sábado, junho 06, 2009

Abel Figueiredo

A folha corrida do prefeito de Abel Figueiredo está numa comunidade do Orkut.

Dêem-se a gentileza de conhecê-la!

Só nos 38 municípios

O também advogado Ademir Braz, em comentário ao blog, esclarece a qual espaço geográfico se restringe uma consulta plebiscitária para a criação de novos Estados da Federação:


Vejo os comentários e me desiludo. A emancipação do sul do Pará não pode ser tratada ao sabor de paixões miúdas. Quem é contra deve fundamentar sua contradita; quem é a favor tem a obrigação de se esclarecer.Respondendo aí a um anônimo (um assunto desses, o da criação de um Estado, deveria ser tratado às claras, não assim sob o manto do anonimato), o plebiscito deverá ser feito apenas nos municípios interessados na emancipação, ou seja, naqueles que integrarão a nova unidade administrativa.Não faria sentido consultar, por exemplo, Trairão, a Ilha de Marajó, ou Medicilândia. Em que os afetaria a emancipação?Aos interessados,sugiro dar uma olhada no texto aprovado e no entendimento do STF sobre o assunto.

Opções de mídia

Pesquisa da FSB Comunicações mostra que o PIG é a leitura preferencial de grande parte dos deputados federais:

Resumo do que foi encontrado entre 235 parlamentares

Jornal que leem: FSP 78%, OG 38% e ESP 29%

Revistas: Veja 73% / JN-TVG 57%

Credibilidade: Valor 7,5. FSP 7,2. ESP 7. OG 6,5.

Colunistas: Miriam Leitão (OG) 63%. Dora Kramer (ESP) 61%. Eliane Catanhade (FSP) 56%. Claudio Humberto 50%. Renata Lo Prete (FSP) 49%.

Principal fonte de informação: JornaI 65% (eram 70% ano passado); Internet 17% (eram 13%).

Não dão nenhuma atenção à mídia 22%.

Dão a máxima atenção à mídia 2%.

Sem voto eletrônico

Vejam a profundidade de análise do politólogo da Universidade de Córdoba/Andaluzia e doutor na Universidade de Hamburgo, Manfredo Koessi, a respeito de decisão da Corte Alemã contrária ao voto eletrônico:

"A Corte Constitucional alemã acaba de dar um duro golpe no voto eletrônico, ao proibir seu uso. Seus defensores não convenceram os juízes de que a antecipação e seguranças compensavam o perigo de softwares manipulados para gerar fraude eleitoral. Ou que a economia com funcionários eleitorais compensasse. Os juízes entenderam que o voto eletrônico debilita o caráter público da eleição e o eleitor comum não entende o processo e não vê garantias que o voto emitido seja o mesmo do captado pelo computador. A Corte afirma algo que muitos políticos e consultores esquecem: ‘Na República, a eleição é coisa de todo o povo e assunto comunitário de todos os cidadãos e que a função do processo eleitoral é a delegação de poder do Estado à representação popular’. Por isso, a sua legitimidade não pode ser sacrificada em função da comodidade dos funcionários e da ansiedade dos políticos. A sentença teve amplo respaldo da opinião pública".

Rabo-de-saia

Por isto que o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, é considerado incorrigível cantador de fêmeas.

O autor do acervo aí linkado conta por que tem mais medo do poderoso político italiano do que da guerrilha colombiana.

Ainda há esperança

Se o presidente Lula não vetar os três artigos da Medida Provisória 458, aprovados pelos destruidores de florestas, ele será responsabilizado pela História por ter contribuído para o aniquilamento do que ainda resta de matas na Amazônia.

quinta-feira, junho 04, 2009

A volta de Maria

Por 6X 4, o STF  votou favoravelmente ao retorno de Maria do Carmo à prefeitura de Santarém.


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atualização às 18:03

Na bucha, Jeso Carneiro acompanhou voto a voto a sessão do STF que resgatou o mandato de Maria do Carmo (PT),  concedido a ela democratiacemnte pelo povo de Santarém. 

quarta-feira, junho 03, 2009

Desfilando que só ela

Neste momento (21h12), Miss Desmatamento faz seu showzinho à parte da tribuna do Senado, defendendo os grileiros. Dificilmente, a turminha da casa deixará de alterar, transformando-a em colcha de retalhos, a regularização fundiária proposta pelo governo.

É bom todos de olho nos votos dos dois senadores paraenses patrocinados pelo agronegócio.

Primeira vitória

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado colocou na pauta e votou favoravelmente à realização de plebiscito para a populaçào do Estado do Pará dizer se quer ou não a criação o Estado de Carajás. 

Matéria se desloca agora para apreciação do plenário do Senado.

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atualização às 19:07



A população do Pará poderá decidir em plebiscito sobre a criação do estado de Carajás. AComissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (4), voto favorável do relator a projeto de decreto legislativo (PDS 52/07) que estabelece a realização de plebiscito para a criação do novo estado, que deverá ser realizado no prazo de seis meses a contar da data da publicação do decreto.

A matéria agora será votada pelo Plenário do Senado e, se aprovada, será ainda submetida à votação da Câmara dos Deputados. O projeto é de autoria do senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO) e foi relatado pelo senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). A aprovação da proposta foi recebida com euforia e aplausos por dezenas de prefeitos e vereadores do Pará que participaram da reunião.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) expedirá instruções ao Tribunal Eleitoral do Pará para organizar, realizar, apurar, fiscalizar e proclamar o resultado do plebiscito, segundo o projeto. No prazo de dois meses, a contar da proclamação do resultado do plebiscito, se favorável à criação do novo estado, a Assembléia Legislativa do Pará deverá proceder ao questionamento dos seus membros sobre a medida, que desmembraria o sudeste do estado, participando o resultado em três dias úteis ao Congresso Nacional, conforme manda a Constituição.

Na justificativa do projeto, Quintanilha disse que a proximidade entre governantes e governados é um fator decisivo para a solução de problemas que afetam a população e a economia.

- As enormes distâncias dentro de uma mesma unidade federada, no caso específico do Pará, dificultam demasiadamente as ações da administração pública estadual, resultando, dessa maneira, na impossibilidade de implantação e gerenciamento de programas e projetos de interiorização do desenvolvimento - afirmou o senador.

Durante a discussão da matéria, o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) disse queo projeto não pode ser usado como bandeira política e que deverá haver um processo de conscientização da população. Ele ressaltou que o povo do Pará tem o direito de ser ouvido sobre se concorda ou não com a criação do estado de Carajás.

A senadora Ideli Salvatti (PT-SC) observou que, embora seja relutante à criação de novos estados e municípios, votava a favor da matéria, justamente porque se trata de um plebiscito, que dará direito à população de decidir sobre o assunto. Sua relutância quanto ao tema, explicou Ideli, se deve ao fato de a criação de novos entes federados acarretarem custos vultosos à máquina pública.

Já o senador Osmar Dias (PDT-PR) observou que a criação do novo estado poderá trazer maior desenvolvimento para o Pará, lembrando que o desmembramento de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul trouxe progresso para àquela região.

Os senadores Valter Pereira (PMDB-MS), Edison Lobão (DEM-MA), Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e Romeu Tuma (DEM-SP) também elogiaram a medida. Valter Pereira disse que o projeto aprovado significa que os senadores estão desenhando "uma nova estrela para colocar no pavilhão nacional". Tuma lembrou que as diligências policiais são feitas com dificuldade no Pará, por ser um estado muito grande.

Mais, aqui.

JF paralisa licenciamento de Belo Monte

A Justiça Federal em Altamira aceitou parcialmente os argumentos do Ministério Público Federal e mandou suspender, ontem, a aceitação dos Estudos de Impacto Ambiental da hidrelétrica de Belo Monte.

O Ibama havia aceitado os Estudos no último dia 25 de maio, mesmo com seus próprios técnicos apontando falhas no trabalho. Com a decisão, o licenciamento fica paralisado até que o Ibama explique a situação. O principal argumento do MPF ao solicitar a paralisação é a falta de parcela dos documentos exigidos, dentre os quais parte fundamental dos estudos antropológicos do impacto sobre os indígenas.

As empreiteiras Camargo Corrêa, Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez,
responsáveis pelos Estudos,  não apresentaram todos os levantamentos antropológicos necessários. Para o MPF, sem isso, o licenciamento não pode prosseguir.

Falta completar o estudo justamente da questão que mais suscitou debates e polêmicas na sociedade nos últimos 30 anos, desde que se falou pela primeira vez em barramento do rio Xingu. "É inadmissível que o Ibama aceite os Estudos com uma lacuna dessa gravidade", explica o procurador da República Rodrigo Timóteo, de Altamira, responsável pela ação judicial.

A falta dos estudos antropológicos foi apontada pelos próprios técnicos do Ibama, em pareceres anteriores à aceitação do Estudo, que parecem ter sido ignorados pela direção do Instituto.

Os técnicos notaram outras deficiências graves e solicitaram, por exemplo, que fosse refeito o Relatório de Impacto Ambiental - parte do Estudo em que se apresentam de forma simplificada as conclusões, para compreensão da população.

O MPF também apontou outras irregularidades na forma como vem sendo conduzido o licenciamento. Aceitar os estudos com essas falhas demonstram o açodamento do órgão licenciador, diz Rodrigo Timóteo. O processo é de responsabilidade do juiz Antonio Carlos de Almeida Campelo e tramita com o número 2009.39.03.000326-2


Assessoria de Comunicação da PRP

Força da Natureza

3  de junho de 2009. São 15h30.

Chove muito em Marabá. Toró de inverno grosso, como se estivesse bem no seu período mais intenso.

Nunca, em toda a história deste município, como diria o querido presdente Lula, o inverno se prolongou até esta data.

Todo ano, inicio de junho já está aberto para o sol forte resplandecer,  grande parte da Praia do Tucunaré de fora.

A natureza está se rebelando, intensamente. 

Tomara seja do jeito previsto pelo Paulo César Pinheiro, ao compor nos anos 80, "A força da Natureza", descrevendo a reaçao do Universo à fome devstadora de destruiçao do homem:

(...)
Os palácios vão desabar
Sob a força de um temporal
E os ventos vão sufocar o barulho infernal
Os homens vão se rebelar
Dessa farsa descomunal
Vai voltar tudo ao seu lugar

Vai resplandecer
Uma chuva de prata do céu vai descer

O
esplendor da mata vai renascer
E o ar de novo vai ser natural
Vai florir
Cada grande cidade o mato vai cobrir, ê, ê
Das ruínas um novo povo vai surgir
E vai cantar afinal

As pragas e as ervas daninhas
As armas e os homens de mal
Vão desaparecer nas cinzas de um carnava
l.

Fugindo do pau

Pegou mal, muito mal, a ausência de Valdir Ganzer na sessão da Assembléia Legislativa marcada para debater a questão das rodovias e estradas paraenses. 

Ana Júlia, particularmente, não gostou

Acha foi descortesia para com o Legislativo e momento, não aproveitado, do governo mostrar o que pode  fazer para recuperar a malha rodoviária.

Panela de pressão

"A receptividade foi excelente e acho que a nossa luta está sendo bem recebida pelos senadores que conhecem nossos problemas", disse o prefeito de Marabá, Maurino Magalhães que liderou a maior comitiva vinda do sul/sudeste do Pará, Estado que terá sua área revista caso o Projeto de Decreto Legislativo seja aprovado na Câmara e Senado e, posteriormente a realização de um plebiscito popular, a população paraense vote "sim" à criação do Estado do Carajás.


Informação extraída do blog de Val-André, onde se pode acompanhar o bate-portas de gabinetes, em Brasília, dos prefeitos e vereadores buscando apoio para inclusão na pauta desta tarde,  da Comissão de Constituição e Justiça, do decreto legislativa autorizando a realização de plebiscito para a criação do Estado de Carajás.

Pelo telefone, o blog ouviu, agora há pouco, integrantes das comitivas. Estão otimistas quanto a possibilidade da matéria ir à votação até o final da sessão.

terça-feira, junho 02, 2009

O taxista preferido do Walter

Júlio é um conhecido motorista de taxi estacionado no ponto da Doca, com a Tiradentes, próximo à sede da Secretaria Estadual de Planejamento. Ele trabalha apenas à noite, de 19 as seis da matina. Conhece como poucos, os noturnos passos do lado oposto do dia, seus segredos, suas gentes, suas curvas perigosas em cada bairro da linda Belém.

Júlio, gente boa, papo bom, conhece, também como poucos, Walter Bandeira.

No taxi de Júlio, o cantor mais completo que o Pará já produziu – é minha, a avaliação –amava percorrer a noite, atrás de um canto cheio de cantos, buscando, às vezes aflito e desorientado, namorados que lhe viravam as costas. Walter fazia seu tour sem dar  “bandeira”, silencioso, distante do  alarde característico da porralouquice. “Nunca vi o Walter beijando alguém, brigando com alguém, fazia tudo na dele”, relembrava Júlio, tempos desses ao levar o poster de casa, na Rui Barbosa, até o aeroporto. Sempre a ele recorria, quando optava pelo uso de taxi.

Não havia corrida feita pelo nosso taxista preferido,  sem que eu não fizesse a pergunta infalível:

 

     - E o Walter?

Julio dava informações, preocupado com o estado de saúde do amigo, a aflição dos parentes, impotentes para  segurá-lo em casa, o cigarro progressivamente mais intenso na boca, os sintomas de que algo não ia bem com o organismo do artista.

Júlio tem respeito imenso por Walter, cliente-amigo há mais de vinte anos dele, sempre à noite, parando aqui e ali, escarafunchando  nos bares

Quando falava dele, denunciava admiração. E orgulho por tê-lo como amigo, há tanto tempo nas madrugadas. Mas, também, escapava sempre desalentador prognóstico o que estava por vir.

 

          - Pior, o Walter não se cuida, não pensa nele...

Júlio às vezes descrevia Walter em sonos profundos e serenos, revoltado em pesadelos. Mas, também, desejando, sonhando, idealizando, sentindo. Provavelmente,  Bandeira tinha na figura do taxista, o porto seguro, a amizade sincera e pronta pro  que der e vier.

Longos caminhos, às vezes estranhos e conhecidos, os ligavam nas andanças noturnas.

 

         - Ih, muitas noites, fico esperando ele dentro do taxi, sem pressa, porque sei da demora que ele precisa pra cantar ou escutar seus cantos, revelou certa vez Júlio.


Por volta de 17 horas desta terça-feira, daqui de Marabá o poster ligou para o celular de Júlio, precisava ouvi-lo antes de escrever qualquer coisa, medir a dor que ele sente. O celular está fora da área.

Mas sempre que se tenta falar de dia com  Júlio, o aparelho está desligado. É o tempo tirado para descanso. O aparelho volta a ser reativado  depois das 19 horas. Pelo menos foi sempre assim.

Ou será, hoje, ele não atendeu por se encontrar, neste momento,  levando seu último abraço ao amigo?

Jordy nega encontro

Do deputado Arnaldo Jordy (PPS), o blog recebe comentário ao post Arregaçando as mangas, mais abaixo. 


Não estive com o Sérgio Leão e não haveria nenhuma desonra se tivesse estado.

Aos comentaristas das 10:25 e das 10:35, declaro que meus compromissos e tarefas são transparentes, na defesa de um projeto de desenvolvimento social para o Pará.

Não há segredos quanto à aproximação nacional entre o PPS e o PSDB e isso, a nivel regional será ampla e democraticamente discutido, quando for o momento.

Quanto ao crescimento do PPS, nas eleições municipais de 2008, nosso partido teve o quarto maior crescimento no estado (176%) e na capital crescemos 130% em relação à eleição anterior. Ampliamos o número de prefeitos, vereadores, além de dois deputados na bancada. Isso é crescimento real, e não "aquecimento", como a erisipela, que incha na doença e fenece na cura.

Mãe vendedora de filhas está presa

Edna Baleeiro dos Santos, 48 anos, foi presa pela Polícia Civil, em Portel.

Ela é a desalmada mãe que nao pensou duas vezes em vender as filhas menores, quando lhe foi proposta por um repórter da Rede Globo investigando a proliferaçào de crime sexual naquele município da Ilha do Marajó.  Quem assistiu no JN, lembra.

Por uma das menores (12 anos), Edna aceitou receber R$ 500,00.  A outra de 17 anos, dava pra pechincar pelos R$  200 mangos. Ou até por quatro cervejas.

Polícia nela!

segunda-feira, junho 01, 2009

Arregaçando mangas

O deputado Arnaldo Jordy já sabe o que vai fazer, daqui pra frente: calçou botinas, respirou fundo e entrou de cabeça na  pré-campanha do PSDB ao governo do Estado.

Na casa do economista Sérgio Leão, depois de demorada conversa com o ex-secretário de Almir Gabriel e Simão Jatene, o deputado do PPS recebeu a primeira missão:  trabalhar o apoio dos pequenos partidos à candidatura de Simão Jatene.

Jordy já está a postos. 

O Cara é o Cara

Observaram bem a Data-Folha divulgada no inicio da semana? Deve ter caído como chumbo sobre os defensores da tese de que Lula não conseguiria transferir votos à sua candidata presidencial.

Uma rápida pincelada.

A avaliação de Lula ter voltado a crescer (agora 69% de ótimo+bom) confirma os dados sobre sua avaliação (GPP), nas capitais mais importantes. E da mesma forma que a crise econômica não o afetou, apesar de ter se intensificado.

Data-Folha mostra as seguintes respostas entre março e maio de 2009: a) a situação do país vai melhorar de 31% para 41%. b) O desemprego vai aumentar, cai de 59% para 43%. c) Inflação vai aumentar cai de 48% para 36%.


Os que estão de acordo com um terceiro mandato passam de 34% para 63%.

Dá pra notar claramente que o aumento da capacidade do presidente transferir votos.

Lula (na induzida) tem 47% das intenções de voto e Serra 25%, caindo 13 pontos. Essa é uma boa e má notícia. Boa porque define um piso para Serra. Má porque ele ainda pode perder 1/3 de suas intenções de voto se Lula mantiver capacidade de transferi-los.


Lula tem na espontânea 27% ou 57% da induzida. Serra tem 5% ou 13% da induzida sem Lula. Dilma tem 4% (e com Lula marcado), ou 25% de seus 16%.

Sem SP (supondo diferença aqui pró-Serra de 40 pontos), o resultado seria Serra 32% e Dilma 20%.

Lá se vão oito meses da crise econômica. O Brasil, neste período, ficou entre os países com dados mais acentuados de queda na indústria, no PIB e no comércio exterior. Por que razão a máxima (“é a economia estúpido”) de Carville, assessor de Clinton na época, que relaciona a economia à política, não atingiu Lula?

Alguém pode responder?

Como se fosse ele

O plano B do  PSDB transitou por Marabá, sábado 30, como se fosse o titular da candidatura majoritária ao Governo do Estado, em 2010. Foi durante a Ação Global, transcorrida durate todo o dia, na sede do SESI.

Chamada de passageiro

Em primeira mão, o Quinta Emenda confirma: Vic Pires Franco não está no avião francês até agora desaparecido na rota Brasil-Paris.

Aprendendo a jogar

Intitulada "Nem sempre quem joga melhor vence o jogo", nota conjunta assinada pelo Governo do Estado e Prefeitura de Belém oficializa a reação das autoridades a respeito da  exclusão de Belém da relação  das cidades sedes da Copa do Mundo de 2014. 



O município de Belém e o Estado do Pará recebem a exclusão de Belém entre as cidades sedes da Copa 2014 com tristeza. Tudo que o Governo do Estado do Pará e a Prefeitura de Belém  poderiam fazer foi feito. Nosso projeto para receber a Copa 2014 foi considerado por especialistas o terceiro melhor entre as dezessete cidades candidatas. Estivemos presentes nas etapas de seleção e cumprimos todas as exigências impostas pela Fifa .

Belém está estruturada para sediar mega eventos. Sua localização geográfica facilita o acesso através de todos os meios de transporte. O Círio de Nazaré, anualmente, reúne mais de 1 milhão de pessoas. Só em 2009 a cidade recebeu mais de 100 mil pessoas de todas as partes do mundo, no Fórum Social Mundial; e o GP de Atletismo, que anualmente traz  para Belém os melhores atletas do mundo, arrasta milhares de expectadores ao nosso Estádio Olímpico .

Ao deixar Belém de fora, a Fifa não levou  em consideração os critérios técnicos, a tradição e a paixão do povo paraense pelo futebol, que gera uma das mais elevadas rendas nos jogos do campeonato brasileiro. Temos um dos melhores estádios do País, que precisa de apenas 25% de obras de adaptação para cumprir os critérios técnicos dos organizadores do evento. 

A grande surpresa para nós é que a chamada “Copa do Meio Ambiente” inclui apenas uma cidade da região que representa mais da metade do território brasileiro. Enquanto o  Nordeste ficou com quatro cidades; o Sudeste três, o Centro Oeste e Sul do Brasil, com duas cada.  Mas nem sempre o time que joga melhor vence o jogo.  Quem perde com isso é o mundo, que não terá oportunidade de conhecer uma das mais belas e acolhedoras cidades do Brasil.

Já a população de Belém vai continuar ganhando com as obras iniciadas e planejadas na Região Metropolitana, que serão mantidas e executadas: duplicação da rodovia Transmangueirão; a ampliação da avenida Independência; a recuperação da rodovia Arthur Bernardes, da Perimetral; elevado da avenida Júlio César; Portal da Amazônia, Binário da Senador Lemos/Pedro Álvares Cabral ; ampliação da avenida João Paulo II; e Pórtico Metrópole.

Nós, o Governo do Pará e o Município de Belém, cumprimos todos os critérios e exigências técnicas para trazer a Copa a Belém. E até nos antecipamos com o estudo de pré-viabilidade de gestão do Estádio Mangueirão.  Portanto, a exclusão de Belém, foi uma INJUSTIÇA com o povo paraense. Mas nós vamos continuar torcendo pelo Brasil e trabalhando pelo Desenvolvimento de Belém e do Estado do Pará. 

Governo do Estado do Pará

Prefeitura Municipal de Belém

domingo, maio 31, 2009

"Elefante branco" passa por cima

Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Cuiabá, Manaus, Fortaleza, Salvador, Recife e Natal. São essas as cidades sedes da Copa do Mundo de 2014, do jeitinho que o Ancelmo Góis antecipou 48 horas do anúncio oficial.

A escolha de Manaus, aliás, já é conhecido desde o mês passado, quando o jornalista Juca Kfoury deu o furo.

Os dois fatos provocaram reação irada de alguns paraenses, uns inclusive coleguinhas, desconsiderando a seriedade dos autores das noticias. Se pudessem sacrificá-los ao pé de uma fogueira, não pensariam duas vezes. Esqueceram a privilegiada posição adquirida ao longo dos anos por  gente do naipe de Juca e Ancelmo, com fontes seguras em todo canto deste país.

A escolha de Manaus, é verdade, vem a reboque daquilo que a FIFA mais respeita na hora de organizar uma Copa  do Mundo: atrair turistas endinheirados, ou não, do mundo inteiro. A marca Amazônia, uma das mais pronunciadas no Planeta, além da atração natural que suas florestas pontuam, é o que interessa aos especialistas em gerar dinheiro, dentro da Federação Internacional de Futebol.

Durante todos esses tempos em  que se debateu internamente a escolha ou não de Belém como a provável escolhida, falou-se muito na posição geográfica da nossa capital, tradição futebolística que a cidade possui graças ao amor da população por Remo e Paissandu, e na existência do estádio Mangueirão, como armas poderosas para abater as pretensões manauarenses. Esqueceram de que a FIFA busca isso, mas  preferencialmente só quer encher as sedes de turistas internacionais, aqueles que gastam mesmo numa Copa, sem dor na consciência.

No inicio deste mês terminando hoje, John Howkins,  consultor inglês de uma empresa terceirizada da  FIFA, deixou bem claro numa mesa redonda esportiva de uma TV paulista, da qual participou pelo telefone, o fascínio que o Estado do Amazonas estava contaminando os principais executivos da entidade internacional, chegando, inclusive, a considerar os jogos em Manaus tão competitivos quanto aqueles que ocorrerão na sede do Rio de Janeiro.

O consultor chegou a contestar um dos debatedores – se não me engano o ex-goleiro Raul, que jogou no Flamengo -, que citava as vantagens técnicas de Belém, falando das qualidades do Mangueirão, em contraponto a inexistência de estádio em Manaus. Ele disse que a FIFA já está acostumada a exigir construção de novos estádios em grande parte dos países onde se realizou mundiais, e que se a capital amazonense não possui uma praça de jogos à altura, passaria a ter, em quatro anos, após escolhida como sede.

Daquele noite do debate,  passei a não ter mais dúvidas da exclusão de Belém das pretensões da FIFA.

E não adianta agora ficar estribuchando.

Saída é arregaçar as mangas e tentar tirar proveito da condição, agora subalterna, de sermos o Estado vizinho de uma futura sede da Copa do Mundo de 2014, investindo no que for possível para Belém ganhar alguma coisa.

sexta-feira, maio 29, 2009

Manaus, um elefante branco no caminho

Michel Castellar e  Nelson Ayres, repórteres do Lance, jornal especializado em esportes de maior circulação do país, realizaram excelente trabalho sobre a escolha das sedes da Copa  do Mundo de 2014, inclusive publicando  custo-benefício de cada estádio projetado e as chances técnicas de cada um – caso a FIFA tenha escolhido as cidades dentro desse critério.

Manaus, na visão dos repórteres e de Amir Somoggi, consultor da empresa Casual Auditores, é fulminada de cabo a rabo. 

Belém aparece tecnicamente  factível.

Detalhe: há três quadros publicados ao lado das matérias do jornal, ilustrando, com números, as possibilidades reais de cada cidade, que não estão reproduzidos aqui no blog. Infelizmente, a reportagem não tem disponibilidade digital.

Artigos foram publicados na edição de 26 de maio.

 

 

Elefantes brancos da Copa

 

  - Michel Castellar e  Nelson Ayres

 

No próximo domingo, a Fifa anuncia quais serão as cidades brasileiras que sediarão jogos da Copa do Mundo de 2014. Mas já se pode afirmar que muitos estádios projetados podem transformar-se em pesados elefantes brancos. Os investimentos propostos são bem maiores do que o retorno possível em algumas cidades.

Um exemplo é o estádio de Manaus, o mais caro da lista (R$ 580 milhões). Em um cálculo conservador, para se obter retorno aos investidores, seria preciso que rendesse R$ 38,8 milhões por ano (retorno de 1% ao mês). Hoje, o combalido futebol amazonense é capaz de gerar apenas R$ 2 milhões.

Para justificar o investimento, além da bilheteria, existem três caminhos neste momento: um grande projeto imobiliário, capaz de atenuar o impacto da obra do estádio; um centro comercial; e um programa de fidelidade de sócios. Não se pode contar com megashows de astros internacionais (do porte de uma Madonna) porque estes eventos são raros. No máximo, dois ou três por ano. E estes artistas fazem, no máximo, duas apresentações em cada país.

O valor baixo dos ingressos é um problema para o Brasil. Segundo estudo apresentado pela Escola Superior de Propaganda e Marketing, o valor médio dos gastos de um torcedor na Inglaterra é de 70 euros (R$ 198). Em Portugal, que sediou a Euro 2004, é de 35 euros (R$ 99). No Brasil, como pode ser visto no quadro ao lado, o ingresso médio varia entre R$ 7 e R$ 22 e não há bons serviços.

Também chama a atenção o custo dos estádios projetados para a Copa brasileira. Se compararmos com os alemães, veremos que o Brasil não foi nada modesto. Ao utilizarmos oito cidades praticamente certas (Rio, São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife e Fortaleza) e outras três candidaturas mais baratas, sem contar possíveis aumentos, encontraremos o número de R$ 3,529 bilhões. E o Mineirão ainda não tem números definidos. A Alemanha gastou quase o mesmo em 2006: R$ 3,941 bilhões.

Se consideramos  os valores projetados no quadro ao lado, vamos perceber que as cadidaturas das cidades mais desenvolvidas foram as mais bem trabalhadas.

O Maracanã  é um exemplo. Por sua simbologia e por investimentos na área de turismo, como o Museu do Futebol, já teria um acréscimo de retorno. Mas, se considerarmos a bilheteria de Flamengo e Fluminense, o estádio já seria viabilizado. Assim como o Serra Dourada, que tem tres equipes atuando frequentemente.

O São Paulo, apenas com a bilheteria, teria de aumentar a arrecadação do Morumbi em R$ 6 milhões anuais. Mas, com shows a patrocínios, o clube já arrecada atualmente mais do que este valor. Ou seja, se pagaria, sem pirotecnias. Assim, como a Arena da Baixada  e a Fonte Nova.

Beira-Rio, Mangueirão e Arena da Floresta são outros estádios com orçamento adequado ao retorno que poderão ter.

Na faixa intermediária, estão o Castelão e a Cidade da Copa, em Recife. Terão que investir pesado em turismo e áreas comerciais.

  

Infraestrutura é o desafio

No domingo, termina o sonho para cinco  cidade e começa trabalho intenso para as demais. E ser escolhida sede não significa  que a cidade está apta para receber as partidas da Copa. É apenas o primeiro passo. Se observarmos o quadro ao lado, perceberemos que as cidades pretendem investir pesado  em infra-estrutura. A Fida é rigorosa ao cobrar eficiência nos aeroportos, telecomunicações, saúde, sistemas elétricos, meios de transporte e vias de acesso.

Ao todo, são quase R$ 85 bilhões de investimentos projetados. Três cidades (inclusas aqui Belém, Brasília-DF e Porto Alegre)  ainda não fizeram ou não quiseram divulgar estes cálculos, deixando para se pronunciar  depois da escolha das sedes. E somente cinco dos 17 orçamentos  serão retirados  da conta final. Somente os quase R$ 4 bilhões de construção de estádios e você terá o valor do Mundial do Brasil.

Vale lembrar que falamos apenas em uma previsão inicial. Nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio, o orçamento foi subestimado e teve aumento de 500%. Na África do Sul, já existe um aumento de quase 700% em relação ao orçamento inicial.

E a realidade para o torcedor da maioria das cidadessó mudará se elas forem escolhidas. Pelo planejamento divulgado pelos governos estaduais, somente em Florianópolis  haverá a construção de um novo estádio mesmo se a Copa não chegar. Ou seja, o Mundial  é a salvação para muita gente.   

 

O Engenhão é a nossa referência

 

               Amir Sonoggi, Consultor da Casual Auditores

 

O Brasil não pode  sair construindo estádio de R$ 400 milhões. E a nossa referência é o Engenhão.  Em estudos que fizemos, ele renderá R$ 40 milhões/ano se for bem explorado. É mais interessante investir R$ 430 milhões no Maracanã do que R$ 350 milhões no Engenhão. A mesma coisa vale para Mineirão e Morumbi. Outro detalhe é o efeito na sociedade. Na Alemanha, o governo investiu em dois estádios do lado oriental para gerar benefícios fora do futebol. Seria interessante ter Manaus como sede da Copa. Ótima estratégia de marketing. Mas não entendo os motivos de ter Campo Grande ou Cuiabá. Além disso, a FIFA é  uma entidade de futebol. E deve pensar onde existe futebol. Em Belém, existe futebol e o torcedor comparece.

quarta-feira, maio 27, 2009

Às favas, a toga

O Supremo Tribunal Federal (STF) pagou ao presidente da Casa, Gilmar Mendes, R$ 114.205,93 em diárias de viagem nos 13 meses de sua gestão. Isso significa que, passado um mês da metade de seu mandato, Gilmar recebeu praticamente quatro vezes o total acumulado por sua antecessora, a ministra Ellen Gracie, nos 24 meses em que ela dirigiu a corte. Em dois anos, o STF gastou R$ 31.159,90 com despesas de hospedagem, locomoção e alimentação em viagens nacionais e internacionais da ministra. 

Mais aqui.

Mãe-Joana enraivecida

Não tem jeito. A Democracia Socialista de Marabá é um barraco só.

Dizendo-se preocupada com a reeleição de Ana Júlia, é essa tendência quem se reúne para discutir “táticas eleitorais” -, e baixa o pau. Nos próprios colegas da corrente.

Cada um quer ter o ser naco pessoal, seu terreno delimitado, sua reserva de mercado, como se a DS fosse, una,  o próprio Governo do Estado.

O fato a seguir é contado por comentarista conhecedor da arruaça ocorrida semana passada, durante encontro da tendência.

 

No encontro da DS de Marabá realizado final de semana passada o pau quebrou. Metade da Plenária não queria o Ferreirinha como delegado para o encontro estadual, que vai definir quem são os candidatos a deputado. A turma do Ronaldo Giusti e da Eva Abreu comandou o repúdio ao ex-vereador. Dos quatro delegados três eram consenso. O ferreirinha não. Na primeira votação foi anunciada a derrota dele por dois votos. Pediram recontagem. Eva e Ronaldo, aos gritos, diziam que era golpe e se retiraram do Plenário. Essa é a DS, minúscula, que ainda põe dificuldades para a entrada de uma liderança que tem votos, como o Ferreirinha, e condições de dar musculatura para a tendência enfrentar a sempre fraticida luta interna do partido. Entrou numa fria o Ferreirinha. E não foi por falta de aviso dos amigos.

Sucupira não merece

Acredite quem quiser.

A Câmara Municipal de Rondon do Pará encaminhou ofício ao poster requerendo "o envio o mais breve possível, do material recebido por Vossa Senhoria, para que possamos acompanhar a apuração da verdade real dos fatos"

É risível, indisfarçadamente gracioso e  um verdadeira chiste, o documento assinado pelo 1o Secretário, vereador Josimar Feitosa da Silva, pedindo cópias dos eMails enviados a este jornalista por cidadãos e entidades do município denunciando o vereador Paulo Sérgio de Lima Batista por prática de atos danosos a ética e aos costumes republicanos - conforme notas publicadas dias atrás na coluna do Diário do Pará.

Os caprichosos representaes do povo de Rondon sustentam estar dispostos a apurar tudo. Só que, até agora, segundo  ofício, "esta Casa de Leis não tem conhecimento de nada contra o mesmo (Paulo Sérgio), e nenhuma providência seria tomada antes do Inquérito Criminal que está sendo instaurado para apuraçào da verdade".

Ou seja, só podem iniciar a apuração dos fatos se tiverem cópias dos eMails de fontes do blog. A denúncia retratada na coluna reproduzindo o que dizem comunitários, não serve. Eles querem os nomes de quem está no município fiscalizando suas incelências.  Como se os intrépidos e referenciais veredores fossem, verdadeiramente, investigar o presidente da Câmara, no caso Paulo Sérgio, filiado ao Partido dos Trabalhadores.

De que Paulo Sérgio está sendo acusado? Da prática de pressionar os dirigentes locais de alguns orgãos estaduais para o atendimento de favores pessoais, ameçando-os de perda do cargo caso rejeitem os pedidos do bacurau. Naquela base do "sabe com quem está falando?"

Duas coisas, fiquem bem claras, intrépidos vereadores de Rondon.

Primeiro, não! Nenhuma cópia do que lá seja. Nem na Justiça. Os colaboradores sérios deste jornalista são figuras intocáveis.

Segundo, vão vender a mercadoria de vocês em outro terreiro. Espaço para  o presidente de suas incelências se defender, aqui e na coluna do Diário do Pará, sempre esteve garantido. Isso foi dito ao advogado de Paulo Sérgio, que até hoje não enviou a versão do acusado.

E, finalmente, cada vez que mudarem o rumo dos fatos, mais peia levam. 

Aqui e alhures.

“Velha metida a gatinha”

Alguns homens, quando estão ficando velhos, abusam da impaciência e falta de discernimento diante de certas situações.

Algumas mulheres, mais idosas, denunciam, sem perceber, seus complexos e são frequentes na revelação de fatos constrangedores.

Como fez a dondoca atriz Susana Vieira diante das câmeras do Vídeo Show, humilhando a cada vez mais arrasadora repórter Geovanna Tominaga, ao arrancar-lhe o microfone afirmando não ter paciência "com quem está começando".

Muito certo, um comentarista, no portal do Diário do Pará,   que se insurgiu contra a deselegância de Susana: 


                - “O pessoal enche muito a bola dessa velha metida a gatinha, e dá nisso, fica querendo humilhar os outros! E ainda vai ter gente achando que ela estava certa!!!


Bingo!

Está certa, não!



Microfone arrancado da mão por Vieira, uma constrangida e educada Geovanna apenas assiste a dondoca fazer seu show. De mal gosto.

terça-feira, maio 26, 2009

Pressão sobre a floresta

“Mais um passo, atrás”. Título é da senadora Marina Silva, dissertando, na Folha,   sobre o decreto do governo que institui teto para a compensação ambiental. O que poderia ser um gol de placa de Lula, virou  bola murcha.

O blog faz questão  de reproduzir, em sua essência, o  artigo coberto de lucidez dessa corajosa negra acreana.

 

MESMO correndo o risco de parecer repetitiva, os fatos o justificam. A atual temporada de caça à proteção ambiental não dá mostras de arrefecer. O último lance foi o decreto do governo, editado na semana passada, que fixa o teto de 0,5% para a compensação ambiental.

Para entender: a lei obriga, desde 2000, que as empresas compensem os impactos ambientais provocados por seus empreendimentos, por meio da contribuição de pelo menos 0,5% do investimento para a criação e manutenção de unidades de conservação. A lei não estabelece um teto, mas diz que o percentual deve ser definido pelo órgão ambiental em função do grau do impacto do empreendimento.

Não se trata de colocar preço na destruição ambiental, mas de reconhecer que nem todos os impactos ambientais podem ser eliminados ou mesmo diminuídos. Nesses casos, não há outra medida de proteção ao meio ambiente que a compensação pelos danos causados.

É o princípio do poluidor-pagador. Mas esse instrumento da política ambiental vinha sendo utilizado com dificuldade, tendo em vista questionamentos judiciais, entre eles a ação direta de inconstitucionalidade proposta pela Confederação Nacional das Indústrias. Apesar disso, muitas empresas adotaram a compensação como política corporativa, valorizando seus ativos e sua imagem pública.

No início do ano passado, o STF decidiu que a compensação ambiental é legítima e constitucional e seu valor deve ser calculado com base no impacto, e não no tamanho do investimento.

Agora, o decreto governamental definiu a forma de cálculo da compensação, privilegiando a redução dos custos financeiros, e não a diminuição dos impactos ambientais. O que era um piso de 0,5% sobre o valor do investimento, que poderia variar até 2% ou 2,5%, como vinha sendo discutido, passou a ser o teto.

Argumenta-se que os investimentos no pré-sal serão gigantescos, o que justificaria a redução do percentual da compensação ambiental. Não há melhor exemplo para mostrar o quanto ela é necessária. A exploração do pré-sal colocará na atmosfera bilhões de toneladas de carbono.

O governo deveria ser o primeiro a considerar que, se é importante explorar mais petróleo, é igualmente importante criar condições para mitigar os efeitos ambientais de seu uso. Não se trata de um "desperdício" financeiro, mas de um investimento essencial para enfrentar as consequências do aquecimento global.

No entanto, prevaleceu a lógica da redução de custos. Resta saber quanto essa lógica estreita irá custar à sociedade.

 

Marina Silva, senadora

Sefer acaba de ser preso

O  Comando de Operações Especiais da Polícia Civil do Rio de Janeiro (COE) prendeu há cerca de 40 minutos o deputado estadual Luiz Sefer. Ele estava em seu apartamento, na Zona Sul, quando recebeu a ordem de prisão. 

Dentro de mais algumas horas o parlamentar será trasladado para Belém. 

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atualização às 17:11

Começou a luta de bastidores pela definição do local onde o ex-deputado Luiz Sefer ficará preso, em Belém. Familiares e advogados do médico acusado de pedofilia estão, neste momento, no Tribunal de Justiça do Estado, pressionando autoridades para determinar seu recolhimento  no comando do Corpo de Bombeiros, localizado na Av. Júlio César com Pedro Alvares Cabral, mesma cela destinada, tempos atrás, aos empresários Fernando Yamada e Marcos Marcelino.

Bom lembrar que o sistema penitenciário do Pará não possui xadrez especial a presos com curso superior, caso do médico Sefer.

Se depender da polícia, o ex-deputado iria diretamente do aeroporto para a penitenciária Anastácio das Neves, em Americano, local onde encontra-se recolhido o delegado de polícia Roberto de Cássio, preso em Altamira. 

Mais tarde, mais notícias.

Decretada prisão de Sefer

O juiz da Vara de Crimes contra a Criança e o Adolescente, Eric Aguiar Peixoto, acaba de decretar a prisão do deputado estadual Luiz Afonso Sefer (sem partido).  Mesmo encontrando-se no Rio de Janeiro, a prisão do parlamentar acusado de crimes de pedofilia deverá ocorrer a qualquer momento.