sábado, setembro 19, 2009
PPS é quem denuncia Maurino
PPS e a Coligação “União pelo Trabalho” são os autores da denúncia de prática de caixa dois na campanha de Maurino Magalhães, em 2008, formalizada no Cartório Eleitoral de Marabá.
A Ação de Investigação Judicial Eleitoral foi cadastrada como processo 891/2009.
Os autores da ação acolheram documentos fornecidos por um grupo de empresários de Parauapebas, tendo à frente Abimael Barbosa da Rocha, que asseguram ter contribuído com mais de R$ 800 mil para a campanha do prefeito de Marabá, valores não declarados à Justiça Eleitoral.
O presidente estadual do PPS, deputado Arnaldo Jordy, em entrevista ao Correio do Tocantins, confirma que o partido tomou a decisão de ingressar com a petição na justiça, considerando a riqueza de documentos apresentados pelos empresários. “Pelo material que nós recebemos, há elementos, indícios que nos levam a crer que há possibilidade da prática ilícita”, referenda.
Em Marabá, o presidente municipal do PPS, justifica a motivação da denúncia baseado no fato de que a legenda sempre defendeu a ética na política. “Como nos foi entregue pelos empresários de Parauapebas um farto material que induz à possibilidade de crime eleitoral, e que se for confirmado na Justiça, pode ter desequilibrado a disputa, jamais poderíamos deixar de levar à frente essa questão”.
Através de sua assessoria de imprensa, o prefeito Maurino Magalhães se diz tranqüilo quanto a fragilidade da denúncia e que não teme ser cassado.
A Ação de Investigação Judicial Eleitoral foi cadastrada como processo 891/2009.
Os autores da ação acolheram documentos fornecidos por um grupo de empresários de Parauapebas, tendo à frente Abimael Barbosa da Rocha, que asseguram ter contribuído com mais de R$ 800 mil para a campanha do prefeito de Marabá, valores não declarados à Justiça Eleitoral.
O presidente estadual do PPS, deputado Arnaldo Jordy, em entrevista ao Correio do Tocantins, confirma que o partido tomou a decisão de ingressar com a petição na justiça, considerando a riqueza de documentos apresentados pelos empresários. “Pelo material que nós recebemos, há elementos, indícios que nos levam a crer que há possibilidade da prática ilícita”, referenda.
Em Marabá, o presidente municipal do PPS, justifica a motivação da denúncia baseado no fato de que a legenda sempre defendeu a ética na política. “Como nos foi entregue pelos empresários de Parauapebas um farto material que induz à possibilidade de crime eleitoral, e que se for confirmado na Justiça, pode ter desequilibrado a disputa, jamais poderíamos deixar de levar à frente essa questão”.
Através de sua assessoria de imprensa, o prefeito Maurino Magalhães se diz tranqüilo quanto a fragilidade da denúncia e que não teme ser cassado.
Um país menos injusto
Sinceramente, há dez anos, jamais pensaria um dia ler notícia como a que será repercutida nas próximas horas, em todo o país, dando conta de que aproximadamente 20milhões de brasileiros melhoraram de vida, deixando a Classe E – a mais extremada das miserabilidades.
Isso num período de cinco anos, entre 2003 e 2008.
Lula ganhou a primeira eleição em 2000.
Dois anos depois da posse, sua política de distribuição de renda começou a reduzir as distancias sociais desumanas que afogavam brasileiros desde o descobrimento do país.
Dois anos depois de assumir o governo, Lula fez com que 6,1 milhões de pessoas ingressassem nas classes A e B e 25,7 milhões subissem à classe C.
Passando a régua, em nove anos de governo Lula, as classes A, B e C, somadas, já representam 59,64% da população brasileira.
Quase 60%!
E quem diz isso não é este poster admirador da sensibilidade social do Lula, e das brigas corajosas que ele trava contra o Império da Avenida Paulista para quebrar a hegemonia dos grandes investimentos historicamente centralizados nas regiões Sul-Sudeste do país.
Quem expõe a público esse Novo Brasil é um estudo da Fundação Getúlio Vargas (Rio de Janeiro), cujo grupo de trabalho foi liderado pelo economista Marcelo Neri, e que terá sua divulgação liberada a partir da semana que chega.
Mais, Lula, mais!
Isso num período de cinco anos, entre 2003 e 2008.
Lula ganhou a primeira eleição em 2000.
Dois anos depois da posse, sua política de distribuição de renda começou a reduzir as distancias sociais desumanas que afogavam brasileiros desde o descobrimento do país.
Dois anos depois de assumir o governo, Lula fez com que 6,1 milhões de pessoas ingressassem nas classes A e B e 25,7 milhões subissem à classe C.
Passando a régua, em nove anos de governo Lula, as classes A, B e C, somadas, já representam 59,64% da população brasileira.
Quase 60%!
E quem diz isso não é este poster admirador da sensibilidade social do Lula, e das brigas corajosas que ele trava contra o Império da Avenida Paulista para quebrar a hegemonia dos grandes investimentos historicamente centralizados nas regiões Sul-Sudeste do país.
Quem expõe a público esse Novo Brasil é um estudo da Fundação Getúlio Vargas (Rio de Janeiro), cujo grupo de trabalho foi liderado pelo economista Marcelo Neri, e que terá sua divulgação liberada a partir da semana que chega.
Mais, Lula, mais!
Caso de Polícia
Enquanto o Congresso Nacional senta a bunda no projeto de Lei Complementar 122/06, postergando a criminalização da homofobia, somos obrigados a ler na imprensa coisas do tipo:
A declaração é do técnico do Goiás, Hélio dos Anjos, homófobo padrão dos gramados, reforçando o cenário de forte preconceito existente no meio futebolístico.
Assim como entre os evangélicos, a maioria dos profissionais do chamado “esporte pra machos” está sempre a fazer declarações similares. E aí entram, salvo as sempre aplaudidas exceções, jogadores, treinadores, área jornalística especializada, e, o que é pior, a torcida.
Agora mesmo em julho, o Mineirão foi palco de outro vergonhoso caso de homofobia no futebol brasileiro, quando o jogador do São Paulo Richarlyson, nem bem entrou em campo, tornou-se alvo da torcida do Atlético MG que passou a chamar o jogador de ‘bicha’ em todos os lances ou faltas em que ele se envolvia.
Poucos veículos, raros até, repercutiram o caso como deveria. Alguns radialistas trataram a questão como “paixão clubística” de torcedor.
É o caso de considerar que a mídia esportiva no Brasil rejeita o racismo, tolera a homofobia e incentiva a xenofobia.
Não há outra explicação
- Homem que tem ciúme do outro é viadagem. E eu não trabalho com homossexual, não tenho viado no meu elenco. Eu trabalho com homem.
A declaração é do técnico do Goiás, Hélio dos Anjos, homófobo padrão dos gramados, reforçando o cenário de forte preconceito existente no meio futebolístico.
Assim como entre os evangélicos, a maioria dos profissionais do chamado “esporte pra machos” está sempre a fazer declarações similares. E aí entram, salvo as sempre aplaudidas exceções, jogadores, treinadores, área jornalística especializada, e, o que é pior, a torcida.
Agora mesmo em julho, o Mineirão foi palco de outro vergonhoso caso de homofobia no futebol brasileiro, quando o jogador do São Paulo Richarlyson, nem bem entrou em campo, tornou-se alvo da torcida do Atlético MG que passou a chamar o jogador de ‘bicha’ em todos os lances ou faltas em que ele se envolvia.
Poucos veículos, raros até, repercutiram o caso como deveria. Alguns radialistas trataram a questão como “paixão clubística” de torcedor.
É o caso de considerar que a mídia esportiva no Brasil rejeita o racismo, tolera a homofobia e incentiva a xenofobia.
Não há outra explicação
Pé na estrada
Nos últimos oito dias, Ana Júlia andou o Sudeste do Estado, foi a Brasília, passou mais 24 horas em Belém e, neste momento (10h45), encontra-se em cima de um palanque, no centro de uma belíssima praça, em Ipixuna, às margens da Rodovia Belém-Brasília.
Governadora entrega viaturas, escola e uma praça, onde ela discursa, neste momento, falando para cerca de três mil pessoas.
Na última quarta-feira, em Parauapebas, a governadora inaugurou três escolas e visitou a moderna estação de tratamento de água que será inagurada em novembro.
Vai ser assim, agora, de quinta a domingo, Ana inaugurando obras, conforme cronograma aprovado na última reunião do chamado conselho político que se reúne com ela, toda segunda, no Palácio.
Governadora entrega viaturas, escola e uma praça, onde ela discursa, neste momento, falando para cerca de três mil pessoas.
Na última quarta-feira, em Parauapebas, a governadora inaugurou três escolas e visitou a moderna estação de tratamento de água que será inagurada em novembro.
Vai ser assim, agora, de quinta a domingo, Ana inaugurando obras, conforme cronograma aprovado na última reunião do chamado conselho político que se reúne com ela, toda segunda, no Palácio.
Coluna Diário do Pará
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Cassação de Maurino
Um grupo de empresários de Parauapebas, que tem como referência Abimael Barbosa da Rocha, foi quem disponibilizou documentos para a constituição de provas da denúncia, protocolada ontem em Marabá, pedindo a cassação do mandato eletivo do prefeito Maurino Magalhães, conforme divulgou o blog do colunista, na tarde de quinta-feira, 17, com exclusividade. Cópias de cheques, recibos, depósitos de valores em contas de familiares do prefeito, além de outros documentos integram conjunto da ação que denuncia Maurino por prática de caixa dois, na campanha eleitoral de 2008.
Caixa dois
A despacho do juiz Cristiano Magalhães, a ação deverá ser encaminhada para o Ministério Público se manifestar. Abimael e outros empresários de Parauapebas se destacaram como influentes financiadores da campanha do prefeito de Marabá, bancando material gráfico, locação de veículos e liberação de recursos. O mais grave é a coincidência de valores, entre o que legalmente a coligação partidária apoiadora do prefeito declarou ao TRE, e o que se caracteriza como suposto caixa dois de campanha: pouco mais de R$ 800 mil. A via-crúcis vai começar.
Não tão antigo
Vinicius Hesketh esclarece que Neuton Miranda não presidente o PCdoB há mais de 20 anos. “Entre 2001 e 2007 a presidência do Comitê Estadual foi exercida pela jovem Leila Márcia Santos. (...) Antes dela, não sabendo lhe precisar por quanto tempo, a presidência do PCdoB estadual foi exercida por Socorro Gomes”, diz, explicando que Neuton retornou à direção da legenda “devido a sua experiência para manter a unidade do Partido após a saída de Paulo Fonteles e Sandra Batista”. A coluna, no entanto, citou apenas o deputado Arnaldo Jordy a completar vinte anos presidindo o PPS. Neuton Miranda foi diagnosticado apenas como dirigente “longevo”. Vide edição passada.
Um grupo de empresários de Parauapebas, que tem como referência Abimael Barbosa da Rocha, foi quem disponibilizou documentos para a constituição de provas da denúncia, protocolada ontem em Marabá, pedindo a cassação do mandato eletivo do prefeito Maurino Magalhães, conforme divulgou o blog do colunista, na tarde de quinta-feira, 17, com exclusividade. Cópias de cheques, recibos, depósitos de valores em contas de familiares do prefeito, além de outros documentos integram conjunto da ação que denuncia Maurino por prática de caixa dois, na campanha eleitoral de 2008.
Caixa dois
A despacho do juiz Cristiano Magalhães, a ação deverá ser encaminhada para o Ministério Público se manifestar. Abimael e outros empresários de Parauapebas se destacaram como influentes financiadores da campanha do prefeito de Marabá, bancando material gráfico, locação de veículos e liberação de recursos. O mais grave é a coincidência de valores, entre o que legalmente a coligação partidária apoiadora do prefeito declarou ao TRE, e o que se caracteriza como suposto caixa dois de campanha: pouco mais de R$ 800 mil. A via-crúcis vai começar.
Não tão antigo
Vinicius Hesketh esclarece que Neuton Miranda não presidente o PCdoB há mais de 20 anos. “Entre 2001 e 2007 a presidência do Comitê Estadual foi exercida pela jovem Leila Márcia Santos. (...) Antes dela, não sabendo lhe precisar por quanto tempo, a presidência do PCdoB estadual foi exercida por Socorro Gomes”, diz, explicando que Neuton retornou à direção da legenda “devido a sua experiência para manter a unidade do Partido após a saída de Paulo Fonteles e Sandra Batista”. A coluna, no entanto, citou apenas o deputado Arnaldo Jordy a completar vinte anos presidindo o PPS. Neuton Miranda foi diagnosticado apenas como dirigente “longevo”. Vide edição passada.
Cobre à vista
Audiências públicas do Projeto Cristalino, a ser tocado pela Vale em Curionópolis, tiveram inicio ontem, em Marabá -, e prosseguem nesta sexta-feira na cidade de Parauapebas. Na primeira rodada de debates, participaram diretores da mineradora, membros do MP, dirigentes de entidades populares e o prefeito Wanderon Chamon. O Cristalino produzirá 340 mil toneladas por ano de concentrado de cobre, com vida útil de 24 anos. O município sonha com a ativação do projeto como força motriz para reduzir o desemprego, gerando renda e diversas outras oportunidades.
Descompressão ambiental
Espíritos ficaram mais desarmados depois que Aníbal Picanço fez a entrega, quarta-feira, em Marabá, das primeiras licenças emitidas pela SEMA para o setor produtivo do Sudeste, em sua sede descentralizada. O governo do Estado ganhou pontos, principalmente porque ficou constatada a eficiência das ações do processo de desconcentração prometido por Ana Júlia desde o inicio de sua gestão, mas que estava emperrado durante a gestão do ex-secretário Valmir Ortega. Cláudio Cunha, diretor de Planejamento Ambiental, cumpriu à risca as determinações de Picanço, montando a estrutura de Marabá sob o comando de Tony Rosa.
Cofre tufado
Prefeitura rica é outra coisa. O prefeito de Marabá, Maurino Magalhães, por exemplo, está esnobando convite de Ana Júlia para assinar convênio no valor de R$ 5 milhões destinado à zona rural do município. Há tempos o Palácio dos Despachos aguarda em vão a confirmação da presença do dirigente marabaense para agilizar o repasse da verba.
UMAS & OUTRAS
Exemplares do Diário do Pará destacando denúncia da coluna sobre manobras da Coomigasp para privatizar a mecanização do ouro estão sendo encaminhados à corregedoria do Ministério das Minas e Energia.
Até a próxima terça-feira, a Construfox conclui a reconstituição da PA-150, entre Marabá e Novo Ipixuna. Serviço de qualidade.
Já no inicio da noite de ontem setores de inteligência da Polícia Civil começavam a descartar motivações política e questão ligada à terra o atentado sofrido pelo agricultor Wilson Silva Moreira, em Santa do Araguaia, ferido com dois balaços.
Na Estação Gourmet, no inicio da tarde de ontem, concentrada conversa envolveu por muito tempo o ex-prefeito de Marabá, Sebastião Miranda (PRB), e os secretários estaduais Maurílio Monteiro e Carlos Botelho. Só os três numa mesa.
Após a publicação do post sobre o pedido de cassação do prefeito Maurino Magalhães, às 13h41, até às 23 horas, o blog do colunista “bombou”, com 837 acessos, no período.
Audiências públicas do Projeto Cristalino, a ser tocado pela Vale em Curionópolis, tiveram inicio ontem, em Marabá -, e prosseguem nesta sexta-feira na cidade de Parauapebas. Na primeira rodada de debates, participaram diretores da mineradora, membros do MP, dirigentes de entidades populares e o prefeito Wanderon Chamon. O Cristalino produzirá 340 mil toneladas por ano de concentrado de cobre, com vida útil de 24 anos. O município sonha com a ativação do projeto como força motriz para reduzir o desemprego, gerando renda e diversas outras oportunidades.
Descompressão ambiental
Espíritos ficaram mais desarmados depois que Aníbal Picanço fez a entrega, quarta-feira, em Marabá, das primeiras licenças emitidas pela SEMA para o setor produtivo do Sudeste, em sua sede descentralizada. O governo do Estado ganhou pontos, principalmente porque ficou constatada a eficiência das ações do processo de desconcentração prometido por Ana Júlia desde o inicio de sua gestão, mas que estava emperrado durante a gestão do ex-secretário Valmir Ortega. Cláudio Cunha, diretor de Planejamento Ambiental, cumpriu à risca as determinações de Picanço, montando a estrutura de Marabá sob o comando de Tony Rosa.
Cofre tufado
Prefeitura rica é outra coisa. O prefeito de Marabá, Maurino Magalhães, por exemplo, está esnobando convite de Ana Júlia para assinar convênio no valor de R$ 5 milhões destinado à zona rural do município. Há tempos o Palácio dos Despachos aguarda em vão a confirmação da presença do dirigente marabaense para agilizar o repasse da verba.
UMAS & OUTRAS
Exemplares do Diário do Pará destacando denúncia da coluna sobre manobras da Coomigasp para privatizar a mecanização do ouro estão sendo encaminhados à corregedoria do Ministério das Minas e Energia.
Até a próxima terça-feira, a Construfox conclui a reconstituição da PA-150, entre Marabá e Novo Ipixuna. Serviço de qualidade.
Já no inicio da noite de ontem setores de inteligência da Polícia Civil começavam a descartar motivações política e questão ligada à terra o atentado sofrido pelo agricultor Wilson Silva Moreira, em Santa do Araguaia, ferido com dois balaços.
Na Estação Gourmet, no inicio da tarde de ontem, concentrada conversa envolveu por muito tempo o ex-prefeito de Marabá, Sebastião Miranda (PRB), e os secretários estaduais Maurílio Monteiro e Carlos Botelho. Só os três numa mesa.
Após a publicação do post sobre o pedido de cassação do prefeito Maurino Magalhães, às 13h41, até às 23 horas, o blog do colunista “bombou”, com 837 acessos, no período.
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sexta-feira, setembro 18, 2009
Obras avançam na TRANSAM
A Secretaria de Comunicação da prefeitura de Marabá informa que as obras de duplicação da Transamazônica (BR-230), trecho de aproximadamente seis quilômetros entre o Km 6 e a ponte sobre o rio Itacaiúnas, “vem cumprindo rigorosamente o cronograma estabelecido que prevê sua conclusão para o segundo semestre de 2010.
Conforme reforça nota da SECOM, “a duplicação é uma reivindicação antiga dos moradores do município em virtude do grande congestionamento e volume de acidentes, parceria entre Governo Federal, através do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes - DNIT e Prefeitura”.
Investimentos são de R$ 84 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Em Brasília, a prefeitura de Marabá busca adequar ao projeto original em execução a inclusão de uma ciclovia percorrendo todo o trecho duplicado.
Inicialmente prevista para setembro de 2010, a conclusão das obras de duplicação da ponte sobre o rio Itacaiúnas já está sendo antecipada para maio, tal o ritmo imposto aos trabalhos.
“De um total de onze pilares que sustentarão o novo anexo da ponte, dois dos quais erguidos sobre o leito do rio, sete já se encontram com suas estruturas de fundação concluídas”, diz a nota.
Além da rodovia duplicada, o projeto compreende ainda, três viadutos e quatro passarelas aéreas.
Na sequência de imagens do forógrafo Geraldo, da SECOM,, a dimensão da obra.
Obra de duplicação da Transamazônica tocada ritmo acelerado.
Vigas de concreto para sustentação da ponte estão praticamente pronta.
De um total de 11 pilares, sete estão concluídos.
Dois pilares estão sendo erguidos sobre o leito do rio.
Conforme reforça nota da SECOM, “a duplicação é uma reivindicação antiga dos moradores do município em virtude do grande congestionamento e volume de acidentes, parceria entre Governo Federal, através do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes - DNIT e Prefeitura”.
Investimentos são de R$ 84 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Em Brasília, a prefeitura de Marabá busca adequar ao projeto original em execução a inclusão de uma ciclovia percorrendo todo o trecho duplicado.
Inicialmente prevista para setembro de 2010, a conclusão das obras de duplicação da ponte sobre o rio Itacaiúnas já está sendo antecipada para maio, tal o ritmo imposto aos trabalhos.
“De um total de onze pilares que sustentarão o novo anexo da ponte, dois dos quais erguidos sobre o leito do rio, sete já se encontram com suas estruturas de fundação concluídas”, diz a nota.
Além da rodovia duplicada, o projeto compreende ainda, três viadutos e quatro passarelas aéreas.
Na sequência de imagens do forógrafo Geraldo, da SECOM,, a dimensão da obra.
Obra de duplicação da Transamazônica tocada ritmo acelerado.
Vigas de concreto para sustentação da ponte estão praticamente pronta.
De um total de 11 pilares, sete estão concluídos.
Dois pilares estão sendo erguidos sobre o leito do rio.
Força da produção
Notícia gostosa de se dar: Marabá é o 37º município que mais empregou no Brasil no mês de agosto, liderando com Belém a maior quantidade de contratações no Pará. Informação está inserida no CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego.
Freio de arrumação
Outra boa notícia: por unanimidade, o Diretório Nacional do PT anunciou a suspensão dos deputados Luiz Bassuma (BA) e Henrique Afonso (AC), que se manifestam contra a legalização do aborto. Os integrantes do diretório entenderam que os deputados infringiram a ética partidária ao “militarem” contra resolução do 3º Congresso Nacional do PT, a favor da descriminalização do aborto. Bassuma teve seus direitos suspensos por 1 ano e Henrique Afonso por 90 dias.
É isso aí: pisa nesses reacionários!
Bom mesmo seria expulsá-los da legenda.
É isso aí: pisa nesses reacionários!
Bom mesmo seria expulsá-los da legenda.
Estigma da cassação
Marabá estremeceu com o furo do blog sobre o pedido de cassação do prefeito Maurino Magalhães. Em todo canto da cidade, não tem outro assunto pra bate-papo.
Do lado da administração pública, apreensão e incredulidade. Mas o prefeito trabalha normalmente.
Por volta de 10 horas de hoje, o poster falou com um dos auxiliares que o acompanham, de nome Mário, no exato momento em que Maurino participava de concorrida reunião num bairro local. Na oportunidade, o blog comunicou pretender ouvir o chefe do executivo a respeito da ação por crime eleitoral. Até agora, ainda não houve retorno.
Desde a eleição de Nagib Mutran Neto, em 1988, o município vem convivendo com a instabilidade originária de processos de cassação de prefeitos.
À época, Nagib foi cassado.
A ameaça de degola, não confirmada, andou girando também a cadeira de Haroldo Bezerra, conseqüência do rompimento dele com seu vice, Reinaldo Zucatelli.
Nem bem conseguiu sua reeleição em 2000, Geraldo Veloso teve a diplomação cassada, readquirindo o direito consagrada em urna depois de disputa no TRE.
A sequência do mandato popular de Tião Miranda foi quebrada por cinco meses, cassado sob acusação de abuso do poder econômico, período no qual o então presidente da Câmara, Maurino Magalhães, assumiu o controle do município e construiu a pista que o conduziu com extrema facilidade ao cargo que hoje ocupa.
Agora, também, ameaçado.
Do lado da administração pública, apreensão e incredulidade. Mas o prefeito trabalha normalmente.
Por volta de 10 horas de hoje, o poster falou com um dos auxiliares que o acompanham, de nome Mário, no exato momento em que Maurino participava de concorrida reunião num bairro local. Na oportunidade, o blog comunicou pretender ouvir o chefe do executivo a respeito da ação por crime eleitoral. Até agora, ainda não houve retorno.
Desde a eleição de Nagib Mutran Neto, em 1988, o município vem convivendo com a instabilidade originária de processos de cassação de prefeitos.
À época, Nagib foi cassado.
A ameaça de degola, não confirmada, andou girando também a cadeira de Haroldo Bezerra, conseqüência do rompimento dele com seu vice, Reinaldo Zucatelli.
Nem bem conseguiu sua reeleição em 2000, Geraldo Veloso teve a diplomação cassada, readquirindo o direito consagrada em urna depois de disputa no TRE.
A sequência do mandato popular de Tião Miranda foi quebrada por cinco meses, cassado sob acusação de abuso do poder econômico, período no qual o então presidente da Câmara, Maurino Magalhães, assumiu o controle do município e construiu a pista que o conduziu com extrema facilidade ao cargo que hoje ocupa.
Agora, também, ameaçado.
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Prefeitura de Marabá
quinta-feira, setembro 17, 2009
Empresário reúne provas contra Maurino
Um suposto caixa dois ameaça tirar a prefeitura das mãos de Maurino Magalhães.
Pedido de cassação do mandato eletivo do prefeito de Marabá foi protocolado hoje, no final da manhã, para despacho do juiz Cristiano Magalhães, que deverá encaminhar a peça para o Ministério Público se manifestar.
Como há resolução do TSE, aprovada em março deste ano, extinguindo o prazo de até 15 dias contados da diplomação, para o pedido de cassação de diplomados, a ação têm tudo para prosperar, conforme garantiu há pouco um advogado de Marabá, dependendo da qualidade das provas inseridas no contexto da ação.
Maurino Magalhães está sendo acusado de prática de caixa dois, durante a campanha eleitoral de 2008, por um grupo de financiadores residentes em Parauapebas, tendo à frente o comerciante Abimael, que teria reunido cópias de cheques assinados por ele, recibos e uma série de outros documentos, totalizando montante de mais de R$ 800 mil, excluídos da prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral pela coligação partidária que elegeu o atual prefeito marabaense.
Ao TRE, Maurino prestou contas dos gastos da campanha eleitoral algo pouco superior a R$ 800 mil, quase o mesmo valor do caixa dois indicado na ação.
O blog continua apurando. Mais detalhes, a qualquer momento.
Pedido de cassação do mandato eletivo do prefeito de Marabá foi protocolado hoje, no final da manhã, para despacho do juiz Cristiano Magalhães, que deverá encaminhar a peça para o Ministério Público se manifestar.
Como há resolução do TSE, aprovada em março deste ano, extinguindo o prazo de até 15 dias contados da diplomação, para o pedido de cassação de diplomados, a ação têm tudo para prosperar, conforme garantiu há pouco um advogado de Marabá, dependendo da qualidade das provas inseridas no contexto da ação.
Maurino Magalhães está sendo acusado de prática de caixa dois, durante a campanha eleitoral de 2008, por um grupo de financiadores residentes em Parauapebas, tendo à frente o comerciante Abimael, que teria reunido cópias de cheques assinados por ele, recibos e uma série de outros documentos, totalizando montante de mais de R$ 800 mil, excluídos da prestação de contas apresentada à Justiça Eleitoral pela coligação partidária que elegeu o atual prefeito marabaense.
Ao TRE, Maurino prestou contas dos gastos da campanha eleitoral algo pouco superior a R$ 800 mil, quase o mesmo valor do caixa dois indicado na ação.
O blog continua apurando. Mais detalhes, a qualquer momento.
PC investiga atentado contra agricultor
Em nota à imprensa, a executiva estadual do Partido dos Trabalhadores confirma o início das investigações em torno do atentado contra o agricultor Wilson Silva Moreira, membro do diretório municipal do PT de Santana do Araguaia, ocorrido naquele município, na manhã de quarta-feira, 16. Segundo o comunicado, o delegado do Interior, Miguel Cunha, já definiu a equipe que se deslocará até o cenário do crime para apurar as circunstâncias do baleamento.
Wilson Silva Moreira recebeu dois tiros quando se aproximava de uma das fazendas Santa Bárbara, pertencente ao Grupo Oportunity, do banqueiro Daniel Dantas.
O agricultor foi operado, mas continua com duas balas alojadas no corpo.
Na nota, João Batista, presidente estadual do PT, “manifesta sua preocupação com o clima de violência crescente, na área da fazenda Santa Bárbara, marcada pela violência, e isso nos preocupa muito. Por isso, estamos acompanhando o caso e pedindo ao Governo do Estado a apuração dos fatos e a punição dos responsáveis”.
Wilson Silva Moreira recebeu dois tiros quando se aproximava de uma das fazendas Santa Bárbara, pertencente ao Grupo Oportunity, do banqueiro Daniel Dantas.
O agricultor foi operado, mas continua com duas balas alojadas no corpo.
Na nota, João Batista, presidente estadual do PT, “manifesta sua preocupação com o clima de violência crescente, na área da fazenda Santa Bárbara, marcada pela violência, e isso nos preocupa muito. Por isso, estamos acompanhando o caso e pedindo ao Governo do Estado a apuração dos fatos e a punição dos responsáveis”.
Pedida a cassação de Maurino Magalhães
Oficializado, agora há pouco, o pedido de cassação do mandato do prefeito Maurino Magalhães (PR).
Mais tarde o blog conta detalhes.
Mais tarde o blog conta detalhes.
quarta-feira, setembro 16, 2009
Sema treina técnicos em Marabá
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) iniciou, nesta manhã (16), treinamento sobre Cadastramento Ambiental Rural (CAR), no auditório da Secretaria Municipal de Saúde de Marabá, com o objetivo qualificar técnicos da área para o rápido acesso ao CAR, um certificado que dá segurança jurídica à propriedade rural.
Segundo o secretário de Estado de Meio Ambiente, Anibal Picanço, o cadastro serve como mapeamento e registro das obrigações ambientais, regularização, ordenamento e planejamento ambiental das propriedades rurais. O cadastro pode ser feito pela internet no site da Sema (www.sema.pa.gov.br). "É o primeiro passo à obtenção de qualquer licença ambiental para uso ou exploração dos recursos naturais da propriedade rural, mas por si só não autoriza qualquer atividade econômica no imóvel rural, exploração florestal, supressão vegetal, nem se constitui em prova da posse ou propriedade para fins de regularização fundiária", esclareceu o secretário.
Em Marabá e municípios do entorno, a atividade agropecuária é intensa e os produtores estão obrigados a fazer o cadastro até janeiro de 2010 ou ficarão impedidos de vender carne para frigoríficos por causa do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado por eles e pelo governo do Estado com o Ministério Público. O cadastro pede um mapa georreferenciado da propriedade rural - o levantamento do perímetro da área. Os proprietários de áreas com até quatro módulos fiscais, sem condições técnicas e financeiras para realizar o cadastro, podem procurar auxílio na Sema e na Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).
Será garantido amplo acesso ao pequeno proprietário rural interessado no CAR, para que comprove sua regularidade ambiental diante das instituições financeiras para aquisição de crédito rural. E não será concedido licenciamento de qualquer natureza para o imóvel rural que não esteja inscrito no Cadastro.
Aníbal Picanço destacou que a inscrição de imóveis rurais no CAR é mais um passo do governo em direção à regularização ambiental e fundiária no Pará.
Segundo o secretário de Estado de Meio Ambiente, Anibal Picanço, o cadastro serve como mapeamento e registro das obrigações ambientais, regularização, ordenamento e planejamento ambiental das propriedades rurais. O cadastro pode ser feito pela internet no site da Sema (www.sema.pa.gov.br). "É o primeiro passo à obtenção de qualquer licença ambiental para uso ou exploração dos recursos naturais da propriedade rural, mas por si só não autoriza qualquer atividade econômica no imóvel rural, exploração florestal, supressão vegetal, nem se constitui em prova da posse ou propriedade para fins de regularização fundiária", esclareceu o secretário.
Em Marabá e municípios do entorno, a atividade agropecuária é intensa e os produtores estão obrigados a fazer o cadastro até janeiro de 2010 ou ficarão impedidos de vender carne para frigoríficos por causa do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado por eles e pelo governo do Estado com o Ministério Público. O cadastro pede um mapa georreferenciado da propriedade rural - o levantamento do perímetro da área. Os proprietários de áreas com até quatro módulos fiscais, sem condições técnicas e financeiras para realizar o cadastro, podem procurar auxílio na Sema e na Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).
Será garantido amplo acesso ao pequeno proprietário rural interessado no CAR, para que comprove sua regularidade ambiental diante das instituições financeiras para aquisição de crédito rural. E não será concedido licenciamento de qualquer natureza para o imóvel rural que não esteja inscrito no Cadastro.
Aníbal Picanço destacou que a inscrição de imóveis rurais no CAR é mais um passo do governo em direção à regularização ambiental e fundiária no Pará.
Fonte: Agência Pará
terça-feira, setembro 15, 2009
Serra Pelada: ouro de tolo
Na coluna de hoje do Diário do Pará, o poster coloca a colher, de novo, na questão Serra Pelada, denunciando a trama que os diretores da chamada Coomigasp desenham para assumir, com força jurídica, o controle total da área destinada à mecanização do ouro provavelmente existente ali em grande escala.
Desde o dia em que lemos na imprensa uma figura chamada Toni Duarte acusando o deputado federal Paulo Rocha (PT) de posicionar-se contra a assinatura, pelo DNPM, do alvará de lavra para a cooperativa dos garimpeiros tocar a extração aurífera, desconfiamos de que havia farinha demais no angu.
Qualquer pessoa residente no Sul do Pará há pelo menos vinte anos sabe que o deputado petista é um dos políticos paraenses que mais se debatem em Brasília para resolver a questão de Serra Pelada.Pelo menos os garimpeiros verdadeiramente domiciliados na vila de SP, aqueles que sofrem os efeitos da miséria reinante, têm consciência disso. E se até hoje a encrenca não foi debelada é por causa dos interesses dos malandros que rondam a gororoba, cada qual puxando pro seu lado, ambicionando ganhar rios de dinheiro roubando os coitados garimpeiros e alimentado-os com falsas promessas.
No meio da matilha que sempre procura ocupar a fedorenta Coomigasp, tem de tudo, bacuraus de toda espécie - menos santo. Tem gente feito escória rejeitada pela civilização.
Todos, sem exceção, enganando a multidão de cinco mil pessoas residentes na vila de Serra Pelada, e outras cinco mil agora domiciliadas em municípios paraenses do entorno, ao fim e cabo, vítimas maiores da enganação e da malandragem.
Na sexta-feira passada decidimos ir a Curionópolis e Serra Pelada medir a temperatura.
Conversamos com muita gente, ouvindo reclamações de toda espécie e detectamos, também, a esperança nos olhos dos garimpeiros mais sofridos, achando que, "agora, a coisa vai”.
A Colossus (empresa contratada para mecaniar o garimpo), na visão da maioria, depois de anos de açoite, resgatará suas dignidades.
Mas há também aqueles garimpeiros desconfiados com os passos de um time formado por Gesse Simão, presidente da Coomigasp, e do “marqueteiro” e porta-voz da matilha, o dito Toni Duarte que, para quem não sabe, é dedo-e-unha do ministro Edison Lobão, do Ministério das Minas e Energia. Esse moço, Toni, esperto que só marreteiro de esquina, tem um blog e uma rádio digital os quais utiliza para propagar “maravilhas” e ataques aos adversários do time maranhense.
Hoje, a coluna no Diário do Pará faz um alerta a todo o Estado.
Porque se não houver ação rápida e corajosa dos governos, a matilha conseguirá dá um nó bem dado, dominando totalmente o controle acionário dos direitos de exploração da jazida.
Os verdadeiros garimpeiros estão na iminência de ficar fora da festa por absoluta falta de segurança jurídica.
Os garimpeiros de Serra Pelada, residentes no Pará, são em torno de dez mil pessoas. E, também, são eles que sentem as agruras diárias da falta de perspectivas.
A matilha vislumbra não defendê-los, mas a seus interesses pessoais e aos interesses políticos de Edison Lobão, o magérrimo ministro de Sarney que nunca largou os restos da ossada garimpeira, sempre potencializada em época de eleição para gerar os fieis votos a ele depositados em terras maranhenses.
O que o deputado federal Paulo Rocha tem dito, em suas entrevistas na região, é exatamente isso que o blog e a coluna abordam: fazer o governo federal instituir um grupo de trabalho para regular todas as ações da Colossus e da matilha, esta de olhinhos virando pra cima do larjã.
A criação da empresa Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral S.A, pela Coomigasp, também contada hoje no Diário do Pará, é outro aviso de que sem um marco regulador, os verdadeiros garimpeiros não sentirão cheiro nem do melechete.
Esse tipo de discussão não interessa aos bacuraus de Lobão. Eles temem exatamente isso que Paulo Rocha defende há muito tempo. E, na esperteza comum a todo bacurau, giram rapidamente suas ações.
Por exemplo: a cessão pelo governo federal de uma aposentadoria vitalícia aos garimpeiros deserdados vem sendo defendida com insistência pelos dirigentes da Coomigasp. Fazem pressão de todo tipo em Brasília para Lula enviar proposta ao Congresso Nacional instituindo a aposentadoria.
Na verdade, uma espécie de “cala a boca” para facilitar as aprovações, em assembléias, das propostas suspeitas dos caratonhas.
E, o que é pior, partiram também, agora, pra massacrar seus opositores.
Ainda neste mês de setembro, os atuais mandatários da cooperativa realizarão ao que eles chamam de “pré-assembléias regionais”, reunindo gente nas “delegacias” criadas em diversos estados para, entre outros assuntos, propor a expulsão do quadro social da entidade de sócios considerados, pelos manda-chuvas, “nocivos a sociedade”.
É a chamada caça aos seus opositores sendo colocada em prática. E, para quem conhece os humores de Serra Pelada, muita gente ali leva ao pé da letra a máxima de que para “toda ação tem uma reação”.
É o prenúncio de mortes, assassinatos e toda espécie de comportamento selvagem característico de terra sem lei.
Se as autoridades paraenses não assumirem postura responsável diante dessa safadeza institucionalizada em Serra Pelada, a limpeza da xepa da feira ficará a cargo do próprio governo paraense, com seus efeitos nocivo a imagem e à paz do Estado.
Desde o dia em que lemos na imprensa uma figura chamada Toni Duarte acusando o deputado federal Paulo Rocha (PT) de posicionar-se contra a assinatura, pelo DNPM, do alvará de lavra para a cooperativa dos garimpeiros tocar a extração aurífera, desconfiamos de que havia farinha demais no angu.
Qualquer pessoa residente no Sul do Pará há pelo menos vinte anos sabe que o deputado petista é um dos políticos paraenses que mais se debatem em Brasília para resolver a questão de Serra Pelada.Pelo menos os garimpeiros verdadeiramente domiciliados na vila de SP, aqueles que sofrem os efeitos da miséria reinante, têm consciência disso. E se até hoje a encrenca não foi debelada é por causa dos interesses dos malandros que rondam a gororoba, cada qual puxando pro seu lado, ambicionando ganhar rios de dinheiro roubando os coitados garimpeiros e alimentado-os com falsas promessas.
No meio da matilha que sempre procura ocupar a fedorenta Coomigasp, tem de tudo, bacuraus de toda espécie - menos santo. Tem gente feito escória rejeitada pela civilização.
Todos, sem exceção, enganando a multidão de cinco mil pessoas residentes na vila de Serra Pelada, e outras cinco mil agora domiciliadas em municípios paraenses do entorno, ao fim e cabo, vítimas maiores da enganação e da malandragem.
Na sexta-feira passada decidimos ir a Curionópolis e Serra Pelada medir a temperatura.
Conversamos com muita gente, ouvindo reclamações de toda espécie e detectamos, também, a esperança nos olhos dos garimpeiros mais sofridos, achando que, "agora, a coisa vai”.
A Colossus (empresa contratada para mecaniar o garimpo), na visão da maioria, depois de anos de açoite, resgatará suas dignidades.
Mas há também aqueles garimpeiros desconfiados com os passos de um time formado por Gesse Simão, presidente da Coomigasp, e do “marqueteiro” e porta-voz da matilha, o dito Toni Duarte que, para quem não sabe, é dedo-e-unha do ministro Edison Lobão, do Ministério das Minas e Energia. Esse moço, Toni, esperto que só marreteiro de esquina, tem um blog e uma rádio digital os quais utiliza para propagar “maravilhas” e ataques aos adversários do time maranhense.
Hoje, a coluna no Diário do Pará faz um alerta a todo o Estado.
Porque se não houver ação rápida e corajosa dos governos, a matilha conseguirá dá um nó bem dado, dominando totalmente o controle acionário dos direitos de exploração da jazida.
Os verdadeiros garimpeiros estão na iminência de ficar fora da festa por absoluta falta de segurança jurídica.
Os garimpeiros de Serra Pelada, residentes no Pará, são em torno de dez mil pessoas. E, também, são eles que sentem as agruras diárias da falta de perspectivas.
A matilha vislumbra não defendê-los, mas a seus interesses pessoais e aos interesses políticos de Edison Lobão, o magérrimo ministro de Sarney que nunca largou os restos da ossada garimpeira, sempre potencializada em época de eleição para gerar os fieis votos a ele depositados em terras maranhenses.
O que o deputado federal Paulo Rocha tem dito, em suas entrevistas na região, é exatamente isso que o blog e a coluna abordam: fazer o governo federal instituir um grupo de trabalho para regular todas as ações da Colossus e da matilha, esta de olhinhos virando pra cima do larjã.
A criação da empresa Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral S.A, pela Coomigasp, também contada hoje no Diário do Pará, é outro aviso de que sem um marco regulador, os verdadeiros garimpeiros não sentirão cheiro nem do melechete.
Esse tipo de discussão não interessa aos bacuraus de Lobão. Eles temem exatamente isso que Paulo Rocha defende há muito tempo. E, na esperteza comum a todo bacurau, giram rapidamente suas ações.
Por exemplo: a cessão pelo governo federal de uma aposentadoria vitalícia aos garimpeiros deserdados vem sendo defendida com insistência pelos dirigentes da Coomigasp. Fazem pressão de todo tipo em Brasília para Lula enviar proposta ao Congresso Nacional instituindo a aposentadoria.
Na verdade, uma espécie de “cala a boca” para facilitar as aprovações, em assembléias, das propostas suspeitas dos caratonhas.
E, o que é pior, partiram também, agora, pra massacrar seus opositores.
Ainda neste mês de setembro, os atuais mandatários da cooperativa realizarão ao que eles chamam de “pré-assembléias regionais”, reunindo gente nas “delegacias” criadas em diversos estados para, entre outros assuntos, propor a expulsão do quadro social da entidade de sócios considerados, pelos manda-chuvas, “nocivos a sociedade”.
É a chamada caça aos seus opositores sendo colocada em prática. E, para quem conhece os humores de Serra Pelada, muita gente ali leva ao pé da letra a máxima de que para “toda ação tem uma reação”.
É o prenúncio de mortes, assassinatos e toda espécie de comportamento selvagem característico de terra sem lei.
Se as autoridades paraenses não assumirem postura responsável diante dessa safadeza institucionalizada em Serra Pelada, a limpeza da xepa da feira ficará a cargo do próprio governo paraense, com seus efeitos nocivo a imagem e à paz do Estado.
Coluna Diário do Pará
Coluna do poster no Diário do Pará, edição desta terça-feira, 15:
Ana Júlia desembarca em Parauapebas, nesta quinta, para inaugurar uma das maiores escolas da região.
___________________
Trama diabólica
O governo do Pará e a bancada federal no Congresso precisam estar atentos às manobras que o grupo controlador da Coomigasp desenvolve para transformar a área aurífera de Serra Pelada em propriedade privada, sob a gestão da empresa Colossus e dos próprios membros da diretoria da cooperativa, que tem na presidência o maranhense Gesse Simão. O marco regulador da atividade de mecanização do garimpo nunca foi criado pelo governo federal, que seria um grupo de trabalho destinado a regulamentar a reserva garimpeira dando totais garantias de uso e deliberação aos principais interessados, os cerca de dez mil garimpeiros residentes no município de Curionópolis e que vivem na vila de SP em regime de total miséria. O primeiro passo à consecução da manobra privatista se consolidou com a criação da empresa Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral S.A.
Pra calar a boca
Idealizada pela matilha, supostamente destinada à operar como escudo dos acionistas e investidores no processo de exploração da mina já que a Coomigasp estaria “desarmada” para encarar débitos da ordem de R$ 500 milhões, envolvendo dívidas cíveis e trabalhistas, a SPCDM, num futuro próximo, pode deixar os verdadeiros garimpeiros fora do bolo de tudo o que for apurado na mina, com um turbilhão de problemas debitado depois na conta dos governos estadual e municipal. A insistência com que a matilha pressiona o governo para enviar ao Congresso Nacional proposta de criação de uma aposentadoria vitalícia para cerca de 43 mil garimpeiros faz parte do jogo. O blog do colunista conta todos os detalhes dessa sórdida cabuquice, citando, inclusive, os seus principais personagens - entre eles uma alta figura do governo federal.
DI autossustentável
O prefeito multimídia Darci Lermen (PT), tanto no seu blog quanto no twitter, defende a consolidação do distrito industrial de Parauapebas segmentado no setor de serviços, de olho nas diversas atividades das empresas grandes, médias e pequenas terceirizadas da Vale e da Buritirama, esta localizada no território de Marabá. Citando preocupações ambientais e de logística, Darci não vê nenhuma possibilidade de se desenvolver no DI a verticalização minerária, destacando a responsabilidade que a população do município deve ter para não permitir o açodamento dos 412 mil hectares da Flona de Carajás. O blog do prefeito está nesse endereço: www.pautacidada.blogspot.com
Normalizando atendimento
A direção do Hospital Regional do Baixo Amazonas, em Santarém, anuncia para o dia 21 de setembro o reinício de atendimento às consultas e exames suspensos desde a paralisação dos serviços médicos, reafirmando a normalidade, desde a semana passada, das internações eletivas, consultas e emissão de laudos de exames. Usuários serão atendidos conforme remarcação realizada pela Central de Regulação.
Esquerdas tortas
Quando a executiva estadual do PPS se reunir, próxima semana, para eleger sua nova diretoria, o deputado estadual Arnaldo Jordy deverá bater o recorde presidindo o partido, no Pará. Contando na ponta dos dedos, se aproximará de 20 anos à frente da legenda, após a renovação do atual mandato. Outro longevo dirigente partidário é o marabaense Neuton Miranda, presidente do PCdoB. Como se vê, os camaradas esquerdistas exibem belíssimos discursos de renovação partidária, desde que seja da porta pra fora.
UMAS & OUTRAS
O senador Flexa Ribeiro (PSDB) garantiu, no inicio da ontem de ontem, que votará, hoje, favorável ã liberdade na Internet, justificando sua posição por ser um dos usuários multimídia, assinando o twitter.
Finalmente, belas peças publicitárias começaram a ser liberadas em Marabá, pela Secom, divulgando o mais extenso projeto de saneamento em fase de implantação na cidade, pela Cosanpa.
Diretoria do Águia de Marabá decidiu investir pesado na formação de um grande time para o Campeonato Paraense. Objetivo é ser campeão do Estado, custe o que custar.
O governo do Pará e a bancada federal no Congresso precisam estar atentos às manobras que o grupo controlador da Coomigasp desenvolve para transformar a área aurífera de Serra Pelada em propriedade privada, sob a gestão da empresa Colossus e dos próprios membros da diretoria da cooperativa, que tem na presidência o maranhense Gesse Simão. O marco regulador da atividade de mecanização do garimpo nunca foi criado pelo governo federal, que seria um grupo de trabalho destinado a regulamentar a reserva garimpeira dando totais garantias de uso e deliberação aos principais interessados, os cerca de dez mil garimpeiros residentes no município de Curionópolis e que vivem na vila de SP em regime de total miséria. O primeiro passo à consecução da manobra privatista se consolidou com a criação da empresa Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral S.A.
Pra calar a boca
Idealizada pela matilha, supostamente destinada à operar como escudo dos acionistas e investidores no processo de exploração da mina já que a Coomigasp estaria “desarmada” para encarar débitos da ordem de R$ 500 milhões, envolvendo dívidas cíveis e trabalhistas, a SPCDM, num futuro próximo, pode deixar os verdadeiros garimpeiros fora do bolo de tudo o que for apurado na mina, com um turbilhão de problemas debitado depois na conta dos governos estadual e municipal. A insistência com que a matilha pressiona o governo para enviar ao Congresso Nacional proposta de criação de uma aposentadoria vitalícia para cerca de 43 mil garimpeiros faz parte do jogo. O blog do colunista conta todos os detalhes dessa sórdida cabuquice, citando, inclusive, os seus principais personagens - entre eles uma alta figura do governo federal.
DI autossustentável
O prefeito multimídia Darci Lermen (PT), tanto no seu blog quanto no twitter, defende a consolidação do distrito industrial de Parauapebas segmentado no setor de serviços, de olho nas diversas atividades das empresas grandes, médias e pequenas terceirizadas da Vale e da Buritirama, esta localizada no território de Marabá. Citando preocupações ambientais e de logística, Darci não vê nenhuma possibilidade de se desenvolver no DI a verticalização minerária, destacando a responsabilidade que a população do município deve ter para não permitir o açodamento dos 412 mil hectares da Flona de Carajás. O blog do prefeito está nesse endereço: www.pautacidada.blogspot.com
Normalizando atendimento
A direção do Hospital Regional do Baixo Amazonas, em Santarém, anuncia para o dia 21 de setembro o reinício de atendimento às consultas e exames suspensos desde a paralisação dos serviços médicos, reafirmando a normalidade, desde a semana passada, das internações eletivas, consultas e emissão de laudos de exames. Usuários serão atendidos conforme remarcação realizada pela Central de Regulação.
Esquerdas tortas
Quando a executiva estadual do PPS se reunir, próxima semana, para eleger sua nova diretoria, o deputado estadual Arnaldo Jordy deverá bater o recorde presidindo o partido, no Pará. Contando na ponta dos dedos, se aproximará de 20 anos à frente da legenda, após a renovação do atual mandato. Outro longevo dirigente partidário é o marabaense Neuton Miranda, presidente do PCdoB. Como se vê, os camaradas esquerdistas exibem belíssimos discursos de renovação partidária, desde que seja da porta pra fora.
UMAS & OUTRAS
O senador Flexa Ribeiro (PSDB) garantiu, no inicio da ontem de ontem, que votará, hoje, favorável ã liberdade na Internet, justificando sua posição por ser um dos usuários multimídia, assinando o twitter.
Finalmente, belas peças publicitárias começaram a ser liberadas em Marabá, pela Secom, divulgando o mais extenso projeto de saneamento em fase de implantação na cidade, pela Cosanpa.
Diretoria do Águia de Marabá decidiu investir pesado na formação de um grande time para o Campeonato Paraense. Objetivo é ser campeão do Estado, custe o que custar.
Ana Júlia desembarca em Parauapebas, nesta quinta, para inaugurar uma das maiores escolas da região.
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segunda-feira, setembro 14, 2009
Senador Flexa defende Internet
Assessoria de Flexa Ribeiro, comunicou, no início da noite, que ele votará favoravelmente à liberdade na Internet, esclarecendo que nao poderia haver outra leitura do processo se o senador, usuário da rede, têm perfil no Twitter com seguidores de todo o país.
Isto posto, o blog retira Flexa Ribeiro da lista dos dissumulados, permanecendo, no entanto, os outros dois senadores paraenses.
Continuem enfiando emails pr'essa dupla entatuzada (que fuça terra, escondendo o corpo):
José Nery (PSOL-PA) - josenery@senador.gov.br
Mário Couto (PSDB-PA) - mario.couto@senador.gov.br
Isto posto, o blog retira Flexa Ribeiro da lista dos dissumulados, permanecendo, no entanto, os outros dois senadores paraenses.
Continuem enfiando emails pr'essa dupla entatuzada (que fuça terra, escondendo o corpo):
José Nery (PSOL-PA) - josenery@senador.gov.br
Mário Couto (PSDB-PA) - mario.couto@senador.gov.br
Respeito às liberdades
"Seria impossível imaginar que você vai controlar a internet. A internet é uma coisa que fugiu ao controle de seu criador. É uma coisa que vamos ter que discutir muito. O que é importante é que a gente tenha o seguinte cuidado: a gente precisa normatizar sem proibir a liberdade de internet"
Declaração é de quem governa um país com quase 80% de aprovação popular, sem nunca tentar contra as liberdades individuais e dos meios de comunicação.
Lula, num programa de rádio, defendeu o uso da Internet, sem censura, durante a campanha eleitoral.
O presidente sugere a sua regulamentação, sem amarras nem proibições.
E os senadores do Pará, estarão de qual lado, amanhã, durante a votação do projeto?
Enfiem emails nas caixas eletrônicas desse pessoal, gente!
Taí, pra vocês:
José Nery (PSOL-PA) - josenery@senador.gov.br
Mário Couto (PSDB-PA) - mario.couto@senador.gov.br
Flexa Ribeiro (PSDB-PA) - flexaribeiro@senador.gov.br
Pra envergonhar paraense
Encapetados pro lado da omissão, os três senadores do Pará (Flexa Ribeiro, Mário Couto e José Nery) não declararam até agora se votarão contra a censura na web. Quando se posicionam assim na tática do esconde-esconde, é porque já assumiram o voto pró-degola da Internet.
É isso mesmo, quem tem buzico, como gostava de dizer o Juca, tem medo.
É isso mesmo, quem tem buzico, como gostava de dizer o Juca, tem medo.
Medo de encarar a blogosfera, durante o período eleitoral. Que vem, sim, distribuindo peia pra todo lado.
É só esperar.
Os emails dos três dissimulados estão abaixo, na relação de quem está contra e a favor da liberdade da web.
Quem vota para manter a restrição à web:
Marco Maciel (DEM-PE) - marco.maciel@senador.gov.br
Eduardo Azeredo (PSDB-MG) - eduardoazeredo@senador.gov.br
Quem vota a favor de derrubar a restrição à web:
Demostenes Torres (DEM-GO) - demostenes.torres@senador.gov.br
José Agripino (DEM-RN) - jose.agripino@senador.gov.br
Raimundo Colombo (DEM-SC) - raimundocolombo@senador.gov.br
Cristovam Buarque (PDT-DF) - cristovam@senador.gov.br
Osmar Dias (PDT-PR) - osmardias@senador.gov.br
José Sarney (PMDB-AP) - sarney@senador.gov.br
Pedro Simon (PMDB-RS) - simon@senador.gov.br
Romero Jucá (PMDB-RR) - romero.juca@senador.gov.br
Francisco Dornelles (PP-RJ) - francisco.dornelles@senador.gov.br
Renato Casagrande (PSB-ES) - renatoc@senador.gov.br
Álvaro Dias (PSDB-PR) - alvarodias@senador.gov.br
Arthur Virgílio (PSDB-AM) - arthur.virgilio@senador.gov.br
Aloizio Mercadante (PT-SP) - mercadante@senador.gov.br
Augusto Botelho (PT-RR) - augusto.botelho@senador.gov.br
Delcídio Amaral (PT-MS) - delcidio.amaral@senador.gov.br
Eduardo Suplicy (PT-SP) - eduardo.suplicy@senador.gov.br
Fátima Cleide (PT-RO) - fatima.cleide@senadora.gov.br
João Pedro (PT-AM) - joaopedro@senador.gov.br
Paulo Paim (PT-RS) - paulopaim@senador.gov.br
Tião Viana (PT-AC) - tiao.viana@senador.gov.br
Marina Silva (PV-AC) - marinasi@senado.gov.br
Senadores que não declararam como votarão:
Adelmir Santana (DEM-DF) - adelmir.santana@senador.gov.br
Antonio Carlos Júnior (DEM-BA) - acmjr@senador.gov.br
Efraim Morais (DEM-PB) - efraim.morais@senador.gov.br
Eliseu Resende (DEM-MG) - eliseuresende@senador.gov.br
Gilberto Goellner (DEM-MT) - gilberto.goellner@senador.gov.br
Heráclito Fortes (DEM-PI) - heraclito.fortes@senador.gov.br
Kátia Abreu (DEM-TO) - katia.abreu@senadora.gov.br
Maria do Carmo Alves (DEM-SE) - maria.carmo@senadora.gov.br
Rosalba Ciarlini (DEM-RN) - rosalba.ciarlini@senadora.gov.br
Inácio Arruda (PcdoB-CE) - inacioarruda@senador.gov.br
Flávio Torres (PDT-CE) - flaviotorres@senador.gov.br
Jefferson Praia (PDT-AM) - jefferson.praia@senador.gov.br
João Durval (PDT-BA) - joaodurval@senador.gov.br
Almeida Lima (PMDB-SE) almeida.lima@senador.gov.br
Garibaldi Alves Filho -(PMDB-RN) garibaldi.alves@senador.gov.br
Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) geraldo.mesquita@senador.gov.br
Gerson Camata (PMDB-ES) - gecamata@senador.gov.br
Gilvam Borges (PMDB-AP) - gilvamborges@senador.gov.br
Jarbas Vasconcelos (PDMB-PE) - jarbas.vasconcelos@senador.gov.br
Leomar Quintanilha (PMDB-TO) - leomar@senador.gov.br
Lobão Filho (PMDB-MA) - lobaofilho@senador.gov.br
Mão Santa (PMDB-PI) - maosanta@senador.gov.br
Mauro Fecury (PMDB-MA) - webmaster.secs@senado.gov.br
Neuto De Conto (PMDB-SC) - neutodeconto@senador.gov.br
Paulo Duque (PMDB-RJ) - paulo.duque@senador.gov.br
Renan Calheiros (PMDB-AL) - renan.calheiros@senador.gov.br
Valdir Raupp (PMDB-RO) - valdir.raupp@senador.gov.br
Valter Pereira (PMDB-MS) - valterpereira@senador.gov.br
Wellington Salgado (PMDB-MG) - wellington.salgado@senador.gov.br
César Borges (PR-BA) - cesarborges@senador.gov.br
Expedito Júnior (PR-RO) - expedito.junior@senador.gov.br
João Ribeiro (PR-TO) - joaoribeiro@senador.gov.br
Magno Malta - (PR-ES) magnomalta@senador.gov.br
Marcelo Crivella (PRB-RJ) - crivella@senador.gov.br
Roberto Cavalcanti (PRB-PB) - robertocavalcanti@senador.gov.br
Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) - antval@senador.gov.br
Cícero Lucena (PSDB-PB) - cicero.lucena@senador.gov.br
Flexa Ribeiro (PSDB-PA) - flexaribeiro@senador.gov.br
João Tenório (PSDB-AL) - jtenorio@senador.gov.br
Lúcia Vânia (PSDB-GO) - lucia.vania@senadora.gov.br
Marconi Perillo (PSDB-GO) - marconi.perillo@senador.gov.br
Mário Couto (PSDB-PA) - mario.couto@senador.gov.br
Marisa Serrano (PSDB-MS) - marisa.serrano@senadora.gov.br
Papaléo Paes (PSDB-AP) - gab.papaleopaes@senado.gov.br
Sérgio Guerra (PSDB-PE) - sergio.guerra@senador.gov.br
Tasso Jereissati (PSDB-CE) - tasso.jereissati@senador.gov.br
José Nery (PSOL-PA) - josenery@senador.gov.br
Ideli Salvatti (PT-SC) - ideli.salvatti@senadora.gov.br
Serys Slhessarenko (PT-MT) - serys@senadora.gov.br
Epitácio Cafeteira (PTB-MA) - ecafeteira@senador.gov.br
Fernando Collor (PTB-AL) - fernando.collor@senador.gov.br
Gim Argello (PTB-DF) - gim.argello@senador.gov.br
João Vicente Claudino (PTB-PI) - j.v.claudino@senador.gov.br
Mozarildo Cavalcanti - (PTB-RR) mozarildo@senador.gov.br
Osvaldo Sobrinho (PTB-MT) - webmaster.secs@senado.gov.br
Romeu Tuma (PTB-SP) - romeu.tuma@senador.gov.br
Sérgio Zambiasi (PTB-RS) - zambiasi@senador.gov.br
Flávio Arns (Sem partido-PR) - flavioarns@senador.gov.br
Os emails dos três dissimulados estão abaixo, na relação de quem está contra e a favor da liberdade da web.
Quem vota para manter a restrição à web:
Marco Maciel (DEM-PE) - marco.maciel@senador.gov.br
Eduardo Azeredo (PSDB-MG) - eduardoazeredo@senador.gov.br
Quem vota a favor de derrubar a restrição à web:
Demostenes Torres (DEM-GO) - demostenes.torres@senador.gov.br
José Agripino (DEM-RN) - jose.agripino@senador.gov.br
Raimundo Colombo (DEM-SC) - raimundocolombo@senador.gov.br
Cristovam Buarque (PDT-DF) - cristovam@senador.gov.br
Osmar Dias (PDT-PR) - osmardias@senador.gov.br
José Sarney (PMDB-AP) - sarney@senador.gov.br
Pedro Simon (PMDB-RS) - simon@senador.gov.br
Romero Jucá (PMDB-RR) - romero.juca@senador.gov.br
Francisco Dornelles (PP-RJ) - francisco.dornelles@senador.gov.br
Renato Casagrande (PSB-ES) - renatoc@senador.gov.br
Álvaro Dias (PSDB-PR) - alvarodias@senador.gov.br
Arthur Virgílio (PSDB-AM) - arthur.virgilio@senador.gov.br
Aloizio Mercadante (PT-SP) - mercadante@senador.gov.br
Augusto Botelho (PT-RR) - augusto.botelho@senador.gov.br
Delcídio Amaral (PT-MS) - delcidio.amaral@senador.gov.br
Eduardo Suplicy (PT-SP) - eduardo.suplicy@senador.gov.br
Fátima Cleide (PT-RO) - fatima.cleide@senadora.gov.br
João Pedro (PT-AM) - joaopedro@senador.gov.br
Paulo Paim (PT-RS) - paulopaim@senador.gov.br
Tião Viana (PT-AC) - tiao.viana@senador.gov.br
Marina Silva (PV-AC) - marinasi@senado.gov.br
Senadores que não declararam como votarão:
Adelmir Santana (DEM-DF) - adelmir.santana@senador.gov.br
Antonio Carlos Júnior (DEM-BA) - acmjr@senador.gov.br
Efraim Morais (DEM-PB) - efraim.morais@senador.gov.br
Eliseu Resende (DEM-MG) - eliseuresende@senador.gov.br
Gilberto Goellner (DEM-MT) - gilberto.goellner@senador.gov.br
Heráclito Fortes (DEM-PI) - heraclito.fortes@senador.gov.br
Kátia Abreu (DEM-TO) - katia.abreu@senadora.gov.br
Maria do Carmo Alves (DEM-SE) - maria.carmo@senadora.gov.br
Rosalba Ciarlini (DEM-RN) - rosalba.ciarlini@senadora.gov.br
Inácio Arruda (PcdoB-CE) - inacioarruda@senador.gov.br
Flávio Torres (PDT-CE) - flaviotorres@senador.gov.br
Jefferson Praia (PDT-AM) - jefferson.praia@senador.gov.br
João Durval (PDT-BA) - joaodurval@senador.gov.br
Almeida Lima (PMDB-SE) almeida.lima@senador.gov.br
Garibaldi Alves Filho -(PMDB-RN) garibaldi.alves@senador.gov.br
Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) geraldo.mesquita@senador.gov.br
Gerson Camata (PMDB-ES) - gecamata@senador.gov.br
Gilvam Borges (PMDB-AP) - gilvamborges@senador.gov.br
Jarbas Vasconcelos (PDMB-PE) - jarbas.vasconcelos@senador.gov.br
Leomar Quintanilha (PMDB-TO) - leomar@senador.gov.br
Lobão Filho (PMDB-MA) - lobaofilho@senador.gov.br
Mão Santa (PMDB-PI) - maosanta@senador.gov.br
Mauro Fecury (PMDB-MA) - webmaster.secs@senado.gov.br
Neuto De Conto (PMDB-SC) - neutodeconto@senador.gov.br
Paulo Duque (PMDB-RJ) - paulo.duque@senador.gov.br
Renan Calheiros (PMDB-AL) - renan.calheiros@senador.gov.br
Valdir Raupp (PMDB-RO) - valdir.raupp@senador.gov.br
Valter Pereira (PMDB-MS) - valterpereira@senador.gov.br
Wellington Salgado (PMDB-MG) - wellington.salgado@senador.gov.br
César Borges (PR-BA) - cesarborges@senador.gov.br
Expedito Júnior (PR-RO) - expedito.junior@senador.gov.br
João Ribeiro (PR-TO) - joaoribeiro@senador.gov.br
Magno Malta - (PR-ES) magnomalta@senador.gov.br
Marcelo Crivella (PRB-RJ) - crivella@senador.gov.br
Roberto Cavalcanti (PRB-PB) - robertocavalcanti@senador.gov.br
Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) - antval@senador.gov.br
Cícero Lucena (PSDB-PB) - cicero.lucena@senador.gov.br
Flexa Ribeiro (PSDB-PA) - flexaribeiro@senador.gov.br
João Tenório (PSDB-AL) - jtenorio@senador.gov.br
Lúcia Vânia (PSDB-GO) - lucia.vania@senadora.gov.br
Marconi Perillo (PSDB-GO) - marconi.perillo@senador.gov.br
Mário Couto (PSDB-PA) - mario.couto@senador.gov.br
Marisa Serrano (PSDB-MS) - marisa.serrano@senadora.gov.br
Papaléo Paes (PSDB-AP) - gab.papaleopaes@senado.gov.br
Sérgio Guerra (PSDB-PE) - sergio.guerra@senador.gov.br
Tasso Jereissati (PSDB-CE) - tasso.jereissati@senador.gov.br
José Nery (PSOL-PA) - josenery@senador.gov.br
Ideli Salvatti (PT-SC) - ideli.salvatti@senadora.gov.br
Serys Slhessarenko (PT-MT) - serys@senadora.gov.br
Epitácio Cafeteira (PTB-MA) - ecafeteira@senador.gov.br
Fernando Collor (PTB-AL) - fernando.collor@senador.gov.br
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Mozarildo Cavalcanti - (PTB-RR) mozarildo@senador.gov.br
Osvaldo Sobrinho (PTB-MT) - webmaster.secs@senado.gov.br
Romeu Tuma (PTB-SP) - romeu.tuma@senador.gov.br
Sérgio Zambiasi (PTB-RS) - zambiasi@senador.gov.br
Flávio Arns (Sem partido-PR) - flavioarns@senador.gov.br
domingo, setembro 13, 2009
Lugar de gente feliz
Lugar onde se vive é preciso amar.Piso de chão batido, paredes de sapê.
No fundo do quintal que não tem cercas, uma latada de chuchus.
Casa de pessoas humildes e generosas. Como dona Joaninha, na zona rural de Eldorado.
Na sua casa de sapê tudo é limpinho. ISO-9000. Os trens da cozinha brilham que dá gosto ver.Aroma sutil de felizes vivências e o testemunho verdadeiro de amor à terra onde se nasce.
A alma da jornalista
“A maioria dos gays revelou uma rotina onde prevalecem piadas, chacotas ou mesmo palavrões. Apesar de tudo, permanecem calados. Muitos chegam a apanhar. Poucos são os que ousam levar o caso para uma delegacia de polícia ou mesmo desabafam com a família”.
Parágrafo extraído da excelente reportagem sobre o altíssimo grau de homofobia alimentado por parte da população de Belém, segundo Estado do país intolerante com os homossexuais, publicada na edição deste domingo do Diário do Pará.
O trecho foi pinçado para mostrar as preocupações sociais da jornalista Rita Soares, do setor de reportagens especiais do jornal, em tudo o que escreve, sem ser demagógica e nem resvalar para a pieguice.
Raríssimas vezes, em todos os trabalhos dela lidos pelo poster, Rita deixou de ir fundo às fragilidades humanas, apontando escuridão e desleixo da sociedade para com os socialmente desprotegidos.
Belo Monte acirra debates, em Altamira
De Altamira, quem informa é Renata Pinheiro, do Movimento Xingu Vivo para Sempre!:
Mais de 1.500 pessoas compareceram ontem no Ginásio Poliesportivo em Vitória do Xingu na segunda audiência pública referente ao AHE Belo Monte. Foram quase dez horas de debate sob forte policiamento: cerca de 300 policiais garantiam a “segurança” no recinto. A audiência foi marcada por questionamentos, preocupações e reclamações sobre a metodologia da audiência mas sobretudo pela falta de respostas esclarecedoras por parte da mesa diretora, composta por Paulo Diniz, do IBAMA, Valter Cardeal, da Eletrobrás, Ademar Palocci, da Eletronorte e a equipe contratada pelas empreiteiras Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez para realizar os estudos de impacto ambiental.
Poucos indígenas e moradores das áreas rurais que serão impactadas pelo empreendimento estiveram presentes dadas as dificuldades de deslocamento e a falta de transporte, o que foi motivo de muitas reclamações.
Clarisse Gouveia Morais, moradora do travessão do CENEC, área onde serão construídos os canais de derivação e o reservatório dos canais, resume bem o sentimento de centenas de famílias de agricultores familiares e ribeirinhos que terão que ser removidos de suas terras: “Moeda nenhuma pagará minha vida de trabalho, de muito sofrimento e suor. Não tenho vontade de sair daqui para ir para outras terras recomeçar tudo novamente. O que consegui é pouco mas é o que dá sustento aos meus dois filhos. Quero continuar na minha terra, mantendo minha vida e meu serviço e por isso não quero essa hidrelétrica da morte. Não agüento mais, eu vivo da agricultura, eu não tenho estudo para ocupar nenhum emprego. Vocês nunca conseguirão pagar o que tenho aqui.”
Rodrigo Timóteo da Costa e Silva, Procurador da República do MPF em Altamira registrou mais uma vez seu protesto contra os regulamentos da audiência que só permitem três minutos para manifestação dos moradores, “é insuficiente e anti-democrático e não permite que as pessoas esclareçam suas dúvidas.” Também cobrou da mesa diretora, esclarecimentos a respeito do número de empregos efetivos após o término das obras e a previsão de empregos para os moradores da região. Cardeal e Palocci esclareceram que após 10 anos de obra restarão apenas 1.000 empregos na AHE Belo Monte e que cerca de 8.000 pessoas da região do Xingu composta pelos 11 municípios teriam capacidade de ocupar algum posto de trabalho.
Estiverem presentes pesquisadores da UFPA e outras instituições de pesquisa do país. Todos os pesquisadores presentes se queixaram da falta de tempo para estudar o EIA, e apresentaram uma série de falhas tanto na metodologia empregada quanto nos resultados e previsão de impactos para a região. Sônia Magalhães, professora da UFPA faz pesquisa há mais de 20 anos com populações atingidas por barragens, ressalta que um dos principais problemas é que a população que vive a jusante das barragens não é considerada pelo setor elétrico nacional como população impactada. Parte do princípio que somente as pessoas que vivem nas áreas alagadas pelos reservatórios são passíveis de compensação e objeto de planos de mitigação. No entanto, as comunidades a jusante sofrem alterações importantíssimas no seu modo de vida e na segurança alimentar e cultural. Ela alerta que 72,9% dos moradores das comunidades da Volta Grande do Xingu, que teria sua vazão drasticamente reduzida para a formação do reservatório dos canais, vivem do rio e se alimentam dos peixes e que os estudos realizados não permitem afirmar que haverá água suficiente para garantir as mesmas condições ecológicas de hoje.
Hermes Fonseca, doutor em Ecologia e professor da UFPA afirma que além das preocupações que encontrou com a leitura do EIA, ficou insatisfeito pela manipulação de informação durante o período de respostas. Por exemplo, foi difícil para ele conseguir fazer dizer pelos membros da mesa diretora que a energia firme que será produzida é menos da metade da energia anunciada na apresentação feita pela Eletrobrás que é de 11.233 MW. Outra preocupação dele é com o grau de desinformação da população presente: “A população estava altamente desinformada sobre detalhes fundamentais do projeto mesmo depois da apresentação e se mostrou insegura sobre impactos e medidas mitigatórias.”
Antônia Martins, coordenadora do Movimento de Mulheres Trabalhadoras de Altamira Campo e Cidade fala de sua indignação com respeito ao forte policiamento presente durante toda a audiência. “Se uma pequena parte desses policiais garantissem a segurança da população nesta região de forma permanente, agricultores familiares não seriam vítima da violência no campo,relembrando lideranças que foram assassinadas na região.
Hoje em Altamira acontecerá a última audiência pública prevista para esta região. A expectativa é de debates mais acalorados com a participação de um maior número de pessoas e a presença expressiva dos movimentos sociais. Espera-se também nesta audiência uma maior presença dos povos indígenas que serão impactados pela hidrelétrica.
Mais de 1.500 pessoas compareceram ontem no Ginásio Poliesportivo em Vitória do Xingu na segunda audiência pública referente ao AHE Belo Monte. Foram quase dez horas de debate sob forte policiamento: cerca de 300 policiais garantiam a “segurança” no recinto. A audiência foi marcada por questionamentos, preocupações e reclamações sobre a metodologia da audiência mas sobretudo pela falta de respostas esclarecedoras por parte da mesa diretora, composta por Paulo Diniz, do IBAMA, Valter Cardeal, da Eletrobrás, Ademar Palocci, da Eletronorte e a equipe contratada pelas empreiteiras Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez para realizar os estudos de impacto ambiental.
Poucos indígenas e moradores das áreas rurais que serão impactadas pelo empreendimento estiveram presentes dadas as dificuldades de deslocamento e a falta de transporte, o que foi motivo de muitas reclamações.
Clarisse Gouveia Morais, moradora do travessão do CENEC, área onde serão construídos os canais de derivação e o reservatório dos canais, resume bem o sentimento de centenas de famílias de agricultores familiares e ribeirinhos que terão que ser removidos de suas terras: “Moeda nenhuma pagará minha vida de trabalho, de muito sofrimento e suor. Não tenho vontade de sair daqui para ir para outras terras recomeçar tudo novamente. O que consegui é pouco mas é o que dá sustento aos meus dois filhos. Quero continuar na minha terra, mantendo minha vida e meu serviço e por isso não quero essa hidrelétrica da morte. Não agüento mais, eu vivo da agricultura, eu não tenho estudo para ocupar nenhum emprego. Vocês nunca conseguirão pagar o que tenho aqui.”
Rodrigo Timóteo da Costa e Silva, Procurador da República do MPF em Altamira registrou mais uma vez seu protesto contra os regulamentos da audiência que só permitem três minutos para manifestação dos moradores, “é insuficiente e anti-democrático e não permite que as pessoas esclareçam suas dúvidas.” Também cobrou da mesa diretora, esclarecimentos a respeito do número de empregos efetivos após o término das obras e a previsão de empregos para os moradores da região. Cardeal e Palocci esclareceram que após 10 anos de obra restarão apenas 1.000 empregos na AHE Belo Monte e que cerca de 8.000 pessoas da região do Xingu composta pelos 11 municípios teriam capacidade de ocupar algum posto de trabalho.
Estiverem presentes pesquisadores da UFPA e outras instituições de pesquisa do país. Todos os pesquisadores presentes se queixaram da falta de tempo para estudar o EIA, e apresentaram uma série de falhas tanto na metodologia empregada quanto nos resultados e previsão de impactos para a região. Sônia Magalhães, professora da UFPA faz pesquisa há mais de 20 anos com populações atingidas por barragens, ressalta que um dos principais problemas é que a população que vive a jusante das barragens não é considerada pelo setor elétrico nacional como população impactada. Parte do princípio que somente as pessoas que vivem nas áreas alagadas pelos reservatórios são passíveis de compensação e objeto de planos de mitigação. No entanto, as comunidades a jusante sofrem alterações importantíssimas no seu modo de vida e na segurança alimentar e cultural. Ela alerta que 72,9% dos moradores das comunidades da Volta Grande do Xingu, que teria sua vazão drasticamente reduzida para a formação do reservatório dos canais, vivem do rio e se alimentam dos peixes e que os estudos realizados não permitem afirmar que haverá água suficiente para garantir as mesmas condições ecológicas de hoje.
Hermes Fonseca, doutor em Ecologia e professor da UFPA afirma que além das preocupações que encontrou com a leitura do EIA, ficou insatisfeito pela manipulação de informação durante o período de respostas. Por exemplo, foi difícil para ele conseguir fazer dizer pelos membros da mesa diretora que a energia firme que será produzida é menos da metade da energia anunciada na apresentação feita pela Eletrobrás que é de 11.233 MW. Outra preocupação dele é com o grau de desinformação da população presente: “A população estava altamente desinformada sobre detalhes fundamentais do projeto mesmo depois da apresentação e se mostrou insegura sobre impactos e medidas mitigatórias.”
Antônia Martins, coordenadora do Movimento de Mulheres Trabalhadoras de Altamira Campo e Cidade fala de sua indignação com respeito ao forte policiamento presente durante toda a audiência. “Se uma pequena parte desses policiais garantissem a segurança da população nesta região de forma permanente, agricultores familiares não seriam vítima da violência no campo,relembrando lideranças que foram assassinadas na região.
Hoje em Altamira acontecerá a última audiência pública prevista para esta região. A expectativa é de debates mais acalorados com a participação de um maior número de pessoas e a presença expressiva dos movimentos sociais. Espera-se também nesta audiência uma maior presença dos povos indígenas que serão impactados pela hidrelétrica.
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