sábado, janeiro 03, 2009

Para entender a Reforma Orográfica

O colaborador João Quaresma enviou o seguinte e-mail ao blogger:

Amigo é para estas coisas. Você ainda está escrevendo como antigamente... Olhe que já há novas regras... Se ainda não está por dentro da matéria, estou lhe enviando uma mensagem que o fará entender. Se já é doutor na matéria, repasse esta mensagem, pois há sempre alguém desavisado. Um super-abraço ou um superabraço ou um super abraço. Você decide!...

A seguir, transcrevo a íntegra da mensagem didática:



Uma professora de português pediu à amiga escritora que criasse um conto ou crônica utilizando as novas regras ortográficas para trabalhar com seus alunos adolescentes.

A escritora, depois de muito relutar, acabou cedendo aos insistentes apelos da amiga.

No dia da apresentação da aula, os alunos estavam mais dispersos que o normal. A professora chegou a pensar em mudar o tópico mas as férias estavam chegando e a matéria andava atrasada.

A professora notou que aos poucos seus alunos participavam da aula, fazendo comentários ou complementando alguma parte do texto.

Durante as aulas que vieram depois, surgia um comentário ou outro que trazia a crônica novamente à baila, que era rapidamente integrada à matéria do dia. A turma evoluiu.

As provas mostraram que as novas regras ortográficas foram bem assimiladas pela turma, que obteve a melhor média de notas da escola.

Outra professora resolveu utilizar a crônica em outra escola. O resultado foi animador.


A crônica

“Como será daqui pra frente?”



“Estive vendo as novas regras da ortografia.

Na verdade, já tinha esbarrado com elas trilhares de vezes, mas apenas hoje que as danadas receberam uma educada atenção de minha parte.

Devo confessar que não foi uma ação espontânea.

Que eu me lembre, desde o ano retrasado que uma amiga me enche o saco para escrever a respeito. O faço com a esperança de que diminua o volume de e-mails e torpedos que ela me envia. Em suma, que as novas regras ortográficas a mantenham sossegada por um bom tempo.


Cai o trema!

Aliás, não cai... Dá uma tombadinha.

Linguiça e pinguim ficam feios sem ele mas quantas pessoas conhecemos que utilizavam o trema a que eles tinham direito?

Essa espécie de "enfeiação" já vinha sendo adotada por 98% da população brasileira. Resumindo, continua tudo como está.

Alfabeto com 26 letras? O K e o W são moleza para qualquer internauta, que convive diariamente com Kb e Web-qualquercoisa. A terceira nova letra de nosso alfabeto tornou-se comum com os animes japoneses, que tem a maioria de seus personagens e
termos começando com y. Esta regra tiramos de letra.

O hífen é outro que tomba mas não cai.

Aquele tracinho no meio das vogais, provocando um divórcio entre elas, vai embora. As vogais agora convivem harmoniosamente na mesma palavra.

Auto-escola cansou da briga e passou a ser autoescola, auto-ajuda adotou autoajuda.

Agora, pasmem! O que era impossível tornou-se realidade. Contra-indicação, semi-árido e infra-estrutura viraram amantes, mais inseparáveis que nunca. Só assinam contraindicação, semiárido e infraestrutura. Quem será o estraga-prazer a querer afastá-los?

Epa! E estraga-prazer, como fica? Deixa eu fazer umas pesquisas básicas pela Internet.
Huuummm... Achei!

Essas duas palavrinhas vivem ocupadíssimas, cada uma com suas próprias obrigações.
Explicam que a sociedade entre elas não passa de uma simples parceria. Nem quiseram se prolongar no assunto. Para deixar isso bem claro, vão manter o traço.

Na contra-mão, chega um paraquedista trazendo um paralama, um parachoque e um parabrisa - todos sem tracinho.

Joguei tudo no porta-malas pra vender no ferro-velho. O paraquedista com cara de pão de mel ficou nervoso. Só acalmou quando o banhei com água-de-colônia numa banheira de hidromassagem.

Então os nomes compostos não usam mais hífen? Não é bem assim.

Os passarinhos continuam com seus nomes: bem-te-vi, beija-flor. As flores também permanecem como estão: mal-me-quer.

Por se achar a tal, a couve-flor recusou-se a retirar o tracinho e a delicada erva-doce nem está sabendo do que acontece no mundo do idioma português e vai continuar adotando o tracinho.

As cores apelaram com um papo estranho sobre estarem sofrendo discriminações sexuais e conseguiram na justiça, o direito de gozarem com o tracinho. Ficou tudo rosa-choque, vermelho-acobreado, lilás-médio...

As donas de casa quando souberam da vitória da comunidade GLS, criaram redes de novenas funcionando por 24hs, para que a feira não se unisse sem cerimônia aos dias da semana. Foram atendidas pelo próprio arcanjo Gabriel que fez uma aparição numa das reuniões, dando ordens ao estilo Tropa de Elite:

- Deixe o traço!

Deu certo. As irmãs segunda-feira, terça-feira e as demais, mantiveram o hífen.

Os médicos e militares fizeram um lobby, gastaram uma nota preta pra manter o tracinho. Alegaram que sairia mais caro mudar os receituários e refazer as fardas: médico-cirurgião, tenente-coronel, capitão-do-mar.

Uma pequena pausa para a cultura, ocasionada pelo trauma de ler muitas pérolas do Enem e Vestibular. Só por precaução...

Almirante Barroso não tem tracinho. Assim era chamado Francisco Manuel Barroso da Silva. Sim, o cara era militar da Marinha Imperial. Foi ele quem conduziu a Armada Brasileira à vitória na Batalha do Riachuelo, durante a Guerra da Tríplice Aliança.

No centro do Rio de Janeiro há uma avenida com seu nome (Av. Almirante Barroso). Na praia do Flamengo, há um monumento, obra do escultor Correia Lima, em cuja base se encontram os seus restos mortais. Fim da pausa!

Acho que algumas regras pra este tracinho, até que simpático, foram criadas por algum carioca apaixonado. Será que Thiago Velloso e André Delacerda tiveram alguma participação nas novas regras?

O R no início das palavras vira RR na boca do carioca. Não pronunciamos R (como em papiro, aresta e arara), pronunciamos RR (como em ferro, arraso e arremate). Falamos rroldana e não roldana, rrodopio e não rodopio, rrebola e não rebola.

Pois bem, numa das tombada do hífen, o R dobra e deixa algumas palavras com jeito carioca de ser: autorretrato, antirreligioso, suprarrenal. Será fácil lembrar desta regra. Se a palavra antes do tracinho (nem vou falar em prefixo) terminar com vogal e a palavra seguinte começar com R é só lembrar dos simpáticos e adoráveis cariocas.

Mais uma coisinha: a regra também vale para o S. Fico até sem graça de comentar isso, pois todos sabemos que o S é um invejoso que gosta de imitar o R em tudo. Ante-sala vira antessala, extra-seco vira extrasseco e por aí vai...

Quem segurou mesmo o hífen, sem deixá-lo cair, foram os sufixos terminados em R, que acompanham outra palavra iniciada com R, como em inter-regional e hiper-realista.
Estes tracinhos continuarão a infernizar os cariocas.

O pré-natal esteve tão feliz, rindo o tempo todo com o pós-parto de uma camela pré-histórica que ninguém teve coragem de tocar no tracinho deles.

Já o pró - um chato por natureza, foi completamente ignorado. Só assim manteve o tracinho: pró-labore, pró-desmatamento.


A vogal e o h não chegaram a nenhum acordo, mesmo com anos de terapia. Permanecem de cara virada um pro outro: anti-higiênico, anti-herói, anti-horário. Estou começando a achar que as vogais são semi-hostis com as consoantes...

O interessante é que as vogais quando estão próximas umas das outras, não tem essa de arquiinimigas. Fizeram lipo juntas e conquistaram uma silhueta antiinflacionária de microorganismo. Sumiram todos os tracinhos, notaram? Vogal-vogal, com as novas regras ficam magrinhas: microondas, antiibérico, antiinflamatório, extraescolar...

Uma inovação interessante:

- Podem esquecer o mixto , ele foi sumariamente despedido. Puseram o misto no lugar dele.

Fiquei bolada com essa exceção: o prefixo co não usa mais hífen. Seguiu os exemplos de cooperação e coordenado, que sempre estiveram juntas. Não estou me lembrando no momento, de nenhuma palavra que use co com tracinho. Será que sempre escrevi errado?

Quem diria que o créu suplantaria a ideia!? Teremos que nos acostumar com as ideias heroicas sem o acento agudo. Rasparam também o acento da pobre coitada da jiboia.

O acento do créu continua porque tem o U logo depois. Pelo menos a assembleia perdeu alguma coisa...

Resta o consolo em saber que continuamos vivendo tendo um belíssimo céu como chapéu.”

Trabalho apresentado pelos alunos da 7ª série, turma 703: Renata, Marcela, William, Yasmine e Jeffrei

Professora: Cecília

Semana da Língua Portuguesa
Colégio Bom Pastor

junho/2008


Crônica “Como será daqui pra frente?”, de Elida Kronig

Aplicada pelas professoras Maria Helena e Cecília com sucesso aos alunos das turmas do
- Centro Comunitário Meninos de Deus
- Jardim Escola João Vicente
- Colégio Bom Pastor
- Colégio Prof. Francisco Barros
- Centro Educacional Bom Saber
E tem sido um valioso auxiliar nas palestras e seminários de atualização da Língua Portuguesa.


* Esta foi a maneira que encontramos de homenagear a escritora Elida Kronig, Por ter tornado a material mais fácil pra gente.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Peripécias de Odair

Na Câmara Municipal de Belém e no átrio da prefeitura, Odair Corrêa, exercendo ali a função de governador em exercício, fez dois discursos criticando frontalmente o governo do qual faz parte. Com passagens recheadas de empolgantes eufemismos, as falas de Corrêa pegaram pesado na estrutura de segurança pública do Estado.

Na prefeitura, diante de Duciomar Costa, o vice-governador disse textualmente:

- Quero que o povo de Belém saiba que o vice-governador do Pará não concorda com essa onda de violência, que massacra vidas diariamente. Não concorda e não aceita o que está ocorrendo. É preciso que se faça algo urgentemente para conter essa violência que toma conta de todo o Estado".


Ora, ora, depois do dito, Odair Corrêa, por uma questão de ética, deveria optar entre dois caminhos: anunciar publicamente seu rompimento com a governadora Ana Júlia – diante de sua insatisfação com a onda de violência -, ou recolher-se à sua insignificância de mero ocupante de vacâncias até o término do mandato para o qual foi eleito para ajudar a resolver os problemas do Estado.

O que não pode é Odair ficar usando a estrutura do governo, realizando viagens tresloucadas como as que realizou nas últimas 48 horas - conforme disse publicamente na Câmara de Belém -, para “ dar posse a quatro prefeitos eleitos”.

Gastar dinheiro do erário vitaminando cada viagem com críticas diretas ao próprio governo, não bate bem essa conta.

Ou a cabeça de quem as realiza.

Fazendo de conta

Deu pra notar a inquietude do prefeito Duciomar Costa, em sua festa de posse na prefeitura, ouvindo as críticas do vice-governador ao governo do Estado. Se não ficou constrangido, pelo menos demonstrou ouvidos de mercador (espécie de surdo à súplica alheia), despistando o olhar para outros horizontes.

A situação de embaraço do prefeito foi dissimulada, logo à frente, quando, em seu discurso, dirigindo-se à presidente do Tribunal de Justiça, Albanira Bemerguy, disse da intenção de convidar todas as autoridades do Estado (TJ, MP, Governo, AL, líderes comunitários, agentes de saúde) para discutir num grande seminário a questão da saúde de Belém. “ Mas sem buscar culpados, sem apontar quem está atuando menos, esquecendo o passado, para construir um conjunto de ações para amenizar as demandas”.

Gestão responsável

Ao contrário da maioria dos prefeitos que entregaram os cargos ontem, Sebastião Miranda fez questão de ir à posse de Maurino Magalhães, repassando republicanamente a faixa ao sucessor. Antes, diante de grande público na Câmara Municipal, fez um discurso de prestação de contas apontando saldo em contas da prefeitura de Marabá.

Ao total, o novo governo de Marabá dispõe de R$ 63,6 milhões disponíveis em suas contas.

De arrecadação própria, portanto, disponível para aplicação imediata em investimentos, total de R$ 2,6 milhões; R$ 59 milhões na conta do Ipasemar (Instituto de Previdência do Município); e cerca de R$ 2 milhões de recursos em conta de convênios federais.

Início promissor de administração para Maurino Magalhães.

Recomeçar do zero

O prefeito de Itupiranga, Benjamin Tasca (PT), inicia esta sexta-feira com a difícil missão de conseguir localizar documentos contábeis da prefeitura propositalmente extraviados pelo antecessor Adécimo Gomes, no limiar de sua desastrada gestão.

Quitar salários de servidores e colocar em dia o pagamento de fornecedores, são metas iniciais do novo prefeito. O município está quebrado.

Economia de tragédia

Quem deixou também seus concidadãos revoltados diante da falta de liquidez da máquina pública foi a ex-prefeita Luciene Geralda Resende Veras. O novo prefeito, empossado ontem, Sidney Moreira, do Partido dos Trabalhadores, tentava obter informações a respeito da administração recebendo dados fornecidos clandestinamente por servidores revoltados com a gestão da antecessora.

O município terá que fazer economia de guerra para tentar realizar algum investimento em 2009.


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atualização:

O post refere-se ao município de Bom Jesus do Tocantins, governado pela ex-prefeita Luciene Geralda Resende Veras durante seguidos oito anos.

Lá vem desordem

Nem bem assumiu a prefeitura de Curionópolis, Wanderson Chamon (PMDB) se vê às voltas com bomba de efeito retardado: a intenção de garimpeiros transferir a COOMIGASP de Serra Pelada para a sede do município. Consciente dos problemas que essa medida pode levar à cidade, Chamont pretende se avistar com autoridades do governo e do judiciário estaduais para discutir a questão.

A medida de transferência da sede da cooperativa dos garimpeiros para o centro do município deverá ser aprovada amanhã, 3, bem distante de Curionópolis. Mais precisamente em Imperatriz, numa assembléia marcada por algumas supostas lideranças que desejam vencer as eleições futuras da COOMIGASP.

Quem conhece o recém empossado interventor da Coomigasp, coronel Guilherme Ventura, sabe que isso é idéia dele.

O prefeito de Curionópolis está certo. E precisa do apoio dos governantes contra essa proposta destinada a transformar Curionópolis, futuramente, num caos.

Muitas emoções à vista.

Boataria do mal

Foi tensa a quinta-feira, 1, em Redenção.

Boatos de toda magnitude espalhados por pessoas maldosas davam conta de que poderia haver na cidade, a qualquer momento, movimentação de balbúrdia patrocinada por militantes ligados ao ex-prefeito JPC, ainda inconformados com a posse de Wagner Fontes (PTB).

Feliamente, tudo não passou de alarme falso.

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Badalos do tempo

São 18h25

Do alto do apartamento, olho Belém.

Lá embaixo, quieta a cidade, poucos carros transitam pelos bairros do Reduto e Umarizal, nem parecendo estarmos em plena quarta-feira.

Do quarto, sacando a calmaria urbana, eis que me vejo, também, de pé entre dois calendários, vigia, sentinela ou outra coisa assim...

Nem viro mais a folha que marca 31 de Dezembro, ela é a última da escalada.

Outro calendário, aberto ao lado do velho, marca de vermelho 1º de Janeiro de 2009.

O ano de 2008 está indo embora.

Falta menos de seis horas para ele eclodir temporão. Indo embora como uma cicatriz indelével gravada a fogo no dorso do tempo.

De repente, me flagro imaginando se realmente o Ano está acabando. E se ninguém poderá arrancá-lo da nossa maneira de estar aqui.

Ninguém o apagará da sebenta da História, porque ele fica encravado, artesanalmente esculpido numa forma qualquer.

Não há herói capaz de torcer o seu percurso a não ser os minutos que ainda faltam.

Me flagro, assim, de pé, vigilante, abrindo a janela de par em par, dando entrada ao temporal de minutos que arrasta, em turbilhão, o Ano Novo.

Por isso aqui estou de mãos abertas, querendo atá-las a outras mãos, tantas que cheguem para acalentar o Ano-Menino que de nós virá.Por isso, de pé, juramos, em nome do Novo Ano, que o Sol nascerá sempre ao fim de cada noite.



Ano Novo
(Chico Buarque)

O rei chegou e já mandou tocar os sinos
Na cidade inteira
É pra cantar os hinos
Hastear bandeiras
E eu que sou menino muito obediente
Estava indiferente
Logo me comovo
Pra ficar contente
Porque é Ano Novo
Há muito tempo que essa minha gente
Vai vivendo a muque
É o mesmo batente, é o mesmo batuque
Já ficou descrente
É sempre o mesmo truque
E quem já viu de pé
O mesmo velho ovo
Hoje fica contente porque é Ano Novo
A minha nega me pediu um vestido novo e colorido
Pra comemorar eu disse:
- Finja que não está descalça
Dance alguma valsa
Quero ser seu par
E ao meu amigo que não vê mais graça
Todo ano que passa
Só lhe faz chorar
Eu disse:
- Homem, tenha seu orgulho
Não faça barulho
O rei não vai gostar
E quem for cego veja de repente
Todo o azul da vida
Quem estiver doente
Saia na corrida
Quem tiver presente
Traga o mais vistoso
Quem tiver juízo
Fique bem ditoso
Quem tiver sorriso
Fique lá na frente
Pois vendo valente e tão leal seu povo
O rei fica contente
Porque é Ano Novo

Os sete cavaleiros do apocalipse

O post reproduz a cena conforme contada por fonte confiável.

Passava de uma hora da madrugada desta quarta-feira, 31, quando o prefeito diplomado Maurino Magalhães (PR) foi chamado à residência do médico Nagib Mutran, eleito vereador de Marabá pelo PMDB, para ser comunicado de decisão acordada minutos antes pelos futuros vereadores integrante do denominado "Grupo dos 7", segundo a qual o candidato a presidente da Câmara sairia mesmo dali – em oposição ao objetivo de Maurino eleger um candidato de sua preferência: Miguelito Gomes (PP), Ronaldo da Yara (PTB) ou Irismar Nascimento (PR).

Parênteses aberto

A Câmara Municipal de Marabá elegeu 13 vereadores, dos quais apenas seis estariam fechados com as pretensões do prefeito diplomado eleger a mesa diretora de sua confiança.

Fecha parênteses

Ao chegar à casa do médico, Maurino foi logo cumprimentado pelo vereador diplomado Antonio da "Ótica", filiado ao mesmo partido do prefeito, o PR.

- Tudo bem, prefeito?

- Não, não está bem, não! -, respondeu Magalhães, demonstrando de cara seu aborrecimento com a estratégia do grupo de se opor à sua orientação.

A partir daí, rolou de tudo. Até ameaça de cassação.

Maurino Magalhães ouviu o que não queria ouvir, e desabafou à mesma altura, lembrando de forma clara e direta, o poder da caneta do Executivo para canalizar ações de interesse ou não de cada membro do Grupo dos 7.

Momento de maior rispidez foi quando o prefeito, a poucas horas de ser empossado, travou dura discussão com Antonio da “ Ótica”. Maurino lembrou o risco que ele corre de cassação de mandato, caso mantenha a posição de não seguir orientação do PR, controlado na região pelo prefeito.

Trocando em miúdos, os desdobramentos da madrugada na casa de Nagib Mutran ainda renderão muitas prosas na política de Marabá.

Maurino, catimbeiro andarilho da política, sabe das intenções tenebrosas do “Grupo dos 7”. Na melhor das levadas, nem ele e nem seus assessores têm dúvidas de que será muito cara a fatura da atual manobra.

A eleição da mesa diretora da Câmara de Marabá está marcada para as16 horas desta quinta-feira, 1º.

O "Grupo dos 7" é constituído pelos seguintes vereadores:

Nagib Mutran Neto (PMDB) 2.537 votos
Antonio Hilário Ribeiro "Ótica" (PR) 2.019 votos
Ronaldo da 33 (DEM) 1.927 votos
Alécio da Palmiteira (PSB) 1.602 votos
Gerson Augusto dos Santos Varela (PHS) 1.474 votos
Antonia Carvalho de Araújo Albuquerque - "Toinha" (PT) 1.446 votos
Julia Rosa (PDT) 1.163 votos

"Grupo dos 6", fiel à orientação de Maurino Magalhaães:

Miguelito Gomes (PP) 2.681 votos
Ronaldo da Yara (PTB) 2.098 votos
Ismaelka Queiroz Tavares (PTB) 2.064 votos
Vanda Régia Américo Gomes (PV) 1.361 votos
Edivaldo Santos (PPS) 1.208 votos
Irismar Nascimento Araújo Sampaio (PR) 1.053 votos

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Correção:

1- Júlia Rosa obteve 1.663 votos. Esqueçam os 1.163 digitados erroneamente acima.

2- Alterem a composição dos grupos de vereadores antagônicos. Ronaldo da 33 (DEM) não faz parte do G-7, e sim Edivaldo Santos (PPS).

Em liberdade, matadores de Tim Lopes

A “boa” última decisão tomada ao apagar de 2008:

Seis anos após o assassinato do jornalista Tim Lopes, dois acusados pelo crime conseguiram o benefício de cumprir a pena em regime semi-aberto.

Claudino dos Santos Coelho, o Xuxa, e Cláudio Orlando do Nascimento, o Ratinho, condenados a 23 anos e 6 meses de prisão, por decisão da Justiça, conseguiram a chamada Progressão de Regime porque já cumpriram um sexto da pena.

Cláudio e Claudino também passaram por avaliações psicológicas e foram considerados presos de bom comportamento. Com o benefício, os dois têm o direito de pedir autorização para deixar a cadeia durante o dia para trabalhar. Em julho de 2007, um outro condenado pela morte de Tim Lopes ganhou o direito de visitar a família periodicamente. Elizeu Felício de Souza, o Zeu, aproveitou o benefício para fugir.

O traficante Elias Maluco também ganhou o benefício antes de comandar o crime. Ele cumpria pena por seqüestro. Solto, ele teve tempo de matar o jornalista.

Tim foi torturado e morto quando fazia uma reportagem sobre exploração sexual infantil na favela da Grota, em Vila Cruzeiro, na Penha.

Enquanto Ele brilhar....

Mas, enquanto houver sol – como nos ensina Sérgio Brito, na canção gravada pelos Titãs -, ainda haveremos de acreditar, um dia, na força da Justiça.

Na Justiça dos homens, bem claro fique.

A Justiça de Deus, para quê?

Não ocupemos Ele com coisas imprestáveis. Isso deve ficar para nós, aqui na Terra.

Um dia, enquanto houver Sol espraiando-se sobre consciências, a Justiça, mesmo tarde, desdobrará imenso sorriso no rosto deste país que tanto amamos.



Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma idéia vale uma vida...

Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós
Algo de uma criança...

Enquanto houver sol
Enquanto houver sol
Ainda haverá ...

Quando não houver caminho
Mesmo sem amor, sem direção
A sós ninguém está sozinho
É caminhando
Que se faz o caminho...

Quando não houver desejo
Quando não restar nem mesmo dor
Ainda há de haver desejo
Em cada um de nós
Aonde Deus colocou...

terça-feira, dezembro 30, 2008

No Ano Novo, a reforma ortográfica

Você é um daqueles que têm dificuldade para utilizar o trema, não sabe onde e quando colocar um hífen, nunca ouviu falar em hiato, homógrafas abertas e acento diferencial? Se for o caso, não desanime, afinal, você faz parte da imensa maioria da população brasileira que não domina a própria língua falada, quanto mais a escrita.

Como diria um reclame das Organizações Tabajara “Seus problemas acabaram! Vem aí a reforma ortográfica para cumprir a missão de alterar boa parte de tudo aquilo que você ainda não aprendeu totalmente!”

Todo mundo – ou a grande maioria das pessoas – já está sabendo que tudo isso é conseqüência (êpa, consequencia, a partir da próxima quinta-feira, não leva mais trema!) de anos e anos de discussão dos integrantes da chamada Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), defendendo a unificação das ortografias do idioma pátrio. Salvo engano, a transação vem desde 1980, quando as Academias de Letras do Brasil e Portugal começaram a trabalhar em torno do assunto.

Foram 28 anos de idas e vindas, até que Lisboa aprovou as mudanças, ano passado. Lula, pelo Brasil, assinou o decreto para a implantação do novo acordo em setembro último, dia do centenário do escritor Machado de Assis.

O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, elaborado para uniformizar a grafia das palavras dos países lusófonos, ou seja, os que têm o português como língua oficial, entrará em vigor dia 1º. de janeiro de 2009. Quinta-feira!

Os objetivos das mudanças visam facilitar o intercâmbio de informações, aproximar as oito nações da CPLP (Portugal, Brasil, Moçambique, Angola, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Timor Leste e Cabo Verde), reduzir os custos de produção e adaptação de livros e facilitar a difusão bibliográfica de novas tecnologias, bem como simplificar algumas regras (que suscitam dúvidas até entre especialistas).

O português, fluído por algo em torno de 210 milhões de pessoas, é a quinta língua mais falada no mundo. Como tem duas grafias oficiais, seu estabelecimento como um dos idiomas da ONU fica dificultado.

Com as alterações adotadas, a lógica pressupõe facilitar o intercâmbio cultural entre os países que falam português. Livros, inclusive os científicos, e materiais didáticos poderão circular livremente entre os países, sem necessidade de revisão, como já acontece em países que falam espanhol. Além disso, haverá padronização do ensino de português ao redor do mundo.

Um dos principais problemas que as novas regras vão acarretar, no entanto, será o custo da reimpressão de livros.

Além da unificação da grafia, o acordo propõe simplificar o idioma, no mesmo espírito do que ocorreu na década de 1910, quando uma reforma semelhante alterou o modo de escrever palavras como pharmacia e christallino (para farmácia e cristalino, sem o ph, o ch e o ll). Na época, porém, as mudanças foram encabeçadas por Portugal, que não consultou o Brasil e acabou aprofundando algumas diferenças ortográficas. Aqui no Brasil, a última grande reforma do idioma foi realizada em 1971, a fim de aproximar mais nosso jeito de escrever do de Portugal

Se a proposta do MEC for cumprida, todos os textos produzidos a partir de 2009 terão de ser impressos segundo as novas regras lingüísticas. Os brasileiros teremos quatro anos para dominar as novas regras. Durante esse tempo, tanto a grafia hoje vigente como a nova serão aceitas oficialmente.

A partir de 2010 os alunos de 1º a 5º ano do Ensino Fundamental receberão os livros dentro da nova norma – o que deve ocorrer com as turmas de 6º a 9º ano e de Ensino Médio, respectivamente, em 2011 e 2012.

Vestibulares, concursos e avaliações poderão aceitar as duas grafias como corretas até 31 de dezembro de 2011. Quanto aos livros didáticos, deve haver um escalonamento. A partir de 1º. de janeiro de 2013, a grafia correta da língua portuguesa será a prevista no Novo Acordo.

Nós que vivemos pendurados ao computador, cabe a pergunta: o que vai acontecer com o corretor ortográfico dos programas de textos? Os fabricantes já estão pensando no problema. A Microsoft, por exemplo, trabalha para adequar o corretor ortográfico do Pacote Office às novas regras. Segundo a empresa, os usuários não terão de pagar nada a mais por isso, pois a atualização poderá ser “baixada” pela internet. E o que acontecerá com os dicionários? As editoras que publicam os principais dicionários da Língua Portuguesa no Brasil já lançaram edições reduzidas de seus livros com a nova ortografia.

O acordo prevê simplificações, mas tem inúmeros pontos obscuros, que só serão esclarecidos com o lançamento de gramáticas atualizadas e um novo Vocabulário Ortográfico oficial (tarefa a cargo da Academia Brasileira de Letras). O professor Pasquale Cipro Neto é um dos que se manifestaram contra o documento. “Ele não se limita a uniformizar a grafia: estabelece outras alterações no sistema ortográfico, várias delas para pior.”

Polêmicas à parte, o que muda, afinal?

Para nós, brasileiros, muito pouco em relação aos nossos patrícios de além-mar.

Aqui vai um resumo das principais mudanças para os brasileiros:

Fim do trema - para quem nunca reparou são aqueles dois pontinhos que ficam sobre o 6 no teclado do computador.

Antes: lingüiça, tranqüilo, cinqüenta.

Agora: linguiça, tranquilo, cinquenta.

Hífen do esquecimento – aquele que quase ninguém sabe quando utilizar em palavras compostas. Ele some em palavras que o falante percebe como uma só.

Antes: pára-quedas, pára-raio, manda-chuva.

Agora: paraquedas, pararraio, mandachuva.

Agora iguais – caíram alguns acentos que diferenciavam palavras com a mesma grafia.

Antes: pára (verbo)
Agora: para

Antes: pêlo (substantivo)
Agora: pelo

Degola pelo alto – várias paroxítonas vão perder seu acento.

Antes: idéia, jibóia – crêem, lêem – enjôos, vôos.

Agora: ideia, jiboia – creem, leem – enjoos, voos.

Simples, não? Antes fosse! Quase ninguém ainda tem idéia de quanto isso vai mexer com a cabeça dos brasileiros e, pior ainda, com a dos portugueses, a ponto de fazer dilatar o olho cego de Camões! Felizmente, línguas são metamorfoses ambulantes, moldadas pelas necessidades dos usuários – não pelas regras gramaticais. Brasileiros de hoje dificilmente se entenderiam com os do ano 2500 – ou com os portugueses de 1500. Palavras nascem, crescem ou se encurtam, se combinam, mudam de sentido e de pronúncia e, um dia, morrem.

Indicamos as seguintes fontes, para quem quiser se aprofundar no assunto:


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http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/Esp_021/aberto/novo-jeito-escrever-306810.shtml


http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/novas-regras-lingua-portuguesa-349895.shtml?print


http://www.abril.com.br/reforma-ortografica/index.shtml

Vale nega pré temporada ao Águia

A crise econômica e financeira internacional atingiu o Águia de Marabá.

O período de pré-temporada programado pelo clube, de 5 a 15 de janeiro, não poderá ser realizado na Serra dos Carajás, como ocorreu em janeiro de 2008. A Vale refugou o apoio alegando o “atual momento internacional que está afetando o cotidiano de todas as empresas , governos, e cidadãos, provocando a necessidade de adequação de seus processos e planejamentos futuros”.

Sebastião Ferreira, presidente do clube, reunirá a diretoria para buscar alternativas.

Pressão às avessas

Quem diz é o “Em Poucas Linhas” (Repórter 70), de O Liberal, desta terça-feira, 30:

"Na próxima mexida da governadora Ana Júlia no secretariado, André Farias sairá da Integração Regional para a Casa Civil".

A governadora, no entanto, não sabe ainda disso. Nem ela. Nem ninguém no Palácio dos Despachos.

A Casa Civil, por enquanto, ainda é imexível.

Nem na Cosanpa, com mudanças citadas ao longo dos últimos dias, haverá alteração de seus principais dirigentes.

Agora pela manhã, o poster ouviu de alguém da restrita confiança de Carepa:

- Quanto menos modificação houver no secretariado, mais rápido as obras estratégicas do Estado serão executadas.

Os mais votados

O prefeito de Belém, Duciomar Costa, aparece na lista dos 10 prefeitos eleitos com o maior número de votos nas últimas eleições. Ele recebeu 436.693 votos, correspondentes a 59,60% do eleitorado de Belém, e figura entre nomes como Gilberto Kassab, eleito em São Paulo com 60,72% dos votos, e Márcio Lacerda, eleito com 59,12% dos votos em Belo Horizonte.

Quem informa é a revista VEJA da semana.

Onça-Puma incorporada

Da Assessoria de Comunicação da Vale:

A Vale anuncia que a proposta de incorporação, pela Vale, de sua subsidiária integral Mineração Onça Puma S.A. foi aprovada hoje pelos acionistas da Vale reunidos em Assembléia Geral Extraordinária.
Com a incorporação, a Vale assumirá incondicionalmente todos os bens, direitos e obrigações da Mineração Onça Puma S.A. de ordem legal ou convencional, nos termos da legislação vigente. Ao mesmo tempo, mantém os compromissos assumidos com o Governo do Canadá, no contexto do Investment Canada Act, quando da aquisição da Inco Ltd. e que se referem à gestão dos ativos de níquel.

segunda-feira, dezembro 29, 2008

A saga do Araguaia

O biólogo Marcelo Filgueiras,  nascido em Alto Taquari, Mato Grosso, é um visitante assíduo do blog, conforme suas próprias palavras. Implacável defensor da integridade ambiental do formoso rio, ele desenvolve em sua cidade campanhas contra o assoreamento provocado, principalmente, pelo plantio em grande escala de soja próximo às margens do curso d´água;  combatendo, também,  a destruição do ecossistema formado pelo conjunto de afluentes próximos às nascentes.

Na realidade, várias nascentes dão origens aos rios. Dezenas de olhos d’águas formam regos, que, incorporando a outros, formam córregos e, finalmente, um rio.

Marcelo enviou  fotos para registrar a transformação o Araguaia, a partir de suas nascentes.

A cerca de1000 metros de altitude, na Serra dos Caiapós, na divisa de Goiás e Mato Grosso, o Araguaia começa a surgir, parecendo uma serpente, com uma sucessão de curvas, tornando-se um conjunto de riachos que invadem as margens no município de Alto Taquari.

No trajeto inicial, muitos obstáculos da natureza seguram seu volume líquido. Pedrais combinam muito bem com a água cristalina descendo a serra em busca do mar.

Antes de expandir-se em largura, ainda em terra matogrossense, o Araguaia toma forma de um grand canyon (na segunda foto abaixo, Marcelo extasia-se diante da natureza)

A riqueza da fauna, com diversidade da espécie de aves e roedores, toma conta dos intocáveis canais que ajudam a engrossar o volume maravilhoso de água do rio.

Até assumir sua estatura caudalosa, desaguando no Tocantins formando a tríplice divisa Pará/Tocantins/Maranhão, no município de São João do Araguaia.  

Um espetáculo das águas.

Em terras bragantinas

A extensão do berço cultural de uma terra é medida pela ação prática de sua comunidade  na defesa dos costumes e  traços marcantes de sua história.

Quando alguém se preocupa em criar  uma associação para manter vivos os fabricantes de rabecas, ameaçados de extinção, o povo desse lugar é feliz.

Bragança é assim.

Quem conta é o mestre bragantino José Alencar, vivendo as emoções da Marujada.

Mário Couto, mau exemplo

Com cara de caboclo brabo, às vezes em tom até ameaçador, esmurrando o púlpito, o senador Mário Couto (PSDB) costuma ocupar a tribuna do Senado para acusar o presidente Lula de patrocinar gastanças em diversos níveis do governo. 

Têm-se caracterizado espécie de paladino dos bons costumes.

Como grande parte dos paraenses sabe que ele não é verdadeiramente uma sacerdotisa de Vesta  a se mirar, finalmente o Brasil  também passa a conhecer o perfil, sem emendas, do senador.

Quem conta é o jornalista Ronaldo Brasiliense, linkando a imprensa de Brasília. 

Tempos de pavor

Conteúdo da manchete da edição de domingo do Diário do Pará  ("Motoqueiros levam pânico à população") foi antecipado por este blog, em 20 de fevereiro de 2007.

Poder feminino

O poster sempre registrou sua satisfação,  aqui e na coluna do Diário do Pará, quando uma mulher é conduzida ao parlamento ou a cargos  de executivo.

Isso já vem de muito tempo.

Agora, é a ciência quem assina também embaixo.

Na mão das mulheres, está, sim, a justiça e a paz  do mundo.

Um grtio por Macapá

Alcinéa Cavalcante  destrava a sirene despindo a sem-vergonhice dos governantes do Amapá. 

Ratos, nas ruas e nos gabinetes, fazem valer tudo na linda Macapá – agora mal-cuidada, conforme narra a corajosa jornalista.

Desejo de matar

Enquanto Macapá segue abandonada, revoltando Alcinéa - uma de suas filhas ilustres -, o valei-me Deus não protegeu um filho ilustre de Marabá.

O jornalista Ademir Braz  foi assaltado, quando deixava uma agência bancária.

De tão revoltante a cena, e suas circunstâncias, o coração do poeta ficou amargurado.

Amargurado de querer fazer justiça com as próprias mãos.

 

Foi tudo muito rápido: os caras sabiam até quanto eu tinha retirado (para pagar a escola do meu filho) e levou-me a pochete com todos os documentos de jornalista, advogado, maçom, um gravador portátil, celular, carteira porta-cédulas, outras miudezas. Se estivesse armado eu teria arrebentado os dois assim que me viraram as costas para fugir. Em seguida, e por via das dúvidas, eu chutaria a cara deles até desfigurá-los, porque bandido bom é bandido morto.

 

A cena toda está aqui.

Berço da liberdade

"Esta noite, nós provamos mais uma vez que a verdadeira força da nossa nação não provém da potência das nossas armas nem do tamanho das nossas riquezas, mas sim do poder das nossas idéias: a democracia, a liberdade, as mesmas chances para todos e a esperança inabalável. Lá está a verdadeira genialidade da América: a América é capaz de mudar". (Barak Obama)


Um resumo dos valores levados em conta na nação que mais cultua os direitos individuais das pessoas.