segunda-feira, março 14, 2011

Mudança de Endereço

ESTAMOS EM NOVA CASA

O Hiroshi Bogéa On Line está em novo endereço.

Agora use este:  http://www.hiroshibogea.com.br/

Espero você na nova  casa.

domingo, março 13, 2011

Vozes do atraso

A revista  The Economist decide colocar a colher na panela,  assumindo, também, o papel de publicizar a manjada tese de que as leis trabalhistas brasileira ,  por antiquadas,  produzem efeitos contrários aos desejados.

O craque José de Alencar contesta.

sábado, março 12, 2011

Sua cidade tem preferência

A customização do novo blog Hiroshi Bogéa On Line prioriza espaço para o noticiários das cidades paraenses. Em alguns municípios, o poster já firmou parcerias com pessoas da cidade para o envio de notícias.


Ou seja, independente dos posts tradicionais assinados pelo titular deste sítio, haverá espaço para o noticiário de Sua Cidade - título específico da coluna.

Na segunda-feira, 14, o novo site estará publicado.

Nova viagem assegurada

Envolvido nos trabalhos finais de customização do novo blog Hiroshi Bogéa On Line, o poster não conseguiu abrir espaço para fazer a anunciada viagem a Tucuruí, onde ficaremos pelo menos dois dias levantando  diversos problemas envolvendo a administração pública local.

Por toda a próxima semana, estaremos revendo amigos da querida cidade,  e conhecendo novos valores.

Temos agendado onze encontros com parceiros que passaram seus telefones e contatos outros.

Estamos sendo cobrados com certa impaciência, mas pedimos a compreensão de todos.

Nossa ida a Tucuruí é prioridade do novo blog.

Aguardem.

Saudando as mulheres

Da assessoria do deputado federal Wandenkolk Gonçalves (PSDB), pedido de publicação:

Por ocasião do Dia Internacional da Mulher, o deputado federal Wandenkolk Gonçalves registrou sua homenagem a todas as mulheres - do Pará, do Brasil e do mundo - que com seu esforço, perseverança e dedicação constroem as bases da sociedade. O deputado destacou que a Câmara dos Deputados dará prioridade, na atual Legislatura, à redução da desigualdade econômica entre homens e mulheres. Assim, Wandenkolk garantiu que sua homenagem às mulheres brasileiras se materializará no apoio às diversas propostas que tramitam na Câmara e buscam ampliar a autonomia financeira feminina. Uma delas é o Projeto de Lei 6653/09, que prevê ações para garantir a igualdade nas oportunidades de emprego entre homens e mulheres. e que deverá ser votada pelo Plenário da Casa no dia 15 de março. "Dar nosso apoio a essa iniciativa é o melhor a fazer diante de tantos estudos, como os da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2009, do Instituto Ethos e do Ibope Inteligência, que mostram as mulheres compondo 42,6% da força de trabalho e recebendo em torno de 32,9% menos que os homens, embora muitas vezes ocupem os mesmos cargos", disse o parlamentar paraense.

Redes sociais disponibilizadas no novo blog

Uma rede dedicada ao compartilhamento de posts através do Facebook foi customizada no novo blog Hiroshi Bogéa On Line. Se o leitor quiser enviar o conteúdo de algum post à rede social, logo abaixo da notícia seus canais estarão disponíveis.
Não apenas o Facebook, como também Orkut, Hotmail e Gmail.

Na mesma linha de redes sociais, o Twitter do leitor – se ele tiver, claro – poderá ser acionado através de link aberto, para a disseminação do post escolhido.

Segunda-feira, 14, novo blog estará na rede.

sexta-feira, março 11, 2011

Fatos Relevantes estréia com ambientalista

O médico ambientalista Jorge Bichara abrirá a coluna "Fatos Relevantes", dedicada à entrevista semanal, em vídeo, que o poster realizará com personalidades estaduais.

Depoimento do presidente da Fundação Zoobotânica de Marabá  será gravado, na tarde deste sábado, na reserva florestal que a FZM preserva, em meio a aves e animais do patrimônio ambiental.

"Fatos Relevantes" é mais uma das novidade que o novo blog Hiroshi Bogéa On Line publicará, a partir de segunda-feira, 14.

Bom nome para a Arcon

Taí um nome plenamente compatível com a função: Beto Miranda será o gerente da Arcon, em Marabá.

Engenheiro, Beto é irmão do deputado Sebastião Miranda (PTB).

Mas é bom os afobadinhos de plantão irem logo aquietando o bico se pensarem em consagrar a indicação como obra do irmão.

Quem conhece Tião sabe que ele não aprova a nomeação de nenhum parente a cargo público.

Se depender dele, a parentada passa longe.

Quem teve a iluminada ideia de sugerir ao governador do Estado a nomeação de Beto foi o deputado federal Wandenkolk Gonçalves (PSDB), conhecedor da capacitação técnica e política do engenheiro para comandar o órgão na região.

Beto é um rapaz seríssimo, avesso à política partidária mas de forte carisma público para articular os diversos interesses que cercam  a agência reguladora numa área cheia de conflitos.

É uma solução política e técnica, disso o poster tem certeza

Novo blog terá colaboradores

A partir de segunda-feira, quem acessar o Hiroshi Bogéa On Line encontrará muitas novidades.

Entre notáveis  colaboradores, o novo blog abrirá espaço para artigos assinados pelo sociólogo e publicitário, Cláudio Feitosa, secretário de Cultura de Parauapebas.

Vizinho dele de coluna, o admistrador de empresas Eugênio Alegretti será outra atração - ao lado de Ítalo Ipojucan, empresário e presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá; além do biólogo Noé von Atzingen, presidente da Fundação Casa da Cultura de Marabá.

Cláudio Feitosa abre a sequencia de seus artigos pontuando sobre a necessidade de criação de um Fundo Regional de Desenvolvimento Sustenável  destinado a "gerar articuladamente a formação de alternativas econômicas perenes na região de Carajás".

Ítalo Ipojucan resume uma agenda de ações discutidas com o governador Simão Jatane,  a serem implantadas em Marabá nos próximos quatro anos.

Noé von Atzingem publica dados sobre estudos realizados pela FCCM, ao longo do Igarapé Murumuru, apontando a existência de 65 espécies de peixes em sua extensão.

Por seu turno, Eugênio Alegreto, abrindo sua participação no blog, resume conteúdo de uma longa entrevista fornecida ao poster, em 2010, sobre a importância do cooperatisvismo como parceiro do setor público no atendimento à saúde.

Vocês vão gostar da discussãod e nossos colaboradores.

Vitória de Pirro

O poder financeiro e de audiência da Rede Globo ainda contamina o mercado, seja qual for a atividade.


A implosão do Clube dos 13 é a última prova disso.

Apenas a Rede-TV participou da licitação para a transmissão do Campeonato Brasileiro, "vencendo"  a disputa por ausência de concorrentes.

O projeto da Rede-TV, no entanto, já nasce inviabilizado.
 
Saiba por que.

quinta-feira, março 10, 2011

Jornal Pessoal

Edição do Jornal Pessoal que estará nesta sexta-feira cedinho nas bancas premiará leitores com encarte especial em homenagem ao Benedito Nunes.

Outros destaques:

1- ALVO: SONEGAÇÃO FISCAL

2- POLÍTICA

Tucanos no chão

As dificuldades deixadas pelos antecessores e sua composição heterogênea ainda não permitiram que o governo Simão Jatene imprimisse sua marca. A previsão é de que este ano seja consumido na arrumação da casa. Mas logo em seguida haverá nova eleição. A perspectiva é crítica.

Olha o Mella aí, gente!!!

Lembram do escândalo de desvio de recursos do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), descoberto pela Polícia Federal na Superintendência do Incra no Sul do Pará, e denunciado pelo Ministério Público Federal, no qual apareciam os nomes do agente de portaria do órgão Ápio Miguel dos Santos Ghesso, incrivelmente responsável pela gestão e liberação de créditos, além do Chefe da Divisão de Desenvolvimento, Jandir Mella, que chegou a ocupar o cargo de Adjunto do Incra?

Pois bem, Jandir Mella acaba de ser nomeado Chefe da Divisão de Regularização Fundiária da Amazônia, no Pará, do Programa Terra Legal, com função importantíssima na regularização fundiária regional.

Talvez esteja sendo premiado pelas falcatruas cometidas enquanto servidor público em Marabá.

Quem se responsabiliza pelo apadrinhamento do traquino?

Curionópolis registra menor índice de dengue no Pará

Olha aí Curionópolis dando lições de novo da possibilidade real de se gerenciar um município de reduzidos recursos públicos, desde que se trabalhe com responsabilidade e planejamento.

Até a última sexta-feira, 4, a secretaria municipal de Saúde havia notificado 55 casos de dengue em todo o município. Deste número, apenas 13 casos da doença foram confirmados, em 2011.

Por causa disso, Curionópolis assume a dianteira, no Estado do Pará, entre os 144 municípios que menos casos de dengue registrou, de janeiro a 4 de março deste ano.

Detalhe: Curionópolis faz fronteira com Parauapebas, onde a dengue ganhou traços de quase epidemia, além de estar situado geograficamente na área de maior incidência de vilas garimpeiras, – entre elas, o distrito de Serra Pelada.

Ao tomar conhecimento da boa notícia, o poster localizou esta manhã a secretária de Saúde de Curionópolis, Elizete de Abreu, obtendo dela três explicações básicas para o sucesso de seu travbalho:

1- Realização progressiva de campanhas educativas e de conscientização, envolvendo escolas e igrejas diversas;

2- Visita constante de agentes de saúde a domicílios urbanos e rurais – numa programação iniciada desde o primeiro ano da gestão de Wenderson Chamon, para o cumprimento de metas elaboradas desde então.,

3- E, por último, resposta da própria comunidade, ao seguir regras comportamentais para evitar a proliferação do mosquito.

“Esses números (13 casos confirmados) são resultantes de uma consciência de cidadania, é o envolvimento direto da população por acreditar nos esforços que estamos fazendo, dia a dia”, resume a jovem secretária.

Para se ter ideia do que representa a confirmação de apenas treze casos de dengue em Curionópolis, em mais de 60 dias do ano de 2011, a média de 13 casos é registrada por semana, na maioria dos municípios paraenses.

A redução a “números civilizados” dos casos de dengue significa melhor qualidade de vida no município, avanços significativos na área de saúde numa cidade que sempre viveu cercada de miséria.

O blog fica feliz, pacas, ao dar esse tipo de notícia.

sexta-feira, março 04, 2011

Na Câmara e no Senado

Cláudio Puty tem circulado com desenvoltura em Brasília, nos primeiro dias atuando como deputado federal.


Já realizou três pronunciamentos dando ênfase a questões do Pará, além de ter sido indicado pelo PT para presidir a Comissão de Tributação e Finanças da Câmara.

Passou essa semana sob mira de holofotes da mídia da capital federal ao soltar algumas dicas sobre o que pretende propor aos projetos de reforma tributária, inclusive com audiência já agendada com o ministro Guido Mantega.

Destacou também disposição para debater o Novo Plano Nacional de Mineração, reportando a necessidade de mudar royalties e concessão de desonerações.

Para um principiante deputado federal, já dá para notar o alto nível das proposições de um representante do Pará na CF.

No Senado, Flexa Ribeiro fuça por todo lado tentando reverter a decisão do governo fechar as portas de do escritório da Anac, tema recorrente aqui no blog.
 
A disposição do senador tucano pedir reunião da bancada do Pará para unificar discurso em torno do problema, na vã esperança de manter o escritório funcionando, é um tipo de pressão política que quase sempre apresenta resultados.
 
Esforço  merecedor de reconhecimento.
 
Vamos aguardar.

Caducidade caduca em três dias

Lembram quando registrei aqui o curso mais lógico do barato, quebrando sempre na conta do mais fraco?

Não deu outra.

A caducidade do projeto de lavra da Província de Carajás apimentou as  mãos de quem havia assinado a cassação da licença da Vale: o superintendente do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) do Pará, Every Tomaz de Aquino.

Leiam aqui. 

quinta-feira, março 03, 2011

Alô, Tucuruí!

Anônimos que enviaram comentários sugerindo encontros com o poster em Tucuruí, solicitamos contato direto através de emeio.

Para acertamos uma agenda de bate-papo na cidade, entrem com contato através do hiroshyb@gmail.com

O mesmo vale para os amigos de Eldorado do Carajás.

Estamos a caminho.

Mantida a licença de instalação da usina hidrelétrica de Belo Monte

O desembargador federal presidente do TRF da 1.ª Região, Olindo Menezes, deferiu o pedido de suspensão dos efeitos da liminar requerida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis para manter a eficácia da Licença de Instalação n.° 770/2011 e da Autorização de Supressão de Vegetação n.° 501/2011, relativas ao licenciamento ambiental da UHE Belo Monte.

O juiz da Seção Judiciária do Estado do Pará havia suspendido a eficácia da licença de instalação e da autorização de supressão, determinando ao BNDES que se abstivesse de transferir recursos à Nesa, tudo até o advento da sentença ou até que, à vista da comprovação do cumprimento das condicionantes, sua decisão fosse revogada. O juiz entendeu que não foram atendidas as condicionantes relativas à infraestrutura, saneamento, saúde e educação contidas na licença prévia de instalação do empreendimento.

O Ibama recorreu ao TRF, alegando que todas as condicionantes que deverão ser observadas no decorrer da implantação e operação do empreendimento são listadas já na licença prévia” (fl. 14), mas “nem todas as condicionantes listadas na licença prévia devem ser cumpridas antes da emissão da licença de instalação”. Diz que a exigência de cumprimento de todas as condicionantes “não se traduz como alteração do procedimento ou dispensa de cumprimento” e que todas elas serão exigidas no momento oportuno.

O presidente do TRF entende não haver necessidade de cumprimento de todas as condicionantes listadas na licença prévia para a emissão da licença de instalação inicial do empreendimento. Explica que o “material técnico juntado aos autos demonstra que o requerente tem monitorado e cobrado o cumprimento das diretrizes e exigências estabelecidas para proceder ao atendimento de requerimentos de licenças para a execução de novas etapas do empreendimento.” Ademais, de acordo com a decisão, a liminar de 1.º grau invade a esfera de discricionariedade da administração e usurpa a competência privativa da administração pública de conceder licença de instalações iniciais específicas; no caso, de competência do Ibama.


Fonte: Ascom do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região

Jornal Pessoal

Está  indo às bancas a edição da primeira quinzena de março do Jornal Pessoal.

Lúcio Flávio Pinto preparou edição especial destacando a questão da censura à imprensa.


1- ESPECIAL: DOSSIÊ CENSURA


2- JUSTIÇA
Mordaça à imprensa
O juiz da 4ª vara federal de Belém, Antonio Campelo, tentou impor a mais drástica censura à imprensa já aplicada no Brasil pela via judicial, sendo ele o autor da iniciativa. Três dias depois de ameaçar com prisão, processo criminal e multa de R$ 200 mil, recuou. O caso é tão grave que a história não terminou. Ela é tema desta edição especial do jornal.

A falta de decoro de Leodato

Em ofício enviado à presidência da Câmara Municipal, o Grupo Atitude de Marabá solicita providências contra a postura do vereador Leodato Marques (PP), que em discurso da tribuna destilou sua natureza homofábica usando expressões preconceituosas contra a realização da Parada do Orgulho  LGBT.

Alguns trechos do documento protocolado na CMM:

A comunidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) de Marabá está envergonhada pelo pronunciamento do senhor vereador, Leodato da Conceição Marques, por ter argumentado contra a realização da Parada do Orgulho LGBT de Marabá, com base na argumentação “de que nenhuma família tem orgulho de ter um filho ou filha HOMOSSEXUAL”. Na ocasião o mesmo solicitou a casa de leis que ficasse registrada em ATA seus argumentos, fato este ocorrido na audiência publica de aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA). Em seguida o senhor Edil, disparou de forma preconceituosa, ao referir-se à Manifestação da Diversidade Sexual como um ato de DEPRAVAÇÃO, cometendo a nosso ver, transgressão de quebra de decoro parlamentar, conforme a Lei Orgânica de Marabá; no mínimo desrespeitou de forma muito injuriosa a comunidade LGBT de Marabá, situação que exige uma imediata retratação.

A população LGBT de Marabá não merece a situação degradante a que chegou esse vereador que deveria ser o principal responsável por garantir dignidade à população marabaense, respeitando e incentivando a prática dos Direito Humanos.

No entanto, este lamentável episódio serve para trazer algumas reflexões: a casa do povo está servindo aos anseios do mesmo ou apenas para a prática de alguns grupos religiosos e econômicos? A resposta a esta pergunta são os membros dessa casa legislativa é que devem responder, com as atitudes no desenrolar desse caso emblemático o qual lesionou seriamente os Direitos Humanos, consagrados no Pacto de São José da Costa Rica e da própria Constituição Brasileira.

Assim, o Estado brasileiro é laico e como tal não permite prática de tal discriminação fruto de preconceito religioso, o mesmo presenciado em muitos países do mundo, provando que Estado e religião não podem e nem devem misturar-se.

Por todos estes fatos, o requerente, organizador oficial da Parada do Orgulho LGBT de Marabá, filiado ao Movimento LGBT do Estado do Pará e em processo de filiação Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, com cadastro na receita federal e reconhecido por entidades, como a Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH), repudia a atitude, daquele que deveria ser o representante do povo e exige que o referido parlamentar se retrate publicamente e que a Câmara Municipal se posicione oficialmente acerca dos fatos ocorridos, pois a atitude reprovável que aqui se denuncia foi feita por um representante desta Casa Legislativa e deve ser responsabilizado por essa postura.


Nota do Blog:

Quem assina o documento é o presidente da LGBT de Marabá, Noé Lima da Silva, a quem o poster enumera considerações:

Primeiro, não esperar de figuras como o vereador Leodato Marques o mínimo de compostura civilizada.

Reacionário por natureza, o "irmão"  sempre revelou desvio de percepção, como se fosse um daltônico invertido. Portanto, sem a mínima chance esperar do citado parlamentar ato de "respeito e incentivo à prática dos Direito Humanos", como sugere a nota.

Ledoato não está preocupado com o bem-estar de pessoas – ele deseja pura e simplesmente que todos vivam suas vidas unicamente em conformidade com o ideal heterossexista por ele aprovado, independentemente das opções pessoais do ser humano.

A Organização Mundial de Saúde, na Classificação Internacional de Doenças n.º 10/1993, declara peremptoriamente que "a orientação sexual por si não deve ser vista como um distúrbio, não sendo possível, portanto, patologizar a orientação sexual homoafetiva".

O Conselho Federal de Psicologia referendou  tal posição através da Resolução n.º 01/1999,  declarando  que "a homossexualidade não é doença, desvio, perversão nem nada do gênero", proibindo, em consequência, psicólogos de patologizarem a homossexualidade.

Na visão do CFP, os profissionais da área, em verdade, devem ajudar homossexuais e bissexuais a se aceitarem como são e perceberem o preconceito homofóbico correspondente a uma patologia social.


Leodato praticou, da tribuna da CMM,  apologia à violência contra todos aqueles que se descubram homossexuais, com o que jamais se pode concordar. Seja por uma questão ética,  seja por uma questão legal.

A postura do vereador evangélico envergonha Marabá, e fatos dessa natureza merecem maior rigor por parte da mesa diretora da CMM.

Leodato praticou, sim, quebra de decoro. O pronunciamento dele foi um ato sacana de desrespeito à dignidade.

Baseado em suas crenças proféticas, o  "pastor ovelhado"  só falta apresentar projeto de lei propondo a mordaça gay e a obrigatoriedade de todos os homossexuais arrependidos receberem tratamento terapêutico para o reencontro da heterossexualidade.

Jamais confundir as palavras agressivas atiradas contra a comunidade gay como direito de expressão. O que ele disse, da tribuna, é crime.

E como tal, a mesa diretora tem obrigação moral de levar à frente pedido de investigação proposta pelo Grupo Atitude de Marabá.

Para que o  atual período quadrianual legislativo não seja consagrada como a pior safra de vereadores de Marabá, exige-se uma higienização de alguns atos.  O primeiro já está sendo conduzido na apuração das tranquinagens patrocinadas pela vereadora Elka Queiroz (PTB).

Agora surge essa vergonhosa manifestação de Leodato, muito mais deprimente do que a outra.

Isso enquanto não surgem novos escândalos envolvendo outros vereadores - alguns à porta de serem revelados..

quarta-feira, março 02, 2011

Entre tapas e pernadas

Em Marabá, a batalha pela indicação de cargos do segundo escalão é bem mais aguerrida em torno do controle da 11ª Unidade Regional de Saúde.


Na Sema (Secretaria de Meio Ambiente), precisamente a Gerência Regional de Carajás, o deputado Sebastião Miranda (PTB) teria aceitado a nomeação do advogado Roberto Salame, indicação do deputado João Salame (PPS), não havendo, portanto, animosidade pelo cargo, entre o irmão do parlamentar do PPS e o ex-secretário de Saúde de Marabá, Pedro Correa.

O fuça-fuça enviesado encontra-se na área de Saúde que tem o médico Hélio Franco como secretário estadual, da cota do PPS. Este partido tem orientado seus parlamentares a brigarem pela indicação do maior número possível de representantes nas regionais da Sespa.

Como o governador Simão Jatene conseguiu convencer o PPS abrir mão das indicações dos diretores da Sespa de Capanema (entregue ao PTB) e de Conceição do Araguaia (entregue ao PSDB), o partido agora não quer nem saber de abdicar de outras chefias regionais, principalmente a de Marabá.

Ao retirar indicações de Pedro Correa -, primeiro para a Ciretran local; depois para a regional da Sema -, Sebastião Miranda redirecionou ao governo seu pedido para colocar o apadrinhado na 11ª Regional de Saúde, formando-se a rebordosa.

De um lado,  o PPS irredutível; de outro, mais ainda, Tião Miranda.

Pessoa próxima ao deputado João Salame, que encontra-se em gozo de férias e não foi localizado para confirmar a versão, diz da disposição do parlamentar pepessista encontrar um denominador, e evitar brigas na base aliada. Segundo essa tradução, Salame teria apresentado a Sebastião Miranda quatro nomes de candidatáveis ao cargo a fim de que este endossasse sua indicação para a Sespa-Marabá.

Sebastião teria ouvido a proposta sem emitir qualquer definição. O que se sabe é que o ex-prefeito de Marabá não abre mão de emplacar Pedro Correa na Sespa, pessoa de sua extrema confiança.

No rastro da encrenca, seus efeitos.

Aliados de primeira ordem estariam bicados até a alma com o ex-prefeito.

Primeiro, a vereadora Vanda Américo (PV), inconformada pela frieza com que Miranda teria recebido seus pedidos para que ele lutasse pela nomeação da irmã Kátia Américo para a 4ª URE (Unidade Regional de Ensino), e a colocação do jornalista Agenor Garcia, marido de Kátia, em algum órgão do Estado.

Kátia foi secretária de Educação de Tião durante dois mandatos e meio.

Segundo, o próprio Salame estaria revendo sua relação com o deputado do PTB.

Ao fim e ao cabo, só o tempo dirá que cenário político surgirá dessas disputas renhidas de bastidores.

Entre livros e acampamentos

Provocado pelo jornalista Val-André Mutran para se enriquecer de boas leituras, o coordenador regional do MST Charles Trocate, envia emeio pedindo a publicação de artigo a seguir postado.

"Estive viajando e não pude responder a tempo as provocações do Val Mutran, mais envio uma carta de última hora, depois que li a sua resposta a minha carta. Não é nada pessoal, mas queria sugerir essa reposta, apenas sobre o que penso ser vital, por enquanto, e deposi enviarei minhas considerações sobre a Criação de Carajás, daí uma respostas em dois tempos", esclarece Trocate.



O HÁBITO DE LER E O NASCIMENTO DAS BIBLIOTECAS!

- Uma breve resposta ao Val Mutran-

Por esses dias estive no Acampamento João Canuto, localizado no complexo de áreas públicas griladas a partir da década de setenta do século passado pelo grupo Quagliato próximo ao município de Sapucaia. Nada extraordinário não se tratasse de uma ocupação do MST que com toda a sua engenharia de organização social e apoderamento das famílias Sem Terra se diferencia das demais ocupações ao longo da estrada (hoje rodovia federal 155). Estão as vésperas de completarem cinco anos de acampados, embora a bandeira tremule inconteste, perdura o impasse. As famílias acampadas preparam algum destino, escamoteiam a miséria e, tomada a dimensão do conflito se posicionam por uma saída; o tempo do medo já passou, estranhos a ordem do latifúndio numa região tão esmagada por estes.

Alguém já perguntou o que se passa no mundo do acampamento onde a única razão que lhes conferem ímpeto é a pobreza material e uma trajetória marcada a solavancos pela discrepância do Estado Burguês Brasileiro? A anomalia é recorrente e não se desfaz por decretos, impasses e os confrontos estão estabelecidos desde sempre e, nem é preciso levantar a questão para além do cotidiano, o imperativo da violência atua em todas as dimensões, e resulta do Estado que nada mais exerce do que a violência generalizada sobre os pobres do país.

Mas o que podem fazer aqueles cuja forma de ser ganhou características de - barbárie - morando em cidades, que são –não cidades- pois advindo de um processo civilizatório inconcluso que não permitiu incorporar a sociedade que se formava através do modelo agrário exportador aos ritmos da nova modernidade industrial. O que deveria ser a filha mais natural desse processo, a reforma agrária ficou como tarefa dos trabalhadores, da classe camponesa em formação e hoje é subjugada assim como organizações que surgiram ao redor da sua reivindicação histórica. A interpretação dos impasses e pespectivas desse país passam por acampamentos de Sem Terra.

No acampamento hospedei-me na casa do Valdecir, um dos coordenadores do mesmo, que esteve junto com as famílias acampadas na fazenda Espírito Santo, no acampamento, que leva o nome do poeta Russo Vladimir Maiakóvisk, envolvidos no conflito do dia 18 de abril de 2.009 quando a Agropecuária Santa Barbara, junto com a burguesia agrária e escravocrata da região orquestraram um novo massacre. Valdecir me falou o que fazia antes de ir se acampar com a mulher e mais quatro filhas, a última, Manuela, nascida recentemente. Na maior fronteira agrária e mineral do país era não mais que um “vendedor” de mão de obra, sem que pudesse se valer dos direitos constitucionais, do logro empregatício. Os dados da delegacia do ministério do trabalho, são reveladores, há inclusive um apelido para a lista de fazendeiros, que se retroalimentam dessa prática escusa, lista negra. Nada imoral? O que vale a máxima, porque me devoras?

Díspare é o conceito do trabalho, como faculdade humana em sua organização política e social, com a exigência do momento e o desenvolvimento das forças sociais produtivas em um século atrasado na região por conta do modelo de desenvolvimento conservador, concentrador de renda e de riqueza, onde a inteligência clássica, nada pode propor de novo, pois não concebem outro mundo se não o da fazenda e sua jurisdição – trabalho análogo a escravidão, apropriação dos ecossistemas e biodiversidades, e uso privado dos recursos estatais- incorporando-o exclusivamente aos seus interesses e, retardando como opção de classe as transformações, já prontamente reivindicadas, num longo movimento contra a ordem identificável aos nossos dias. Numa única palavra, mesmo os acampamentos organizados pelo MST, cumpre a duras penas um processo civilizatório, que nenhuma fazenda, em sua organização industrial, poderá no máximo da sua exigência, fazer!

Na casa (lugar, destino e território) do Valdecir há uma pequena biblioteca, ou como se poderia dizer há um nascimento de uma biblioteca e junto a emoção de ler livros, está intelectualizado sobre as mais diferentes normas do conhecimento, dialoga com coerência sobre as mais variadas questões, ressalta as encruzilhadas do nosso tempo, filosofa de maneira culta e popular. É o conhecimento desvelando realidades, num tempo que conhecimento e realidades andam estranhos e paradoxais. A mim não é espanto, mais sobre que prerrogativa esses homens, mulheres e crianças aprender a ler, a escrever e ter livros em casa? Não como troféu antigo guardado no sótão, lembranças de um tempo de -desobediência- como alguns os têm nos setores mais abastados da sociedade, mais como algo libertador e construtor de imaginações!

Por isso me pus a refletir - como exige um momento de impasses -, não há combinação mais justa, aqui não falo de justiça rota, inconseqüente, do que livros e os Sem Terra, que sem claudicar, assombram não porque são fantasmas indesejados, mais porque portam a poderosa expressão, “contra a idéia da força a força das idéias”, constrõem escolas, eliminam o analfabetismo, chegam à universidade e fazem nascer bibliotecas, não só para esses dias mais para a vida toda e o fazem se livrando de dogmatismos, numa sociedade tão dogmatizada, pela pobreza, pelo mercado e pelas relações de poder.

Posso afirmar, onde há um Sem Terra há uma biblioteca ainda que em nascituros e, há leituras de mundo, o que não é privilégio, é o único arsenal que possuem para os embates, para superar os desencontros políticos, econômicos e culturais, que vive o país em sua “emergência do momento burguês” e governabilidade inábil. Legitimam-se pela capacidade de falar e fazer. Nunca é demais afirmar, que o Estado Brasileiro é a mais potente arma de exclusão social; ao seu redor uma burguesia, com características que são só suas, são patologias diria Florestan Fernandes, ela é ao mesmo tempo, anti-social, antipopular, antidemocrática e subserviente política e culturalmente ao interesses imperialistas. O que dizer do tacanho comportamento da burguesia paraense e da grande região Carajás, que vai da riqueza a pobreza a um só passo?

O livro é em nossa sociedade um objeto demasiadamente caro, o que considero um bloqueio a inteligência, um bloqueio de muitos outros, mas andando pelo acampamento percebi nas conversas e reuniões, a novidade que portam os Sem Terra: a de quererem democratizar a terra, cultivar o local que é identidade, como descreve Alfredo Bosi, em sua “Dialética da Colonização”, de reivindicarem livros e conhecimentos, não como algo hipnótico mais como prática dialética. Nas pequenas e muitas bibliotecas pessoais e coletivas que vi, atentamente percebi, universos bem paralelos, não estão lendo livros de auto-ajuda, desses que há aos borbotões nas livrarias ou shopping Centers, livros que saram as doenças subjetivas de uma sociedade cada vez mais empobrecida, moldada a ignorância, onde um bom livro, o debate e uma boa polêmica é mais que nada. Reina o príncipe midiático, fazendo a realidade uma fábula, de maneira esnobe, fantasiando os que ainda não sabem querer!

Tem os Sem Terra bibliotecas de quatro, cinco, oito, vinte livros, muitas e diversificadas obras, em prateleiras ou em cima de pequenas mesas, nas salas próximas as janelas e ou em estante improvisadas, vi, Verde Vagamundo e Transtempo de Benecdito Moteiro, Miguel Miguel de Haroldo Maranhão, Introdução à Filosofia da Arte, Benedito Nunes, Rebanho de Pedras, de Ademir Braz, Chove nos Campos de Cachoeira de Dalcidio Jurandir; Muitos escritores latinos americano, de Eduardo Galeano, Octávio Paz, José Saramago, Florestan Fernandes, Thiago de Mello, Eneida de Morais; Obras filosóficas, sobretudo Marx, George Lucak´s, Carlos Mariategui, Vicente Salles, Darci Ribeiro, Sergio Buarque de Holanda, Vladimir Maiakóvisk tantos e tudo o que possa imaginar, e há escritores atualíssimos, pois como sabem os Sem Terra circulam, andam captando o que há de melhor nessa pátria chamada humanidade.

Como dito anteriormente é com esse arsenal, que reivindicam a Reforma Agrária; a tempo não podem mais esperar, possuem uma paciência perigosa, Valdecir e os demais estão aprendendo entusiasticamente que “ser culto é o único modo de ser livre, ser livre é o único modo de ser culto”!

Charles Trocate
Marabá
Fevereiro de 2.011

Sidney Rosa se defende

Assessoria do secretário de Projetos Estratégicos do Estado, Sidney Rosa, envia nota de esclatrecimento:



Sobre as acusações que vêm sendo feitas a mim, hoje secretário estadual de Projetos Estratégicos, cabe esclarecer que:

1- O fato divulgado pelos blogs nos últimos dias foi tão somente da Ação Penal que corre na Justiça Federal em São Luis(MA),iniciada em 2006, deixando de levar em conta que ela decorre do mesmo fato gerador da Ação na Justiça do Trabalho do Maranhão desde 2003, que em 1º de Dezembro de 2009, reconheceu não se tratar de trabalho escravo na Fazenda Vitória,.decisão que foi mantida nos dois recursos interpostos pelo Ministério Público do Trabalho nos acordãos datados de 20 de Julho de 2010 e de 19 de Outubro de 2010, além de isentar das indenizações morais.

2 – Entre os anos de 1997 e 2004 atuei como prefeito de Paragominas por dois mandatos consecutivos, o que resultou em melhoria significativa dos índices sociais, econômicos e ambientais, dando destaque a Paragominas no cenário nacional como município modelo. Esse reconhecimento se deve a minha visão humana e política, dedicando integralmente a minha função, ficando assim afastado das atividades empresariais desenvolvidas por minha família no período, e encerrando a gestão pública, retornei a desempenhar as funções como empresário, administrando uma série de empreendimentos que asseguram emprego formal a mais de 500 pessoas, sem apresentar problemas mais graves com a Justiça Trabalhista.

3 – Quando foi realizada a fiscalização na Fazenda Vitória, em 2003, já não desempenhava, há anos função gerencial no empreendimento e, portanto, não tinha gestão direta sobre as atividades administrativas da fazenda. Além disso, a fazenda ficava a 140 quilômetros de distância de Paragominas, cidade onde eu residia, induzindo minha família (pai e irmãos) na venda da fazenda pelo desgosto causado a todos com o fato ocorrido.

4- Cabe ressaltar que causou estranheza à época que a fiscalização da fazenda tenha sido a única do tipo realizada, no decorrer de semanas, na região, deixando transparecer que poderia ter havido alguma orientação para fiscalizar claramente alguma propriedade onde eu tivesse figurasse como um dos sócios.

5 – O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Paragominas foi ao local e atestou, por escrito, que não existia nenhum trabalho análogo ao escravo, ouvindo os trabalhadores ainda no momento da fiscalização, antes dos pagamentos efetuados por imposição dos fiscais.

6- Em nota de apoio, emitida em 2003, o então presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Manoel Pereira de Oliveira, esclarece, inclusive, que antes da contratação dos trabalhadores o senhor Lino Rosa Júnior, meu irmão e administrador, procurou o sindicato para saber como proceder com a empreitada. “Nossa orientação foi a de contratar uma empresa que tivesse seus trabalhadores com carteira assinada, o que foi feito”, diz o texto da nota publicada em jornais de grande circulação da capital no dia 6 de julho de 2003.

7 – Além da manifestação pública do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Paragominas, em 11 de julho de 2003, diversas organizações do município de Paragominas assinaram um manifesto de apoio, entre elas a Ordem dos Advogados do Brasil sub-seção de Paragominas, o Rotary Club, o Lions Club, o Sindicato Rural, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais e mais 16 Associações de Moradores de Paragominas atestando a seriedade com que Rosa desempenha suas atividades profissionais.

8 – Cabe ainda ressaltar que o meu nome não faz parte de nenhuma lista suja de trabalho escravo e que não há nenhuma sentença transitada em julgado me condenando, o que faz com que prevaleça o princípio Constitucional da presunção de inocência, aguardando apenas o resultado final se ainda houver recurso do MPT(agora somente ao TST), para juntar ao final do processo trabalhista ao da ação penal na Justiça Federal.

terça-feira, março 01, 2011

Para a pobreza acabar

Oito anos seguidos investindo em gente, dá nisso.

Alcochoando o poder

Instalou-se o antagonismo explítico nas indicações do segundo escalão  de Marabá.

Até agora, o governo não nomeou ninguém, a não ser cargos na penitenciária local.

A animosidade, principalmente entre os deputados João Salame (PPS) e Sebastião Miranda (PTB), colocu um freio na publicação de portarias.

Um dos entraves cerca a Coordenação Regional Carajás, da Sema.

Enquanto o deputado Sebastião Miranda tenta emplacar o fiel escudeiro Pedro Correa, ex-secretário de Saúde do município, o deputado do PPS  batalha pela indicação do advogado  Roberto Salame, seu irmão.

Estripulias do Ophir

Para isto o presidente da OAB do Brasil,  Ophir Cavalcante, é especialista.

Mas quando  casos como o espancamento de jornalistas, e a defesa do país de críticas intervencionistas de organismo internacionais requerem ação da entidade, ele faz olhar de paisagem. E silencia.

Inviolabilidade de escritórios de advocacia beneficia tão somente profissionais comprometidos com a bandidagem e defensores de chefes de organizações criminosas.

Advogados sérios não temem  procedimentos investigativos.

Ophir não passa de um elétrico animador mecanizado de lentes televisias.

Sidney Rosa cai ou não cai?

Antecipada há três dias   pela jornalista Franssinete Florenzano, sempre em cima do lance, já deve estar na mesa do governador Simão Jatene pedido de afastamento do empresário madeireiro Sidney Rosa da secretaria de Projetos Estratégicos do Estado. O assunto é tema de matéria na edição desta terça-feira, 29, do jornal Diário do Pará.


Sidney é alvo de denúncias de prática de trabalho escravo em terras exploradas por ele no vizinho estado do Maranhão, mais precisamente na Reserva Biológica do Gurupi.

Como o governador Simão Jatene assinou carta-compromisso durante o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, engrossando fileiras contra o trabalho em estado cativeiro, entidades envolvidos na luta contra atividades análogas à escravidão esperam dele imediato afastamento do auxiliar.

Ouvido pelo jornal, Rosa saiu-se com essa preciosidade:

- “Foi meu irmão quem contratou o “Salu” (peão responsável pela contratação dos trabalhadores colocados em cativeiro) e nós não sabíamos que ele tinha antecedentes de trabalho escravo no Maranhão”.

Bom dizer o que ainda não foi dito, até agora.

No lusco-fusco de suas atividades devoradoras de matas amazônicas, a área onde Sidney Rosa explorava mão de obra escrava fica situada numa das regiões mais violentas da zona rural do Meio-Norte, mais precisamente naquilo que chamam de último maciço de Floresta Amazônica,  na divisa dos estados do Pará e Maranhão.

O mosaico formado pela Reserva Biológica do Gurupi (MA) - área de preservação permanente - e três terras indígenas é povoado por madeireiras.


Para se ter ideia da agressividade reinante patrocinada por donos de serrarias, tempos atrás, ao serem ameaçados de morte, agentes do Ibama foram retirados às pressas da Rebio.

Como a região é cercada por municípios cujas populações vivem sem opção de emprego, é cenário estimulador para a extração ilegal de madeira transformar-se na principal fonte de renda para centenas de pais de famílias, submetidos às mais selvagens condições de precariedade.

Por ocasião de sangrentos confrontos ocorridos em Buriticupu (MA), quatro anos atrás, com mortes e dezenas de feridos, numa luta do governo contra o desmatamento, o poster conheceu a Reserva Biológica do Gurupi. À época, trabalhadores ouvidos citaram diversas vezes o nome do madeireiro Sidney Rosa como um dos que mais empregavam pessoas em terras supostamente de propriedade dele, no município de Carutapera, do outro lado do rio Gurupi que separa os estados de Pará e Maranhão.

Ao lado paraense, está a cidade de Viseu.

Sabem quais cidades mais consomem madeira extraída ilegalmente da Rebio do Gurupi?

Buriticupu, Açailândia e Itinga – no Maranhão-; Paragominas e Dom Eliseu, no Pará.

Constata-se, nesse processo, a criativa demonstração de como Sidney Rosa, depois de ter contribuído para destruir as matas do município de Paragominas, parte para conquistar florestas além-mar – ou além-rios, como preferirem.

Duas situações distintas: o ato e a pose.

O ato de devorar florestas.

A pose, agora representada dignamente pelo seu preposto na prefeitura de Paragominas, Adnan Demachki, de implantação de um programa de reflorestamento do município.

Quem há de confiar em boas intenções dessas pérolas?

A quem tem pouca memória, o poster faz questão de relembrar fato ocorrido tempos atrás, por ocasião das audiências públicas realizadas em municípios da Calha Norte (Almerim, Prainha e Monte Alegre), para a definição da área que integraria a Floresta Estadual do Paru.


Quem estava lá?

Ele mesmo: Sidney Rosa, participando dos debates e tentando convencer técnicos, inclusive gente do Imazon, para que uma área pontualmente explorada pela empresa do empresário fosse retirada do mapa da Flota.

Sem sucesso, Sidney deve ter desistido de continuar investindo na área, apesar de ser dono de outra propriedade, fora da Paru, onde já explorava madeira.

segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Valorizando os juros

Alerta é de quem entende do traçado.

O economista Luiz Nassif não está recebendo bem as medidas de aperto fiscal adotadas pelo governo de Dilma Roussef.

Oportuno artigo o blogueiro postado hoje em seu sítio, que reproduzimos à íntegra:

Cortes para todos, menos para os juros


Mais cedo ou mais tarde, a política econômica vai ter que chegar a um meio termo. Assim não dá. Há que se ser cauteloso, não embarcar em aventuras fiscais, tratar o mercado com racionalidade, para evitar estouros da boiada.

Mas há algo de profundamente irracional nessa estratégia econômica que procura se impor pela racionalidade.

No ano passado foram tomadas medidas prudenciais, em contraposição à política pavloviana de aumentar os juros.

Há sinais desencontrados na economia, com setores aquecidos e outros em processo de desaquecimento, frutos justamente das medidas adotadas. Ora, se existem esses desencontros, é sinal de que o aquecimento é setorial, mais na construção civil, menos na indústria automobilística. O único dado mais generalizante é o do desemprego aberto – que caiu bastante. Mas mesmo na Fazenda há dúvidas sobre os sinais emitidos pelo mercado de trabalho.

Ora, se o aquecimento se dá no mercado automobilístico, estiquem-se os prazos de financiamento – como foi feito. Se se dá no mercado imobiliário, reduzam-se os incentivos e o crédito. Há um conjunto de ferramentas permitindo atuar diretamente sobre os setores aquecidos.

Quando se aumentam os juros, afeta-se a economia como um todo – como se todos os setores estivessem aquecidos. E com todas as contraindicações possíveis:

1.Aumento dos encargos da dívida.

2.Mais cortes nos gastos públicos para garantir a meta de redução da relação dívida/PIB.

3.Mais dólares entrando provocando apreciação cambial e mais custo fiscal, com a necessidade de comprar dólares e ampliar as reservas cambiais.

4.Encarecimento do investimento, pelo aumento da taxa de retorno esperada.

Então, qual a razão?

O governo Dilma conquistou adesões devido ao fato de ser racional, dos agentes econômicos esperarem decisões racionais e responsabilidade na condução da política econômica.

Então qual a razão dessa demora em abrir a discussão sobre os juros? Qual a razão de anunciar o aumento da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) afetando todos os financiamentos do BNDES voltados para ampliação da capacidade produtiva?

Como justificar todos os cortes sem discutir abertamente os efeitos da Selic sobre as contas públicas, já que existe uma relação direta entre ambos? Seria até uma maneira de legitimar os cortes para todos os setores afetados.

A racionalidade exige muitos sacrifícios: inclusive os de investir contra os dogmas irracionais do mercado.

DNPM quer retomar direito de lavra da Vale

Informação foi repassada agora há pouco pelo geólogo Nirlando Maia, de Belém, velho conhecido do poster: processo de caducidade das minhas de minério de ferro da Província de Carajás foi aberto pelo DNPM .


O que isso quer dizer?

De cara, uma briga de cachorro grande quase sempre pendendo para o lado mais fraco.

Numa noção mais ampla, caracterizar a caducidade da licença de lavra das jazidas significa a retomada, pelo Estado, da concessão em poder da Vale S/A.

Decisão foi publicada dia 25, na edição do DOU, através da Superintendência do Departamento Nacional de Produção Mineral, no Pará.

Segundo informa a oportuna fonte, decisão é motivada por seguidos descumprimentos de normas, pela Vale, entre elas, débitos da CFEM (Compensação Financeira pela Extração Mineral) junto a prefeituras.

MPF abre inscrições para estagiários

O Ministério Público Federal (MPF) em Marabá abre hoje inscrições para o primeiro processo seletivo deste ano para estagiários do curso de direito. As inscrições poderão ser feitas até o dia 18 de março, das 12 às 18 horas, na Procuradoria da República no município (Rua Antônio Chaves, 861, bairro Novo Horizonte). A jornada de trabalho é de quatro horas diárias e a bolsa estágio é de R$ 800, mais auxílio-transporte.

Os estudantes devem ter concluído 40% do curso, independente do semestre em que esteja formalmente matriculado. Os documentos para a inscrição são: cópia da carteira de identidade, acompanhada do original; CPF e o comprovante da instituição de ensino informando o semestre em curso.

Para realizar a inscrição, os candidatos devem entregar 1 quilo de leite em pó integral (pacote ou lata), que será entregue a entidades filantrópicas no muncípio de Marabá. No caso da inscrição ser realizada por terceiros, deve ser mediante apresentação de procuração.

A prova sera aplicada no dia 3 de abril, no campus da Universidade Fedral do Pará em Marabá. O resultado do processo seletivo será divulgado a partir do dia 11 de abril, no quadro de aviso na Procuradoria da República no muncípio de Marabá e no site www.prpa.mpf.gov.br.

Íntegra do edital de abertura disponível  AQUI