sábado, junho 21, 2008

Bubuiando poesia

As lavadeiras do Itacaiúnas, narradas poeticamente na ardência de Ademir Braz, resistem ao tempo. De mãe para filhas, a profissão é um belo quadro pintado nas águas do rio, nas manhãs de todo dia.
Atrás de toda lavadeira, há sempre pés ingênuos e inseguros a pisar pedregulhos das ladeiras íngremes do Itacaiúnas. As crianças conhecem muito bem o caminho dessas pedras.

Rumando para o abismo

Juvêncio de Arruda é quem conta no Quinta Emenda:

Fonte petista do blog liga para manifestar surpresa com o resultado das prévias vermelhas em Parauapebas. Pergunta como foi possível o prefeito Darci Lermen entrar numa prévia nessas condições, e aonde está o Grupo de Trabalho Eleitoral do partido que não se antecipou ao desastre? Imagine se o poster sabe...Pela sua experiência, aposta na intervenção do Diretório Estadual para salvar a pele de Darci, mas se preocupa com o tamanho do desgaste. Dentro do partido, e nas eleições.O problema é que o prefeito Darci é tratado como ícone da competência petista de governar, um evidente delírio, como comprova a decisão amplamente majoritária do diretório do partido.Darci coalizou demais, com as pessoas erradas, e com os métodos errados, diz o Manifesto que lançou a vitoriosa candidatura de Wanterlor Bandeira.Stalin, que já andou pela UEPA no início do ano, deve desembarcar a qualquer momento no Peba.

Intervenção à vista

A nota da qual se refere Juvêncio, publicada no Repórter Diário:

A executiva estadual do PT vai enquadrar neste final de semana o vereador Wanterlor Bandeira, que ameaça bater chapa com o prefeito Darci Lermen, de Parauapebas. Para a reunião da impositiva trégua, em Marabá, foram chamados os dois petistas desavindos.O próprio presidente petista João Batista Silva foi escalado para apagar o incêndio e vai dizer a Wanterlor que Lermen, como prefeito, é candidato natural. A deputada Regina Barata diz que o PT não pode perder tempo administrando “insanidades”. O episódio, no entanto, escancarou de vez o desgaste de Lermen dentro do próprio partido.


No próprio Diário do Pará, ampla matéria sobre a crise interna do PT. Aqui.
Divisão
Independente da decisão a ser anunciada pela direção estadual do PT, o partido entrará na disputa municipal de Parauapebas definitivamente dividido. O aquecimento dos ânimos partidário permite vislumbrar fogo amigo durante toda a campanha.

Tá na mão

Chegou às mãos de Sebastião Miranda, na tarde de ontem, pesquisa do Ibope encomendada para definir os rumos que o prefeito tomará na escolha do candidato à sua sucessão. Na semana que chega, novidades.

Olho no olho

Na sexta-feira, 20, o vice-prefeito Ítalo Ipojucan (PDT) permaneceu mais de 11 minutos no vídeo, em longa entrevista concedida ao programa de maior audiência da TV Livre, de propriedade de Félix Miranda, irmão do prefeito de Marabá.

O espaço nobre, na hora do almoço, serviu para Ítalo expor sua visão sobre as atuais demandas da cidade e o futuro do município. Marcou pontos.

O pasto do Minc

“O Ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, deixou-nos atônito ao dizer que seqüestraria o boi pirata — mal ele sabe que só no Estado do Pará há 20 milhões de cabeças. Quero saber onde será o curral que o Ministro Minc construirá para abrigar esse rebanho, com a genética de qualidade exponencial do Estado do Pará.”
“Fico cada vez mais atônito e preocupado em verificar que pessoas sem qualquer conhecimento de causa, que não têm qualquer vivência sobre a Amazônia, começam a dar palpites totalmente pirotécnicos, fazendo com que a Amazônia fique cada vez mais distante do seu processo de integração e de desenvolvimento sustentável.”


Trecho do discurso do deputado federal Wandenkolk Gonçalves (PSDB), da tribuna da Câmara.

sexta-feira, junho 20, 2008

Versão do Incra

Da Assessoria de Comunicação Social da Superintendência Regional do INCRA dos Sudeste do Pará, o blog recebeu Nota, a seguir publicada:

A propósito de decisão judicial que impede o repasse de recursos para assentamentos, em respeito à opinião pública e a bem da verdade, a Superintendência Regional do Incra em Marabá - SR-27 – informa o seguinte:

1 – Em todos os casos de desvio de crédito na SR-27, o próprio Incra tomou as providências cabíveis e encaminhou os casos a Justiça – o que demonstra que a apuração de eventuais irregularidades é de total interesse do Incra. Aliás, das 120 ações encaminhadas pelo Incra, 80 por cento dos casos aconteceram há bastante tempo, mais precisamente antes de 2003.

2 – Na área da SR-27 existem 481 assentamentos, nos quais vivem 76.500 famílias. São cerca de 350 mil pessoas que nada tinham antes de assentadas e, hoje, plantam alimentos em seus lotes para sobreviver e contribuir para o desenvolvimento do país. O Estado brasileiro tem um papel importante na renda e no desenvolvimento dessas crianças, mulheres e homens. Por isso, o Incra vai recorrer da decisão da Justiça.

3 – A SR-27 tem 28 servidores atuando no acompanhamento dos Projetos de Assentamento. Entre eles, um que entrou no Incra em 1980 como auxiliar de enfermagem e outro que entrou no Incra em 1981 como agente de portaria. Esse tipo de cargo foi extinto em 1998 nas autarquias e órgãos federais, impulsionando a reciclagem e a capacitação de milhares de servidores. Os dois funcionários citados possuem ensino médio completo e ocupam a função de assistente administrativo. Não há motivo conhecido que coloque em dúvida a capacidade técnica de exercerem tal função.

Beleza perturbadora

Deixando o município de Floresta, subindo o Araguaia, 45 minutos de lancha, deparamos com esse maravilhoso risco de areia no meio do rio. É a Praia da Curva, exuberante, límpida, ainda pouco freqüentada.

Mais acima, uma seqüencia de praias povoam a avenida de águas formando um santuário de belezas naturais a incitar sentimentos e vibrações de alma, perturbando o olhar de quem vislumbra o cenário.

O Pará, na fronteira com o Tocantins, é um descortinar de emoções sentidas por poucos.

Os paraenses não conhecem ainda sua terra.

Inscrições prorrogadas

Foram prorrogadas até 30 de junho as inscrições para a seleção da Chamadade Projetos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) 2008, realizadapela Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do DesenvolvimentoAgrário (SAF/MDA), por meio do Departamento de Assistência Técnica eExtensão Rural (Dater).

Novos Prazos:
Até 30 de junho: Recebimento de projetos
Até 11 de julho: Divulgação de resultados – Etapa I
Até 30 de julho: Divulgação de resultados – Etapa II
Contratação dos projetos: Após período eleitoral
12 meses: Prazo máximo de execução do projeto

Fonte: Assessoria de Comunicação do Incra

Para interior ver

O Sebrae no Pará vai lançar o Prêmio ‘Competitividade para Micro e Pequenas Empresas – MPE Brasil’ em Marabá. O evento, que pela primeira vez é realizado fora de Belém, será no dia 1º de julho, às 19h, no auditório da Universidade Federal do Pará – UFPA.

Negócio da China

Empresários do Sudeste do Pará devem confirmar presença na Missão Empresarial à China 2009, em comitiva organizada pela Fiepa. A programação da viagem prevê visita, para abril de 2009, a segunda maior feira multi-setorial do mundo, a Feira de Cantão, na cidade de Guanghzou.

Colando simpatia

As inserções nacionais do PT, regionalizadas, estão exercendo intervenção junto a opinião pública da zona rural. Na terça-feira, no assentamento 1º de Março, na Transamazônica, o poster ouviu pessoas dizendo que votarão em candidato do partido pelas realizações de Lula no Pará.

Minutos antes, a TV mostrara VT com obras das eclusas de Tucuruí, Vila da Barca e a pavimentação da Transamazônica.

Pelas pesquisas recentemente realizadas em Marabá, Lula tem 75% de admiração pública no município.

Vale tudo

Na edição de ontem do Correio do Tocantins:

No plenário da Câmara Municipal, o empresário Demétrius Ribeiro falou com todas as letras sobre acordo com o grupo governista e frisou o nome da sua mulher, Naila Ribeiro (PSDB), como potencial nome a vice na chapa a ser lançada por Tião. O nome dela, nas palavras do marido, estaria sendo avalizado pelos partidos PSDB, PSC, Democratas e PP. Apesar da empolgação de boa parte dos vereadores com o que disse Demétrius, teve vereador que não ficou nada contente com a atitude do empresário e entendeu que a tribuna foi usada como palanque político de forma extemporânea.


A propósito, a ida do empresário à Câmara Municipal ainda não foi bem assimilada pela classe política. A maioria considera pressão destemperada as atitudes de Demétrius na tentativa de emplacar pessoa de sua confiança numa vice-candidatura a prefeito. Consta que ele estaria tentando negociar com o prefeito Sebastião Miranda a indicação de sua preferência.

Pegando duro

Comentário de Renatinho, assíduo freqüentador do blog, informa que o Diário Oficial de ontem 19, comprova o faturamento da Etec, construtora com sólidas estruturas na gestão do prefeito Darci Lermen, em dois anos, superior a R$ 28 milhões.
Citando o caso Micro Service, cujo contrato é de R$ 3,5 milhões, especificamente para manutenção de computadores da prefeitura de Parauapebas, o comentarista ratifica:

- Veja bem, não é aquisição de computadores, pois se fosse isso, a um preço médio de R$1.200,00 daria quase 3.000 computadores novos. Mas não é isso, esse valor é apenas para peças de reposição e manutenção.

Para comprovar o que assina, Renatinho envia planilhas da Clean ( empresa terceirizada de limpeza pública) dos anos de 2005, 2006 e 2007 -, faltando empenhar ainda neste ano o mês de dezembro -, totalizando faturamento de R$ 42.200.000,00, valor que representa aumento de 72%, numa comparação da gestão anterior à atual de Darci.

Chamando pra guerra

O manifesto do vereador Wanterlor Bandeira (PT) subscrito por 14 membros do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores continua repercutindo muito em Parauapebas.
A seguir, do jeitinho que está sendo distribuído, o documento que lança o nome do parlamentar às prévias petistas em confronto com Darci Lermen, prefeito municipal.


Companheiros Petistas: à LUTA

Faço uma análise a partir do que julgo povoar nossas ruas e motivar nossa militância.
Tomo como referência o governo LULA. Cujo maior sucesso se deve ao seu principal programa de transferência de renda, o BOLSA FAMÍLIA; a política externa; a implementação de políticas que distribuem regionalmente o desenvolvimento que o país ora experimenta; a política energética; a não privatização; dentre outros pontos.

Vejo como principal erro do governo LULA sua política de alianças, acho, que a força política do PT e do próprio Presidente LULA nos dão condições de uma maior proximidade com as ruas e com o próprio partido, sem tanta necessidade de ceder tantos espaços a supostos "aliados". Não quero com isso afastar a necessidade de alianças, mas que sejam na medida e sob medida, isto é, ajustadas à nossa realidade, à nossa força eleitoral e política, à legitimidade e apoio que o povo nos concede, não às necessidades dos "aliados". Digo isso, pois vejo que na verdade ocorre uma transferência de prestígio significativa do governo LULA para "aliados", em detrimento de um futuro crescimento partidário do PT, necessário para fazermos frente e protagonizarmos à própria sucessão do Presidente LULA. Hoje sem nenhum nome, realmente forte.

Dito isso, faço uma análise do que ocorre em Parauapebas.

Não é segredo que fiquei muito descontente com o início do governo Darci, desde à primeira hora, fiquei e manifestei, não escondi de ninguém, ao ponto inclusive de me ver completamente isolado, não por companheiros petistas, mas por forças estranhas que dominaram e de certa formam ainda dominam o governo que deveria ser nosso.
Cheguei a deixar de ser filiado ao PT, mas nunca deixei de ser petista, pois quem pensa que petista são apenas aqueles que estão filiados desconhecem o tamanho e a força do PT.

Mas retomo a comparação com o governo LULA, certo que todo governo tem acertos e erros, mas aqui em Parauapebas, pergunto aos companheiros, qual o programa de transferência de renda que o município implementa, sequer tem algum que ao menos complementa o programa do governo LULA.

Nosso governo tem ao menos uma política agressiva de parceria com o governo federal para a formação de convênios? Não tem. Diz um companheiro nosso, que isso é por que alguns nomes, neo petistas, não querem qualquer tipo de aproximação, pois isso implica fiscalização e muitos membros do governo Darci não querem isso por aqui.

Vemos agora esse problema com a merenda escolar, não quero julgar ninguém, mas se isso for verdade, tiver qualquer fundamento, isso é inaceitável para um governo PETISTA. Tudo, mas com a merenda escolar, nem pensar. Eu vou pedir a prisão seja de quem for.

Nós do PT não comungamos com isso, essa prática em qualquer lugar, com qualquer verba, é inaceitável, mas com o dinheiro da Merenda Escolar, é repugnante.

Ao apresentar meu nome, não quero com isso dizer que o nome do Darci não seja uma boa escolha, quero dizer que o PT é grande, há alternativas, como o nome do companheiro Miltom, do Raimundo Neto, do Jorge Nery, etc. Digo também, que ponho meu nome para que se faça um debate, para que inclusive tenhamos a oportunidade de corrigirmos erros, de repensarmos, de repactuarmos espaços dentro do atual e do próximo mandato, pois acredito seja o caso de mostrarmos que o PT não é um partido elitista, onde um grupo, uma parte se julgue detentora da vontade e do destino do Partido, impondo essa vontade a todos, sem ouvir ninguém, se furtando ao debate. Se tiver bom pra essa pequena parcela, os demais que se virem. Nós petistas não podemos aceitar isso, isso é para PFL, para PSDB.

Digo isso, pois acho que tem sido assim, ou seja, o que temos atualmente é um governo do PT ou da DS? Ou menos ainda, é um governo da Odilza e do João Fontana? Tem sido assim, mas o PT é maior, bem maior. O governo tem que espelhar essa grandeza.
O que não pode é ter continuidade do governo Darci Lermen, tal qual se apresenta hoje. Inaceitável para qualquer petista ver a festa popular que foi nossa vitória, a vitória do povo, que foi a eleição em outubro de 2004, sofrer uma apropriação indébita, por uma pequena parcela do partido e pior ainda, de gente sem qualquer identidade conosco. Segregou-se os demais segmentos partidários, prestigiando figuras que não acrescentam nada ao nosso crescimento, figuras que estão se notabilizando por coisas que nunca foram práticas dos companheiros petistas.

Muitos companheiros petistas nunca forma convidados pra nada no atual governo. Sabemos que muita coisa tivemos que aprender, muita coisa acontece sem que a gente tenha a exata compreensão do ocorrido, mas agora é o momento de conversarmos, de corrigirmos, de unirmos, temos uma campanha difícil pela frente.
Quem acha que por que está no governo manda em tudo, acha que vamos apenas balançar a cabeça, se engana, o governo tem sua dinâmica, mas tem que se buscar se adequar ao que o partido decidir.
Recentemente, em Porto Alegre, Maria do Rosário, deputada aguerridíssima, ganhou as prévias partidárias daquela capital, derrotando todos os figurões do governo LULA (como Tarso Genro, Miguel Rosseto) e provavelmente, anotem aí, será a prefeita de Porto Alegre.

Não custa lembrar que Luzziane Lins, Fortaleza-Ce, só é a atual prefeita por que teve a coragem de enfrentar o José Genoíno e a cúpula do governo que se achavam donos de tudo e que não tinham que dar satisfação a ninguém. Estavam enganados.

Se o PT quiser sobreviver enquanto um partido apto a fortalecer a democracia brasileira, e o que vale pro Brasil vale para Parauapebas, não pode se furtar de debater seu destino, algo próprio dos partidos populares, que não se contentam em ser mero carimbo de máquinas administrativas. Aqui não é o PFL ou o PSDB.

Indiscutível também as qualidades de Darci Lermen, porém mais indiscutível ainda o distanciamento do seu governo do pensamento partidário que fez o PT se tornar uma grande agremiação partidária e conquistar a Presidência da República, qual seja: debates, divergências e unidade. Só há desenvolvimento com dialética, com debates.
Acho que pecamos nesses quatro anos, nos dividimos, hoje é forte a sensação que é necessário nos aproximarmos, caso contrário, o risco eleitoral é iminente.

Acho que podíamos ter prestigiado mais o cooperativismo, naqueles segmentos onde não era possível a atuação direta da prefeitura. Tenho como bandeira, a criação de uma empresa municipal de limpeza urbana, pois para mim chega de Clean Service.

Temos que criar a companhia de águas e saneamento do município. Não podemos mais permitir o racionamento e a falta de água em nossas casas.

Tem acertos, que queremos dar continuidade, como a política de moradia, mas queremos arrojar mais, buscar mais parceria, não podemos aceitar a especulação imobiliária que existe em nossa cidade.

Outra coisa que será uma obsessão é o empenho em rever o percentual dos royalties, não aceitaremos a postura omissa dos deputados paraenses, principalmente da Deputada Bel Mesquita, que nada fez e nada faz pra rever essa política que só beneficia a VALE. Pretendo montar um grupo de estudo, uma parceria com a UFPA, com o DNPM, ou outros órgãos, mas não podemos é ficar parados enquanto a VALE drena nosso subsolo, nossas riquezas e ainda se faz de boazinha.

Enfim, não podemos deixar que nosso governo, do PT, tenha seu rumo definido apenas por algumas pessoas ou, pior ainda, por figuras alheias ao nosso partido. Queremos chegar a um pleito como o de outubro agora e ser julgado pelo que fizemos e deixamos de fazer, mas não pelo que uma pessoa apenas, ou um pequeno grupo, fez, sem sequer nos consultar.

Todos que estão aqui são pessoas lutadoras, que têm história, pensam, discutem, debatem, é assim que é o PT. Somos parte, fazemos nossa história.

Somos massa, somos povo, mas não somos massa de manobra de ninguém.
Queremos definir o que é melhor pro nosso partido e pro nosso governo.

Por isso, Wanterlor Bandeira, sem qualquer desabono a Darci Lermen, neste momento tem mais identidade com o que se espera de um governo popular. Pode dar continuidade ao que se tem de positivo no governo Darci e ao mesmo tempo renovar, redirecionar o governo para outros rumos, naquilo que merece ser corrigido. Inclusive com o defenestramento de figuras como a do Sr. João Fontana, Dr. Hernandes Margalho, os quais não temos dúvidas nenhuma são os principais responsáveis por problemas como estes que se anuncia sobre a merenda escolar.

De longe o nome de Wanterlor Bandeira é o nome de maior densidade dentro do PT. Considerando 3 aspectos: político, eleitoral e partidário.

Político, no sentido de uma formação ideológica e uma preparação intelectual sólida, que hoje é capaz de suplantar qualquer outro nome dentro do PT parauapebense; eleitoral no sentido de ser um nome conhecido, ter uma imagem forte, traços físicos marcantes, de fácil aceitação pela nossa população; partidário, em dois sentidos, externo e interno, quais sejam, capacidade de articulação com outros partidos, e a oportunidade de um retorno do PT ao seu berço, às suas idéias mais fortes e que mais empolgam sua militância.


Wanterlor Bandeira - Vereador líder do PT na Câmara
Vandeilson do Santos Carneiro – Membro do DM e representante da AE
Wilson Pitbull – Membro do DM AE
Índio Teixeira – Membro DM Unidade na Luta
Edílson Carneiro – Membro DM AE
Gutemberg Silva – Membro DM PT Pra Valer
Casagrande – Membro DM PT Pra Valer
José Arenes – Membro DM PT Pra Valer
Maria Leni – Membro DM PT Pra Valer
Tarcilena Estumano – Membro DM PT Pra Valer
João Tadeu – Membro DM AE
Antonio José – Membro DM PT Pra Valer
Francisco Diniz – Membro DM e Independente
Francisco Canidê – Membro DM PT Pra valer

quinta-feira, junho 19, 2008

No jacumã

Eles não usam tarrafas nem redes. A pesca é apenas com linha, em horas e horas de solidão no silêncio das águas calmas do Tocantins, pouco abaixo de Marabá.

Felizmente, ainda há espaço para jovens desenvolverem a pesca artesanal de subsistência, sem agressão ao meio ambiente.

Boi em órbita

O que ninguém imaginava poder acontecer outra, vai acontecer. E o fato ocorreu em Irtupiranga, entre dois ex-aliados políticos, adversários depois e reatados agora..

A coluna do poster no Diário do Pará contra tudo, amanhã, 20.

União poderosa

O pecuarista Luciano Guedes consegui praticamente a unanimidade de partidos em torno da candidatura dele a prefeito de Pau D’Arco, pelo PDT.

Mundinho candidato

Disseram que ele não vinha.

Mas o ex-prefeito de Bom Jesus do Tocantins, Edmundo Nascimento. Ribeiro (Mundinho) lançou, oficialmente, sai pré-candidatura à prefeitura do município, pelo PMDB, depois de opito anos ausente da vida pública. É páreo duro.

Voltando à calmaria

Os bombeiros entraram em campo, em Rondon do Pará, apaziguando ânimos dos pré-candidatos derrotados nas prévias do PT pela presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Maria Joel.

Pelo menos um deles, como conta a coluna de amanhã do Diário do Pará, garante que segue firme ao lado da sindicalista viúva de Dezinho.

Sexta-feira, outra vez

Ausente de novo da cidade, o blogger atualizará o espaço somente a partir de amanhã.

quarta-feira, junho 18, 2008

Vergonhosa lixeira

É assim que fica a praia do Tucunaré, grande parte da semana, por cinco razoes básicas:

1- Inexistência de lixeiras suficientes, na extensão do logradouro.

2- Banhistas incivilizados a povoar a praia, sem nenhum compromisso de educação ambiental. Sujos, certamente, até dentro da própria casa.

3- Barraqueiros sem qualquer comprometimento em manter o local saudavelmente higiênico. Os próprios donos de barracas contribuem para a sacanagem.

4- Necessidade de presença rígida da prefeitura, fiscalizando o comportamento medieval de alguns banhistas;

5- E, finalmente, oficializar a aplicação de pesadas penas a quem sujar a praia, começando pelos donos de barracas e barqueiros.

As imagens comprovam que o Pará, principalmente Marabá, está ainda muito distante de se transformar em ancoradouro de demandas turísticas. Quem gasta com turismo não gosta de sujeira. Não mesmo!

Indústria de boatos

Como o prefeito demora a definir seu rumo político, pelo menos publicamente, a cada semana surgem boatos de acordo com a simpatia dos propagadores. Há 15 dias, espalhou-se a suposta indicação do deputado estadual João Salame (PPS) candidato preferencial de Sebastião Miranda (PTB).

Agora, a semana começou com o nome do vice-prefeito Ítalo Ipojucan (PDT) na berlinda, tudo isso antes do resultado da pesquisa encomendada ao Ibope pelo prefeito de Marabá.

Sebastião Miranda pode até já ter escolhido, no íntimo, o nome de quem anunciará como o candidato a prefeito de seu grupo, mas não disse ainda a nenhum dos dois postulantes públicos, Salame ou Ipojucan.

Certo mesmo, quem ele não apoiará: Asdrúbal Bentes (PMDB) e Maurino Magalhães (PR).

Há suspeitas, inclusive, de que o prefeito teria um nome diferente de todos os anunciados até agora. Essa probabilidade, pela natureza da disputa provavelmente super acirrada da eleição de outubro, é remota.

Sem recuo

De todas as pré-candidaturas até agora anunciadas à prefeitura de Marabá, existe uma sem volta. Jorge Bichara (PV) colocará mesmo seus 30 anos de trabalhos dedicados à medicina e à causa ambiental para avaliação do eleitorado de seu município.

Até equipe de marqueteiros, o médico está definindo.

De cima pra baixo

Pode até ser mentira, mas a apressada viagem a Belém do vereador Maurino Magalhães, no inicio desta semana -, a segunda em 7 dias -, está dando margem a comentários do tipo reunião marcada com ele pela direção estadual do Partido Republicano (leia-se Anivaldo Vale) para repensar a pré-candidatura a prefeito de Marabá.

Consta que o PR nacional, sob pressão do governo, teria “sugerido” o redirecionamento.

Buscando competitividade

Gilberto Leite, presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá, representará a região Sul do Estado na reunião do Fórum Paraense de Competitividade, levando propostas recolhidas junto aos principais segmentos da cadeia produtiva. “Temos colocado todo empenho para a evolução desse movimento liderado pelo governo do Estado, analisando as demandas levantadas em cada núcleo de produção. A busca pela competitividade é objetivo antigo da ACIM e dos demais agentes da economia regional”, explica o executivo.

A reunião de hoje, 18, será presidida pela governadora Ana Julia. Às 15 horas, no Hangar.

Fedentina é mais fundo

Não é nenhuma novidade para quem conhece os passos da superintendência Regional do Sudeste do INCRA, a descoberta de que o órgão atribuía a porteiro e técnico de enfermagem a fiscalização dos recursos distribuídos entre clientes de 473 projetos de assentamento. O Ministério Público Federal, em verdade, está apenas descobrindo a ponta do novelo.

Há metros e metros de fio puídos a serem desvendados.

Depois das 15 horas

Dois dias ausente da cidade, somente à tarde, despois das 3 horas, o blog será atualizado.

segunda-feira, junho 16, 2008

Resposta de Walter Jr.

Do blogueiro Walter Jr., reproduzimos a seguir Carta Aberta, assinada por ele, endereçada ao deputadao federal Vic Pires Franco (DEM):


Domingo, 15 de Junho de 2008
Carta aberta para Victor Pires Franco Neto
Este era o nome que deveria constar nos comentários que você comete nos blogs, se tivesse a coragem de assiná-los.
Nos últimos dias você vem escrevendo nos espaços destinados aos comentários dos blogs, leviandades envolvendo a mim e o Prefeito Dulciomar Costa, como as que você tentou postar uns dias atrás aqui e postou no Quinta Emenda e nos comentários do post anterior a este.
Tudo numa tentativa, bem ao seu estilo, de em proveito próprio tentar prejudicar a campanha do prefeito Dulciomar.
Quando é que você vai apreender a fazer uma campanha sem baixarias, sem canalhices, sem mentiras, Vic?
Desde que o prefeito Dulciomar assumiu a Prefeitura de Belém, nunca tive nenhum tipo de reunião com ele para tratar de qualquer assunto. Nunca houve uma negociação com o atual prefeito sobre a ação que a minha produtora ganhou da Prefeitura. Nunca sequer falamos sobre as próximas eleições. E sobre a campanha eleitoral, apresentei um orçamento para a agência que fará a campanha dele e sequer iniciamos as negociações ainda. Você sabe muito bem qual a produtora que fará a campanha do Dulciomar, assim como sei que você está negociando com a 3D para a produção dos Democratas. O resto, Vic é pura leviandade sua.
Reuni com o advogado Sabato Rossetti para pedir uma orientação sobre o processo que ganhei da Prefeitura. Ele afirmou que o Dulciomar estaria interessado no trabalho dele na campanha. E que cobraria 200 mil reais pelo trabalho. Disse que costuma amealhar um apartamento por campanha e que essa seria a hora de faturar. Disse ainda que estava em negociações com os Democratas e só não havia fechado porque ao invés de dinheiro vocês teriam oferecido a ele uma secretaria. O próprio advogado desestimulou qualquer tentativa de acordo alegando que a prefeitura deixaria esgotar todos os recursos judiciais para poder pagar a dívida. Nunca houve a tal reunião com o prefeito. Nunca houve sequer uma tentativa de negociação. E se o Sabato lhe disse que houve, ele é tão leviano quanto você.
Desafio você ou o Sabato a colocar na internet a tal gravação de 72 segundos (pra variar múltiplo de 24 e multiplicado por 3, ainda por cima). Desafio vocês dois a trazerem a tal gravação a público, sob pena de confirmar o que muita gente pensa de você: um fanfarrão venal, covarde e mentiroso.
Se você quer atingir o prefeito Dulciomar use outra pessoa. Não seja canalha, Vic! Eu não lhe devo nada e embora não possua impunidade parlamentar, não tenho medo de você. Você não passa de um arrogante covarde! E bem que você e o seu advogado falastrão mereciam que viesse a público a pressão para nomeação de funcionários fantasmas na Prefeitura, em 92, o romance Fáridas & Marizas e outros fatos escabrosos que mostrariam o tipo de gente que vocês são.
Quanto a gravação da sua truculência reafirmando quem realmente manda em quem, fique tranqüilo. Ela está em local seguro. Está protegida pela ética. Jamais utilizei, utilizo ou utilizarei uma gravação de campanha eleitoral em proveito próprio ou de terceiros. Até porque, Vic, sou um profissional e gosto da Valéria. Ela é uma boa pessoa. É bem intencionada. É uma pessoa do bem e não merece este desgaste. Ela é em tudo infinitamente melhor do que você.
Se dê respeito, Vic! Você é um deputado federal ou pelo menos muita gente pensa que você é. Vá trabalhar. Vá fazer alguma coisa nobre em favor das pessoas que lhe elegeram, em favor do Pará, em favor do Brasil, ao invés de ficar fofocando e enlameando as pessoas na internet.
Walter Jr
Desculpe, leitor, por envolve-lo nesta baixaria.
Mas não costumo mandar flores para crápulas.

domingo, junho 15, 2008

Marabá em três planos

Foto batida em julho do ano passado, a imagem dimensiona com nitidez os rios Tocantins, em primeiro plano com seus barcos ancorados, e o Itacaiúnas, ao fundo.

A ponte em destaque liga o Núcleo Cidade Nova, (80 mil habitantes), do outro lado do rio, ao Núcleo da Nova Marabá (90 mil habitantes), na seqüência da ponte, à esquerda, mais ao fundo.

O Núcleo da Velha Marabá é o conglomerado que aparece em primeiro plano. Vê-se, mais à direita, o estádio Zinho Oliveira, Igreja de São Félix (padroeiro) fazendo fundos para o estádio, e a orla, cujas obras se estenderam até o bairro do Cabelo Seco (onde a cidade surgiu), mais à direita das duas rampas de clubes náuticos.

Porta-voz de todos os sons

Único samba composto e gravado por Alceu Valença, “Samba do Tempo” é uma poema do artista pernambucano a comprovar seu estilo universal criativo, misturando ritmos nordestinos como forró, maracatu, frevo, coco com outros sons mundiais. No fundo, um poeta do som.
Através de sua música híbrida de luz multicolorida, Alceu fascina, encanta e alegra, com uma bandeira sonora a enfeitar os caminhos do país. Também ator de suas próprias músicas.

O tempo
Se dilata como um fio
Cordão, elástico, caminho,
Estrada que nos transporta

A gente
Segue o tempo e ninguém nota
Seus caminhos, suas rotas
Por onde o tempo seguiu

Depois
Quer viver tudo que viu
Vai bater na mesma porta
De onde um dia saiu

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atualização às 22:01

O upload da música do Alceu, acima, apesar das tentativas, deu bug. Não roda. Abaixo, a substituo pela ginga de Jackson do Pandeiro na belíssima "Cantiga do Sapo", que a voz universal de Alceu deu o balanço jacksoniano exigida pela obra.

Falando em novelas...

Nos anos 70, as trilhas de novelas eram assinadas por um determinado compositor ou feitas com um critério mais rigoroso, de se juntar músicas que tivessem efetivamente conteúdo.

Temas de MPB inesquecíveis como João e Maria (com Nara Leão & Chico Buarque) e Amanhã (Guilherme Arantes), que virou um clássico de seu repertório, foram lançados naquele momento.

A desaparecida Marília Barbosa, atriz e cantora, mostrou sua influência de Elis Regina na interpretação de Antes Que Aconteça, de Renato Teixeira, em alta na época com o sucesso Romaria.

Da série, recordar é reviver, gostoso ouvir Marília:


Todos esses anos que passam por aqui
Se parecem todos com filmes que já vi
Olho na sinuca, saiba como agir
Não se esqueça nunca de sorrir
Antes que aconteça da fera te pegar
Trate que pareça vontade de cantar
Nada muito igual ao ato de enganar
Aja como quem vai trabalhar
Antes que apareça um disco voador
Sobre a cabeça do Cristo-Redentor
Sente-se comigo na mesa desse bar
Certamente há muito a conversar

O libanês de fraque

Ninguém há na cidade de Marabá, entre os mais antigos, que não conheça perfeitamente o Beco da Igreja, no bairro da Santa Rosa. Sobretudo, ele se fez notável pelas missas, que no inicio das noites eram celebradas, por suas belas festas de Nossa Senhora das Graças, sempre cheio de oferendas, seus fogos de artifícios, e enfim, pelos fervorosos freqüentadores.

Ligando a Marabazinho (atual orla da cidade) à rua Silvino Santis, a principal do bairro, o beco possuía no máximo oito casas, entre elas, uma que passou a ser muito freqüentada a certas horas da noite.

De tarde, quando já o sol não incomodava, e a sombra e o frescor convidavam as mocinhas a chegar à janela, viam-se passar primeira e segunda vez pelo beco, numerosos mancebos, que trajavam com elegância e gosto, e que por seus modos mostravam pertencer ao círculo feliz da cidade.

O trajeto do beco era feito de bicicleta, vespas, lambretas ou em raríssimos carros que haviam em Marabá - entre eles um jeep de meu pai, sempre dirigido, claro, pelo próprio.

Deu isso muito o que pensar aos sossegados habitantes da Silvino Santis, Marabazinho e do próprio beco, até que finalmente um comerciante libanês residente ali perto, chamado Ibrahim, apontando para a casa alvo de curiosidades pela frenética rotatividade de seus freqüentadores, passou a dar dicas, em tom confidencial, com seu sotaque confuso:

- ‘Causa’ dê safadeza, ‘causa’ dê safadeza.

Também Ibrahim era a pessoa mais capaz de descobrir qualquer mistério. Pelo sim, pelo não, diremos em poucas palavras quem era ele.

Fofoqueiros integrantes da imensa colônia libanesa residente no município, diziam que Ibrahim tinha sido espécie de escrivão na cidade de Tiro, no Mediterrâneo, e havendo perdido seu lugar por motivos que ele a ninguém dizia, mas que o fizeram viver na cadeia durante alguns meses, decidiu mudar-se com a mulher para o Brasil.

Ibrahim vivia de um pequeno comércio na rua Marabazinho, próximo a casa onde eu morava, bem mais abaixo do beco da Igreja, e sua mulher, para ajudá-lo na despesa se casa, fazia um pequeno negócio de bolos e comidas árabes.

Um homem baixo, um pouco gordo e calvo, com os cabelos que lhe restavam já meio grisalhos, com olhos pequenos e vivos, tendo sempre no semblante uma alegria fingida, tomando rapé, e trajando constantemente um fraque roxo, abotoado até em cima - era Ibrahim, figura surrealista que nunca saiu de minha cabeça.

O casal vivia na mais estreita união; e tendo pouco ou nada o que cuidar, além do morno movimento do comércio, gastava o tempo em descobrir mistérios.

Quando se aproximava das 17 horas, Ibrahim fechava a loja e subia a Marabazinho. No beco da Igreja, tinha o ponto ideal para observar a movimentação: sentado junto da janela de sua casa, onde se supunha convenientemente seguia a entrada e saída das pessoas daquele local densamente freqüentado. Dali ele observava, e adivinhava tudo: seu olhar vivo, penetrava no interior da casa alheia, e seu ouvido apurado, ouvia, apesar das paredes, o que se falava e se fazia na da frente.

Escondido atrás da cortina, devassava a rua.

A mulher ajudava excelentemente seu marido naquele “inocente” passatempo. Enquanto Ibrahim ‘cuidava’ do que ocorria na rua da frente, ela se postava na Silvino Santis, sentada numa calçada, ao lado de sua empregada, anotando quem entrava por uma viela que dava nos fundos da casa alegre.

Dia seguinte, o comentário do libanês era infalível:

- ‘Causa’ dê safadeza, ‘causa’ dê safadeza.


A intriga, a maledicência, e mesmo a calúnia alimentava o casal, que se tinha encontrado no mundo tão iguais, tão dignos um do outro.

O local era uma casa de belas garotas que chegavam de Imperatriz para atender a clientela na calada das noites. Por ali passaram os mais lustrados homens da cidade e jovens mancebos ávidos pelas primeiras experiências sexuais.

Para o casal de libaneses, era uma casa assombrada.