Marabá foi banhada por mais de dez horas de chuvas, ininterrupta.
Somente agora, no meio da tarde, o dilúvio cessou.
Chuva gostosa, daquelas que cai intiriço, igual cantiga de grilo.
Mas sem sobressaltos de ventanias. Nem trovões. Nem de relâmpagos.
"Linda como a pele macia de Oxum".
Usufruindo ainda os últimos dias das rápidas férias, aqui em casa, o poster curtiu o dia chuvoso de bubuia numa rede, ouvindo o ruído da chuva cadindo numa bacia estrategicamente colocada ao fundo da janela do quarto.
Terminando de ler "Leite Derramado", do Chico, cada dia mais belíssimo escritor. Tão bom quanto músico.
Ou melhor?
sexta-feira, janeiro 08, 2010
Medalhões ausentes
Os deputados Asdrubal Bentes (PMDB) e Bernadete ten Caten (PT) não bateram ponto na Audiência Pública da Alpa, ontem, em Marabá.
Na coluna de amanhã do Diário do Pará, poster conta detalhes da AP.
Na coluna de amanhã do Diário do Pará, poster conta detalhes da AP.
No Pará, clima afeta atividade econômica
A previsão de chuvas para os três primeiros meses deste ano no Pará apresenta índices abaixo da média dos anos anteriores. No dia a dia, o reflexo desse aquecimento no clima é visível, por exemplo, nas atividades econômicas e em mudanças climáticas bruscas, como a seca no Marajó.
O fenômeno climático El Niño é apontado como responsável pelo aquecimento das águas oceânicas e tem causado a redução de formação de chuvas, principalmente no Nordeste do Pará e região do Marajó. A informação é da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), que integra a Rede de Previsão Climática e Hidrológica do Pará, composta ainda pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e tem a coordenação da Universidade Federal do Pará nas reuniões que ocorrem mensalmente.
A temperatura das águas oceânicas é, em média, de 26°C e desde dezembro de 2009, o aquecimento atinge 2,5°C acima deste patamar – 28,5°C. “O El Niño nada mais é do que o aquecimento anormal das águas, acima da média, na região do oceano Pacífico equatorial”, resume o meteorologista da Diretoria de Recursos Hídricos (Direh), da Sema, Paulo Guimarães. Ele explica também que essa temperatura deve voltar à normalidade a partir do mês de abril e que as condições climáticas têm impacto direto na socioeconomia do Estado, incluindo agricultura, pecuária, transporte e outras atividades.
Previsão climática mensal - Chuvas
Janeiro: Chuvas abaixo do normal no Nordeste, região do Marajó e Baixo Amazonas. Acima do normal apenas na porção Sul; e dentro do normal nas demais áreas.
Fevereiro: Chuvas permanecerão abaixo do normal no Nordeste, região do Marajó, Baixo Amazonas, além de parte do Oeste. Dentro do normal nas demais áreas.
Março: Chuvas ainda deverão ocorrer abaixo do normal na Calha Norte, região do Marajó e Nordeste paraense. A precipitação ficará dentro do normal no Centro-Sul do Estado.
Fonte: Secom/Sema
quinta-feira, janeiro 07, 2010
No batente, de novo
O poster acaba de chegar a Marabá, depois de 15 dias de rápidas férias.
Vamos ver se conseguimos pegar o restante da Audiência Pública da Alpa que se realiza neste momento (17:15), aqui na cidade.
Amanhã, responderemos a alguns comentaristas e contaremos o que ocorreu na AP.
Vamos ver se conseguimos pegar o restante da Audiência Pública da Alpa que se realiza neste momento (17:15), aqui na cidade.
Amanhã, responderemos a alguns comentaristas e contaremos o que ocorreu na AP.
Almir Gabriel bate em Couto e Jatene
Almir Gabriel fez revelações surpreendentes às repórteres Ana Célia Pinheiro e Rita Soares.
Listando duas:
1- Disse estar arrependido por ter feito a opção pelo senador Mário Couto (PSDB) para tentar viabilizá-lo candidato tucano ao governo do Estado.
Mais dramático: revelou as razões que levaram o ex-bicheiro paraense a desistir do compromisso mantido com Almir para tornar-se candidato à sucessão de Ana Júlia.
Dramática e torpe: garantia dada por Simão Jatene de que ele, Mário Couto, seria o candidato ao governo, em 2014.
2- Reafirmou o que já havia liberado em doses homeopáticas e, de certa forma, hermeticamente, na carta ditada à repórter Rita Soares, do Diário do Pará: as ligações perigosas de Jatene com a Vale.
Para ser mais claro: a de que Simão Jatene, ex-governador do Pará e principal candidato opositor a Ana Júlia, é consultor da Vale.
Defende os interesses da Vale, a mesma empresa que há anos explora as riquezas do Estado deixando como herança, mais miséria do que melhoria da qualidade de vida dos paraenses.
Mas, o bom mesmo, é vocês visitarem o blog da Perereca da Vizinha para entender melhor essa situação.
Listando duas:
1- Disse estar arrependido por ter feito a opção pelo senador Mário Couto (PSDB) para tentar viabilizá-lo candidato tucano ao governo do Estado.
Mais dramático: revelou as razões que levaram o ex-bicheiro paraense a desistir do compromisso mantido com Almir para tornar-se candidato à sucessão de Ana Júlia.
Dramática e torpe: garantia dada por Simão Jatene de que ele, Mário Couto, seria o candidato ao governo, em 2014.
2- Reafirmou o que já havia liberado em doses homeopáticas e, de certa forma, hermeticamente, na carta ditada à repórter Rita Soares, do Diário do Pará: as ligações perigosas de Jatene com a Vale.
Para ser mais claro: a de que Simão Jatene, ex-governador do Pará e principal candidato opositor a Ana Júlia, é consultor da Vale.
Defende os interesses da Vale, a mesma empresa que há anos explora as riquezas do Estado deixando como herança, mais miséria do que melhoria da qualidade de vida dos paraenses.
Mas, o bom mesmo, é vocês visitarem o blog da Perereca da Vizinha para entender melhor essa situação.
Marabá mobilizada pela Alpa
A audiência pública que vai debater o relatório de impacto ambiental (EIA/RIMA) do projeto da Siderúrgica Aços e Laminados do Pará (Alpa) está mobilizando a cidade de Marabá, na região do Carajás. O encontro está agendado para esta quinta-feira (7), no auditório da Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), a partir das 14 horas.
O secretário de Estado de Meio Ambiente, Anibal Picanço, irá coordenar os debates. O projeto Alpa será viabilizado pela empresa Vale S.A com orçamento previsto em US$ 2,7 bilhões e uma expectativa de gerar 16 mil empregos. A inovação do projeto é pela verticalização mineral, abandonando a linha extrativista na exploração de minério de ferro, que marcou a região desde a implantação do polo Carajás. O clima de otimismo dos setores comercial e industrial indica a região como o novo ponto da indústria metal-mecânico do Brasil, com agregação de valores e melhoria da qualidade de vida da população.
Texto é de Selma Amaral, da sucursal de Marabá da Secretaria de Comunicação do Estado.
Leia mais.
quarta-feira, janeiro 06, 2010
Obras do Zinho Oliveira avançam
As obras de ampliação do Estádio Zinho Oliveira seguem em ritmo acelerado. A meta da prefeitura é concluir os trabalhos no dia 14, para que ainda dê tempo de ser feita a vistoria e este possa ser liberado já para a realização do jogo de estréia do Águia contra o Cametá pelo Parazão 2010, no dia 16. A reforma e ampliação do estádio estão orçadas em R$ 1,5 milhão.
O estádio está ganhando arquibancadas metálicas nas laterais direita e esquerda com assento em concreto pré-moldado, assim como novas cabines para a Imprensa. A ampliação, nessa primeira fase, vai elevar para 3 mil a capacidade do estádio, que hoje é de 600 a 1.000 pessoas.
O engenheiro projeta que, até os jogos do Águia com times de maior torcida, como Remo e Paysandu, o estádio já vai estar com capacidade para cinco mil pessoas. Essa ampliação vai abranger a parte dos fundos do estádio. Para isso, a prefeitura pretende desapropriar parte dos terrenos das residências que fazem limite com o estádio.
Mais, aqui.
Fonte: Ascom-Marabá
Audiência Pública
Comentário enviado por "Sociedade Organizada" esclarece sobre a movimentação de vereadores e algumas estidades populares pedindo o adiamento da Audiência Pública marcada para debater a instalação da Alpa, em Marabá.
Segue em caixa alta, infelizmente, para respeitar a integridade do comentário:
CARO HIROSHI,
PELO VISTO VOCE ESTA ALHEIO AO QUE ESTÁ ACONTECENDO NESTES ULTIMOS 3 DIAS NA CAMARA MUNICIPAL.
TALVEZ A SUA FONTE NÃO SEJA IMPARCIAL NO QUE DIZ TOCANTE A ESTE PROCESSO.
CONVIDO VOCE E SEUS LEITORES A IREM HOJE A NOITE A CAMARA MUNICIPAL PARA OUVIR DA SOCIEDADE ORGANIZADA AS RECLAMAÇÕES SOBRE ESTE PROJETO OBSCURO DA VALE, GOVERNO DO ESTADO E ACIM.
EM PRIMEIRO LUGAR, PARA SEU CONHECIMENTO FOI A SOCIEDADE ORAGANIZADA QUE PROCUROU A CAMARA MUNICIPAL ANTES DO NATAL PARA SOLICITAR UM ADIAMENTO DESTA AUDIENCIA MARCADA PELA SEMA ESTADUAL NO DIA 30 DE DEZEMBRO, ONDE VC MESMO ESCREVEU AQUI NO BLOG QUE NAO ESTAVA EM MARABÁ - ESTAVA COMO MUITOS OUTROS DE FERIAS E ENCONTRARIA COMO MUITOS QUERIAM A AUDIENCIA PUBLICA VAZIA DE CIDADAOS MARABAENSES E AUTORIDADES DO MP ESTADUAL E FEDERAL EM RECESSO, ALEM DOS DCE ESTUDANTIS.
SEGUNDO: O PROJETO DE INTENÇOES DA VALE QUE SE RESUME NO EIA-RIMA SÓ FOI ENTREGUE A CAMARA MUNICIPAL DIA 30 DE DEZEMBRO PELA SEMA MUNICIPAL ONDE PASSOU 3 MESES POR LÁ ENGAVETADA SEM TER A APRECIAÇÃO DO CONSELHO AMBIENTAL E DO CONSELHO DO PLANO DIRETOR, AMBOS DO MUNICIPIO.
TERCEIRO: O CALHAMAÇO ESTÁ NA CAMARA MUNICPAL E DETEM 4 VOLUMES DE 700 PAGINAS ONDE DIZEM QUAL MATRIZ ENERGETICA SERÁ UTILIZADA NO PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO E ENTRE OUTROS, SERVIÇOS DE SAUDE, EDUCAÇÃO E INFRAESTRUTURA QUE PELO PROTOCOLO DE INTENÇOES DA VALE SAO DE TOTAL RESPONSABILIDADE DO MUNICIPIO - CONSTRUÇÃO E MANUTENÇÃO.
ENTÃO HIROSHI PEÇO QUE POR FAVOR VC DIVULGUE ISTO PARA CONHECIMENTO DA POPULAÇÃO. E SIM A SOCIEDADE ORGANIZADA, OAB, ASSOCIAÇÕES DIVERSAS (MORADORES, FETAGRI, FETRAFI, COLONIA Z-30, MST, ...) E MORADORES DO MUNICIPIO ESTÃO ENTRANDO COM UMA AÇÃO CIVIL POPULAR PARA ADIAR ESTA AUDIENCIA PUBLICA ONDE COMO DISSE ANTES OS PODERES JUDICIAIS E MP ESTÃO SEM REPRESENTANTES.
OUTROSSIM CONCLAMO VC COMO MORADOR E OS FILHOS DE MARABÁ PARA APOIAR NOSSA CAUSA.
NÃO SOMOS CONTRA A INSTALAÇÃO DA ALPA NEM DO PROGRESSO MAS ALGUMAS SITUAÇÃOES TEM DE SER MELHORES DISCUTIDAS ATÉ A EXAUSTÃO.
SOCIEDADE ORGANIZADA
PRESENTE HOJE NA CAMARA A PARTIR DAS 19:00HS
------------------------
atualização às 19:40
_________________
Serviço
Data: 07.01.2010
Hora: 14h
Local: Auditório da Secretaria Municipal de Saúde Eduardo Bezerra - Rodovia Transamazônica, Agrópolis do Incra - Bairro Amapá.
Segue em caixa alta, infelizmente, para respeitar a integridade do comentário:
CARO HIROSHI,
PELO VISTO VOCE ESTA ALHEIO AO QUE ESTÁ ACONTECENDO NESTES ULTIMOS 3 DIAS NA CAMARA MUNICIPAL.
TALVEZ A SUA FONTE NÃO SEJA IMPARCIAL NO QUE DIZ TOCANTE A ESTE PROCESSO.
CONVIDO VOCE E SEUS LEITORES A IREM HOJE A NOITE A CAMARA MUNICIPAL PARA OUVIR DA SOCIEDADE ORGANIZADA AS RECLAMAÇÕES SOBRE ESTE PROJETO OBSCURO DA VALE, GOVERNO DO ESTADO E ACIM.
EM PRIMEIRO LUGAR, PARA SEU CONHECIMENTO FOI A SOCIEDADE ORAGANIZADA QUE PROCUROU A CAMARA MUNICIPAL ANTES DO NATAL PARA SOLICITAR UM ADIAMENTO DESTA AUDIENCIA MARCADA PELA SEMA ESTADUAL NO DIA 30 DE DEZEMBRO, ONDE VC MESMO ESCREVEU AQUI NO BLOG QUE NAO ESTAVA EM MARABÁ - ESTAVA COMO MUITOS OUTROS DE FERIAS E ENCONTRARIA COMO MUITOS QUERIAM A AUDIENCIA PUBLICA VAZIA DE CIDADAOS MARABAENSES E AUTORIDADES DO MP ESTADUAL E FEDERAL EM RECESSO, ALEM DOS DCE ESTUDANTIS.
SEGUNDO: O PROJETO DE INTENÇOES DA VALE QUE SE RESUME NO EIA-RIMA SÓ FOI ENTREGUE A CAMARA MUNICIPAL DIA 30 DE DEZEMBRO PELA SEMA MUNICIPAL ONDE PASSOU 3 MESES POR LÁ ENGAVETADA SEM TER A APRECIAÇÃO DO CONSELHO AMBIENTAL E DO CONSELHO DO PLANO DIRETOR, AMBOS DO MUNICIPIO.
TERCEIRO: O CALHAMAÇO ESTÁ NA CAMARA MUNICPAL E DETEM 4 VOLUMES DE 700 PAGINAS ONDE DIZEM QUAL MATRIZ ENERGETICA SERÁ UTILIZADA NO PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO E ENTRE OUTROS, SERVIÇOS DE SAUDE, EDUCAÇÃO E INFRAESTRUTURA QUE PELO PROTOCOLO DE INTENÇOES DA VALE SAO DE TOTAL RESPONSABILIDADE DO MUNICIPIO - CONSTRUÇÃO E MANUTENÇÃO.
ENTÃO HIROSHI PEÇO QUE POR FAVOR VC DIVULGUE ISTO PARA CONHECIMENTO DA POPULAÇÃO. E SIM A SOCIEDADE ORGANIZADA, OAB, ASSOCIAÇÕES DIVERSAS (MORADORES, FETAGRI, FETRAFI, COLONIA Z-30, MST, ...) E MORADORES DO MUNICIPIO ESTÃO ENTRANDO COM UMA AÇÃO CIVIL POPULAR PARA ADIAR ESTA AUDIENCIA PUBLICA ONDE COMO DISSE ANTES OS PODERES JUDICIAIS E MP ESTÃO SEM REPRESENTANTES.
OUTROSSIM CONCLAMO VC COMO MORADOR E OS FILHOS DE MARABÁ PARA APOIAR NOSSA CAUSA.
NÃO SOMOS CONTRA A INSTALAÇÃO DA ALPA NEM DO PROGRESSO MAS ALGUMAS SITUAÇÃOES TEM DE SER MELHORES DISCUTIDAS ATÉ A EXAUSTÃO.
SOCIEDADE ORGANIZADA
PRESENTE HOJE NA CAMARA A PARTIR DAS 19:00HS
------------------------
atualização às 19:40
A sociedade e autoridades estaduais e municipais discutem a instalação do empreendimento Aços Laminados do Pará (Alpa) em audiência pública no município de Marabá, região Carajás, nesta quinta-feira,7. A comunidade e demais interessados têm espaço na reunião para expor opiniões e debater questões ambientais e socioeconômicas para a produção do aço na região.
O município de Marabá, 527 km distante de Belém, tem uma população de 196 mil habitantes que vê a chegada da verticalização da produção mineral. O projeto prevê o início da atividade da usina siderúrgica a partir de 2013 e calcula a geração de 21 mil postos de trabalhos nas fases de implantação e operação do empreendimento.
A Alpa, de responsabilidade da empresa Vale, visa à implantação da Usina Siderúrgica Integrada com capacidade para a produção de 2,5 milhões de toneladas de placas de aço por ano. O investimento previsto é de 3,7 bilhões de dólares, equivalente a cerca de 6,3 bilhões de reais.
O minério de ferro extraído da Província Mineral de Carajás chegará pela estrada de ferro. O carvão mineral e demais insumos pelo Terminal Fluvial, que deverá ser instalado às margens do rio Tocantins. O escoamento da produção também deve ser feito por este terminal.
A área destinada à Alpa é de aproximadamente 1.035 ha, com 253,71 ha destinados para as construções siderúrgicas e a infraestrutura necessária, incluindo a área determinada diretamente à produção. O projeto reserva outros 60 hectares para a Linha de Transmissão de energia elétrica.
O Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto de Meio Ambiente (EIA/Rima) da Alpa foram apresentados à Secretaria de Estado de Meio Ambiente do Pará no dia 10 de dezembro de 2009.
_________________
Serviço
Data: 07.01.2010
Hora: 14h
Local: Auditório da Secretaria Municipal de Saúde Eduardo Bezerra - Rodovia Transamazônica, Agrópolis do Incra - Bairro Amapá.
Fonte: Ascom/Sema
Casa Civil
Espaço Aberto vai acertar em cheio: Paulo Cunha é quem ocupará o lugar de Cláudio Puty, na Casa Civil, quando este deixar o cargo para candidatar-se a deputado federal.
Criatividade paraense
Glauco Lima é quem está à frente das peças publicitárias de Ana Júlia.
A escolha dele, sugerida pelo marqueteiro Paulo Heineck, agradou em cheio a governadora.
Antes de assumir a função, Glauco pediu a SECOM encontro com Chico Cavalcante, da Vanguarda, para delinear planejamento de um trabalho conjunto.
O blog já registrou aqui algumas vezes: Glauco é o publicitário mais criativo do Pará.
A escolha dele, sugerida pelo marqueteiro Paulo Heineck, agradou em cheio a governadora.
Antes de assumir a função, Glauco pediu a SECOM encontro com Chico Cavalcante, da Vanguarda, para delinear planejamento de um trabalho conjunto.
O blog já registrou aqui algumas vezes: Glauco é o publicitário mais criativo do Pará.
Audiência da Alpa
O clima pega fogo em Marabá.
De um lado, alguns vereadores querendo chamuscar a Audiência Pública marcada para amanhã, no auditório da secretaria de Saúde, onde será discutido o Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental(EIA/Rima) da Siderúrgica Aços e Laminado do Pará (Alpa).
De outro, a sociedade organizada totalmente favorável ao empreendimento de U$ 3,7 bilhões.
Miguelito Gomes (PP) e Vanda Américo (PV), nos últimos dias, articularam gestões para o adiamento da Audiência, antecipada em quase 90 dias pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente, para permitir ao governo e à Vale S.A o start da obra, até maio próximo.
Os dois vereadores exigem da Vale o debate de uma pauta de compensações às demandas sociais provocadas na região pelos grandes projetos da empresa.
A Vale apresentou à Sema todos os processos industriais da futura usina, que produzirá 2,5 milhões de toneladas de aço por ano, gerando cerca de 17 mil empregos durante a implantação - e outras cinco mil admissões em sua fase de operação.
A audiência está confirmada.
De um lado, alguns vereadores querendo chamuscar a Audiência Pública marcada para amanhã, no auditório da secretaria de Saúde, onde será discutido o Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental(EIA/Rima) da Siderúrgica Aços e Laminado do Pará (Alpa).
De outro, a sociedade organizada totalmente favorável ao empreendimento de U$ 3,7 bilhões.
Miguelito Gomes (PP) e Vanda Américo (PV), nos últimos dias, articularam gestões para o adiamento da Audiência, antecipada em quase 90 dias pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente, para permitir ao governo e à Vale S.A o start da obra, até maio próximo.
Os dois vereadores exigem da Vale o debate de uma pauta de compensações às demandas sociais provocadas na região pelos grandes projetos da empresa.
A Vale apresentou à Sema todos os processos industriais da futura usina, que produzirá 2,5 milhões de toneladas de aço por ano, gerando cerca de 17 mil empregos durante a implantação - e outras cinco mil admissões em sua fase de operação.
A audiência está confirmada.
Demétrius no Senado
Ainda não está certo que tipo de licença Mário Couto vai pedir.
Pode ser a médica ou a não remunerada.
Se pedir licença não remunerada, assumirá o suplente, o empresário Demétrius Ribeiro.
Há um certo temor, entre alguns segmentos tucanos, de que, mesmo na condição de senador por apenas 90 dias, Demétrius se deixe seduzir pelo deslumbramento.
Inclusive porque ele nunca exerceu atividade parlamentar.
Paulo Bemerguy, com texto acima, confirma o que o blog já antecipou: Demétrius Ribeiro pode assumir o Senado.
Leia mais no Espaço Aberto.
Pode ser a médica ou a não remunerada.
Se pedir licença não remunerada, assumirá o suplente, o empresário Demétrius Ribeiro.
Há um certo temor, entre alguns segmentos tucanos, de que, mesmo na condição de senador por apenas 90 dias, Demétrius se deixe seduzir pelo deslumbramento.
Inclusive porque ele nunca exerceu atividade parlamentar.
Paulo Bemerguy, com texto acima, confirma o que o blog já antecipou: Demétrius Ribeiro pode assumir o Senado.
Leia mais no Espaço Aberto.
terça-feira, janeiro 05, 2010
Se for por falta de Adeus...
No blog Na Ilharga, boas razões pra saudar um velório, cantando incelenças:
A notícia da morte do vira lata Erasmo Dias é, seguramente, a melhor notícia deste início de ano. Quem viveu, à época em que esse jagunço foi secretário de segurança de São Paulo, lembra de suas atrocidades em nome do combate ao comunismo cometidas em ambientes estudantis, invadiu a PUC e a USP de São Paulo, espancando e prendendo dezenas de professores e estudantes, encerrando sempre suas sessões de selvageria e sadismo prometendo mais.
Pena que tenha ido ajustar contas com o diabo, antes de ajustar as contas com a justiça cá da terra, por conta do importante protagonismo do partido que deu sustentação à ditadura na transição desta à democracia, o que ajudou a manter protegidos pelo manto da impunidade esse e outros celerados da mesma laia. Paciência. Resta o consolo de saudar a ida de mais um que já vai tarde.
Primeiras mexidas
A prefeitura de Belém abre o ciclo de mudanças de secretariado em ano eleitoral.
Duciomar Costa reuniu seus auxiliares, esta tarde e anunciou:
Na SEJEL, secretaria de Esporte, Juventude e Lazer, sai Carlos Cunha e entra Saulo Costa.
FUNPAPA - Carolina Ferreira substitu Maria Costa.
Saúde - Sérgio Pimentel do lugar de Antonio Vinagre.
SEURB, secretaria de Urbanismo - Fernando Pereira substitu Sérgio Pimentel.
SEMMA , secretaria de Meio Ambiente - José Carlos entregou o cargo para Sebastião Oliveira.
Confirmados candidatos às próximas eleições, Carlos Cunha deixou a SEJEL para tentar uma vaga na Câmara Federal; e Maria Costa tentará uma cadeira na AL.
Duciomar Costa reuniu seus auxiliares, esta tarde e anunciou:
Na SEJEL, secretaria de Esporte, Juventude e Lazer, sai Carlos Cunha e entra Saulo Costa.
FUNPAPA - Carolina Ferreira substitu Maria Costa.
Saúde - Sérgio Pimentel do lugar de Antonio Vinagre.
SEURB, secretaria de Urbanismo - Fernando Pereira substitu Sérgio Pimentel.
SEMMA , secretaria de Meio Ambiente - José Carlos entregou o cargo para Sebastião Oliveira.
Confirmados candidatos às próximas eleições, Carlos Cunha deixou a SEJEL para tentar uma vaga na Câmara Federal; e Maria Costa tentará uma cadeira na AL.
No remanso dos lagos
Passados quinze dias do lançamento da pré-candidatura de Sebastião Miranda (PTB) ao governo do Estado, rápida como surgiu -, empacou.
Nem saiu do lugar, melhor dizendo.
Ao contrário de alguns prognósticos, inclusive aqui no blog, a novidade não ganhou a repercussão que se esperava, como ponto de partida para um projeto destinado a transformar-se na chamada terceira via.
A própria imprensa de alguns municípios importantes regionais, como Parauapebas, Redenção, Xinguara e Santarém, deu pouca, ou quase nenhuma importância à proposta estadual do PTB.
Descontando o hiato das festas de final de ano, o nome de Tião Miranda pré-candidato a governador deveria pelo menos ter tido boa visibilidade nos comentários variados das esquinas, bares e salões gerais.
Não teve.
Nem saiu do lugar, melhor dizendo.
Ao contrário de alguns prognósticos, inclusive aqui no blog, a novidade não ganhou a repercussão que se esperava, como ponto de partida para um projeto destinado a transformar-se na chamada terceira via.
A própria imprensa de alguns municípios importantes regionais, como Parauapebas, Redenção, Xinguara e Santarém, deu pouca, ou quase nenhuma importância à proposta estadual do PTB.
Descontando o hiato das festas de final de ano, o nome de Tião Miranda pré-candidato a governador deveria pelo menos ter tido boa visibilidade nos comentários variados das esquinas, bares e salões gerais.
Não teve.
Pragmatismo pontual
O titular da SEDECT, Maurílio Monteiro, é um dos maiores defensores de aprofundamento das negociações para a formação da aliança PT-PMDB . Em tom afirmativo, Monteiro defende a aliança não apenas focando a campanha pela reeleição de Ana Júlia, como vislumbrando vitória acachapante de Dilma Roussef, no Pará.
Agenda palaciana
É provável que na audiência pública para discussão do projeto de implantação da Alpa - Aço Laminados do Pará -, marcada para a próxima sexta-feira, 7, Ana Júlia bata o ponto no auditório da secretaria de Saúde de Marabá.
Isto se os vereadores locais deixarem,. já que alguns estão se articulando para empastelar o encontro alegando problemas de "ordem ambiental".
O certo mesmo é que a governadora começa o ano esbajando vitalidade.
Dia 11, na RBA, ela será entrevistada do Mauro Bonna, no programa Argumento.
Dois dias depois,13, partticipa do lançamento do Campeonato Paraense de 2010.
Isto se os vereadores locais deixarem,. já que alguns estão se articulando para empastelar o encontro alegando problemas de "ordem ambiental".
O certo mesmo é que a governadora começa o ano esbajando vitalidade.
Dia 11, na RBA, ela será entrevistada do Mauro Bonna, no programa Argumento.
Dois dias depois,13, partticipa do lançamento do Campeonato Paraense de 2010.
Acuando papel
O Tribunal de Contas dos Municípios volta à carga, com todo gás, a partir de fevereiro, para auditar contas de algumas secretarias da prefeitura de Marabá. Tem conselheiro do TCM farejando as contas do município a pedido político.
Com orientação para "sangrar".
Vai feder.
Com orientação para "sangrar".
Vai feder.
Coluna Diário do Pará
Coluna do poster publicada nesta terça-feira, 4, no Diário do Pará:
Umas & Outras
__________
Encenação malaca
Nem bem começou a primeira semana de 2010, já tem prefeitos do Sul do Pará choramingando miséria. Reclamam da queda do terceiro repasse de dezembro do FPM – último de 2009 -, fato que pode complicar, segundo eles, o cumprimento dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e compromissos assumidos frente à sua população. O FPM previsto era de R$ 1,4 bilhão. Caiu na conta das prefeituras, dia 30, R$ 874 milhões, descontada a retenção do Fundeb.
Mais grana
Só que um dia antes, 29, o Tesouro Nacional creditou na conta dos municípios um repasse extra de FPM, referente à antecipação por estimativa da receita do Imposto de Renda e IPI, no valor de R$ 265.243.046, permitindo que o total de dezembro ficasse 3,3% maior do que o mesmo período de 2008. E, se depender de grana, não há nenhuma razão para os prefeitos reclamarem. Dia 20 de janeiro, o governo a última parcela do Apoio Financeiro aos Municípios (AFM), de R$ 554,2 milhões, referente à diferença de setembro do FPM.
Pra não encalhar
A Vale S.A receberá nos próximos dias projeto do porto privado que construirá às margens do Tocantins, dentro da área da Alpa. A primeira etapa de sondagens feitas pela Umi San no terreno, e em diversos pontos do rio, levantando batimetria, georeferenciamento, hidrografia, geofísica e estudos de navegação, foi concluída no final de 2009. Na área estudada, a empresa constatou calado de até 42 metros no período mais seco do ano.
Presença do Estado
É simples: polícia nas ruas transmite segurança ao cidadão. Isto ficou demonstrado durante o período de festas de fim de ano. Pelo menos nas rodovias mais movimentadas do Pará – entre elas a BR-316, PA-150, Alça Viária, e grande parte de estradas ligando o resto do Estado às praias marítimas -, a distribuição de ostensivo policiamento transmitiu tranqüilidade a quem procurava lazer. E o Pará precisa contratar pelo menos mais dez mil policiais militares para cumprir o atendimento per capita de sua população – além dos que já foram incluídos nos quartéis.
Nome da hora
Classe empresarial de Marabá e diversas associações de bairros estão se articulando para referendar o nome preferencial de Ítalo Ipojucan (PR) candidato a deputado estadual. Intenção do movimento é ir até o gabinete do prefeito municipal manifestar simpatia pelo nome do secretário de Indústria, Comércio, Mineração, Ciência e Tecnologia do município. Ítalo tem se movimentado muito bem nesses segmentos, servindo de interlocução entre eles e o executivo.
Bola no gramado
Delegação do Águia de Marabá inicia, nesta terça-feira, em Curionópolis, a pré-temporada ao Campeonato Paraense. Convidado pelo prefeito Wenderson Chamon (PMDB) para se instalar na cidade, time marabaense terá à disposição estádio de futebol com excelente gramado, transporte e serviço de hotelaria. Os jogadores já haviam se apresentado, dia 27 de dezembro, ao técnico João Galvão, cumprindo período de exames médicos. Agora começa preparação física e treinamentos.
Torpedos ideológicos
SMS com mensagens de final de ano trocadas entre o deputado Wandenkolk Gonçalves (PSDB) e o Coordenador do Centro de Integração Regional de Marabá (CEIR), Sebastião Ferreira, tiveram fortes cargas de politização. Enquanto Wandenkolk convocava “todos pra tirar o Pará do vermelho”, Ferreirinha respondia no ato. “Em 2010, vamos manter o Pará no rumo certo: distribuição de renda e desenvolvimento para todos”.
Engrossando o caldo
Durante a confraternização de final de ano do Incra do Sul do Pará, o superintendente Raimundo Oliveira demonstrou poderio político ao receber cerca de 800 convidados. O clima foi de irrestrito apoio a pré-candidatura dele a deputado estadual num confronto direto com a deputada Bernadete Caten (PT), que corre sério risco de não se reeleger caso o registro da candidatura de Oliveira seja confirmada.
Umas & Outras
Rodrigo Ramos, aquele goleiro do Sampaio Correia, enganou a todo mundo. Aos 45 minutos do segundo tempo, quando os jogadores do Águia já estavam se apresentando no Zinho Oliveira, ele telefonou pra diretoria dizendo que não viria mais defender o time marabaense.
Ademir Martins e Sebastião Ferreira, ambos da DS, marcaram encontro a sós para discutir a escolha do candidato a deputado estadual da tendência da governadora em Marabá.
Wenderson Chamon (PMDB) gostou da conversa a sós que teve com o deputado federal Jader Barbalho, durante visita deste a Curionópolis. O papo foi sobre eleição 2010.
Os Infocentros instalados em Marabá pelo governo do Estado não estão dando conta para atender a demanda de jovens em busca de Internet. São um sucesso nos bairros onde estão funcionando.
__________
Governadora multimídia
Dentro de alguns dias, ela será uma das nossas.
Ana Júlia decidiu aderir também à blogosfera.
A governadora do Estado está trombeteando detalhes finais de seu futuro blog que se destacará com impressões pessoais sobre o Pará, política, governo e outros temas.
Texto acima, publicado em 8 de julho de 2009, antecipava em seis meses o lançamento do blog da governadora.
Demorou, mas ela agora, além de governadora do Pará, é blogueira.
Assumiu sua porção.
E com boas novas, o twitter de Ana também chegou.
Num micro post desta terça, cedinho, ela anuncia:
Dia 12 é aniversário de Belém e amanhã assinarei contrato com a prefeitura para entregar à cidade o parque ambiental todo revitalizado.
Multimídia, Ana interage.
Bem vindo, governadora!
segunda-feira, janeiro 04, 2010
Para o que vai nascer
Um texto de Castagna Maia, saudando um novo tempo que virá:
Arrematando
Arrematando
E Copenhagen acabou sendo um fracasso. A culpa foi dos Estados Unidos da América, e o papel de vilão ficou reservado a Obama. Em um primeiro momento, China e EUA dividiriam a culpa pelo fracasso da conferência mundial sobre o clima. No momento seguinte, sobrou exclusivamente para os EUA. A culpa do fracasso é dos Estados Unidos da América.
II
E o Brasil? O Brasil foi extraordinário na conferência. Claro, há o pitoresco de sempre, os papagaios de pirata que foram para lá tão somente para aparecer, um turismo de luxo. Houve a presença até mesmo da Senadora Kátia Abreu, do PFL de Tocantins, sempre associada ao desmatamento e ao trabalho escravo. Houve de tudo, um festival de busca de fotografias. Mas o que interessa é a posição do Brasil, do Estado brasileiro.
III
E o Brasil foi muito bem. Lula nos representou de forma extraordinária. E Lula apaixonou, sim, o mundo. Quando as negociações estavam apontando para a frustração, foi Lula quem fez um discurso tocante, apaixonado, que calou o plenário, que envergonhou os que apequenavam a discussão.
IV
Lula é, sim, um líder mundial. Há pouco, foi escolhido pelo jornal Le Monde, da França, como a grande personalidade do ano. Dias antes foi capa do espanhol El Pais, com direito a um texto de Zapatero sobre Lula. Repito: Lula é, hoje, sim, um líder mundial. Vou adiante. Lula é, hoje, um grande líder mundial.
V
Em um mundo cinza, de poucos líderes e muitas vaidades, a autenticidade de Lula o destaca. Não é um almofadinha vassalo, como FHC, sempre pronto a usar seus dons de poliglota para falar mal do Brasil e de suas origens, sempre envergonhado de seu País, como se fosse melhor do que ele. Um típico provinciano que, saindo de sua cidadezinha, deita a falar mal do lugar de onde veio. Com Lula não é assim. Lula é admirado. E a miséria no Brasil efetivamente diminuiu.
VI
É preciso dizer isso, aqui. A miséria diminuiu, a Bolsa Família consegue, sim, tirar da miséria absoluta alguns milhões de brasileiros. Que seja assistencialista, mas não há como deixar de ser assistencialista quando se enfrenta uma massa jogada à animalidade a partir da absoluta carência em que foi mantida. O Bolsa Família é um sucesso, e vem transformando a face do Brasil. A economia se movimentou particularmente nos setores que vendem para as camadas mais pobres. O dinheiro da Bolsa Família se transforma em arroz, feijão, farinha, em tecido, em roupas, até mesmo em algum eletrodoméstico. Isso tudo movimenta a economia de uma forma diferente: é a economia que gira a partir das camadas mais pobres.
VII
Há erros enormes no governo Lula. Cito, aqui, mais uma vez, as taxas de juros, ainda mantidas em um patamar que sacrifica nosso comércio e nossa indústria. Cito a visão tacanha na previdência complementar, onde o projeto neoliberal de FHC simplesmente foi aprofundado. Cito a falta de uma visão sistêmica do sistema financeiro, embora a melhora ocorrida a partir da crise mundial. Cito a falta de uma política industrial efetiva, dentre outras coisas.
VIII
O Brasil quebrou três vezes no governo FHC. Na última, pediu 40 bilhões de dólares emprestados ao FMI. E em contrapartida alterou o monopólio estatal do petróleo para entregar boa parte de nossas riquezas às multinacionais. O País inteiro pagou o preço da incompetência e do entreguismo daquele governo. Ou seja, é preciso reconhecer, sim, que comparado ao governo FHC, o Brasil saiu do inferno no governo Lula.
IX
Não estou sendo generoso. Falo até mesmo em relação aos aposentados. No governo FHC, o tal “rolo compressor” implantou a reforma da previdência, aí incluído o Fator Previdenciário e adoção da terrível média para o cálculo das aposentadorias, envolvendo as 80% maiores contribuições. A discussão, hoje, tem outro patamar: é a de recuperação de perdas, é de inflação mais alguns pontos percentuais visando recuperar. Ou seja, há, sim, diferença.
X
Claro, poderia ser melhor. É preciso acabar com aquela média absurda e adotar outra fórmula. É preciso, ainda, acabar com o fator previdenciário. É preciso dar um norte para a previdência pública e para a previdência complementar. O que estou dizendo é que, em 1997, lutava-se contra a implantação de mecanismos que trariam, e trouxeram, perdas. Hoje, luta-se para recompor os valores. Há um ganho de qualidade na discussão. Houve, sim, melhora, não a que queríamos, mas houve.
XI
A crítica ao governo não pode ser insana. Não foi o atual governo que implantou o fator previdenciário, nem a média absurda; não foi o atual governo que fez a reforma da previdência de 1998 e que atingiu pesadamente a previdência complementar; não foi o atual governo que alterou a Constituição Federal para entregar bacias petrolíferas às multinacionais, embora tenha feito vários leilões; não foi o atual governo quem autorizou o financiamento de apropriação indébita de patrocinadoras de fundos de pensão. Em síntese, é preciso criticar, sim, o governo, mas criticar no que está errado para que não se faça coro exatamente com aqueles que querem privatizar o Estado, que querem privatizar a previdência, que querem rebaixar os valores das aposentadorias.
XII
Qual a crítica da imprensa? A de que os gastos públicos aumentaram. Sabe o que significa isso? Que, na opinião da imprensa, não deveria ter havido contratação de funcionários públicos – aí incluídos médicos, professores, fiscais do trabalho e da saúde; não deveria ter havido qualquer recomposição de aposentadoria, ainda que mínima. Não deveria ter ocorrido investimento estatal para minimizar os efeitos da crise internacional.
XIII
Ou seja, a crítica da imprensa é voltada contra os interesses do povo e na tentativa de restabelecer toda a lógica do governo FHC. Se dependesse deles, o Estado seria mínimo, a aposentadoria seria privatizada, o teto da previdência seria de 3 salários mínimos.
XIV
Pois bem: é essa mesma imprensa que buscou debochar da posição brasileira em Copenhagen, que escondeu as elogiosas referências mundiais ao Presidente do Brasil. Foi uma vergonha completa, uma manipulação brutal de informações, um apanhado de críticas improvisadas, onde a imprensa não tem o papel de informar: seu papel é fazer oposição, o de levantar bandeiras que sequer a oposição verdadeira – a que foi eleita para isso, já que a imprensa não recebeu um voto sequer – se atreveu a levantar. Ou seja, a oposição brasileira está sem bandeira porque o modelo de FHC ficou desnudo: era aquilo mesmo, uma catástrofe entreguista, antinacional e antipovo. E não conseguiu superar aquela herança perversa de um governo que naufragou atolado na corrupção das privatizações — origem de Daniel Dantas.
XV
Ou seja, a oposição ainda busca um caminho, e foi eleita para isso. A imprensa, no entanto, assume o papel de oposição e, como não são profissionais da área, saem a fazer qualquer besteira, a repercutir qualquer idiotice. Foi assim com a febre amarela, foi assim com a tal denúncia da moça da Receita Federal. E foi assim, agora, em Copenhagen. Confundiram fazer oposição a Lula com fazer oposição ao Brasil. E fizeram oposição ao Brasil.
XVI
O Brasil foi festejado no exterior. Lula levou ao mundo nosso jeito afetivo, e levou de forma autêntica. O Brasil ficou mais próximo do seu verdadeiro tamanho internacional. E chegou mais perto disso pelas mãos de quem tem pouco estudo formal, para desespero dos provincianos maledicentes que se aproveitam de qualquer oportunidade para falar mal do próprio País. O Brasil sai de Copenhagen muito mais próximo do seu verdadeiro tamanho de gigante.
XVII
Pena que Lula seja muito melhor do que o PT, pena que Lula seja muito melhor do que o seu próprio governo. Não raro as conversas com ministros são decepcionantes. Não trazem inspiração, grandeza, altivez, autenticidade. Freqüentemente fala-se apenas com um poço de vaidades em formato de gente.
XVIII
No fundo, não nos interessa Lula, que já está indo embora. Interessa é que o Brasil vai se aproximando do seu papel mundial, interessa é que houve, sim, diminuição da miséria. E interessa separar as coisas, criticar o que está errado sem fazer coro com os interesses daqueles que querem o retorno das velhas políticas entreguistas do governo FHC.
A vez de Miltinho?
Miltinho pode ser uma das surpresas das mudanças que Ana Júlia pretende fazer em seu secretariado.
Ele é Milton dos Santos Resende, assessor de gabinete da governadoria, excelente figura humana, agradável papo e pessoa de extrema confiança de Ana.
Quem conta é o Paulo Bemerguy .
-------------------------
atualização às 12:32
Descansando com a família fora do Estado, Miltinho deu gargalhadas ao ser perguntado sobre se vai ou não assumir a Casa Civil. Garantiu que nunca se cogitou isso dentro do governo e que ele está apenas empenhado no trabalho a ser desenvolvido para a reeleição de Ana Júlia. "Me tirem do meio dessa conversa, por favor. Não há nada de verdadeiro nisso".
Ele é Milton dos Santos Resende, assessor de gabinete da governadoria, excelente figura humana, agradável papo e pessoa de extrema confiança de Ana.
Quem conta é o Paulo Bemerguy .
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atualização às 12:32
Descansando com a família fora do Estado, Miltinho deu gargalhadas ao ser perguntado sobre se vai ou não assumir a Casa Civil. Garantiu que nunca se cogitou isso dentro do governo e que ele está apenas empenhado no trabalho a ser desenvolvido para a reeleição de Ana Júlia. "Me tirem do meio dessa conversa, por favor. Não há nada de verdadeiro nisso".
Papo sobremesa
Depois da entrevista concedida ao blog, Maurino Magalhães (PR) falou de sua relação com o governo do Estado, numa conversa informal. Deu pra sentir que o prefeito de Marabá mantém boa interlocução com Simão Jatene (PSDB), mas nada que o impeça de dar seu apoio à reeleição de Ana Júlia, desde que ela desembrulhe significativo pacote de obras para o município.
Outra revelação do prefeito, pós-entrevista: o ingresso de quatro ações criminais e cíveis contra o deputado João Salame (PPS), por injúria e difamação.
A distribuição de um panfleto assinado pelo PPS, considerado ofensivo pelo prefeito de Marabá, provocou também o ingresso de outra ação contra o partido.
Outra revelação do prefeito, pós-entrevista: o ingresso de quatro ações criminais e cíveis contra o deputado João Salame (PPS), por injúria e difamação.
A distribuição de um panfleto assinado pelo PPS, considerado ofensivo pelo prefeito de Marabá, provocou também o ingresso de outra ação contra o partido.
Jader e Duciomar
O Espaço Aberto está hoje com os carilhos, como gostam de dizer alguns sulparaenses:
Teor da conversa do prefeito de Belém com o presidente estadual do PMDB ainda é desconhecido, mas o Bemerguy tem mais informações.
Jader e Duciomar se encontraram um pouco antes do Natal.
Em pauta, é claro, as eleições deste ano. Não se sabe maiores detalhes da conversa.
Teor da conversa do prefeito de Belém com o presidente estadual do PMDB ainda é desconhecido, mas o Bemerguy tem mais informações.
Envelhecer, jovem como Arnaldo
Nada mais contemporâneo e cosmopolita que Arnaldo Antunes.
O cara bate em todas as posições: poesia, artes visuais, performances multimídia e música.
O CD “Iê-Iê-Iê” é uma prova disso.
No disco, Arnaldo presta singela homenagem a um dos movimentos musicais mais importantes da cultura nacional em 12 faixas que nos conduzem de volta aos anos 60, lembrando o período de sonhos que a Jovem Guarda construiu ao largo de uma geração com fome de liberdade.
Pra quem já passou dos 50, o CD soa magicamente.
Pra quem já passou dos 50, “Envelhecer” é uma agradável sensação de bem estar ouvindo a canção e desenhando um modus vivendi ao avesso do que se vivia á época de Woodstock.
“A coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer/ (…)/ Pois ser eternamente adolescente/ Nada é mais demodé”, diz Arnaldo, na canção.
Envelhecer
Arnaldo Antunes / Ortinho / Marcelo Jeneci
a coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer
a barba vai descendo e os cabelos vão caindo pra cabeça aparecer
os filhos vão crescendo e o tempo vai dizendo que agora é pra valer
os outros vão morrendo e a gente aprendendo a esquecer
não quero morrer pois quero ver como será que deve ser envelhecer
eu quero é viver pra ver qual é e dizer venha pra o que vai acontecer
eu quero que o tapete voe
no meio da sala de estar
eu quero que a panela de pressão pressione
e que a pia comece a pingar
eu quero que a sirene soe
e me faça levantar do sofá
eu quero por Rita Pavone
no ringtone do meu celular
eu quero estar no meio do ciclone
pra poder aproveitar
e quando eu esquecer meu próprio nome
que me chamem de velho gagá
pois ser eternamente adolescente nada é mais démodé
com os ralos fios de cabelo sobre a testa que não pára de crescer
não sei porque essa gente vira a cara pro presente
e esquece de aprender que felizmente ou infelizmente
sempre o tempo vai correr
não quero morrer pois quero ver como será que deve ser envelhecer
eu quero é viver pra ver qual é e dizer venha pra o que vai acontecer.
O cara bate em todas as posições: poesia, artes visuais, performances multimídia e música.
O CD “Iê-Iê-Iê” é uma prova disso.
No disco, Arnaldo presta singela homenagem a um dos movimentos musicais mais importantes da cultura nacional em 12 faixas que nos conduzem de volta aos anos 60, lembrando o período de sonhos que a Jovem Guarda construiu ao largo de uma geração com fome de liberdade.
Pra quem já passou dos 50, o CD soa magicamente.
Pra quem já passou dos 50, “Envelhecer” é uma agradável sensação de bem estar ouvindo a canção e desenhando um modus vivendi ao avesso do que se vivia á época de Woodstock.
“A coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer/ (…)/ Pois ser eternamente adolescente/ Nada é mais demodé”, diz Arnaldo, na canção.
Envelhecer
Arnaldo Antunes / Ortinho / Marcelo Jeneci
a coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer
a barba vai descendo e os cabelos vão caindo pra cabeça aparecer
os filhos vão crescendo e o tempo vai dizendo que agora é pra valer
os outros vão morrendo e a gente aprendendo a esquecer
não quero morrer pois quero ver como será que deve ser envelhecer
eu quero é viver pra ver qual é e dizer venha pra o que vai acontecer
eu quero que o tapete voe
no meio da sala de estar
eu quero que a panela de pressão pressione
e que a pia comece a pingar
eu quero que a sirene soe
e me faça levantar do sofá
eu quero por Rita Pavone
no ringtone do meu celular
eu quero estar no meio do ciclone
pra poder aproveitar
e quando eu esquecer meu próprio nome
que me chamem de velho gagá
pois ser eternamente adolescente nada é mais démodé
com os ralos fios de cabelo sobre a testa que não pára de crescer
não sei porque essa gente vira a cara pro presente
e esquece de aprender que felizmente ou infelizmente
sempre o tempo vai correr
não quero morrer pois quero ver como será que deve ser envelhecer
eu quero é viver pra ver qual é e dizer venha pra o que vai acontecer.
Menos vagas
Jader Barbalho candidatando-se a algum cargo majoritário, o PMDB elegeria apenas quatro representantes à Câmara Federal. Avaliação é de graduado prefeito do partido, que submete à linha de risco as reeleições de Asdrubal Bentes, Bel Mesquita e Zequinha Marinho, considerando as votações obtidas por eles na eleição passada.
Para o prefeito, as quatro candidaturas peemedebistas favoritas às vagas seriam as de Elcione Barbalho, Wladimir Costa, José Priante e Domingos Juvenil – não necessariamente nessa ordem.
Para o prefeito, as quatro candidaturas peemedebistas favoritas às vagas seriam as de Elcione Barbalho, Wladimir Costa, José Priante e Domingos Juvenil – não necessariamente nessa ordem.
Transbrasiliana, a questão
Onde parou a tentativa da deputada Bernadete ten Caten (PT) investigar o monopólio da Transbrasiliana, através da Assembléia Legislativa?
O que foi feito de concreto até agora para a manifestação da parlamentar não ficar apenas nos discursos de ocasião?
Enquanto isso, a Transabrasiliana continua maltratando os paraenses.
Quase que diariamente, ônibus das linhas intermunicipais quebram antes mesmo de sair das rodoviárias. E quando conseguem liberação, nem bem pegam as estradas, as carcaças velhas deixam seus passageiros à beira das rodovias. Às vezes, altas horas da madrugada, sob riscos de assaltos.
Outra grave denúncia enviada ao blog: a maioria dos sexagenários não consegue passagem grátis com menos de 60 dias. Há sempre a desculpa de não haver vagas disponíveis, apesar da gratuidade obrigatoriamente consignada em lei.
Os velhinhos que precisam se deslocar até Belém para tratamento de saúde, aguardam mais de dois meses para obtenção da passagem.
O que foi feito de concreto até agora para a manifestação da parlamentar não ficar apenas nos discursos de ocasião?
Enquanto isso, a Transabrasiliana continua maltratando os paraenses.
Quase que diariamente, ônibus das linhas intermunicipais quebram antes mesmo de sair das rodoviárias. E quando conseguem liberação, nem bem pegam as estradas, as carcaças velhas deixam seus passageiros à beira das rodovias. Às vezes, altas horas da madrugada, sob riscos de assaltos.
Outra grave denúncia enviada ao blog: a maioria dos sexagenários não consegue passagem grátis com menos de 60 dias. Há sempre a desculpa de não haver vagas disponíveis, apesar da gratuidade obrigatoriamente consignada em lei.
Os velhinhos que precisam se deslocar até Belém para tratamento de saúde, aguardam mais de dois meses para obtenção da passagem.
Auditoria brecada
Técnicos do Tribunal de Contas dos Municípios tentaram, inutilmente, em dezembro, auditar a secretaria de Saúde de Marabá, a pedido do Ministério Público.
Quando os auditores estiveram no prédio do órgão, coincidiu com as investigações da Polícia Federal sobre as supostas fraudes praticadas por servidores municipais na compra de medicamentos. Computadores e documentos apreendidos pela PF deram nó nas ações do TCM, que não tinha como analisar o órgão.
Devem voltar agora em janeiro.
Quando os auditores estiveram no prédio do órgão, coincidiu com as investigações da Polícia Federal sobre as supostas fraudes praticadas por servidores municipais na compra de medicamentos. Computadores e documentos apreendidos pela PF deram nó nas ações do TCM, que não tinha como analisar o órgão.
Devem voltar agora em janeiro.
Lerdo e solto
Herança deixada pelo ex-prefeito Adécimo Gomes: 86 cheques sem fundo da prefeitura de Itupiranga ainda não resgatados impossibilitam o município de operar tradicionalmente suas contas do Banco do Brasil. Todo pagamento é feito na prefeitura com dinheiro vivo já que a instituição financeira bloqueou o fornecimento de talonários de cheque.
Considerado um dos piores prefeitos que já passaram pelo município, Adécimo Gomes permanece alheio aos graves problemas cometidos e sem correr nenhum risco de investigação por parte das autoridades do judiciário.
Pelo menos até agora.
Considerado um dos piores prefeitos que já passaram pelo município, Adécimo Gomes permanece alheio aos graves problemas cometidos e sem correr nenhum risco de investigação por parte das autoridades do judiciário.
Pelo menos até agora.
domingo, janeiro 03, 2010
Maurino: “Vamos transformar Marabá num lugar ideal para se morar com dignidade”.
Maurino Magalhães concedeu entrevista ao blog dia 19 de dezembro, tratando de temas envolvendo a administração pública. Ao contrário do que se imaginava inicialmente, o prefeito de Marabá não refugou diante de temas considerados polêmicos.
A seguir, transcrição do depoimento.
Por que o seu governo não está dando certo?
Não concordo com isso. A Prefeitura de Marabá enfrenta dificuldades frente à queda dos repasses estaduais e federais que se manifestaram durante todo este ano. Nosso equívoco talvez tenha sido avançar demais na tentativa de contribuir com apelos que fez o presidente Lula, no inicio de 2009, para que os novos prefeitos evitassem demitir funcionários e tocassem o máximo possível obras em cada cidade com objetivo de ajudar a reduzir o ímpeto da crise econômica na vida dos brasileiros. Nós demos nossa contribuição nesse processo.
E por que o senhor, ao ser alertado de que estava gastando mais do que arrecadava, não tomou medidas drásticas para evitar o aprofundamento do quadro?
Nós já estamos a dois meses praticando medidas para conter gastos. Só que como vem ocorrendo em outras administrações municipais, nós também nos deparamos com diversos graus de dificuldades financeiras conjunturais causadas pela recente crise financeira. Você bem sabe disso, o poder público, depois de uma grave crise econômica mundial, é o último a se beneficiar da recuperação da economia, baseado no fato de que os efeitos do aquecimento das vendas da indústria, comércio e serviços só chegam aos cofres públicos, muito tempo depois. Desde outubro, estamos com parte de nosso orçamento anual contingenciado, isto é, deixamos de executar algumas despesas, inclusive com a paralisação de muitas obras. Mas isto não é apenas a prefeitura de Marabá que experimenta o mesmo problema, como todas as demais. O próprio Governo do Estado também vive momentos de instabilidade. O setor público reagirá somente a partir do inicio do segundo trimestre de 2010.
O senhor pode informar em qual nível de percentual foram definidos os cortes nas despesas da prefeitura?
Em outubro, determinamos suspensão de gastos definido em 20% do orçamento. Avaliação agora em janeiro das pastas de Planejamento e Fazenda poderá rever esse índice para 15%. Isto é, se entendermos estar dentro de uma margem de segurança por conta da melhora na arrecadação municipal e da preservação de recursos. Caso contrário, continuaremos com o percentual de 20% até o final de março.
Quem está sendo mais atingido, nesse processo, são os fornecedores. O que o senhor pode garantir a quem está com faturas atrasadas na prefeitura?
Posso garantir o pagamento de todos os nossos compromissos a cada fornecedor e prestador de serviço. O corte radical que estamos dando nas despesas já está permitindo quitar os débitos em atraso.
Nesse caso, seguindo o calendário da redução de gastos, a população vai demorar a ver volume de obras deslanchadas no município?
Exatamente para que isso não ocorra, foi que decidimos apertar o cinto ao máximo até o final do período invernoso. A partir dali, a população pode ter certeza de que nos quatro cantos do município construiremos obras nas áreas de infraestrutura, saúde, educação – principalmente. E posso adiantar que, das 122 obras em execução no primeiro ano de governo, exatamente 32 delas estarão sendo inauguradas nos próximos 40 dias.
A prefeitura de Marabá têm realmente um dívida impagável, com dizem algumas pessoas, principalmente seus opositores?
É bom você tocar nesse assunto, pra esclarecer uma série de inverdades circulando na cidade e tranqüilizar a população, que afinal é quem merece esclarecimentos. Nossos compromissos em atraso são encarados dentro da normalidade de quem fez todo esforço para manter aquecidas as diversas atividades do município. Tem gente que bate no peito se vangloriando de que sabe fazer gestão fiscal, e isso é muito relativo. A maioria dos que se dizem ser “bons administradores” olha apenas para o tamanho mínimo do município, esquecendo de que temos uma população pobre em todos os cantos, precisando da presença da prefeitura para estimular atividades geradoras de emprego e de renda. Enquanto eu for prefeito, priorizarei o asfalto, sim, mas priorizarei, muito mais, as pessoas menos favorecidas que necessitam sair de sua extrema pobreza para ter vida digna. Farei todo esforço para levar obras às áreas mais distantes da sede municipal, e aos bairros pobres da cidade. Outra coisa, quando esse pessoal que me faz oposição usa os meios de comunicação para alarmar que o município está quebrado, esse pessoal, a bem da verdade, torce para que isso realmente ocorra. Pra eles, que passaram mais de doze anos mandando e desmandando no município, quanto pior, melhor. Só que isto não acontecerá. As dívidas que a prefeitura tem, são demandas pequenas em relação ao potencial de nossa economia, tanto que estão sob controle e num processo seguro de quitação.
Em determinado momento do segundo semestre deste ano, corriam rumores de que a prefeitura não daria conta de pagar o salário do funcionalismo, muito menos o décimo terceiro. O senhor parece que venceu essa etapa.
Rumores, boatos, futricas, intrigas, mentiras, isso tudo é usado pela minoria gananciosa pelo poder para detratar nosso governo. Não apenas pagamos o décimo terceiro, como fecharemos o ano com os salários dos 8.333 servidores públicos municipais pagos religiosamente em dia. Melhor dizendo, fizemos esses pagamentos antecipados, sempre entre os dias 25 e 28 de cada mês que vai vencer. Agora mesmo, dia 14 de dezembro (a entrevista foi feita dia 19 de dezembro), eu repassei, antecipadamente, o duodécimo da Câmara Municipal. Na terça-feira, dia 22, pagarei o salário de dezembro dos servidores municipais, que são mais de oito mil, como já disse.
O senhor acha que os dados contábeis finais do primeiro ano de seu governo atenderão às exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal?
Não tenho nenhuma dúvida disso. Já tenho informações seguras de que todas as secretarias cumprirão suas metas fiscais exigidas, inclusive Educação e Saúde. Como ainda não terminou o ano, espero que dentro de no máximo quinze dias eu tenha em mãos os números dos percentuais cumpridos da Lei de Responsabilidade Fiscal. Levando em consideração tudo isso e outros fatores positivos, é que a prefeitura de Marabá foi incluída entre os 50 melhores municípios do país, com o prêmio outorgado ao prefeito numa cerimônia no Rio de Janeiro.
Num momento em que a maioria dos demais prefeitos estava segurando despesas para enfrentar a crise econômica com segurança, o que o seu governo fez então, em relação ao aquecimento de obras?
Realizamos obras em vários pontos do município, inclusive levando pavimentação de ruas para a zona rural, beneficiando os distritos de Capistrano de Abreu, Vila Santa Fé -, além de asfaltamento de ruas do Km 3 e do Km 11. Investimos na recuperação de cerca de 300 km de estradas vicinais, quem mora na zona rural pode comprovar isso. Reformamos escolas também, para oferecer mais segurança e conforto aos educadores e estudantes filhos de agricultores. Iniciamos nossa gestão com o firme propósito de comprovar às populações da zona rural que Marabá agora tem prefeito que se preocupa com eles, que ficaram mais de décadas esquecidos pelos administradores, principalmente pelo meu antecessor que dizia não gostar de fazer obras na zona rural pelo fato de que ali residem poucos eleitores, em comparação ao eleitorado da zona urbana. Ajudamos a aquecer o setor de transportes do município, contratando grande número de caçambas e caminhões para trabalharem em diversas obras; só este setor, beneficiou borracharias, comércio de peças. Fizemos questão de colocar garis e profissionais de serviços gerais trabalhando na limpeza urbana não apenas da área urbana, mas também em vilas e distritos, capinando ruas. Temos consciência de que isso elevou os custos da máquina pública, mas contribuímos para manter em atividade diversos segmentos que, com a crise econômica, poderiam estar parados, sem produzir emprego nem renda.
No meio da crise econômica que dominou todas as prefeituras municipais e os governos estaduais, eu poderia muito bem ter me escondido detrás da crise, cruzando os braços, mas não tive medo de fazer com que muitas atividades e segmentos de nosso município recebessem incentivos de nossa gestão com ações realizadas, principalmente nas áreas mais pobres, conforme já relatei.
Objetivando fazer caixa, gestões municipais em crise adotaram postura de cobrar com rigor contribuintes em atraso com o fisco. Como está sendo encarada essa questão pela atual administração?
No lado das receitas de arrecadação do município, a dívida ativa é um desafio, batendo na casa dos R$ 40 milhões, somente o principal. Para recuperar esses valores devidos pelos contribuintes, a Administração, com apoio da Câmara Municipal que aprovou projeto de lei instituindo o Programa de Recuperação de Crédito Fiscal, está impactando medidas para trabalhar a busca de tributos municipais em atraso. Pelo PRORECIS, o contribuinte tem desconto de 100% de juros e multas, caso pague à vista, além do incentivo de parcelamento. Essa medida resgatou, até agora, algo em torno de R$ 2 milhões. A prefeitura notificou mais de 16 mil pessoas físicas e jurídicas. Nossa expectativa é positiva quanto ao recebimento dos tributos em atraso.
Por que esse desinteresse de algumas pessoas para o pagamento de seus impostos?
Eu acho que é uma questão cultural, mas precisamos manter constante trabalho de cobrança. Enquanto o contribuinte não tiver a sensação de risco – como costuma dizer o nosso secretário Karam (Karam El Hajjar, secretário de Gestão Fazendária) -, ele se comportará dessa forma, deixando de cumprir com suas obrigações para com o fisco municipal. A partir de nosso governo, cobrar impostos municipais será uma rotina dentro da secretaria de Fazenda, fazendo com que parte das pessoas tenha a sensação de risco de que se não quitarem seus débitos, seja ISS, IPTU, etc., terão seus nomes inclusos na dívida ativa com as consequencias negativas que isso representa.
O senhor é acusado da prática de clientelismo, supostamente por torrar recursos destinados a entidades religiosas e a outras áreas onde não fica evidenciado o interesse público.
Pelos meus opositores, eu sou acusado de tudo. A difamação é um tipo de comportamento que a civilização carrega desde seu surgimento, nada posso fazer para impedir que isso ocorra. Mas isto não é dirigido apenas à minha pessoa. Todo dia a gente se depara com o presidente Lula recebendo pancadas de seus opositores, que o acusam, também, de clientelista. Todo administrador que se volta para as classes menos favorecidas, recebe essa denominação, que normalmente parte de alguém que nunca soube o que é passar fome, que nunca foi acudido, alta hora da madrugada, entre a vida e morte, por falta de assistência. E eu tenho consciência de que serei sempre acusado de clientelista.
O senhor entende isso como preconceito?
Sim! Ou há outra explicação? Olha, eu sou de origem pobre, muito pobre. Quem vem lá debaixo, bem do fundo mesmo (da pirâmide social), jamais será reconhecido plenamente pela visão imperial de quem se diz doutor, de quem se acha superior a tudo. Quem me faz oposição não se conforma em ter perdido a eleição para um peão semi-alfabetizado, que começou a estudar já adulto, e que foi aclamado pelo voto popular, derrotando dois representantes do poder maior do Estado, a prefeitura e o governo do Estado. Esse grupinho aí jamais aceitará a liderança de alguém que eles chamam de analfabeto e que já foi braçal, derrubador de juquira, capinador de mato, roceiro, com muito orgulho. Por que foi assim, com uma enxada e facão na mão, que eu ajudei a sustentar minha família. Alguns doutores, não quero generalizar, até porque não generalizo nenhuma opinião, aqueles que se acham com “rei na barriga”, esses estão entalados até hoje com a surra que levaram nas urnas.
Quando fala em seus opositores, o senhor os idêntica apenas na elite marabaense ou em outras camadas da população?
Não, não! Nada de “elite marabaense”. Pra mim não existe esse negócio de elite. Há pessoas nas camadas superiores da sociedade que não tem humildade, malmente falam com seus próprios amigos quando cruzam com eles na rua; falar com pobre, então, é um sacrilégio, pra eles. Naquilo que você chama de “elite marabaense”, sou bem tratado, entendido como o prefeito eleito pelo voto do povo do município. E é bom que se diga, muito antes de ser prefeito, eu já vinha exercendo minha liderança por onde passei. Ainda na zona rural, onde eu era roceiro, fui conduzido à diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, bem jovem. Criei a Associação dos Moradores de Murumuru e Morada Nova, tendo como orientadora a Adelina Braglia, que foi vereadora e vice-prefeita de Marabá. Quando me elegi vereador pela primeira vez, em 1988, não obtive nenhum voto na zona urbana do município. Fui conduzido à Câmara Municipal pelos eleitores residentes na zona rural.
O senhor admite que a oposição está torcendo pelo atravancamento do desenvolvimento de Marabá?
Procure analisar o que foi a eleição de 2008. Antes de iniciar o processo, o ex-prefeito jamais imaginaria que o poder saísse das mãos dele, montado na falta de humildade que o sempre caracterizou e na certeza de que elegeria até um poste, como diziam seus próprios correligionários. Quando a Justiça Eleitoral contou os votos e constatou que a população queria o município em outras mãos, o meu antecessor e seu candidato (deputado João Salame) custaram a acreditar no que havia acontecido. Foi como se o céu desabasse sobre suas cabeças. Quem conversa com os dois, até hoje sente que eles não absorveram o recado das urnas, razão maior de ambos estarem à frente da denúncia formalizada à Justiça pedindo a devolução de meu mandato, conquistado limpamente nas urnas e com expressiva vantagem sobre os demais candidatos. A sede pelo poder é terrível, altera personalidades, e faz com que alguns, no limite da ambição, não queiram esperar pela próxima eleição. Para essas pessoas, pouco importa se uma briga na Justiça, pelo impedimento do mandato outorgado pelo voto popular, irá parar o desenvolvimento da cidade. Isso não importa. Em meus vinte e cinco anos de vida pública, ninguém, ninguém mesmo, jamais me acusará de ter praticado um ato sequer, ou ensaiado qualquer tipo de movimentação para desestabilizar o mandato de prefeitos. E olha que eu tive o poder de presidir por duas vezes a Câmara Municipal, com toda a potencialidade que este poder oferece para atrapalhar o titular de uma prefeitura, mas nunca fugi de minha responsabilidade de colocar os interesses da cidade acima de tudo. Sempre achei que se um dia eu tivesse de ser prefeito de Marabá, seria pelos desígnios de Deus e pela vontade popular. Jamais querendo atropelar a História e o trabalho dos diversos prefeitos. Se quiserem saber se isso é verdade, basta perguntar aos ex-prefeitos Nagib Mutran Neto, Haroldo Bezerra, Geraldo Veloso e ao próprio Tiao Miranda.
O senhor é criticado, inclusive por mim, por manter o hábito de sempre evocar de público a palavra de Deus, mesmo em solenidades administrativas em que o caráter laico do Estado, protegido pela Constituição, deveria ser obedecido. Esse comportamento seu é indispensável?
A questão não é essa. Eu apenas ajo dentro da formação que me foi dada pelos meus pais. Nossa família foi educada dessa forma, respeitando Deus, evocando a sua presença acima de tudo e de todos. E eu não sei por que isso incomoda algumas pessoas, inclusive a você mesmo como um dos críticos! Citar a palavra de Jesus em pequenos trechos de meus discursos, é uma forma de mostrar minha fé ilimitada em Deus. Eu estou apenas repetindo aquilo que faço todo dia, em casa, visitando amigos, no próprio culto. Eu prezo minha fé e acho que devo passar isso para meus semelhantes, já que nenhum mal faz a ninguém, ao contrário, só ajuda a todos.
Muitas pessoas acreditam que esse seu hábito tem como objetivo impor a crença evangélica em contraponto às demais religiões.
Muita tolice imaginar esse negócio de impor religião. Eu, particularmente, respeito todas as religiões. Desde quando me propus espalhar a palavra de Deus, por onde fosse, sou desse jeito. A fé não deixa base para dúvida. É algo feito de maneira a não temer o fracasso. Pois este temor ou medo de dar errado pode resultar em um desastre. Às vezes somos rodeados por dúvidas mediante situações que o Senhor nos conduz. Se duvidarmos, certamente, conheceremos o fracasso. Costumo dizer que fé não é uma atitude desprovida de revelação de nosso Deus. Não é sair fazendo coisas sem nenhum conhecimento e dizer fiz pela fé. Só gostaria que as pessoas entendessem e respeitassem meu jeito de ser. Tenho certeza que falar de Deus, não faz mal a ninguém.
Qual a sua expectativa em relação à Ação de Investigação Judicial Eleitoral que o PPS formalizou pedindo a cassação do seu mandato e do vice, Nagilson Amoury.
Já me manifestei por diversas vezes na imprensa a respeito dessa denúncia. Reafirmo estar tranqüilo em relação a isso, e que aguardo com equilíbrio a decisão da Justiça Eleitoral.
Prefeito, entre os principais auxiliares da governadora, a expectativa é grande para saber qual a posição que o senhor tomará na eleição de 2010 em relação a apoio ou não ao projeto de reeleição da governadora. Afinal de contas, quem receberá seu apoio?
Ainda não tenho nenhuma posição definida quanto a essa questão. No atual estágio em que se encontra o município de Marabá, precisamos ter governantes comprometidos com os grandes projetos de desenvolvimento da região. Não apenas comprometidos, mas provando no dia a dia com a liberação de recursos destinados a reduzir as demandas sociais e urbanas que nos atormentam. A nossa querida governadora, apenas como exemplo, até agora não assinou nenhum convênio significativo com a prefeitura. Para se ter um discurso favorável à reeleição dela, precisamos mostrar os investimentos do governo do Estado aqui na cidade, provar que ela é uma parceira da prefeitura através dos convênios comprometidos. Precisamos da marca do governo do Estado nos ajudando a pavimentar ruas, construindo escolas de ensino médio, enfim, arregaçando as mangas para ajudar a diminuir os impactos negativos dos grandes projetos anunciados para a cidade – inclusive a siderúrgica da Vale, que já começou a atrair pessoas de outros municípios apenas com a divulgação do projeto.
O senhor tem algum tipo de obra que sonha em fazer em Marabá?
Não apenas uma. Tenho na cabeça várias obras idealizadas, e que se eu conseguir recursos para executá-las, me darei por realizado como administrador.
Quais são essas obras?
Com a ajuda de Deus, estou trabalhando para viabilizar recursos para interligar a rua 7 de Junho à rotatória da Transamazônica, fazendo outro aterro paralela ao atual que liga a rotatória da Transamazônica aq Velha Marabá.
Ainda no rol dos sonhos de uma administração que quer mesmo preparar Marabá para os grandes projetos siderúrgicos em fase de implantação, precisamos alargar a Avenida das Mangueiras, que a administração passada construiu paralela ao rio Tocantins, sem se preocupar com o lado humano da cidade. Feita no afogadilho pré-eleitoral, o ex-prefeito fez uma avenida para grande fluxo de veículos sem se preocupar com o transito de bicicletas e o direito de ir e vir dos pedestres, que ficaram sem espaço para andar. Ali já ocorreram diversos acidentes atingindo pessoas desavisadas, que andam na pista por não ter espaço para protegê-las dos veículos. Esse conjunto de obras de infraestrutura resolveria o fluxo engasgado do tráfego de veículos nos três sentidos, além de modernizar o próprio setor urbano da cidade, cada dia mais entupido de carros.
E a duplicação da Pa-150, do Km 6 a ponte sobre o Tocantins, está nesse rol de sonhos possíveis?
Vou chegar lá! Claro que está. Você já deve ter observado a nossa preocupação em viabilizar pequenas obras voltadas à promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiências ou com mobilidade reduzida. Além de estarmos processando o cumprimento de uma lei sancionado pelo Presidente da República, a construção de calçadas sem declives tem que ser feita nos diversos cantos do município, não apenas na cidade. Eu sonho com isso, acho que faz parte da natureza humana, principalmente do administrador público, tratar com cuidado nossos deficientes, oferecendo a eles condição para utilização dos espaços com segurança e autonomia.Quanto a duplicação da Pa-150, que a partir de janeiro deixará de receber essa denominação depois que a rodovia foi federalizada, no trecho Marabá a Redenção, eu já luto por isso desde quando assumi por cinco meses, interinamente, a prefeitura. Já existe projeto no DNIT e o pedido de recursos para viabilizar a obra, que, se liberados pelo governo federal, será duplicada não apenas até a ponte sobre o rio Tocantins, mas até o bairro de Morada Nova, numa extensão de mais doze quilômetros. A duplicação daquele trecho da PA-150 envolve recursos da ordem de R$ 250 milhões. Vamos continuar articulando contatos para que o pleito seja logo aprovado.
Quais as chances dessa grana ser liberada pelo governo?
São grandes, e eu acredito que as primeiras liberações ocorram até final de maio, antes de iniciar o período eleitoral. Mas tenho outro sonho que é urbanizar a área total da Grota Criminosa, igarapé que corre por toda a Nova Marabá e parte da Velha Marabá, desaguando no rio Itacaiúnas. O projeto dessa obra inclui saneamento, proteção contra assoreamento e pavimentação das ruas que seguem a grota, num total de R$ 50 milhões. Para o bairro de São Félix, do outro lado do rio Tocantins, sonho em construir um muro de proteção, um cais de arrimo, em grande parte da área habitada, possibilitando a criação de uma orla urbanizada. O projeto envolve o total de R$ 40 milhões. Todas essas obras já estão com pedido de recursos em Brasília.
Qual a previsão para entregar as obras de duplicação da Transamazônica e da ponte sobre o Itacaiunas?
O andamento das duas obras segue seu cronograma normal. A duplicação da ponte até com seu planejamento adiantado. Meu desejo é inaugurar a segunda ponte dia 5 de abril, e a equipe técnica à frente do Consórcio Egesa/CMT tem feito todo esforço para atender a esse nosso pedido. Vamos torcer para o período chuvoso não pregar alguma surpresa negativa, prejudicando o ritmo dos trabalhos.
O senhor acredita terminar o seu mandato assinando uma grande administração pública em favor do desenvolvimento de Marabá.
Acredito. Temos potencial pra isso, e força de trabalho. Não apenas olhando o desenvolvimento pleno do município, mas oferecendo melhor qualidade de vida às nossas comunidades das zonas urbana e rural. É pra elas que queremos fazer um grande governo, independente dos esforços que um pequeno grupo faz para atrapalhar esse desenvolvimento. Apesar da torcida contrária dessa gente, vamos transformar Marabá num lugar ideal para se morar com dignidade.
A seguir, transcrição do depoimento.
Por que o seu governo não está dando certo?
Não concordo com isso. A Prefeitura de Marabá enfrenta dificuldades frente à queda dos repasses estaduais e federais que se manifestaram durante todo este ano. Nosso equívoco talvez tenha sido avançar demais na tentativa de contribuir com apelos que fez o presidente Lula, no inicio de 2009, para que os novos prefeitos evitassem demitir funcionários e tocassem o máximo possível obras em cada cidade com objetivo de ajudar a reduzir o ímpeto da crise econômica na vida dos brasileiros. Nós demos nossa contribuição nesse processo.
E por que o senhor, ao ser alertado de que estava gastando mais do que arrecadava, não tomou medidas drásticas para evitar o aprofundamento do quadro?
Nós já estamos a dois meses praticando medidas para conter gastos. Só que como vem ocorrendo em outras administrações municipais, nós também nos deparamos com diversos graus de dificuldades financeiras conjunturais causadas pela recente crise financeira. Você bem sabe disso, o poder público, depois de uma grave crise econômica mundial, é o último a se beneficiar da recuperação da economia, baseado no fato de que os efeitos do aquecimento das vendas da indústria, comércio e serviços só chegam aos cofres públicos, muito tempo depois. Desde outubro, estamos com parte de nosso orçamento anual contingenciado, isto é, deixamos de executar algumas despesas, inclusive com a paralisação de muitas obras. Mas isto não é apenas a prefeitura de Marabá que experimenta o mesmo problema, como todas as demais. O próprio Governo do Estado também vive momentos de instabilidade. O setor público reagirá somente a partir do inicio do segundo trimestre de 2010.
O senhor pode informar em qual nível de percentual foram definidos os cortes nas despesas da prefeitura?
Em outubro, determinamos suspensão de gastos definido em 20% do orçamento. Avaliação agora em janeiro das pastas de Planejamento e Fazenda poderá rever esse índice para 15%. Isto é, se entendermos estar dentro de uma margem de segurança por conta da melhora na arrecadação municipal e da preservação de recursos. Caso contrário, continuaremos com o percentual de 20% até o final de março.
Quem está sendo mais atingido, nesse processo, são os fornecedores. O que o senhor pode garantir a quem está com faturas atrasadas na prefeitura?
Posso garantir o pagamento de todos os nossos compromissos a cada fornecedor e prestador de serviço. O corte radical que estamos dando nas despesas já está permitindo quitar os débitos em atraso.
Nesse caso, seguindo o calendário da redução de gastos, a população vai demorar a ver volume de obras deslanchadas no município?
Exatamente para que isso não ocorra, foi que decidimos apertar o cinto ao máximo até o final do período invernoso. A partir dali, a população pode ter certeza de que nos quatro cantos do município construiremos obras nas áreas de infraestrutura, saúde, educação – principalmente. E posso adiantar que, das 122 obras em execução no primeiro ano de governo, exatamente 32 delas estarão sendo inauguradas nos próximos 40 dias.
A prefeitura de Marabá têm realmente um dívida impagável, com dizem algumas pessoas, principalmente seus opositores?
É bom você tocar nesse assunto, pra esclarecer uma série de inverdades circulando na cidade e tranqüilizar a população, que afinal é quem merece esclarecimentos. Nossos compromissos em atraso são encarados dentro da normalidade de quem fez todo esforço para manter aquecidas as diversas atividades do município. Tem gente que bate no peito se vangloriando de que sabe fazer gestão fiscal, e isso é muito relativo. A maioria dos que se dizem ser “bons administradores” olha apenas para o tamanho mínimo do município, esquecendo de que temos uma população pobre em todos os cantos, precisando da presença da prefeitura para estimular atividades geradoras de emprego e de renda. Enquanto eu for prefeito, priorizarei o asfalto, sim, mas priorizarei, muito mais, as pessoas menos favorecidas que necessitam sair de sua extrema pobreza para ter vida digna. Farei todo esforço para levar obras às áreas mais distantes da sede municipal, e aos bairros pobres da cidade. Outra coisa, quando esse pessoal que me faz oposição usa os meios de comunicação para alarmar que o município está quebrado, esse pessoal, a bem da verdade, torce para que isso realmente ocorra. Pra eles, que passaram mais de doze anos mandando e desmandando no município, quanto pior, melhor. Só que isto não acontecerá. As dívidas que a prefeitura tem, são demandas pequenas em relação ao potencial de nossa economia, tanto que estão sob controle e num processo seguro de quitação.
Em determinado momento do segundo semestre deste ano, corriam rumores de que a prefeitura não daria conta de pagar o salário do funcionalismo, muito menos o décimo terceiro. O senhor parece que venceu essa etapa.
Rumores, boatos, futricas, intrigas, mentiras, isso tudo é usado pela minoria gananciosa pelo poder para detratar nosso governo. Não apenas pagamos o décimo terceiro, como fecharemos o ano com os salários dos 8.333 servidores públicos municipais pagos religiosamente em dia. Melhor dizendo, fizemos esses pagamentos antecipados, sempre entre os dias 25 e 28 de cada mês que vai vencer. Agora mesmo, dia 14 de dezembro (a entrevista foi feita dia 19 de dezembro), eu repassei, antecipadamente, o duodécimo da Câmara Municipal. Na terça-feira, dia 22, pagarei o salário de dezembro dos servidores municipais, que são mais de oito mil, como já disse.
O senhor acha que os dados contábeis finais do primeiro ano de seu governo atenderão às exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal?
Não tenho nenhuma dúvida disso. Já tenho informações seguras de que todas as secretarias cumprirão suas metas fiscais exigidas, inclusive Educação e Saúde. Como ainda não terminou o ano, espero que dentro de no máximo quinze dias eu tenha em mãos os números dos percentuais cumpridos da Lei de Responsabilidade Fiscal. Levando em consideração tudo isso e outros fatores positivos, é que a prefeitura de Marabá foi incluída entre os 50 melhores municípios do país, com o prêmio outorgado ao prefeito numa cerimônia no Rio de Janeiro.
Num momento em que a maioria dos demais prefeitos estava segurando despesas para enfrentar a crise econômica com segurança, o que o seu governo fez então, em relação ao aquecimento de obras?
Realizamos obras em vários pontos do município, inclusive levando pavimentação de ruas para a zona rural, beneficiando os distritos de Capistrano de Abreu, Vila Santa Fé -, além de asfaltamento de ruas do Km 3 e do Km 11. Investimos na recuperação de cerca de 300 km de estradas vicinais, quem mora na zona rural pode comprovar isso. Reformamos escolas também, para oferecer mais segurança e conforto aos educadores e estudantes filhos de agricultores. Iniciamos nossa gestão com o firme propósito de comprovar às populações da zona rural que Marabá agora tem prefeito que se preocupa com eles, que ficaram mais de décadas esquecidos pelos administradores, principalmente pelo meu antecessor que dizia não gostar de fazer obras na zona rural pelo fato de que ali residem poucos eleitores, em comparação ao eleitorado da zona urbana. Ajudamos a aquecer o setor de transportes do município, contratando grande número de caçambas e caminhões para trabalharem em diversas obras; só este setor, beneficiou borracharias, comércio de peças. Fizemos questão de colocar garis e profissionais de serviços gerais trabalhando na limpeza urbana não apenas da área urbana, mas também em vilas e distritos, capinando ruas. Temos consciência de que isso elevou os custos da máquina pública, mas contribuímos para manter em atividade diversos segmentos que, com a crise econômica, poderiam estar parados, sem produzir emprego nem renda.
No meio da crise econômica que dominou todas as prefeituras municipais e os governos estaduais, eu poderia muito bem ter me escondido detrás da crise, cruzando os braços, mas não tive medo de fazer com que muitas atividades e segmentos de nosso município recebessem incentivos de nossa gestão com ações realizadas, principalmente nas áreas mais pobres, conforme já relatei.
Objetivando fazer caixa, gestões municipais em crise adotaram postura de cobrar com rigor contribuintes em atraso com o fisco. Como está sendo encarada essa questão pela atual administração?
No lado das receitas de arrecadação do município, a dívida ativa é um desafio, batendo na casa dos R$ 40 milhões, somente o principal. Para recuperar esses valores devidos pelos contribuintes, a Administração, com apoio da Câmara Municipal que aprovou projeto de lei instituindo o Programa de Recuperação de Crédito Fiscal, está impactando medidas para trabalhar a busca de tributos municipais em atraso. Pelo PRORECIS, o contribuinte tem desconto de 100% de juros e multas, caso pague à vista, além do incentivo de parcelamento. Essa medida resgatou, até agora, algo em torno de R$ 2 milhões. A prefeitura notificou mais de 16 mil pessoas físicas e jurídicas. Nossa expectativa é positiva quanto ao recebimento dos tributos em atraso.
Por que esse desinteresse de algumas pessoas para o pagamento de seus impostos?
Eu acho que é uma questão cultural, mas precisamos manter constante trabalho de cobrança. Enquanto o contribuinte não tiver a sensação de risco – como costuma dizer o nosso secretário Karam (Karam El Hajjar, secretário de Gestão Fazendária) -, ele se comportará dessa forma, deixando de cumprir com suas obrigações para com o fisco municipal. A partir de nosso governo, cobrar impostos municipais será uma rotina dentro da secretaria de Fazenda, fazendo com que parte das pessoas tenha a sensação de risco de que se não quitarem seus débitos, seja ISS, IPTU, etc., terão seus nomes inclusos na dívida ativa com as consequencias negativas que isso representa.
O senhor é acusado da prática de clientelismo, supostamente por torrar recursos destinados a entidades religiosas e a outras áreas onde não fica evidenciado o interesse público.
Pelos meus opositores, eu sou acusado de tudo. A difamação é um tipo de comportamento que a civilização carrega desde seu surgimento, nada posso fazer para impedir que isso ocorra. Mas isto não é dirigido apenas à minha pessoa. Todo dia a gente se depara com o presidente Lula recebendo pancadas de seus opositores, que o acusam, também, de clientelista. Todo administrador que se volta para as classes menos favorecidas, recebe essa denominação, que normalmente parte de alguém que nunca soube o que é passar fome, que nunca foi acudido, alta hora da madrugada, entre a vida e morte, por falta de assistência. E eu tenho consciência de que serei sempre acusado de clientelista.
O senhor entende isso como preconceito?
Sim! Ou há outra explicação? Olha, eu sou de origem pobre, muito pobre. Quem vem lá debaixo, bem do fundo mesmo (da pirâmide social), jamais será reconhecido plenamente pela visão imperial de quem se diz doutor, de quem se acha superior a tudo. Quem me faz oposição não se conforma em ter perdido a eleição para um peão semi-alfabetizado, que começou a estudar já adulto, e que foi aclamado pelo voto popular, derrotando dois representantes do poder maior do Estado, a prefeitura e o governo do Estado. Esse grupinho aí jamais aceitará a liderança de alguém que eles chamam de analfabeto e que já foi braçal, derrubador de juquira, capinador de mato, roceiro, com muito orgulho. Por que foi assim, com uma enxada e facão na mão, que eu ajudei a sustentar minha família. Alguns doutores, não quero generalizar, até porque não generalizo nenhuma opinião, aqueles que se acham com “rei na barriga”, esses estão entalados até hoje com a surra que levaram nas urnas.
Quando fala em seus opositores, o senhor os idêntica apenas na elite marabaense ou em outras camadas da população?
Não, não! Nada de “elite marabaense”. Pra mim não existe esse negócio de elite. Há pessoas nas camadas superiores da sociedade que não tem humildade, malmente falam com seus próprios amigos quando cruzam com eles na rua; falar com pobre, então, é um sacrilégio, pra eles. Naquilo que você chama de “elite marabaense”, sou bem tratado, entendido como o prefeito eleito pelo voto do povo do município. E é bom que se diga, muito antes de ser prefeito, eu já vinha exercendo minha liderança por onde passei. Ainda na zona rural, onde eu era roceiro, fui conduzido à diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, bem jovem. Criei a Associação dos Moradores de Murumuru e Morada Nova, tendo como orientadora a Adelina Braglia, que foi vereadora e vice-prefeita de Marabá. Quando me elegi vereador pela primeira vez, em 1988, não obtive nenhum voto na zona urbana do município. Fui conduzido à Câmara Municipal pelos eleitores residentes na zona rural.
O senhor admite que a oposição está torcendo pelo atravancamento do desenvolvimento de Marabá?
Procure analisar o que foi a eleição de 2008. Antes de iniciar o processo, o ex-prefeito jamais imaginaria que o poder saísse das mãos dele, montado na falta de humildade que o sempre caracterizou e na certeza de que elegeria até um poste, como diziam seus próprios correligionários. Quando a Justiça Eleitoral contou os votos e constatou que a população queria o município em outras mãos, o meu antecessor e seu candidato (deputado João Salame) custaram a acreditar no que havia acontecido. Foi como se o céu desabasse sobre suas cabeças. Quem conversa com os dois, até hoje sente que eles não absorveram o recado das urnas, razão maior de ambos estarem à frente da denúncia formalizada à Justiça pedindo a devolução de meu mandato, conquistado limpamente nas urnas e com expressiva vantagem sobre os demais candidatos. A sede pelo poder é terrível, altera personalidades, e faz com que alguns, no limite da ambição, não queiram esperar pela próxima eleição. Para essas pessoas, pouco importa se uma briga na Justiça, pelo impedimento do mandato outorgado pelo voto popular, irá parar o desenvolvimento da cidade. Isso não importa. Em meus vinte e cinco anos de vida pública, ninguém, ninguém mesmo, jamais me acusará de ter praticado um ato sequer, ou ensaiado qualquer tipo de movimentação para desestabilizar o mandato de prefeitos. E olha que eu tive o poder de presidir por duas vezes a Câmara Municipal, com toda a potencialidade que este poder oferece para atrapalhar o titular de uma prefeitura, mas nunca fugi de minha responsabilidade de colocar os interesses da cidade acima de tudo. Sempre achei que se um dia eu tivesse de ser prefeito de Marabá, seria pelos desígnios de Deus e pela vontade popular. Jamais querendo atropelar a História e o trabalho dos diversos prefeitos. Se quiserem saber se isso é verdade, basta perguntar aos ex-prefeitos Nagib Mutran Neto, Haroldo Bezerra, Geraldo Veloso e ao próprio Tiao Miranda.
O senhor é criticado, inclusive por mim, por manter o hábito de sempre evocar de público a palavra de Deus, mesmo em solenidades administrativas em que o caráter laico do Estado, protegido pela Constituição, deveria ser obedecido. Esse comportamento seu é indispensável?
A questão não é essa. Eu apenas ajo dentro da formação que me foi dada pelos meus pais. Nossa família foi educada dessa forma, respeitando Deus, evocando a sua presença acima de tudo e de todos. E eu não sei por que isso incomoda algumas pessoas, inclusive a você mesmo como um dos críticos! Citar a palavra de Jesus em pequenos trechos de meus discursos, é uma forma de mostrar minha fé ilimitada em Deus. Eu estou apenas repetindo aquilo que faço todo dia, em casa, visitando amigos, no próprio culto. Eu prezo minha fé e acho que devo passar isso para meus semelhantes, já que nenhum mal faz a ninguém, ao contrário, só ajuda a todos.
Muitas pessoas acreditam que esse seu hábito tem como objetivo impor a crença evangélica em contraponto às demais religiões.
Muita tolice imaginar esse negócio de impor religião. Eu, particularmente, respeito todas as religiões. Desde quando me propus espalhar a palavra de Deus, por onde fosse, sou desse jeito. A fé não deixa base para dúvida. É algo feito de maneira a não temer o fracasso. Pois este temor ou medo de dar errado pode resultar em um desastre. Às vezes somos rodeados por dúvidas mediante situações que o Senhor nos conduz. Se duvidarmos, certamente, conheceremos o fracasso. Costumo dizer que fé não é uma atitude desprovida de revelação de nosso Deus. Não é sair fazendo coisas sem nenhum conhecimento e dizer fiz pela fé. Só gostaria que as pessoas entendessem e respeitassem meu jeito de ser. Tenho certeza que falar de Deus, não faz mal a ninguém.
Qual a sua expectativa em relação à Ação de Investigação Judicial Eleitoral que o PPS formalizou pedindo a cassação do seu mandato e do vice, Nagilson Amoury.
Já me manifestei por diversas vezes na imprensa a respeito dessa denúncia. Reafirmo estar tranqüilo em relação a isso, e que aguardo com equilíbrio a decisão da Justiça Eleitoral.
Prefeito, entre os principais auxiliares da governadora, a expectativa é grande para saber qual a posição que o senhor tomará na eleição de 2010 em relação a apoio ou não ao projeto de reeleição da governadora. Afinal de contas, quem receberá seu apoio?
Ainda não tenho nenhuma posição definida quanto a essa questão. No atual estágio em que se encontra o município de Marabá, precisamos ter governantes comprometidos com os grandes projetos de desenvolvimento da região. Não apenas comprometidos, mas provando no dia a dia com a liberação de recursos destinados a reduzir as demandas sociais e urbanas que nos atormentam. A nossa querida governadora, apenas como exemplo, até agora não assinou nenhum convênio significativo com a prefeitura. Para se ter um discurso favorável à reeleição dela, precisamos mostrar os investimentos do governo do Estado aqui na cidade, provar que ela é uma parceira da prefeitura através dos convênios comprometidos. Precisamos da marca do governo do Estado nos ajudando a pavimentar ruas, construindo escolas de ensino médio, enfim, arregaçando as mangas para ajudar a diminuir os impactos negativos dos grandes projetos anunciados para a cidade – inclusive a siderúrgica da Vale, que já começou a atrair pessoas de outros municípios apenas com a divulgação do projeto.
O senhor tem algum tipo de obra que sonha em fazer em Marabá?
Não apenas uma. Tenho na cabeça várias obras idealizadas, e que se eu conseguir recursos para executá-las, me darei por realizado como administrador.
Quais são essas obras?
Com a ajuda de Deus, estou trabalhando para viabilizar recursos para interligar a rua 7 de Junho à rotatória da Transamazônica, fazendo outro aterro paralela ao atual que liga a rotatória da Transamazônica aq Velha Marabá.
Ainda no rol dos sonhos de uma administração que quer mesmo preparar Marabá para os grandes projetos siderúrgicos em fase de implantação, precisamos alargar a Avenida das Mangueiras, que a administração passada construiu paralela ao rio Tocantins, sem se preocupar com o lado humano da cidade. Feita no afogadilho pré-eleitoral, o ex-prefeito fez uma avenida para grande fluxo de veículos sem se preocupar com o transito de bicicletas e o direito de ir e vir dos pedestres, que ficaram sem espaço para andar. Ali já ocorreram diversos acidentes atingindo pessoas desavisadas, que andam na pista por não ter espaço para protegê-las dos veículos. Esse conjunto de obras de infraestrutura resolveria o fluxo engasgado do tráfego de veículos nos três sentidos, além de modernizar o próprio setor urbano da cidade, cada dia mais entupido de carros.
E a duplicação da Pa-150, do Km 6 a ponte sobre o Tocantins, está nesse rol de sonhos possíveis?
Vou chegar lá! Claro que está. Você já deve ter observado a nossa preocupação em viabilizar pequenas obras voltadas à promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiências ou com mobilidade reduzida. Além de estarmos processando o cumprimento de uma lei sancionado pelo Presidente da República, a construção de calçadas sem declives tem que ser feita nos diversos cantos do município, não apenas na cidade. Eu sonho com isso, acho que faz parte da natureza humana, principalmente do administrador público, tratar com cuidado nossos deficientes, oferecendo a eles condição para utilização dos espaços com segurança e autonomia.Quanto a duplicação da Pa-150, que a partir de janeiro deixará de receber essa denominação depois que a rodovia foi federalizada, no trecho Marabá a Redenção, eu já luto por isso desde quando assumi por cinco meses, interinamente, a prefeitura. Já existe projeto no DNIT e o pedido de recursos para viabilizar a obra, que, se liberados pelo governo federal, será duplicada não apenas até a ponte sobre o rio Tocantins, mas até o bairro de Morada Nova, numa extensão de mais doze quilômetros. A duplicação daquele trecho da PA-150 envolve recursos da ordem de R$ 250 milhões. Vamos continuar articulando contatos para que o pleito seja logo aprovado.
Quais as chances dessa grana ser liberada pelo governo?
São grandes, e eu acredito que as primeiras liberações ocorram até final de maio, antes de iniciar o período eleitoral. Mas tenho outro sonho que é urbanizar a área total da Grota Criminosa, igarapé que corre por toda a Nova Marabá e parte da Velha Marabá, desaguando no rio Itacaiúnas. O projeto dessa obra inclui saneamento, proteção contra assoreamento e pavimentação das ruas que seguem a grota, num total de R$ 50 milhões. Para o bairro de São Félix, do outro lado do rio Tocantins, sonho em construir um muro de proteção, um cais de arrimo, em grande parte da área habitada, possibilitando a criação de uma orla urbanizada. O projeto envolve o total de R$ 40 milhões. Todas essas obras já estão com pedido de recursos em Brasília.
Qual a previsão para entregar as obras de duplicação da Transamazônica e da ponte sobre o Itacaiunas?
O andamento das duas obras segue seu cronograma normal. A duplicação da ponte até com seu planejamento adiantado. Meu desejo é inaugurar a segunda ponte dia 5 de abril, e a equipe técnica à frente do Consórcio Egesa/CMT tem feito todo esforço para atender a esse nosso pedido. Vamos torcer para o período chuvoso não pregar alguma surpresa negativa, prejudicando o ritmo dos trabalhos.
O senhor acredita terminar o seu mandato assinando uma grande administração pública em favor do desenvolvimento de Marabá.
Acredito. Temos potencial pra isso, e força de trabalho. Não apenas olhando o desenvolvimento pleno do município, mas oferecendo melhor qualidade de vida às nossas comunidades das zonas urbana e rural. É pra elas que queremos fazer um grande governo, independente dos esforços que um pequeno grupo faz para atrapalhar esse desenvolvimento. Apesar da torcida contrária dessa gente, vamos transformar Marabá num lugar ideal para se morar com dignidade.
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