sábado, fevereiro 21, 2009

O Zé que não é o Zé

Revista IstoÉ  de 25 de fevereiro, errou na edição da matéria “Os fichas-sujas do Congresso” e publicou equivocadamente uma foto montagem,  na página 39, com o rosto do deputado federal Zé Geraldo, do PT do Pará, no lugar do deputado federal Zé Gerardo, do PMDB do Ceará. O deputado cearense responde a três ações penais. Zé Gerardo, do Ceará, é acusado de praticar crime contra a gestão pública. A assessoria jurídica do parlamentar paraense já entrou em contato com a direção da revista para exigir as devidas e legais retratações públicas na próxima edição.  A fotomontagem foi realizada pela Agência Isto É – Shutteerstpck -Divulgação, que não teve a responsabilidade editorial, profissional e ética de certificar e publicar a verdadeira imagem fotográfica do parlamentar cearense na última edição do semanário em fevereiro. 

Fonte: Assessoria de Zé Geraldo (PT-PA)

O arregaço de JPC

Ano passado, o deputado federal Giovanni Queiroz (PDT) pediu à Controladoria Geral da União auditoria nas contas públicas do município de Redenção, fundado em documentação enviada por segmentos da sociedade civil indicando irregularidades supostamente cometidas pela prefeitura municipal.

O órgão de fiscalização federal, prontamente, realizou ação de controle no município.

Essa semana que passou, Jorge Hage Sobrinho, Ministro do Estado do Controle e da Transparência da CGU, oficializou a Giovanni Queiroz resultado da auditoria realizada na gestão de JPC, que o blog destaca algumas improbidades:

1- Ocorrência de fraude em processos licitatórios na modalidade convite;

2- Ausência de definição das condições para participação das empresas em licitação, deixando margem para prática de atos fraudulentos;

3- Fracionamento de despesas na aquisição de bens e serviços;

4- Falta de comprovação de despesas; cobrança exorbitante de valor para aquisição de editais de concorrência;

5- Obras paralisadas;

6- Julgamento e adjudicação sem três propostas válidas e fracionamento de despesas com fuga à modalidade de licitação.

Jorge Hage comunica ainda ao deputado federal que as constatações descritas foram encaminhadas ao Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, TCU, TCM, Polícia Federal e aos Ministérios envolvidos.

Porteiras abertas

Auditores de tribunais veem com olhos atravessados a contratação de serviços ou compras gerais feitas por prefeituras municipais em processos licitatórios na modalidade convite. Para eles, o instrumento é o caminho mais curto para a prática de todo tipo de bandalheira.

Exatamente nas cartas-convite formuladas pelo ex-prefeito de Redenção, é onde a CGU encontrou improbidades cabeludas que podem custar a JPC (PMDB) alguns anos de inelegibilidade e penas que podem variar do ressarcimento à reclusão.

E são as cartas-convite que já começam a dar o tom aos passos do prefeito de Marabá, Maurino Magalhães (PR), na sua gestão divinamente abençoada pelas folhas que caem.

Compreenda bem, deputado!

Jornalista Augusto Barata, em seu blog com mais de 500 mil acessos, disseca em três posts os verdadeiros motivos pelos quais a Alça Viária é um problema sem fim para o governo estadual, exigindo postura mais ética do deputado estadual José Megale (PSDB) em relação às cobranças que ele faz do plenário da AL para a Setran recuperar a importante rodovia paraense.

O poster considera oportuno reproduzir a história como ela é do combativo blogueiro paraense:



Alça Viária – A meia verdade de Zé Megale
Na manhã desta terça-feira, 17, o deputado Zé Megale, líder do PSDB na Alepa, a Assembléia Legislativa do Pará, foi à tribuna denunciar o abandono em que se encontra a Alça Viária. Megale acentuou, obviamente, que a obra é um, dos principais legados do ex-governador tucano Almir José Gabriel que, com a instituição da reeleição, permaneceu por dois mandatos consecutivos como ilustre inquilino do Palácio dos Despachos.É saudável e elogiável a preocupação do líder do PSDB na Alepa, e deve ser cobrada, sim, a conservação e/ou melhoria da malha viária do Pará, pelo governo de Ana Júlia Carepa. Faltou, porém, Zé Megale admitir que, ao desengavetar e materializar o projeto da Alça Viária, Almir José Gabriel patrocinou uma obra feita à toque de caixa, sob um ritmo frenético e com erros técnicos crassos, segundo engenheiros da Sertran, a Secretaria de Estado de Transportes. Por isso, cerca de seis meses depois da inauguração da obra, as estradas da Alça Viária já estavam sucateadas.

A história tal como ela é
O ex-governador tucano Almir José Gabriel tem, inegavelmente, o mérito de materializar o projeto da Alça Viária, que dormitava em alguma gaveta do Executivo desde, pelo menos, a administração do ex-governador Hélio Gueiros (PMDB). Mas, quando assim o fez, Almir José Gabriel privilegiou a pressa em detrimento da qualidade, porque preocupado prioritariamente em utilizar a obra eleitoralmente. Tal qual ocorreu nas eleições de 2002, quando elegeu como seu sucessor o também tucano Simão Robison Jatene, com o auxílio do ex-governador Jader Barbalho, o líder inconteste do PMDB no Pará.Na época, o apoio de Jader Barbalho à candidata do PT ao governo do Pará, Maria do Carmo Martins, foi desprezado por setores da legenda petista. Setores que incluiam, ironicamente, Ana Júlia Carepa, eleita governadora em 2006 com o decisivo apoio daquele a quem, até passado recente, tanto satanizara, por conta da súbita evolução patrimonial e de ter seu nome associado a escândalos de corrupção.

A (inusitada) austeridade tucana
Então governador, já ao final do seu segundo mandato consecutivo, o tucano Almir José Gabriel precisava tanto, mas tanto, da inauguração da Alça Viária, que até impôs um padrão inusitadamente austero nos gastos da máquina administrativa do Estado. A palavra de ordem então advinda do Palácio dos Despachos cobrava a mais rigorosa austeridade nos gastos públicos.Essa foi uma época na qual a tucanagem alojada no Executivo preocupa-se em economizar desde energia elétrica a água, passando por diárias, embora sem abrir mão daquelas mordomias básicas, como carro, gasolina e motorista pagos pelo erário, ainda que também para uso pessoal, até porque ninguém é de ferro. Nada mais previsível, nada mais natural, não só pelos custos das obras da Alça Viária, mas também para fazer reservas de caixa, tendo em vista a sucessão estadual.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Inicio de siderúrgica ameaçado

Bronca de tamanho ( e efeitos) incalculável apresenta-se agora para o governo do Estado equacionar: a juíza de Direito de Marabá, Maria Aldeci de Souza Pissolati, acaba de despachar Ação Anulatória de Ato Administrativo, com pedido de medida liminar, favorável ao empresário Albérico Araújo de Silva Jr., determinando ao Governo do Estado “se abster de emitir na posse do imóvel do autor até ulterior deliberação”.

Trocando em miúdos: a decisão suspende o processo de desapropriação de uma área em torno de 1.200 hectares, às margens da rodovia Transamazônica, entre Marabá e o município de Itupiranga, escolhida para a implantação da siderúrgica da Vale e construção do porto.

Albérico Junior contesta os valores definidos pelo governo para pagamento da indenização de seu lote. A decisão, em primeiro plano, pode desencadear mais ações de outros proprietários que já se manifestaram contrários aos cálculos de suas benfeitorias.

Como o governo realiza gestões junto a Vale para que a obra da siderúrgica inicie o mais rápido possível, esse contencioso jurídico pode resultar em atraso do empreendimento.

Meninos da floresta

E bem assim se cria crianças na zona rural.

Esperança da cor de barro na ingenuidade pura de um tímido olhar.

Deus está de olho

Receituário do Ministério Público prescrito ao prefeito de Marabá, Maurino Magalhães (PR), para o exercício de transparência nos atos administrativos, e de combate ao raquitismo ético -, conforme notificação assinada por sete promotores de Justiça:

De acordo com a Constituição Federal, empresas prestadoras de serviços só podem ser contratadas mediante processo de licitação pública, para assegurar condições iguais a todos os concorrentes. No caso de Marabá, o prefeito havia dito que os serviços de limpeza e iluminação pública seriam feitos por empresas privadas, contratadas através de carta-convite. O ato fere os princípios da administração pública, e constitui improbidade administrativa.

A partir do recebimento da recomendação, (que) o Prefeito não emita carta-convite às empresas pré-cadastradas prestadoras de serviços públicos, e interrompa os contratos com as mesmas. Além disso, num prazo de 5 dias, ele deverá enviar à Promotoria de Marabá as cartas-convite que seriam dirigidas às empresas, indicando os critérios utilizados para a escolha de cada uma.

Folha que cai da árvore...

São sete promotores de Justiça monitorando, em todos os sentidos, o olfato biblicamente inspirado do prefeito de Marabá, Maurino Magalhães (PR), no que tange a contratação de empresas sem licitação pública: José Luis Brito Furtado, Mayanna Silva de Souza Queiroz, Josélia Leontina de Barros Lopes, Alexssandra Muniz Mardegan, Aline Tavares Moreira, Francisca Suênia Fernandes de Sá, e Daniela Souza Filho Moura.

Motoristas provisionados

Ao post Morte no Volante, João Carlos Rodrigues faz pertinentes questionamentos num comentário de boa lavra:

Entre tantos motivos que levam a esses números impressionantes, é preciso fazer um questionamento sobre a qualidade dos motoristas que vem sendo "colocados" nas ruas pelos Centros de Formação de Condutores, com as bênçãos do Detran.Não sei se minha leitura está errada, mas tenho a nítida impressão que, depois do novo Código Brasileiro de Trânsito, com a nova formatação dada aos cursos de formação dos motoristas, o caos aumentou. Não só em Marabá, mas na esmagadora maioria das cidades da região.
E é preciso perguntar: os chamados CFC estão de fato qualificando nossos candidatos a motorista ou aquilo que foi feito para melhorar o treinamento destes, como o aumento de horas teóricas e práticas, só existe mesmo no papel?
Pode ser que eu esteja enganado, mas muitos daqueles que estão sendo 'habilitados' nos últimos anos pelo Detran, depois de passar por esses Centros de Formação de Condutores, não tem a menor condição de dirigir pelas ruas da cidade. E estamos todos correndo um grande perigo.

Saco furado

O lamento de José Conrado Azevedo, presidente da Associação Comercial do Pará, na edição de hoje do Diário do Pará, segue a linha usual de todo grande empresário em momento de crise. O governo pode sacrificar-se, perder percentuais de impostos, escancarar as portas dos bancos oficiais com juros subsidiados. Ele, não!

Beneficiado com prazos já concedido pelo Estado para recolhimento do ICMS, o presidente da entidade quer mais. E se derem, ainda será pouco.

Agora solicita ao dito cidadão esforços para convocar a classe a dar sua contribuição de responsabilidade social, seja qual for, não fica um, irmão!

Choque anafilático

Foi preciso um jornal de Belém denunciar o caso, para que o povo de Marabá tomasse consciência da gravidade do ato do prefeito Maurino Magalhães (PR), dispensar licitação para tentar contratar empresas para serviços de limpeza e iluminação.

Pelo andar da carruagem, as publicações mais importantes do município passarão quatro anos em regime de letargia voluntária, sujeitas aos efeitos colaterais do receituário mercantil devidamente prescrito.

Dinossauro de muletas

José Sarney quer retratação da revista The Economist pela publicação de matéria intitulada “Onde dinossauros ainda vagam”, que mostra ao resto do mundo o atraso que ele representa para as instituições brasileiras.

O blog da Alcinea Cavalcante, em Macapá, o presidente do Senado conseguiu censurar (só por alguns dias, é verdade, já que a blogueira voltou logo depois triunfante!), mas em relação a publicação inglesa, o máximo que o maranhense quase secular pode conseguir é o consagrado direito de resposta tão comum na imprensa democrática.

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Abraçadas por osmose

No dia em que Marabá comemora seu aniversário, 5 de abril, os santarenos estarão nas ruas dirigindo-se às suas sessões eleitorais para a escolha do novo prefeito.

O TRE baixou, hoje, resolução redefinindo o calendário que marcava a eleiçào agora para o início de março.

A bola é tua, Santarém!

O Sul do Pará é Pantera, desde criancinha.

Para o bem do futebol paraense, São Raimundo é o nome do santo.

Resmungos privados

Mágoa.
Essa a expressão para designar o sentimento ainda aflorado entre associados da Fiepa (Federação das Indústrias do Estado do Pará) em relação a eleição da diretoria do SEBRAE. O blog ouviu de influente diretor resmungos de que o governo usou sua força para interferir numa instituição historicamente gestada sob a égide do setor privado, atropelando planejamento e toda uma sistemática trabalhada previamente.

A Fiepa e a Faepa, segundo o dirigente, depois do que ocorreu no SEBARE, podem a qualquer momento sofrer intervenção também do governo, desde que o mesmo decida encarar a ordem natural do processo eleitoral interno.

O SEBRAE continua dando o que falar, com suas feridas bem abertas.

O palácio da ministra

Giovanni Queiroz (PDT) goza de conceituado respeito junto a repórteres que cobrem a Câmara Federal, e assessores econômicos de alguns gabinetes, devido à eficiente atuação dele na Comissão de Orçamento. O parlamentar paraense é considerado um dos mais abalizados conhecedores do manuseio, nem sempre bem intencionado de alguns, das dotações destinadas a cada Estado, tendo despontado para o cenário nacional ao descobrir, e denunciar, o roubo comandado pelo ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, então presidente da Comissão de Obras do Tribunal Regional do Trabalho, de São Paulo.

Recentemente por três dias em Brasília, o poster jogava conversa fora na concorrida lanchonete do 10º Andar da Câmara Federal, quando ouviu relato de uma repórter da TV Câmara, contada ao centro de uma mesa para mais de quinze convivas, de um telefonema da então presidente do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie, ao deputado Giovanni Queiroz, que se encontrava naquela hora ao lado de seus colegas da Comissão de Orçamento, definindo os últimos acertos para levar à plenário o Orçamento da União de 2009.

Antes desse telefonema da autoridade maior da Justiça Brasileira, repercutia em todos os gabinetes de Brasília, inclusive com entrevista do próprio parlamentar paraense àquela repórter da emissora estatal, decisão de Giovanni cortar pela metade previsão de R$ 260 milhões para a construção da sede do Conselho Nacional de Justiça, um suntuoso palácio em obras na capital federal, o qual, Ellen Gracie, também presidia, e fazia gestões junto a quem tinha poder de influencia para convencer Queiroz a não mexer na rubrica.

Testemunhado por mais de seis deputados da comissão, a delicadíssima – e bela – ministra do STF recebeu um não como resposta de Giovanni, além de puxão de orelha memorável:

- Ministra, mais um palácio a se construir.... Isso não pode, é um acinte à população pobre desse país. Infelizmente, se depender de mim, não altero esses valores que sugiro na Comissão de Orçamento. E está de bom tamanho.

Ficou do jeito que Giovanni relatou.

Sinais cifrados

As aparências enganam, sim. Mas há casos em que o antagonismo natural de personalidades revela verdades até numa frase desinteressante. Em entrevista ao Correio do Tocantins, o vice-prefeito e secretário de Saúde de Marabá, Nagilson Amoury, deixou escapar seu inconformismo com a imobilidade.

Perguntado se, na condição de vice-prefeito, tem “autonomia necessária para modificar os rumos da saúde”, encarou a realidade:

- No momento, não completamente. No entanto, creio que com o andar da carruagem nosso gestor entenda que assim deve ser o caminho natural e legal para tal procedimento de gestão numa pasta tão importante e complexa que é a saúde.

O médico Nagilson Amoury tem pavio curto. E já sentiu que sua área de manobra não está dando nem para escape.

Sutilmente, mandou o primeiro aviso.

Autopiedade

Tomando cafezinho na lanchonete do aeroporto de Marabá, o poster indaga a antigo servidor do fórum local como andam as relações do Judiciário com o Ministério Público.

- Aquilo ali é uma vergonha!

Lá e cá

Manchete das páginas policiais de Belém, terça-feira:

- Polícia fecha refinaria de cocaína em Castanhal.

E a de Marabá, quando será fechada?

Bumerangue

O autista Wagner Fontes (PTB) até que deu uma dentro, semana passada, ao cunhar o ex-prefeito de Redenção, JPC (PMDB), “chefe de quadrilha”, durante pronunciamento público.

O risco é o próprio Wagner, daqui a quatro anos, ceder o lugar, de novo, a JPC, e receber a frase de volta.

Em Redenção foi sempre assim.

Diferenças a medir

Se não fizer bobagens ao longo de quatro anos, a vice-prefeita de Conceição do Araguaia pode despontar como diferencial na safra atual de prefeitos. Sensível, articulada e com perfil voltado ao diálogo, Vanda Aquino (PSB) tem tudo para ser contraponto ao limitado Álvaro Brito (PT), prefeito assim ainda meio perdidão no enredo.

Morte no volante

Concluídos relatórios das consultoras RAC Foundation e TRL (Laboratório de Pesquisas de Trânsito), os números quentinhos apenas reafirmam o que todos já sabem: Marabá é uma das cidades com o trânsito mais louco do Brasil.

Dados estatísticos do ano passado são claros: aumento de quase 6% de acidentes de transito em relação a 2007. Ao todo, ocorreram 740 casos nas ruas do município.

Proporcionalmente, maior do que em São Paulo.

Insensível Eletronorte

A Eletronorte, como sempre ocorre em ocasiões análogas, será colocada de novo na parede caso não resolva, em definitivo, suas demandas com as comunidades e administrações dos sete municípios localizados no entorno do Lago de Tucuruí. São pendências históricas atendidas a conta-gotas, sem cobrir plenamente feridas abertas desde o bloqueio do rio Tocantins, no início da década de 80.

As entidades populares estão se coçando, outra vez. Da mesma forma, os novos prefeitos – sempre a mendigar da estatal ajuda para problemas provocados pela própria, e que disseminam miséria social em centenas de ilhas e na parte baixa de cada território municipal.

A qualquer hora, podem anotar, o coração da hidrelétrica de Tucuruí estará novamente na mira dos principais líderes das associações.

E a imprensa do sul do país caindo de pau no Estado do Pará.

Custeio do Estado

- Não há problema de arrecadação até aqui. Nós sabemos que existe uma crise, ninguém é insensato para deixar de reconhecer a sua existência. Somos responsáveis para entender a sua dimensão. Entretanto, isso ainda não impactou a arrecadação do Estado. Nós fechamos o ano de 2008 com uma taxa de crescimento de 8,7% na receita própria do Estado, basicamente ICMS e IPVA. Uma boa taxa de crescimento.


Dclaração ao blog do secretário José Raimundo, titular da SEFA, vem acompanhada do anúncio de que o governo antecipará possíveis modificações num quadro até aqui considerado positivo. Cortes no chamado custeio do Estado já estão sendo providenciados, com fiscalização severa no consumo de energia, combustível descontrolado, cafezinho em demasia, diárias em excesso.

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Ei, Marabá não é Sucupira!

A palavra laico significa uma atitude crítica e separadora da interferência da religião organizada na vida pública das sociedades contemporâneas. Quando o Estado é regido sob inspiração “divina” e orientado segundo leis religiosas, sepulta-se a democracia – surgindo daí conflitos de toda ordem, como a que vemos todo santo dia em países muçulmanos e nas sociedades tribais de algumas nações africanas.

Guardadas devidas proporções, claro, o que o prefeito de Marabá, Maurino Magalhães, faz, assiduamente, nas repartições públicas e, com mais freqüência, na antesala de seu gabinete, no Paço Municipal, é a instituição de uma regra obrigatória, inteligentemente disfarçada de espontaneidade sugerida, para os servidores participarem de cultos evangélicos.

Nenhum prefeito, governador ou Presidente da República, pode institucionalizar sessões de orações em seus locais de trabalho sob pena de infringir a Constituição do Brasil, que consagra, desde a Carta Magna de 1824, o princípio da liberdade religiosa.

Nem todos os servidores sentem-se à vontade diante dos “convites” formulados, às primeiras horas do expediente, pelo menos uma vez por semana, a engrossar o cordão da evangelização comandada pelo chefe do município. Em qualquer lugar deste Brasil de diversas inspirações religiosas, há ateus, espíritas, católicos, protestantes, pais-de-santo e jerimuns outros, também, fornidos de crenças - cada um seguindo os ditames da sua consciência (quer no caso em que se acredite que seja divinamente inspirada, quer pela razão, intuição, estética ou qualquer processo pessoal), ao invés de seguir, ou obedecer cegamente às regras, hierarquias e autoridades morais ou eclesiásticas de uma religião organizada.

Da forma como age, cercado de pastores de todos os naipes e profetas desvirtuados, o prefeito de Marabá constrange quem não dança em sua praia. Se ele enche a antesala do gabinete de figuras das diversas igrejas evangélicas, cada qual com Bíblia à mão, credos outros, ali representados por funcionários públicos de opostas religiões, tem o direito, também, às suas sessões de orações particulares. O Estado laico, longe de ser um Estado ateu -que nega a existência de Deus-, protege a liberdade de consciência e de crença de seus cidadãos, permitindo a coexistência de vários credos.

Ou o prefeito pára com esse festival de idolatria messiânica ou a sociedade será convocada a exigir do Ministério Público que exija, mais do que rapidamente, do prefeito municipal o respeito a Bíblia Maior do país que é a sua Constituição.

Maurino Magalhães pode estar sob medida a representar nosso Odorico Paraguassu do século XXI, mas Marabá, muito longe, longe mesmo de ser uma Sucupira.

Nostradamus

Quando Miguel Wanzeller foi nomeado para a direção do Centro de Perícia Científica Renato Chaves, o poster lembra como se fosse hoje, um legista antigo do órgão fez a seguinte profecia, batendo papo numa concessionária de veículos de Marabá com mais de cinco pessoas:

- Pronto. Agora é que chegaremos ao fundo do poço. Esse Wanzeller não tem condições para assumir o IML. Vai meter os pés pelas mãos, quebrar todo mundo e levar o governo à reboque.

E bateu três vezes na mesa com a articulação de um dedo da mão dobrada.

Com licença, vou à luta

- Ai, pai, estou tão feliz! Sabe aquele emprego que eu batalhava meses na Red Bull? Consegui! Fui chamada para começar a trabalhar dia 1º de março.

Pelo celular, bem cedo, a filha lindérrima caçula do poster, radiante de contentamento, anuncia a boa nova dela. E pro pai, mistura de orgulho e preocupação.

Orgulho porque Julianna é assim, sempre foi de ir à luta buscar objetivos, desde adolescente.

Preocupação com o que esse primeiro emprego pode representar na agenda universitária do curso de Publicidade que ela conclui agora em Julho, na Unama. Bem que poderia esperar os últimos seis meses para fechar totalmente a grade curricular, até porque temos condições de pagar o caríssimo curso sem pedir divisão de qualquer esforço.

- Esquece isso, nem pensar. Saio do emprego direto pra Unama. Nem peça isso, por favor!, reage, ao ouvir pedido para dedicar-se exclusivamente à faculdade.

Pronto, não peço.

Vai menina, voa em busca de teus sonhos!

Passos rápidos

A turma de Parauapebas está apressadinha para criar o Estado de Carajás. E organizada!

Imunização genética

Os ventos que sopram do Paço Municipal jogando areia nos olhos de observadores aplicados estimulam, cada vez com mais frequência, uma perguntinha incômoda: até quando o competente gestor Ítalo Ipojucan permanecerá à frente da secretaria de Indústria, Comércio e Mineração de Marabá?

Ou será que ele, sensível a passos tortos, alguma hora assumiu a cadeira?

Ítalo é grande demais para permanecer na redoma.

Pé dentro, pé fora. Quem tiver pé pequeno, vai embora.

Aviso Prévio

Marcos Mutran não é mais Diretor de Jornalismo da TV Eldorado (SBT). Pediu as contas.

Marquinhos é irmão do parceiro Val-André, nosso blogueiro nos corredores do poder.

Agora vai?

Skorpionet, maior provedor do Sul do Pará, deu inicio a testes de transmissão de dados e conexão à Internet com tecnologia superior ao ultrapassado sistema de rádio. A boa nova deverá beneficiar ao setor corporativo. Depois, pessoa física.

Restaurando foto

O sonho do deputado Vic Pires Franco, em depoimento à Franssinete Florenzano:

- Tenho um sonho quase impossível, que é ver a União pelo Pará novamente unida pra trazer de volta aquele Pará que foi reconstruído por Almir Gabriel e Simão Jatene.


Preferencialmente, com Valéria Franco de vice, pra foto não ficar incompleta, não é, deputado?

Para o carnaval chegar

No Diário Oficial do Estado, edição 31.361, publicada dia 17/02:

Processo Administrativo nº 1.199/09,autuado na forma de Inexigibilidade de licitação n º 001/09. Objeto contratação de Bandas Musicais para animação do Carnaval 2009 (Folia e Alegria do carnaval do Povo de Marabá): Recurso financeiro Erário Municipal. Homologo a solicitação do Titular da SECULT, quanto a contratação do Sr. José Luis Morais Santana na condição de empresário das Bandas Musicais: Banda Maré Cheia; Capital do Forró, Junior do Teclado Mágico Banda Frevo Metal e Banda Siri com Câimbra, no valor de R$136.000,00 (cento e trinta e seis mil reais).

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Perdão, Blogspot !

Humildemente, o bom filho à casa retorna. Pra nunca mais se aventurar por caminhos tortuosos.

Pensa n’alguém morto de arrependido!...

Pois é, amanhã a vida recomeça de novo, aqui.

Até lá!

Desconstruindo o “noviço” Vasconcelos

A entrevista de Jarbas Vasconcelos à revista VEJA, sob a ótica de Luis Nassif:

  

A ESTRATÉGIA JARBAS

(Luís Nassif)

 

 

Não é difícil entender as razões por trás da entrevista do senador Jarbas Vasconcellos à revista Veja.

Na entrevista ele acusa seu partido, o PMDB, de abrigar corruptos e lutar por cargos. Faltou explicar onde está a novidade.

No governo FHC, esse mesmo PMDB, tendo como pontas-de-lança o Ministro dos Transportes Eliseu  Padilha e Gedel Vieira Lima, uma seleção enriquecida por Gilberto Miranda e outros notáveis, negociou cargos, benesses e massacrou Itamar Franco na convenção do partido. E os episódios ocorreram nos tempos em que Jarbas era dos grandes nomes do partido. É o mesmo PMDB de agora, com os mesmos personagens de antes.

O papel do PMDB e as formas de cooptá-lo fazem parte do know-how de governabilidade criado por FHC e apropriado por Lula. Então, qual a razão da indignação tardia de Jarbas? É aí que se entra na parte mais interessante da entrevista: a maneira como foi preparada.

Na semana passada Lula colocou o bloco de Dilma na rua. O fato veio acompanhado da divulgação das pesquisas de popularidade do governo, da constatação de que as medidas anticíclicas começam a dar certo, do encontro de prefeitos.

Esse início, aparentemente avassalador, assustou o PSDB. Serra ensaiou seu PAC contra a crise (cinco meses depois da crise deflagrada!). E, em reunião na casa de FHC, decidiu-se, de um lado, acirrar os ataques ao governo no Congresso, dificultando a aprovação de medidas. De outro, criar um fato político que contrabalançasse o jogo. Não havia denúncias à mão. As grandes denúncias ficaram no primeiro governo Lula. As denúncias-tapioca não pegam mais.

Decidiu-se, então, pela entrevista do Senador Jarbas Vasconcellos à revista Veja. Jarbas é ligado a Serra e, muitas vezes, pensou-se na dobradinha para as eleições presidenciais. Há tempos perdeu o ímpeto político. Na segunda metade do seu governo, praticamente passou o comando ao vice-governador e alienou-se completamente da administração. Questões existenciais compreensíveis, pelas quais passam todas as pessoas. Mas tem uma bela reputação, formada nos tempos em que era do extinto PMDB autêntico.

Foi convocado, então, para criar o fato político. O órgão escolhido foi a revista Veja – com a qual Serra mantém relações recentes, porém estreitíssimas (é ele, por exemplo, o principal avalista do tipo de jornalismo praticado por Reinaldo Azevedo).

A entrevista de Jarbas é um prato feito e óbvio. Primeiro, critica seu próprio partido, para ganhar credibilidade – e porque o partido está na base de sustentação do governo.

Depois, parte para os ataques seletivos. Ataca o presidente do Senado José Sarney, que é contra Serra, e poupa o da Câmara, Michel Temer, que é a favor. A rigor, não existe diferença de estilo entre ambos. Até pouco tempo atrás, a Codesp era loteada para Temer. Depois, atacou Renan Calheiros, que é contra Serra, e poupou o alvo preferencial dos moralistas políticos do passado, Orestes Quércia – que virou serrista.

Julgando ter passado uma visão desprendida da política, uma visão escoteira do sujeito só e com sua consciência, Jarbas ganha moral para avançar no alvo que interessa. Aponta a conivência de Lula com a corrupção – por só demitir acusados depois de comprovada a culpa -, deixa de lado pontos chatos – como o amplíssimo sistema de cooptação montado por Eliseu Padilha no DNER, no tempo de FHC. Critica a Bolsa Família e se refere assim aos possíveis candidatos de 2010:

Sobre Dilma

Como o senhor avalia a candidatura da ministra Dilma Rousseff?

A eleição municipal mostrou que a transferência de votos não é automática. Mesmo assim, é um erro a oposição subestimar a força de Lula e a capacidade de Dilma como candidata. Ela é prepotente e autoritária, mas está se moldando. Eu não subestimo o poder de um marqueteiro, da máquina do governo, da política assistencialista, da linguagem de palanque. Tudo isso estará a favor de Dilma.

Sobre Serra

O senhor parece estar completamente desiludido com a política.

Não tenho mais nenhuma vontade de disputar cargos. Acredito muito em Serra e me empenharei em sua candidatura à Presidência. Se ele ganhar, vou me dedicar a reformas essenciais, principalmente a política, que é a mãe de todas as reformas.

Ou seja, a opinião sobre Serra é desinteressada, apenas de um apaixonado. Mesmos os amigos mais fiéis de Serra jamais deixaram de reconhecer nele as características que Jarbas aponta em Dilma: autoritário e prepotente. Mas a paixão é cega.

Dado o tiro de largada, ontem o Jornal Nacional repetiu e hoje os analistas políticos passam ao seu esporte predileto: a indignação seletiva.

A política brasileira é uma colcha de retalhos, com furos para todos os lados. O que a imprensa faz é selecionar o furo que lhe convém e aplicar na defesa dos seus próprios interesses – e de seus aliados.

Só que a imagem de imprensa neutra e defensora dos altos valores da moralidade já não existe: se esboroou a partir da campanha de 2006.

Um ano depois, alguém ousaria dizer que Veja é melhor do que Renan?