Do jeito pintado não tem siderúrgica capaz de concluir seus projetos de reflorestamento.
Área de 4.000 hectares da Cosipar, na chamada região do Centrão, a 20 km de Marabá, acaba de ser invadida por um subgrupo de guerrilha do MST. O blogger viu com os olhos que um dia a terra, sem dono, há de comer. Viu de perto e ficou revoltado.
Um belo canteiro de árvores plantadas para atender a produção de carvão vegetal da usina de ferro gusa mais antiga do Pará, começará a ser jogada ao chão ao som de motosserras e da raivosa proteção dos leões-de-chácara do Movimento dos Sem-Terra.
Os coordenadores da invasão da Fazenda Peruano escalaram um comboio precursor de mal encarados jagunços e bandoleiros para fazer o batismo de fogo da área tomada de assalto.
Dá pena, muita pena, ver tantos anos de plantio e esforços jogados ao leu. Sem folhas de papel para registrar o crime.
Detalhe: não invadiram tão-somente a área de 600 alqueires de eucalipto da Pioneira. Os criminosos adentraram também a RPPN (Reserva Particular de Patrimônio Natural) da Cosipar, não deixando folha sobre folha.
A RPPN, para quem não sabe, é uma reserva doada por particulares ao governo federal com objetivo de ampliar as áreas preservadas no país.
Quando o MST deixa.
sábado, dezembro 22, 2007
Coisas que não fizeram Niemeyer falar
Você corta um verso
Eu escrevo outro
Você me prende vivo
Eu escapo morto
(Pesadelo - Paulo César Pinheiro)
A semana passada foi rica em Oscar Niemeyer. O poster, por afazeres em demasia, não teve tempo de comentar os cem anos de nossa rara espécie de comunista verdadeiramente comunista. Ato contínuo passo a fazê-lo agora, até como fonte de reflexão.
Em quase todos os canais de informação, Niemeyer se apresentou falando de seus cem anos. De todos os depoimentos dele o que mais me impressionou foi no Especial da TV Câmara. Ali deu para medir o vasto conhecimento acumulado por Oscar no período mais fecundo da história do Homem.
Não deixa de ser sedutor fazer-se uma reflexão sobre o século XX, vivido intensamente pelo nosso Arquiteto Maior, mesmo sabendo-se da complexidade de tentar entendê-lo ou explicá-lo por completo.
Se formos analisar cuidadosamente, de fato, todas as facilidades dos dias atuais, que tornam nossa vida muito mais prática, confortável, e repleta de novos acontecimentos, inclusive o fato de o planeta ter-se transformado não numa “aldeia global”, mas numa simples tecla de computador, têm a ver com as conquistas daquele século, mais transformador que todo o restante da história da humanidade junta.
Na entrevista à TV Câmara, Oscar Niemeyer disse, com todas as letras, que viveu intensamente as mudanças registradas, acompanhando-as quase ao vivo, na Europa, morando no Velho Continente ou apenas em viagens por ali. Como sempre, a sensibilidade do arquiteto pode ser medida quando ele questiona se o Homem, no período de 1.900 a 1.999, procurou também aprofundar seus sentimentos, passando a preocupar-se mais com o próximo.
Não é o caso. Apesar das genialidades surgidas no período, o ser humano não melhorou. Apesar de vivermos relativamente em paz, presenciando-se apenas alguns conflitos localizados e os inevitáveis confrontos tribais africanos, foi nesse século que aconteceram os maiores genocídios. Mas não resta a menor duvida de que foi nele também que o talento humano mostrou do que é capaz.
Ao se referir ao fato de que, no inicio do século XX, quando ele acabara de nascer, poucas cidades do mundo possuíam luz elétrica, Niemeyer esqueceu de acrescentar que, no final do mesmo século, ele também presencia a utilidade de um chip de computador do tamanho de uma aspirina armazenando em sua memória todas as imagens da história do cinema. Um paralelo -, para se ter idéia do que ocorreu de surpreendente e efetivamente genial no período de vida centenária do arquiteto.
A mesa redonda que questionou Oscar, na TV Câmara, apesar da competência de seus integrantes, perdeu excelente oportunidade de forçar o entrevistado a fazer um rápido balanço da situação social, tecnológica e cultural no desenrolar do século niemeyano. Deixaram até mesmo de sugar do genial brasileiro como ele viu de perto o surgimento da mais ousada experiência de associação humana, a partir da revolução de outubro de 1917, quando se iniciava a tentativa de criar uma sociedade não baseada na competitividade, no lucro, na vitória do mais esperto – métodos do capitalismo – e sim na solidariedade.
Não resta a menor dúvida de que a coisa caminhava com algum êxito. Apesar de tais idéias subverterem aquilo que o animal tem de mais natural e brutal em seu instinto, o desejo do sucesso individual, o do mais forte sobrepujar o mais fraco, o socialismo foi adotado por um sexto da humanidade na primeira metade do século e por um terço no segundo pós-guerra - e defendido com fervor pelo jovem comunista então com 40 anos de idade.
Dava para ter tirado muito mais coisa do depoimento de Niemeyer, ele que viveu em constantes viagens pela URSS, China, Europa Oriental, exatamente nesse período em que bilhões de chineses aprenderam a comer e na Europa Oriental a vida era modesta, mas nada faltava em termos de emprego, moradia, saúde, educação e cultura. Sem esquecer que a União Soviética chegou a ser o segundo pólo de poder do planeta...
E todas essas mudanças impressionaram muito Niemeyer, tanto que ele se converteu ao comunismo mantendo sua crença nele até hoje.
Tão bom seria ouvir de Niemeyer seu ponto de vista a respeito do porque nada daquilo ter dado certo.
Ao invés de dar flexibilidade, oxigenar o socialismo estabelecendo relacionamento com o resto do mundo, modernizar idéias e métodos à medida que um mínimo ia sendo conquistado, as lideranças da Europa Oriental continuavam impondo o regime fechado, quase escravagista, , vociferavam conceitos pseudo-humanísticos aos quatro cantos, postando-se como profetas redentores da humanidade. Muito mais que a complexidade da idéia socialista, a incompetência desses líderes é que fez ruir, no final dos anos 80, na Europa, essa arrojada e humanitária experiência social seculovinteana.
Aliás, se a inteligentzia que dirigiu o socialismo na Europa Oriental viesse para o Ocidente comandar nossa política e nossas empresas, o capitalismo iria à bancarrota em muito menos tempo...
Com a sinceridade que o caracteriza, Oscar Niemeyer fez um belíssimo apanhado de um vetor na evolução do século XX: o da tecnologia. Ele lembrou que nos primeiros anos dessa era, os feitos da primeira revolução industrial já tinham 150 anos, “e estavam devidamente sedimentados”. Os visionários, porém, que apontavam no sentido de uma segunda reviravolta, a da eletrônica, da automação, da inteligência artificial, “que viria a ocorrer com grande dinâmica, não eram sequer levados a sério” – lembrou nosso arquiteto.
É verdade. Só faltou Niemeyer fazer citações, e talvez não os tenha feito em razão da memória um pouco desgastada pelo tempo. Mas Einstein, ainda que com sua teoria da relatividade e Max Planck com a quântica, tivessem vislumbrado, já no inicio do século, as maiores revoluções científicas de nossa era, um prêmio Nobel de física afirmava, simultaneamente, que “o homem jamais seria capaz de liberar o poder do átomo”. Os próprios irmãos Lumière, vivendo no embalo da delirante Paris do fin-de-siécle, ao inventarem um aparelho que projetava imagens em movimento na parede, chegaram a declarar que aquela engenhoca não tinha o menor futuro. Talvez alguma utilidade na área jornalística... Meliès, que tentou criar uma linguagem dramatúrgica para o cinema, acabou seus dias vendendo balas numa gare de Paris.
Não esqueçamos que um pouco antes, na América do Norte, país que soube entender o século XX como poucos -, se não me falha a memória, lá pelos idos 1895 (bom dar uma checada nessa data) -, o diretor do departamento de patentes enviou seu pedido de demissão ao secretário de estado e comércio, pois, segundo ele, não havia mais nada a ser inventado. Henry Ford lutou para conseguir financiamento para seus projetos de produção em linha de seu carro e o que ouvia dos banqueiros era que “o automóvel é uma coisa passageira e que a carruagem é que é eterna e insubstituível”. Já os irmãos Writgh, após incessantes tentativas no sentido de fazer seu engenho e o homem saírem do chão, 3 anos antes do bem-sucedido projeto de Santos Dumont, declararam que o ser humano não voaria nos próximos mil anos.
A propósito de Santos Dumont, é bom que se diga que, para ele convencer seus contemporâneos na extasiante Belle Époque, que sua máquina voadora era uma realidade, teve que exibi-la, não num campo de provas próximo a um laboratório de pesquisas para uma equipe de cientistas, mas na capital francesa, em forma de happening, dando voltas em torno da Torre Eiffel, com toda a cidade a seus pés, sendo em seguida freneticamente aplaudido, como se fosse intérprete de um gigantesco espetáculo artístico.
Eu escrevo outro
Você me prende vivo
Eu escapo morto
(Pesadelo - Paulo César Pinheiro)
A semana passada foi rica em Oscar Niemeyer. O poster, por afazeres em demasia, não teve tempo de comentar os cem anos de nossa rara espécie de comunista verdadeiramente comunista. Ato contínuo passo a fazê-lo agora, até como fonte de reflexão.
Em quase todos os canais de informação, Niemeyer se apresentou falando de seus cem anos. De todos os depoimentos dele o que mais me impressionou foi no Especial da TV Câmara. Ali deu para medir o vasto conhecimento acumulado por Oscar no período mais fecundo da história do Homem.
Não deixa de ser sedutor fazer-se uma reflexão sobre o século XX, vivido intensamente pelo nosso Arquiteto Maior, mesmo sabendo-se da complexidade de tentar entendê-lo ou explicá-lo por completo.
Se formos analisar cuidadosamente, de fato, todas as facilidades dos dias atuais, que tornam nossa vida muito mais prática, confortável, e repleta de novos acontecimentos, inclusive o fato de o planeta ter-se transformado não numa “aldeia global”, mas numa simples tecla de computador, têm a ver com as conquistas daquele século, mais transformador que todo o restante da história da humanidade junta.
Na entrevista à TV Câmara, Oscar Niemeyer disse, com todas as letras, que viveu intensamente as mudanças registradas, acompanhando-as quase ao vivo, na Europa, morando no Velho Continente ou apenas em viagens por ali. Como sempre, a sensibilidade do arquiteto pode ser medida quando ele questiona se o Homem, no período de 1.900 a 1.999, procurou também aprofundar seus sentimentos, passando a preocupar-se mais com o próximo.
Não é o caso. Apesar das genialidades surgidas no período, o ser humano não melhorou. Apesar de vivermos relativamente em paz, presenciando-se apenas alguns conflitos localizados e os inevitáveis confrontos tribais africanos, foi nesse século que aconteceram os maiores genocídios. Mas não resta a menor duvida de que foi nele também que o talento humano mostrou do que é capaz.
Ao se referir ao fato de que, no inicio do século XX, quando ele acabara de nascer, poucas cidades do mundo possuíam luz elétrica, Niemeyer esqueceu de acrescentar que, no final do mesmo século, ele também presencia a utilidade de um chip de computador do tamanho de uma aspirina armazenando em sua memória todas as imagens da história do cinema. Um paralelo -, para se ter idéia do que ocorreu de surpreendente e efetivamente genial no período de vida centenária do arquiteto.
A mesa redonda que questionou Oscar, na TV Câmara, apesar da competência de seus integrantes, perdeu excelente oportunidade de forçar o entrevistado a fazer um rápido balanço da situação social, tecnológica e cultural no desenrolar do século niemeyano. Deixaram até mesmo de sugar do genial brasileiro como ele viu de perto o surgimento da mais ousada experiência de associação humana, a partir da revolução de outubro de 1917, quando se iniciava a tentativa de criar uma sociedade não baseada na competitividade, no lucro, na vitória do mais esperto – métodos do capitalismo – e sim na solidariedade.
Não resta a menor dúvida de que a coisa caminhava com algum êxito. Apesar de tais idéias subverterem aquilo que o animal tem de mais natural e brutal em seu instinto, o desejo do sucesso individual, o do mais forte sobrepujar o mais fraco, o socialismo foi adotado por um sexto da humanidade na primeira metade do século e por um terço no segundo pós-guerra - e defendido com fervor pelo jovem comunista então com 40 anos de idade.
Dava para ter tirado muito mais coisa do depoimento de Niemeyer, ele que viveu em constantes viagens pela URSS, China, Europa Oriental, exatamente nesse período em que bilhões de chineses aprenderam a comer e na Europa Oriental a vida era modesta, mas nada faltava em termos de emprego, moradia, saúde, educação e cultura. Sem esquecer que a União Soviética chegou a ser o segundo pólo de poder do planeta...
E todas essas mudanças impressionaram muito Niemeyer, tanto que ele se converteu ao comunismo mantendo sua crença nele até hoje.
Tão bom seria ouvir de Niemeyer seu ponto de vista a respeito do porque nada daquilo ter dado certo.
Ao invés de dar flexibilidade, oxigenar o socialismo estabelecendo relacionamento com o resto do mundo, modernizar idéias e métodos à medida que um mínimo ia sendo conquistado, as lideranças da Europa Oriental continuavam impondo o regime fechado, quase escravagista, , vociferavam conceitos pseudo-humanísticos aos quatro cantos, postando-se como profetas redentores da humanidade. Muito mais que a complexidade da idéia socialista, a incompetência desses líderes é que fez ruir, no final dos anos 80, na Europa, essa arrojada e humanitária experiência social seculovinteana.
Aliás, se a inteligentzia que dirigiu o socialismo na Europa Oriental viesse para o Ocidente comandar nossa política e nossas empresas, o capitalismo iria à bancarrota em muito menos tempo...
Com a sinceridade que o caracteriza, Oscar Niemeyer fez um belíssimo apanhado de um vetor na evolução do século XX: o da tecnologia. Ele lembrou que nos primeiros anos dessa era, os feitos da primeira revolução industrial já tinham 150 anos, “e estavam devidamente sedimentados”. Os visionários, porém, que apontavam no sentido de uma segunda reviravolta, a da eletrônica, da automação, da inteligência artificial, “que viria a ocorrer com grande dinâmica, não eram sequer levados a sério” – lembrou nosso arquiteto.
É verdade. Só faltou Niemeyer fazer citações, e talvez não os tenha feito em razão da memória um pouco desgastada pelo tempo. Mas Einstein, ainda que com sua teoria da relatividade e Max Planck com a quântica, tivessem vislumbrado, já no inicio do século, as maiores revoluções científicas de nossa era, um prêmio Nobel de física afirmava, simultaneamente, que “o homem jamais seria capaz de liberar o poder do átomo”. Os próprios irmãos Lumière, vivendo no embalo da delirante Paris do fin-de-siécle, ao inventarem um aparelho que projetava imagens em movimento na parede, chegaram a declarar que aquela engenhoca não tinha o menor futuro. Talvez alguma utilidade na área jornalística... Meliès, que tentou criar uma linguagem dramatúrgica para o cinema, acabou seus dias vendendo balas numa gare de Paris.
Não esqueçamos que um pouco antes, na América do Norte, país que soube entender o século XX como poucos -, se não me falha a memória, lá pelos idos 1895 (bom dar uma checada nessa data) -, o diretor do departamento de patentes enviou seu pedido de demissão ao secretário de estado e comércio, pois, segundo ele, não havia mais nada a ser inventado. Henry Ford lutou para conseguir financiamento para seus projetos de produção em linha de seu carro e o que ouvia dos banqueiros era que “o automóvel é uma coisa passageira e que a carruagem é que é eterna e insubstituível”. Já os irmãos Writgh, após incessantes tentativas no sentido de fazer seu engenho e o homem saírem do chão, 3 anos antes do bem-sucedido projeto de Santos Dumont, declararam que o ser humano não voaria nos próximos mil anos.
A propósito de Santos Dumont, é bom que se diga que, para ele convencer seus contemporâneos na extasiante Belle Époque, que sua máquina voadora era uma realidade, teve que exibi-la, não num campo de provas próximo a um laboratório de pesquisas para uma equipe de cientistas, mas na capital francesa, em forma de happening, dando voltas em torno da Torre Eiffel, com toda a cidade a seus pés, sendo em seguida freneticamente aplaudido, como se fosse intérprete de um gigantesco espetáculo artístico.
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Parada total
Infelizmente não deu para atualizar o blog. E agora, somente a partir de domingo.
Muitos compromissos a serem entregues até este sábado impedem o poster de trabalhar a redação de textos. Textos somente da produtora.
Os comentários serão atualizados também a partir daquela data.
Semana que vem tudo se normaliza.
Muitos compromissos a serem entregues até este sábado impedem o poster de trabalhar a redação de textos. Textos somente da produtora.
Os comentários serão atualizados também a partir daquela data.
Semana que vem tudo se normaliza.
quarta-feira, dezembro 19, 2007
Fogo amigo beneficia Cosipar
Vem de Brasília, do próprio PT da Ana Júlia a defesa da Usipar, interditada pela Sema desde a última quinta-feira, 13, por uma série de não conformidades ambientais dentre eles: lançamento de efluente diretamente no solo, desmatamento de mata ciliar em Área de Preservação Permanente, estoque de carvão mineral sem origem declarada (a empresa é licenciada para operar somente com carvão mineral) e descumprimento de itens das condicionantes ambientais estabelecida na Licença de Operação.
A empresa tenta confundir a opinião pública ao dizer que o interdito não tem relação com a morte de peixes verificada na área onde opera, no Distrito Industrial de Barcarena. Não tem mesmo: a interdição se deu por outras irregularidades.
Hoje a empresa recebe uma séria de “instituições”, mas na quarta, 12, impediu os técnicos da Sema de realizar seus trabalhos integralmente. Detalhe: só tinham autonomia para obstruir o trabalho do órgão ambiental, mas a gerência alegou não ter autorização para receber os autos de infração aplicados, cinco no total.
Ontem a turma do deixa disso entrou em campo. A defesa partiu de um deputado federal Paulo Rocha, que para pressionar a governadora Ana Júlia alega que o PSDB de Brasília está dizendo que o interdito ocorreu por causa da derrota da CPMF, ou seja, seria uma retaliação ao tucanato. Pode?
O que será que levou à Vale suspender o fornecimento de minério para o grupo Cosipar? Algum motivo político também?
O grupo aposta que a governadora vai se render à pressão que vem de Brasília e determinar a suspensão do interdito. Enquanto isso o meio ambiente...Ora o meio ambiente!
A empresa tenta confundir a opinião pública ao dizer que o interdito não tem relação com a morte de peixes verificada na área onde opera, no Distrito Industrial de Barcarena. Não tem mesmo: a interdição se deu por outras irregularidades.
Hoje a empresa recebe uma séria de “instituições”, mas na quarta, 12, impediu os técnicos da Sema de realizar seus trabalhos integralmente. Detalhe: só tinham autonomia para obstruir o trabalho do órgão ambiental, mas a gerência alegou não ter autorização para receber os autos de infração aplicados, cinco no total.
Ontem a turma do deixa disso entrou em campo. A defesa partiu de um deputado federal Paulo Rocha, que para pressionar a governadora Ana Júlia alega que o PSDB de Brasília está dizendo que o interdito ocorreu por causa da derrota da CPMF, ou seja, seria uma retaliação ao tucanato. Pode?
O que será que levou à Vale suspender o fornecimento de minério para o grupo Cosipar? Algum motivo político também?
O grupo aposta que a governadora vai se render à pressão que vem de Brasília e determinar a suspensão do interdito. Enquanto isso o meio ambiente...Ora o meio ambiente!
Fantasma no ar
Giovanni Queiroz, presidente estadual do PDT, terá bronca complicada para administrar: a provável candidatura a prefeito de São Domingos do Araguaia do comerciante local Jaime Modesto (PDT). O caraíba é irmão do assassino do ex-vereador Jani Cláudio Miranda, conhecido por “Santin”, irmão do pré-candidato a prefeito Raimundo Souza Cruz Filho, “Raimundinho” (PSDB).
A guerra preparada em São Domingos para a campanha que se avizinha tem vários personagens, principalmente o irmão do criminoso -, flor que não se cheire. A turma do contra vai bater duro, inclusive responsabilizando Giovanni pela candidatura do comerciante que supostamente teria também interesse na morte do ex-parlamentar.
Jaime Modesto já foi candidato três vezes a prefeito de Xambioá, no Estado do Tocantins, perdendo todos os embates. Lá do outro lado do Araguaia quando se fala no nome dele, o assassinato de “Santin” ganha a preferência dos papos.
Bronca, muita bronca à vista.
A guerra preparada em São Domingos para a campanha que se avizinha tem vários personagens, principalmente o irmão do criminoso -, flor que não se cheire. A turma do contra vai bater duro, inclusive responsabilizando Giovanni pela candidatura do comerciante que supostamente teria também interesse na morte do ex-parlamentar.
Jaime Modesto já foi candidato três vezes a prefeito de Xambioá, no Estado do Tocantins, perdendo todos os embates. Lá do outro lado do Araguaia quando se fala no nome dele, o assassinato de “Santin” ganha a preferência dos papos.
Bronca, muita bronca à vista.
Tudo pela divisão
Incra ou quem quer tenha sido o idealizador da infeliz idéia, é bom saber que deixaram todos os 38 prefeitos da Associação dos Municípios do Araguaia-Tocantins insatisfeitos e tonificados para avolumar o discurso em favor da criação dos Estados do Carajás e Tapajós.
O ato solene de assinatura de convênios com as prefeituras marcado para Belém, amanhã, 20, é uma dessas ações que só fomentam divisão. Está todo mundo pôrraqui, até pela data imprópria de deslocamento dos mandatários municipais, envolvidos em suas festas de confraternização e juntando os cacos para fechar 13º salário e a folha de dezembro do funcionalismo. Com agravante de que os horários dos vôos para a capital não batem com as agendas previamente elaboradas.
Como dizem os prefeitos, a Superintendência do Sul do Pará do Incra tem sede – e que sede! -, em Marabá, ao longo dos anos as solenidades de assinatura de convênios sempre ocorreram ali, razão suficiente para não se entender o deslocamento de tanta gente para Belém.
As capitanias estão iradas. E com muita razão.
O ato solene de assinatura de convênios com as prefeituras marcado para Belém, amanhã, 20, é uma dessas ações que só fomentam divisão. Está todo mundo pôrraqui, até pela data imprópria de deslocamento dos mandatários municipais, envolvidos em suas festas de confraternização e juntando os cacos para fechar 13º salário e a folha de dezembro do funcionalismo. Com agravante de que os horários dos vôos para a capital não batem com as agendas previamente elaboradas.
Como dizem os prefeitos, a Superintendência do Sul do Pará do Incra tem sede – e que sede! -, em Marabá, ao longo dos anos as solenidades de assinatura de convênios sempre ocorreram ali, razão suficiente para não se entender o deslocamento de tanta gente para Belém.
As capitanias estão iradas. E com muita razão.
Bambu lá
Não foi surpresa para o Sul-Paraense a citação pela revista Veja Guia 2008 do Restaurante Bambu, localizado em Marabá. Já se vão quase 30 anos de sucesso do nosso querido restô.
É ali onde se faz a melhor peixada do Brasil. Quiçá do planeta.
Perdoem distintos brasileiros. Igual ao Bambu -, Uuuuuuú -, não existe.
É ali onde se faz a melhor peixada do Brasil. Quiçá do planeta.
Perdoem distintos brasileiros. Igual ao Bambu -, Uuuuuuú -, não existe.
Dizem que sou louco...
Uma criança de sete anos foi morta a paulada, enquanto brincava em plena via publica, por uma tresloucada criatura chamada Cícero Camilo Feitosa, conhecido deficiente mental residente no bairro da Liberdade, que diariamente faz das dele atacando pessoas e até familiares em casa.
Sem entrar no mérito do choque provocado pela assassinato de Matheus Costa de Souza, o caso desnuda os valores reais de uma administração pública.
Sebastião Miranda (o blogueiro já registrou por diversas vezes esse ponto de vista) é um excelente tocador de obras e gestor fiscal dos mais qualificados. Só não gosta de mobilizas um centavo a mais do que é destinado obrigatoriamente aos setores de saúde e assistência social. Desde o primeiro dia de seu governo, o prefeito priorizou a pavimentação urbana como foco geral e único.
As ruas de Marabá são povoadas de deficientes mentais a perambular sem rumo e colocando em risco integridade física e vida das pessoas. Sebastião Miranda está à frente da administração pública desde 1983 – nomeado secretário de Obras pelo prefeito Haroldo Bezerra, e ficando no poder até hoje-, portanto, tempo suficiente para que algo referencial fosse feito nessa área.
Nada foi feito.
Nossos loucos agora não se contentam apenas em fazer loucuras de loucos de ruas. Viraram assassinos. Potencialmente, criminosos insanos.
Sem entrar no mérito do choque provocado pela assassinato de Matheus Costa de Souza, o caso desnuda os valores reais de uma administração pública.
Sebastião Miranda (o blogueiro já registrou por diversas vezes esse ponto de vista) é um excelente tocador de obras e gestor fiscal dos mais qualificados. Só não gosta de mobilizas um centavo a mais do que é destinado obrigatoriamente aos setores de saúde e assistência social. Desde o primeiro dia de seu governo, o prefeito priorizou a pavimentação urbana como foco geral e único.
As ruas de Marabá são povoadas de deficientes mentais a perambular sem rumo e colocando em risco integridade física e vida das pessoas. Sebastião Miranda está à frente da administração pública desde 1983 – nomeado secretário de Obras pelo prefeito Haroldo Bezerra, e ficando no poder até hoje-, portanto, tempo suficiente para que algo referencial fosse feito nessa área.
Nada foi feito.
Nossos loucos agora não se contentam apenas em fazer loucuras de loucos de ruas. Viraram assassinos. Potencialmente, criminosos insanos.
Chegando junto
Setores de segurança pública ganham reforços no Sudeste do Pará. Amanhã, 20, o 4º BPM recebe cinco viaturas novas e dez motocicletas. Na área de recursos humanos, 120 PMs serão graduados em atendimento público conseqüência dos cursos aos quais foram submetidos nos últimos meses. Solenidade ocorrerá na Praça Duque de Caxias, às 9 horas, com a presença do comandante da PM, coronel Luiz Ruffeil.
Muito pouco, mas ajuda.
------
Atualização às 12:15
O comandante da PM, coronel Luiz Ruffeil, acaba de avisar ao comando da PM de Marabá que não poderá estar amanhã na cidade para a solenidade de entrega das viaturas/motocicletas e formatura dos militares. Transferiu para sexta, 21, depois de convites distribuídos entre autoridades, representantes da sociedade e avisos em emissoras de Rádio e TV. Uma bagunça na agenda de muitas cabeças.
Êta gente a gostar de fazer trapalhadas!
Muito pouco, mas ajuda.
------
Atualização às 12:15
O comandante da PM, coronel Luiz Ruffeil, acaba de avisar ao comando da PM de Marabá que não poderá estar amanhã na cidade para a solenidade de entrega das viaturas/motocicletas e formatura dos militares. Transferiu para sexta, 21, depois de convites distribuídos entre autoridades, representantes da sociedade e avisos em emissoras de Rádio e TV. Uma bagunça na agenda de muitas cabeças.
Êta gente a gostar de fazer trapalhadas!
Dente-de-leite
Marx Rangel Pinheiro foi assaltado em Marabá nessa terça-feira, 18, quando se dirigia ao seu escritório. O meliante levou celular, bolsa com todos os documentos e R$ 250.
Portando um revolver 38, o criminoso tem apenas... 12 anos.
Portando um revolver 38, o criminoso tem apenas... 12 anos.
Faca cega
O nó foi atado. Daqueles nós de marinheiro: amarrado com água sobre a corda para retini-lo, mais ainda. Como fazer para tapar a cratera formada pelo fim da CPMF?
Especialistas falam das dificuldades do governo em obter êxito tentando fechar as contas mexendo tão-somente nos gastos do Executivo.
Ora, ora, pombas, então que se mexa nos gastos do Judiciário e do Legislativo.
Tesoura nesses caras, meu!
Especialistas falam das dificuldades do governo em obter êxito tentando fechar as contas mexendo tão-somente nos gastos do Executivo.
Ora, ora, pombas, então que se mexa nos gastos do Judiciário e do Legislativo.
Tesoura nesses caras, meu!
terça-feira, dezembro 18, 2007
Distribuição de renda
Pouco menos de quatro anos atrás, o Supermercado Dular, em Marabá, era uma pequena mercearia localizada na Folha 21, freqüentada basicamente por consumidores das Classes D/E.
Com o governo Lula, dona Maria Rangel, proprietária do comércio, notou que sua clientela passara a disponibilizar de maiores valores na hora de efetuar suas compras. O público consumidor também foi crescendo em sua loja, encorajando-lhe a solicitar FNO ao Banco da Amazônia para ampliação do prédio anteriormente de duas portas.
Hoje, o supermercado Dular é o segundo maior de Marabá, disputando com o Grupo Alvorada a liderança local.
Dona Maria, capixaba arraigada em valores patriarcais onde o direito de propriedade é bem sagrado do ser humano, no início via o governo Lula ressabiada. Atualmente, não! É defensora intransigente do presidente e do PT:
A migração mais forte ocorreu aonde? Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O dinheiro passou a circular mais para as bandas de cá do que para as de lá – onde reinam Fiesp e seus agregados gulosos por investimentos em seus nichos poderosos. Por isso não gostam de Lula.
Ah, antes algum engraçadinho questione o súbito crescimento dos negócios de dona Maria: ela é uma viúva que educou seus quatro filhos, formando a maioria, e sempre primou pela honestidade em suas atividades comerciais. Por isso é super respeitada em Marabá.
Com o governo Lula, dona Maria Rangel, proprietária do comércio, notou que sua clientela passara a disponibilizar de maiores valores na hora de efetuar suas compras. O público consumidor também foi crescendo em sua loja, encorajando-lhe a solicitar FNO ao Banco da Amazônia para ampliação do prédio anteriormente de duas portas.
Hoje, o supermercado Dular é o segundo maior de Marabá, disputando com o Grupo Alvorada a liderança local.
Dona Maria, capixaba arraigada em valores patriarcais onde o direito de propriedade é bem sagrado do ser humano, no início via o governo Lula ressabiada. Atualmente, não! É defensora intransigente do presidente e do PT:
- Um presidente que coloca dinheiro no bolso do pobre não pode ser condenado. Meu patrimônio cresceu como nunca, em quatro anos. A própria comunidade vive melhor, tenho como exemplo meus clientes formado por pessoas paupérrimas, que antes do ano 2.000 tinham malmente uma rede para dormir -, e hoje trafegam de moto, compram celular e carne de primeira. Não todo dia, mas compram.
O caso de dona Maria Rangel explica recente pesquisa do DataFolha que aponta a migração para a classe C de 20 milhões de brasileiros. Exatamente nos últimos cinco anos, a classe D/E encolheu de 46% do total da população para 26%. Já a C cresceu de 32% para 49%.A migração mais forte ocorreu aonde? Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O dinheiro passou a circular mais para as bandas de cá do que para as de lá – onde reinam Fiesp e seus agregados gulosos por investimentos em seus nichos poderosos. Por isso não gostam de Lula.
Ah, antes algum engraçadinho questione o súbito crescimento dos negócios de dona Maria: ela é uma viúva que educou seus quatro filhos, formando a maioria, e sempre primou pela honestidade em suas atividades comerciais. Por isso é super respeitada em Marabá.
Transposição do Jejum
Com todo o respeito a quem gosta de passar fome, e como o bispo dom Luiz Cappio é um sujeito chegado a dietas extemporâneas, o poster considera queima de calorias desnecessária o corre-corre em sentindo contrário.
Cristãos, deixem o sacerdote em seu jejum samaritano! Deixem!
Cristãos, deixem o sacerdote em seu jejum samaritano! Deixem!
Contra a correnteza
Enquanto as sociedades organizadas dos municípios do Bico do Papagaio se articulam contra a construção da Hidrelétrica de Marabá, a população de São João do Araguaia – área a ser mais atingida pelas águas do futuro lago -, faz mobilização por questão bem menos realista: o nome da barragem.
O povo local quer porque quer o nome de “Hidrelétrica de São João do Araguaia”. Mesmo que a maioria seja sucumbida pelas águas do Tocantins/Araguaia.
O povo local quer porque quer o nome de “Hidrelétrica de São João do Araguaia”. Mesmo que a maioria seja sucumbida pelas águas do Tocantins/Araguaia.
segunda-feira, dezembro 17, 2007
Stopping total
Por mais esforço tenha sido feito, não deu para redigir nenhum post. A segunda-feira está full of commitments.
Atualização mesmo somente a partir desta terça-feira.
Sorry.
Atualização mesmo somente a partir desta terça-feira.
Sorry.
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