Vídeo enviado pela blogueira Adelina Braglia, a Bia.
sábado, novembro 20, 2010
sexta-feira, novembro 19, 2010
Brasil da Era Lula
200 mil empregos formais gerados somente no mês de outubro.
Em dez meses, o acumulado passa de 2,5 milhões de postos de trabalho com carteira assinada.
Nos Estados Unidos, no mesmo período, 60 mil vagas a menos do que no Brasil.
Em dez meses, o acumulado passa de 2,5 milhões de postos de trabalho com carteira assinada.
Nos Estados Unidos, no mesmo período, 60 mil vagas a menos do que no Brasil.
Origem dos sem-tora
Anônimo envia informações procedentes sobre os atos criminosos dos sem-tora de Tailândia, tema recorrente neste blog:
O chefe desta gang tem nome,endereço, CPF e sua "Ficha Suja" foi limpa com as lágrimas dos orfãos e viúvas deste pobre, miserável e prospero município.
Segue a prova dos fatos....
Quadrilha da madeira lucra R$ 90 milhões www.orm.com.br/ O LIBERAL , Denúncia.
Este é o valor que o grupo criminoso arrecadou com fraudes no Pará
Quatro promotores de justiça do Pará abriram investigação criminal para apurar um esquema de extração ilegal e venda de madeira e carvão em municípios do leste do Estado que tem como sede o município de Tailândia,Para derrubar a floresta e 'esquentar' cerca de 120 mil metros cúbicos de madeira ilegal, que teriam gerado R$ 90 milhões para os bolsos da quadrilha, seis projetos de licenciamento ambiental e exploração florestal foram fraudados, no final de 2006, dentro da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema).Os projetos fraudulentos, que estavam em nome de quatro pessoas e foram aprovados no tempo recorde de 18 dias, eram de áreas devastadas há mais de 15 anos. A segunda parte do plano foi financiar invasões de terra para a retirada da madeira de áreas onde ainda havia floresta em pé. Os invasores, conhecidos em Tailândia e municípios mais próximos como 'sem toras', se encarregaram de fazer o serviço com tratores, motosserras e caminhões das madeireiras.
A partir daí, a madeira passou a ser comercializada à vontade e sem qualquer fiscalização dos órgãos públicos.Um detalhe chama a atenção na fraude: os documentos desapareceram da Sema depois de a madeira ter sido toda extraída e vendida para compradores que a investigação ainda não conseguiu identificar. Os seis projetos fraudulentos estão nos nomes das seguintes pessoas: dois em nome de Guaraci Mendes(GUARÁ) que exerceu cargo na Prefeitura de Tailândia; um em nome de Renato Lima Fialho; um em nome de um irmão da Hígia,mulher do prefeito 'Macarrão', José Agobar Frota Neto, e os últimos em nome de Francisco Farias do Nascimento – (Nenen da DANYSAT). (C. M.).
A liberação dos projetos estranhamente coincidiu, com um surto de invasões de terra entre junho e julho de 2007 em Tailândia e municípios vizinhos. Dois exemplos de áreas invadidas foram as fazendas dos empresários Dario Bernardes e Armando Zurita Leão. As invasões teriam sido patrocinadas pelo prefeito 'Macarrão'.
O empresário Armando Zurita confirmou a O LIBERAL que sua propriedade foi invadida por 'sem toras' e teve parte da floresta derrubada. Ele acredita que há muita madeira escondida à espera de oportunidade para ser negociada.
Morbach em cena
Exposição do artista plástico Antonio Morbach marca esta sexta-feira, 19, no Galpão de Artes, aqui em Marabá.
"Trajetória" expõe 30 anos de talento, e o que há de melhor da produção de Antonio, formado na escola familiar do avô Augusto Morbach e do tio, Pedro Morbach,
A exposição é realizada pela Tallentus Amazônia, com patrocínio da Fundação Nacional das Artes (Funarte), atráves do programa Rede Funarte de Artes Visuais, 7ª Edição.
Serviço: Exposição "Trajetória", do artista plástico Antônio Morbach, sexta-feira, 19 de novembro, entrada franca no Galpão de Artes de Marabá - GAM. Horário: 19h. Fica na tv. Carlos Leitão, Nº.381 - Velha Marabá. Mais informações pelos fones: (94) 3321-2355 ou (94) 3321-1360.
"Trajetória" expõe 30 anos de talento, e o que há de melhor da produção de Antonio, formado na escola familiar do avô Augusto Morbach e do tio, Pedro Morbach,
A exposição é realizada pela Tallentus Amazônia, com patrocínio da Fundação Nacional das Artes (Funarte), atráves do programa Rede Funarte de Artes Visuais, 7ª Edição.
Serviço: Exposição "Trajetória", do artista plástico Antônio Morbach, sexta-feira, 19 de novembro, entrada franca no Galpão de Artes de Marabá - GAM. Horário: 19h. Fica na tv. Carlos Leitão, Nº.381 - Velha Marabá. Mais informações pelos fones: (94) 3321-2355 ou (94) 3321-1360.
Voto a voto
Pau a pau.
Assim se encontra, hoje, a disputa pela presidência da Câmara Municipal de Marabá.
Dois candidatos experientes, Miguelito Gomes (PP) e Nagib Mutran Neto (PMDB), dividem a simpatia dos vereadores.
Pelas informações da rádio corredor, um voto decidirá a parada.
Para um dos lados.
Miguelito e Nagib integram a base aliada do prefeito Maurino Magalhães.
Assim se encontra, hoje, a disputa pela presidência da Câmara Municipal de Marabá.
Dois candidatos experientes, Miguelito Gomes (PP) e Nagib Mutran Neto (PMDB), dividem a simpatia dos vereadores.
Pelas informações da rádio corredor, um voto decidirá a parada.
Para um dos lados.
Miguelito e Nagib integram a base aliada do prefeito Maurino Magalhães.
Restituição de IPVA
Quem ainda não se envolveu num acidente de carro para depois ficar discutindo com o dono do outro veículo, escancaradamente no meio da rua, culpando-se mutuamente pela origem da batida?
Muita gente já passou por essa cena desagradável, sem ter uma solução imediata para o problema.
E já teve algum veículo furtado sem pedir a restituição do IPVA proporcional ao período em que não fez uso do veículo?
Também muita gente nem sabe que temos esse direito.
O poster não sabia.
Há um serviço público chamado Justiça volante com orientações para a solução desses aborrecimentos.
Ligue: 0800-644-2020.
Detalhe: o serviço está correndo o risco de ir pro beleléu, simplesmente porque ninguem o utilizada.
Saiba mais.
Muita gente já passou por essa cena desagradável, sem ter uma solução imediata para o problema.
E já teve algum veículo furtado sem pedir a restituição do IPVA proporcional ao período em que não fez uso do veículo?
Também muita gente nem sabe que temos esse direito.
O poster não sabia.
Há um serviço público chamado Justiça volante com orientações para a solução desses aborrecimentos.
Ligue: 0800-644-2020.
Detalhe: o serviço está correndo o risco de ir pro beleléu, simplesmente porque ninguem o utilizada.
Saiba mais.
Sem-toras impunes
Desde 2008, o blog denuncia o banditismo nos municípios de Tailândia e Breu Branco formado por elementos de um tal movimento dos Sem-Tora.
Apesar das ações policiais na tentativa de eliminar as investidas dos fascínoras, já se passaram dois anos e a encrenca continua crescendo.
Agora, com confronto armado entre os comerciantes de madeira roubada e a polícia.
Essa patifaria só acaba um dia se todos os chefes da quadrilha forem pra cadeia.
E levados à juri.
Apesar das ações policiais na tentativa de eliminar as investidas dos fascínoras, já se passaram dois anos e a encrenca continua crescendo.
Agora, com confronto armado entre os comerciantes de madeira roubada e a polícia.
Essa patifaria só acaba um dia se todos os chefes da quadrilha forem pra cadeia.
E levados à juri.
"Tá na mão" de quem?
Alguém tem que aparecer para explicar convenientemente o que já sabemos ser inexplicável: a desativação de algo que funcionava muito bem a favor da sociedade.
O poster refere-se a desativação dos serviços de confecção de Carteira de Identidade oferecidos havia mais de dez anos, no SACI – Serviço de Atendimento ao Cidadão -, de Marabá.
O Delegado-Geral de Polícia Civil, Raimundo Benassuly, veio a público tentar arrefecer a ira da população regional justificando o ato em decorrência do surgimento na cidade do Programa Tá na Mão, do governo do Estado, ativado no Centro de Integração Regional, no Núcleo Cidade Nova, do outro lado do rio Itacaiúnas.
Desativaram um dos orgulhos do povo marabaense pelo simples prazer de dizer que há algo novo no pedaço.
Tipo de medida equivocada a merecer as mais severas críticas.
Por que não deixaram o “Tá na Mão” como mais um espaço disponível para o legado da cidadania, sem a necessidade de fechar o serviço do Saci?
Podem anotar: o novo local de emissão de RG vai se transformar num centro de apadrinhamento político que não se registrava no Saci.
O poster refere-se a desativação dos serviços de confecção de Carteira de Identidade oferecidos havia mais de dez anos, no SACI – Serviço de Atendimento ao Cidadão -, de Marabá.
O Delegado-Geral de Polícia Civil, Raimundo Benassuly, veio a público tentar arrefecer a ira da população regional justificando o ato em decorrência do surgimento na cidade do Programa Tá na Mão, do governo do Estado, ativado no Centro de Integração Regional, no Núcleo Cidade Nova, do outro lado do rio Itacaiúnas.
Desativaram um dos orgulhos do povo marabaense pelo simples prazer de dizer que há algo novo no pedaço.
Tipo de medida equivocada a merecer as mais severas críticas.
Por que não deixaram o “Tá na Mão” como mais um espaço disponível para o legado da cidadania, sem a necessidade de fechar o serviço do Saci?
Podem anotar: o novo local de emissão de RG vai se transformar num centro de apadrinhamento político que não se registrava no Saci.
Emenda contempla Navegapará
R$ 1 milhão.
É o valor de uma emenda suplementar do deputado Giovanni Queiroz (PDT) para favorecer o programa Navegapará, através da Secretaria de Ciência e Tecnologia.
A iniciativa da emenda, segundo o parlamentar, objetiva oferecer condições para que o governo Estadual ampliar os postos de Inclusão Digital no Pará.
É o valor de uma emenda suplementar do deputado Giovanni Queiroz (PDT) para favorecer o programa Navegapará, através da Secretaria de Ciência e Tecnologia.
A iniciativa da emenda, segundo o parlamentar, objetiva oferecer condições para que o governo Estadual ampliar os postos de Inclusão Digital no Pará.
Andorinhas: Oficinas para educadores
Professores das escolas localizadas no entorno do Parque Estadual Serra das Andorinhas (Pesam) e agentes ambientais voluntários da unidade de conservação participaram de oficina pedagógica sobre metodologias para produção de desenhos, na última terça-feira, 16, em São Geraldo do Araguaia, sudeste paraense.
Por meio da qualificação, cerca de 300 alunos serão beneficiados e aproximadamente 190 famílias da região serão abrangidas. Os professores vão incentivar os alunos a participar de um concurso de desenhos sobre a temática ambiental, realizado pela gerência do parque, previsto para acontecer em dezembro próximo.
Durante a oficina, os educadores aprenderam a produzir vários tipos de desenhos, utilizando materiais diversos como papelão, lixa e pó de serragem; além de produzir desenhos que contemplam a beleza cênica do parque, utilizando técnica de sombreamento, observação, dentre outras. Eles aprenderam também sobre fundamentação teórica de arte.
Fonte: Ascom Sema/PA
Atualização às 10:49
Ademir Braz, do Quaradouro, comenta o post:
Acompanhei (e participei com Noé) da luta nos anos 80 e 90 para a criação da área de preservação ambiental da Serra das Andorinhas, com pelo menos 7 tipos de bioma. O desleixo do governo do Estado - aquele ciclo do PSDB, marcado pelo desinteresse pelo sul do Pará - levou anos para baixar o decreto criando a APA e depois esqueceu-se de tirá-la do papel.
Hoje, acho que o Parque Estadual Serra das Andorinhas (Pesam)deveria chamar-se PAR EST SER D ANDOR, se ainda existir pelo menos a metade do patrimônio florestal e da biodiversidade levantada pela Casa da Cultura de Marabá e seus pesquisadores.
É que, sem fiscalização, a região da Serra das Andorinhas tornou-se palco de invasões predatórias com seu maldito processo de queimadas e só está ficando a terra nua e empobrecida, por causa do seu delicado e precário equilíbrio ecológico.
A desculpa é a mesma de sempre para qualquer invasão: "A gente é pobre, tem que ter um lugar pra trabalhar e manter a famía..."
Pior: a destruição prossegue ferozmente e ninguém do governo - qualquer governo, inclusive o de São Geraldo do Araguaia, que tanto caso criou contra a FCCM - para impedir o fim de um dos mais ricos biomas da pré-Amazônia.
UTI neonatal prometida para dezembro
A prefeitura de Marabá projeta para final de dezembro a entrega da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) neonatal, inicialmente com sete leitos, no Hospital Materno Infantil, ofertando serviço de atenção médico-hospitalar a bebês recém-nascidos.
Declarações da secretária municipal de Saúde, Joelma Sarmento, sinalizam a dependência da entrega de uma parte dos equipamentos, num total de 17 itens, para a inauguração da nova unidade.
O projeto da UTI é para 10 leitos. No entanto, somente sete entrarão em funcionamento agora. O restante será instalado paulatinamente à medida que o MS for liberando os recursos para manutenção na unidade.
Declarações da secretária municipal de Saúde, Joelma Sarmento, sinalizam a dependência da entrega de uma parte dos equipamentos, num total de 17 itens, para a inauguração da nova unidade.
O projeto da UTI é para 10 leitos. No entanto, somente sete entrarão em funcionamento agora. O restante será instalado paulatinamente à medida que o MS for liberando os recursos para manutenção na unidade.
quinta-feira, novembro 18, 2010
Ministério de Dilma
A encrenca de uma coalizão muito ampla
(*) Maria Inês Nassif
Não é bom ter o PMDB como amigo. Pior ainda tê-lo como inimigo. A presidente eleita, Dilma Rousseff, já deve ter percebido o tamanho do barulho que o PMDB faz e a enorme capacidade do partido de desferir golpes rápidos e certeiros em seus aliados, quando o assunto é participação na máquina do governo. Sozinho, o PT, com sua bancada de 88 deputados na Câmara, será incapaz de se contrapor a isso. E não parece ser do perfil da eleita dar nó em pingo d’ água, como conseguiu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, à base da estratégia uma no cravo, uma na ferradura.
Pragmático, o presidente Lula, já na formação de seu primeiro governo, acenou para a sociedade como se sua eleição tivesse sido o produto de uma aliança política mais ampla do que realmente foi. A escolha de ministros comprometidos com a política ortodoxa, no campo da economia, teve a compensação que poderia dar naquele momento, diante da grave crise econômica que o Brasil atravessava: a imediata execução do Programa Fome Zero, posteriormente Bolsa Família, que integrou todos os programas de transferência de renda existentes.
O lado mais curioso dessa ampla coalizão (do ponto de vista da diversidade ideológica dos partidos aliados) foi a solução dada por Lula à Agricultura. Lula tomou o agronegócio como prioridade de governo e manteve o Ministério da Agricultura nas mãos de pessoas ligadas aos grupos ruralistas, que deram ao seu governo mais trabalho do que apoio no Congresso. No outro lado da balança, manteve um Ministério do Desenvolvimento Agrário sempre nas mãos de ministros ligados a movimentos sociais pela reforma agrária. A síntese dessa contradição foi um grande apoio ao agronegócio, mas uma política ativa de crédito e transferência de tecnologia voltada para a pequena propriedade e para a agricultura familiar. O Ministério de Desenvolvimento Social trabalhou articuladamente com o MDA junto a essas famílias, que pelo menos no início do governo estavam inseridas nos bolsões de miséria sob a mira das políticas sociais do governo. Agora já devem ter subido um pouco na escala social.
Dilma define políticas públicas antes de escolher nomes
Lula manteve sob permanente conflito o Ministério da Defesa, no segundo mandato sob a batuta de Nelson Jobim, e a Secretaria Especial de Direitos Humanos, primeiro sob Nilmário Miranda, depois sob Paulo Vannucchi, ambos comprometidos com o “direito à memória e à verdade”, ou seja, o esclarecimento das mortes, desaparecimentos e torturas ocorridas durante a ditadura militar (1964-1985). Mais do que seus antecessores, Jobim intermediou as pressões dos militares para deixar as coisas como estão.
No segundo governo, Lula levou às pastas da Economia essa lógica do confronto. Caiu Antonio Palocci, que manteve no Ministério da Fazenda os quadros do governo de FHC e a formulação de política ortodoxa, e colocou Guido Mantega, “desenvolvimentista” – mas com o contraponto de Henrique Meirelles no Banco Central. Acabou dando certo durante a crise a política de forte intervenção do Estado na economia, via Mantega, e de curva muito lenta de declínio dos juros, via Meirelles. Mas o câmbio certamente pagou por isso.
No primeiro mandato, o confronto nas posições de política econômica incluiu também a Casa Civil, sob o comando de José Dirceu. A guerra, aí, não era apenas entre posições sobre política econômica diferentes, mas uma disputa pelo poder no governo e no PT. Com a queda de Palocci e a ascensão de Dilma à Casa Civil, esse foco de conflito diluiu-se e mais tarde, no auge da crise, houve um grande movimento de consenso entre Fazenda, Casa Civil e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em torno de medidas anticíclicas que se mostraram mais eficientes do que a política ortodoxa adotada no governo anterior como resposta a sucessivas crises internacionais.
O bloco que está sendo articulado pelo PMDB com os pequenos partidos de direita na Câmara pretende puxar o governo para um ministério não apenas com muitos pemedebistas, mas mais conservador e menos progressista, em relação à dosagem feita por Lula. Para o PT, existe a opção de fazer também um bloco à esquerda, com os pequenos partidos de esquerda, mas ainda assim organizaria um bloco menor do que o conseguido pelo PMDB.
Resta saber como Dilma reage a esse tipo de pressão. Até o momento, pelas notícias saídas da equipe de transição, ela parece não ser partidária da lógica do conflito, que definiram, ao fim e ao cabo, os resultados do governo Lula. Dilma tem feito primeiro as formulações de políticas públicas. Os nomes, ao que tudo indica, virão depois de definido o rumo que ela quer para cada área. Na política econômica, já deixou claro que não trabalhará com a contradição entre política econômica heterodoxa e política financeira ortodoxa. É certo que o Brasil é outro – e Lula assumiu sob um quase default -, mas a presidente eleita declarou, com todas as letras, que perseguirá uma política de juros menores. O presidente do BC terá de se adequar a isso. Tem expressado também que aprofundará as políticas sociais de transferência de renda. Agora, é ver com adequa as políticas à escolha dos nomes.
A articulação de setores do DEM para incorporar o partido ao PMDB é assunto que, nesse momento, voltou para a gaveta. A avaliação feita pelo partido, na reunião da Executiva ocorrida na terça-feira, é a de que a articulação foi comprometida pela precipitação de alguns setores. Isso teria de ser articulado com muita habilidade, sob pena de provocar grandes resistências de diretórios regionais. E foi o que acabou acontecendo.
O interesse mais imediato na história é do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. E a quem a maioria atribui a culpa de ter levado o partido a apoiar José Serra, contra a convicção de quadros políticos importantes, de que o tucano paulista teria poucas chances de vitória. O filme do prefeito está um pouco queimado. E a discussão do que fazer com o partido foi adiada para depois da posse do novo Congresso.
(*) Maria Inês Nassif, do Valor Econômico.
Gracinha irresistível
Essa beldade aí pode assumir o Ministério do Esporte.
Deputada federal reeleita mais votada do Rio Grande do Sul com quase 500 mil votos - o segundo colocado ficou a 300 mil votos de distância dela.
É intenção de Dilma colocá-la no lugar de Orlando Silva, ambos do PcdoB.
Linda, charmosa, inteligente e, revelam seus conhecidos, super trabalhadeira, Manuela d´Ávila - caso seja confirmada no cargo -, transformará a Esplanada dos Ministérios no ambiente mais fofo do planeta.
Alguém duvida disso?
Benza Deus!
Deputada federal reeleita mais votada do Rio Grande do Sul com quase 500 mil votos - o segundo colocado ficou a 300 mil votos de distância dela.
É intenção de Dilma colocá-la no lugar de Orlando Silva, ambos do PcdoB.
Linda, charmosa, inteligente e, revelam seus conhecidos, super trabalhadeira, Manuela d´Ávila - caso seja confirmada no cargo -, transformará a Esplanada dos Ministérios no ambiente mais fofo do planeta.
Alguém duvida disso?
Benza Deus!
Oferta de emprego
Se você busca um bom emprego, daqui pra frente o aconselhamento é para que os jovens se especializem nas áreas de Petroquímica e de Energia, Mineração, Médicos, Engenheiros, Coordenador de medicina e segurança do trabalho para o varejo, vendas e teleatendimento, Tecnologia da Informação (TI), Consultor SAP com inglês fluente e experiência, Analista ou coordenador contábil com inglês fluente, e -, acredite! -, Secretaria.
Há oferta de emprego nesses setores, com bons salários.
Há oferta de emprego nesses setores, com bons salários.
Prebiscito fica pra outra semana
Os Projetos de Decreto Legislativo (PDC’s) 2300/09 e 159-B/92 de autoria do Senado Federal e do deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA) que seriam apreciados na sessão extraordinária da Câmara desta quinta-feira, 18 de novembro, no período da manhã, foram retirados da pauta a pedido do parlamentar pedetista para evitar que a sessão fosse derrubada por causa da insistência do vice-líder do PSDB, Antonio Carlos Panuzzio (SP), em requerer verificação nominal, caso as propostas fossem colocadas em votação.
Além de Panuzzio, outros dois deputados foram estridentes na oposição de votar os PDC’s na sessão extraordinária de hoje. Foram eles: Arnaldo Madeira (PSDB-SP) e José Genuíno (PT-SP). Ambos disseram que projetos que aprovam plebiscitos não podem ser apreciados em votação simbólica.
A expectativa de r Giovanni Queiroz é que na próxima terça ou quarta, os PDC’s sejam analisados, com aprovação definitiva do plebiscito de Carajás.
Além de Panuzzio, outros dois deputados foram estridentes na oposição de votar os PDC’s na sessão extraordinária de hoje. Foram eles: Arnaldo Madeira (PSDB-SP) e José Genuíno (PT-SP). Ambos disseram que projetos que aprovam plebiscitos não podem ser apreciados em votação simbólica.
A expectativa de r Giovanni Queiroz é que na próxima terça ou quarta, os PDC’s sejam analisados, com aprovação definitiva do plebiscito de Carajás.
Wlad ameaçado de cassação
O Ministério Público Eleitoral (MPE) encaminhou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará representação em que acusa o candidato à reeleição como deputado federal, Wladimir Afonso da Costa Rabelo, o mais votado no Estado para a Câmara dos Deputados, de oferecer gratuitamente cursos de informática para conseguir votos. Caso a Justiça considerá-lo culpado, Wladimir Costa poderá ficar impedido de tomar posse ou será cassado.
Segundo a representação, enviada ao TRE em na última sexta-feira, 12 de novembro, o candidato agiu com o apoio do irmão, Wlaudecir Antônio da Costa Rabelo, e de um funcionário de uma rádio em Itupiranga, no sudeste paraense. Alunos do curso de informática confirmaram ao MPE que propaganda feita por carro de som no município informava que Costa era o proprietário da rádio Jovem FM, onde o curso era oferecido.
O coordenador da rádio e coordenador da campanha do candidato, Murilo Santos Ferreira, afirmou que o curso era promovido pela própria sociedade W. A. C. Rabelo e Cia Ltda., permissionária da rádio.
O curso, oferecido gratuitamente a estudantes com mais de 15 anos de idade, começou em 12 de setembro, com previsão de término em 12 de dezembro. Segundo depoimentos de instrutores, 1180 alunos foram matriculados, sendo 840 na sede do município de Itupiranga e 340 no distrito de Cajazeiras.
“Embora a empresa permissionária da rádio responsável pelo curso não tenha, formalmente, como sócio o representado Wladimir Costa, a apuração realizada deixou claro que é de reconhecimento unânime no município a vinculação entre o candidato e a rádio, sendo ele tido como proprietário pelos habitantes do local”, observam os procuradores eleitorais André Sampaio Viana e Bruno Araújo Soares Valente no texto da representação.
Wladimir Costa foi o mais votado em Itupiranga, com 4.896 votos, o que representou 22,85% dos votos válidos no município. Segundo o MPE, os números revelam “o sucesso da empreitada ilícita”. Em todo o Estado, Costa teve um total de 236.514 votos.
A representação do MPE ao TRE ressalta que, para configurar-se compra de votos, não é necessário que haja pedido expresso de voto, bastando a evidência de que a vantagem foi oferecida para a obtenção da contrapartida.
Nº do processo: 309411.2010.614.0000 – TRE/PA
Fonte: Ascom do Ministério Público Federal no Pará
----------------------
Nota do blog: esse lance descoberto pelo MPE é do conhecimento de toda a população de Itupiranga. Ali, o candidato Wlad promoveu verdadeira farra de conquista ilícita de votos - bem como em diversos outros municípios paraenses. A vinculação do nome do parlamentar às emissoras de rádio comunitárias de sua propriedade, em diversas localidades, foi fator decisivo para o universo de votos obtidos pelo folclórico arremedo de político.
----------------------
atualização às 14:17
E pelo visto, enriquece, a cada dia, a folha corrida do deputado federal.
Sequestrada irmã de empresário
O sequestro ocorreu ontem, em Parauapebas.
A vítima é irmã do dono de um dos maiores conglomerados de empresas do interior do Estado.
Os primeiros contatos dos bandidos exigindo pagamento altíssimo de resgate, iniciaram ontem à noite.
O irmão da sequestrada é quem está à frente das negociações.
A vítima é irmã do dono de um dos maiores conglomerados de empresas do interior do Estado.
Os primeiros contatos dos bandidos exigindo pagamento altíssimo de resgate, iniciaram ontem à noite.
O irmão da sequestrada é quem está à frente das negociações.
Deputado adverte sobre Alpa
Em artigo publicado em seu blog, o deputado estadual Carlos Bordalo (PT) joga às costas do futuro governo do Estado riscos de reviravolta na implantação da siderúrgica Alpa.
Trechos do post:
Em termos mais claros, Bordalo entende que a não aprovação do projeto de lei 81/2010 dispondo sobre o tratamento tributário aplicável as indústrias em geral, inviabiliza a consolidação do processo de industrialização de Marabá.
Íntegra do texto do parlamentar, AQUI.
Trechos do post:
A Assembléia Legoslativa, infelizmente, adiou para a próxima terça-feira (23/11) a votação dos projetos de ei 291 e 292/2009, da governadora Ana Júlia, que dispõem sobre a política tributária para a indústria siderúrgica e os incentivos fiscais a empreendimentos desse ramo. A aprovação dessa terão entre os resultados práticos a instalação da “Aços Laminados do Pará” (Alpa).
Os dois projetos estão em pauta há alguns dias porque não houve consenso para aprovação. A situação vem deixando alguns parlamentares apreensivos, uma vez que a protelação das propostas pode fragilizar os acordos com investidores da área siderúrgica que se comprometeram com o governo em agilizar a instalação do projeto da Alpa.
Li nos jornais que a equipe de transição ligada a Simão Jatene estaria preocupada com as perdas da política tributária. Mas a principal perda do Estado é perder a siderúrgica, é perder investimento na cadeia produtiva do cobre.
Em termos mais claros, Bordalo entende que a não aprovação do projeto de lei 81/2010 dispondo sobre o tratamento tributário aplicável as indústrias em geral, inviabiliza a consolidação do processo de industrialização de Marabá.
Íntegra do texto do parlamentar, AQUI.
Salve, grande Elton!
Mestre Elton Medeiros completou 80 anos.
O Brasil não pode deixar de festejá-lo.
O blog presta sua homenagem reproduzindo "Pressentimento", uma de suas mais belas canções, composta em parceria com Hermínio Belo de Carvalho
Ai, ardido peito
quem irá entender o seu segredo
quem irá pousar em teu destino
e depois morrer de teu amor
Ai, mas quem virá
me pergunto a toda hora
e a resposta é o silêncio
que atravessa a madrugada
Vem meu novo amor
vou deixar a casa aberta
já escuto os teus passos
procurando o meu abrigo
Vem que o sol raiou
os jardins estão florindo
tudo faz pressentimento
que este é o tempo ansiado
de se ter felicidade
O Brasil não pode deixar de festejá-lo.
O blog presta sua homenagem reproduzindo "Pressentimento", uma de suas mais belas canções, composta em parceria com Hermínio Belo de Carvalho
Ai, ardido peito
quem irá entender o seu segredo
quem irá pousar em teu destino
e depois morrer de teu amor
Ai, mas quem virá
me pergunto a toda hora
e a resposta é o silêncio
que atravessa a madrugada
Vem meu novo amor
vou deixar a casa aberta
já escuto os teus passos
procurando o meu abrigo
Vem que o sol raiou
os jardins estão florindo
tudo faz pressentimento
que este é o tempo ansiado
de se ter felicidade
Verdade subversiva
Ontem à tarde, 17, o poster assistiu a uma reunião de representantes dos chamados setores produtivos do Sul do Pará.
Entre vários temas em discussão, o principal efervesceu ânimos quando passaram a debater "ações dos bandidos do MST”, assim denominados os movimentos sociais de luta pela terra.
A demonização chegou a ponto de um dos pecuaristas admitir que o futuro Governo do Estado endurecerá o embate na zona do agrião, como se Jatene não tivesse consciência das peculiaridades desse relacionamento, e do quanto se deve ter paciência para manter as mesmas relações conflituosas em suas esferas limites.
Descontando atitudes tresloucadas de algumas de suas lideranças, ninguém pode subestimar a importância dos movimentos sociais para a redução das injustiças no campo.
Quem trabalha com história pública, num futuro próximo, produzirá abundantes textos revelando o longo processo de luta do MST contra a exclusão social sem precisar falsear fatos, porque a pesquisa histórica honesta é capaz de revelá-lo.
Às vezes dá até pena, ver na feição raivosa dos setores conservadores o medo instalado diante da possibilidade da criação, no Brasil, de uma democracia social.
Leia-se, medo e pavor.
E esse processo histórico não tem volta, mesmo com a constante criminalização dos movimentos sociais em horário nobre.
Ou na blogosfera caricata representada dignamente por Diogo Mainardi e Reinaldo de Azevedo - dentres outras excrescências.
Entre vários temas em discussão, o principal efervesceu ânimos quando passaram a debater "ações dos bandidos do MST”, assim denominados os movimentos sociais de luta pela terra.
A demonização chegou a ponto de um dos pecuaristas admitir que o futuro Governo do Estado endurecerá o embate na zona do agrião, como se Jatene não tivesse consciência das peculiaridades desse relacionamento, e do quanto se deve ter paciência para manter as mesmas relações conflituosas em suas esferas limites.
Descontando atitudes tresloucadas de algumas de suas lideranças, ninguém pode subestimar a importância dos movimentos sociais para a redução das injustiças no campo.
Quem trabalha com história pública, num futuro próximo, produzirá abundantes textos revelando o longo processo de luta do MST contra a exclusão social sem precisar falsear fatos, porque a pesquisa histórica honesta é capaz de revelá-lo.
Às vezes dá até pena, ver na feição raivosa dos setores conservadores o medo instalado diante da possibilidade da criação, no Brasil, de uma democracia social.
Leia-se, medo e pavor.
E esse processo histórico não tem volta, mesmo com a constante criminalização dos movimentos sociais em horário nobre.
Ou na blogosfera caricata representada dignamente por Diogo Mainardi e Reinaldo de Azevedo - dentres outras excrescências.
Eleição para Conselho de Habitação
A Prefeitura de Marabá convoca representantes do Poder Executivo, sociedade civil e movimentos sociais para a composição do Conselho Municipal de Habitação de Interesse Social (CMHIS).
A reunião para formação do conselho acontece no próximo dia 23, às 9 horas, no auditório da Escola Judith Gomes Leitão, localizada à Rua Norberto de Melo, 1298, Marabá Pioneira.
O CMHIS é tripartite, composto por 9 conselheiros, sendo formado de acordo com o artigo 2º da Lei 17.349. São três representantes do Poder Executivo (um da SDU, um da Secretaria de Planejamento (Seplan) e um da Secretaria de Viação e Obras Públicas); três representantes da sociedade civil (um do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – Crea, um vereador da Câmara Municipal de Marabá um representante da Associação Comercial e Industrial de Marabá; e três representantes dos movimentos sociais (um da Pastoral da Habitação, um da Associação de Moradores de Marabá e um do Sindicato dos Servidores Municipais).
Fonte - SECOM
Geração tridimensional
Basta abrir os jornais pra constatar: o estado da crítica de cinema nunca foi tão ruim.
E quando o poster se reporta à crítica não faz referencia sequer a artigos de fôlego médio. Mas à crítica leve, a crítica diária a ser entregue no prazo de fechamento do jornal.
O que se vê é um tipo de abordagem cada vez mais comum, que pouco a pouco veio substituindo a crítica cinematográfica como se entendia. De crítica, mesmo, fica apenas o nome.
Se assemelha mais aos resultados de uma campanha de marketing do que à apreciação racional de uma nova obra.
A crítica cinematográfica verdadeira está fazendo uma falta danada.
E quando o poster se reporta à crítica não faz referencia sequer a artigos de fôlego médio. Mas à crítica leve, a crítica diária a ser entregue no prazo de fechamento do jornal.
O que se vê é um tipo de abordagem cada vez mais comum, que pouco a pouco veio substituindo a crítica cinematográfica como se entendia. De crítica, mesmo, fica apenas o nome.
Se assemelha mais aos resultados de uma campanha de marketing do que à apreciação racional de uma nova obra.
A crítica cinematográfica verdadeira está fazendo uma falta danada.
Do fundo da alma
Remexendo profundezas de meu baú recheado de documentos e textos diversos, o poster pôs as mãos num artigo antigo do advogado e ex-deputado Plínio Pinheiro Neto, atual colaborador vip do blog.
Pinheiro faz um passeio descrevendo o beijo, cujo conteúdo reproduzo, sem autorização do colaborador -, apesar das tentativas para contactá-lo, sem sucesso.
Pinheiro faz um passeio descrevendo o beijo, cujo conteúdo reproduzo, sem autorização do colaborador -, apesar das tentativas para contactá-lo, sem sucesso.
O BEIJO
- Plínio Pinheiro Neto
O Aurélio, fora de dúvidas o nosso mais festejado dicionário, nos traz a seguinte definição de beijo:“ato de tocar com os lábios em alguém ou alguma coisa, fazendo leve sucção, ósculo”.
Derivado do latim “basiu”, o beijo, pelos tempos afora tem enternecido os corações mais pétreos e tem ativado a fantasia de quantos sentem no peito o fervilhar de emoções e sentimentos.
Quer seja na tela dos cinemas ou no vídeo dos televisores, o beijo hoje é banal, embora não despido de importância e não mais causa reações como nos filmes dos primeiros tempos da cinematografia ou no início das telenovelas.
O beijo, quase sempre é demonstração de carinho, de sincero afeto, do mais aprofundado amor, embora o beijo mais famoso e comentado de todos os tempos, tenha sido aquele com que JUDAS apontou CRISTO aos seus assassinos.
Alcides Carneiro, famoso tribuno da Paraíba, em seus discursos de saudação, sempre repetia, em feliz imagem, que “o elogio de corpo presente, à queima roupa, é como o beijo inesperado que se recebe em público: encabula, mas não desagrada.” Na verdade, quase todo beijo é bem-vindo, à exceção dos que imitam o de JUDAS ou daqueles oriundos de beijadores compulsivos e inconvenientes, movidos por problemas de consciência ou distorções de personalidade, como o tristemente célebre “beijoqueiro” que sempre era custodiado quando chegava alguém famoso ao Brasil, para que não viesse a incomodá-lo com sua mania de colecionar beijos.
A BIBLIA nos diz em Provérbios 27. 6, que : “Fiéis são as feridas feitas pelo que ama, mas os beijos do que aborrece são enganosos” e nos demonstra, assim, o cuidado que devemos ter na análise dos beijos que recebemos, quanto a sua origem e sua sinceridade e que as feridas são mais valiosas, quando vem daqueles que nos amam, pois servem para nos conduzir à retidão.
O beijo sincero não pode ser vulgar e muito menos vulgarizado e o beijo do arrependimento, deve trazer em seu cerne a espontaneidade que brota do fundo da alma, caso contrário haverá de assemelhar-se ao do Iscariotes, ou ser tratado com o bíblico cuidado ou, ainda, enquadrar-se com aquele de que nos fala Augusto dos Anjos em seu soneto Versos Íntimos, ao prevenir um amigo quanto ao beijo e o perigo que ele representa quando usado com falsidade:
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
quarta-feira, novembro 17, 2010
A "verdade" ao avesso
Comentário de Anônimo ao post Bravo Glauco:
Não foi só o Glauco que foi rifado, tratado como um talento secundário. Dirigentes experientes do PT também foram solenemente ignorados pela Link. Para usar uma expressão do próprio Edson Barbosa, ele era a própria imagem do marqueteiro que brincava de ser Deus. Ninguém o convencia de nada. Para tudo ele tinha um argumento. Quando alguém dizia que a linha do programa era "desenvolvimentista", "burocrática", o Edinho respondia: "isso foi identificado como positivo na quali". A Quali era tudo para ele e para a Angela, a paulistana que acha que tudo se resume a grupos de pesquisa qualitativa. Ou seja, se um tema não aparecia na "quali", não poderia entrar no programa. O rádio foi tratado como subproduto da TV. A turma da Link desconhecia o estado do Pará e abriu mão de pessoas que estavam lá dentro e poderiam ajudar a explorar os temas importantes para cada região do estado. Para quem trabalhou na campanha e torcia pela vitória de Ana Júlia, a impressão que dava, a partir da fala do dono da Link é que todo mundo era iniciante em campanha eleitoral. Tudo o que se aprendeu antes, não valia nada. O marketing científico estava chegando agora ao Pará. E nós, profissionais da terra, teríamos que nos curvar, pois estávamos vivendo uma experiência única, da primeira campanha de marketing político científico. A ponto do Edson Barbosa dizer para a própria governadora. "Se alguém lhe apresentar pesquisa, sugerir coisas, mande o sujeito trabalhar, arranjar votos, governadora, nós sabemos o que estamos fazendo".
Bravo Glauco
O querido Glauco reagiu.
À altura do nível profissional, e de sua alma serena.
Estava me preparando para colocar azeite à resposta arrogante - muito mais desinteligente! - que o Edson Barbosa, da Link, deu ao Chico Cavalcante, numa reação à inclusão do nome do Glauco no babado, com aleivosias e versão mentirosa.
Durante a campanha, por várias vezes, primeiro e segundo turno, assomei solidariedade à aflição do Glauco, cercado em Belém por um magote de esturreiros.
Sabia o que ele estava passando,e como sofria.
Sempre chegava perto dele através de telefonemas, ouvindo-o, e levando minha força.
Já fiz duas campanhas eleitorais com o Glauco, um cara humano, alma de menino eternamente sonhador, num tempo sadio durante o qual passei a admirar o poço de criatividade alicerçado em seu interior.
A reação do Glauco num emeio enviado à Rita Soares, é o grito de um profissional ferido, mas cheio de dignidade.
À altura do nível profissional, e de sua alma serena.
Estava me preparando para colocar azeite à resposta arrogante - muito mais desinteligente! - que o Edson Barbosa, da Link, deu ao Chico Cavalcante, numa reação à inclusão do nome do Glauco no babado, com aleivosias e versão mentirosa.
Durante a campanha, por várias vezes, primeiro e segundo turno, assomei solidariedade à aflição do Glauco, cercado em Belém por um magote de esturreiros.
Sabia o que ele estava passando,e como sofria.
Sempre chegava perto dele através de telefonemas, ouvindo-o, e levando minha força.
Já fiz duas campanhas eleitorais com o Glauco, um cara humano, alma de menino eternamente sonhador, num tempo sadio durante o qual passei a admirar o poço de criatividade alicerçado em seu interior.
A reação do Glauco num emeio enviado à Rita Soares, é o grito de um profissional ferido, mas cheio de dignidade.
Comissão de Finanças aprova plebiscito de Carajás
A Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 17 de novembro, o parecer do deputado João Dado (PDT-SP) pela adequação financeira aos Projetos de Decreto Legislativo do Senado Federal (PDS) 2300/09 e seu apensado PL 159-B/92 do deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA), que autorizam realização plebiscitária que definirá se o Sul do Pará será transformado na nova Unidade Federativa (UF), Carajás.
De acordo com o relatório do deputado paulista João Dado, a CFT só pode analisar as proposições seguindo o critério da adequação financeira. "Não cabe a este colegiado analisar o mérito da matéria", disse. "A nossa CFT oferece pareceres pela adequação ou inadequação", afirmou. Ao mesmo tempo em que ressaltou: "E quanto a este quesito não há dúvidas, o PDC 2300/09 tem adequação ao orçamento 2011", concluiu.
A afirmação de Dado sobre análise estritamente técnico-financeira se deu pelas seguidas tentativas de postergação que o deputado Zenaldo Coutinho (PSDB-PA) tentou fazer ao longo da reunião. O próprio paramentar tucano confessou suas tentativas de postergação, quando afirmou: "sou contra esta proposta e não quero que ela seja votada [aprovada]". Zenaldo justificou sua ação ao fazer a seguinte ponderação: "E esta minha ação é democrática e regimental".
Mas para o deputado João Dado, relator da matéria, o opositor Coutinho ultrapassou todas as medidas regimentais, democráticas e éticas. "O que ele está fazendo são ilações contra meu relatório sem nenhuma fundamentação", afirmou. "A LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) e a LOA (Lei do Orçamento Anual) de 2011 garantem verbas para a realização de plebiscitos", fundamentou.
Porém, as tentativas de postergação praticadas pelo parlamentar peessedebista não surtiram efeitos. Após quase duas horas de iniciado o processo de discussão dos projetos, ambos foram aprovados em votação simbólica por maioria absoluta dos deputados membros da Comissão, cerca de 90% dos parlamentares.
Autor da proposição original, Giovanni Queiroz saiu satisfeito da reunião da CFT. "Vencemos mais uma batalha nesses 18 anos de luta para transformar em realidade o sonho de toda uma região", comentou. "As manipulações de números e dados que nossos adversários utilizaram na discussão de hoje, percebemos que não tem limites", pontuou. "Mas isso só é um combustível a mais que precisamos para aprovar o plebiscito no plenário da Câmara dos Deputados", afirmou.
Na última tentativa, em vão, do deputado Zenaldo Coutinho de inviabilizar a aprovação da matéria, foi quando apresentou requerimento de autoria dele que retirava o PDC 2300/09 da pauta. O requerimento foi amplamente rejeitado por votação simbólica. Mas não dando o braço a torcer, o tucano pediu verificação de quorum, quando os parlamentares são chamados um a um a votar. Nesta votação, o resultado Pró-Carajás foi estrondoso: 19 a 2. Votaram contra Carajás, somente os tucanos Zenaldo e o paulista, Arnaldo Madeira.
Na linha de frente da defesa de Carajás, além de Giovanni Queiroz, estavam os deputados Lira Maia (DEM-PA), Asdrúbal Bentes (PMDB-PA) e inúmeros deputados da região Sul do Brasil, ligados à bancada ruralista, como Luís Carlos Heinze (PP-RS), Odacir Zonta (PP-SC), Vignatti (PT-SC). Outros deputados como Takayma (PR-PR) e Virgílio Guimarães (PT-MG) também puseram a defender a aprovação do plebiscito para definir se o Sul do Pará deve ou não se emancipar.
A matéria agora aguarda apreciação pelo plenário da Câmara e se aprovado, o prazo para realização do plebiscito é de seis meses após sanção do presidente da República. Carajás reúne 39 municípios sul-paraenses e em todos eles, é grande a esperança da população em se tornar carajaense.
Fonte: Assessoria Parlamentar
Títulos e tais
Título criativo em matéria jornalística estimula a curiosidade do leitor, emoldurando esteticamente o trabalho da informação em algo agradável e estimulante.
Como este título que chama para o aumento de salário que os congressistas preparam para si mesmos, depois da elevação do mínimo: Comissão aprova salário mínimo e prepara o máximo
O texto é de João Wainer, da FSP, via Josias de Souza
Como este título que chama para o aumento de salário que os congressistas preparam para si mesmos, depois da elevação do mínimo: Comissão aprova salário mínimo e prepara o máximo
O texto é de João Wainer, da FSP, via Josias de Souza
Sindicato denuncia Banco do Brasil
Reproduzindo posts de alguns blogs regionais, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários nos Estados do Pará e Amapá - SEEB -, ap e de jornais de Marabá e Parauapebas, resentou denúncia à Delegacia Regional do Trabalho em Parauapebas contra o Banco do Brasil (Agência de Parauapebas) , relatando ujma série de motivos - entre alguns:
1- Estado deplorável das instalações físicas da agência, tanto para os clientes e usuários quanto para os funcionários;
2- Desabamento de parte do forro da agência, ocorrido durante forte chuva, dia 22 de outubro, com registro anyerior de outro desabamento do forro da área de guichês de caixas. Houve uma tentativa de reparo do mesmo, no entanto, o problema não foi sanado por completo e a qualquer momento uma nova chuva forte pode voltar a derrubá-lo.
3- Por conta desses desabamentos, há apenas um condicionador de ar funcionando na agência, pois o aparelho que fica na área de auto-atendimento está inutilizável. Cerca de cem pessoas de aglomeram na nesta área e pressionam por atendimento. O calor é insuportável no local.
4- Constatação, com laudo do Corpo de Bombeiros, de eminente risco à segurança dos usuários e funcionários, sugerindo a interdição do prédio e paralisação dos serviços bancários, o que não foi acatado pela gerência do banco, que pediu prazo para reparar os graves problemas.
5- Atendimento a clientes e usuários sendo feito com um funcionário da empresa de vigilância e transporte de valores posicionado na entrada da agência, distribuindo senhas para que as pessoas sejam atendidas. Entram na agência trinta pessoas de cada vez, o que não impede o sufoco na hora do atendimento. A agência sempre teve um grande fluxo de clientes para poucos bancários e a atual situação dificulta mais ainda o atendimento.
6- Funcionários, todo tempo, pressionados a agilizar o atendimento. Filas enormes se formam na frente da agência e os bancários não têm alternativa senão a de atender aos clientes em condições precárias, correndo o risco de desabamento do teto sobre suas cabeças. Para dar conta da grande demanda externa e interna, chegam a sair por volta de 22h, 23h da agência, sem receber qualquer apoio ou atenção do Banco.
terça-feira, novembro 16, 2010
Sem o Norte-Nordeste, Dilma se elegeria
Particularmente, o blogger adora mergulhar em números, atestar comparativos, buscar diferenças - inda mais quando faz esse tipo de pesquisa pós-eleições.
Mesmo tendo essas buscas numéricas como atividade preferencial, o poster passou batido e não atentou para pesquisar a votação de Dilma, por região.
Como não fez o dever de casa, o blogueiro perdeu a oportunidade de descobrir o que a excelente jornalista baiana Cynara Meneses flagrou, ao mergulhar na eleição presidencial de 2010, constando nos números pesquisados que Dilma Roussef seria eleita presidente do Brasil mesmo se não tivesse os votos do Norte-Nordeste.
Com essa sacada, Cynara dá uma paulada na chamada direita brasileira, responsável por reacender, durante a campanha, capitaneada pelo candidato José Serra, atitudes xenófobas que culminaram com a recente declaração preconceituosa, contra nordestinos, de uma jovem tuiteira nacional.
Leiam o texto de Cynara publicado na Carta Capital:
Mesmo tendo essas buscas numéricas como atividade preferencial, o poster passou batido e não atentou para pesquisar a votação de Dilma, por região.
Como não fez o dever de casa, o blogueiro perdeu a oportunidade de descobrir o que a excelente jornalista baiana Cynara Meneses flagrou, ao mergulhar na eleição presidencial de 2010, constando nos números pesquisados que Dilma Roussef seria eleita presidente do Brasil mesmo se não tivesse os votos do Norte-Nordeste.
Com essa sacada, Cynara dá uma paulada na chamada direita brasileira, responsável por reacender, durante a campanha, capitaneada pelo candidato José Serra, atitudes xenófobas que culminaram com a recente declaração preconceituosa, contra nordestinos, de uma jovem tuiteira nacional.
Leiam o texto de Cynara publicado na Carta Capital:
Ao tomar a hóstia em Aparecida, beijar o terço em Goiânia e erguer como uma taça a imagem de Nossa Senhora da Abadia, em Uberlândia, o tucano José Serra não apenas bajulava o voto do eleitor cristão em campanha, mas selava o próprio destino. Identificado com a esquerda durante toda a sua vida política, Serra sai da eleição como a cara mais visível de um movimento que pretende fincar as raízes do ultradireitismo no Brasil. Espécie de versão brazuca do americano Tea Party, a nova direita que emerge das urnas pauta-se menos pela austeridade nos gastos governamentais e mais por uma moral retrógrada e um nacionalismo infantil que geralmente descamba para o preconceito.
Nos Estados Unidos, o Tea Party surgiu em 2009 a partir da constatação feita por um grupo de políticos conservadores, liderados pela ex-candidata a vice e ex-governadora do Alasca Sarah Palin, de que parte da classe média branca do país perdera privilégios ao longo dos anos – e, mais ainda, com a eleição de um negro, Barack Obama, para a Presidência. O ódio e o preconceito dessa fatia do eleitorado já haviam se manifestado na primeira eleição de George W. Bush, em 2000, quando uma massa de branquelos do Meio-Oeste foi às urnas contra propostas de liberação do casamento gay e do aborto, associadas aos democratas. Foi esse grupo um dos responsáveis pela vitória de Bush Júnior. A mesma turma alçou Palin ao estrelato e reduziu o espaço dos moderados no Partido Republicano.
Não à toa, o movimento Tea Party apoia a lei em vigor no Arizona desde julho- que permite prender e expulsar imigrantes pelo simples fato de não estarem de posse de documentos. Aqui, as vítimas da versão brasileira dos red necks são os nordestinos, a quem se “culpa” pela vitória de Dilma Rousseff no domingo 31.
Disfarçada na política, a aversão aos nordestinos invadiu as redes sociais, sobretudo o Twitter, na segunda-feira 1º de novembro, na manhã seguinte à confirmação da vitória de Dilma. Uma estudante de Direito de São Paulo, Mayara Petruso, deu a senha para uma enxurrada de manifestações preconceituosas ao postar a seguinte mensagem: “Nordestisto (sic) não é gente, faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!” Seguiram-se dezenas de outras, todas no mesmo tom: “Trocaram voto por miolo de pão!”, “Valeu Nordeste, mais quatro anos vivendo às nossas custas”, “80% do Amazonas votam na Dilma… cambada de índio burro”, e coisas do gênero.
Mayara acabou alvo de uma representação movida pela seção pernambucana da Ordem dos Advogados do Brasil no Ministério Público Federal por racismo (pena de dois a cinco anos de detenção, mais multa) e incitação pública de prática de crime. Houve reação no próprio Twitter contra as mensagens preconceituosas e em defesa da população do Nordeste, mas foi incapaz de reduzir a onda antinordestina. Em entrevista ao portal Terra, uma representante do autodenominado Movimento São Paulo para os Paulistas chegou a afirmar que as críticas às mensagens sórdidas eram uma tentativa de “vitimizar o Nordeste”.
A enxurrada de mensagens preconceituosas foi também a demonstração de ignorância e desinformação. O argumento de que foram os nordestinos os responsáveis pela vitória petista não se sustenta pelos números: a ex-ministra seria eleita mesmo sem os votos do Norte e Nordeste. Se fossem computados apenas o Sul e o Sudeste, teria 29,7 milhões de votos, contra 29,4 milhões de Serra. Na capital paulista, de onde saíram muitas das mensagens ofensivas contra os nordestinos, Serra ganhou apertado, com apenas 466 mil votos de diferença. Perdeu feio em dois estados do Sudeste – Minas Gerais e Rio de Janeiro. Na terra de Aécio Neves, Dilma abriu vantagem de 17 pontos porcentuais, o que praticamente anulou a dianteira de Serra em São Paulo. No Rio, a petista obteve 4,9 milhões de votos, contra 3,2 milhões de Serra.
No Rio Grande do Sul, a vitória do tucano foi ínfima: pouco mais de 100 mil votos. Os estados do Sul e Sudeste onde- de fato o candidato do PSDB derrotou a futura presidente com folga foram o Paraná, com margem de 700 mil votos, e Santa Catarina, com vantagem final de 473 mil. Serra obteve vitórias esperadas em estados movidos pelo agronegócio, em queda de braço com o governo Lula em virtude da desvalorização do dólar. Assim como também era esperada pela oposição a larga vantagem da candidata do presidente no Nordeste: Dilma teve 18,4 milhões de votos na região, contra 7,6 milhões. Nem por isso, Serra pode ser considerado o candidato dos ricos, como não se pode desqualificar o eleitor de Dilma, praxe em editoriais e artigos na imprensa na semana pós-segundo turno.
Infelizmente, é inegável que foi a campanha do PSDB a estimular essa diferença, mais do que qualquer frase de Lula a cerca dos “nós contra eles”. Mergulhado até o pescoço na estratégia religiosa, antiabortista e impregnada de preconceito imaginada pelos artífices de sua exposição marquetológica, Serra deu o tom do embate entre paulistas e o resto do País no encontro da RedeTV! em 17 de outubro. “Essa estratégia de falar mal de São Paulo foi reprovada”, disse o tucano. E foi além ao declarar que “o PT não gosta de São Paulo”. Uma semana antes da eleição, o PSDB distribuiria panfletos com a frase “Dilma não gosta de São Paulo”, mesmo título do vídeo postado no canal oficial do candidato no YouTube. Ambos afirmavam que a petista “prejudicou São Paulo durante sete anos”.
Nos jornais, colunistas e editoriais davam a sua colaboração para que o preconceito contra os nordestinos viesse à tona. Por um lado, desqualificava-se a vitória de Dilma como representativa dos votos “menos conscientes” em contrapartida à racional escolha dos “mais escolarizados” pelo PSDB. Uma colunista chegou a escrever que Dilma e o “lulismo” só venceram a eleição “graças à votação maciça nas regiões e áreas mais manipuláveis, onde a Arena, o PDS e o PMDB já foram reis”. Daí aos “ricos” do Sudeste e Sul se jogarem contra os “pobres manipulados” do Norte e do Nordeste foi um pulo.
Professor de História da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e autor do livro Preconceito contra a Origem Geográfica e de Lugar (Ed. Cortez), Durval Albuquerque Jr. diz que a questão é justamente o contrário do que dizem os analistas. “Não se votou em Dilma no Nordeste porque se sente fome, e sim porque o governo fez o povo comer”, argumenta. “Enquanto o País crescia a 4% ao ano, o Nordeste crescia a 8%, 9%. Houve uma inclusão imensa, que se reflete na votação maciça que o PT teve na região. O Bolsa Família não é alienante, como se diz, é o inverso: conscientizou as pessoas, fez elas se sentirem gente e passarem a exigir mais.”
O resultado é que mesmo entre as classes médias do Nordeste existe hoje o preconceito observado no Sudeste e no Sul, alerta o professor. “Eles queixam-se de que já não se contratam empregados com tanta facilidade, pagando qualquer coisa.” O historiador conta que o preconceito contra os nordestinos em São Paulo surgiu na década de 1920, quando começou a migração interna e os baianos foram os primeiros a chegar – por isso até hoje “baiano” é a forma genérica de se referir ao nordestino no estado. Para o Rio, a partir da década de 1930, migraram os sertanejos acima da Bahia, e ficaram conhecidos como “paraíbas”.
Em São Paulo, a chegada dos nordestinos desencadeou tensões na classe operária. Houve disputa pelos postos de trabalho com os imigrantes estrangeiros, trazidos pela política de “branqueamento” do estado. Segundo o historiador, contribui para o preconceito a construção da imagem do Nordeste flagelado, miserável, atrasado e ignorante feita pela própria elite da região para obter recursos e cargos diante do crescimento do Centro-Sul. “Só que essa realidade vem se transformando e muita gente não viu. Está cada vez mais defasada, só existe em termos de estereótipo. O político nordestino quando faz algo errado ainda é chamado de ‘coronel’, mas não ocorre o mesmo quando vem do Sul ou do Sudeste.”
Latente, o preconceito vem à tona quando estimulado. E parece ser mais regional que partidário. Tome-se o caso dos dois Grazianos, Xico (tucano) e José (petista). Ambos paulistas. O tucano usou o Twitter para alfinetar o companheiro de partido Aécio Neves em virtude da vitória, segundo ele, “nordestina” de Dilma em Minas Gerais. Já o petista José causou polêmica no começo do governo Lula. À época ministro da Segurança Alimentar, declarou sobre o Nordeste: “Temos de criar emprego lá, temos de gerar oportunidade de educação lá, temos de gerar cidadania lá. Porque, se eles continuarem vindo pra cá, vamos ter de continuar andando de carro blindado”.
Mas será que se um partido assumisse esse discurso segregacionista teria futuro no País? Não assumidamente, mas sub-repticiamente é possível que sim. Há um ano, o diretor do instituto Vox Populi, João Francisco Meira, compila dados que apontam para um vácuo: falta um partido assumidamente de direita no Brasil. De acordo com Meira, nenhuma das legendas existentes, inclusive o DEM, se declara. “Há condições para o crescimento da direita. A campanha do Serra, nesta eleição, explorou esse espaço e o resultado final das eleições mostrou que ele é relevante.”
O diretor do Vox afirma que metade dos votos recebidos por Marina Silva, do PV, no primeiro turno, era de direita, conservador. E foram exatamente esses votos que foram para o tucano no segundo turno. “O Serra conseguiu captar todo o voto conservador da Marina. Isso rendeu a ele um terço a mais de votos do que teve no primeiro turno”, diz Meira.
A professora de Ciência Política da Universidade de Brasília, Lúcia Avelar atenta para o fato de essa guinada à direita de uma parcela do eleitorado representar uma reação à mobilidade social propiciada pelo governo Lula. “Como havia uma distância muito grande entre as classes, é como se pensassem: ‘Puxa, eles estão se aproximando. Vão sentar ao nosso lado no cinema, no teatro’. Mexer no status quo incomoda muita gente.”
Para se inserir de vez no contexto conservador que ensaiou nesta eleição, Serra enfrentará obstáculos dentro do seu partido, o PSDB. Seria temerário dizer que existe uma tendência direitista dentro do tucanato como um todo: Aécio Neves, por exemplo, está mais identificado com o centro, assim como Teotônio Vilela, governador reeleito de Alagoas. Uma alternativa para este novo Serra seria fundar outra legenda, que absorvesse setores do PSDB, DEM e dos demais partidos conservadores, como o PP. Ou esperar uma saída de Aécio da legenda, que levaria a ala não paulista do partido consigo e abriria espaço para uma hegemonia do ex-governador de São Paulo.
A eleição de Felipe Calderón no México, em 2006, e, mais recentemente, de Sebastián Piñera no Chile, comprova que existe espaço para uma direita não golpista na América Latina. De qualquer forma, parte da oposição brasileira parece encantada com o estilo neocon dos republicanos. Do ponto de vista eleitoral, não se pode negar, ela deu resultados – e no curto prazo. Como se verá na reportagem de Antônio Luiz M. C. da Costa à pág. 58, Obama sofreu uma derrota fragorosa nas eleições legislativas, a maior de um partido governista nos Estados Unidos desde o fim dos anos 1930. Uma das razões deve-se à campanha republicana permanente, iniciada logo após a vitória de Obama, e baseada em preconceitos e mentiras. Velhos temores da Guerra Fria (Obama seria “comunista”) misturam-se a novos (ele seria a favor do Islã). Resultado: presos a uma pauta moralista e insatisfeitos com o resultado de uma política econômica aprofundada sobre o mandato do antecessor Bush, os norte-americanos não conseguem debater temas realmente cruciais ao seu futuro.
Parece ser essa a diferença entre uma velha direita, liberal e centrada na defesa das liberdades individuais contra um suposto Estado opressor, e a atual. Ao redor do mundo, quem ganha espaço entre os conservadores são partidos defensores da xenofobia, do racismo e do obscurantismo religioso.
No fim das contas, tenha ou não sido proposital, essa foi a cara da campanha de Serra no segundo turno, pois nem o racionalismo econômico pôde lhe ser atribuído, vide as propostas de reajuste do salário mínimo a 600 reais e o 13º para os beneficiários do Bolsa Família (ironicamente atacados pelos eleitores tucanos na odiosa campanha na internet). No seu discurso na noite do domingo 31, o ex-governador paulista diz ter dado um “até logo, não um adeus”. Para quem tanto defendeu sua biografia na disputa presidencial, Serra poderia voltar à cena como defensor intransigente dos valores democráticos que ele tanto diz prezar. O Brasil agradeceria.
Tirem as crianças da sala!!!
Esse cara aí abaixo passou a campanha eleitoral satanizando Dilma e Lula.
Declaradamente serrista de carteirinha, o caubói se revela plenamente em pleno dia 15 de novembro, quando se celebra a Proclamação da República.
Vejam com atenção barbarizante preconceito dele contra a política de crédito do governo federal que permitiu aos pobres brasileiros comparem carros.
Nome do verdugo?
Luiz Carlos Prates, comentarista e colunista da TV RBS (Rede Globo) , de Santa Catarina.
Declaradamente serrista de carteirinha, o caubói se revela plenamente em pleno dia 15 de novembro, quando se celebra a Proclamação da República.
Vejam com atenção barbarizante preconceito dele contra a política de crédito do governo federal que permitiu aos pobres brasileiros comparem carros.
Nome do verdugo?
Luiz Carlos Prates, comentarista e colunista da TV RBS (Rede Globo) , de Santa Catarina.
Giovanni luta para garantir recursos
O deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA), presidente do Partido no Estado, apresentou na última semana nove emendas no âmbito da Comissão Mista de Orçamento (CMO) que pretendem anular alguns cancelamentos feitos pela equipe econômica do governo Federal que retiram da população paraense quase R$ 41 milhões em verbas destinadas à educação, saúde, transporte e infra-estrutura.
O parlamentar pedetista justifica que suas propostas são baseadas em garantir recursos necessários ao Estado do Pará para desenvolver o Estado e garantir o mínimo de investimentos na área da saúde e da educação, tão precários nas cidades paraenses.
As proposições apresentadas pelo deputado Giovanni Queiroz na CMO, se aprovadas no colegiado orçamentário, garantirá mais de R$ 1,5 milhões para a UFPA (Universidade Federal do Pará) investir nos campus e nas pesquisas da instituição. Assim como, permitirá à Secretaria de Saúde do Estado receber um aporte financeiro de quase R$ 6,3 milhões para a aquisição de equipamentos hospitalares e na ampliação das estruturas de Unidades de Saúde.
A aprovação das emendas de Giovanni Queiroz na CMO garantirá ainda que a região metropolitana de Belém receba quase R$ 13,5 milhões para serem investidos nos municípios circunvizinhos a capital do Estado em obras viárias e de infra-estrutura.
Estas emendas do deputado pedetista, se aprovadas, permitirão também o investimento superior de R$ 13 milhões em diversos trechos rodoviários. Um dos trechos beneficiados é a BR316 que liga Belém à divisa com o Maranhão, passando por Castanhal, Sta. Maria e Cachoeira Piraí.
Um dos outros trechos beneficiados é o asfaltamento de parte da BR308 entre as cidades de Bragança e Viseu. Trecho da BR422 entre Novo Repartimento e Tucuruí também poderá receber recursos federais em 2011, caso a CMO aprove as iniciativas do deputado paraense.
A iniciativa de Giovanni Queiroz de propor a anulação dos cancelamentos autorizados pela equipe econômica do governo Federal de recursos ao Estado do Pará, garante ainda a Caixa Econômica Federal (CEF) uma verba de R$ 5,14 milhões para serem aplicados na instalação de uma nova agência e de diversos postos da Caixaqui no interior do Estado.
As anulações propostas pelo presidente do PDT paraense cancelam ainda o corte no Orçamento da União das emendas de quase R$ 400 mil destinados a reforma do aeroporto de Santarém e dos R$ 300 mil destinados a construção do edifício sede da Procuradoria da República na cidade de Belém.
O parlamentar pedetista justifica que suas propostas são baseadas em garantir recursos necessários ao Estado do Pará para desenvolver o Estado e garantir o mínimo de investimentos na área da saúde e da educação, tão precários nas cidades paraenses.
As proposições apresentadas pelo deputado Giovanni Queiroz na CMO, se aprovadas no colegiado orçamentário, garantirá mais de R$ 1,5 milhões para a UFPA (Universidade Federal do Pará) investir nos campus e nas pesquisas da instituição. Assim como, permitirá à Secretaria de Saúde do Estado receber um aporte financeiro de quase R$ 6,3 milhões para a aquisição de equipamentos hospitalares e na ampliação das estruturas de Unidades de Saúde.
A aprovação das emendas de Giovanni Queiroz na CMO garantirá ainda que a região metropolitana de Belém receba quase R$ 13,5 milhões para serem investidos nos municípios circunvizinhos a capital do Estado em obras viárias e de infra-estrutura.
Estas emendas do deputado pedetista, se aprovadas, permitirão também o investimento superior de R$ 13 milhões em diversos trechos rodoviários. Um dos trechos beneficiados é a BR316 que liga Belém à divisa com o Maranhão, passando por Castanhal, Sta. Maria e Cachoeira Piraí.
Um dos outros trechos beneficiados é o asfaltamento de parte da BR308 entre as cidades de Bragança e Viseu. Trecho da BR422 entre Novo Repartimento e Tucuruí também poderá receber recursos federais em 2011, caso a CMO aprove as iniciativas do deputado paraense.
A iniciativa de Giovanni Queiroz de propor a anulação dos cancelamentos autorizados pela equipe econômica do governo Federal de recursos ao Estado do Pará, garante ainda a Caixa Econômica Federal (CEF) uma verba de R$ 5,14 milhões para serem aplicados na instalação de uma nova agência e de diversos postos da Caixaqui no interior do Estado.
As anulações propostas pelo presidente do PDT paraense cancelam ainda o corte no Orçamento da União das emendas de quase R$ 400 mil destinados a reforma do aeroporto de Santarém e dos R$ 300 mil destinados a construção do edifício sede da Procuradoria da República na cidade de Belém.
Humildade do vitorioso
Saboreando ainda os efeitos prazerosos de uma vitória eleitoral, Orly Bezerra esbanja também humildade, na entrevista concedida a Rita Soares, rejeitando a rotulação de que o trabalho de marketing dele foi fundamental para o retorno de Simão Jatene (PSDB) ao governo do Estado:
Entrevista completa na ediçãod e domingo do Diário do Pará.
(...) Quando falo ganhamos, quero dizer que quem ganhou essas eleições foram os candidatos. Acho que há uma supervalorização do marketing ao se atribuir a vitória ou derrota especificamente a ele. O marketing faz parte, como outras ferramentas, que também são utilizadas durante uma campanha. Aí envolve o cenário político, o momento, o candidato e a comunicação. Em alguns momentos, o marketing pode ser prejudicial e até ser responspavel por uma derrota, mas a vitória tem que ser atribuída essencialmente ao candidato. Em especial, nesta eleição de 2010, o grande responsável pela vitória chama-se Simão Jatene. Tem se atribuído muito o resultado às falhas do governo Ana Júlia, mas a performance do Jatene em todos os aspectos foi exemplar.
Entrevista completa na ediçãod e domingo do Diário do Pará.
Prosperidade chegando
Revista Exame publica extensa matéria sobre o volume de investimentos deslocados para a Região Norte do país, enfocando cidades do Sudeste do Pará - Marabá e Parauapebas, incluídas.
Matéria completa AQUI.
Mas em nenhum lugar do Norte a transformação provocada pelas grandes obras é tão evidente quanto no sudeste do Pará. Localizada a 700 quilômetros de distância da capital Belém, a região viveu um período de euforia com a exploração de ouro na mina de Serra Pelada, nos anos 80, época em que centenas de garimpeiros ficavam ricos da noite para o dia - e, depois, pobres do dia para a noite. Com a região, ocorreu algo parecido. Logo após o declínio de Serra Pelada, o sudeste paraense foi palco de constantes conflitos entre fazendeiros e trabalhadores sem terra, resultando em episódios como o massacre de Eldorado dos Carajás, em 1996. A esperança de crescimento - e, quem sabe, futuro desenvolvimento - para a região está hoje depositada em grandes obras de infraestrutura. A cidade de Marabá, por exemplo, deve dobrar de tamanho até 2015, chegando a 500 000 habitantes. A 100 quilômetros de distância, Parauapebas, com 150 000 habitantes, projeta uma expansão parecida. Tudo graças aos investimentos maciços da Vale e de outras companhias na exploração de minérios e na construção de siderúrgicas e estradas de ferro. Em Parauapebas, nos grandes terrenos onde até pouco tempo atrás havia criação de gado, hoje surgem condomínios residenciais, concessionárias de veículos, e até um shopping center, projetado pelo grupo paulista Urbia. Previsto para ser inaugurado em março, o shopping vai ter as primeiras salas de cinemas do interior do Pará. Hoje, a única estrutura mais parecida a um cinema por ali é um auditório localizado dentro da unidade da Vale, no alto da serra de Carajás, distante 20 quilômetros do centro de Parauapebas.
O crescimento das cidades da Região Norte tem uma característica singular. Isoladas em meio à floresta, acossadas por chuvas torrenciais e castigadas por um calor infernal, elas sempre intimidaram os grandes grupos do país. Grandes redes de varejo, como o Pão de Açúcar, chegaram a tentar atuar na região, mas desistiram ao perceber que os custos envolvidos na logística do negócio não compensavam os investimentos. "Quem lidera a expansão do consumo no Norte são basicamente grupos locais, que conhecem os consumidores, e se adaptam melhor às adversidades", diz Adriano Pitoli, sócio da consultoria Tendências. O maior varejista do Norte é o grupo paraense Yamada, fundado em Belém em 1957, um dos raros casos de empreendedorismo local que ganhou peso na região. Até hoje nas mãos da família - apesar de inúmeras propostas de fusão e aquisição -, o Yamada fatura 1,3 bilhão de reais ao ano com 33 lojas na região metropolitana de Belém, que vendem de frutas a motocicletas. Nos últimos dois anos, o grupo iniciou sua expansão para o interior do estado. A unidade aberta em 2009 no município de Castanhal, por exemplo, tem três salas de cinema. Todas as lojas oferecem ainda pratos locais, como açaí e maniçoba, uma espécie de feijoada paraense, feita com carnes defumadas e folhas de mandioca cozidas. "É a diversidade e o apego aos hábitos locais que fazem nossos consumidores fiéis defensores da rede", diz Bernardo Yamada, diretor financeiro do grupo e bisneto do fundador, o imigrante japonês Yoshio Yamada.
Pioneiros
Assim como os Yamada, boa parte dos líderes de mercado na região não são empresários genuinamente locais, mas sim pioneiros, que decidiram desbravar a região quando o Norte não passava de uma imensa mancha verde no mapa do Brasil. A história do mato-grossense Erivelto Gasques, presidente do grupo City Lar, maior varejista de móveis e eletrônicos do Norte, é um exemplo. Fundada por seu pai em 1979 na cidade de Mirassol d’Oeste, no Mato Grosso, a City Lar abriu sua primeira loja na Região Norte em Manaus, em 1996, fugindo da concorrência das grandes redes nacionais, que começavam a se instalar em Mato Grosso e na vizinha Goiás. Hoje opera 96 unidades no Amazonas, em Rondônia, no Pará, no Acre e em Roraima. (Há cinco meses, a City Lar, dona de um total de 200 lojas, foi adquirida pela Máquina de Vendas, empresa resultante da fusão das redes Insinuante, da Bahia, e Ricardo Eletro, de Minas Gerais.) Para ganhar espaço na região, Gasques desenvolveu ao longo dos anos alguns macetes. Nada de TV de plasma na vitrine, por exemplo. "Afugenta a clientela", diz. O que atrai os consumidores do Norte, segundo ele, são tanquinhos e televisores de tubo, vendidos em até 24 prestações.
Fazer negócios na Região Norte, porém, exige mais do que a adaptação da linguagem e do portfólio aos consumidores locais. Para não sucumbir à falta de infraestrutura é preciso contar com doses extras de planejamento e com uma estrutura de custos peculiar. A City Lar, por exemplo, está construindo novos centros de distribuição em Manaus, em Porto Velho e em Boa Vista. Além disso, trabalha com estoques de até 90 dias - o dobro da média nacional para seu setor. "Se não tomar esses cuidados, posso ficar sem produtos nas lojas", diz Gasques. Além disso, as longas distâncias dos principais centros aumentam os custos com o frete. A Honda investiu 90 milhões de reais no último ano para fazer de sua unidade de Manaus a maior fábrica de motocicletas do grupo no mundo. Todos os dias, 7 000 motos deixam a unidade em direção aos principais mercados consumidores. Para chegar ao Sudeste, os produtos viajam cinco dias de barco até Belém e, depois, mais dez de caminhão em estradas esburacadas. Exportar para países vizinhos, como Peru e Colômbia, exige viagens de até 8 000 quilômetros, passando pelo canal do Panamá. "Gastamos 200 dólares para transportar cada motocicleta, duas vezes acima de nossa média global", diz Issao Mizoguchi, vice-presidente da Honda para a América Latina.
As chuvas diluvianas que caem na região obrigatoriamente têm de ser contempladas nos planos de negócios. Entre novembro e março chove tanto que fica impossível fazer qualquer trabalho ao ar livre. A construtora Direcional, por exemplo, inclui um atraso de pelo menos três meses no cronograma de cada empreendimento - o que encarece a obra em 20%. Em 2009, a francesa Alstom e a paulista Bardella quase desistiram de construir uma fábrica de comportas e pontes rolantes para abastecer usinas hidrelétricas do rio Madeira, em Rondônia, por causa das chuvas que inundaram completamente o canteiro de obras. As empresas precisaram improvisar uma gigantesca lona para cobrir uma estrutura de 33 000 metros quadrados - e passaram a trabalhar sob essa cobertura. "Nunca vi tanta água", diz o paulista Gustavo Almeida, diretor da IMMA, empresa formada pela Alstom e a Bardella a partir de um investimento de 100 milhões de reais e que fabrica 12 000 toneladas de equipamentos por ano.
Num estudo sobre o custo de fazer negócios na região da Amazônia Legal (que inclui os estados do Norte, além de Mato Grosso e Maranhão), obtido com exclusividade por EXAME, a consultoria paulista Macrologística calculou que, com investimento de 14 bilhões de reais em 71 projetos, o Norte resolveria seus principais gargalos de transporte pelos próximos dez anos. O problema é que algumas dessas obras, co mo a BR- 163, que liga Cuiabá a Santarém, começaram a ser feitas nos anos 70 - e nunca foram concluídas. "Sem finalizá-las, vai ficar mais difícil atrair novos negócios para a região", diz Olivier Girard, sócio da Macrologística. É o tipo de obstáculo que, para garantir um crescimento sustentado, a região terá de deixar de uma vez por todas para trás.
Matéria completa AQUI.
Marcadores:
Desenvolvimento Regional,
Município de Marabá,
Parauapebas
segunda-feira, novembro 15, 2010
Íris fala de Sílvio. E dela
Entrevista de Íris Abravanel, mulher de Sílvio Santos, à Agência Estado, onde ela desabafa, depois da quebra do Banco Panamericano: - "A integridade do meu marido não será abalada
A senhora deve ter tido um susto com o problema do Panamericano. Como vê a situação e como está o Silvio Santos?
Íris Abravanel - A integridade de meu marido não foi nem será abalada. Ele é um homem de palavra e sempre foi cumpridor de suas responsabilidades. Prova disto é a atitude que ele teve agora.
A senhora tem fama de ser desapegada a bens materiais. Tem medo de perder tudo?
Íris Abravanel - Nunca! Nossas maiores propriedades são a saúde, fora o nosso trabalho e dignidade. Tenho certeza que não vamos perder nada disso.
A senhora sabia do que estava acontecendo antes do problema estourar?
Íris Abravanel - Olha, não tenho o que dizer sobre isto. O assunto é com o Panamericano e com seus dirigentes. Não falo pelo Silvio.
Bom, o fato é que sua vida daria uma novela. Se fosse, que título teria?
Íris Abravanel - Daria uma novela, sim, e muito boa. Ela tem vários altos e baixos, né? Seria bom até para servir de testemunho, de incentivo. Eu sempre tive de assumir riscos, desde pequena. Somos quatro e sou a mais velha da família. E aí, o que sobrava? Tinha que consertar a parte elétrica da casa, levava choques, costurava os ferimentos dos cachorros, fazia curativo no meu pai quando ele se machucava... Sempre me coloquei à frente para resolver alguma coisa. Eu não tinha medo. Hoje eu vejo que isso me deu uma base, uma estrutura para poder enfrentar tudo que veio depois.
Como conheceu o Silvio?
Íris Abravanel - Numa praia, com 19 anos. Ele era mais velho. Depois de um longo tempo, e muita tempestade, a gente acabou ficando junto. Ele era casado à época. Depois, a mulher dele faleceu.
Pensa em escrever um livro sobre a vida de vocês?
Íris Abravanel - Talvez escrevesse um romance baseado em toda nossa história. Porque tem muita coisa que serviria de exemplo para as mulheres. E homens também. Olha, vou te contar uma coisa: quando eu escrevia crônicas para a revista Contigo, o primeiro a ler era ele. Escrevia na forma de recados, como é o nome do livro que lanço na terça (16). E alguns desses textos que estão em "Recados Disfarçados" eram para ele. Como "O Peso do Mundo" e "Nosso Instinto Gregário".
Como surgiu essa sua vocação para escrever?
Íris Abravanel - O Silvio é um excelente argumentador. É muito difícil você ganhar uma discussão com ele, praticamente impossível. A primeira palavra dele é... não. Eu adquiri com ele uma capacidade de argumentar, raciocinar e discernir. E tenho de fazer isso rápido, porque ele é muito ágil, né? Foi com ele que desenvolvi isso. Poder vender aquilo em que você acredita. Ele é também excelente vendedor.
E quando a senhora resolveu começar a trabalhar?
Íris Abravanel - Nunca fui de ficar acomodada, nem tenho tendência para vida de dondoca. Eu sempre quis me sentir útil. Quando minhas filhas eram pequenas, me absorviam muito. Eu fiz questão de participar, de acompanhar...
Então, depois que as criou, resolveu escrever profissionalmente?
Íris Abravanel - É. Aí eu quis trabalhar... Até escrevi uma crônica sobre isso: "Homens, nós não precisamos de vocês". Sobre o medo que eles têm que a mulher trabalhe fora e tal. Isso na minha geração, não na sua. Não sei se o homem ainda se sente inseguro em relação a isso. Mulher ganhar mais que o homem, por exemplo. Acho que ainda incomoda, não?
O que a senhora mais gosta na programação do SBT?
Íris Abravanel - O que mais admiro é essa imparcialidade com o jornalismo. Eles são responsáveis e fazem um trabalho muito sério.
E o episódio da bolinha de papel nas eleições?
Íris Abravanel - Não falo sobre política.
A senhora conversa sobre política com Silvio?
Íris Abravanel - Não, não falamos.
Não lhe interessa?
Íris Abravanel - Me preocupa. Só. E me mantenho atualizada.
Sei que a senhora não gosta de falar de política, mas quando Silvio resolveu ser político...
Íris Abravanel - Ah, eu posso falar. Naquela época era um comitê de dois. Eu e ele. Porque ele atendia um telefone, eu atendia outro. Começou a chover telefonemas de todos os políticos. A gente não estava nada preparado para isso. Não tenho dúvidas que ele se elegeria. Mas não tenho dúvidas que, para nós como família, ele teria de tomar atitudes que não seriam populares. Poderiam prejudicá-lo como pessoa.
É a favor da liberdade de imprensa?
Íris Abravanel - Total, total, total. Com responsabilidade. Todo o departamento de jornalismo do SBT tem total liberdade de dar a noticia. Silvio não interfere em nada.
Como o SBT lhe paga?
Íris Abravanel - Eu sou contratada do SBT, tenho crachá e salário.
E pode revelar quanto ganha?
Íris Abravanel - Não!
Por que é muito ou pouco?
Íris Abravanel - Porque é muito pouco! Sabe aquele negócio que santo de casa não faz milagre? Acho que o maior salário é poder começar uma carreira com essa idade. É um privilégio. Isso, graças ao Silvio. Se ele não me contratasse... E poder desenvolver esse talento que eu tenho.
O Silvio é muito ciumento?
Íris Abravanel - Esse foi um problema da nossa vida, e ele reconhece isso. O Silvio sempre foi ciumento. Até por isso eu só pude trabalhar no início porque era em casa. Hoje não. Está mais tranquilo. Também, se não estivesse! Hoje eu sei da importância de a gente ter passado por todos as crises e conflitos. Como é gostoso superar e chegar nessa fase! Não é coisa de velhice, rejuvenesce a gente. Ele me conhecer, eu conhecê-lo, a gente abrir mão das coisas que gosta pelo outro, até que passa a gostar e compartilhar das mesmas coisas. Nós éramos totalmente opostos. Ele gosta de cidade, eu de praia. Tenho de chamá-lo para ouvir os passarinhos.
O que a senhora sentiu quando sua filha, Patricia, foi sequestrada?
Íris Abravanel - É como se tirassem um pedaço de você. Eu falava que eu sobreviveria a qualquer coisa, mas não suportaria um sequestro de uma filha.
Onde arranjou forças?
Íris Abravanel - Primeiro, acreditar que nenhum fio de cabelo dela seria tocado. Precisava também perdoar as pessoas que estavam com ela. Eu me emociono até de falar porque eu também precisava acreditar que ela estava sendo bem cuidada. Foram sete dias, com helicópteros em cima da minha casa. Em nenhum momento eu entrei em pânico porque eu só queria acreditar que minha filha iria voltar e que estaria bem.
A senhora não odeia os sequestradores?
Íris Abravanel - Não posso odiar. Eu acho que ia fazer muito mal pra mim. A mágoa deixa a gente amargurada. Temos de nos aperfeiçoar como seres humanos. Todos temos falhas. Acho que a gente precisa entender o outro também.
O que acha do meio empresarial?
Íris Abravanel - Eu admiro demais o Silvio como empresário. Sou maior fã dele. Do posicionamento, as estratégias que ele tem. Acho brilhantes as saídas que ele encontra.
Silvio faz 80 anos dia 12. A senhora está preparando alguma comemoração?
Íris Abravanel - Ele é completamente avesso a comemorações. Ele se sociabiliza somente com o auditório e o público dele. É extremamente caseiro. O nosso convívio é muito familiar. Na época em que as meninas estavam na estudando eu até consegui levá-lo para festa de escola. Consegui que ele participasse da vida escolar das meninas.
Vocês continuam na ponte aérea São Paulo/Miami?
Íris Abravanel - Sempre, quando dá. Agora eu tô planejando no fim do ano todo mundo lá. Vamos ver.
Já pensou em morar lá?
Íris Abravanel - Mudar eu acho difícil, né? Os negócios dele estão todos aqui. Ele pode até diminuir o ritmode trabalho, mas parar de trabalhar, não vai. Nem pode. Eu não posso tirar a vida dele. Lá ele pode ser ele mesmo. Ah, uma coisa interessante: o supermercado lá nós mesmos fazemos todos os dias. Compramos de pouquinho. Ele ama. (Agência Estado)
domingo, novembro 14, 2010
Manda quem pode...
... Obdece quem tem juízo.
A máxima se aplica, quase à sua total extensão, nas relações do cacique Purakê Assurini com os índios da aldeia Trocará, distante 20 quilômetros de Tucuruí
Dos 192 eleitores da aldeia, 161 votaram no deputado João Salame (PPS).
Arnaldo Jordy (PPS), candidato a deputado federal, obteve 160.
Simão Jatene levou 185 votos e Serra 177.
Em branco, 1; voto nulo, 2; Quatro votos em candidatos diferentes.
Em tom de brincadeira, andam dizendo agora que o cacique Purakê, de bodurna em mão, quer saber quem votou contra seus candidatos.
A máxima se aplica, quase à sua total extensão, nas relações do cacique Purakê Assurini com os índios da aldeia Trocará, distante 20 quilômetros de Tucuruí
Dos 192 eleitores da aldeia, 161 votaram no deputado João Salame (PPS).
Arnaldo Jordy (PPS), candidato a deputado federal, obteve 160.
Simão Jatene levou 185 votos e Serra 177.
Em branco, 1; voto nulo, 2; Quatro votos em candidatos diferentes.
Em tom de brincadeira, andam dizendo agora que o cacique Purakê, de bodurna em mão, quer saber quem votou contra seus candidatos.
Assinar:
Postagens (Atom)
