sexta-feira, julho 31, 2009

Cem anos de solidão

Belíssimo. Com régua e compasso.

O texto de Marcelo Tas divagando sobre as reclamações de Zé Sarney, em sua coluna de hoje na Folha de São Paulo, ao declarar que a Internet chegou para acabar com os direitos individuais.

Ferino, Tas ataca:

- Aqui na internet, Zé, o tsunami dura 24 horas por dia, sete dias por semana. Não tem dono, nem depende de boa vontade de editor a mando de coroné. Durma com um barulho desse, seu zé mané.

Poeta apaixonado

Quando a paixão chega, o poente convida, faz charme. E se coloca como berço sagrado pros amantes da tarde virarem olhinhos em beijos.


Quando a paixão chega, qualquer hora é hora de flanar.


Numa esquina, numa praça, o sorvete tem todos os gostos de mansião – quando a paixão chega.


Invadindo a calma dos dias banais, a paixão quando chega denuncia o olhar delirante de sedução.

Torrando dinheiro

- Não vai dar em nada mais essa tentativa do Ministério da Defesa de resgatar os corpos dos mortos na Guerrilha do Araguaia (1972-1974). É mais uma ação para inglês ver... Se não houver participação dos militares que aniquilaram com a guerrilha, inclusive executando os guerrilheiros aprisionados, nenhuma ossada será encontrada. Façam suas apostas..


Quem vai acertar a previsão, na mosca, é o Ronaldo Brasiliense, autor da frase. Nada mais lógico do que ele diz.

Conduta circense

Transformada na `Geni` preferida dos brasileiros, tudo de podre pega na família Sarney.

O Blog do Colunão conta que uma das denúncias escancaradas contra os irmãos Fernando e Zequinha, é falsa.

Publicada por quem? Pelo Estadão, agora quase chegando ao picadeiro de um circo, desacreditado em sua essência editorial.

Denúncia do Estadão é falsa

A denúncia de que o deputado federal José Sarney Filho (PV-MA) e o empresário Fernando Sarney combinaram por telefone um “negócio quente” no Maranhão, de R$ 900 mil, envolvendo nota fiscal fria, é falsa.

Publicada por O Estado de S.Paulo, baseia-se no vazamento da gravação de uma conversa em que Fernando e Zequinha (como é mais conhecido no Maranhão) na verdade tratam do caso Ópera-Prima, escândalo de corrupção do governo José Reinaldo Tavares (2002-2006). Envolve a Prefeitura de Caxias (MA), um empresário laranja e um filho do ex-deputado e ex-chefe da Casa Civil do governo Jackson Lago (PDT), Aderson Lago (PSDB), primo do ex-governador.

Ontem o deputado escreveu ao “Estadão” contestando a denúncia e esclarecendo cada trecho da gravação exibida na versão on line e transcrita na edição impressa do jornal. Juntou documentos já divulgados anteriormente em São Luís. A edição on line do “Estadão” ignorou-a, mas hoje a carta está publicada na impressa.

Não há dúvida legítima sobre o sentido da conversa. Até o valor mencionado, R$ 900 mil, combina com o desvio documentado no caso Ópera Prima (nome da firma fluminense de Aderson Lago Neto, filho do ex-deputado). O resto — nota fiscal, frases soltas, tudo — também é coerente com as explicações da carta.

Zequinha insinua que algumas passagens do diálogo foram suprimidas de propósito para ocultar a verdade. Diz que a conversa foi “editada” pelo jornal (o que é fato, mas falta provar a má fé), pede o “devido reparo” e anuncia “medidas judiciais necessárias para resguardar a minha honta e os meus direitos constitucionais”.

O mais grave na atitude do “Estadão” é que, querendo publicar uma conveersa grampeada de sentido nebuloso, não lhe custava nada ter acionado a sucursal de Brasília para ouvir primeiro a versão do deputado.

É mais um indício de que o jornal decidiu atropelar as regras, no seu afã de derrubar o presidente do Senado, José Sarney, pai de Zequinha e Fernando.

Quadrúpede político

Pára com isso, Lula!

Lula agarrou-se tanto a tese de que é imprescindível a participação do PMDB no processo de sua sucessão, com intuito de eleger Dilma Roussef logo no primeiro turno, que estava esquecendo de que o maior eleitor dela (o próprio Lula) não pode sair chamuscado dessa patifaria do Senado.

A mudança de discurso do presidente em relação a José Sarney, começou a ser ensaiada na semana passada, quando o Palácio do Planalto colocou olhos numa pesquisa interna mostrando os efeitos da crise política sobre o governo. A consulta revelou que a blindagem de Sarney não era bem assimilada pela opinião pública e, pior, estava "pegando mal" tanto para Lula como para a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência, em 2010.

quinta-feira, julho 30, 2009

Barrichelo ao avesso

Na coluna desta sexta-feira do pôster no Diário do Pará, você vai saber por onda trafega a cabeça de um ex-prefeito que bate uma Ferrari de R$ 1 milhão. A Ferrari dele.

No centro de Redenção.

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atualização:

Comentarista informa de Goiânia não ser procedente a informação de que a Ferrari acidentada em Redenção seja do ex-prefeito JPC. Segundo ele, esta Ferrari " está na loja de um amigo, onde a mesma foi comprada, aqui em Goiânia".

Na caixa de comentários, a retificação do leitor seguida da manifestação do poster.

A onda do Wlad

Além de gazeteiro, rebelde.

O Congresso em Foco apresenta o deputado-brega-cantor, Wladimir Costa (PMDB), encabeçando a lista dos parlamentares que não justificaram as ausências neste semestre.

Wlad, honrando a tradição de nossa representação perneta, não compareceu nem deu explicações a 18 sessões (30%)

quarta-feira, julho 29, 2009

No rastro das facilidades

Tempos atrás, Fernando Sarney andou fazendo prospecção, atavés de amigos dele, para ver se comprava emissoras de TV e Rádio, no Sul do Pará. Dava preferência às estações em funcionamento.

O alto preço de pelo menos duas emissoras consultadas afastou do pedaço o filho de Sarney.

Jornalismo de qualidade

Fazia tempo o poster não via em jornais da região trabalho de acabamento profissional como acaba de ler no Correio do Tocantins: o mapeamento da violência na cidade, pautado a partir de pesquisa da UNICEF que insere o município em 18º lugar do ranking dos 267 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, cujos jovens, entre 12 e 18 anos, praticam homicídios.

Os repórteres André Santos e Luís Rocha enfiaram a fuça no batente, percorrendo bairros à cata de seus pontos mais violentos, retomando a informação a partir de uma nova ótica. A suíte inclui entrevistas a autoridades, além de moradores.

O resultado do trabalho é tão interessante que foi desenhado até o perfil dos jovens envolvidos em crime.

Matérias com textos dinâmicos e bem roteirizados.

Como, modo geral, o poster não anda se empolgando com o que lê na imprensa dessas paragens, o trabalho dos repórteres , de tão bom, nos levou a telefonar para o Patrick Roberto, da direção do CT, para saber a origem profissional do autor da matéria.

André Santos é um jovem jornalista da região recentemente contratado.

Bom para os leitores do Correio do Tocantins.

Ótimo para a melhoria da qualidade da informação.

A velha cidade, do alto

Visto do Google Earth, o Itacaiúnas desaguando no Tocantins.

Ao lado direito do Itacaiúnas, acompanhando o Tocantins rio acima, a Velha Marabá.

Encontrando os rios, o bairro Cabelo Seco, onde a secretaria estadual comandado pela Suely Oliveira tenta urbanizá-lo, lenta, gradual e quase parando.

No belo Tocantins, bancos de areia da praia do Tucunaré invadem o rio sentido cidade, quase atrapalhando a navegação de barcos próximo a orla, em época da seca mais intensa.

Mais à direita, quase no centro da Velha Marabá, o antigo estádio Zinho Oliveira, à frente da grande avenida Antonio Maia, que segue até o Itacaiunas, morrendo na área onde Suely Oliveira, devagar quase parando, tenta urbanizar o Cabelo Seco.

O Itacaiúnas, com sua água barrenta, está quase morto, sem oxigênio. Portanto, sem peixe.

A poluição tomou conta do rio, espinafrado constantemente por produtos químicos de guseiras e do Frigorífico Bertin.

Conseguiram matar a poesia que o Itacaiúnas carregava desde os tempos de seus desbravadores atravessando cachoeiras e pedrais, rumo à nascente, na Serra da Seringa, município de Água Azul do Norte.

Sem grunhido

Comentando o post Feito Suíno, nosso magistrado trabalhista preferido, e blogueiro, José Alencar, sintetiza a questão, em poucas linhas - dizendo muito.


É sempre bom prestar atenção no que dizem pessoas como Saramago.
No caso, ele é exatamente o contrário, com seus infindáveis parágrafos.
Mas talvez ele não saiba que muitos dos que estão no Twitter também escrevem bons textos - como você faz aqui todos os dias - e não descerão ao grunhido só por isso.
Mas não deixa de ser preocupante essa novilíngua que domina certos escaninhos da Web e das comunicações por telefones celulares.
Mas esse é um problema pré-existente. Antes havia a novilíngua dos surfistas, por exemplo, com seu escasso vocabulário de umas poucas dezenas de palavras. Suficientes para a comunicação entre os da mesma tribo. Só.
Mas Saramago não ignora a força comunicativa e a beleza de um haikai.
Penso que há espaço para coisas boas - e até para a sabedoria - tanto na prolixidade saramaguiana quanto na concisão e minimalismo milloriano (nosso grande mestre do haikai).
E quem grunhir na web, grunhiria de todo modo fora dela.

Sem atropelos

Ao Correio do Tocantins, Neuton Miranda garante que o PCdoB já está fechado com o PT para as eleições de 2010.

Entre os objetivos da legenda, além de lutar pela reeleição de Ana Júlia e a candidatura presidencial de Dilma Rouseef, os comunistas do Pará querem eleger dois deputados, federal e estadual.

terça-feira, julho 28, 2009

Feito suíno

José Saramago, Nobel de Literatura, sobre o twitter:

- A tendência para o monossílabo. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido.

Somos todos Beato Salú!

Do publicitário Glauco Lima, inda agora no Twitter:

- Esse negócio de seguidores do Twitter faz com que a gente se sinta um beato Salú.


Mas afinal, beato Salú foi apenas o pai de “Roque Santeiro” anunciando a todos, na novela de Dias Gomes, que 'mais fortes são os poderes de Deus' ?

Ou foi um excluído?

Beato Salu dos excêntricos indigentes, ou um negociador de sonhos cor-de-rosa?

Salu, beato, amiúde, de si para si, remoendo sermões inatingíveis para os outros “normais” cidadãos.

Inatingíveis, porventura, pela sua vontade de não chocar com o cru.

Desatino em surdina.

Mas uma coisa, certamente, Salu, beato, não deixou que lhe excluíssem: a indignidade de ser pobre!

Excluído, Beato Salu? Do quê? Por quem?

Incluído.

É mais um entre nós, restantes incluídos.

De uma pobreza vertical e, atrevamo-nos a prognosticar, consciente!

Salud Salu!

Salud, Glauco!

A força da Internet

Revelações fresquinhas de Ben Self, 32 anos, importante membro da campanha de Barack Obama na Internet.


- Não diria que a internet pode fazer ou derrubar o candidato. Obviamente, é muito importante e traz muitas vantagens, mas não foi só a internet que fez o senador Obama presidente, foi uma série de fatores conjuntos. Acho que a grande diferença na forma como a campanha de Obama usou a internet, em relação ao que os outros fizeram no passado, é que ela entendeu como usar a rede para ajudar a conectar voluntários dando a eles ações, que realmente fizeram a diferença na campanha. Então essa foi a grande mudança. Sempre haverá candidatos que se recusarão a abraçar a novas tecnologias. Essa é uma ferramenta importante para falar com eleitores e também para motivá-los. Qualquer candidato que vire as costas para isso está perdendo uma oportunidade-chave e uma grande vantagem.


Sobre a ferramenta indispensável que uma campanha online deve ter, Self explicou:

1- Um website dinâmico e interessante que traga pessoas para a campanha e permita que elas façam parte dela.

2- Um mailing poderoso, contendo milhares, milhões de pessoas nele, é provavelmente, a peça mais importante de qualquer campanha online. É mais importante, de certa forma, que um bom website.

3- Os sites de relacionamento não são mais importantes que o website, nem que o e-mail, de jeito nenhum. É muito difícil ganhar a eleição "twittando". Você precisa motivar as pessoas, isso ajuda a ganhar eleição. Isso significa falar com os eleitores, amigos, doar dinheiro. Se você tem um website que fala de você e no qual os seus apoiadores opinam, mas que não motiva seus eleitores para nenhuma ação, você não vai a lugar nenhum.


Outra importante revelação de Ben:

Em uma campanha como a de Obama não há gurus. Há uma equipe e muito trabalho. Não se trata de uma campanha digital, mas de um programa planejado de engajamento e relacionamento digital. Não há pulo do gato, nunca houve um plano mestre secreto, não fizemos mágica. Apenas dotamos o eleitor de poder, voz e tecnologia. Eles fizeram o resto. Criamos “stakeholders”. Todo eleitor se sentiu dono da campanha.

Pagando mico

Com sua simpatia de agradar seres em estado bruto, o deputado Zé Geraldo (PT) fechou mais ainda a cara sempre fechada quado o CQC lhe perguntou o que é o Tratado de Kyoto.

Sem saber dizer tratar-de de um protocolo internacional com compromissos para a redução da emissão dos gases que provocam o efeito estufa, o federal paraense esquivou-se, sem nada responder.

Pegou mal.

A verdade é que a maioria dos políticos,em Brasília, treme nas bases quando avistam alguém do programa humorístico da BAND.

Até agora, raros se saíram bem diante do caras.

Um deles foi o Maluf que encarou Pânico e CQC, na boa, gozando e sendo gozado.

Não fugiu das sacanagens democráticas dos humoristas.

Duda Mendonça pautado

Desde quinta-feira, 23, em Marabá, Ricardo Brandt, repórter do Estadão, retorna hoje a São Paulo, depois de vasculhar documentos e fazendas compradas pelo banqueiro Daniel Dantas. Conversando há pouco com o poster, ele revelou ter indícios de investimentos do publicitário Duda Mendonça na compra de fazenda no Sul do Pará.

Será a próxima reportagem dele aqui.

Nas edições do Estadão de domingo e desta segunda, Ricardo faz novas revelações a respeito dos obscuros negócios do dono do Opportunity no Pará. A principal é a de que há mais gado nas fazendas do grupo do que dados registrados na Adepará.

“Em quatro das 27 propriedades sequestradas pela Justiça Federal nesta semana, o número de cabeças de boi em 2008 era 27% superior ao que consta em registro feito pela Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, controlada por Dantas”- diz o repórter.

Sim, Lauande vive!

Lauande, vivo fosse, teria uma imensa contribuição a dar. Mas a cidade, violenta, eliminou-o, prescindiu da inteligência dele. Ficou mais pobre e mais bárbara.
Mas Lauande vive, em nós todos que o amamos, amamos e queremos uma Belém melhor.
Viva Lauande!



Excerto do blog do Alencar, lembrando hoje aniversário da morte de Eduardo Lauande.

Lá vem confusão

Sebastião Fereira foi voto vencida numa reunião tensa da diretoria do Águia, nesta segunda-feira, 27. Ainda hoje, a TV Cultura será comunicada de que o clube de Marabá não aceitará mais transmissão dos jogos restantes da equipe na Série C do Campeonato Brasileiro - 2009.

Motivo: falta de pagamento do saldo de um acordo entre membro do governo e o presidente do time, que também ocupa a Gerência Regional do Centro de Integração do Estado.

A situação financeira do Águia é preocupante, antes do jogo contra o Rio Branco, no Acre, que decidirá se o time segue na competição ou se estaciona.

segunda-feira, julho 27, 2009

Gulag Tropical

A História Censurada (O Pará dos nossos dias). Este é o título do novo livro de Lúcio Flávio Pinto, com lançamento confirmado para esta terça-feira, 28. Na obra, o jornalista reafirma tudo o que já foi dito em edições do Jornal Pessoal sobre a história das Organizações Rômulo Maiorana, tido como maior grupo de comunicação do Norte do Brasil, por sua afiliação à Rede Globo, a terceira maior rede de televisão do mundo.

A publicação faz incursões, inclusive, a recente decisão do juiz Raimundo das Chagas Filho que proibiu LFP de citar os nomes da família Maiorana no Jornal Pessoal, condenando-o, também, , ao pagamento de 30 mil reais de indenização aos irmãos Romulo e Ronaldo Maiorana, mais acréscimos que elevam esse valor a R$ 40 mil.

"A História Censurada (O Pará dos nossos dias)" é mais uma reação corajosa de Lúcio a todo tipo de ação voltada à quebra da legalidade, ética e moral públicas.

O livro diz um não a esse Gulag ao tucupi.

Recomendaçào médica

Vicente Bezerra, tuitando:

- Antes ou depois de uma Carla, não corra. Informa o Ministério da Saúde, francês.

Turismo de aventura

Cena 1
Uma senhora deixa a barraca da praia do Tucunaré, onde ela se encontrava desde cedo, e pega uma embarcação, de volta a Marabá. No meio do rio, o piloto puxa de um revólver e anuncia o assalto.

Só ela e o ladrão de testa.

Esperta, a mulher ativa o celular, sem o facínora perceber, para a última ligação feita anteriormente. Esperançosa de que alguém tivesse atendido o telefonema, a vítima começa a gritar que estava sendo assaltada no meio do rio.

“Manoel do Medalhão”, para onde a ligação havia sido feita, também na praia, pega sua lancha e sai rápido em direção a embarcação que se encontra no meio do rio.

Uns cem metros antes de chegar ao barco do bandido que mantinha sob mira de um revólver a amiga que se encontrava em sua própria barraca minutos antes, a gasolina da lancha dele acaba.

Desesperada, vendo o socorro ficar distante, a senhora se joga nas águas do Tocantins. O piloto-bandido acelera o motor de sua canoa, e foge.

A vítima, lutando contra as águas para se salvar, é socorrida por outras embarcações.

Cena 2
Outra mulher, esta conhecida do poster, também viveu momentos de desespero, na travessia do Tocantins, entre a praia e a cidade, só ela e o piloto.

Também no meio do rio (local estratégico para ações dessa natureza), o marginal resolveu atacar a moça, arrancando sua vestimenta de banho, com objetivo de estuprá-la.

Corajosa, a banhista se agarra com o algoz, protegendo-se. Na luta, o barco navegando, ela consegue pegar no cabo de um remo, acertando violento golpe no corpo do agressor, que perdeu o equilíbrio, caindo dentro d’água.

Depressa, a moça segurou o leme do motor e levou a embarcação até a beira.

No meio do rio, o estuprador foi pego por policiais que se encontravam de plantão no porto principal da cidade.

É essa a tal estrutura de turismo que oferecem a quem procura a praia do Tucunaré.

Do tipo “nunca mais eu volto”.

"Irene ri, Irine ri, Irine ri...

Desentendimentos de Caetano com a Folha de São Paulo e o Estado, sempre existiram.

Mas este ano, o raio de irradiação do conflito ampliou-se.

Por ocasião do show em que Caetano e Roberto Carlos cantam Tom Jobim, os dois jornalões paulistas desceram o sarrafo.

Em seu blog, Obra em Progresso, o baiano esturra, no sempre gostoso estilo caetanês de se ler:

- Se o show fosse no Ginásio do Ibirapuera, o ruído dos aplausos assustaria a boba da Folha e o burro do Estadão". Caetano escreveu, ainda, que "há anos não lia nada tão errado sobre música brasileira.

O cantor disse também que estava com saudade de São Paulo e que se sentiu esperançoso ao passear pela cidade. "Nem o provincianismo fraco dos articulistas dos dois grandes jornais conseguiu abalar essa sensação", disse ele que ressaltou que o Brasil de Tom Jobim precisa estar à altura da Bossa Nova, precisando estar longe daqueles que são "débeis de cabeça e de coração".

Caetano chamou atenção para o fato de que escrevia em resposta àqueles que comentaram as críticas feitas pelos dois periódicos para informar que as leu igualmente e que ficou "com pena dos dois fanfarrões que não sabem nem escrever" e que segundo ele, apresentam erros de português, redundâncias e obscuridades em seus textos

Depois veio um pega mais forte.

A Folha criticou Veloso por usar financiamento da Lei Rouanet para viabilizar a turnê de seu mais recente álbum, intitulado "Zii e Zie".

Enviada pela colunista Mônica Bergamo, também da Folha, uma repórter do jornal invadiu o camarim do cantor, depois de um show, para entrevistá-lo a respeito dos subsídios estatais à produção artística.

- A moça não só não fez uma única pergunta como na terceira de umas cinco punha na minha boca frases que eu não disse. Ela tinha sido enviada por Mônica Bergamo, que mantém uma página de fofocas meio sociais, meio políticas e o fito era nitidamente me tratar como se eu fosse um misto de Sarney com Dado Doladella.

Veloso expulsou a jornalista do ambiente, causando indignação em Mônica Bergamo.

- Ao fim da quarta resposta, disse-lhe que fosse embora. Ela perguntou triunfante: Você está me mandando embora? Respondi que estava e insisti para que fosse logo. Depois a Bergamo foi para o rádio gritar meu nome com aquela voz de taquara rachada, competindo em demagogia e má-fé com o jornalista Ricardo Boechat.

Aliados de bandidos

A história é antiga.

É bem antiga, sim. Mas se repete, com as mesmas tonalidades da obscura estética do mal.

Os caratonhas deixam piorar, porque é a lógica do quanto pior mais rápido pra se obter lucros remendando aqui e ali.

Arremedo de remendo.

Lá se vão mais de quinze anos com a mesma promessa não cumprida de construir pontes seguras de concreto.

E como já estamos quase no fim do governo Ana Júlia, a Setran repete os mesmos gestos e frases. E promessas enfadonhas, sem tocar no principal: resolver o problema de morte.

Tão de morte que mais uma pessoa está sendo enterrada, hoje, por tentar atravessar uma das pontes intransitáveis da Pa-150, beco sem saída até para condutores dos mais experientes.

A 35 km de Marabá, na pior delas, sobre o igarapé Sororó, um inocente cidadão, ao tentar fugir do cerco apresentado à sua frente por ter reduzido a quase zero a velocidade do veículo para poder atravessar a ponte com possibilidade de chegar do outro lado dela com vida, se apavorou diante dos bandidos armados, acelerando desesperadamente.

Um tiro certeiro de um dos facínoras matou o rapaz tentando escapar do assalto.

O corpo estendido no carro e os destroços de uma ponte criminosa, tão quanto secretários incompetentes, e mentirosos, a passar por cargos sem compromissos de mudanças.

Em respeito à vida

A propósito do post A Xepa da Feira, sempre é bom lembrar que os governos municipais têm prazos a cumprir às leis de acessibilidade.

Nos transportes, prazo vai até 2013

Em Marabá e demais municípios do Sul do Estado, ninguém está fazendo qualquer tipo de trabalho nos prédios públicos para alterar seus projetos para cumprir as determinações da Lei de Acessibilidade, como é conhecido o Decreto-Lei 5.296, de 2 de dezembro de 2004.

Dia desses, José Carlos Xavier, diretor do Departamento de Mobilidade Urbana, do Ministério das Cidades, destacou a importância do Programa Brasil Acessível, criado pelo governo federal para apoiar estados e municípios na implantação de ações que garantam o acesso de portadores de necessidades especiais aos espaços públicos e ao transporte público. "Quando se prevê essas alterações, melhora-se a cidade para as pessoas. É importante construir a cidade acessível, incorporando elementos nos novos projetos e nas áreas de expansão", disse

O grande impasse é que muitos prefeitos e seus assessores ainda não conhecem a legislação brasileira sobre o assunto e, por isso, as mudanças estão sendo dificultadas.

O poder público, em qualquer instância, não está atento a implementação dessas políticas. Isso faz com que se exclua 27 milhões de pessoas com deficiência, cerca de 20 milhões de idosos e milhares de outras pessoas com algum tipo de dificuldade de locomoção.

O blog, para efeito de orientação, sugere aos secretários municipais acessarem a página do Ministério das Cidades. Ali, encontrarão cartilhas e todo tipo de informação.

Podem também, no próprio site, solicitar material através do endereço eletrônico brasil.acessivel@cidades.gov.br que será enviado pelo correio.

Dá-lhe, Ailson!

A bandeira paraense foi desfraldada no exterior.

Em Racice, na Republica Theca, o remador Ailson Heráclito da Silva obteve a segunda colocação na final do Campeonato Mundial de Remo, categoria sub-23 na prova do Single Skiff. Ele pertence a querida Tuna Luso.

A Tuna, além de campeã estadual, norte nordeste e brasileiro, um Vice-Campeão Mundial.

O remo do Pará, pra cima.

Focos de esperança

Semana passada, até que duas boas notícias moralizadoras espocaram por aí:

1- O Ministério Público Eleitoral (MPE) emitiu parecer favorável à manutenção da decisão judicial que em abril cassou os diplomas doprefeito de Barcarena, João Carlos dos Santos Dias, e do vice Renato Ogawa. Para o MPE, a decisão judicial respeitou a legislação e baseou-se em provas suficientes de que Dias e Ogawa compraram votos.

2- No vizinho Maranhão, a Justiça Estadual mandou retirar o nome do ex-governador e atual ministro de Minas e Energias, Edison Lobão, de uma avenida litorânea e de uma escola pública no centro de São Luís.

Também foi determinada a retirada do nome do vice-governador, João Alberto (PMDB), do Centro de Processamento de Dados do Estado.

Em abril, a Justiça já havia mandando retirar o nome de Roseana Sarney da Passarela do Samba, local em São Luís onde ocorrem os desfiles de carnaval.

A decisão acatou uma ação popular, impetrada pela deputada estadual petista Helena Heluy, em 2004, quando a avenida foi batizada com o nome da governadora, na época exercendo mandato no Senado.

No rastro da decisão, o colaborador do blog, Alan Souza, pergunta se , no nosso Pará, “será que vai aparecer alguém para pedir que seja retirado o nome do Almir Gabriel da Alça Viária?”

Com as palavras, MPE e TJE.

Mágica do absurdo

Como é triste e absurdo ouvir a palavra autopsia associada a Michael Jackson! Nem sempre se vê mágica no absurdo. (Lobão, o cantor.)

Armazém distribuidor

Segundo editorial do jornal La Nacion, recente relatório da Controladoria (GAO) dirigido ao Congresso dos Estados Unidos advertiu que o narcotráfico penetrou com muita força na Venezuela. De acordo com o relatório, esta situação deve-se essencialmente à corrupção existente dentro do governo, do Exército e das forças especiais locais que controlam portos, aduanas e aeroportos do país, contribuindo para criar um clima de permissividade, fundamental para os objetivos das organizações narcotraficantes.

Sobre este tema, a investigação aponta que "segundo membros das FARC interrogados pelo governo colombiano, servidores públicos venezuelanos, incluindo membros da Guarda Nacional, receberam subornos para facilitar o transporte da cocaína através da fronteira colombiana".

O relatório aponta também que a Venezuela se converteu no principal centro de distribuição da cocaína produzida na Colômbia e no maior porto de embarque da droga, com destino principalmente aos Estados Unidos e a Espanha. E indica que, de 2004 até 2007, a droga colombiana distribuída a partir de centenas de aeroportos clandestinos da Venezuela mais que quadruplicou, passando de 60 para 260 toneladas por ano, ou seja, 17% de toda cocaína produzida no mundo em 2007.