quarta-feira, dezembro 31, 2008
Badalos do tempo
Do alto do apartamento, olho Belém.
Lá embaixo, quieta a cidade, poucos carros transitam pelos bairros do Reduto e Umarizal, nem parecendo estarmos em plena quarta-feira.
Do quarto, sacando a calmaria urbana, eis que me vejo, também, de pé entre dois calendários, vigia, sentinela ou outra coisa assim...
Nem viro mais a folha que marca 31 de Dezembro, ela é a última da escalada.
Outro calendário, aberto ao lado do velho, marca de vermelho 1º de Janeiro de 2009.
O ano de 2008 está indo embora.
Falta menos de seis horas para ele eclodir temporão. Indo embora como uma cicatriz indelével gravada a fogo no dorso do tempo.
De repente, me flagro imaginando se realmente o Ano está acabando. E se ninguém poderá arrancá-lo da nossa maneira de estar aqui.
Ninguém o apagará da sebenta da História, porque ele fica encravado, artesanalmente esculpido numa forma qualquer.
Não há herói capaz de torcer o seu percurso a não ser os minutos que ainda faltam.
Me flagro, assim, de pé, vigilante, abrindo a janela de par em par, dando entrada ao temporal de minutos que arrasta, em turbilhão, o Ano Novo.
Por isso aqui estou de mãos abertas, querendo atá-las a outras mãos, tantas que cheguem para acalentar o Ano-Menino que de nós virá.Por isso, de pé, juramos, em nome do Novo Ano, que o Sol nascerá sempre ao fim de cada noite.
Ano Novo
(Chico Buarque)
O rei chegou e já mandou tocar os sinos
Na cidade inteira
É pra cantar os hinos
Hastear bandeiras
E eu que sou menino muito obediente
Estava indiferente
Logo me comovo
Pra ficar contente
Porque é Ano Novo
Há muito tempo que essa minha gente
Vai vivendo a muque
É o mesmo batente, é o mesmo batuque
Já ficou descrente
É sempre o mesmo truque
E quem já viu de pé
O mesmo velho ovo
Hoje fica contente porque é Ano Novo
A minha nega me pediu um vestido novo e colorido
Pra comemorar eu disse:
- Finja que não está descalça
Dance alguma valsa
Quero ser seu par
E ao meu amigo que não vê mais graça
Todo ano que passa
Só lhe faz chorar
Eu disse:
- Homem, tenha seu orgulho
Não faça barulho
O rei não vai gostar
E quem for cego veja de repente
Todo o azul da vida
Quem estiver doente
Saia na corrida
Quem tiver presente
Traga o mais vistoso
Quem tiver juízo
Fique bem ditoso
Quem tiver sorriso
Fique lá na frente
Pois vendo valente e tão leal seu povo
O rei fica contente
Porque é Ano Novo
Os sete cavaleiros do apocalipse
Passava de uma hora da madrugada desta quarta-feira, 31, quando o prefeito diplomado Maurino Magalhães (PR) foi chamado à residência do médico Nagib Mutran, eleito vereador de Marabá pelo PMDB, para ser comunicado de decisão acordada minutos antes pelos futuros vereadores integrante do denominado "Grupo dos 7", segundo a qual o candidato a presidente da Câmara sairia mesmo dali – em oposição ao objetivo de Maurino eleger um candidato de sua preferência: Miguelito Gomes (PP), Ronaldo da Yara (PTB) ou Irismar Nascimento (PR).
Parênteses aberto
A Câmara Municipal de Marabá elegeu 13 vereadores, dos quais apenas seis estariam fechados com as pretensões do prefeito diplomado eleger a mesa diretora de sua confiança.
Fecha parênteses
Ao chegar à casa do médico, Maurino foi logo cumprimentado pelo vereador diplomado Antonio da "Ótica", filiado ao mesmo partido do prefeito, o PR.
- Tudo bem, prefeito?
- Não, não está bem, não! -, respondeu Magalhães, demonstrando de cara seu aborrecimento com a estratégia do grupo de se opor à sua orientação.
A partir daí, rolou de tudo. Até ameaça de cassação.
Maurino Magalhães ouviu o que não queria ouvir, e desabafou à mesma altura, lembrando de forma clara e direta, o poder da caneta do Executivo para canalizar ações de interesse ou não de cada membro do Grupo dos 7.
Momento de maior rispidez foi quando o prefeito, a poucas horas de ser empossado, travou dura discussão com Antonio da “ Ótica”. Maurino lembrou o risco que ele corre de cassação de mandato, caso mantenha a posição de não seguir orientação do PR, controlado na região pelo prefeito.
Trocando em miúdos, os desdobramentos da madrugada na casa de Nagib Mutran ainda renderão muitas prosas na política de Marabá.
Maurino, catimbeiro andarilho da política, sabe das intenções tenebrosas do “Grupo dos 7”. Na melhor das levadas, nem ele e nem seus assessores têm dúvidas de que será muito cara a fatura da atual manobra.
A eleição da mesa diretora da Câmara de Marabá está marcada para as16 horas desta quinta-feira, 1º.
O "Grupo dos 7" é constituído pelos seguintes vereadores:
Nagib Mutran Neto (PMDB) 2.537 votos
Antonio Hilário Ribeiro "Ótica" (PR) 2.019 votos
Ronaldo da 33 (DEM) 1.927 votos
Alécio da Palmiteira (PSB) 1.602 votos
Gerson Augusto dos Santos Varela (PHS) 1.474 votos
Antonia Carvalho de Araújo Albuquerque - "Toinha" (PT) 1.446 votos
Julia Rosa (PDT) 1.163 votos
"Grupo dos 6", fiel à orientação de Maurino Magalhaães:
Miguelito Gomes (PP) 2.681 votos
Ronaldo da Yara (PTB) 2.098 votos
Ismaelka Queiroz Tavares (PTB) 2.064 votos
Vanda Régia Américo Gomes (PV) 1.361 votos
Edivaldo Santos (PPS) 1.208 votos
Irismar Nascimento Araújo Sampaio (PR) 1.053 votos
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Correção:
1- Júlia Rosa obteve 1.663 votos. Esqueçam os 1.163 digitados erroneamente acima.
2- Alterem a composição dos grupos de vereadores antagônicos. Ronaldo da 33 (DEM) não faz parte do G-7, e sim Edivaldo Santos (PPS).
Em liberdade, matadores de Tim Lopes
Seis anos após o assassinato do jornalista Tim Lopes, dois acusados pelo crime conseguiram o benefício de cumprir a pena em regime semi-aberto.
Claudino dos Santos Coelho, o Xuxa, e Cláudio Orlando do Nascimento, o Ratinho, condenados a 23 anos e 6 meses de prisão, por decisão da Justiça, conseguiram a chamada Progressão de Regime porque já cumpriram um sexto da pena.
Cláudio e Claudino também passaram por avaliações psicológicas e foram considerados presos de bom comportamento. Com o benefício, os dois têm o direito de pedir autorização para deixar a cadeia durante o dia para trabalhar. Em julho de 2007, um outro condenado pela morte de Tim Lopes ganhou o direito de visitar a família periodicamente. Elizeu Felício de Souza, o Zeu, aproveitou o benefício para fugir.
O traficante Elias Maluco também ganhou o benefício antes de comandar o crime. Ele cumpria pena por seqüestro. Solto, ele teve tempo de matar o jornalista.
Tim foi torturado e morto quando fazia uma reportagem sobre exploração sexual infantil na favela da Grota, em Vila Cruzeiro, na Penha.
Enquanto Ele brilhar....
Mas, enquanto houver sol – como nos ensina Sérgio Brito, na canção gravada pelos Titãs -, ainda haveremos de acreditar, um dia, na força da Justiça.
Na Justiça dos homens, bem claro fique.
A Justiça de Deus, para quê?
Não ocupemos Ele com coisas imprestáveis. Isso deve ficar para nós, aqui na Terra.
Um dia, enquanto houver Sol espraiando-se sobre consciências, a Justiça, mesmo tarde, desdobrará imenso sorriso no rosto deste país que tanto amamos.
Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma idéia vale uma vida...
Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós
Algo de uma criança...
Enquanto houver sol
Enquanto houver sol
Ainda haverá ...
Quando não houver caminho
Mesmo sem amor, sem direção
A sós ninguém está sozinho
É caminhando
Que se faz o caminho...
Quando não houver desejo
Quando não restar nem mesmo dor
Ainda há de haver desejo
Em cada um de nós
Aonde Deus colocou...
terça-feira, dezembro 30, 2008
No Ano Novo, a reforma ortográfica
Como diria um reclame das Organizações Tabajara “Seus problemas acabaram! Vem aí a reforma ortográfica para cumprir a missão de alterar boa parte de tudo aquilo que você ainda não aprendeu totalmente!”
Todo mundo – ou a grande maioria das pessoas – já está sabendo que tudo isso é conseqüência (êpa, consequencia, a partir da próxima quinta-feira, não leva mais trema!) de anos e anos de discussão dos integrantes da chamada Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), defendendo a unificação das ortografias do idioma pátrio. Salvo engano, a transação vem desde 1980, quando as Academias de Letras do Brasil e Portugal começaram a trabalhar em torno do assunto.
Foram 28 anos de idas e vindas, até que Lisboa aprovou as mudanças, ano passado. Lula, pelo Brasil, assinou o decreto para a implantação do novo acordo em setembro último, dia do centenário do escritor Machado de Assis.
O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, elaborado para uniformizar a grafia das palavras dos países lusófonos, ou seja, os que têm o português como língua oficial, entrará em vigor dia 1º. de janeiro de 2009. Quinta-feira!
Os objetivos das mudanças visam facilitar o intercâmbio de informações, aproximar as oito nações da CPLP (Portugal, Brasil, Moçambique, Angola, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Timor Leste e Cabo Verde), reduzir os custos de produção e adaptação de livros e facilitar a difusão bibliográfica de novas tecnologias, bem como simplificar algumas regras (que suscitam dúvidas até entre especialistas).
O português, fluído por algo em torno de 210 milhões de pessoas, é a quinta língua mais falada no mundo. Como tem duas grafias oficiais, seu estabelecimento como um dos idiomas da ONU fica dificultado.
Com as alterações adotadas, a lógica pressupõe facilitar o intercâmbio cultural entre os países que falam português. Livros, inclusive os científicos, e materiais didáticos poderão circular livremente entre os países, sem necessidade de revisão, como já acontece em países que falam espanhol. Além disso, haverá padronização do ensino de português ao redor do mundo.
Um dos principais problemas que as novas regras vão acarretar, no entanto, será o custo da reimpressão de livros.
Além da unificação da grafia, o acordo propõe simplificar o idioma, no mesmo espírito do que ocorreu na década de 1910, quando uma reforma semelhante alterou o modo de escrever palavras como pharmacia e christallino (para farmácia e cristalino, sem o ph, o ch e o ll). Na época, porém, as mudanças foram encabeçadas por Portugal, que não consultou o Brasil e acabou aprofundando algumas diferenças ortográficas. Aqui no Brasil, a última grande reforma do idioma foi realizada em 1971, a fim de aproximar mais nosso jeito de escrever do de Portugal
Se a proposta do MEC for cumprida, todos os textos produzidos a partir de 2009 terão de ser impressos segundo as novas regras lingüísticas. Os brasileiros teremos quatro anos para dominar as novas regras. Durante esse tempo, tanto a grafia hoje vigente como a nova serão aceitas oficialmente.
A partir de 2010 os alunos de 1º a 5º ano do Ensino Fundamental receberão os livros dentro da nova norma – o que deve ocorrer com as turmas de 6º a 9º ano e de Ensino Médio, respectivamente, em 2011 e 2012.
Vestibulares, concursos e avaliações poderão aceitar as duas grafias como corretas até 31 de dezembro de 2011. Quanto aos livros didáticos, deve haver um escalonamento. A partir de 1º. de janeiro de 2013, a grafia correta da língua portuguesa será a prevista no Novo Acordo.
Nós que vivemos pendurados ao computador, cabe a pergunta: o que vai acontecer com o corretor ortográfico dos programas de textos? Os fabricantes já estão pensando no problema. A Microsoft, por exemplo, trabalha para adequar o corretor ortográfico do Pacote Office às novas regras. Segundo a empresa, os usuários não terão de pagar nada a mais por isso, pois a atualização poderá ser “baixada” pela internet. E o que acontecerá com os dicionários? As editoras que publicam os principais dicionários da Língua Portuguesa no Brasil já lançaram edições reduzidas de seus livros com a nova ortografia.
O acordo prevê simplificações, mas tem inúmeros pontos obscuros, que só serão esclarecidos com o lançamento de gramáticas atualizadas e um novo Vocabulário Ortográfico oficial (tarefa a cargo da Academia Brasileira de Letras). O professor Pasquale Cipro Neto é um dos que se manifestaram contra o documento. “Ele não se limita a uniformizar a grafia: estabelece outras alterações no sistema ortográfico, várias delas para pior.”
Polêmicas à parte, o que muda, afinal?
Para nós, brasileiros, muito pouco em relação aos nossos patrícios de além-mar.
Aqui vai um resumo das principais mudanças para os brasileiros:
Fim do trema - para quem nunca reparou são aqueles dois pontinhos que ficam sobre o 6 no teclado do computador.
Antes: lingüiça, tranqüilo, cinqüenta.
Agora: linguiça, tranquilo, cinquenta.
Hífen do esquecimento – aquele que quase ninguém sabe quando utilizar em palavras compostas. Ele some em palavras que o falante percebe como uma só.
Antes: pára-quedas, pára-raio, manda-chuva.
Agora: paraquedas, pararraio, mandachuva.
Agora iguais – caíram alguns acentos que diferenciavam palavras com a mesma grafia.
Antes: pára (verbo)
Agora: para
Antes: pêlo (substantivo)
Agora: pelo
Degola pelo alto – várias paroxítonas vão perder seu acento.
Antes: idéia, jibóia – crêem, lêem – enjôos, vôos.
Agora: ideia, jiboia – creem, leem – enjoos, voos.
Simples, não? Antes fosse! Quase ninguém ainda tem idéia de quanto isso vai mexer com a cabeça dos brasileiros e, pior ainda, com a dos portugueses, a ponto de fazer dilatar o olho cego de Camões! Felizmente, línguas são metamorfoses ambulantes, moldadas pelas necessidades dos usuários – não pelas regras gramaticais. Brasileiros de hoje dificilmente se entenderiam com os do ano 2500 – ou com os portugueses de 1500. Palavras nascem, crescem ou se encurtam, se combinam, mudam de sentido e de pronúncia e, um dia, morrem.
Indicamos as seguintes fontes, para quem quiser se aprofundar no assunto:
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http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/Esp_021/aberto/novo-jeito-escrever-306810.shtml
http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/novas-regras-lingua-portuguesa-349895.shtml?print
http://www.abril.com.br/reforma-ortografica/index.shtml
Vale nega pré temporada ao Águia
O período de pré-temporada programado pelo clube, de 5 a 15 de janeiro, não poderá ser realizado na Serra dos Carajás, como ocorreu em janeiro de 2008. A Vale refugou o apoio alegando o “atual momento internacional que está afetando o cotidiano de todas as empresas , governos, e cidadãos, provocando a necessidade de adequação de seus processos e planejamentos futuros”.
Sebastião Ferreira, presidente do clube, reunirá a diretoria para buscar alternativas.
Pressão às avessas
Quem diz é o “Em Poucas Linhas” (Repórter 70), de O Liberal, desta terça-feira, 30:
"Na próxima mexida da governadora Ana Júlia no secretariado, André Farias sairá da Integração Regional para a Casa Civil".
A governadora, no entanto, não sabe ainda disso. Nem ela. Nem ninguém no Palácio dos Despachos.
A Casa Civil, por enquanto, ainda é imexível.
Nem na Cosanpa, com mudanças citadas ao longo dos últimos dias, haverá alteração de seus principais dirigentes.
Agora pela manhã, o poster ouviu de alguém da restrita confiança de Carepa:
- Quanto menos modificação houver no secretariado, mais rápido as obras estratégicas do Estado serão executadas.
Os mais votados
Onça-Puma incorporada
segunda-feira, dezembro 29, 2008
A saga do Araguaia
O biólogo Marcelo Filgueiras, nascido
A cerca de1000 metros de altitude, na Serra dos Caiapós, na divisa de Goiás e Mato Grosso, o Araguaia começa a surgir, parecendo uma serpente, com uma sucessão de curvas, tornando-se um conjunto de riachos que invadem as margens no município de Alto Taquari.
No trajeto inicial, muitos obstáculos da natureza seguram seu volume líquido. Pedrais combinam muito bem com a água cristalina descendo a serra em busca do mar.
Antes de expandir-se em largura, ainda em terra matogrossense, o Araguaia toma forma de um grand canyon (na segunda foto abaixo, Marcelo extasia-se diante da natureza)
A riqueza da fauna, com diversidade da espécie de aves e roedores, toma conta dos intocáveis canais que ajudam a engrossar o volume maravilhoso de água do rio.
Até assumir sua estatura caudalosa, desaguando no Tocantins formando a tríplice divisa Pará/Tocantins/Maranhão, no município de São João do Araguaia.
Em terras bragantinas
Quando alguém se preocupa em criar uma associação para manter vivos os fabricantes de rabecas, ameaçados de extinção, o povo desse lugar é feliz.
Mário Couto, mau exemplo
Como grande parte dos paraenses sabe que ele não é verdadeiramente uma sacerdotisa de Vesta a se mirar, finalmente o Brasil também passa a conhecer o perfil, sem emendas, do senador.
Quem conta é o jornalista Ronaldo Brasiliense, linkando a imprensa de Brasília.
Tempos de pavor
Poder feminino
O poster sempre registrou sua satisfação, aqui e na coluna do Diário do Pará, quando uma mulher é conduzida ao parlamento ou a cargos de executivo.
Isso já vem de muito tempo.
Agora, é a ciência quem assina também embaixo.
Na mão das mulheres, está, sim, a justiça e a paz do mundo.
Um grtio por Macapá
Desejo de matar
Enquanto Macapá segue abandonada, revoltando Alcinéa - uma de suas filhas ilustres -, o valei-me Deus não protegeu um filho ilustre de Marabá.
O jornalista Ademir Braz foi assaltado, quando deixava uma agência bancária.
De tão revoltante a cena, e suas circunstâncias, o coração do poeta ficou amargurado.
Amargurado de querer fazer justiça com as próprias mãos.
Foi tudo muito rápido: os caras sabiam até quanto eu tinha retirado (para pagar a escola do meu filho) e levou-me a pochete com todos os documentos de jornalista, advogado, maçom, um gravador portátil, celular, carteira porta-cédulas, outras miudezas. Se estivesse armado eu teria arrebentado os dois assim que me viraram as costas para fugir. Em seguida, e por via das dúvidas, eu chutaria a cara deles até desfigurá-los, porque bandido bom é bandido morto.
A cena toda está aqui.
Berço da liberdade
"Esta noite, nós provamos mais uma vez que a verdadeira força da nossa nação não provém da potência das nossas armas nem do tamanho das nossas riquezas, mas sim do poder das nossas idéias: a democracia, a liberdade, as mesmas chances para todos e a esperança inabalável. Lá está a verdadeira genialidade da América: a América é capaz de mudar". (Barak Obama)
sexta-feira, dezembro 26, 2008
Engarrafamento no Reveillon
Os deputados estaduais estavam já de malas e cuias prontas para passar as festas de fim de ano em seus municípios, mas foram alcançados pela convocação extraordinária, até o dia 31. Há projeto de Executivo em regime de urgência para ser votado.
Ainda está sendo um corre-corre na Casa Civil e na presidência da Assembléia.
Se tivesse a mesma eficiência demonstrada ao longo do ano para publicar editais de licitação meio enjambrados, o DETRAN bem que poderia ter encaminhado o presente projeto de seu interesse no time certo, evitando essa convocação extraordinária.
Humor grosseiro
Surpreendentemente.
Cinco dias depois do show no Ceará, Roberto receberia uma carta com pedido de desculpas de Jereissati, explicando as razoes de sua ausência ao espetáculo que teve mais de 30mil pessoas.
O orgulhoso, ao contrário: é auto-suficiente. E, por isso, medíocre; parou no tempo; seu conhecimento é inversamente proporcional ao tamanho de sua soberba.
quarta-feira, dezembro 24, 2008
Juiz responde ao blog
Juiz de Direito de Marabá, César Dias de França Lins, envia esclarecimentos a respeito do post Ana, Albanira e César:
Um "rato" na estrada
Vila Palmares, município de Moju. São 15h40, dessa terça-feira, 23.
O sol ainda arde amenizado pelo vento forte soprando sentido Tailândia.
De longe dá para ver, no céu, o tempo escurecendo sobre os arredores de Moju. Nesse horário, é corriqueiro a chuva desmanchar-se naquela região, talvez para regar as plantações de coco e palmas. Ou os açaizeiros ainda restante, que servem de alimento para a maioria da população.
O poster pára numa baiúca para tomar cafezinho.
Apenas o dono do negócio e um rapaz de mais ou menos 17 anos povoam a casinha de madeira coberta com zinco.
O dono do quiosque aparenta 50 anos, e tem cara de sono. E de pouca conversa.
O rapazola, sentado numa cadeira fornida com coro de jacaré, toma cachaça pura. Vestido de calça jeans, camisa azul de meia e uma sandália havaiana, o olhar dele se perde na extensão da PA-150. Ao levantar os braços levando o copo à boca, aparece em sua cintura o cabo de um revólver. Não dá para identificar o calibre.
Mas, para o blogger, todo revólver é de calibre grosso. Todos vomitam balas.
Nosso caubói pede mais uma dose de 51.
Desconfiado, e temeroso da imagem um tanto quanto agressiva, termino de tomar uma coca-cola (não havia cafezinho), pedindo a conta.
- Padim, tu ta indo pra onde nesse embalo?, pergunta, o caninha.
- Aqui para o km 65 (trevo que dá acesso a Tomé-Açu,
- C..., onde tu andava firula?, grita da moto ainda em aproximação.
- Aqui esperando. E já ta passando da hora. A parada não espera; a parada não espera.
- Ainda vamos nos ver por aí....
- Esse aí é o “Rato”, assaltante conhecido aqui. Já deve estar indo fazer algum roubo. Eu estava preocupado do senhor dar carona a ele, não ia ser coisa boa.
Bandalhice de um prefeito
Laurival Magno Cunha, prefeito de Barcarena, vulgo Marivalzinho, é mesmo irresponsável.
Além de estar deixando ao sucessor débitos astronômicos e muitas empresas do município quebradas, o caraíba permitiu o aniquilamento de
Quando a Alça foi inaugurada, estava mais do que evidente a redução do fluxo de veículos pelo Porto do Arapari. Mas também ficou escrito nas estrelas ser mais em conta para trabalhadores das empresas de Barcarena, residentes em Belém, ou até mesmo para a população daquele entorno sempre com os pés na capital, atravessar a baia em balsas, cruzando os
O poster gastou 30 minutos do trevo até o Porto do Arapari, ao optar pela balsa, ao invés de cruzar os
Pior de tudo isso é que um bandalha do gênero ainda corre o risco de voltar à prefeitura do município.
"Opinião não se discute"
Bicolor de quatro costados – como se dizia -, jamais descobri por qual time Edir torcia, mas hoje temos a leve desconfiança de que ele amava o Remo e os Roling Stones.
O Flamengo, sim, era um amor declarado dele.
Fixadas , como recall, as imagens de Edir, com seu bigode aportuguesado, fazem parte de um tempo gostoso da juventude deste escriba -, como adora usar o termo, Gerson Nogueira.
Neste Natal, as lembranças de Edir Proença fluíram ao link disponibilizado pelo Quinta Emenda que nos abriu belíssima crônica de Edyr Augusto Proença, um dos filhos todos talentosos do velho Edir.
Sobre a meia entrada
Ninguém vai conseguir mudar essa lei exdrúxula. É políticamente incorreto. Os jovens vão se revoltar. Os políticos, ao contrário, vão defendê-la até o fim. Os artistas que se fodam. Porque estudantes não pagam meia nas passagens de avião? Nos saquinhos de pipoca? Nos super mercados? Porque somente os poderosos, riquíssimos artistas abrem mão de metade do que têm a receber, por seu trabalho, para que outros fiquem bem? Afinal, alguém tem que pagar aos artistas e empresários do setor, os 50% recolhidos, não é? Meia entrada para todos! Mas alguém vai pagar isso, não? Meia conta nos postos de gasolina, já! Tudo isso gerou imensas distorções. Uma delas está nas leis culturais, federal, estadual ou municipal.
Sobre Belém
Meu pai dizia isso, de Belém. É uma cidade difícil, despreparada para as mínimas exigências da civilização, sob um clima hostil para o ser humano, que o piora ainda mais. Não, pior que tudo são as pessoas. Talvez seja da nossa índole, a mistura do português com o indio. Essa desconfiança eterna. Esse não obedeço, faço do meu jeito, quando quiser e se quiser. E também esse enfeitar-se, gostar de dançar, cantar, fazer Arte e ao mesmo tempo, a dificuldade em aplaudir o outro, cantar seus heróis. Todos os que moram aqui sabem disso, mesmo os que não sabem que sabem.
segunda-feira, dezembro 22, 2008
Azul da cor da arara
Waldir Silva manda avisar lá de Parauapebas:
Pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) descobriram um refúgio de araras azuis grandes, espécie ameaçada de extinção, na Floresta Nacional de Carajás (Flonaca).
Mídia para Beira-Mar
Vocês viram a pose do Fernandinho Beira-Mar, falando ontem ao Domingo Espetacular (Record) ?
O bandido reclamando de não ter à disposição dele Internet e nem poder receber livros indicados, para que ele possa fazer um curso de direito à distância...
Sefer em dois tempos
1- Relatório da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal das investigações realizadas em Portel sobre denúncia de exploração sexual a crianças e adolescentes, em 2006.
No dia 10 de abril de 2006, o Monsenhor Dom José Luiz Azcona, Bispo da Ilha do Marajó, denunciou ao Chefe de Gabinete do Presidente Luiz Ignácio Lula da Silva, Dr. Gilberto Carvalho e ao Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), que, dentre outros problemas sociais preocupantes, adolescentes estariam sendo vítimas de exploração sexual no Município de Portel, Estado do Pará, na região do Arquipélago de Marajó.
De imediato a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal adotou providências designando a mim, Amarildo Geraldo Formentini, para representar a referida Comissão, na qualidade de assessor, no acompanhamento da tomada de depoimentos, recolhimento de provas sobre trabalho escravo e exploração sexual infantil na região da Ilha de Marajó e adjacências, além de levantamentos referentes à situação das comunidades remanescentes de quilombos. (Ofício nº 10/06-S, de 11/04/2006 - anexo).
No dia 14 de abril de 2006, cheguei a Breves e procurei o Escritório Regional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis — IBAMA de Breves, onde fui atendimento pelo Chefe do referido Escritório, apresentando o mencionado Ofício, que "solicita colaboração para o adequado cumprimento" da função a mim delegada. Por ser 14/04/06 um dia de feriado nacional (Sexta-feira da Paixão), o Escritório contava com apenas dois servidores de plantão, por isso o Chefe do Escritório do IBAMA, Senhor Antônio Carlos Moura da Silva, de pronto prestou todo o apoio necessário, levando-me até a cidade de Portel numa lancha voadeira do IBAMA. No mesmo dia (14/04) cheguei a Portel, por volta das 17:00 horas, dirigindo-me ao Hotel Marino, localizado na Avenida Augusto Montenegro, na orla fluvial da cidade, confronte à Praia de Arucará, onde fiquei hospedado. A partir desse momento empenhei-me em cumprir a função para a qual havia sido designado objetivando o recolhimento de provas e acompanhamento na tomada de depoimentos referentes às denúncias apresentadas pelo Bispo do Marajó junto aos órgãos competentes, conforme passo a expor os seguintes FATOS:
2. Constatei que ROBERTO ALAN DE SOUZA COSTA, brasileiro, solteiro, é de fato vereador da Câmara Municipal de Portel com mandato iniciado em 01.01.2005, mais conhecido como "BOB TERRA", nascido em 25/12/1970, com endereço à Avenida Floriano Peixoto, no bairro do Centro, ou Rua Santos Dumont, casa 06, apt. 02, (área do residencial da empresa AMACOL). Possui 2º grau completo, Cédula de Identidade 1603344, SSP/PA e CIC/MF 264884692-15.
3. É importante frisar que o autor é filho legítimo do Vice-Prefeito da Cidade, Senhor ADEMAR TERRA DA COSTA.
4. Diante de tal constatação pedi autorização à genitora da vítima para desta tomar o depoimento, a qual se identifica pelo nome de JANAINA COSTA DE ARAÚJO, brasileira, paraense, estudante com 13 anos de idade, nascida no dia 15.09.1992, filha de Aldemir Rodrigues de Araújo Júnior e de Cinelma Maria de Freitas Costa, com endereço à Rua Coronel Severiano de Moura, nº 57, bairro Centro, na Cidade de Portel, Pará.
5. Conforme comprovação de imagens produzidas a partir do depoimento da vítima e outros depoimentos reveladores, além de documentos comprobatórios, confirma-se que a mesma foi violentada, pois o Vereador "BOB TERRA" trancou o cadeado da grade da porta do quarto e também trancou a porta do quarto à chave, forçando-a a manter relação sexual.
6. O fato ocorreu no dia 05 de abril de
7. OUTRO AGRAVANTE: na prática de aliciamento estão envolvidas outras duas menores, sendo: 01. MARLÚCIA CALDAS DE ALMEIDA, conhecida como "Catuta", de 15 anos de idade, residente na Passagem Flores, nº 81, Centro; e, 02. SHIRLEY SANTOS PAIVA, conhecida como "BIBI", de 16 anos, também residente na Passagem Flores, nº 86, Centro.
8. Torna o caso ainda mais grave e estarrecedor o fato de que a adolescente de apenas 13 (treze) anos de idade foi retirada de sua sala de aula aliciadas por outras duas menores (M.C.A. "Catuta" e S.S.P "Bibi") pagas pelo Vereador "Bob Terra" para executarem o serviço de exploração de prostituição infantil utilizando para isso a residência de um outro vereador (Adson Mesquita).
10. Todos esses fatos foram imediatamente levados ao conhecimento do Conselho Tutelar do Município de Portel, pela vítima (JANAINA COSTA DE ARAÚJO), devidamente acompanhada de sua mãe (Sra. CINELMA MARIA DE FREITAS COSTA), sendo que o referido Conselho constituiu TERMO DE DECLARAÇÕES e encaminhou à Delegacia de Polícia Civil de Portel, ao Delegado Adalberto Pereira Cardoso, através do Ofício nº 018/CTP (Encaminhamento), datado de 05/04/2006.
11. Importante frisar que todo este relatório está embasado em depoimentos gravados e/ou documentos, os quais vão em anexo, não apenas como comprovação do que aqui é relatado, mas para propiciar a análise que se fizer necessária e para que sejam tomadas todas as providências cabíveis.
12. Faço constar que devido a mãe da adolescente (vítima) está bastante preocupada com o andamento do caso, foi necessário acompanhar a referida Senhora até a Capital do Estado, Belém do Pará, afim de que a mesma pudesse relatar os fatos ocorridos às autoridades competentes. Ressaltando que devido tratar-se de uma família com carência de recursos financeiros, os membros da família fizeram coleta para custear a viagem da Senhora Cinelma Maria de Freitas Costa.
13. Em Belém/PA (19/04/06), acompanhei a Senhora Cinelma Costa até os seguintes órgãos: Procuradoria Geral de Justiça, Ordem dos Advogados do Brasil — OAB e Delegacia Geral de Polícia Civil.
14. Na OAB fomos recebidos pelo Dr. OPHIR CAVALCANTE JÚNIOR, Presidente da Ordem, o qual, em entrevista a um jornal de grande circulação no Estado do Pará (O Liberal, 22/04/2006), afirma textualmente que "o que chamou a atenção da OAB foi o fato da exploração sexual infantil ter se tornado um caso comum no Município de Portel, na Ilha do Marajó"e na Delegacia de Polícia foram prestados depoimentos pelo escrivão e o Delegado ao adentrar na sala leu os depoimentos e rasgou alegando que estavam errados, quando então sentou-se ao computador, digitou outros depoimentos os quais fez as testemunhas assinar, sem que tenham lido ou dito algo. No dia 17/04/2006, estive presente no Fórum sendo atendido por um assessor, pelo qual me relatou que o Promotor não se encontrava no Município desde o dia 05/04/2006, somente obtive uma reunião para mostrar meu material e relatar às denúncias no dia 24/04/2006. Posteriormente o mesmo Promotor não atendeu às minhas expectativas, não demonstrando muito interesse, repetindo o pouco caso das autoridades que deviam fiscalizar os abusos cometidos no Município de Portel.
15. Para o Presidente da OAB, o caso da adolescente vítima do estupro praticado pelo vereador "Bob Terra" é "emblemático". "Temos conhecimento de que qualquer pessoa que chegue ao município recebe a oferta de uma ‘diversão’ com meninas de
16. As constatações reveladas pelo Presidente da OAB do Pará e também pelas fortes denúncias do Bispo do Marajó podem ser realmente comprovadas, uma vez que se configura, além de envolvimentos de políticos locais em exercício de mandato, o envolvimento de taxistas e até mesmo pessoas do Hotel Marino, localizado na Avenida Augusto Montenegro, na orla fluvial da cidade, confronte à Praia de Arucará, onde fiquei hospedado, tendo como comprovar através de gravações.
17. Fator bastante preocupante é o tratamento que a Câmara Municipal de Portel vem dando ao caso, ou seja, não tomou nenhuma providência referente ao caso. Aliás desde que foi noticiado o ocorrido os vereadores recusam-se a reunir em sessões ordinárias.
18. Até o presente momento apenas a Vereadora Simone Moura da Silva se posicionou oficialmente pedindo manifestação por parte da Presidência e da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Portel.
19. Outro fator igualmente preocupante são as ofertas que vem sendo feitas a família da adolescente violentada, como bens para que esta "esqueça o caso".
20. De acordo com depoimentos comprovados um dos advogados do autor do crime, Sr. EVANDRO SOUZA CRUZ, conhecido como "Dr. EVANDRO", chegou a oferecer o valor de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais), pelo "silêncio" da família, fato este que carece, no mínimo, de abertura de uma sindicância na esfera competente.
21. Conclui-se, portanto, que o procedimento e a conduta do Senhor ROBERTO ALAN DE SOUZA COSTA (Vereador "BOB TERRA") são totalmente incompatíveis com a função de vereador que o mesmo exerce na Câmara Municipal de Portel, recomendando-se o imediato afastamento do Sr. Bob Terra da função de vereador e instalação do competente processo de cassação, além da tomada de todas as providências necessárias como forma de puni-lo judicialmente pelo hediondo crime cometido.
22. Quaisquer informações a mais, disponho de provas, e coloco-me à inteira disposição de qualquer órgão, em qualquer instância, para oferecer elementos capazes de instruir os processos cabíveis.
23. Recomenda-se, por fim, que esta competente Comissão possa também designar um assessor jurídico (advogado) para dar acompanhamento a todo o processo como forma de prestar o devido auxílio à família da vítima (família carente) e evitar que abusos e descasos sejam praticados para que não se tenha mais um caso de impunidade no País. Gostaria de informar acerca da existência das Comunidades Quilombolas, no município de Portel, onde visitei três com as respectivas denominações; Comunidade Acuti Pereira, Comunidade Nossa Senhora do Carmo(Cipual) e Paraná dos Pretos. Pude constatar que existem dezenas de comunidades Quilombolas, encontrando dificuldades para legalização, devido a burocracia dos órgãos competentes(INCRA e INTERPA). Sugiro que possa ser feito um estudo de identificação para posteriormente buscar a regularização, visto que, essas comunidades já perderam a esperança.
A presidente da Comissão de Direitos Humanos na Assembléia Legislativa, deputada Araceli Lemos (PSOL), anunciou na sessão ordinária desta quarta-feira, 10, que foi convidada a acompanhar o grupo que estará amanhã (11) no município de Portel, na Ilha do Marajó, para apurar as denúncias de existência de uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes, que envolveria políticos e empresários da região.
Nota: os grifos são do poster.





