, José Diamantino, empolgado, Reginaldo chegou a revelar a disponibilidade de introspectar consultores na avaliação de investimentos de etanol na região Sudeste do Pará.

Categorias sociológicas

Começaram a futricar a vida do Alexandre Pato, na Itália, país onde a imprensa esportiva é considerada a mais ‘pentelha’ do planeta. Uma simples saída dele para conhecer a vida noturna está merecendo capas esportivas.
Fico imaginando o que se passa na cabeça de um garoto adolescente originário da pobreza, de repente, colocado no olho do furacão.
Como diz Anatol Rosenfeld, desde que os jogadores passaram por uma “queda pra cima”, Pato, também, é sugado para o alto da sociedade. Levado com tudo o que tem sua história pessoal de precariedade, a uma situação onde ele circula por cima, enquanto durar essa sucção. Como “veneno remédio”, ou seja, figura do farmacós, que o futebol mobiliza intrinsecamente. É violência e não violência; é violência e superação da violência.
O futebol desperta posições de caráter racista, sexista, ao mesmo tempo em que ele é uma forma pela qual as culturas se deparam, trocam experiências, se admiram e se aceitam – em suma, jogam o mesmo jogo.
Tomara o garoto de Porto Alegre consiga superar esse “mundo novo” em seus horizontes.