quinta-feira, abril 09, 2009
"Fogo amigo"
Colunas políticas da cidade insinuam que sim, indicando como suspeitas de trama os seguidos aplausos que o mesmo grupo vaiador endereçava ao vice-governador, na cola do ministro de Lula.
Deselegância imoral
Pedagogia franciscana
Miséria ambulante
Sem dinheiro para "auxiliar", e obrigados a demitir buscando o equilíbrio de suas contas, os prefeitos das duas cidades sofrem todo tipo de pressão.
E sem saber a quem recorrer.
Tragédia social à vista.
Madrugando vagas
Por dia, média de 300 pessoas falando a mesma língua: desemprego.
Cá e lá
Ligeiramente breve
Cópias dos recibos citados foram encaminhados ao blogger.
Coisas de discursos
Eu não protagonizei nenhum pega com a deputada Bernadete. Por um erro do Cerimmonial (uma pena que esses erros sempre favorecem os parlamentares do PT) me colocaram para falar antes da deputada. Como 1o. vice-presidente da Alepa deveria ser o último a falar antes da governadora. Não fui deselegante e não criei caso por isso. Fiz minha fala parabenizando a governadora por estar nomeando o Ferreirinha; agradecendo o apoio que ela tem dado ao exercício do meu mandato, mesmo sabendo que eu não a apoiei nas útimas eleições, e fazendo algumas solicitações. Claro que pesa a favor dessa relação a representatividade que nosso mandato adquiriu, em especial com a formação de um bloco suprapartidário de 8 deputados que tive a honra de liderar todo esse tempo.
quarta-feira, abril 08, 2009
Tesoura volta à cena
Juíza censura Quinta Emenda.
Olha essa aí:
Cumprindo liminar deferida pela juíza da 3ª Vara Cível da capital, dra. Teresinha Moura, em ação movida por Elias Sefer e outros, o blog informa aos seus leitores que retirou dos arquivos algunsposts referentes ao caso Sefer.O poster vai levar a papelada aos seus advogados.Até mais tarde.
Como o blogger não sabe quais posts foram retirados pelo Juvêncio, aguarda-se maiores esclarecimentos. Só que o estrago já está feito.
Diante de tantos fatos expostos publicamente, uma juíza determinar a retirada de notas que reproduziram o dia a dia de uma CPI, com seus desdobramentos nefastos, é no mínimo gesto de inconformismo com a liberdade de informação.
Mais uma razão pra se aceitar a máxima que circula em Belém dando conta de que a força da família Seffer é capaz de tudo.
Blogueiros, atentos a esse fato!
Fogo pelas ventas
Sebastião Miranda, ex-prefeito, e o atual, Maurino Magalhães, se encararam pela primeira vez em público, durante a posse de Sebastião Ferreira na Coordenação da SEIR, em Marabá. O fuça-à-fuça ocorreu diante de Ana Júlia, que a tudo assistiu, impávida, sem demonstrar nenhuma preocupação com a o processo de lavanderia dos dois políticos marabaenses.
No primeiro round público, Tião Miranda levou a pior. Maurino disse que tudo o que o ex-prefeito disse sobre a situação financeira deixada ao sucessor não era verdade. Como não teve direito à réplica, diante da distinta platéia, integrada basicamente por formadores de opinião, Miranda ficou de queixo-caído.
Os deputados João Salame (PPS) e Bernadete Caten (PT) protagonizaram também outro pega cheio de emoção
Falando depois de Salame, sua colega pediu que o parlamentar provasse com atos toda a preocupação que ele dissera no discurso ter com o sucesso do governo Ana Júlia, lutando junto ao G-8 para o grupo atuar verdadeiramente como aliado do Palácio dos Despachos, na AL.
Também do jeito que estava, Ana ficou. Impávida, observando a reação fisionômica do distinto público.
Foi emocionante pra dedéu.
Tribunal da Probidade
Os trabalhos de instalação da comissão foram presididos pelo deputado federal Giovanni Queiroz (PDT). A comissão tem prazo de 40 sessões para elaborar o parecer que, caso aprovado, segue ao Plenário. Através de votação secreta foi eleito presidente da comissão o deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS). A relatoria será ocupada pelo deputado Flavio Dino (PCdoB - MA).
terça-feira, abril 07, 2009
Não é bem assim
Ao post Declaração de Amor, comentários variados questionam a relação conflituosa do prefeito de Parauapebas, Darci Lermen (PT) com a Vale.
Uma pergunta feita por um dos comentaristas (Será que se a diretoria da VALE visse nesse gestor uma competência e boa vontade mínima que fosse, os investimentos dela na cidade não seriam maiores?), empurra o blogger a rejeitar essa tendência -, espalhada, inteligentemente, por dirigentes da própria mineradora, com objetivo claro de amainar espíritos e cooptar prefeitos verdadeiramente comprometidos com a vontade de suas comunidades.
Tanto é verdade, tornou-se moda, em pouco tempo, a expressão “bater de frente com a Vale, ninguém ganha nada”
Mas isso não é verdade. Só ganhou um pouco mais, quem bateu duro na poderosa empresa.
Relembrando.
1- O ex-prefeito de Marabá, Sebastião Miranda, é tido e havido como um dos que mais souberam aplicar corretamente recursos públicos e foi aliado de primeira ordem da Vale, tendo recebido, inclusive, número do celular pessoal do presidente Roger Agnelli para acioná-lo quando bem entendesse – o que ele fez algumas vezes diante de fatos inadiáveis.
Tendo um prefeito com fama de bom gestor e amigo do Rei, o que Marabá ganhou ao longo de quase oito anos de mandato de Miranda? Merreca! Merreca de primeira grandeza.
Levantamento mostra que durante o período do “Amigo Tião”, a Vale repassou a Marabá média de R$ 4,7 milhões, por ano, em convênios. Ou seja, R$ 32,9 milhões em quase uma década. Partindo do orçamento de 2009 do município da ordem de R$ 300 milhões, a mineradora revestiu para o município, do extraordinário lucro que registra anualmente explorando as riquezas do Pará, a vergonhosa parcela de apenas 1,56% do orçamento municipal em sete anos.
2- Uma semana atrás, o poster decidiu encarar a Estrada do Rio Preto, único corredor agrícola do município de Marabá, chegando até Vila União, de onde optou por embrenhar-se na estrada que leva ao rio Itacaiúnas, dali até a Vila Palmares, em Parauapebas. Era preciso percorrer a velha estrada em pleno inverno para sentir o problema de motoristas e pequenos proprietários. Foi uma aventura, sofrida, mas ideal para medir o tamanho de nossas demandas provocadas pela Vale (sobre isto, estou preparando três post).
O “Amigo-Tião” , exemplo de gestor sério, exatamente por fazer o discurso preferido da mineradora, perdeu a oportunidade de exigir de Roger Agnelli que a rodovia necessária ao transporte do cobre do Salobo, numa extensão de 140 km, tivesse seu trajeto dentro do território onde se encontra a mina, até Marabá. É verdade que o ex-prefeito ainda tentou convencer a companhia a fazer o fluxo rodoviário da produção do Salobo no sentido leste, mas perdeu a batalha.
Em seu front, Darci Lermen decidiu apoiar o movimento liderado pelo MST pela interdição da ferrovia, aproveitando, inteligentemente, o conflito para incluir a rodovia a ser construída, totalmente asfaltada, saindo por Parauapebas, numa extensão de 94 Km. Bateu duro e venceu uma disputa que terá desdobramentos futuros na melhoria da qualidade de vida de milhares de famílias domiciliadas em 27 assentamentos – e por onde os quais o poster passou na recente viagem à zona rural.
Está na hora de inversão dos papeis.
Ao contrário do que apregoam alguns de que “o município só perde ao brigar com a Vale”, não seria interessante perguntar o que seria da Vale sem as jazidas minerais que a transformaram na segunda mineradora do mundo? E se todos os prefeitos se unirem numa cruzada para exigir da mineradora a recomposição de todo o quadro de miséria que ela espalha pelos municípios paraenses, ela não abrirá com mais sinceridade seus cofres bilionários?
Nunca é bom esquecer: a Vale, desde quando foi privatizada, só aumenta seu faturamento. Ano passado, o lucro da mineradora atingiu R$ 21,279 bilhões, superando em 6,36% o apresentado em 2007, de R$ 20,006 bilhões.
Sem falar na evasão fiscal que a mineradora provoca aos cofres de quase todas as prefeituras, cujos detalhes, o blog começará a divulgar.
Além de distribuir migalhas, calando a boca dos amigos-prefeitos, a Vale não paga o que deve.
Sonega criminosamente.
Maior prova disso são os acertos que ela está sendo obrigada a fazer, na Justiça, de recuperação de tributos com algumas prefeituras.
Estrela Cadente
Avaliada politicamente por baixo em seu Estado, a presidente nacional da CNA (Confederação Nacional da Agricultura) tenta vitaminar sua imagem de fora pra dentro, espalhando admiração desmesurada pelo ministro Gilmar Mendes.
Ao desancar “o desrespeito à democracia e ao estado de direito representado pela governadora Ana Júlia”, Kátia disse ter esperanças nas “ações seguras e justas” do presidente do Supremo Tribunal Federal – “aquele sim, é homem que veste calças de manhã, de tarde e de noite”.
Rapidinho
Referindo-se ao colega paraense Flexa Ribeiro (PSDB), sentado ao lado dela, Kátia Abreu explicitou:
- O meu amigo senador Flexa Ribeiro, que lá no Congresso eu só chamo de “Flexinha”, mas aqui é o Flexa, sabe como sou mulher corajosa.
Na platéia, repórter de uma emissora de TV local indagou:
- Por que "Flexinha"? Será por causa da rapidez dele para pegar grana da Camargo Correa?!
Sugando tributos
Não se limitou apenas a dar estocadas na governadora do Estado. Kátia Abreu, no embalo que ia discursando, virou-se para o deputado Asdrúbal Bentes, advertindo-o:
- E lá na Câmara, deputado, é preciso ter mais cuidado com a relatoria da MP-458 (regularização fundiária). Do jeito que está sendo colocado, ao invés de beneficiar os micros, pequenos e médios proprietários, eles serão obrigados a pagar valores astronômicos pelas propriedades cujas quais são donos. É provável que o dono de um lote de 1.500 hectares pague até R$ 350 mil para regularizar o que já lhe pertence. Tem que mudar. Tem que mudar!
Do jeito que estava Asdrúbal permaneceu. Não moveu um músculo.
Posteriormente, ao encerramento da audiência, o poster indagou ao deputado a razão do silencio dele.
- Não vou entrar nesse discussão. A senadora quer público. E no relatório está bem claro que proprietários com até 100 hectares estão isentos de pagamento. O problma é que tem gente do setor privado que não quer pagar nada ao governo. E tem que pagar, sim!
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* Estrela cadente
segunda-feira, abril 06, 2009
Briga de vizinhos
Está havendo um nhennhennhen dos diabos nos intestinos da DS por causa da posse de Sebastião Ferreira, presidente do Águia, na gerencia do Centro Integrado Carajás.
Trocando em miúdos: inveja, dor-de-cotovelo e intrigas gerais cercando a ida do rapaz para a função.
Até a lista da programação de Ana Júlia em Marabá sofreu intervenções do cerimonial, havendo quem distribuísse uma sem a posse de Ferreira, marcada para 17 horas de hoje; e outra lista pautando a solenidade de reunião com prefeitos, no mesmo horário, sem citar oficialmente a posse do novo gerente.
O nome de Ferreirinha é bancado pela própria governadora, com a proteção de Cláudio Puty.
Blackout
Cidade Digital
O Projeto Cidade Digital, ativado ontem à noite por Ana Júlia, oferece acesso rápido na orla de Marabá. O poster fez questão de inaugurar seu novo laptop Vaio a uma distancia de 700 metros da torre wireless implantada pela Sedect, conectando-a de dentro do próprio carro, sem delongas.
Excelência de sinal!
Avanço significativo
No Infocentro inaugurado na Escola Estadual Gaspar Viana, Ana Júlia entregou envelope com senha, nome do estudante contemplado, e-mail dele e cartão com direito ao uso de 5 giga de conteúdo. Um avanço extraordinário em acesso à tecnologia e conhecimento digital.
Pessoalmente, o poster testou a velocidade de acesso de cada computador do Infocentro do GV, medindo na ponta do software a média de 700 Kbps por computador, num centro com 25 máquinas. Quem tem noção de como funciona isso, sabe: quanto mais micros menos rapidez disponível para ganho em cada PC. Ou seja, a rede do Navega Pará tem capacidade real de alta velocidade. É gostoso sentir a navegação realmente dominada à palma da mão.
A Sedect tem condições de colocar uma cidade como Marabá inteiramente coberta pela rede wireless. Só não o fará para evitar confronto com as operadores de telefonia e distribuição de dados, algumas já dispostas a entrar na Justiça para impedir os benefícios que o Estado passou a oferecer através do Navega Pará.
Um projeto, é bom registrar, que tem a assinatura e a orientação do Maurílio Monteiro.
Declaração de amor
Ao cabo de sua exposição na qual cobrava maior participação da mineradora na aplicação de investimentos de alcance social nos municípios ao entorno dos projetos minerais, citando números comprobatórios da insignificância de tudo o que a empresa privada até agora diz ter aplicado em favor das comunidades do Sul do Pará, Darci foi interpelado por um dos diretores da Vale:
- O senhor faz essas críticas por não gostar da Vale. Só isso.
Do jeito que atacava Darci não tirou o pé do acelerador:
- Engano seu. Gosto mais da Vale do que muitos de seus diretores. Gosto tanto, mas tanto mesmo que gostaria de vê-la novamente sob o controle do povo brasileiro.
O saco de maldades do prefeito não se limitou a esse episódio.
Concluído seu pronunciamento, ao descer as escadas do palco onde fizera o discurso, Lermen deu de cara com outro diretor da Vale, não menos aborrecido, lhe cobrando postura:
- Quando é que o senhor vai parar de perseguir a Vale?
- Quando vocês deixarem de roubar o povo paraense. Respondeu, na lata, o prefeito.
Os três diretores não aguardaram o final da solenidade, saindo de fininho para não serem vítimas de risos da platéia.