sábado, outubro 27, 2007

Sem tradução

Há fortes possibilidades do ex-deputado federal Vladimir Palmeira (PT-RJ) indicar o futuro titular da Diretoria de Controle e Qualidade Ambiental, da secretaria estadual de Meio Ambiente, para o lugar que seria do sociólogo marabaense Tony Rosa.

Ganzer reage

O secretário de Transportes Valdir Ganzer distribuiu nota desconhecendo qualquer participação dele em contatos com Chico Ferreira e sua gang. “Nunca mantivemos relacionamento com essas pessoas para além do bom dia e boa tarde, outros, nunca os vimos pessoalmente. Desse modo, estamos perplexos com o que está acontecendo. Torcemos pelas investigações e que as instituições responsáveis consigam explicitar tudo”, diz trecho.
Falta ainda o deputado Paulo Rocha se manifestar.

Desentubando

Já repercute no Distrito Industrial de Marabá declarações de Eugênio Victorasso, gerente-geral de representação institucional da Companhia Vale do Rio Doce, de que será temporário o corte de fornecimento de minério de ferro a duas guseiras do Pará e outras duas do Maranhão por não cumprimento de questões ambientais e trabalhistas. Aqui.

Território livre

Importante membro da Fetraf informa que se as autoridades demorarem um pouco mais a retirar de vez os invasores do reflorestamento Água Azul II, da Globe Metais, no município de Breu Branco, não sobrará uma árvore em pé do manejo ali existente. Dá dó, diz ele, ver a devastação praticada pelos criminosos auto-denominados “sem-toras”.

sexta-feira, outubro 26, 2007

Acadêmicos debatem divisão

Mais uma faculdade de Belém cria plenária para debater a criação de novos estados. O tema foi incluído na programação da II Semana Acadêmica Integrada da Esmac - Escola Superior Madre Celeste -, com mesa redonda marcada para este sábado, 27. Deputado João Salame (PPS) confirmou presença como debatedor, à convite dos estudantes curso de Direito.

Easy Rider

Mistura de desespero e abatimento extremo. Esse o ambiente conferido pelo poster em conversas com os principais executivos da Usimar e Cosipar. Alguns confiam numa solução política para o corte de minério anunciado pela Companhia Vale do Rio Doce, outros acham a situação irremediavelmente grave a ponto de defenderem o que chamam de plano B, buscando a matéria-prima junto a outros fornecedores.
Quais? Eis a questão.

Cosipar firme

E-mail de Danielle Redig Serra Nunes, Coordenadora de Comunicação da Cosipar:

"Não procede a informação publicada em sua coluna do Diário do Pará, desta sexta-feira (26), de que o estoque estimado de minério na Cosipar daria para tocar a produção de ferro-gusa somente até segunda-feira próxima. Como informamos na nota enviada, que foi publicada no seu blog (aliás, muito obrigada), as atividades na Usina de Marabá continuam normalmente, portanto não procede a informação de que a siderúrgica estaria se programando para encerrar suas atividades na terça-feira.

O poster esclarece que a informação publicada no Diário do Pará foi repassada ao colunista por funcionários da Cosipar e Usimar, no final da tarde de ontem, quando tentávamos medir a temperatura das conseqüências do corte de minério de ferro anunciado pela CVRD. A Nota de Esclarecimento enviada pela Cosipar chegou às mãos do poster duas horas após o fechamento da coluna.

Nota: as expressões grifadas em azul correspondem a trechos da coluna do Diário do Pará.

As muvucas do PT

Tony Rosa ocuparia a Diretoria de Controle e Qualidade Ambiental da Sema, a convite de Valmir Ortega, para desenvolver vasto programa governamental envolvendo as Coordenadorias de Licenciamento Ambiental, Proteção Ambiental (fiscalização) e Gestão Florestal, responsáveis por 80% das demandas do Pará.
Preparadíssimo e profundo estudioso do assunto, Tony Rosa auxiliaria Ortega principalmente na configuração de um projeto de sustentabilidade em que figurariam produtores de carvão, madeireiros e proprietários rurais de todos os matizes.
Durante sua permanência na secretaria de Meio Ambiente de Marabá, Rosa esteve sempre à frente das ações administrativas, permitindo com isso que o prefeito Sebastião Miranda obtivesse Eia-Rima e outras documentações exigidas para diversas obras de impacto realizadas no município. A importância de Tony para a gestão de Miranda pode ser medido a partir do momento em que ele recebeu o convite de Ortega e o prefeito postergou dias, tentando convencê-lo a permanecer à frente do cargo. Parecia até que Tião Miranda adivinhava o que aconteceria.
Estimulado por ambientalistas e diversos setores representativos do Sudeste a ocupar a função no governo Ana Julia – visto que poderia contribuir positivamente para ajudar a reduzir os gargalos do setor -, Tony partiu para Belém.
Durante uma semana, o sociólogo marabaense chegou a trabalhar intensamente na Sema, assessorando Ortega nos encontros iniciais mantidos com madeireiros, sindicalistas de movimentos sociais e guseiros. Tony exercia o cargo de diretor baseado numa portaria assinada pelo secretário que não chegou a ser publicada no Diário Oficial – conforme registrou erroneamente o blog em post anterior. Não chegou a ser publicada pelo poder e veto de forças ocultas.
Ao sentir o tapete puxado diante da constrangedora e desmoralizante situação, Valmir Ortega entregou o cargo, ainda não aceito.
Tony Rosa, o ex-secretário municipal, voltou a ocupar a secretaria de Meio Ambiental de Marabá, tornando-se também um ex-estadual que nem chegou a assumir a Diretoria de Controle e Qualidade Ambiental da Sema.

Rastros medonhos

A perguntinha angelical e intrigante de Juvencio Arruda tem tudo a ver. Tem tudo a ver, sim.

Mas Hein?
Em quem o promotor Paulo Godinho não confia, no MPE, para mandar apagar do disco rígido do computador o depoimento do assassino Sebastião Cardias logo após sua tomada?

Em nome da biografia

Impressionante como determinadas pessoa se permitem ao surgimento de conjecturas ao usarem a tática do silencio diante do envolvimento de seus nomes no “Caso Novelino”. Homens público, principalmente, precisam ser ágeis em esclarecimento para que não se propaguem dúvidas e nem suspeitas quanto as suas idoneidades. Raros aqueles que sabem se comportar com firmeza diante de crises, reagindo com determinação e competência -, para isso contribuindo muito a assessoria de profissionais de comunicação experimentados.
Todos aqueles que tiverem seus nomes citados nessa “baiúca” – usando termo do promotor Paulo Godinho na matéria do Diário do Pará -, tem o dever moral de vir à público dizer por que diabos foram jogados no liquidificador.

quinta-feira, outubro 25, 2007

Cosipar esclarece

A Coordenadoria de Comunicação da Cosipar envia nota esclarecendo sobre o corte de minério de ferro oficializado pela Companhia Vale do Rio Doce:


A Companhia Siderúrgica do Pará (Cosipar) informa que foi surpreendida mais uma vez pela correspondência de suspensão do fornecimento de Minério de Ferro pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) porque o processo de negociação entre as duas empresas ainda estava em andamento e as alegações apresentadas para tal suspensão são infundadas. A Cosipar tem prestado todos os esclarecimentos solicitados pela CVRD comprovando a regularidade ambiental e trabalhista das suas atividades.

A Cosipar esclarece que desde o dia 28 de agosto de 2007 negocia junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) a elaboração de um Termo Compromisso para adequar a atividade da empresa às exigências do Código Florestal Brasileiro.

A empresa também esclarece que protocolou em 17 de setembro deste ano junto à Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Pará os documentos solicitados para a aprovação final do Plano de Suprimento Sustentável (PSS), documentação que está em análise pelos técnicos da SEMA. A mesma secretaria aprovou em 06 de junho de 2007 o Plano de Suprimento Anual (PSA) da Cosipar para este ano de 2007.

Em sua correspondência, a CVRD cita “um grande numero de infrações administrativas” sem precisar do que se trata. A COSIPAR não possui nenhuma infração contratual junto a CVRD e os processos administrativos, se houver, são tratados administrativamente junto aos órgãos competentes.

A Companhia Siderúrgica do Pará emprega diretamente 949 trabalhadores que estão com salários e encargos sociais rigorosamente em dia, respeitando a legislação trabalhista. A Empresa também exige a mesma conduta por parte de seus fornecedores.

A Cosipar se coloca a disposição da CVRD para a retomada das negociações interrompidas unilateralmente, em consideração à parceria existente há 21 anos, e lembra que a Companhia foi convidada, estimulada e incentivada com investimentos da própria CVRD para implantar a siderúrgica em Marabá para agregar valor ao minério de ferro de Carajás.

O Grupo Cosipar informa que as atividades da Usina de Marabá continuam normalmente e reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável das suas atividades, e reafirma o seu compromisso em cumprir as normas e legislações estabelecidas pelos órgãos federais, estaduais e municipais.

Usimar e Cosipar sem minério

A Companhia Vale do Rio Doce acaba de comunicar oficialmente o corte de fornecimento de minério às guseiras Usimar e Cosipar (Marabá); Fergumar e Simasa (Maranhão) pelo fato das quatro não terem apresentado "informações e documentação suficientes para atestar que operam na mais absoluta conformidade com as leis ambientais e trabalhistas".
A Companhia decidiu pela rescisão imediata dos contratos. Ou seja, a partir de amanhã as empresas atingidas pela medida não receberão a matéria-prima em seus pátios, encerrando, consequentemente, a produção de ferro gusa.
A CVRD informa também que concedeu prazo de 15 dias para as usinas Simara e Ibérica (Marabá); e para a Itasider e Viena (Maranhão) "apresentarem novos documentos, de forma a
permitir uma análise mais adequada e conclusiva".

Pimenta no dos outros

Manchete de O Liberal de hoje anunciando aumento de 64% no índice de assaltos à mão armada, em Belém, nos dez meses de governo Ana Julia, está ritmando festa no ninho tucano.
Agora pela manha, comentando matéria do jornal, graduada liderança do PSDB disse ao blog que "o povo sente saudades dos tempos de sensação de insegurança”.

Embala o filho..

A carta da Companhia Vale do Rio Doce encaminhada a Ana Júlia narrando a ocupação, pelo MST, da Estrada de Ferro Carajás, tem nítido objetivo de jogar às costas do governo do Estado a responsabilidade pelo que vier ocorrer na ferrovia, a partir do encontro da governadora com os dirigentes do Movimento dos Sem-Terra. Com esboço bem estudado, conteúdo da carta deixa bem claro que a mineradora ignora totalmente a pauta de reivindicações do MST – em verdade, um enumerado autoritário recheado de boçalidade -, e que deposita na Justiça sua trincheira final para enfrentamento da bagunça.
A bola agora está com o governo.

Zapata de cuecas

Dia seguinte à nota publicada na coluna do poster no Diário do Pará sobre a movimentação de pecuaristas em torno da formação de uma segurança privada destinada a enfrentar os invasores de terra, descobre-se a existência de uma denominada Liga dos Camponeses Pobres (sic) - onde já se viu camponês rico neste país? -, armada até os dentes, como responsável pelos ataques encapuzados às propridades mais ao Sul.
Se a presença dessa “Liga” na área for de inspiração realmente camponesa, o cenário de guerra encontra-se realmente montado para a ocorrência de confrontos sanguinários.
Consta que a polícia está investigando tudo isso. Vai até o final?

Calça curta

Desde muito tempo o povo de Tucuruí sabe que o prefeito do município é contraditório e indisciplinado no cumprimento da agenda de gabinete. Raríssimas vezes Cláudio Furman comparece para trabalhar na prefeitura. E quando despacha, o faz para se desmoralizar.
O episódio da anarquia promovida pelos clandestinos mototaxistas fechando por mais de quatro horas a BR-422, ligando Tucuruí à Pa-150, ilustra com clareza o vai e vem do prefeito. O moço simplesmente revogou alvará assinado por ele legalizando a atividade dos associados de uma entidade de moto-boys por pressão de outros taxistas na clandestinidade.
Mãe de algum empolgado filho escriba, diante de tal recuo, poderia muito bem exclamar: - Ó hôme frouxo!

Inutilidade

Anos e anos falando de apresentar à sociedade um projeto de regularização fundiária para reduzir os conflitos agrários da Amazônia, o Incra nunca o apresentou. Só discurso. Em busca da essência desse tal projeto, o deputado Asdrúbal Bentes (PMDB) convocou ontem à Comissão da Amazônia da Câmara Federal, o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária , Rolf Hachbart, que em plenário enrolou, enrolou -, e ficou só nisso também.

quarta-feira, outubro 24, 2007

Quase indigesto

Talvez nem Ana Julia tenha percebido, mas durante sua presença em Marabá, domingo, travou-se estressante luta de bastidores pelo cancelamento de um almoço previamente marcado, com a presença dela, na residência de importante personalidade do município. Padre Ademir Gramelik, pároco do Santuário de Nossa Senhora de Nazaré, estava ontem desapontado pela não realização do comensal que reuniria numa mesma mesa, o bispo D. José Foralosso. Para o público externo, ainda contaminado pelo fervor da fé de cem mil marabaenses em torno do Círio de domingo, o sacerdote explica o cancelamento do almoço a “problemas de forças maiores”. Mas ele sabe que uma tendencia do PT vetou o encontro, em cujo cardápio figurava pato-no-tucupi, maniçoba e otros quitutes mas.

Segurando à força

A divisão de cargos entre representantes da coalizão é avalizada, em grande parte, por Charles Alcântara, diariamente bombardeado pela gula de seus companheiros da Democracia Socialista, exigindo racha aqui e ali. A grande dúvida é se o chefe da Casa Civil terá fôlego para administrar tantos interesses conflitantes até a eleição municipal.

À sombra do bando

Luis Fernando, aquele famoso um do Tribunal de Contas dos Municípios, agora é eminência parda. Sua influência se faz presente todo dia. Seja através de recados malcriados transmitidos por seus apaniguados em comandita ou ligações telefônicas feitas pessoalmente pelo próprio a tesoureiros e servidores outros de prefeituras e câmaras municipais do Sudeste.

Toma que é teu

Dizem que o diabo cobre com uma mão e descobre com as duas.
A nomeação e “desnomeação” de um técnico para ocupar importante diretoria da uma secretaria do Estado causou constrangimento ao titular do primeiro escalão a ponto do mesmo ter colocado o cargo à disposição. A portaria acomodando o técnico na função bateu o recorde de validade: menos de dez dias. Desaprovada pela lupa raivosa da DS.
Aos mais curiosos, o poster sugere pesquisa às últimas vinte edições do Diário Oficial.
Detalhe: convencido a permanecer em seu lugar, o secretário desmoralizado dificilmente comemora o Reveillon na função.

Na disputa

O procurador da PMB, advogado Luiz Neto, vai concorrer novamente à vaga destinada a membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Tribunal de Justiça do Estado (TJE). Em 1999, Neto, que já foi membro do Tribunal de Ética e conselheiro da OAB, integrou a lista sxtupla enviada pela Ordem ao TJE. Neste ano, Milton Nobre foi o selecionado para ocupar o cargo.

terça-feira, outubro 23, 2007

Gosto de cacau

O competente Frank Siqueira assina oportuna matéria sobre o crescimento da atividade cacaueira no Pará. Identificada havia algum tempo em regiões como a Transamazônica e o Sudeste do Estado, a nova cultura agrícola já é uma realidade.

Apito e buzina

Os índios Gaviões ganharão o apoio de entidades ambientalistas na luta contra a construção da hidrelétrica de Marabá, que prevê o alagamento de 30% da reserva de Mãe Maria. ONGs internacionais estão sendo convocadas para engrossar o coro dos insatisfeitos.

Yamada em stand bye

Projeto de triplicação do trecho urbano da rodovia Transamazônica contempla a construção de passagem de nível em frente à área onde o grupo Yamada construirá seu Plaza, em Marabá, fato que exige readequação ao projeto original de engenharia do empreendimento comercial. Com isso, novo atraso no inicio das obras.

Sangue novo

A gerência regional do Sul do Pará do Ibama está sob a responsabilidade de um jovem idealista que tem tudo para fazer um bom trabalho, desde que seus superiores ofereçam estrutura e apoio político para enfrentamento de broncas que virão a partir de 2 de novembro quando o órgão precisa cobrir longa área do Tocantins para manter a Piracema respeitada.
Léo Bento já tem em mãos mapeamento das áreas onde pescadores inescrupulosos atuam com mais vigor colocando em risco o período de desova dos peixes. É bem provável que ele implante uma base fixa do Ibama para distribuir seus agentes por todo o Lago de Tucuruí, única medida prática capaz de manter o instituto atuando com eficiência naquela imensa área.

Crime na Alça

Sem nenhum constrangimento, pessoas portando motosserras estão causando dano ambiental na reserva paralela a Alça Viária, principalmente no trecho entre as pontes dos rios Acará e Moju.Os predadores adentram a mata e retornam com peças de madeira de lei devidamente cortadas para escapar da fiscalização. O crime é praticado às vistas de quem trafega pela rodovia sem que haja qualquer tipo de repressão.
O blog obteve informação de que a madeira é usada em pequenas marcenarias de Moju, Acará e Abaetetuba.

Conta outra

Na manha bem cedo de domingo, Ana Julia reuniu seleto grupo de políticos na casa da deputada Bernadete ten Caten à mesa de um coffe-break, antes da passagem da procissão do Círio de Marabá. Lá estavam a parlamentar anfitriã e sua convidada especial, além do prefeito Sebastião Miranda (PTB), deputados Zé Geraldo (PT), Asdrúbal Bentes (PMDB), João Salame (PPS), vice-prefeito Ítalo Ipojucan (PDT), presidente da câmara, Miguelito Gomes (PP), presidente da ACIM, Gilberto Leite e esposa Marilza; e o coordenador regional da Fetraf, Chico da Cib.
Ana Julia falou de tudo, menos de política.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Evasão de emprego e renda

Deputado João Salame (PPS) já fez discurso na AL e promete maior articulação para evitar o êxodo de empresas para o vizinho estado do Tocantins. Para ele, o sinal de alerta acendeu a partir do momento em que duas grandes empresas do Sul do Pará (Grupos Leolar e Zucatelli) anunciaram a instalação em Araguaína de uma central de abastecimento e uma fábrica de motos por receberem incentivos do governo local.

Amigo é pra essas coisas

À repercussão da grana de R$ 2 milhões para pavimentação de ruas repassada à prefeitura de Parauapebas pelo governo do Estado, só uma resposta: é justa a operação. E não há por que colocar no meio da discussão a confortável situação de cidade rica ostentada pelo município. A lealdade em qualquer governo ainda pesa, e haverá sempre de medir relações políticas. Darci Lermen, o prefeito é amigo de Ana.
O resto é perfumaria.

Gente de casa

Hidelgardo Nunes manteve sempre excelente trânsito com todos os segmentos políticos e produtivos do Sul do Pará, desde quando ocupava a secretaria estadual de Agricultura durante o primeiro mandato de Almir Gabriel. Em função disso, foi um dos mais festejados convidados ao Baile Empresário do Ano, ocorrido sábado, em Marabá. Durante grande parte do evento, o diretor superintendente do Sebrae recebeu cumprimentos de quase todos os presentes. Tem prestígio na região. E credibilidade.

Multicolorido

O palanque de Ana Julia armado em Marabá no mesmo local onde ela assistiu ao Círio de 2006, dez dias antes do segundo turno da eleição que a levou ao governo do Estado, estava densamente povoado do multipartidarismo que apóia sua base. Além da própria, via-se o prefeito anfitrião Tião Miranda (PTB), deputados Asdrúbal Bentes e Bernadete Caten além de prefeitos e lideranças de diversas legendas. Mais uma vez, a governadora somou simpatia. Mais de 100 mil fiéis que passaram pelo palanque em direção ao Santuário de Nossa Senhora de Nazaré seguindo a berlinda, acenaram e receberam sorrisos e aplausos de Ana Julia.

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Atualizado às 20:10

No palanque de Ana Júlia encontravam-se também outros dois pré-candidatos a prefeito de Marabá: deputado Jo~~ao Salame (PPS) e o vice-prefeito Ítalo Ipojucan (PDT).

Metro quadrado

Durante a rápida passagem de Ana Julia por Marabá, na manha de domingo, dois pré-candidatos a prefeito disputavam palmo a palmo a sombra institucional da governadora, ambos sempre próximos a ela. Asdrúbal Bentes (PMDB) e Bernadete ten Caten (PT).
A propósito, aos poucos, as principais peças do governo do Partido dos Trabalhadores começam a direcionar ações voltadas a dar visibilidade de prestigio à deputada estadual, depois da unificação de todas as tendências petistas de Marabá ao sue nome.

Narrando a anarquia

Wandenkolk Gonçalves (PSDB-PA) denunciou pela terceira vez da tribuna da Câmara Federal a situação de instabilidade na zona rural do Pará, destacando a insegurança jurídica e o desrespeito ao direito de propriedade. Os últimos fatos registrados em Redenção de ocorrência de “invasões orquestradas e programadas, causando desespero para moradores e trabalhadores daquela região”, mereceram quatro parágrafos do discurso do parlamentar.
“A própria Polícia Federal, acompanhando servidores do IBAMA, em vistoria a uma fazenda, foi recebida a bala, demonstrando o completo caos, como ficou evidenciado nesta operação, e desrespeito às autoridades constituídas”, denunciou Wandenkolk.

Narrando a anarquia 2

Giovanni Queiroz (PDT-PA) também seguiu no mesmo tom. Seu discurso foi dirigido à Justiça pedindo “rigor contra a atuação de quadrilhas organizadas, especializadas em invasão de terras”.
Queiroz disse que conversou com a governadora Ana Julia sobre a situação a quem narrou detalhes dos graves problemas ocorridos em diversos municípios do Sul e Sudeste.
"Minha preocupação se dava em função de que já começava uma conversa de que o Governo do Estado não autorizava a polícia a prender bandidos naquela região. Portanto, o Governo do Estado seria conivente por omissão, negligência ou incompetência. Mas eu não aceito isso, porque sou parceiro da governadora, sei que ela tem boa vontade. Ela não faria isso, não diria: - Não prendam."
E arrematou: "Homens encapuzados, muito bem armados, adentram propriedades rurais, deixando reclusos vaqueiros, gerentes e, às vezes, até o proprietário, como ocorreu há 15 dias. Já se passaram 8 dias, começo a me preocupar. Dizem, no sul do Pará, que o Estado não tem culpa desse processo. Repito: 8 dias se passaram e os bandidos continuam encapuzados e bem armados. Se me disserem que precisam do serviço de investigação primeiro para detectar os elementos, concordo, mas até as crianças da cidade sabem quem são os bandidos e as armas que detêm. Faço a denúncia com essa preocupação."

Jogo bruto

Foram tensas, fatídicas até, as negociações de emissários da governadora Ana Julia com dirigentes do MST para desobstrução da Estrada de Ferro Carajás. O movimento decidiu retirar seu pessoal dos trilhos por tempo determinado. Como ninguém é bobo de acreditar que o governo atenderá a todos os ítens da pauta de reivindicações da cúpula dos sem-terra, não é errado apostar no retorno dos manifestantes ao centro da ferrovia. Questão de dias.

Emprego à vista

A Prefeitura Municipal de Barcarena inicia nesta segunda-feira (22) inscrições para concurso público. São mais de 200 vagas distribuídas em 36 cargos exclusivamente para nível superior nas áreas de meio ambiente, saúde, gestão em turismo, gestão empresarial, engenharia sanitária, química industrial, geologia, pedagogia entre outras.
As inscrições podem ser feitas até o dia 31 no site www.cetapnet.com.br do Centro de Extensão, Treinamento e Aperfeiçoamento Profissional, responsável pela realização do pleito. A confirmação ocorre entre 14 e 16 de novembro. O valor da taxa é de R$ 55,00 e deve ser paga no Banpará, agência localizada na Avenida Magalhães Barata, número 72, em Barcarena. O horário é de 9h às 15h.