Cena 1Uma senhora deixa a barraca da praia do Tucunaré, onde ela se encontrava desde cedo, e pega uma embarcação, de volta a Marabá. No meio do rio, o piloto puxa de um revólver e anuncia o assalto.
Só ela e o ladrão de testa.
Esperta, a mulher ativa o celular, sem o facínora perceber, para a última ligação feita anteriormente. Esperançosa de que alguém tivesse atendido o telefonema, a vítima começa a gritar que estava sendo assaltada no meio do rio.
“Manoel do Medalhão”, para onde a ligação havia sido feita, também na praia, pega sua lancha e sai rápido em direção a embarcação que se encontra no meio do rio.
Uns cem metros antes de chegar ao barco do bandido que mantinha sob mira de um revólver a amiga que se encontrava em sua própria barraca minutos antes, a gasolina da lancha dele acaba.
Desesperada, vendo o socorro ficar distante, a senhora se joga nas águas do Tocantins.
O piloto-bandido acelera o motor de sua canoa, e foge.
A vítima, lutando contra as águas para se salvar, é socorrida por outras embarcações.
Cena 2
Outra mulher, esta conhecida do poster, também viveu momentos de desespero, na travessia do Tocantins, entre a praia e a cidade, só ela e o piloto.
Também no meio do rio (local estratégico para ações dessa natureza), o marginal resolveu atacar a moça, arrancando sua vestimenta de banho, com objetivo de estuprá-la.
Corajosa, a banhista se agarra com o algoz, protegendo-se. Na luta, o barco navegando, ela consegue pegar no cabo de um remo, acertando violento golpe no corpo do agressor, que perdeu o equilíbrio, caindo dentro d’água.
Depressa, a moça segurou o leme do motor e levou a embarcação até a beira.
No meio do rio, o estuprador foi pego por policiais que se encontravam de plantão no porto principal da cidade.
É essa a tal estrutura de turismo que oferecem a quem procura a praia do Tucunaré.
Do tipo “nunca mais eu volto”.