sábado, novembro 07, 2009

Ficamos sem o "Serjão"

Ausente de Marabá, retornando nesta madrugada, agora por volta do meio-dia, depois de merecida dormida, o poster tomou conhecimento da morte de Sérgio Lemos, pessoa com quem amarrávamos, vez por outra, proveitosas conversas sobre o dia a dia da cidade.
Pernambucano da bela Olinda, Sérgio aportou às margens do Tocantins transferido para a agência do Banco do Brasil de Marabá. Em pouco tempo, com seu estilo calmo e jeitão de pacificador, não demorou a esticar seus laços de amizade. Fez muitas, talvez centenas.

Era fácil se enturmar com Serjão, carinhosamente chamado por alguns.

Bem informado, maravilhoso pai de família, preocupado com as questões sociais, tanto que atuou como parceiro da APAE a foi um dos responsáveis pela Fundação Santa Rosa, entidade dedicada a cuidar de meninos de rua, Sérgio tem sua assinatura também na edificação da Associação Atlética Banco do Brasil, num período em que a sociedade de Marabá não possuía qualquer tipo de área de lazer e entretenimento.

Aliás, até hoje, a sede campestre da AABB é o único artigo de luxo com o qual as famílias locais podem contar para as diversões em finais de semana.

Sérgio assumiu também a função de liderança empresarial ao ser eleito presidente da ACIM (Associação Comercial e Industrial de Marabá), no inicio do ano 2000.

Vítima de câncer no pâncreas, Serjão nos deixou na manhã de quarta-feira, 4.

O blog registra o infortúnio carregado de lamento diante do fato de que a cidade perde maravilhosa figura humana, solidarizando-se com a Liana – companheira de todas as horas de Sérgio -, e os filhos Dennys, Cláudio e Fábio.

Os transgênicos voltaram

De tão incompetentes, os coordenadores do MST do Pará conseguiram trazer à ribalta a UDR, grupo político de direita tão peçonhento que tem entre seus líderes a figura medieval de Ronaldo Caiado.


Aturar os dois goianos agora (Caiado e Kátia Abreu) falando em “direitos humanos” no Congresso Nacional, é o fim!

Voz suprema

"Não há liberdade de imprensa pela metade ou sob as tenazes da censura prévia, inclusive a procedente do Poder Judiciário, pena de se resvalar para o espaço inconstitucional da prestidigitação jurídica.. (...) Não cabe ao Estado, por qualquer dos seus órgãos, definir previamente o que pode ou o que não pode ser dito por indivíduos e jornalistas.

Pronto!

Perfeita na forma e conteúdo, decisão redigida pelo ministro Carlos Ayres Britto, publicada neste final de semana no Diário da Justiça, deixando claro a promotores e juízes estaduais ser impraticável no Brasil a censura prévia sob quaisquer justificativas.

A decisão disponibiliza o STF como órgão imediato a se recorrer caso algum meio de comunicação ou jornalista seja tungado de seu direito de opinar, criticar ou publicar o que interessa à opinião pública.

quinta-feira, novembro 05, 2009

Governo esclarece

Assessoria de Imprensa da Sespa envia nota esclarecendo sobre  os boatos da prisão da secretária  estadual de Saúde:


Secretaria de Estado de Saúde - SESPA



Nota à imprensa

O financiamento de medicamentos, assim como a saúde de modo geral, é de responsabilidade das três esferas de governo – federal, estadual e municipal.

O Estado vem cumprindo sozinho todas as demandas de compra de medicamente por ordem judicial. Vale ressaltar que a maioria desses medicamentos é fornecido para pacientes que se encontram fora dos protocolos do Ministério da Saúde, e são receitados, na maioria, por médicos particulares.

Em média, o Estado vem gastando cerca de R$ 300 mil / mês só para atender essas demandas. Em julho de 2009, foram gastos R$ 484.293,70 para fornecimento de medicamentos a 15 pacientes.

É importante ressaltar que a maioria desses medicamentos não existe para entrega imediata, sendo alguns deles importados. Além disso, alguns não fazem parte da lista padrão de medicamentos de alto custo do Ministério da Saúde.


Em relação aos pacientes citados:


- a primeira, portadora de câncer de mama, é cadastrada no Ofir Loyola para tratamento.. Recebeu da Sespa, nos dias 23/10 e 04/11, 840 comprimidos de Lapatinibe, no valor de R$ 35.289,80; e 600 comprimidos de Capecitabina, no valor de R$ 6.216,00.

- o segundo paciente recebeu, no dia 09/10/2009, 120 latas do leite Pregomin, no valor de R$ 19;664,40.

- quanto ao terceiro, não recebemos, até o momento, nenhuma citação judicial. Mas o paciente recebe, desde agosto de 2009, o medicamento Somatotrofina, em quantidade suficiente até janeiro de 2010, embora o fornecimento desta medicação esteja fora dos parâmetros recomendados pelo Ministério da Saúde.

A Sespa entende a necessidade dos pacientes, mas diante da responsabilidade tripartite sobre compra desses medicamentos, há necessidade de que o Ministério Público convoque o Ministério da Saúde, as Secretarias Municipais de Saúde e a Sespa para uma discussão quanto à garantia de acesso aos medicamentos essenciais à população.

Indefinição ronda Remo

Gerson Nogueira, em seu blog cada dia mais lido, é quem dá a última sobre a venda do Evandro Almeida:



Baluarte da coluna e do blog revela que uma pré-proposta de venda do estádio Evandro Almeida foi apresentada pela diretoria do Remo a representantes do prefeito de Belém, Duciomar Costa. Preço: R$ 40 milhões. Depois de duas semanas analisando os números, os homens de Dudu declinaram da ideia. Diante disso, assessores de Amaro Klautau correm atrás de um acordo com forte grupo lojista local. O preço já teria baixado para R$ 35 milhões, sem sensibilizar a empresa. A prioridade no clube é fechar a transação até janeiro de 2010.

"Quarta-feira demoníaca"

As depredações de propriedades ocorridas durante a “Quarta-feira Demoníaca”, como foi batizado, pelos fazendeiros, o dia de ontem, teve lances de puro planejamento estratégico elaborado pelos coordenadores das ações violentas.
Primeiro, as investidas foram realizadas em conjunto pelo MST, Fetagri e Fetraf.

Às três e meia da madrugada de quarta-feira, ações orquestradas pelos movimentos sociais ocorreram, ao mesmo tempo, em pontos distintos.

A Fetagri cuidou da invasão da sede do INCRA de Marabá.

O MST soltou seus lobos-humanos nas fazendas Espírito Santo (Xinguara) e Maria Bonita (Eldorado dos Carajás).

A Fetagri botou os pés na fazenda Santa Teresa (Marabá).

A Fetraf, também no município de Marabá, invadiu a fazenda Barreira Branca.

Em operações típicas de guerrilha, as depredações foram feitas em curto espaço de tempo. Objetivo era causar pânico e prejuízos financeiros, fugindo imediatamente do flagrante.

Questionado ontem à noite se esse tipo de operação de guerrilha impossibilita a polícia de prender os depredadores das propriedades, fonte da secretaria de Segurança informou que não. “Não é difícil identificar os autores das ações, até porque o serviço de inteligência está apto a trabalhar nesse sentido”.

Mesmo com as ocorrências criminosas registradas em três municípios (Xinguara, Eldorado dos Carajás e Marabá), a secretaria de Segurança decidiu abrir apenas um inquérito policial, com sede na DECA de Marabá, para facilitar as investigações e o andamento rápido do processo.

A Polícia Civil  planeja trabalhar em três sequências.

Primeiro, identificar os autores das depredações e agressões físicas a trabalhdores. Depois, o indiciamento e o pedido de prisão dos envolvidos, que podem ser autuados por formação de quadrilha, incêndio criminoso, roubo, porte ilegal de armas, danos qualificados e esbulho possessório.

Merreca condenada

Discurso do deputado João Salame na Assembléia Legislativa condenando a discrepância na distribuição de recursos aos clubes de futebol profissional do Pará, pelo governo do Estado, está sendo reproduzido em todos os programas esportivos das emissoras de rádio e TV do Sul/Sudeste.
Na visão do parlamentar do PPS, clubes como o Águia, São Raimundo (campeão do Brasil da Série D), Ananindeua e Castanhal, não podem receber apenas R$ 50 mil, como ocorreu ano passado, enquanto Paissandu e Remo, totalizaram cada, um milhão e seiscentos mil, para fazerem fiasco nos campeonatos que disputaram.

Estádio Zinho Oliveira

A diretoria do Águia de Marabá respirou aliviada ao tomar conhecimento de que a prefeitura vai dar início às obras de construção das arquibancadas do Zinho Oliveira, com prazo de entrega até final de dezembro.
Trocando em miúdos, investimento prevê elevação de arquibancadas em concreto com utilização dos trilhos substituídos da estrada de Ferro Carajás para estrutura de ferragens da obra. A Vale já entregou quantidade suficiente de trilhos para iniciar os serviços.

O sistema de iluminação será melhorado, bem como construção de novas cabines de imprensa ao lado oposto da atual arquibancada, em cujo espaço serão implantadas cadeiras para venda aos colaboradores do Águia. A renda das cadeiras cativas representará faturamento mensal em torno de R$ 40 mil para o clube manter seus custos administrativos, sem incluir nessa conta a folha de jogadores.

A construção de mais duas arquibancadas elevará a capacidade de público do Zinho Oliveira para 5 mil pessoas.

Paralelamente, a secretaria de Obras está concluindo formatação do edital do novo estádio de Marabá, com capacidade para 20 mil pessoas.

Licitação será publicada ainda em novembro.

CPI da Grilagem

Perguntinha: quando os doutos deputados estaduais levarão á sério a instalação da CPI da Grilagem?

Cacete!

O requerimento foi apresentado em junho e ainda não entrou em pauta!

O longo braço de influência do Carlos Xavier, presidente da Faepa,  manipula com tanto poder as decisões da presidência da AL?

Não é verdade haver desinteresse de alguns deputados em apurar a origem e destinação dos seis mil títulos fraudulentos de terras escondidos nas prateleiras dos cartórios paraenses.. Ou é verdade?

Alô, Juvenil, a CPI da Grilagem, sai ou não?

Nem B, nem C

Essa aqui é nova em folha.

Há preocupações dentro da Vale quanto a possibilidade do Ministério Público Federal empanar a trajetória do processo de desapropriação da área do Distrito Industrial III de Marabá, para onde está projetada a construção da siderúrgica Alpa e, com isso, furar o calendário de ações elaborado pela mineradora para dar início às obras da usina ainda no Governo Lula.

Para não perder o time, especula-se que a Vale estaria trabalhando um Plano B, avaliando a possibilidade de levar o investimento para Barcarena, e tocar as obras dentro do prazo prometido à Presidência da República.

Esse babado já chegou ao conhecimento da Associação Comercial de Marabá, via disse me disse, que não foi levado a sério.

Diretores da ACIM entendem que a Vale e o Governo do Estado, diante de tantos recursos já empregados em estudos e no pagamento de alguns donos de lotes da área escolhida, além dos investimentos do governo federal para viabilizar a Hidrovia do Tocantins, com a inauguração das eclusas marcada para o primeiro trimestre de 2010, têm como resolver as pendências sem pensar em alternativa B.

Frutos da Sedect

Maurílio Monteiro, o secretário de Ana preferido dos empresários de Marabá, será homenageado durante a XVI FICAM – Feira da Indústria, Comércio e Artes de Marabá, no período de 18 a 22 de novembro.

Presença de Ana Júlia ainda não foi confirmada, mas pelo histórico de participar de todos os eventos importantes da cidade desde quando era senadora da República, a governadora deverá prestigiar o evento do setor produtivo.

O Tocantins é aqui

Para escolha do “Empresário do Ano-09 de Marabá”, o Sindicato do Comércio (Sindicom) apresentou aos comerciantes uma lista com três personalidades que tem algo em comum: o trio é do Estado do Tocantins, agora investidores na cidade.

São eles: José Tafner, acionista majoritário da Faculdade Metropolitana; Antonio José Guadagnin, dono do Loteamento Novo Progresso; e, Cláudia Aparecida Felipe, uma das proprietárias de uma concessionária Chevrolet.

O blog antecipa quem venceu: José Tafner, Empresário do Ano de Marabá.

Sobe e desce das mídias

Só não acredita quem é doido ou doente das córneas.
A Internet, pela décima terceira vez consecutiva, aparece liderando um conjunto de mídias, com alta de 22,6%, atingindo R$ 550 milhões.

Na sequência, em crescimento: mídia exterior (11,3%, somando R$ 407 milhões), rádio (6,3%, totalizando R$ 605 milhões) e TV aberta (3,2%, acumulando R$ 8 bilhões).

O gráfico, em queda livre, guias e listas (-20,6%, R$ 238 milhões).

Depois, os jornais, com decréscimo ded -11,2%, totalizando R$ 2 bilhões; revista (-9,5%, R$ 979 milhões), cinema (-6,9%, R$ 49 milhões) e TV por assinatura (-1,8%, R$ 465 milhões).

Até agosto, o share acumulado é de 60,4% em TV aberta; 14,9% em jornal; 7,3% em revista; 4,5% em rádio; 4,1% em internet; e 3,5% em TV por assinatura.

quarta-feira, novembro 04, 2009

Lanterna, a modernidade

- "Se você levanta às três da madrugada para ir ao banheiro, compadre, por quê gastar este pouco de luz? Deixe a lanterna ali, na mesa de cabeceira".

A sugestão acima é de Hugo Chave, pedindo aos seus compratiotas trocar o uso de  energia elétrica pela luz de mão. Tipo assim, como se sai pra porongar nos igarapés, só com a arma e a lanterna.

A lanterna, agora uma das opções do presidente da Venezuela para enfrentar o apagão que ameaça de novo o país, após uns cinco idênticos já ocorridos em seu governo, que não tem recursos suficientes para modernizar e ampliar a capacidade de geração do setor elétrico.

Governo manda desobstruir rodovia

Os delegados da Deca (Delegacia de Conflitos Agrários), Luís Paulo Garão e Berone Lobato, lotados em Marabá e Redenção, foram escalados pela secretaria de Segurança para negociar com o MST a desobstrução da PA-150. A ordem é dialogar à exaustão, antes de assumir posições mais radicais.

Caso o Movimento  dos Sem-Terra resista  à negociação, a Polícia Militar usará efetivos dos batalhões de Redenção e Marabá para liberar a rodovia que apresenta, neste momento (12h20), fila de carros numa extensão de 15 Km, próximo a fazenda Maria Bonita.

Invasão no Bom Planalto

Sobre uma suposta atuação da deputada Bernadete ten Caten (PT) na invasão da "fazenda da Lucinha", loteamento Bom Planalto, comentarista lhe faz duras críticas:



Eu como muitas pessoas, também acreditei na moralidade de Bernadete... sempre acompanhei seu trabalho bem de perto, mas depois que ela apoiou os invasores do bairro da Paz(fazenda da Lucinha, do loteamento Bom Planalto), falando alto e em bom tom:
- "Podem construir, que a governadora esta do lado de vocês, assim como eu".


Isto é de indignar qualquer pessoa; como pode uma mulher guerreira, tão revestida de valores morais e éticos, incentivar uma invasão em um loteamento que existe; loteamento este, que já possui vários lotes vendidos; trabalhadores que suaram para conseguir pagá-los, na busca da casa própria, têm seus sonhos destruídos pela deputada, que naquele momento sé enxergava eleitores em sua frente.


Nesta busca de votos, ela acabou destruindo não só o sonho de muitos, como também a esperança de ainda existirem políticos confiáveis neste BRASIL.


Que pena, Deputada!!!


Mas você ainda pode mudar esta imagem...ajudar a amenizar o estrago.Faça com que a liminar seja cumprida, conseguindo a liberação da força policial para tanto.


Eu como muitos, ainda podemos voltar a confiar em você.



NB – Comentário é reproduzido com correções gramaticais. Original está na caixa de comentários.

MST promove saques e bloqueio da PA-150

Agora pela manha, o MST bloqueou a rodovia PA-150, nas imediações da fazenda Maria Bonita, de propriedade da Agro Santa Bárbara, depois de cumprir promessa feita na segunda-feira, 2, ao mobilizar sem-terras, durante todo dia, no entorno das fazendas invadidas do Grupo Oportunniti, no sudeste do Pará.

Apesar da promessa de iniciar a semana invadindo todas as propriedades de Daniel Dantas, o alvo do MST, pelo menos até agora, foi a fazenda Maria Bonita, em Eldorado dos Carajás.

Enfurecidos, integrantes do grupo destruíram nessa madrugada de quarta-feira casas de funcionários, queimou tratores e currais, agrediu funcionários que foram obrigados a deixar suas residências no meio da noite.

Uma das fontes do blogger em Xinguara informa que a movimentação do MST na Maria Bonita, que integra o complexo de imóveis da fazenda Espírito Santo, do mesmo grupo, resultou em saques de equipamentos e o abate de 28 cabeças de gado.

terça-feira, novembro 03, 2009

Chama Verequete


Tambores do Pará, multiplicai-vos em sons celestiais, Rei Verequete partiu.

Mas antes de partir, mostrou sua bravura e autenticidade enfrentando a morte como se fosse um instrumento a retinir zumbidos e obas, confiante no prosseguir dos sons.

Balanço de todos os ritmos, o Rei partiu.

Mas, como o carimbo que ele dizia nunca morre, Verquete seguirá vivo, nos terreiros dos quintais paraenses, eternizando o som das raízes negras que ele tanto consagrou.

Eternamente, Verequete!!!
Chama Verequete, ê, ê, ê, ê
Chama Verequete, ô,ô,ô,ô
Chama Verequete, ruuum
Chama Verequete, Oh! Verê
Oi chama Verequete, Oh! Verê

Segura que é tua!!!!

O promotor José Furtado desenvolveu ao juiz Cristiano Magalhães a Ação de Investigação Eleitoral  que pede a cassação do prefeito de Marabá, Maurino Magalhães (PR),  relatando que somente se manifestará pela aceitação ou não da denúncia após o Judiciário realizar as oitivas (depoimentos) com as testemunhas arroladas pelos advogados.

Traduzindo: pelo sim, pelo não, melhor lavar as mãos - por enquanto.

Caberá agora a Cristiano Magalhães - que não tem nenhum parentesco com o prefeito conforme tentam insinuar irresponsavelmente alguns comentaristas anônimos, todos deletados -, marcar as datas das audiências das oitivas.

Foi em Diamantina, onde nasceu JK...

Empresário Demétrius Ribeiro acaba de revelar numa entrevista a um programa de televisão de sua propriedade que “a chapa do sonhos da maioria dos paraenses” seria aquela que contemplasse Mário Couto, candidato a governador; Simão Jatene, vice-governador; e, fechando a chapa puríssimo sangue, Almir Gabriel, para o Senado.

A “chapa dos sonhos” para conquistar o governo do Estado teria sido apontada numa pesquisa cujos detalhes ele não forneceu.

Demétrius, suplente do senador Mário Couto, falou também em conversações adiantadas entre a direção do PSDB com Duciomar Costa e Anivaldo Vale, para inserir o PTB e o PR numa grande coligação.

Coluna Diário do Pará

Coluna do poster publiada nesta terça-feira, 3, no Diário do Pará:

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Todos, com orgulho

A campanha “Orgulho de ser do Pará”, assinada por Jader Filho, diretor-presidente do DIÁRIO, além de simpática aos formadores de opinião, está encontrando eco junto às entidades populares e associações de classe da região. Começou a prosperar sugestões no sentido de agregar à campanha nomes de municípios e das próprias entidades objetivando repercutir os efeitos da frase “Orgulho do Pará”. A Associação Comercial e Industrial de Marabá já foi convidada a participar desse movimento, cujo dimensionamento será detalhado nas edições semanais da coluna. A campanha é envolvente.

Invenção de Adnam...
Prefeito de Paragominas reage à nota publicada na coluna acusando-o de deliberar campanha contra Sinobrás, siderúrgica de Marabá, por suposta prática de crime ambiental. Nota de Adnan Demacki informa que a “denúncia contra a siderúrgica Sinobrás ocorreu a partir de uma fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente do município, em áreas onde havia sido detectado, por meio de satélites, focos de desmatamento”. Dois motoristas teriam dito que o carvão vegetal apreendido nessa operação seria destinado a siderúrgica de Marabá.

...Rejeitada pelo MP
Só que tudo foi preparado pelo prefeito de Paragominas para tentar incriminar a siderúrgica, conforme prova o blog do colunista publicando desmentidos dos motoristas, usados criminosamente para fundamentar a Notícia Crime Contra o Meio Ambiente. Em sua nota enviada à coluna, Adnam Demacki “confirma que o assunto foi encaminhado ao Ministério Público (MP) para as providências cabíveis”. É verdade. Mas, de tão fragilizada, a “denúncia” não foi reconhecida pela 1ª Promotora de Justiça de Paragominas, Brenda Correa Lima, “não trazendo em relação a Sinobrás, elementos ou indícios de prova”, atestou o MP. Quem quiser saber o que existe por trás da campanha que o prefeito promove contra a siderúrgica, basta acessar o blog do colunista.

Vez dos taifeiros
Militares da Aeronáutica lotados em Marabá pretendem reunir-se com o deputado federal Paulo Rocha (PT), tão logo ele desembarque na cidade, para agradecer as articulações do parlamentar a favor do Projeto de Lei 5919/09, regulamentando a promoção dos taifeiros da Aeronáutica, profissionais que exercem tarefas semelhantes as dos copeiros, arrumadores e cozinheiros, entre outras atividades. No Pará, cerca de mil e quinhentos taifeiros entre inativos e aposentados serão contemplados com essa nova lei.

Melhores cidades
Marabá e Parauapebas estão na lista dos dez municípios brasileiros, com população entre 100.000 e 200.000 habitantes, apontados pelo site “Pequenas Empresas, Grandes Negócios”, como potencialmente favoráveis à abertura de novos negócios. No levantamento realizado pelo PEGN, outra cidade paraense aparece no ranking de oportunidades: Santarém, listada entre os municípios com população entre 200.000 e 500 mil habitantes.

Nem aí pra ti
Ana Júlia planejava assistir ao jogo, mas imposibilitada de se deslocar convalescente de uma cirurgia, ela não foi ir a Santarém. O vice-governador Odair Correa e a prefeita Maria do Carmo, ambos filhos da terra, não deram ar da graça no dia do jogo mais importante para a história do São Raimundo, no estádio Barbalhão com quase 20 mil pessoas. O prefeito de Macaé, Riverton Mussi (PMDB), e outras autoridades municipais vieram do Rio de Janeiro desde quinta-feira. Perplexos, da cabine de honra do estádio não entenderam as ausencias das autoriddes anfitriãs. Turma ruim essa de potencializar politicamente um fato inédito.

Canal de peixes
Cumpridas todas as etapas técnicas do desvio do Tocantins, à margem direita da barragem do Estreito, colônias de pescadores do Maranhão estão pedindo o apoio de ONGs para procederem estudos sobre o impacto da mudança do curso do rio no processo migratório dos peixes. Alguns pescadores suspeitam de que a canalização alterada por causar mudanças na vida das espécies.



UMAS & OUTRAS
Reinaldo Zucatelli foi muito cumprimentado durante encontro de empresários com diretores da Vale, na residência do deputado João Salame (PPS). A expansão dos negócios do Grupo Zucatelli em outros estados foi o toque das conversas, durante palestras em que diretores da mineradora falaram sobre a implantação da ALPA.

Ouvido pelas classes A,B, C e D, Zeca Moreno, da Clube AM, de Marabá, é o locutor que exerce mais influência em suas opiniões junto ao público da emissora. O rapaz tem credibilidade.

A diretoria do Águia de Marabá, tendo à frente Sebastiao Ferreirinha, Tarcísio Marques e Joao Galvão, esteve em peso em Santarém levando apoio ao São Raimundo, campeão do Brasil.

Realizando excelente trabalho na secretaria de Cultura de Parauapebas, Cláudio Feitosa já tem a relação dos 21 delegados para a Conferência Estadual de Cultura, que ocorrerá em Belém nos dias 9, 10 e 11 de dezembro, eleitos final de semana.

Os três municípios paraenses favoráveis a novos negócios apresentam o seguintes PIB: Marabá, R$ 2 bilhões; Parauapbas, R$ 2.667.460.000,00 (2005); Santarém, R$ 1.266.535.000,00 (2005).

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segunda-feira, novembro 02, 2009

De costas pro gol

A governadora não pode ir porque está operada.

Mas Odair Correa e Maria do Carmo, gente da terra, não fizeram nem tchum no estádio Jader Barbalho.

Saiba mais daqui a pouco, na coluna do poster no Diário do Pará desta terça-feira.

Sem interferências

Autorizada pela Justiça, a Polícia Federal rastreia telefonemas do "Triângulo das Bermudas".

A Polícia Federal não tem pressa. Está na moita.

Quanto mais telefonemas, mais a PF forma o quebra-cabeças que o levará a descobrir gatos & sapatos do "Triângulo das Bermudas.

Até o nome da operação, os agentes definem qual cairá melhor na hora do pega-pra-capar.

Aécio Neves espanca namorada


Essa bela gata de 26 anos se chama Letícia Weber.

Nascida no Rio Grande do Sul, Letícia é namorada do governador Aécio Neves (PSDB), pré-candidato a Presidente da República, e com quem está morando desde 2008.

À direita da irmã Camila (centro) e com a mãe Mari, a jovem modelo aparece aqui no blog para ilustrar um fato que pode diagnosticar como verdadeiro o período de surtos pelo qual passa a tucanada.

Com seu estilo galanteador e com um portfólio mulherengo invejável, Aécio conquistou Letícia, e a levou pra casa, transformando-a na ‘Primeira-Dama-da-Hora”, de Minas Gerais. Só que demonstrou a ela, semana passada, em evento público, não ser a pessoa amável e educada imaginada pela maioria dos formadores de opinião que acompanham sua trajetória política.

Aécio também revela seu momento de indelicado e brutamontes.

O estio “Rambo” do sobrinho de Tancredo Neves foi exposto publicamente nas dependências do Hotel Fasano, no Rio de Janeiro, quando o governador de Minas Gerais agrediu sua namorada.

Até o presente momento, nenhum veículo de comunicação do pais divulgou a agressão. Apenas o Juca Kfouri ratificou a notícia em sue blog, escrevendo o seguinte texto:


Aécio Neves, o governador tucano de Minas Gerais, que luta para ter o jogo inaugural da Copa do Mundo de 2014, em Belo Horizonte, deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante no domingo passado, numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio.


Depois do incidente, segundo diversas testemunhas, cada um foi para um lado, diante do constrangimento geral.


A imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos.

O último parágrafo do post de Kfouri retroage ao tempo em que o então pré-candidato a presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, envolveu-se em diversas situações de infidelidade mantendo casos amorosos com personalidades do jornalismo e do mundo artístico, inclusive cantora, culminando num curto período de separação de dona Ruth com ele, agarrada ao seu silêncio para não prejudicar a primeira campanha presidencial do marido.

Tão logo Juca divulgou a cena de pugilato promovida por Aécio Rambo Neves, sua assessoria de imprensa tratou de desmentir. Fez de tudo para abafar o caso, inclusive pedindo a publicação de fotos recentes do patrão com Letícia numa badalada praia de Floripa., para despistar o crime.

Apesar de não ser proprietário de meios de comunicação em Minas Gerais, o governador Aécio Neves é totalmente protegido pela imprensa estadual. A agressão a sua namorada não teve nenhuma repercussão na mídia de Minas, até agora.

Mas, para azar do governador, desmoralização de falsos perfis de bom mocinho e para o bom jornalismo, o assunto repercutiu na Internet.

Assim como Serra,o governo de MG é conhecido no meio jornalístico, como perseguidor. Quem contraria seus interesses na mídia do estado é demitido através de pressão política.

Jorge Kajuru que o diga, depois de demitido da TV Bandeirantes por se negar a pedir desculpas ao governador de Minas Gerais das críticas feitas  à farra irresponsável promovida pelo governo mineiro no  jogo entre Brasil e Argentina (Letícia aparece numa das fotos empolgada como torcedora da seleção).

Depois dessa demissão sumária, Kajuru entrou em depressão e nunca mais se firmou como profissional.

Imaginem se algo parecido ocorressem com Lula!

Folha, Sistema Globo, Estadão, e o resto do PIG estariam deitando e rolando na pele do presidente. O mundo acabaria.

Sugestão de manchetes?



- Lei Maria da Penha nele!


- Péssimo exemplo. Prisão!


- Cachaceiro e violento!



Não pode restar nesga sequer de dúvida que agredir qualquer pessoa, merece o repúdio da sociedade e o rigor da lei independente de quem quer que seja.

Mas Aécio é protegido da grande imprensa, uai!

Corre na blogosfera que o barraco foi filmado por um dos presentes, alvo agora dos assessores de Aécio a exigir-lhe a entrega das imagens gravadas com ameaças de todo naipe.

As fotos do governador com a namorada na praia, publicadas em sites e jornais, foram montadas para limpar a barra de Aécio.

Lula sob duas visões


"O presidente Lula é reconhecido como uma personalidade-chave na estabilidade e na integração na América Latina e por desempenhar um papel de liderança em crises regionais. Ele também é reconhecido por sua contribuição para reduzir a pobreza no Brasil, apoiando compromissos democráticos e objetivos do país.


"O presidente Lula foi escolhido vencedor do Prêmio Chatham House neste ano por sua qualidades remarcáveis como líder nacional, regional e internacional. O prêmio representa, além de um reconhecimento a suas conquistas pessoais, um reconhecimento do crescimento da influência ele alcançou para o Brasil."

Declaração é de Robin Niblett, diretor do Instituto Real de Relações Internacionais, criado em 1920, que acaba de anunciar a cessão de mais um prêmio internacional ao Presidente Lula.

A distinção será entregue nesta quarta-feira (04), em Londres.

Em menos de um ano, Lula já foi agraciado com as mais importantes distinções internacionais: Prêmio da Paz da Unesco, entregue em Paris; Prêmio ao Serviço Público do Woodrow Wilson Center, em Nova York; e, agora, o chefe de Estado brasileiro será agraciado na capital britânica com o Prêmio Chatham House 2009.


Sob olhar da oposição

Enquanto organismos internacionais de respeito e estadistas reconhecem em Lula a figura de um presidente competente e comprometido com as grandes transformações sociais do planeta, aqui no pedaço Fernando Henrique Cardoso, representando a oposição brasileira, dá com os burros e córneas n’água.

Às vésperas do Dia de Finados, de forma deprimente e doentia, FHC resolve se auto-ressuscitar escrevendo uma espécie de Manifesto dos Mortos, para o jornal O Globo (aqui para assinantes), usando um título sem rumo, literalmente, “Para onde vamos?”.


O jornal que melhor representa os interesses da direita nacional, fiel ao estilo de ruminar toda a complexidade da cena política brasileira, ilustra o artigo do ex-presidente com uma peça mais doentia, ao posicionar espécie de placa de sinalização com a expressão em inglês “Stop! (Pare) em que o “o” da palavra é substituído por uma mão com apenas quatro dedos.


O ilustrador Cláudio Duarte usa um defeito físico alheio para mandar uma mensagem política.

Sinaliza com a mão de Lula acidentada numa fábrica do ABC quando o presidente era operário.

Como Fernando Henrique Cardoso sempre foi “idolatrado” por ser intelectual poliglota – enquanto nosso presidente malmente fala Português -, quem sabe a palavra em inglês sugira a matriz do pensamento fernandista...

No fundo, a ilustração apenas personaliza a qualidade intelectual e moral do projeto político capitaneado pelo governador paulista José Serra. Seria bastante sugestivo se fizesse parte da campanha tucana de 2010.

Também veio a memória aquele famoso crachá do encontro dos caciques do PSDB, realizado no Nordeste, no qual escreveram Brazil com Z. Como agora despontaram com o Stop, desconfio da tucanada treinando para falar inglês na campanha presidencial do Zé Serra.

O manifesto golpista de FHC

A reação de Fernando Henrique Cardoso como colunista de O Globo deve ter ocorrido logo depois dele ter tomado conhecimento de que Lula receberá, nesta quarta-feira, em Londres, o prêmio Estadista do Ano (Chatham House 2009), concedido pelo Instituto Real de Relações Internacionais do Reno Unido.

Com toda popularidade interna de Lula (80% de aprovação) e um prestígio internacional avassalador, a manifestação de "Dia de Finados" de FHC cairá no esquecimento das declarações vazias, no bolor das flores murchas.

FHC escreveu para seus amigos, que são poucos e não querem que ele apareça na campanha de 2010 de maneira nenhuma. Rejeitado, não lhe restou outra coisa a não ser espernear.

Mesmo porque muita gente classifica seu discurso como dotado de um sentimento de inveja doentia, por um "analfabeto" que fez por esse país o que nem todos os "letrados" conseguiram fazer em 500 anos de história.

Como se fosse dono de uma rede atacadista, FHC ataca o presidente no atacado.

Destila o pré-sal e o vanguardismo da Petrobras, que ele, Serra e o PSDB queriam e querem privatizar.

Será que o ex-presidente pensa que esquecemos do que ele e o Zé Serra fizeram/

Ao deixar de investir na Petrobrás, durante  oitos anos de governo, causaram o afundamento da P-36, maior plataforma de extração de petróleo do mundo na época.

Se FHC perguntasse "Onde estamos? " e "De onde viemos?", certamente teria desenvolvido texto mais sensato.

É fácil obter essas respostas!

Viemos do governo dele, cuja incompetência deu ao país o primeiro apagão elétrico nacional.

Mostraria também que ele mesmo, na Presidência da República, quebrou a economia do Brasil três vezes.

Sem falar em outros saldos negativos.

Corrupção estendida a todos os níveis sob a proteção de um Congresso cuja maioria riscava, no nascente, qualquer possibilidade de criação de CPIs.

Na Procuradoria Geral da República, um procurador chefe nacionalmente conhecido como Engavetador-Mor da República.

Além de mal intencionado, o texto de FHC faz uma citação "erudita", errada, no segundo parágrafo:

- “Como dizia o famoso príncipe tresloucado, nesta loucura há método. Método que provavelmente não advenha do nosso Príncipe, apenas vítima, quem sabe, de apoteose verbal”.
Essa fala não é de Hamlet, mas de Polônio sobre Hamlet: "É loucura, mas há método nela".

O príncipe (tresloucado) dos sociólogos não é assim tão culto quanto poderia parecer aos desavisados.

No artigo de FHC há também sintomática intenção golpista quando ele diz que "está na hora de dar um basta ao continuísmo".


- “Comecei com para onde vamos? Termino dizendo que é mais do que tempo de dar um basta ao continuísmo antes que seja tarde”.

Para os mais jovens, a palavra “Basta” foi usada em manchetes de jornais durante a semana que antecedeu ao Golpe de 31 de Março de 1964.

O artigo do senhor Cardoso seria uma senha para suas tropas?

Podemos desconfiar dessa intenção fernandiana, sim!

Não esqueçamos que ele vem falando em “crise institucional” desde meados do ano de 2003.

Analisando bem o tom do discurso de FHC, parece o do editorial do mesmo jornal O Globo, de 1964:


                  - "Em nome da democracia vamos acabar com ela."

                  - "Ele é um ditador e o povo não percebe. Nós, a elite, temos que dar um basta."


O grande sonho de FHC é ser comparado a Carlos Lacerda, o corvo. A principal dificuldade é a de que FHC é um intelectual desprovido de senso de oportunidade para desencadear o processo que resultaria num golpe de estado.

No artigo, FHC se arvora também em condenar as decisões mais importantes do governo Lula.

Condena expressões cunhadas pelo presidente.

Ferrovia Norte-Sul, Trem-bala, Transposição do São Francisco, Transnordestina, programa “Minha Casa Minha Vida”, recebem raivosas críticas  do ex-presidente como se esse conjunto de grandes obras fosse apenas “invenção"de Lula embaladas pela propaganda de governo

Na visão do ex-presidente tucano, é um atentado aos bons costumes fazer um plano habitacional que proporciona à classe média sua casa própria.

Propositalmente, o intelectual de pijama desconhece no artigo a queda na desigualdade social do país graças ao governo Lula.

Deixou de lado a transformação das classes D e E em classe média.

Fechou os olhos para a realidade do setor elétrico – agora sem o risco de qualquer apagão -, no atual governo expandido energia a milhões de famílias residentes na zona rural do país.

A contrário de seu governo incompetente que estava sempre a bater na porta do FMI, FHC passa ao largo da forma segura com que o presidente Lula enfrentou a crise econômica mundial, evitando que o país quebrasse – como quebrou três vezes na gestão tucana - e ainda saísse fortalecido do vendaval.

Mister Cardoso não escreve uma linha a respeito do período (governo dele!) em que se registrou o maior desemprego no Brasil, com cerca de 54 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, e juros altíssimos superando todos os recordes.

Num de seus momentos de total viagem (desta vez ele tragou?) , o moçoilo septuagenário chega a comparar ao regime ditatorial dos militares, a gestão de Lula, sublinhando supostas ameaças do presidente a jornalistas e empresários sempre que alguém desanda a criticar o que ele ironiza de "Brasil potência".

Ora, pois, senhores da direita brasileira, Lula não tem nenhuma vocação para ditador. Em todos os momentos de extrema pressão contra seu governo, o presidente reagiu sempre como estadista que ele é.

Foi tolerante quando Arthur Virgílio e ACM Neto, da tribuna da Câmara, ameaçaram aplicar-lhe uma surra em praça pública. Calado, ouviu, sem exercitar qualquer reação

Teve paciência franciscana quando F. Daudt, um psicanalista charlatão, colunista da venerada Folha de São Paulo, o acusou de assassinato por ocasião do acidente do avião da TAM, em São Paulo, (cuja investigação final responsabiliza erro humano pela tragédia e não as obras de pavimentação da pista do aeroporto).

Lula não processou o falso psicanalista nem a Folha.

Pintar Lula como ditador funciona, mas só para quem já vota em qualquer anti-Lula que apareça. É mais um discurso para amigos. Não conseguem sair desse circuito.

Não tivessem também seus rabos presos (só isso explica), FHC e a tucanada podiam criticar o BC, os juros, a ausência de reformas políticas e tributárias, a pouca preocupação com o meio-ambiente e por aí vai.

Os erros dos tucanos pairam como um fantasma sobre o futuro deles. Falta uma oposição séria no país.

Graduação, Mestrado e Doutorado (não sei se FHC tem Pós-Doc) pra escrever isso?

Jornalistas que acabaram de se formar, com auxílio de seus editores, escrevem as mesmas coisas. Ou seja, de seu belo apartamento em Higienópolis lendo os jornalões, Mister Cardoso exerce sua atividade intelectual.

Brilhante, típico dos acadêmicos que elocubram teorias trancafiados em suas salas.

O PSDB era um partido de esquerda, mas agora dorme na cama da direita. Quando a esquerda vai para o centro o centro vai para a direita.

Agora FHC e a ninhada dependem dos neocons. E isso é preocupante!

O golpe se anuncia!

Há suspeitas de que o artigo “Para onde Vamos?” tenha siso inspirado em Micheletti (golpista hondurenho), por sugestão de Caetano Veloso, ao lhe enviar email dizendo que “Se o Haiti é aqui, Honduras também pode ser".

Só que nem o Haiti e nem Honduras é mais aqui.

O Brasil mudou muito de 2003 para cá. Até os cegos veem.

E a mídia e a oposição também.

Mas a sede de poder, o ódio de classe, as vantagens obtidas com o atraso, o racismo (Sim! O racismo! Por que não admitir?, todas essas pragas sempre puxaram o Brasil pra baixo.

Pra quem FH escreveu?

Para a classe que odeia Lula.

Escreveu com a intenção de lhes dar momentos de orgasmo.

Um texto que não muda nada.

Não mudará o voto do povo nem das pessoas com o mínimo senso crítico.

Foi apenas um desabafo do FHC e das pessoas que odeiam Lula por qualquer coisa e que não mudariam sua opinião por nada.

A falta da Dona Ruth realmente fez mal pra Fernando Henrique Cardoso.

Pobre homem.


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atualização às 04:20


Para quem não é assinante de O Globo, a seguir, o artigo de FHC.



Para onde vamos?


por Fernando Henrique Cardoso




A enxurrada de decisões governamentais esdrúxulas, frases presidenciais aparentemente sem sentido e muita propaganda talvez levem as pessoas de bom senso a se perguntarem: afinal, para onde vamos? Coloco o advérbio “talvez” porque alguns estão de tal modo inebriados com “o maior espetáculo da terra”, de riqueza fácil que beneficia a poucos, que tenho dúvidas. Parece mais confortável fazer de conta que tudo vai bem e esquecer as transgressões cotidianas, o discricionarismo das decisões, o atropelo, se não da lei, dos bons costumes. Tornou-se habitual dizer que o governo Lula deu continuidade ao que de bom foi feito pelo governo anterior e ainda por cima melhorou muita coisa. Então, por que e para que questionar os pequenos desvios de conduta ou pequenos arranhões na lei?


Só que cada pequena transgressão, cada desvio, vai se acumulando até desfigurar o original. Como dizia o famoso príncipe tresloucado, nesta loucura há método. Método que provavelmente não advenha do nosso Príncipe, apenas vítima, quem sabe, de apoteose verbal. Mas tudo o que o cerca possui um DNA que, mesmo sem conspiração alguma, pode levar o país, devagarinho, quase sem que se perceba, a moldar-se a um estilo de política e a uma forma de relacionamento entre Estado, economia e sociedade, que pouco têm a ver com nossos ideais democráticos.


É possível escolher ao acaso os exemplos de “pequenos assassinatos”. Por que fazer o Congresso engolir, sem tempo para respirar, uma mudança na legislação do petróleo mal explicada, mal ajambrada? Mudança que nem sequer pode ser apresentada como uma bandeira “nacionalista”, pois se o sistema atual, de concessões, fosse “entreguista” deveria ter sido banido, e não foi. Apenas se juntou a ele o sistema de partilha, sujeito a três ou quatro instâncias político-burocráticas para dificultar a vida dos empresários e cevar os facilitadores de negócios na máquina pública. Por que anunciar quem venceu a concorrência para a compra de aviões militares se o processo de seleção não terminou? Por que tanto ruído e tanta ingerência governamental em uma companhia (a Vale) que, se não é totalmente privada, possui capital misto regido pelo estatuto das empresas privadas? Por que antecipar a campanha eleitoral e, sem qualquer pudor, passear pelo Brasil às custas do Tesouro (tirando dinheiro do seu, do meu, do nosso bolso...) exibindo uma candidata claudicante? Por que, na política externa, esquecer-se de que no Irã há forças democráticas, muçulmanas inclusive, que lutam contra Ahmadinejad e fazer mesuras a quem não se preocupa com a paz ou os direitos humanos?


Pouco a pouco, por trás do que podem parecer gestos isolados e nem tão graves assim, o DNA do “autoritarismo popular” vai minando o espírito da democracia constitucional. Essa supõe regras, informação, participação, representação e deliberação consciente. Na contramão disso tudo, vamos regressando a formas políticas do tempo do autoritarismo militar, quando os “projetos de impacto” (alguns dos quais viraram “esqueletos”, quer dizer obras que deixaram penduradas no Tesouro dívidas impagáveis) animavam as empreiteiras e inflavam os corações dos ilusos: “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Em pauta, temos a transnordestina, o trem-bala, a Norte-Sul, a transposição do São Francisco e as centenas de pequenas obras do PAC, que, boas algumas, outras nem tanto, jorram aos borbotões no orçamento e minguam pela falta de competência operacional ou por desvios barrados pelo TCU. Não importa: no alarido da publicidade, é como se o povo já fruísse os benefícios: “Minha casa, minha vida”; biodiesel de mamona, redenção da agricultura familiar; etanol para o mundo e, na voragem de novos slogans, pré-sal para todos.


Diferentemente do que ocorria com o autoritarismo militar, o atual não põe ninguém na cadeia. Mas da própria boca presidencial saem impropérios para matar moralmente empresários, políticos, jornalistas ou quem quer que seja que ouse discordar do estilo “Brasil potência”. Até mesmo a apologia da bomba atômica como instrumento para que cheguemos ao Conselho de Segurança da ONU – contra a letra expressa da Constituição – vez por outra é defendida por altos funcionários, sem que se pergunte à cidadania qual o melhor rumo para o Brasil. Até porque o presidente já declarou que em matéria de objetivos estratégicos (como a compra dos caças) ele resolve sozinho. Pena que tivesse se esquecido de acrescentar “l’État c’est moi”. Mas não esqueceu de dar as razões que o levaram a tal decisão estratégica: viu que havia piratas na Somália e, portanto, precisamos de aviões de caça para defender “nosso pré-sal”. Está bem, tudo muito lógico.


Pode ser grave, mas, dirão os realistas, o tempo passa e o que fica são os resultados. Entre estes, contudo, há alguns preocupantes. Se há lógica nos despautérios, ela é uma só: a do poder sem limites. Poder presidencial com aplausos do povo, como em toda boa situação autoritária, e poder burocrático-corporativo, sem graça alguma para o povo. Este último tem método. Estado e sindicatos, Estado e movimentos sociais estão cada vez mais fundidos nos altos-fornos do Tesouro. Os partidos estão desmoralizados. Foi no “dedaço” que Lula escolheu a candidata do PT à sucessão, como faziam os presidentes mexicanos nos tempos do predomínio do PRI. Devastados os partidos, se Dilma ganhar as eleições, sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão. Estes são “estrelas novas”. Surgiram no firmamento, mudaram de trajetória e nossos vorazes mas ingênuos capitalistas recebem deles o abraço da morte. Com uma ajudinha do BNDES, então, tudo fica perfeito: temos a aliança entre o Estado, os sindicatos, os fundos de pensão e os felizardos de grandes empresas que a eles se associam.


Ora dirão (já que falei de estrelas), os fundos de pensão constituem a mola da economia moderna. É certo. Só que os nossos pertencem a funcionários de empresas públicas. Ora, nessas, o PT, que já dominava a representação dos empregados, domina agora a dos empregadores (governo). Com isso, os fundos se tornaram instrumentos de poder político, não propriamente de um partido, mas do segmento sindical-corporativo que o domina. No Brasil, os fundos de pensão não são apenas acionistas – com a liberdade de vender e comprar em bolsas – mas gestores: participam dos blocos de controle ou dos conselhos de empresas privadas ou “privatizadas”. Partidos fracos, sindicatos fortes, fundos de pensão convergindo com os interesses de um partido no governo e para eles atraindo sócios privados privilegiados, eis o bloco sobre o qual o subperonismo lulista se sustentará no futuro, se ganhar as eleições. Comecei com para onde vamos? Termino dizendo que é mais do que tempo de dar um basta ao continuísmo antes que seja tarde

domingo, novembro 01, 2009

São Raimundo, Campeão do Brasil

O melhor futebol do Pará está em Santarém.

O São Raimundo é o campeão do Brasil - Série D.

Por 2 x 1,  o time do Macaé, do Rio de Janeiro, foi derrotado no estádio Barbalhão, que estava lotado até o teto das arquibancadas.

Santarém já é uma festa, agora virou carnaval.

Em todo canto da cidade, o grito de "É Campeão" sai das bocas de crianças e adultos incorporando sentimento de infinita felicdade.

Dá orgulho, sim, dizer que Santarém pratica o melhor futebol paraense.

Com todas as letras, gritar que o Campeão do Brasil, é do Pará.

Com muito orgulho!