sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Marchinha da Dilma

Como a sexta-feira foi carregada de comrpomissos, o blog não pode ser atualizado.

Mas com o carnaval explodindo, fica aí a "Marchinha da Dilma" pra você cantar durante a fase momesca, revelando todo sentimento de brasilidade e amor à Pátria.

Com muita responsa, é claro.

Bom carnaval a todos!

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Marchinha


Depois do cara
A gente vota é na coroa
A gente quer
É gente boa

Deixa o Lulinha sair
Deixa a Dilminha entrar
Porque assim o Brasil não vai parar...

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Voando com os tucanos

Aos rumores de que o ex-governador Almir Gabriel estaria avançando na formação de uma chapa ao governo estadual, por ele encabeçada, deslocando-se Simão Jatene à candidatura majoritária para o Senado, é preciso fazer uma leitura mais consistente dessa movimentação.

Primeiro, mesmo com a possibilidade de Luiz Otávio (PMDB) ser acomodado na vice de Almir, o alto escalão do PSDB – inclua-se na lista Tasso Jereissati, Sérgio Guerra, Zé Alagão e Aécio Neves -, torce o nariz para essa chapa sugerida. .

O nome de Jatene é tido por eles como de mais fácil trânsito na busca de votos e de alianças.

Antes de qualquer delírio pessoal de algum pretendente à disputa estadual paraense, recomenda-se lembrar que a cúpula tucana prioriza a candidatura presidencial de Serra.

"Ministro Gilmar Dantas"

As articulações tenebrosas de Ricardo Noblat, em favor de Daniel Dantas e Gilmar Mendes, coladas no subconsciente, traíram o blogueiro-barrigueiro da Globo, durante palestra que ele proferia.

Bem, Gilmar Dantas pegou.

Que tal agora Daniel Mendes?

Molhando a terra

São 13h30.

Começa a chover forte aqui em Marabá, molhando o sisudo e silencioso inicio de tarde desta quinta-feira um pouco melancólica.

Chove de chuva a água molhando o quintal aqui de casa, sem trovões nem relâmpagos.

A alcova do céu anuviado nem repara folhas e altas galhas da mangueira que dá manga-rosa duas vezes ao ano.

O quintal de casa preserva o verde.

Há manga-rosa, limão, carambola e outras frutas, do tempo em que Sonia morava por aqui e semeava a natureza.

A chuva continua caindo forte, chamando o poster a competir com ela esse momento sublime de jorro de águas e palavras no monitor.

Há muitas redes guardadas no imenso baú posto num quarto de casa. Bate agora vontade de atar uma delas, e embalar, ouvindo o som da chuva chovendo água de inverno trôpego.

Mas o blogger resiste.

                - Isto é hora de se atar rede?!, denuncia o consciente.

Aqui dentro de casa, enquanto a chuva banha o ainda silencioso asfalto desta metrópole sobressaltada de esperança por um dia sem violência, ao longe, se ouve um bem-te-vi saudando o espetáculo de águas, diante desse divino cenário de gorjeios naturais.

Na garagem de casa, olhando pela janela do quarto, xaxins guarnecem samambaias beijando os fortes pingos antes tímidos que se avolumam em gargarejos da tormenta que por aqui desaba.

Chuva que não cessa, persistente, apressadamente inundando ruas e becos.

De repente, achando-se matreiro rosnar de poeta, o poster se imagina pássaro entre as nuvens carregadas.

Tiraram a tampa do céu...

Bordel institucionalizado

Poster conversava ontem à tarde com um deputado federal paraense, buscando informações sobre as negociações de bastidores entre os partidos para a formação de futuras coligações e alianças.

Como não poderia deixar de ser, o papo descambou pro lado da corrupção praticada pelo  Zé Arruda (DEM), no governo do Distrito Federal. Textualmente, o interlocutor admitiu ser impossível governar o Brasil sem um grande exército de intermediários.

    - Lobistas é a profissão mais festejada em Brasília, transitando entre os partidos - disse.

Usando outras palavras, em Brasília não há inocentes. Todos são cúmplices.

Patifaria medieval

Quando o blog se farta em elogios a um prefeito paraense, como o registrado em post abaixo, é porque conhece a safra antiga de maus administradores infernizando a vida de centenas de comunidades, quase sempre  infelizes em suas escolhas.

Justeza com o justo.

É difícil, quase impossível, percorrer este interior de meu Deus para encontrar populações satisfeitas com o desempenho de seus prefeitos.

Cada um pior do que o outro.

Exaspera-nos, dolorosamente, conviver com o lixo.

Por isso, a empolgação quando se descobre aquilo que deveria ser o óbvio comportamental de todos: o gerenciamento honesto dos recursos públicos.

Agora mesmo, explode mais uma safadeza patrocinada por um desses  gabirus.

O prefeito de São Domingos do Araguaia, Jaime Modesto da Silva (PTB), revela-se também mais um micróbio resistente.

O caratonha acaba de demitir - anotem, com atenção! -27 servidores  concursados.

Justificativa do protozoário? -  Reduzir a folha de pagamento.

Demitiu concursados, mas dia seguinte colocou o xamegão em portarias nomeando apaniguados.

O Ministério Público paraense, pelo exemplo que vem demonstrando ultimanente de dedicar-se apenas às causas nobres da preservação ambiental,  certamente não se sentira afetado ( ou provocado?) por bandalheiras dessas natureza.

C'est la vie, dirão, oh!

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atualização às 15:33

Acima, onde se lê "27 servidores concursados", por favor, coloca mais 245 na conta e passa a régua.

Isto mesmo: são 272 servidores concursados demitidos pelo canastrão.

Na fogueira, com Madonna


Tudo na Internet corre rápido.
Até o humor do brasileiro.
Após Madonna ter sido recebida em audiência pelo governador de São Paulo, Zé Alagão, já andam dizendo que a cantora, depois de namorar Jesus, aparece agora flertando com o demônio.

A rabugice de FHC

Mauro Santayana, jornalista do JB On Line, finíssimo, como sempre em suas colocações, faz o escalpelamento das diatribes de FHC,  num artigo memorável.


Na íntegra:


O retorno do velho senhor

Sob a alucinação da idade madura, que costuma ser mais assustadora do que a dos adolescentes, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está conseguindo o que sempre pretendeu, desde que deixou o governo, há oito anos: o tumulto no processo sucessório. Ele – e não mais ninguém – impediu que as bases nacionais de seu partido fossem consultadas sobre o candidato à sucessão do presidente Lula. Se pensasse mais no país e menos em sua própria vaidade, teria, como o líder que se arroga ser, presidido à construção do consenso que costuma antecipar as convenções partidárias. Haja os desmentidos que houver, ele sonhava em criar impasse entre os dois principais postulantes, a fim de ser visto como a grande solução apaziguadora. Ele continua animado por essa miragem no sáfaro horizonte de suas ambições.

Assim, estimulou o governador de São Paulo ao exercício de uma tática de desgaste contra as pretensões de Minas. Decretou a precedência de José Serra e acenou com a “chapa puro-sangue”. Acreditava que levaria Aécio Neves a renunciar a servir a Minas, ao servir ao Brasil, com novo pacto federativo para o desenvolvimento de todas as regiões do país, e a contentar-se em ser caudatário de projeto hegemônico alheio. 

Na verdade, essa ilusão era instrumento de outra maior: a de que, com o afastamento do mineiro da disputa, seu próprio cacife aumentaria. Com isso, buscou inviabilizar Serra e Aécio, de tal maneira que, com o crescimento da candidatura de Dilma Rousseff – alvo de tenaz campanha desqualificadora da direita – as elites viessem a assustar-se e batessem às portas de seu escritório político, pedindo-lhe que as salvasse de uma “terrorista”. 

Se esse não fosse o objetivo essencial do ex-presidente, poderíamos considerá-lo um tolo – e Fernando Henrique não é tolo. Seu comportamento poderia estar dentro da advertência de Galileu, de que muita sabedoria pode transformar-se em loucura, mas por enquanto, ele está apenas deslumbrado pela ambição. Se se prontifica a discutir com o presidente Lula, e aceitar a comparação entre os dois governos, isso só pode ocorrer na hipótese de que venha a ser ele mesmo o candidato. Do contrário, estará forçando o candidato de seu partido, seja Serra, seja Aécio, a se transformar em mero defensor de sua administração, e não postulante sério à sucessão. Ambos sabem que a comparação será desastrosa em termos eleitorais. Talvez ela pudesse realizar-se, nos meios acadêmicos, pelos economistas e sociólogos, companheiros de sua ex-excelência, e ainda assim é certo que Fernando Henrique perderá, se a discussão for séria. Entre outras coisas, o ex-presidente multiplicou as universidades pagas; Lula, ao contrário, criou novos centros universitários federais e promoveu maciça inclusão dos pobres no ensino médio e superior. 

Pergunte-se ao eleitor do Crato e da periferia de São Paulo se ele estava mais feliz durante os anos de Fernando Henrique. Faça-se a mesma pergunta ao pequeno empresário que consolidou o seu negócio com a expansão do consumo, os créditos facilitados e os juros mais suportáveis que paga hoje. Até mesmo os banqueiros se sentem mais satisfeitos.  

Ao promover o vazio – para o qual contribuiu o governador de São Paulo em suas íntimas incertezas – Fernando Henrique tenta, com seus artigos de campanha, identificar-se como o único capaz de preenchê-lo. Seu jogo perturba todo o processo político, tanto no plano nacional quanto nos estados. Fruto indireto desse exercício de feitiçaria macunaímica, foi a maldade que fizeram ao vice-presidente José Alencar. O ato de oportunismo estimulou a natural e justa autoestima do vice-presidente, e sua disposição de luta, para a disputa do governo de Minas. Não se tratava de real homenagem ao conhecido homem público. Se Alencar viesse a ser candidato ao Palácio da Liberdade, a verdadeira homenagem que lhe prestariam os competidores seria tratá-lo como adversário, e submetê-lo ao duro debate eleitoral. Do contrário, seria deixar explícita uma cínica comiseração, o que constituiria ofensa ao grande brasileiro.

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Rufando tambores

Mesquíades Justiniano, secretário de Cultura de Marabá, promete colocar todos os blocos na rua.

Objetivo, segundo diz, é transformar a cidade em caldeirão carnavalesco, nos próximos três anos, para inserir o município no rol daqueles que atraem brincantes de todos os lugares - como Cametá e Vigia.

Afeminando a voz

"Durante todos esses anos de serviço, nunca persegui, discriminei, puni ou julguei qualquer militar por ter se declarado homossexual ou mesmo por estar envolvido na prática de homossexualismo".


Declaração acima sustenta alguns parágrafos da carta enviada ao Congresso pelo general Cerqueira Filho, tentando esconder trejeitos homofábicos revelados por ele durante declaração à Comissão de Constituição e Justiça que analisa a nomeação do milico para o Supremo Trubunal Militar.

Escamoteando o que dissera antes, o general tenta limpar a barra para que seu nome seja aprovado, e ele assuma a corte com poderes para condenar algum militar com orientação sexual oposta ao que ele acha ser a correta.

Melhor prefeito do Pará

O Instituto Acesso, de Marabá, anda medindo a temperatura de comunidades do Sudeste do Pará sobre o desempenho de seus prefeitos.
Em Curionópolis, o instituto encontrou o mesmo índice de satisfação da população local a respeito da administração Wenderson Chamon (PMDB), medido anteriormente por outros concorrentes

Chamonzinho, como é conhecido popularmente, bate a casa de 82% (exatos 81,6%) de avaliação positiva de sua gestão.

Observando outros relatórios de pesquisas realizadas nos últimos meses em demais municípios paraenses, não existe nenhum prefeito com popularidade tão alta quanto ele.

Hoje, Wenderson é o melhor prefeito do Pará, pra sorte de uma população sofrida e que tem mais de 80% de seus jovens desempregados.

Além de carregar o peso da miséria grassando em Serra Pelada, desde os anos 90.

Por que ele é bem avaliado?

Simples: está aplicando com seriedade os míseros recursos do município, que tem o menor índice de FPM (0.4) do país e construindo uma agenda voltada para a aprovação dos projetos que darão garantia de emprego e renda, como os que são representados pelo Serra Leste e Cristalino, ambos da Vale.

Além de estar organizando a infra-estrutura urbana da cidade, o prefeito começou também a tornar real o Estação Conhecimento, projeto de inclusão social financiado pela Fundação Vale.

Ações simples, mas eficientes, de um jovem marabaense que inicia com boas intenções sua carreira política.

Vai longe, bem longe, se manter o ritmo até agora aplaudido.

Uma história política

A marca do PT, completando 30 anos, aliando-se a Lula e Dilma.

Bela sacada de João Santana para colar, de vez, a imagem do melhor presidente que o país já teve em sua candidata à Presidência da República, Dilma Roussef.

O comercial, de 1 minuto, programada para ir ao ar a partir desta noite, deverá alavancar a militância petista por todo o país.

As próxima pesquisas, certamente, já mostrarão Dilma à frente de Serra.

A conferir.

terça-feira, fevereiro 09, 2010

É isso aí mesmo

A posição do Brasil é muito clara quando o assunto é o programa de enriquecimento de urânio iraniano: o Itamaraty busca o acordo entre o país e a Agência Internacional de Energia Atômica, da ONU. Apesar de os Estados Unidos e aliados defenderem sanções econômicas e diplomáticas à República Islâmica, especialistas não acreditam que a posição brasileira favorável ao Irã deva interferir nas relações do país com parceiros.

“O Brasil está exercendo uma autonomia importante”, disse o professor de relações internacionais da UnB (Universidade de Braília) Carlos Eduardo Vidigal. “A posição brasileira também defende o próprio interesse do país em desenvolver tecnologia nuclear”, completou.

O professor José Flávio Sombra Saraiva, também da UnB, lembra que a posição brasileira prima pelo equilíbrio e pela preferência pelo diálogo. “Com certeza essa decisão não vai prejudicar a imagem do país internacionalmente. O Brasil tem uma posição conciliadora consolidada e nem deve tomar lado em um ‘diálogo de surdos’ como este”, disse.

Saraiva também destacou que, além do Brasil, outros países apoiam o acordo e a soberania do Irã na pesquisa nuclear para fins pacíficos. “Argentina, México, Venezuela, China e Índia, por exemplo, também se manifestaram a favor. A posição brasileira não é isolada, portanto, o país não deve sofrer nenhum tipo de retaliação”, disse.

Para Vidigal, a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva só será afetada se o conflito se complicar e o país mantiver o apoio ao Irã. “Se a crise evoluir, aí sim Brasil teria sua imagem internacional danificada. Acho que se isso acontecer o governo provavelmente deve mudar seu posicionamento”, disse.

O governo brasileiro acredita que o Irã utilizará o urânio enriquecido para fins pacíficos. Nesta terça-feira (9), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, explicou que o enriquecimento de urânio a 20% é necessário para a fabricação de fármacos e alimentos, enquanto o procedimento a 5% serve para a produção de energia elétrica, o que também é feito na Usina de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Quando questionado se o Brasil deveria comprar a briga em favor do Irã, Jobim atestou a ideia de que o país também está defendendo interesses próprios: “Não sei se seria a favor do Irã ou a favor de nós”.

O ministro criticou o que chamou de “radicalizações” e destacou a posição do país. “O Brasil não é contra ninguém. Nós temos a tradição de resolver as coisas no diálogo”, ponderou.


Ler mais, Aqui.

Ana garante hidrovia

Hidrovia Araguaia-Tocantins começa a funcionar em 2012


Governo do Pará obtém R$ 520 milhões para operacionalizar hidrovia que vai interligar o centro-oeste ao Norte

A governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, obteve junto ao Governo Federal recursos da ordem de R$ 520 milhões, necessários para o deslocamento das rochas que impedem a navegabilidade do Rio Tocantins. O início das obras está previsto para o segundo semestre deste ano.

Com a retirada das pedras e a conclusão das eclusas da barragem de Tucuruí, será possível operacionalizar a Hidrovia Araguaia-Tocantins para transporte de embarcações de grande porte até o final de 2012. Essa hidrovia se tornará uma importante alternativa ao escoamento da produção e de insumos, interligando o centro-oeste brasileiro ao sul do Pará e ao Porto de Vila do Conde, no município de Barcarena (Região Metropolitana de Belém), totalizando 2794 quilômetros.

No rio Araguaia, trecho Aruanã (GO) a Xambioá (TO), a hidrovia terá 1230 km; no rio das Mortes, trecho que liga Nova Xavantina (MT) a São Félix do Araguaia (MT), o percurso tem 592 km. De Nova Xavantina (MT) até a foz com o Rio Araguaia, a extensão é de 552 km. No rio Tocantins, trecho Miracena do Tocantins (TO) a Estreito (MA), o trajeto é 420 km

A hidrovia estará operacionalmente atrelada à construção da Plataforma Logística Intermodal de Transporte de Marabá através do Governo do Pará, que proporcionará a conexão dos transportes aquaviário, ferroviário (Estrada de Ferro Carajás) e rodoviário (Rodovia Transamazônica/BR-230).

Integrará também a hidrovia o futuro porto público a ser construído no município de Marabá, que já tem assegurado pelo Ministério dos Transportes recursos da ordem de R$ 80 milhões. O porto ficará à margem esquerda do rio Tocantins, na altura do Km 14 da BR 230, região do parque industrial da cidade, local que receberá a siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa), com operação prevista para 2012.

Obras

“O derrocamento dos pedrais será feito com o uso de explosivos”, explica coordenador do projeto pela UFPA, Hito Braga. O trabalho, com duração de 13 meses, será realizado num trecho de 43 quilômetros de extensão, compreendido entre a ilha do Bogea e o município de Itupiranga (sudoeste). Em mais de um quilômetro do rio a largura desse trecho atinge cerca de 70 metros.

Após a conclusão do projeto, navios com capacidade de carga de 19 mil toneladas poderão navegar no rio Tocantins em qualquer época do ano. O deslocamento das pedras vai equiparar o calado (profundidade do ponto mais baixo da embarcação) permitido pela hidrovia ao das eclusas de Tucuruí, que é de até 3,5 metros.

“As eclusas serão concluídas no segundo semestre deste ano, quando já será possível a navegabilidade de navios de grande calado durante o período da cheia do Tocantins, entre os meses de janeiro e agosto. Fora do período chuvoso, o calado da hidrovia fica em 1,5 metro devido aos pedrais”, explicou Flávio Acatauassu, coordenador de Manutenção e Operacionalização de Hidrovias do DNIT.

Fonte: Site Transporta Brasil

Entre o céu e o inferno

Algumas situações devem ser colocadas, diante da seriedade da matéria publicada no site Eco Amazônia.

Leiam trechos:

Dom Erwin (Kraütler - Bispo da Prelazia do Xingu) lidera pessoalmente as articulações de grupos indígenas em Altamira, está arregimentando os indígenas, insuflando as lideranças e passou a defender mais abertamente o uso da violência como forma de protesto contra o projeto. Em entrevista ao jornal paraense Diário do Pará, Kraütler disse que o derramamento de sangue pode não ser a melhor saída, mas avalia que a ação indígena é justa. "Ao defender Volta Grande, os Kaiapó estão defendendo o próprio futuro, a própria terra. O Xingu todo será sacrificado", disse o religioso.

Logo após a liberação da licença, Kraütler foi à Brasília e se reuniu com o presidente do Ibama, Roberto Messias, para alertá-lo que os indígenas poderiam usar a violência. De volta a Altamira, o bispo passou a arregimentar ele mesmo as lideranças indígenas. Os índios começaram a chegar a Altamira na semana passada, mas pensavam que participariam de um protesto contra a falta de atuação da Fundação Nacional do Índio (Funai) na região e não de uma "guerra contra Belo Monte".

As reuniões dos indígenas e entidades contrárias à Belo Monte geralmente são realizadas em uma chácara da Prelazia do Xingu fora da cidade, em um local conhecido como Betânia. Lá, segundo uma fonte que participou de uma das reuniões, os indígenas escutam de Dom Erwin e de outras lideranças que a terra deles será toda alagada, até os cemitérios irão sumir e que eles precisam lutar contra isso. Os índios são orientados a manifestarem radicalmente contra Belo Monte e a ameaçarem usar a violência.

Fonte do site ligada a uma das entidades envolvidas na ação, mas contrário aos seus métodos, revela que o objetivo é criar um clima de conflito na região. "Acho que eles querem insuflar os índios e ao mesmo tempo deixar as pessoas revoltadas com os indígenas. Querem criar um clima de guerra, pois avaliam que se morrer alguém na região - de preferência um indígena - é bem possível que Belo Monte não saia do papel", disse a fonte, que pediu para não ter a identidade revelada.


(Para ler na íntegra, Aqui)

Voltando aqui pro blog, quais as situações?

Primeiro: será verdadeiro o teor das informações repassadas ao autor do texto, a ponto de um bispo, do alto de um dos cargos de mais alto grau da Igreja Católica, expor irresponsabilidades da extensão estabelecida na matéria?

Se a verdade estiver realmente resguardando a integridade do texto, Dom Erwin Kraütler está evangelizando totalmente à margem da lei, e pode, à reboque de radicais consequências de seus atos, responder criminalmente -, caso ocorra realmente "derramamento de sangue no Xingu".

Se acaso, bispo e o autor da matéria (o site deve ser editado por uma equipe de jornalistas) pontuam exageros distintos, cabe alerta de que a história do Xingu - e tudo o que representa de bom ou de ruim a obra da hidrelétrica de Belo Monte -, deve ser construída de forma a atender as necessidades da maioria.

O fundamentalismo de ambas as partes é que não pode, jamais, prosperar no meio de indefesas aldeias indígenas e dos interesses maiores do mercantilismo urbano.

Batalha na AL

Prefeitos do Sul do Pará estão com a disposição de partir pro corpo a corpo junto aos deputados estaduais, pressionando-os a aprovarem autorização para o governo estadual contrair empréstimo de R$ 360 milhões, cuja matéria tramita na AL envolto a confronto político,
O presidente da AMAT, Davi Passos (PT), mais ligado geograficamente aos prefeitos de municípios localizados ao extremo Sul do Estado, entende que os deputados estaduais sofrerão forte desgaste caso optem pela negativa do empréstimo. "Parte desse dinheiro, porventura aprovado, será destinado aos nossos municípios, tão carentes de recursos, e nenhum prefeito estará disponibilizado a trabalhar pela reeleição de parlamentar que não esteja preocupado com nossos problemas - cujas soluções só aparecem com dinheiro em caixa", explica.

O prefeito de Xinguara garante que dirigentes de prefeituras de municípios do Oeste e Nordeste do Estado estão com o mesmo sentimento. "Em Brasília, recentemente, conversei com alguns colegas dessas regiões, ouvindo deles a mesma preocupação. Afinal, quem sofre as consequências dessa queda-de-braço dos interesses partidários dentro da Assembléia, é o povo sofrido do Estado".

Wenderson Chamon (PMDB), prefeito de Curionópolis, recentemente aclamado presidente da AMAT (Associação dos Municípios do Araguaia-Tocantins), antes mesmo de assumir o cargo, já está agendando encontros com deputados e o presidente da AL, Domingos Juvenil. "Nós temos que ter a responsabilidade de saber dividir o que faz bem ou mal às comunidades. Disponibilizar recursos às prefeituras, é a missão de cada um de nós, principalmente depois de quase um ano em que as verbas públicas tiveram queda acentuada devido a crise econômica que dominou o mundo".

Chamonsinho, como é mais conhecido o prefeito, confirma estar recebendo pressões de associados da AMAT para trabalhar, politicamente, pela aprovação do empréstimo, junto a cada deputado estadual.

Prego batido, ponta virada

O atacante Wando, finalmente, assinou contrato com o Águia de Marabá.

29 anos, natural de Marabá, Wando foi ídolo no futebol goiano jogando pelo Goiás e Vila Nova.

Recentemente, ele defendeu o Paraná Clube.

A complexa contratação do atacante pelo Águia se arrastou por quase dois meses, concretizando-se na noite desta segunda-feira.

Wando fará sua estréia no ataque do Azulão no próximo sábado, em amistoso contra o campeão do Estado do Tocantins, o Araguaína, jogo marcado para aquela cidade.

Coluna Diário do Pará

Coluna do poster publicada, nesta terça-feira, 9, no Diário do Pará:

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Sonhos reativados
Conselheiros do Coema (Conselho Estadual de Meio Ambiente) devem votar favoravelmente, nesta terça-feira, 9, a concessão da licença prévia para a empresa Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral (SPCDM) ativar lavra e beneficiamento do ouro existente na vila de Serra Pelada, em Curionópolis. Com previsão de vida útil de oito anos, a jazida de 220 hectares e reserva em torno de quatro milhões de toneladas de minério é a esperança de uma população de 30 mil velhos garimpeiros, abandonados a própria sorte desde o fechamento do garimpo, nos anos 80.

Viagem rápida
Com a inauguração, em 15 de dezembro último, da ponte sobre o rio Tocantins, ligando este estado ao Maranhão, o tempo da viagem de Marabá a Imperatriz foi reduzido em média 40 minutos. Quando a ponte sobre o Araguaia for concluída, o percurso de 220 km entre as duas cidades que era de quase três horas, poderá ser feito em duas horas, sem muita correria. Menos de dois meses aberta ao tráfego, a ponte de 1.020 metros já está recebendo média diária de 6 mil veículos.

Eleição sem marolas
Em toda a história da Associação dos Municípios do Araguaia-Tocantins, a escolha de sua nova diretoria, ocorrida sexta-feira, 5, foi a mais tranqüila. Apesar do jogo de bastidores com anúncio de que pelos menos três nomes disputariam a sucessão de Davi Passos, não foi isso o que ocorreu. O prefeito de Curionópolis, Wendenson Chamon (PMDB), ganhou o apoio antecipado de 80% dos associados da AMAT, obtendo, com isso, no dia do pleito, aclamação dos colegas.

Pressão corporativa
Apesar de não ter recebido ainda o cargo das mãos do atual presidente Davi Passos (posse ocorre em 1º de março), Wenderson Chamon está sendo fustigado pela totalidade do quadro de sócios da AMAT para manter contatos com deputados visando a aprovação, pela Alepa, do empréstimo de R$ 360 milhões para o Estado realizar obras em diversos municípios do Sul do Pará.

Madeira em escala
A reserva legal de 35% vigente no Estado do Tocantins atraiu investimentos da empresa paulista GMR Florestal S.A. destinados a deter áreas reflorestadas suficiente para abastecer com segurança uma indústria de celulose com produção um milhão de toneladas/ano.Mas, de cara, a GMR já está sendo aquinhoada com financiamento da SUDAM da ordem de R$ 112 milhões , que começarão a ser liberados em março para a empresa alimentar, também, serrarias com beneficiamento de até cinco milhões de metros cúbicos anuais. Segundo dirigentes do grupo paulista, as sobras das duas indústrias alimentarão centrais termoelétricas para gerar até 150 megawatts, divididos em 5 projetos de 30 megawatts cada um.

A leitura de Jader
Ao mesmo tempo em que procura mapear, cuidadosamente, suas decisões e passadas, no jogo político, este quase sempre assimétrico, o deputado federal Jader Barbalho (PMDB) tem encontrado tempo para ler. Ontem, tuitando, ele revelou ter devorado as páginas de Este é o Meu Credo, de A a Z, do escritor mexicano Carlos Fuentes, obra que reúne 41 verbetes em ordem alfabética e com inflexão autobiográfica, tratando de assuntos diversos. Para o deputado, no seu Twitter, “são imperdíveis os verbetes América Ibérica, Jesus, Cinema e Leitura”.

Reforço de qualidade
O atacante Wando não tem mais nenhum vínculo com o time do Paraná. No próprio site da CBF, inexiste restrição quanyo a liberação do atleta para disputar jogos por outros clubes. No inicio da noite dessa segunda-feira, 8, o presidente do Águia de Marabá, Sebastião Ferreira, tinha encontro com o jogador para finalizar as negociações entre as partes. Como Wando já vem treinando com demais jogadores do “Azulão”, provavelmente ele atuará contra o Paissandu, caso o contrato tenha sido sacramentado.


Umas & Outras
Cerca de 800 policiais militares estão incluídos no planejamento da segurança pública para cobrir os municípios de Belém, Vigia e Cametá, onde ocorrem maior incidência de foliões nas ruas. A operação-Carnaval custará R$ 1 milhão aos cofres do Estado.

Previsão da Eletronorte é de que o nível do rio Tocantins atinja a cota de 8,87 metros, no próximo sábado, 13 de fevereiro, em Marabá. Acima de 10 metros, as águas do rio transbordam a orla da cidade.

Prefeitos de municípios do Sul do Pará com menos de 25 mil habitantes já estão torcendo, para a aprovação, nesta quarta-feira, de proposta que chega até a dispensar contrapartidas para o repasse de recursos federais destinados a habitação e saneamento básico.

Feitas as contas pela diretoria de Polícia de Interior, a destruição de 17 roças de maconha no município de Moju equivale a 70 mil pés de plantação da droga. Um forte golpe no tráfico, que em 2009 perdeu 900 kg de entorpecentes apreendidos pelos órgãos de SP.
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Pulo pra morte

Nem bem completou dois meses de inaugurada, a ponte sobre o rio Tocantins, ligando este Estado ao Maranhão, na cidade de Imperatriz, foi palco de uma tragédia.

Um jovem morreu ao pular do vão principal, que mede 60 metros de altura, numa disputa entre ele e demais colegas.

Observem.

Primeiro, quase ao mesmo tempo, pulam dois rapazes. O que chegou primeiro n´água consegue nadar seguro até a bóia jogada no Tocantins, antes do salto.

O que atingiu o rio, segundos depois, quebra a costela e malmente consegue nadar, debelando-se com a correnteza em busca de lugar seguro.

Este, no entanto, conseguiu escapar.

O terceiro encontrou a morte, ao cair deitado no Tocantins, desaparecendo sob as águas.

O corpo foi encontrado dias depois.

Imagens foram registradas por um cinegrafista amador, integrante do grupo de banhistas.