sábado, dezembro 15, 2007

Suburbano coração

Som intimista tateado de percussão que nem Chico faria melhor, ouvir Mônica Salmaso faz um quê de diferença. Há um jeito novo de (ouvir) música. Cadência. Ritmo. Balanço.

Uma batida de voz ferminina no meio do samba ou da canção. Que nem O Velho Francisco diferente, bem diferente, na voz de Salmaso.

Li jornal
Bula e prefácio
Freqüentei palácio
Sem fazer feio
Vida veio
E me levou




No “sebo”, ineditismo
Ouvir CDs em lojas de sebo é uma delicia. Ficar horas a fio, tira e bota, repete a mesma faixa, ler ficha técnica, relíquias diante dos olhos (e ouvidos) como uma dose energizante de alma.

Bem verdade que as lojas de sebo dos tempos atuais não são como aquelas do vinil. Perderam o charme, a chiadeira gostosa das faixas do LP riscado. Mas não deixam de passar a mágica sensação de se escutar o que por muito tempo ficou pra trás e que, de repente, vira coisa inédita, como se fosse a primeira vez sua execução.

Na pressa, já aconteceu do pôster quebrar a cara levando pra casa cheiro de fossa. E sentir-se mal, ouvindo na calmaria doméstica, descobrir tratar-se de verdadeiro trash. Na mesma hora a ‘coisa’ vai pro mato – porque o jogo não é de campeonato. Não serve nem pra presentear.

Se o disco é muito ruim, você está fazendo mal de dar aquilo para uma pessoa. É como dar veneno. E olha que 90% da música produzida hoje - samba, rock, pagode, pop, sertanejo -, pode envenenar. Mas isso é normal. É uma depuração. Se tem uma boa produção de samba, há sempre também uma grande mediocridade. Coisa copiada, porcaria feita por gente que nem é do ramo.

E em todos os gêneros acontece isso. Não são criminosos, só estão na profissão errada.

Tocando em frente
Dia desses, deparamos com uma relíquia de deixar arrepios em todo o corpo. O primeiro LP de Renato Teixeira, santista criado em Taubaté, descoberto por Elis Regina -, entre tantos outros que ela revelou, inclusive João Bosco.

A Pimentinha (apelido carinhoso da mãe de Maria Rita) não errava. Ela enxergou nele um autor que sabia, como poucos, retratar a verdadeira alma do homem do campo, ao mesmo tempo em que estava conectado com o urbano.

O primeiro trabalho de Renato é irrepreensível. Estão, entre outras belíssimas canções de lançamento do compositor, Amora, Amizade Sincera, Um Violeiro Toca e Cavalo Bravo.

Tocando Em Frente, não. Tocando foi mais à frente.

My Friends, Charles

Em uma semana, Charles Alcântara calafetou goteiras onde havia água ameaçando a estabilidade do governo Ana Julia. Alterou funções importantes de diretoria da Secretaria de Saúde e foi peça inteligente na linha de frente das negociações que retiraram manifestante do MAB da eclusa 2 de Tucuruí. Sem cassetetes a brandir rostos, nem gás lacrimogêneo.

As crise, inevitavelmente, sempre aportam na sala do Chefe da Casa Civil. E ele vem sabendo domá-las.

Formando boa parceria com o colega Cláudio Puty, secretário de Governo, Alcântara é hoje o auxiliar de Ana Julia mais requisitado.

Na maciota

Onde havia animosidade, a calmaria se restabeleceu.

Tem sido assim o day after day das andanças de Ana Julia pelas cidades mais importantes.

As rebeldes Marabá e Santarém deram trégua. Na capital do Oeste, por exemplo, o anúncio da oficialização da Universidade Federal do Oeste do Pará -, feito em Brasília pelo presidente Lula, ao lado de uma empolgada governadora, elevou moral e auto estima da população regional.

Até as contrariedades provocadas pelo Hospital Regional, ainda surfando à meia-água, deixaram de receber tratamento prioritário da mídia.

Gosto de mel

Mais de 15 mil pessoas passaram até agora pela II Feira do Mel de Pau D`arco. Paralelamente, realiza-se o VI Congresso Paraense de Apicultura e Meliponicultura e o I Fórum Associativo Apícola da Amazônia.

Considerada a “Capital do Mel”, a cidade pequena estranha tanta gente. Mas gosta, ganha dinheiro com os ´turistas´. Cada rosto ´de fora´ é um comentário novo na boca dos nativos. Gentes de todos os municípios do entorno perambulam pelo Parque de Exposição.

Lá dentro, assuntos variados centralizam os debates, nas palestras e painéis expostos: produção de bioenergia, criação de abelhas, difusão de conhecimentos tecnológicos, mercado e comercialização de produtos e subprodutos apícolas, políticas de incentivo á agricultura, e por aí vai.

Programação termina neste domingo, 16.

Encantamento Niemeyer

Niemeyer sempre disse que o Palácio do Congresso é sua obra preferida, por causa da beleza das curvas das duas cúpulas que representam o Senado Federal e a Câmara dos Deputados e, principalmente, pela dificuldade técnica do cálculo estrutural.
Quase 50 anos depois de colocar na prancheta o Palácio do Congresso, e ao festejar seus 100 anos, Oscar deve às vezes se perguntar ter valido a pena construir obra tão significativa para hospedar "hospedeiros" do vírus da corrupção.

Em todo caso, gente, hoje é 15 de dezembro. Dia em que nosso arquiteto maior faz cem anos.

Salve, jovem, Niemeyer!

"Vitória política"

Hoje cedo o poster foi à feira. Mais precisamente a melhor feira do Sul do Pará, localizada na Folha 28 do Núcleo Nova Marabá. Frutas e verduras fresquinhas, aos sábados, não faltam.
Tem muito mais papo político. Em cada banca há um (a) "especialista" (a) no tema, majoritariamente favoráveis a Lula. Quem quiser saber a média do pensamento do povão, encontra andando pela Feira da 28.
Rápida passada, parando aqui e ali, levando papo com a "elite" dos feirantes, deu pra sentir que o PSDB e o DEM se ferraram rejeitando a CPMF. Ferrada daquelas de fazer xuuuuuuuu quando o ferro quente encosta no costado.

Feirante Manoel - Esse pessoal todo só faz o que aquele Fernando Henrique manda. O presidente do ricos;

Feirante Maria - Eu soube que o Bolsa-Família pode até acabar, sem o dinheiro que o Lula mandava pra gente e que esses safados não querem mais;

Feirante Salvador - Se eu fosse o Lula fechava esse Congresso de políticos ladrões. Os caras tem raiva de pobre;

Firante Raimundão - A minha filha disse que o governo nao vai dar mais aumento para os funcionários da Funasa sem o dinheiro da CPMF.

Feirante Zeca Piauí - Eles nao queriam a CPMF por causa do cheque que servia pro governo ver quem paga imposto. Eles não querem pagar imposto, são ladrões velhacos.

Entre 20 feirantes, vinte malharam "os políticos ladrões". E, se observarem bem, o discurso da arraia-miúda segue a linha das falas do presidente Lula.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Asdrúbal, sem lantejoulas

Em seguidas andanças aqui pela região, aproveitando o dezembro sempre generoso em demandas profissionais, o blog deixará para a próxima segunda-feira análise da bronca em que meteram o deputado Asdrúbal Bentes, agora transformado em réu por decisão do STF em aceitar denúncia do procurador geral da República contra ele -, sob acusação de compra de voto, esterilização, formação de quadrilha, estelionato.

O poster conhece o assunto em profusão. E vai meter a colher na panela.

Nem bem passava das dez

Passava das 10h10 quando o blogger cruzava a rodovia Transamazônica, sentido Marabá, na manhã ira, 14.

Numa curva da estrada, de repente avistamos dezenas de pessoas e cerca de seis carros parados. Vinte minutos antes, quatro bandidos os haviam assaltados naquele ponto, deixando como vítimas, três carros particulares, dirigidos por duas famílias e um executivo de medicamentos.
Depois da curva, uma ponte mal-cuidada. Diante dela, não resta outra alternativa senão reduzir a velocidade do carro, quase parando, ou bater de cara com a morte. Na redução de velocidade quatro bandidos foram parando os veículos. Jogo rápido. Tiros pra cima, revólver na cabeça e a limpeza geral.

A “ feira” dos meliantes foi gorda: levaram quase R$ 3 mil, celulares, máquina digital e um laptop.

Moratória à vista

Não se fala em outra coisa na cidade.

Demétrius Ribeiro teria dado entrada no Fórum de Marabá de pedido de concordata em nome da Usimar. O corre-corre entre credores é grande. Até às 13 horas desta sexta-feira, nos cartórios nada se confirmava. A atualização atrasada do blog, hoje, tem um pouco a ver com o assunto, diante dos esforços do poster em tentar checar a informação.

Desde segunda-feira passada, aliás, a questão vinha sendo comentada nos meios empresariais.

Fonte segura até bem pouco tempo funcionária da Usimar garante que o pedido de concordada foi formalizado pelos advogados da siderúrgica.

Quem vê, não acredita

Nos últimos vinte anos, pela primeira vez populações domiciliadas às margens da rodovia enfrentarão o inverno com a BR-230 em condições de trefegabilidade. No trecho Marabá-Arataú, numa extensão de 391 km, a Transamazônica foi totalmente recuperada.

Como se diz por lá, ficou “um tapete”.

Raridades

De oito municípios da Região Sudeste visitados pelo blogger esta semana, apenas dois estão com os servidores municipais gozando dos benefícios de pagamento integral do décimo-terceiro e salário de dezembro: Marabá e São Domingos do Araguaia.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Esses jovens teimosos

A ladainha se repete diariamente. Quase sempre, preocupado, o blogger faz ligações de madrugada apenas para relembrar:

- Não reajam, entreguem tudo o que pedirem. A vida de vocês é o que basta. Os anéis se vão, os dedos ficam.

São recados endereçados aos três filhos residentes em Belém, orientando-os como se comportar diante de um assalto.

Nada disso basta. Eles sempre acham que “sabem” tudo, tem seus próprios conceitos de “enfrentamento”, esquecendo-se de que herói é todo aquele indivíduo que não teve tempo de correr.

Pois bem, o filho mais velho do poster, ao descer do carro dele diante da empresa que possui no centro da capital, às 13 horas, foi abordado por um truculento jovem a lhe apontar para a cabeça trabuco assustador.

- Passa o dinheiro, depressa, que está dentro do carro.

- Não tenho dinheiro.

- Passa logo, porra!

Só então a ficha caiu.

O filho decidiu abrir o carro e apanhar envelope com R$ 2 mil que terminara de pegar numa agencia bancária.

A atitude dele foi desinteligente. Priorizou o dinheiro ao invés da vida, correndo sério risco de ter levado um tiro, como levaram Lauande e tantos outros.

Como estaria a família hoje, sem nosso filho? Nem pensar. Nem pensar. R$ 2 mil, o que vale isso?

Nada paga o riso e jeito carinhoso de Thiago – porrinha teimoso que nos deu um susto dos diabos ao contar sua reação inicial ao assalto. Maior do que o próprio experimentado por ele na hora da abordagem.

Fica, outra vez, o aviso. Entreguem tudo: carro, bolsa, tênis, roupa, o que pedirem. Não queremos, jamais, enterrar nossos garotos. Sao eles que têm essa missão de nos levar à ultima morada.

B. O

1- Violência na zona rural de Eldorado do Carajás: três crimes em 24 horas;

2- Mais um ônibus assaltado na Pa-150, próximo a Eldorado. A abordagem de três bandidos ocorreu às 3 horas da madrugada desta quinta-feira, 13. Teve pancadaria e todo tipo de humilhação.

Destranca a cela

A superintendência de Polícia Civil do Sudeste comemora a prisão de vários elementos de uma suposta quadrilha de ladrões que atuava em portas de agências bancárias em Marabá, Parauapebas e Altamira.

De que vale tudo isso se daqui a pouco todos estarão soltos?

‘Intransitado’ julgado

Chico Ferreira quer ficar em liberdade, aguardando novo julgamento. O assunto voltou a ser destaque, depois de sua condenação a 320 anos de reclusão pela morte dos irmãos Novelino.

Do jeito que tudo se processa no escurinho do cinema, o distinto público já está se preparando para topar a qualquer hora com Chico Ferreira zanzando por restaurantes e gabinetes das “otôridades” gerais.

Sabedoria nordestina

95 anos completaria hoje, Luiz Gonzaga.

Pelos idos 1957, o Rei do Baião compôs, ao lado do inseparável amigo Humberto Teixeira, esses versos:

“Seu” doutor não dê esmola a um homem que é são
Ou lhe mata de vergonha
Ou vicia o cidadão.”

50 anos depois, o esmoléu continua vestindo seu melhor terno. Não apenas criou raízes. Intsirucionalizou-se.

De onde estiver olhando o País Tropical, Gonzagão deve sentir puta tristeza por tudo continuar pior como dantes.

Claridade

Hoje, 13 de dezembro.
Dia de Santa Luzia, a santa dos cegos -, como dizem os antigos.
Bem que a santinha deveria ser colocada, como colírio, nos olhos da classe política.

Até onde ir

“E se quiser saber pra onde eu vou/ Pra onde tenha sol / É pra lá que eu vou”. (Jota Quest )

Chama o “Especialista”

Deu em nada a reunião da Eletronorte com membros do MAB (Movimento dos Atingidos por Barragem), e representantes dos governos federal e estadual.
Para dar certo, exige-se a presença de um foragido de Justiça, Roquevam Alves -, aquele um chegado a lances de terrorismo em instalações hidroelétricas, incendiário e especialista em preparar explosivos para detonar produtos químicos no Tocantins -, que teve sua prisão decretada pelo juiz de Tucuruí.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Questão de confiança

Passava das 21 horas dessa terça-feira, 11, quando o blog alcançou Euvanice Furtado, uma das lideranças do MAB. Demonstrando cansaço, acumulado nos últimos sete dias ajudando na coordenação da ocupação da eclusa 2 de Tucuruí, ela foi bem explícita:

- Estamos nos retirando estrategicamente do local em confiança a Ana Julia. Mais precisamente por confiarmos no Charles Alcântara, uma pessoa honesta nos contatos com os movimentos sociais. Mas isso não quer dizer que nossa decisão represente um cheque em branco. Não confiamos na Eletronorte.

O restante da história ficou para hoje, em Belém, numa reunião do MAB com representantes dos governos estadual e federal. Dependendo do que for negociado, guerra ou calmaria voltará a se instalar em Tucuruí.

Portas fechadas

De 0 a 10, a chance de Miguel Cunha assumir a Delegacia Geral de Polícia Civil, é zero. Possibilidade mínima.

O episódio da menor L de Abaetetuba rifou o marabaense da sucessão de Raimundo Benassuly.

O governo já sabe, inclusive, que os correspondentes em Belém da imprensa nacional estão de bote armado esperando apenas o nome de Cunha sair no Diário Oficial para saltar com todo o gás.

Sem prepostos

O Movimento dos Atingidos por Barragem, é atingido em cheio pela nota da Central das Colônias dos Pescadores da Bacia Hidrográfica Araguaia, nviada ao blog:

A Central das Colônias dos Pescadores da Bacia Hidrográfica Araguaia – Tocantins (CECOAT), representante única e legítima das Colônias de Pescadores em torno do Lago de Tucuruí, nas quais estão incluídas as colônias Z-32 de Tucuruí, Novo Repartimento Z-78, Itupitanga Z-44, Nova Ipixuna Z-58, Goianésia Z-61, Breu Branco Z-53 e Jacundá Z-42, englobando 13 mil pescadores no entorno do Lago, vem por meio desta nota esclarecer e repudiar publicamente as ações de vandalismo, terrorismo e destruição causados pelo Movimento dos Atingidos pelas Barragens, que tem utilizado os pescadores como justificativa para seus atos e denegrindo, pois, a imagem dos pescadores. Todavia, os pescadores possuem seus representantes legítimos das negociações sobre as demandas existentes na área.
Os pescadores, de maneira pacífica, negociavam desde o início de 2007, através da Colônia de Pescadores de Tucuruí, junto a Eletronorte, os problemas da pesca nas proximidades da barragem, o que por lei só é permitido 200 metros distante daquele local. Essas negociações foram interrompidas pela ocupação liderada pelo MAB no setor de distribuição de energia da Eletronorte fazendo que o Governo Federal iniciasse uma nova negociação excluindo o representante legal dos pescadores, a Colônia Z-32, de Tucuruí. A verdadeira pauta dos pescadores foi apresentada ao Diretor de Meio Ambiente da Eletronorte, em Tucuruí, discutida pelos pescadores do paredão da barragem, que é o real foco da situação dos mesmos.
Os pescadores pedem que os Governos Federal, Estadual e Municipal retomem as negociações com a Colônia Z-32, pois o MAB não representa os pescadores e não tem legitimidade para fazer acordos pelos mesmos. A história dos pescadores não possui ações de vandalismo, destruição, desrespeito a democracia, ou qualquer tipo de atitude que não dignifique a luta dos mesmos em prol da melhoria da qualidade de vida dos pescadores, sempre preocupados em negociar pacificamente com os órgãos competentes.

Papai Noel de Toga

'Para os operadores do direito esta sentença é vergonhosa. É um presente de Natal para os corruptos acostumados com a improbidade administrativa'. Afirmativa, em tom de revolta, é do promotor Jorge Mendonça Rocha, contestando decisão do juiz substituto da 1ª Vara da Fazenda de Belém, Charles Menezes Barros, de extinção da ação cautelar ajuizada pelo Ministério Público requerendo o afastamento dos servidores do TCM (Tribunal de Contas dos Municípios) Luiz Fernando Gonçalves Costa e Rogério Rivelino Machado Gomes.

Afastados da função de auditor fiscal desde quando foram presos durante a Operação Rêmora, Luiz Fernando e Rogério Rivelino poderão agora exercê-las, juntamente com as desempenhadas atualmente de inspetores regionais.

Em nome da impunidade, um presentão de Natal!

Ferramentas essenciais

"Pelo menos o nome do senador Garibaldi Alves nos enche de esperanças. Gari e Baldi. É do que o Senado está precisando para fazer uma limpeza moral: gari e balde". (Heráclito Fortes (DEM-PI, saudando o quase-novo presidente do Senado, Garibaldi Alves - PMDB)

Melechete

Raimundo Benigno, aquele presidente do Sindicato dos Garimpeiros de Serra Pelada que nunca deixou de sustentar acusação contra Sebastião Curió como mandante da morte de Antonio Clênio Cunha Lemos, ex-presidente do Sindicato dos Garimpeiros de Curionópolis, está desde ontem à tarde fazendo barulho, em Brasília. Ele e mais duas centenas de garimpeiros.

Tentarão, por todo o dia, audiência com o quase-novo presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB), a quem pedirão urgência na aprovação do estatuto das classe.

DNA esquisito

A cor da pele tem tudo a ver. O pai era negro.

Formação política, nem pensar. Talvez o lugar onde tenha vivido até hoje, desde quando nasceu, contribuiu para o desvio de conceitos e visão de mundo.

O pai é apontado pelos historiadores como o mais famoso dos guerrilheiros. Certamente, precursor do movimento desde os primórdios 1968, quando botou o pé nas matas do Bico do Papagaio abrindo caminho para os futuros colegas de luta.

Em ponto extremo, Silmar Alves Rodrigues não sabe uma linha da trajetória de Lênin, inspirador do pai. Condena invasões de “terras produtivas”, acha a Reforma Agrária impraticável no país “porque a maioria dos invasores só quer negociar lotes de terra, ganhar dinheiro revendendo-as”.

Ironia da História: politicamente, pertence ao DEM, Meca do pensamento da direita brasileira.

Em Xambioá, o filho de Osvaldão nasceu e reside. Histórias do pai, sua mãe “Baleia”sempre as contou com orgulho.

Muitas delas gravadas pelo poster em demorado bate papo com Silmar.

Histórias e causos a serem reproduzidas futuramente no blog.

De novo, a censura

Vez por outra, um daqueles beiçudos de Brasília ensaia, intramuros, apresentar proposta constitucional para controle da Internet, sob alegação de que ela está sendo usada para a prática de crimes de tráfico de animais, venda de órgãos do corpo humano e armas ilegais, escravidão e pedofilia.

Primeiro foi o senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG) com o tal projeto que pretendia não só exigir a identificação do usuário na criação de um blog, mas para todas as operações que envolvessem interatividade.

Agora é um deputado do Paraná. Pelo menos ele anda medindo a temperatura de seus colegas na Câmara Federal para apresentar algo idêntico ao do " mensaleiro" Azeredo, restringindo a liberdade da Net.

Condenamos pedofilia e qualquer tipo de crime. Mas devemos também reagir com determinação a qualquer iniciativa que privilegie o controle prévio da Internet. Quem pensa em controlar, pensa como um ditador. Pensa como Chavez. A Internet surgiu liberta e deve ficar assim para sempre de todos os sempre, amém.

Por onde anda, o criminoso sempre deixa pegadas. Até na Rede. As autoridades que o procurem na própria Net, como vem fazendo a Interpol em diversos países, tendo como resultado extraordinário o resgate de mais de 700 vítima de abuso sexual e apreensão de aproximadamente meio milhão de fotos de crianças nuas.

A Internet foi a primeira mídia a surgir totalmente livre. E poderosa. E assim deve ficar.
Investigar a fundo todo link suspeito, defendemos à profusão. Censura prévia, Jamais.

Selvageria profissional

Ontem, terça-feira, 11, Grêmio X Santa Rosa decidia vaga à final do Campeonato Amador de Marabá. Aos 49 minutos do segundo tempo, o jogo estava por encerrar empatado em dois tentos, quando o Santa Rosa desempatou. Nas arquibancadas, a torcida do time perdedor, revoltada com o juiz, promoveu quebra-quebra, inclusive destruindo parte do alambrado.

Não havia nenhum policial no Zinho Oliveira, que recebeu público de 3 mil pessoas.

Coincidentemente, a comissão especial que avalia as condições de segurança dos estádios paraenses, formada por membros do Corpo de Bombeiros, Ministério Público, Polícia Militar e Agentes de Saúde, deve estar desembarcando em Marabá para analisar o Zinho.

terça-feira, dezembro 11, 2007

Quietinhas, no Pará

As duas construtoras estão no Pará, faz tempo. Monopolizam grandes obras em todo o Estado certamente sob o benefício de tramóias agora detectadas pelo Tribunal de Contas da União.

Manja: de 200 bandalheiras graves localizadas pela TCU em obras publicas fiscalizadas até o dia
30 de novembro, 35% referem-se a superfaturamento e sobrepreço.

Sabe quais as campeãs de irregularidades? Delta Construções – atualmente recuperando a pavimentação da Pa-150 – e a Egesa Engenharia, com diversas obras no Sul do Pará, inclusive vencedora de grande trechos de pavimentação da Rodovia Transamazônica.

A Egesa, para quem não sabe, é filha da falida Mendes Junior. Foi criada exatamente para cntinuar mamando nas tetas da Viúva depois do fechamento da mãe de todas as construtoras corruptoras do país.

Pra comemorar

Asdrúbal Bentes terminou de conceder entrevista à Clube AM anunciando publicação do empenho, pelo Ministério dos Transportes, de R$ 23 milhões para inicio da duplicação da Rodovia Transamazônica e da ponte sobre o rio Itacaiúnas, cujo valor total dos projetos é de R$ 80 milhões.
Quanto mais rápido começarem as obras, menos sufoco o povo da região terá pela frente. Insuportável cruzar a área urbana de Marabá, pela BR-230, numa extensão de 6 km. Engarrafamentos e acidentes são o que mais se registram, diariamente.

Charlatanice ao vivo

Pode parecer implicância criticar evangélicos, vez por outra, aqui no blog. Só que é bem maior a implicância deles para com a boa vontade de quem não aceita coleira de babaca.

Ontem, Marilene, assessora de afazeres domésticos deste poster, chegou na sala da casa dizendo:

- Se eu morasse em Belém, iria levar uma chave de casa pra ganhar uma casa própria que o bispo Sérgio Corrêa está dando.

Sem entender a que se referia, Marilene disse que o bispo estava na TV Record explicando como ganhar um carro ou uma casa própria.

Interessado em ganhar também uma, o poster correu pra ver a novidade. Espanto incontido quando na TV se apresentava a figura de um pastor, exibindo “testemunhos” cretinos de outros não menos cretinos coadjuvantes da malandragem. Abaixo da imagem, em CG: “Hoje o Bispo Sérgio Correa estará ungindo todos os automóveis com óleo consagrado”.

Com a cara mais limpa, Sérgio Corrêa pegava em um recipiente cheio de óleo amarelado, para onde apontava com a mão dizendo estar ali a possibilidade de todos “ganharem uma casa, carro ou apartamento”.

O óleo milagroso de Sérgio impressionou Marlene, como deve impressionar muitas outras Marlenes desinformadas. No mínimo, pra se levar a meleca pra casa, algum ônus o pastor cobra na hora de seus clientes.

Decididamente, não é possível ficar vendo mansamente esses verdugos promesseiros expondo mentiras na TV, diante de crianças e adultos ignorantes. Verdadeiros charlatães agindo impunemente.

Sem apelação

Locutor de emissora de rádio de Xinguara passou ontem boa parte de seu programa criticando duramente o jornalista Hélio Gueiros por suposto “artigo preconceituoso contra os maranhenses”, publicado domingo, no Diário do Pará.

Não é bem assim.

O ex-governador do Pará é uma figura polêmica, mas justa. E sincera. Diz o que pensa. Muitos podem até não gostar do jeito dele dizer sem fazer cena.

E o que escreveu Hélio Gueiros foi embasado numa verdade consagrada em quase todos os municípios maranhenses, onde é comum alguns prefeitos publicarem avisos oferecendo “trem e Van de graça para quem quiser tentar a vida no Pará”. Em alguns casos, as prefeituras chegam a disponibilizar “ajuda de custo” para os infaustos moradores locais -, desempregados e atores de ônus social aos combalidos cofres de município dirigidos por prefeitos bandalhos -, chegarem ao destino.
Normalmente, Marabá ou Parauapebas.

Sete fôlegos

Não é aconselhável desconsiderar a capacidade de articulação do empresário Luiz Carlos Monteiro. Quando se imagina as empresas dele em difíceis encruzilhadas, de repente, como num sopro, Luiz Carlos aparece expondo fato novo. Quase sempre agregando valor às marcas de sua propriedade. Tem sido assim, ao longo de mais de 20 anos do Grupo Cosipar.

Trinta dias atrás, chegou-se a discutir sobre o futuro incerto da Cosipar diante do corte de fornecimento de minério anunciado pela Vale, processos e multas contra a empresa nas áreas de produção de carvão e trabalhista. Sem falar nos problemas operacionais dos Altos Fornos da Usipar, em Barcarena.

Os jornais de hoje amanhecem com matéria positiva da assessoria de comunicação do Grupo Cosipar dando conta do interesse da siderúrgica chinesa Minmetals Corporation em investir pesado na planta industrial da Usipar, em Barcarena.

Não apenas isso. Disposição em oferecer suporte para a criação de um Centro de Qualificação, com a participação de professores da China para repassar informações aos jovens paraenses, “resolvendo assim o problema da mão-de-obra qualificada para a siderurgia”, explicou Zhang Yuan Rong, vice-presidente da Minmetals Corporation.

Sem o Faraó

O tiro de cartucheira disparado contra Luís Gonzaga dentro de seu barco Tchê, em Tucuruí, não só causou um choque nas pessoas parecido com aqueles recebidos pelo telefone, por parentes distantes, que sentem a perda de um ente querido, mas deixou uma sensação de que perdemos mais do que uma pessoa, perdemos um pouco de nossa história. As histórias dos barrancos de Serra Pelada e as falcatruas dos bastidores das empreiteiras que ali fizeram fortuna. Luizão foi morto em seu barco e o noticiário local informou de forma lacônica, em rápidas pinceladas, o perfil de um homem como outro qualquer, que montou um cabaré em Serra Pelada e vivia rodeado por mulheres e garimpeiros. Não. Luís tinha algo que beirava a genialidade e tivemos o privilégio de conhecer essa criatura que aqui quis morar e por obra da porca-miséria, morrer.
Luizão era espirituoso e brincava sempre com a morte, porém dava um tom tão jovial a ela, que sua metáfora pairava no ar e ficávamos pensando: é câncer mesmo, ou é brincadeira? É cirrose mesmo, ou é conversa fiada? Era tudo brincadeira e ele esbaldava saúde do alto de seus 60 anos, apesar do whisky (ele insistia que estava com cirrose hepática, num auto-flagelo de cinema).
Luis teve uma trajetória meio acidentada depois que deixou o Rio Grande do Norte, sua terra que era Natal, e veio bater em Serra Pelada de onde me revelou coisas do arco-do-triunfo-da-velha e que guardei com preciosidade. Uma delas foi sua grande rixa com o major Curió, comandante dos garimpeiros por mais de uma década, de quem revelou-me animosidade mortal. Luis possuía um hotel em Serra e vivia lotado de garimpeiros e afins. Certa feita, o major Curió, trouxe de Brasília um séquito de pessoas da mais alta pompa e obrigou que o dono do hotel desalojasse quem estivesse lá para dar lugar a seus convivas. O caldo entornou. Luis foi o único cabra em Serra Pelada que disse não ao Curió.
Luis, depois que saiu da Serra, fundou o Balneário das Pirâmides, que nós pobres mortais temos a obrigação de agradecer pela coragem empreendedora dentro de um deserto de retraídos. Sua visão de mundo era mística. Amava os cristais, o cabala, a numerologia, a relaxterapia. As pirâmides de Luis representavam sua capacidade mística, mas ao mesmo tempo telúrica de perceber o acontecer das coisas do mundo e interpretá-las como um grande deboche à pequeneza humana; tanto que construiu no terreiro maior da propriedade uma grande pirâmide com latas de cerveja e refrigerante, que em nossa incapacidade de reciclá-las jogávamos pela janela do carro.
Mataram Luis com um tiro de cartucheira e jogaram por terra um pedaço da história de Serra Pelada e de nossa região. Sua idéia em fazer das Pirâmides um local para o refúgio dos casais apaixonados, ou carentes de sexo, que quisessem se esconder dos olhares da cidade, era acrescentada à vontade de trazer a essas plagas outras atividades como a ioga, a caminhada, a sauna e a meditação. Foi, junto a um grupo de amigos, o idealizador da 1ª praia de nudismo do sudeste do Pará. Mas antes de oficializarem o negócio lembrou: “nosso senso moralístico está muito aquém para aceitar tal modernage; os hipócritas vão proibir as filhas de frequentar, mas durante a semana vão estar aqui com suas amantes”, fuzilava. Esse Luis...
No balneário, além da sauna e do aproveitamento da área de babaçu para o camping e pic-nics (na prática, uma mostra do que era desenvolvimento sustentável defendido nas teses e nos simpósios), Luiz teve a feliz idéia de construir uma casa na árvore que nos remetia ( ou nos elevava? ) aos tempos de infância e aquela longínqua necessidade de liberdade. Quem de nós quando criança, com alma pura de passarinho não pensou algum dia em ter uma casa na árvore? Obrigado Luis, por ter construído a casa na árvore.
A sina que tinha por diamantes também era sua característica. Falava em cristais e pedras preciosas como se fosse um caixeiro viajante vindo da Pérsia e sua vontade era arrumar um sócio para dragarem a boca do Tauri, as profundezas da ilha da Bagagem, os cafundós dos Judas. Não arrumou. No garimpo das incertezas encontrou várias pepitas de chumbo que lhe atravessaram o peito.
Morreu Luizão, o nosso amigo das Pirâmides, deixando uma riqueza às múmias da posteridade. (Paulo Atzingen)


Paulinho é irmão do Noé Atzingen, nosso Biólogo Maior construtor da Fundaçao Casa da Cultura. Como Noé, sensível e sempre antenado com os valores regionais, Paulo lembra a morte de importante personagem da tribo.
O poster conheceu Luís. Confabulou com ele em demoradas e proveitosas horas de bate papo.
Como registra Paulo em seu artigo publicado na página de Ademir Braz no Correio do Tocantins, o diferente Luís, “no garimpo das incertezas encontrou várias pepitas de chumbo que lhe atravessaram o peito”.
Mas fez muitos amigos, que hoje sentem sua falta.

Prospecção

Fundada em 1952, a Casas Bahia teria sido colocada à venda pela família Klein.
E se a transação ocorrer, pode se transformar na maior aquisição do varejo brasileiro.
O grupo Casas Bahia fatura algo em tono de 12 bilhões.
Fugindo um pouco do foco da venda em si da empresa, melhor acreditar na desconfiança levantada por especialistas de que a família Klein quer mesmo é medir o tamanho de sua marca para abertura de capital no futuro.

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Tempo de migração

O alarme tocou na manha de sábado. Hora de arrumar as malas e partir.

Mais que depressa, Sebastião Curió jogou no carro, mala, mulher e o filho pequeno, fruto do ultimo relacionamento -, zarpando, em seguida. Inicialmente, aos mais íntimos, disse pegaria avião em Marabá para resolver problemas administrativos da prefeitura de Curionópolis, em Brasília.

Em Eldorado, fez a rotatória no sentido à direita da Pa-150 e foi parar em Palmas. Estrategicamente, não pegaria bem ser visto no aeroporto de Marabá. Era bandeirar demais. Do Tocantins voou para Brasília.

A inesperada fuga de Curió seria para evitar fosse citado pelo Tribunal de Justiça do Estado, que teria marcado julgamento do prefeito, réu confesso no assassinato do menor Laércio Xavier, crime este ocorrido em Brasília.

O julgamento foi transferido para o Estado do Pará, porque Curió exerce o mandato de prefeito e goza de privilégios.

Ao tomar conhecimento da notificação em andamento, usando prerrogativa que não lhe dá o direito de recusar a intimação, Curió escafedeu-se.

Curionópolis amanheceu segunda-feira fervendo. O assunto domina esquinas, repartições e residências.

O voto de Ana

Lula tomou posição favorável à candidatura de Ricardo Berzoini, no segundo turno da eleição nacional do PT. Governadores da DS envolvidos na primeira fase em favor do nome de Eduardo Cardozo também estão seguindo o presidente.

Eleitora de Cardozo no primeiro turno, a governadora Ana Julia votará em Berzoini ou Tatto?

Vivendo infelizes

O blog registrou, semana passada, a realização em Belém, dia 14 de dezembro, de movimento popular organizado pela chamada Frente Parlamentar Evangélica com objetivo de “valorizar a família”. Desvalorizando gays e prostitutas, que também são famílias.

Pois bem. Sábado, em conversa com amigo recentemente ‘convertido a crença’- como se diz por lá -, o poster tomou conhecimento de que alguns pastores se manifestarão, durante seminários programados pelas igrejas, não apenas sobre homofobia. Falarão também a respeito da ‘desimportância’ das mulheres de programa, Ou seja, a tribo das prostitutas será satanizada com gosto de Cão.

Quanta indecência e pouca vergonha!!! Dá-nos vinho e exclamações, saudoso Nelson Rodrigues, que a vida é nada. Do cantinho de nossa simplicidade de viver, ficamos a imaginar o que se passa na cabeça desses caraíbas.

Desde que o mundo é mundo que os machos de todas as naturezas e lugares possíveis, procuramos as belas moças para momentos de prazer e entretenimento. As velhas casas da luz vermelha são templos sagrados a merecer mais respeito do que a maioria das repartições e igrejas abertas por ai.

Querem nos fazer voltar aos tempos das Senhoras de Santana.

Bem, deixa pra lá. Enquanto a brigada moralista dos evangélicos pretende atacar em Belém, no dezembro natalino, melhor rodar CD do ídolo dos bregueiros nacionais, Odair José, reverenciando a mais antiga das profissões:

Eu vou tirar você desse lugar
Eu vou levar você pra ficar comigo
E não interessa o que os outros vão falar.

Comprimidos

Seu delegado ouviu e mandou anotar
Sabendo que há coisas que ele não pode explicar
Só ficou intrigado quando ela falou
Que ele tinha a mania
De ouvir sem parar
Um samba do Chico
Falando das coisas do dia a dia

Os versos de “Comprimidos” (Paulinho da Viola) aparecem para ilustrar a notícia de que a Cabo de Polícia Militar, Silvia Renata da Luz, 36 anos, se entregou e depôs à polícia de Ananindeua, depois de assassinar o ex- marido, também cabo PM, Francisco da Costa Negrão.

A versão dela é de que matou o ex-companheiro para não ser morta, depois da vítima fazer disparo contra a sua cabeça de uma bala que não detonou, no interior do veículo. Contou ainda ser alvo de espancamentos e violências outras praticadas pelo ex-militar.

A família da vítima reagiu de imediato falando em ambição de Silvia Renata pelos bens de Negrão.

Difícil conceber com exatidão o que se passou no interior daquele carro onde o militar foi morto. É mais propenso para alguns imaginar a mulher querendo paz no lar, depois de um casamento anterior fracassado. Inclusive é o que passa pela cabeça deste blogger.

Por outro lado, o preconceito de nossa sociedade autoritária e machista, com certeza, não aceitará essa tese. Reagirá logo irada querendo degolar a fêmea, transformada raivosamente - nessas horas -, em referencia de “mulher safada e ambiciosa”.

Seu delegado ouviu e mandou anotar
Sabendo que há coisas que ele não pode explicar...

Giovanni na ribalta

A semana inicia rendendo ao deputado Giovanni Queiroz (PDT) generoso espaço midiático. Merecidamente, registre-se.

A denúncia feita por ele ao relator do Projeto de Lei orçamentária/08 de que pelo menos 16 casos de previsão de obras estão com preços superfaturados, repercutida na respeitada coluna de Élio Gaspari, mexe com Redações e intranqüiliza grande numero de colegas do deputado, envolvidos até o calcanhar com bandalheiras de todos os tamanhos nessas horas de confecção do Orçamento.

O que é mais grave na denuncia de GQ, realçada por Gaspari:

Queiroz demonstra que se pretende gastar somas muito acima dos valores de referência que a própria lei determina. Em casos excepcionais, essas despesas deveriam ser "devidamente justificadas, em relatório técnico circunstanciado", mas nem isso fizeram. Querem avançar na Bolsa da Viúva sem sequer oferecer uma explicação.

Quando Giovanni ficou quatro anos fora da Câmara Federal, a fiscalização lupada do Orçamento da União deixou de existir. Ele fez falta.

Sua atuação fiscalizadora para saber como o dinheiro público será aplicado nos diversos estados brasileiros, merece, com todas as letras, exposição nacional. E, nesses tempos de raras boas notícias do Pará, faz um bem danado saber da existência de luz no final dessa estrada sinuosa. E escura.

NB - Grifo é do próprio Gaspari.

Vias certas

Outra boa do Giovanni, gerada na semana que passou:

Em seu parecer favorável à inclusão das hidrovias dos rios Teles Pires e Juruena no Sistema Hidrviário Nacional, o deputado federal do PDT demonstra bastante otimismo quanto ao desenvolvimento da Região Norte na esteira das vias fluviais projetadas, capazes de apresentar alternativas de transporte de granéis agrícolas produzidos nos estados do Mato Grosso e Rondônia, de forma bem mais racional e econômica, para atingir os terminais portuários disponíveis no Norte do País, com custos bem mais baixos do que os praticados pelas rodovias e ferrovias.

Giovanni Queiroz não tem duvidas: se o governo federal investir recursos previstos no PPA (2008-2011) na conclusão das hidrovias Araguaia-Tocantins e Tapajós-Teles Pires, a produção do Centro-Norte brasileiro experimentará crescimento chinês se for considerada a aquisição de competitividade nos ítens produzidos nos estados das duas regiões com a redução em torno de 30% do preço do frete.

Atualmente, explica o parlamentar, o transporte de grãos para os portos do Sul e Sudeste passou a ser bem mais caro devido a distância aproximada de 2 mil km, pelo preço do combustível, pelas irregulares condições rodoviárias que afetam a manutenção dos veículos de cargas e pela maior possibilidade de acidentes de trânsito.

É simples entender: a facilidade hidroviária para a movimentação de cargas acaba sendo mais atraente para o Norte brasileiro e seus grandes rios, tornando o transporte de grãos bem mais competitivo, do ponto de vista comercial, para importação e exportação -, explica Giovanni.

domingo, dezembro 09, 2007

Essa "coisa" chamada gripe

Desde à tarde de sábado, o poster encontra-se abatido por forte gripe. Daquelas de acamar o sujeito. Com febre alta, infelizmente até o momento não foi possível restabelecer o animo. O domingo termina sem o blog atualizado.
Amanhã voltaremos ao batente.
Até o final de dezembro, as postagens serão feitas sempre partir do meio dia.
Nossas desculpas sinceras.