sábado, novembro 25, 2006

Chuva de verão

Sempre bem informado, de Brasília, Val André aconselha o poster a desconsiderar a denominação Mobilização Democrática e valorizar as siglas PCB ou PPS. Segundo ele, dia 7 de dezembro "essa fusão pode cair, da mesma forma como castelos de cartas caem ao vento". A notinha de Val está em comentário contido no post Jordy e a carta. A conferir.

Política Indígena

Reparando bem a Companhia Vale do Rio Doce tem toda razão quando decide denunciar o Brasil aos organismos internacionais pelo fato do país não ter uma política definida para atendimentos dos povos indígenas. É deprimente ler nos jornais os detalhes de uma reunião realizada entre a CVRD, Funai e lideranças dos Gaviões, da aldeia Parkatêjê, localizada a 30km de Marabá, na Br-222, em que as demandas maiores dos silvícolas – conforme disse um de seus caciques -, são dívidas contraídas junto a fornecedores.
Para quem conhece o cotidiano da aldeia e sabe que seus representantes mais conhecidos não saem de concessionárias de veículos e de outras lojas com densidade de propagar forte atração de consumo, esbanjando queima de grana, não fica surpreso em deparar com seus povos passando dificuldades financeiras resultantes de dívidas impagáveis. Está configurada aí clara incapacidade de suas lideranças gerenciar recursos, e onde aparece a figura do governo alheia a um questão fundamental, também, à sobrevivência da civilização indígena: treinar suas mais desenvolvidas cabeças a noções básicas de gestão.

Questão de lógica

Nenhuma empresa privada pode se tornar vítima de estimuladas chantagens simplesmente para atender exigências cíclicas ou abonar com mais ou menos dinheiro o cofre de quem o esvaziou por gastar mais do que recebe. E que se entenda não haver aqui nenhuma intenção de defesa da mineradora.
Na reunião entre os índios e a Vale ficou provado que esta vem cumprindo fielmente convênios assinados com a Parkatêjê na área social. Fato tão evidente que, ao final do encontro, o representante dos Gaviões, diante da posição inalterada da CVRD de ceder às pressões para reajustar o valor da parceria, para não sair de mãos (e bolsos) abanando, pediu que a empresa,”pelo menos pagasse as contas que a aldeia deve aos comerciantes da região”.

As vantagens da vantagem

A Constituição reconhece a pluralidade étnica e cultural do país, assegurando aos índios o direito à alteridade, ou seja, direito de serem diferentes e tratados como tais direito. Só que emerge ultrapassada e incorreta qualquer interpretação que trate os índios como inimputáveis ou semi-imputáveis em virtude da diferença étnica.
Já foi dito por gente que entende do traçado que os índios brasileiros estão em diferentes estágios em relação ao conhecimento dos hábitos da sociedade nacional, existindo índios com cursos universitários e índios que sequer falam o português. Como existem índios que estão no meio do caminho. Ou seja, situações diferenciadas e que merecem ser consideradas distintamente. O índio é mentalmente normal, o que ele tem é cultura diferente, e por vezes não entende o significado de determinada regra, como um estrangeiro pode também não entender.
Só que os queridos Gaviões são mais espertos do que imagina nossa vã filosofia tupininquim. Essa verdade é tão cristalizada que a aldeia Parkatêjê já foi considerada um das mais ricas do país durante longo período em que suas lideranças sabiam distinguir entre uma fatura e nota promissória, o que os faziam aplicar severa linha fiscal em suas contas. Nos últimos anos, esse quadro se alterou com o surgimento de estado de insolvência.

Leitos perfeitos, seus peitos direitos

Sugerindo sensualidade na curvatura de seios instigantes do alguém feminino, remexendo no interior do contexto sonoro e semântico, efeitos expressionistas na sonoridade que pulula na construção da letra. Quero saudar o sábado – porque amanhã é domingo, postando essa jóia rara de Caetano:


Rapte-me, camaleoa,
Adapte-me a uma cama boa,
Capte-me uma mensagem à toa
De um quasar pulsando loa,
Interestelar canoa,
Leitos perfeitos, seus peitos direitos
Me olham assim,
Fino menino, me inclino pro lado do sim,
Rapte-me, adapte-me, capte-me, 'it's up to me', coração,
Sem querer ser, merecer ser um camaleão.
Rapte-me, camaleoa, adapte-me ao seu 'ne me quitte pas'.

sexta-feira, novembro 24, 2006

Jordy e a carta

Jordy não responderá à carta de Ana Júlia. Quem o fará é a executiva da MD, a quem o documento foi encaminhado. Na terça-feira (28), membros da direção se reúnem, inclusive com a presença do próprio deputado, para analisarem os rumos a serem tomados e o conteúdo da resposta à missiva da governadora eleita. Quem informa é fonte segura com íntimo trânsito pelos segmentos da MD.

Homem enciumado

De um empresário de Belém ligado à vida comum de Jordy, o blog capturou informação de que o presidente da MD, no fundo, ficou enciumado pela carta de Ana não ter tido encaminhamento à própria pessoa do deputado. “Como o convite da futura governadora para o antigo PPS participar da base aliada não foi feito diretamente a ele, tirando-lhe a oportunidade de capitalizar para si as vantagens de uma negociação dessa envergadura, Jordy se aborreceu”, disse. Sem contar que por trás desse ciúme existe também as articulações pessoais levadas a cabo de olho na eleição municipal de 2008.

Salame apazigua

Localizado no final da manhã de hoje, o deputado eleito João Salame confirmou reunião da MD, na terça-feira, e disse que aguarda o retorno a Belém de Arnaldo Jordy para discutir com ele diversas situações políticas do Estado. Esquivando-se a falar sobre a posição do colega diante da carta de Ana, o deputado eleito por Marabá acha que o momento “é de construção de diálogos”, mas tem consciência de que a maioria do partido quer ajudar a governabilidade do futuro governo. “Temos de ter cuidado para não cair no adesismo fisiológico e nem fecharmos as portas para um governo que se propõe, de forma clara e até com doses de humildade, a instaurar um governo popular e democrático -, conforme a governadora exprime na carta”, disse.

Hiato

Durante toda a quinta-feira (23) este poster esteve no interior do município em missão profissional vagando por lugares aonde o celular e a fixa ainda não chegaram. Razão da ausência de atualização deste blog.

Cenas de abandono

Um desastre a situação das estradas e pontes na zona rural de municípios do Sudeste do Pará. Bastou a presença ainda discreta das primeiras chuvas para se formar lamaçais e situações de riscos nos pontilhões improvisados. Simão Jatene e seu padrinho Almir Gabriel deixam o poder paraense, após 12 anos de controle fechado, com a demarcaçào de rastros de anomalias devidamete comprovadas na fatura que os eleitores subscreveram nos dois turnos das eleições.
Ana Júlia terá muitas dores de cabeça para tentar aplicar remendos emergenciais em socorro aos produtores rurais. Os danos são terríveis.

O drama é aqui

O filme de terror “Turistas”, divulgado pela Fox nos Estados Unidos, foi bombardeado pelo deputado Asdrúbal Bentes (PMDB) durante sessão da Comissão de Turismo e Desportos da Câmara, da qual ele é presidente. Asdrúbal considera a produção nociva ao fomento do mercado turístico brasileiro e pediu ao parlamento e governo federal união de esforços para divulgar desaprovação ao conteúdo da fita.
Contando histórias de viajantes internacionais pelo Brasil que são seqüestrados, drogados e roubados, “Turistas” será lançado mundialmente dia 1º de dezembro.

quinta-feira, novembro 23, 2006

Soy Loco Por Ti, Músico

"Minha música vem da música de um poeta João / que não gosta de música. / Minha poesia vem da poesia da música de um João / músico que não gosta de poesia" (Caetano)

Assim, usando as palavras como banzeiro solto na margem, Caetano homenageia João – que pode ser Gilberto, Donato, Nogueira, Bosco. Um João Cifrado. Porque “é bom tocar um instrumento”.

Antes que o Dia do Músico acabe, 22 de novembro, a minha homenagem a todos nós.

Emendas & Obras

A bancada do Pará também está reunida neste momento, em Brasília, discutindo a destinação de emendas para a conclusão e início de novas obras.

A dois

São 19 horas. Jader Barbalho e Ana Júlia estão neste momento reunidos em Brasília. A sós, sem testemunhas, os dois analisam o quadro político nacional e conversam sobre a formação do futuro governo do Pará.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Democratizando a informação

Assessoria da deputada Socorro Gomes ( PCdoB/PA) avisa que um maiores desafios de Ana Júlia à frente do governo será estabelecer uma política de comunicação que permita ao governo o apoio da população às reformas e aponte novos caminhos.

“ Além de uma relação inovadora e transparente com os dois grupos que controlam a mídia no Pará e os veículos de comunicação da capital, temos que apostar e valorizar a mídia do interior, as emissoras de rádios comerciais e comunitárias, os jornais e as tvs locais, criando canais alternativos que nos permitam dialogar com a sociedade e manter a população informada das ações do governo” diz ela.

Com o aval do blog, que assina embaixo. Reconhecida em cartório.

Delírio na caserna

Leio que centenas de oficiais de alta patente da reserva das Forças Armadas, entre eles 70 generais, fizeram em Brasília ato de apoio ao coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-comandante do DOI-Codi, órgão de repressão da ditadura militar, e que responde a processo na 23ª Vara Cível de São Paulo pela acusação de comandar ações de tortura durante o governo militar.

Acho que essa turma continua com insônias. Lexotan para todos!

Maluca Beleza

"Embora os homens costumem ferir a minha reputação e eu saiba muito bem quanto o meu nome soa mal aos ouvidos dos mais tolos, orgulho-me de vos dizer que esta Loucura, sim, esta Loucura que estais vendo é a única capaz de alegrar os deuses e os mortais. A prova incontestável do que afirmo está em que não sei que súbita e desusada alegria brilhou no rosto de todos ao aparecer eu diante deste numerosíssimo auditório." (Erasmo Rotterdam)
A foto de Conceição Oliveira, 50 anos, estampada em capa na edição de ontem (21) do DIÁRIO DO PARÁ, orientando o trânsito louco de Belém, fez ecoar em mim a extensão da grandeza humana presente na conduta modesta de pessoas simples.
Literalmente bela, a foto mostra uma mão segurando apito na boca, óculos assentado à ponta do nariz e gestos ingênuos da outra mão, calejada da sofrida luta pela sobrevivência, ordenando a passagem dos carros.
Duas loucuras sãs em um mesmo corpo: Conceição sobrevive vendendo revistas em Tomé-Açu e tem o hábito de ajudar a organizar o trânsito.

Maluca beleza 2

O gesto amoroso de Conceição se expressa em todos os ângulos da foto. Na simplicidade da alma feminina ao “deixar seu pacote na calçada para ajudar os motoristas”, e no espanto causado ao distinto público vê-la transformada, sem mais nem menos, em guarda de trânsito. Porque ali Conceição trafegava na contra mão das reações passivas dos cosmopolitas, assumindo atitude diante da humanidade cada dia menos solidária.
Nada poderia ser mais honroso do que associar Conceição à glória.

Mais uma loja

Sob comando do jovem executivo Alexandre Zucatelli, filho do casal Reinaldo/Regina, o Grupo Zucatelli abriu a décima-segunda filial da RR Motos, concessionáira Sundown, no Pará. Festa de lançamento da marca em Santarém ocorreu sob intensa campanha de mídia. Ananindeua é a próxima parada do grupo.
A propósito, o Grupo Zucatelli, surgido em Marabá nos anos 80, espande-se além fronteiras. No Maranhão, a marca entrou com todo gás ao adquirir a concesssão da Iveco, em São Luís, concessionária de caminhões da Fiat. Logo-logo, a empresa se instala também em Imperatriz, com o nome de Zucatelli Diesel.

terça-feira, novembro 21, 2006

Briga de cachorro grande

Nesta quarta-feira (22), em Brasília, grupo de empresários do Sul do Pará, com apoio de parlamentares paraenses, deverá ter encontro com a ministra Dilma Russef. Em pauta tema polêmico e que deverá azedar a relação da Companhia Vale do Rio Doce com setores ligados a siderurgia: a revisão dos títulos de Portarias de Lavra concedidos à própria CVRD.

Questão de sobrevivência

Levantamento realizado por técnicos contratados pela Associação dos Municípios Mineradores do Pará, recém criada e já trabalhando a todo vapor, mostra que a Companhia Vale do Rio Doce é detentora de 92% das Portarias de Lavras em áreas do Sul do Pará, sendo que muitas dessas autorizações de pesquisa e lavra dos recursos minerais em diversos lugares catalogados, nem sequer foram alvos do interesse direto da mineradora.
Com a expansão da atividade guseira em Marabá, o uso do minério granulado, como matéria-prima principal para a usinagem do ferro gusa, tornou-se, de uma hora para outra, mercadoria valiosa e ameaçada de faltar no mercado por causa do monopólio exercido pela Vale. A companhia anunciou que não tem mais disponibilidade do produto para as novas guseiras e, aos seus clientes antigos do distrito industrial, retração de oferta paulatina do material.

Questão de sobrevivência 2

A saída para o setor de gusa é investir na produção própria de minério granulado, como já está fazendo com competência a Sidenorte, ao adquirir uma interessante área com reserva do produto, em Floresta do Araguaia.
Dona de quase todas as portarias de pesquisa e lavra de recursos minerais para a região, a Vale do Rio Doce controla, da forma que bem lhe interessa, o volume da produção de gusa em Marabá. Se ela tirar a mão de uma usina local, os altos fornos param. Isso sem contar na área de logística, setor essencial para a exportação, com a utilização da estrutura da Estrada de Ferro Carajás.
Nos últimos dois anos, a mineradora impôs reajustes aos custos do frete cobrado de Marabá até o Porto de Itaqui acima de valores normais de mercado. Reajustou também o preço do próprio minério granulado. No período, esses reajustes em logística e matéria-prima foram superiores a 85%.

Questão de sobrevivência 3

O encontro com Dilma Russef é para mostrar a situação vivida pelo setor e pedir apoio à luta que a Associação dos Municípios Mineradores do Pará pretende travar para tornar nulas ou extintas algumas portarias de lavra concedidas à CVRD. Os empresários querem ter a liberdade de pesquisar e explorar, eles mesmos, novas áreas de recursos minerais, a fim de que possam sobreviver aos cerco cada dia mais asfixiante da mineradora. Muita confusão à vista.

CVRD nega apoio ao Águia

A Companhia Vale do Rio Doce não atendeu a dois pedidos "humildes" da diretoria do Águia de Marabá, que se prepara para disputar a seletiva do Parazão. Descartou apoio à pré-temporada do time em Carajás, com hospedagem e alimentação para 26 jogadores e patrocínio de um ônibus, pelo período de um mês, para transporte dos atletas.
Justificativa: depois da compra da canadense INCO a CVRD está cortando todas as despesas, que no caso da proposta do Águia não passariam de míseros (para a Vale) R$ 35 mil.
A turma da região está chiando!

Reeleição não passa

O blog antecipou: projeto de emenda à Lei Orgânica da câmara de Marabá permitindo a reeleição para a presidência não passou. Proposta teve sete votos favoráveis e três contra. Dois vereadores, Ronaldo da "33" e Júlia Rosa, se ausentaram da sessão, realizada na manhã desta terça-feira(21). O primeiro, segundo seus colegas, por pressão do prefeito Sebastião Miranda; e Júlia, declaradamente contrária à emenda da reeleição, com objetivo de pavimentar a candidatura dela à sucessao do atual presidente, Maurino Magalhães, e de quem ela necessita de apoio para conseguir os votos necessários.
Maurino era o principal interessado na aprovaçao da proposta de reeleiçào, de olho na disputa para prefeito, de Marabá, em 2008, quando deverá disputar o cargo. Se permanecesse por mais dois anos presidindo o legislativo, teria poder político e exposiçao do nome, ingrediantes essenciais para que uma candidatura ganhe força nas pesquisas e mobilize formadores de opinião.
Detalhe: a emenda necessitava de oito votos (2/3), para aprovação.

Lei de Murici

Dia seguinte à eleição para presidência da subseção da OAB em Marabá: as mágoas são imensas e a possibilidade da classe marchar unida, pelo que eu ouvi entre alguns advogados, hoje de manhã, existe, mas de difícil coroamento. Os causídicos (ó palavrinha feia essa, menino!) defensores da chapa derrotada de Ronaldo Giusti dizem que a subseção terá os piores dias de sua história, apontando o que foi denominado de “baixo clero” como responsável pela vitória de Haroldo Silva Junior.
Quem revelou insatisfação com o resultado das urnas garantiu também que dificilmente participará, contribuindo de alguma forma, da futura gestão.

Palavra de Giusti

Ético e revelando extremo senso de lucidez e respeito ao resultado das urnas, o atual presidente da subseção da OAB, Ronaldo Giusti, fez a seguinte declaração ao Correio do Tocantins: -“Considero o resultado como um julgamento da nossa gestão, o qual demonstra insatisfação da categoria”.

Palavra de Haroldo

No mesmo jornal, o candidato vitorioso, Haroldo Silva José, saudou o resultado dessa maneira: -“O que os advogados querem é uma OAB capaz de dialogar com o poder público local, de trabalhar pela celeridade processual, e que possa trazer um curso de pós-graduação oara Marabá, ou seja, uma ordem fortalecida”.

Não teve PF

A segunda-feira (20) foi usada por muita gente para ficar de pernas pro ar por causa do feriado municipal alusivo a São Félix de Valois, nosso padroeiro. Em razão do sumiço geral, minha coluna desta terça-feira no DIÁRIO DO PARÁ soltou nota dando conta de que a Polícia Federal teria realizado busca e apreensão de computadores na prefeitura de Marabá. Os rumores sobre este assunto correram a cidade no final da segunda-feira, sem que o colunista pudesse checar a informação pelos motivos explicados do feriado.
Hoje deu. E não deu PF na prefeitura. Não passou de boato mais um suposto desdobramento da operação Rêmora.

Fora do ar

Das 10hs às 16h17, o bairro onde funciona a sede deste blog, Nova Marabá, ficou sem energia. Depois da pesada chuva que caiu a partir das 4 horas da madrugada até às 8h, fiação da Celpa desandou a cair em alguns locais da cidade, inclusive aonde ficamos. Resultado: não deu mesmo para postar notícias.
Estamos de novo a postos.

segunda-feira, novembro 20, 2006

A ponte rodoferroviária

Com extensão de 2.300 metros, a ponte Rodoferroviária sobre o Tocantins, em Marabá, havia tempo acusava em seus vários pontos necessidade de receber urgentes serviços de manutenção. O anúncio de recuperação das juntas de dilatação da parte rodoviária tranqüiliza todos aqueles que trafegam por ali. As obras, iniciadas nesta manhã por técnicos da Companhia Vale do Rio Doce e equipes do Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transporte (DNIT), não causaram tanto engarrafamento na travessia do rio por causa do feriado municipal, mas o dia de amanhã promete.

Proibido atravessar

Construída pela CVRD e inaugurada em 1985, a rodoferroviária recebe, além do tráfego intenso de veículos em suas pistas laterais, pressão extraordinária das locomotivas da Vale, no transporte diário de minério e dezenas de outros tipos de cargas. Cartão postal do município, a ponte teve sua concepção inicial projetada apenas para fazer a transposição das locomotivas da mineradora. As obras, inclusive, foram iniciadas seguindo a diretriz inicial. Foi preciso mobilização da sociedade para pressionar o governo federal a mudar o curso da obra.

Rolha militar

Os serviços de construção da parte rodoviária havia muito tempo começado quando governo e CVRD, então estatal, cederam às pressões do povo do Sul do Pará, definindo pela inclusão de espaço que permitisse o uso da ponte por veículos leves e pesados. Diz-se que a engenharia nacional, àquela época, teve méritos de encontrar uma solução técnica que permitisse embutir na parte ferroviária, um trajeto rodoviário. A saída foi a fixação na estrutura edificada da parte ferroviária de peças metálicas, denominadas de mãos-francesas, sobre as quais assentou-se nas duas laterais, pistas dos veículos.
Além da grande rolha que colocaram em Tucuruí, construindo uma barragem sem eclusas, o governo dos militares estava disposto também a cometer outro crime contra o povo paraense, ao vislumbrar apenas os interesses da Companhia Vale do Rio Doce, investindo na construção de uma imensa ponte dedicada apenas às locomotivas da mineradora.
O povo que ficasse sofrendo ao pé da balsa perigosa que atravessava veículos de um lado a outro do rio Tocantins.

Todos os homens (e mulheres) da governadora

Influente fonte da DS (Democracia Socialista) , tendência do PT liderada no Pará pela governadora eleita, mandou o blog anotar nomes das pessoas a exercerem forte influência junto a Ana Júlia. Taí, pra quem quiser medir a temperatura:

Charles Alcântara
Carlos Guedes
Marcílio Monteiro
André Farias
Edilson Moura
Maria Joana Passos
Edilza Fontes
Suely Oliveira
Paulo Heineck

domingo, novembro 19, 2006

Fantasmas

A bagunça está instalada nos órgãos estaduais localizados nos municípios do Sul do Pará. Contribuintes não conseguem mais resolver suas pendências, obras públicas paralisadas e o registro de ações predatórias em muitas repartições. O salve-se quem puder é tão explícito que a impressão é de que, vinte dias depois da eleição, a derrota tucana somente agora foi assimilada pelos integrantes do atual governo. A ficha caiu criando clima de pânico e forçando-os a agir com pressa na cobertura de irregularidades.
É um sai e entra em gabinetes de gente de confiança dos principais servidores, trabalho exclusivamente interno até tarde da noite, cansativas tarefas de fotocópias de documentos e demoradas reuniões a portas fechadas.
O rescaldo dessa operação é imprevisível. É provável que Ana Júlia receba o Estado com muitos setores sucateados.