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sexta-feira, dezembro 17, 2010

Afrontando o TRE

Deputados federais e estaduais eleitos pelo PMDB não participarão da solenidade de diplomação dos eleitos na eleição de 2010, esta noite, em Belém.

Ausência da bancada pemedebê  é em protesto contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral de rejeitar o pedido de novas eleições para o Senado.

Asdrubal Bentes, deputado federal reeleito pelo partido, confirma também que seus correligionários sinalizam, com o ato radical, plena solideriedade a Jader Barbalho.

quinta-feira, dezembro 16, 2010

TRE rejeita nova eleição para o Senado

3 X 2.

Esse o placar da decisão do Pleno do Tribunal Regional Eleitoral contrário à realização de nova eleição para o Senado, no Pará - contrariando pedido do PMDB.

Os advogados do partido anunciaram agora mesmo que entrarão com recurso no TSE.

TRE julga recurso de Jader

Começou a sessão do Pleno do TRE, que julga ação do PMDB pedindo a realização de novas eleições para o Senado, no Pará.

Se depender do Procurador Regional Eleitoral, Daniel César Azeredo Avelino, nova eleição está fora de cogitação.

Em parecer sobre o pedido do PMDB, Daniel se manifestou contrário.

Se o recurso do PMDB for aceito pelo Pleno, os senadores declarados eleitos Flexa Ribeiro e Marinor Brito não serão diplomados, amanhã.

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atualização às 11:30

Advogado leitor do blog esclarece que a diplomação dos senadores declarados eleitos Flexa Ribeiro (PSDB) e Marino Brito (PSOL) ocorrerá nesta sexta-feira, 17, independente do que seja decidido logo mais pelo TRE-PA. "Isto porque, qualquer que seja  o entendimento do Pleno,  caberá recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE)".

terça-feira, novembro 30, 2010

Tem boi na linha

Certamente em respeito à sua fonte que não pode ainda dar nome ao boi, Paulo Bemerguy  publica post cifrado sobre a possibilidade do pedido de cassação do diploma de algum político eleito na eleição passada.

Ação pedindo a cassação do eleito não identificado no texto, será apresentada à Justiça Eleitoral depois do dia 17 de dezembro.

Quem será, maninho?!

Cifrando a nota, Bemerguy antecipa o furo.

quinta-feira, novembro 18, 2010

Wlad ameaçado de cassação

O Ministério Público Eleitoral (MPE) encaminhou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará representação em que acusa o candidato à reeleição como deputado federal, Wladimir Afonso da Costa Rabelo, o mais votado no Estado para a Câmara dos Deputados, de oferecer gratuitamente cursos de informática para conseguir votos. Caso a Justiça considerá-lo culpado, Wladimir Costa poderá ficar impedido de tomar posse ou será cassado.

Segundo a representação, enviada ao TRE em na última sexta-feira, 12 de novembro, o candidato agiu com o apoio do irmão, Wlaudecir Antônio da Costa Rabelo, e de um funcionário de uma rádio em Itupiranga, no sudeste paraense. Alunos do curso de informática confirmaram ao MPE que propaganda feita por carro de som no município informava que Costa era o proprietário da rádio Jovem FM, onde o curso era oferecido.

O coordenador da rádio e coordenador da campanha do candidato, Murilo Santos Ferreira, afirmou que o curso era promovido pela própria sociedade W. A. C. Rabelo e Cia Ltda., permissionária da rádio.

O curso, oferecido gratuitamente a estudantes com mais de 15 anos de idade, começou em 12 de setembro, com previsão de término em 12 de dezembro. Segundo depoimentos de instrutores, 1180 alunos foram matriculados, sendo 840 na sede do município de Itupiranga e 340 no distrito de Cajazeiras.

“Embora a empresa permissionária da rádio responsável pelo curso não tenha, formalmente, como sócio o representado Wladimir Costa, a apuração realizada deixou claro que é de reconhecimento unânime no município a vinculação entre o candidato e a rádio, sendo ele tido como proprietário pelos habitantes do local”, observam os procuradores eleitorais André Sampaio Viana e Bruno Araújo Soares Valente no texto da representação.

Wladimir Costa foi o mais votado em Itupiranga, com 4.896 votos, o que representou 22,85% dos votos válidos no município. Segundo o MPE, os números revelam “o sucesso da empreitada ilícita”. Em todo o Estado, Costa teve um total de 236.514 votos.

A representação do MPE ao TRE ressalta que, para configurar-se compra de votos, não é necessário que haja pedido expresso de voto, bastando a evidência de que a vantagem foi oferecida para a obtenção da contrapartida.
 
Nº do processo: 309411.2010.614.0000 – TRE/PA




Fonte: Ascom do Ministério Público Federal no Pará

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Nota do blog: esse lance descoberto pelo MPE é do conhecimento de toda a população de Itupiranga. Ali, o candidato Wlad promoveu verdadeira farra de conquista ilícita de votos - bem como em diversos outros municípios paraenses. A vinculação do nome do parlamentar às emissoras de rádio comunitárias de sua propriedade, em diversas localidades, foi fator decisivo para o universo de votos obtidos pelo folclórico arremedo de político.

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atualização às 14:17

E pelo visto, enriquece, a cada dia, a folha corrida do deputado federal.

quarta-feira, novembro 17, 2010

A "verdade" ao avesso

Comentário de Anônimo ao post Bravo Glauco:


Não foi só o Glauco que foi rifado, tratado como um talento secundário. Dirigentes experientes do PT também foram solenemente ignorados pela Link. Para usar uma expressão do próprio Edson Barbosa, ele era a própria imagem do marqueteiro que brincava de ser Deus. Ninguém o convencia de nada. Para tudo ele tinha um argumento. Quando alguém dizia que a linha do programa era "desenvolvimentista", "burocrática", o Edinho respondia: "isso foi identificado como positivo na quali". A Quali era tudo para ele e para a Angela, a paulistana que acha que tudo se resume a grupos de pesquisa qualitativa. Ou seja, se um tema não aparecia na "quali", não poderia entrar no programa. O rádio foi tratado como subproduto da TV. A turma da Link desconhecia o estado do Pará e abriu mão de pessoas que estavam lá dentro e poderiam ajudar a explorar os temas importantes para cada região do estado. Para quem trabalhou na campanha e torcia pela vitória de Ana Júlia, a impressão que dava, a partir da fala do dono da Link é que todo mundo era iniciante em campanha eleitoral. Tudo o que se aprendeu antes, não valia nada. O marketing científico estava chegando agora ao Pará. E nós, profissionais da terra, teríamos que nos curvar, pois estávamos vivendo uma experiência única, da primeira campanha de marketing político científico. A ponto do Edson Barbosa dizer para a própria governadora. "Se alguém lhe apresentar pesquisa, sugerir coisas, mande o sujeito trabalhar, arranjar votos, governadora, nós sabemos o que estamos fazendo".

Bravo Glauco

O querido Glauco reagiu.

À altura do nível profissional, e  de sua alma serena.

Estava me preparando para colocar azeite à resposta arrogante - muito mais desinteligente! -  que o Edson Barbosa, da Link,  deu ao Chico Cavalcante,  numa reação à inclusão do nome do Glauco no babado, com aleivosias e versão mentirosa.

Durante a campanha, por várias vezes, primeiro e segundo turno, assomei  solidariedade à aflição do Glauco, cercado em Belém  por um magote de esturreiros.

Sabia o que ele estava passando,e como sofria.

Sempre chegava perto dele através de telefonemas, ouvindo-o, e levando minha força.

Já fiz duas campanhas eleitorais com o Glauco, um cara humano, alma de menino eternamente sonhador, num tempo sadio durante o qual passei  a admirar o poço de criatividade alicerçado em seu interior.

A reação do Glauco num emeio enviado à Rita Soares, é o grito de um profissional ferido, mas cheio de dignidade.

terça-feira, novembro 16, 2010

Sem o Norte-Nordeste, Dilma se elegeria

Particularmente, o blogger adora mergulhar em números, atestar comparativos, buscar diferenças - inda mais quando faz esse tipo de pesquisa pós-eleições.

Mesmo tendo essas buscas numéricas como atividade preferencial, o poster passou batido e não atentou para pesquisar a votação de Dilma, por região.

Como não fez o dever de casa, o blogueiro perdeu a oportunidade de descobrir o que a excelente jornalista baiana  Cynara Meneses flagrou, ao mergulhar na eleição presidencial de 2010,  constando nos números pesquisados que  Dilma Roussef seria eleita presidente do Brasil mesmo se não tivesse os votos do Norte-Nordeste.

Com essa sacada, Cynara dá uma paulada na chamada direita brasileira, responsável por reacender,  durante a campanha,   capitaneada pelo candidato José Serra, atitudes xenófobas que culminaram com a recente declaração preconceituosa, contra nordestinos, de uma jovem tuiteira nacional.

Leiam o texto de Cynara publicado na Carta Capital:



Ao tomar a hóstia em Aparecida, beijar o terço em Goiânia e erguer como uma taça a imagem de Nossa Senhora da Abadia, em Uberlândia, o tucano José Serra não apenas bajulava o voto do eleitor cristão em campanha, mas selava o próprio destino. Identificado com a esquerda durante toda a sua vida política, Serra sai da eleição como a cara mais visível de um movimento que pretende fincar as raízes do ultradireitismo no Brasil. Espécie de versão brazuca do americano Tea Party, a nova direita que emerge das urnas pauta-se menos pela austeridade nos gastos governamentais e mais por uma moral retrógrada e um nacionalismo infantil que geralmente descamba para o preconceito.

Nos Estados Unidos, o Tea Party surgiu em 2009 a partir da constatação feita por um grupo de políticos conservadores, liderados pela ex-candidata a vice e ex-governadora do Alasca Sarah Palin, de que parte da classe média branca do país perdera privilégios ao longo dos anos – e, mais ainda, com a eleição de um negro, Barack Obama, para a Presidência. O ódio e o preconceito dessa fatia do eleitorado já haviam se manifestado na primeira eleição de George W. Bush, em 2000, quando uma massa de branquelos do Meio-Oeste foi às urnas contra propostas de liberação do casamento gay e do aborto, associadas aos democratas. Foi esse grupo um dos responsáveis pela vitória de Bush Júnior. A mesma turma alçou Palin ao estrelato e reduziu o espaço dos moderados no Partido Republicano.

Não à toa, o movimento Tea Party apoia a lei em vigor no Arizona desde julho- que permite prender e expulsar imigrantes pelo simples fato de não estarem de posse de documentos. Aqui, as vítimas da versão brasileira dos red necks são os nordestinos, a quem se “culpa” pela vitória de Dilma Rousseff no domingo 31.

Disfarçada na política, a aversão aos nordestinos invadiu as redes sociais, sobretudo o Twitter, na segunda-feira 1º de novembro, na manhã seguinte à confirmação da vitória de Dilma. Uma estudante de Direito de São Paulo, Mayara Petruso, deu a senha para uma enxurrada de manifestações preconceituosas ao postar a seguinte mensagem: “Nordestisto (sic) não é gente, faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!” Seguiram-se dezenas de outras, todas no mesmo tom: “Trocaram voto por miolo de pão!”, “Valeu Nordeste, mais quatro anos vivendo às nossas custas”, “80% do Amazonas votam na Dilma… cambada de índio burro”, e coisas do gênero.

Mayara acabou alvo de uma representação movida pela seção pernambucana da Ordem dos Advogados do Brasil no Ministério Público Federal por racismo (pena de dois a cinco anos de detenção, mais multa) e incitação pública de prática de crime. Houve reação no próprio Twitter contra as mensagens preconceituosas e em defesa da população do Nordeste, mas foi incapaz de reduzir a onda antinordestina. Em entrevista ao portal Terra, uma representante do autodenominado Movimento São Paulo para os Paulistas chegou a afirmar que as críticas às mensagens sórdidas eram uma tentativa de “vitimizar o Nordeste”.

A enxurrada de mensagens preconceituosas foi também a demonstração de ignorância e desinformação. O argumento de que foram os nordestinos os responsáveis pela vitória petista não se sustenta pelos números: a ex-ministra seria eleita mesmo sem os votos do Norte e Nordeste. Se fossem computados apenas o Sul e o Sudeste, teria 29,7 milhões de votos, contra 29,4 milhões de Serra. Na capital paulista, de onde saíram muitas das mensagens ofensivas contra os nordestinos, Serra ganhou apertado, com apenas 466 mil votos de diferença. Perdeu feio em dois estados do Sudeste – Minas Gerais e Rio de Janeiro. Na terra de Aécio Neves, Dilma abriu vantagem de 17 pontos porcentuais, o que praticamente anulou a dianteira de Serra em São Paulo. No Rio, a petista obteve 4,9 milhões de votos, contra 3,2 milhões de Serra.

No Rio Grande do Sul, a vitória do tucano foi ínfima: pouco mais de 100 mil votos. Os estados do Sul e Sudeste onde- de fato o candidato do PSDB derrotou a futura presidente com folga foram o Paraná, com margem de 700 mil votos, e Santa Catarina, com vantagem final de 473 mil. Serra obteve vitórias esperadas em estados movidos pelo agronegócio, em queda de braço com o governo Lula em virtude da desvalorização do dólar. Assim como também era esperada pela oposição a larga vantagem da candidata do presidente no Nordeste: Dilma teve 18,4 milhões de votos na região, contra 7,6 milhões. Nem por isso, Serra pode ser considerado o candidato dos ricos, como não se pode desqualificar o eleitor de Dilma, praxe em editoriais e artigos na imprensa na semana pós-segundo turno.

Infelizmente, é inegável que foi a campanha do PSDB a estimular essa diferença, mais do que qualquer frase de Lula a cerca dos “nós contra eles”. Mergulhado até o pescoço na estratégia religiosa, antiabortista e impregnada de preconceito imaginada pelos artífices de sua exposição marquetológica, Serra deu o tom do embate entre paulistas e o resto do País no encontro da RedeTV! em 17 de outubro. “Essa estratégia de falar mal de São Paulo foi reprovada”, disse o tucano. E foi além ao declarar que “o PT não gosta de São Paulo”. Uma semana antes da eleição, o PSDB distribuiria panfletos com a frase “Dilma não gosta de São Paulo”, mesmo título do vídeo postado no canal oficial do candidato no YouTube. Ambos afirmavam que a petista “prejudicou São Paulo durante sete anos”.

Nos jornais, colunistas e editoriais davam a sua colaboração para que o preconceito contra os nordestinos viesse à tona. Por um lado, desqualificava-se a vitória de Dilma como representativa dos votos “menos conscientes” em contrapartida à racional escolha dos “mais escolarizados” pelo PSDB. Uma colunista chegou a escrever que Dilma e o “lulismo” só venceram a eleição “graças à votação maciça nas regiões e áreas mais manipuláveis, onde a Arena, o PDS e o PMDB já foram reis”. Daí aos “ricos” do Sudeste e Sul se jogarem contra os “pobres manipulados” do Norte e do Nordeste foi um pulo.

Professor de História da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e autor do livro Preconceito contra a Origem Geográfica e de Lugar (Ed. Cortez), Durval Albuquerque Jr. diz que a questão é justamente o contrário do que dizem os analistas. “Não se votou em Dilma no Nordeste porque se sente fome, e sim porque o governo fez o povo comer”, argumenta. “Enquanto o País crescia a 4% ao ano, o Nordeste crescia a 8%, 9%. Houve uma inclusão imensa, que se reflete na votação maciça que o PT teve na região. O Bolsa Família não é alienante, como se diz, é o inverso: conscientizou as pessoas, fez elas se sentirem gente e passarem a exigir mais.”

O resultado é que mesmo entre as classes médias do Nordeste existe hoje o preconceito observado no Sudeste e no Sul, alerta o professor. “Eles queixam-se de que já não se contratam empregados com tanta facilidade, pagando qualquer coisa.” O historiador conta que o preconceito contra os nordestinos em São Paulo surgiu na década de 1920, quando começou a migração interna e os baianos foram os primeiros a chegar – por isso até hoje “baiano” é a forma genérica de se referir ao nordestino no estado. Para o Rio, a partir da década de 1930, migraram os sertanejos acima da Bahia, e ficaram conhecidos como “paraíbas”.

Em São Paulo, a chegada dos nordestinos desencadeou tensões na classe operária. Houve disputa pelos postos de trabalho com os imigrantes estrangeiros, trazidos pela política de “branqueamento” do estado. Segundo o historiador, contribui para o preconceito a construção da imagem do Nordeste flagelado, miserável, atrasado e ignorante feita pela própria elite da região para obter recursos e cargos diante do crescimento do Centro-Sul. “Só que essa realidade vem se transformando e muita gente não viu. Está cada vez mais defasada, só existe em termos de estereótipo. O político nordestino quando faz algo errado ainda é chamado de ‘coronel’, mas não ocorre o mesmo quando vem do Sul ou do Sudeste.”

Latente, o preconceito vem à tona quando estimulado. E parece ser mais regional que partidário. Tome-se o caso dos dois Grazianos, Xico (tucano) e José (petista). Ambos paulistas. O tucano usou o Twitter para alfinetar o companheiro de partido Aécio Neves em virtude da vitória, segundo ele, “nordestina” de Dilma em Minas Gerais. Já o petista José causou polêmica no começo do governo Lula. À época ministro da Segurança Alimentar, declarou sobre o Nordeste: “Temos de criar emprego lá, temos de gerar oportunidade de educação lá, temos de gerar cidadania lá. Porque, se eles continuarem vindo pra cá, vamos ter de continuar andando de carro blindado”.

Mas será que se um partido assumisse esse discurso segregacionista teria futuro no País? Não assumidamente, mas sub-repticiamente é possível que sim. Há um ano, o diretor do instituto Vox Populi, João Francisco Meira, compila dados que apontam para um vácuo: falta um partido assumidamente de direita no Brasil. De acordo com Meira, nenhuma das legendas existentes, inclusive o DEM, se declara. “Há condições para o crescimento da direita. A campanha do Serra, nesta eleição, explorou esse espaço e o resultado final das eleições mostrou que ele é relevante.”

O diretor do Vox afirma que metade dos votos recebidos por Marina Silva, do PV, no primeiro turno, era de direita, conservador. E foram exatamente esses votos que foram para o tucano no segundo turno. “O Serra conseguiu captar todo o voto conservador da Marina. Isso rendeu a ele um terço a mais de votos do que teve no primeiro turno”, diz Meira.

A professora de Ciência Política da Universidade de Brasília, Lúcia Avelar atenta para o fato de essa guinada à direita de uma parcela do eleitorado representar uma reação à mobilidade social propiciada pelo governo Lula. “Como havia uma distância muito grande entre as classes, é como se pensassem: ‘Puxa, eles estão se aproximando. Vão sentar ao nosso lado no cinema, no teatro’. Mexer no status quo incomoda muita gente.”

Para se inserir de vez no contexto conservador que ensaiou nesta eleição, Serra enfrentará obstáculos dentro do seu partido, o PSDB. Seria temerário dizer que existe uma tendência direitista dentro do tucanato como um todo: Aécio Neves, por exemplo, está mais identificado com o centro, assim como Teotônio Vilela, governador reeleito de Alagoas. Uma alternativa para este novo Serra seria fundar outra legenda, que absorvesse setores do PSDB, DEM e dos demais partidos conservadores, como o PP. Ou esperar uma saída de Aécio da legenda, que levaria a ala não paulista do partido consigo e abriria espaço para uma hegemonia do ex-governador de São Paulo.

A eleição de Felipe Calderón no México, em 2006, e, mais recentemente, de Sebastián Piñera no Chile, comprova que existe espaço para uma direita não golpista na América Latina. De qualquer forma, parte da oposição brasileira parece encantada com o estilo neocon dos republicanos. Do ponto de vista eleitoral, não se pode negar, ela deu resultados – e no curto prazo. Como se verá na reportagem de Antônio Luiz M. C. da Costa à pág. 58, Obama sofreu uma derrota fragorosa nas eleições legislativas, a maior de um partido governista nos Estados Unidos desde o fim dos anos 1930. Uma das razões deve-se à campanha republicana permanente, iniciada logo após a vitória de Obama, e baseada em preconceitos e mentiras. Velhos temores da Guerra Fria (Obama seria “comunista”) misturam-se a novos (ele seria a favor do Islã). Resultado: presos a uma pauta moralista e insatisfeitos com o resultado de uma política econômica aprofundada sobre o mandato do antecessor Bush, os norte-americanos não conseguem debater temas realmente cruciais ao seu futuro.

Parece ser essa a diferença entre uma velha direita, liberal e centrada na defesa das liberdades individuais contra um suposto Estado opressor, e a atual. Ao redor do mundo, quem ganha espaço entre os conservadores são partidos defensores da xenofobia, do racismo e do obscurantismo religioso.

No fim das contas, tenha ou não sido proposital, essa foi a cara da campanha de Serra no segundo turno, pois nem o racionalismo econômico pôde lhe ser atribuído, vide as propostas de reajuste do salário mínimo a 600 reais e o 13º para os beneficiários do Bolsa Família (ironicamente atacados pelos eleitores tucanos na odiosa campanha na internet). No seu discurso na noite do domingo 31, o ex-governador paulista diz ter dado um “até logo, não um adeus”. Para quem tanto defendeu sua biografia na disputa presidencial, Serra poderia voltar à cena como defensor intransigente dos valores democráticos que ele tanto diz prezar. O Brasil agradeceria.

Humildade do vitorioso

Saboreando ainda os efeitos prazerosos de uma vitória eleitoral, Orly Bezerra esbanja também humildade, na entrevista concedida a Rita Soares, rejeitando a rotulação de que o trabalho de marketing dele foi fundamental para o retorno de Simão  Jatene (PSDB) ao governo do Estado:

(...) Quando falo ganhamos, quero dizer que quem ganhou essas eleições foram os candidatos. Acho que há uma supervalorização do marketing ao se atribuir a vitória ou derrota especificamente a ele. O marketing faz parte, como outras ferramentas, que também são utilizadas durante uma campanha. Aí envolve o cenário político, o momento, o candidato e a comunicação. Em alguns momentos, o marketing pode ser prejudicial e até ser responspavel por uma derrota, mas a vitória tem que ser atribuída essencialmente ao candidato. Em especial, nesta eleição de 2010, o grande responsável pela vitória chama-se Simão Jatene. Tem se atribuído muito o resultado às falhas do governo Ana Júlia, mas a performance do Jatene em todos os aspectos foi exemplar.

Entrevista completa na ediçãod e domingo do Diário do Pará.

domingo, novembro 14, 2010

Manda quem pode...

... Obdece quem tem juízo.

A máxima se aplica, quase à sua total extensão, nas relações do cacique  Purakê Assurini  com os índios da aldeia Trocará, distante 20 quilômetros de Tucuruí


Dos 192 eleitores da aldeia, 161 votaram no deputado João Salame (PPS).

Arnaldo Jordy (PPS), candidato a deputado federal, obteve 160.

Simão Jatene levou 185 votos e Serra 177.

Em branco, 1; voto  nulo, 2;  Quatro votos em candidatos diferentes.
Em tom de brincadeira, andam dizendo agora que o  cacique  Purakê, de bodurna em mão, quer saber quem votou contra seus candidatos.

quinta-feira, novembro 11, 2010

A via crucis de Bernadete

Dado importante, não repercutido, sobre a cassação do registro da candidatura da deputada Bernadete ten Caten (PT): a decisão do TRE foi tomada pela unanimidade de seus membros

O voto de minerva do presidente do tribunal, João Maroja, deveu-se ao impasse formado pela votação do tempo de inegebilidade da parlamentar, que teve empate em três votos nas duas teses defendidas entre oito ou três anos.

Detalhes aqui.

Nota do Blog: dois advogados consultados informam que dificilmente o TSE revogará decisão unânime do TRE.

TRE homologa resultado das eleições

Na manhã desta quinta-feira, 11, o Pleno do TRE-PA homologou o resultado e proclamou os eleitos na eleição de 2010, marcando para o dia 17 de dezembro a diplomação dos candidatos vencedores tanto para os cargos majoritários quanto proporcionais.

Ato solene ocorrerá no Hangar.

Por outro lado, o TRE informa  que, até o momento, nenhum pedido de impugnação ou qualquer provocação referente ao resultado dos eleitos para o Senado Federal foi protocolada no TRE.

quarta-feira, novembro 10, 2010

Passando a régua

Leitor anônimo coloca a colher ma panela fervida, ainda sobre a entrevista de Chico Cavalcante concedida a Rita Soares, com citações aqui no blog:


Não foi a Comunicação Social do governo Ana Júlia que brigou com Jader Barbalho para colocar Tião Miranda no Sebrae. E no final, Tião apoiou Jatene. Não foi a Comunicação que fez acordo com o PMDB, que funcionou como um cavalo de Tróia dentro do governo. Não foi a Secom que fez acordo com Wladimir Costa, que inaugurava obras junto com Ana Júlia e depois passou para o lado do Jatene. Não foi a Secom responsável pela troca de quatro secretários na Seduc e quatro na Sespa. Não foi a Secom que trouxe a Link para fazer a campanha eleitoral da candidata Ana Júlia. O Chico Cavalcante está certo quando diz que eleição se ganha na campanha. Duciomar Costa tinha 70% de rejeição e foi reeleito prefeito de Belém. Os três governos tucanos no Pará terminaram bem avaliados, mas perderam a eleição para Ana Júlia, em 2006. A arrogância e a soberba do dirigente da Link é que sepultou a candidatura da Ana Júlia.Mas é bom que se diga, a Link veio pra Belém pelas mãos da DS, a atendência minoritária no PT, quen isolou todos os outros grupos e governou de costa para o partido.

terça-feira, novembro 09, 2010

Bernadete fora

Pelo menos até o TSE não se pronunciar, a deputada estadual reeleira Bernadete ten Caten (PT) não será diplomada pelo TRE.

O registro da candidatura dela foi cassado.

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atualização às 21:51

Deputado Bernadete ten Caten comunica, em nota distribuída à imprensa, que recorrerá da decisão do TRE.

Na íntegra, a NE da parlamentar marabaense:


Convicta do equívoco na decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que nos termos da ação de investigação judicial eleitoral decidiu condenar-me a três anos de inelegibilidade é que venho a público prestar alguns esclarecimentos:

1) Em primeiro lugar, cabe ressaltar que em toda minha vida política dediquei-me fielmente a defesa das mudanças sociais e da melhoria da qualidade de vida da população deste Estado sempre balizada por princípios éticos e de justiça.

2) O objeto desta ação é tão somente a comemoração de um aniversário que para aqueles que não conhecem a verdade dos fatos e mais do que isso a minha militância e minha vida pública denotou abuso de poder econômico.

3) Tal evento foi realizado em fevereiro de 2008 muito antes prazo devido para anúncio dos candidatos ao pleito municipal de Marabá (junho de 2008, conforme Resolução 22.579/TSE) e serviu para comemorar aniversário de 28 anos de fundação do Partido dos Trabalhadores com a posse de seus dirigentes locais num espaço que foi alugado sendo a consumação de bebida e de comida paga pelos participantes.

4) O que pode-se perceber nesta decisão e na divulgação feita da mesma em diversos blogs no dia de hoje é uma verdadeira perseguição política levada a cabo contra mim, cidadã que representa uma região historicamente sofrida e que dedicou anos de sua vida a defesa intransigente dos menos favorecidos.

5) Tal condenação não relaciona-se em nada com a Lei da Ficha Limpa nem significou a cassação de meu mandato. Também está longe de representar uma decisão definitiva pois recorremos desta com a certeza de que os mais de 33 mil votos recebidos por mim serão respeitados e honrados em mais um mandato de luta com o povo.

segunda-feira, novembro 08, 2010

Desvendada votação de Ferreirinha

Finalmente, o blog conseguiu os números verdadeiros da votação Sebastião Ferreira (PT), candidato a deputado estadual com registro de candidatura cassada pela justiça.

Em Marbá, o presidente do Águia obteve exatos 4.399 votos.

Em todo o Estado, 7.627 votos.


Por município, eis a votação de Ferreirinha:

Marabá                                4.399
São Geraldo do Araguaia          13
São João do Araguaia               84
São Miguel do Guamá              16
Senador José Porfírio                 1
Soure                                       29
Tailândia                                    3
Terra Santa                                3
Tucumã                                      4
Tucuruí                                    36
Ulianópolis                              11
Uruará                                      9
Vigia                                         1
Xinguara                                 30


Em Marabá, a votação do candidato impugnado, por bairro:

Aeroporto                                       18
Amapá                                          510
Belo Horizonte                              395
Bom Planalto                                142
Cidade Nova                                138
Independência                              245
Laranjeiras                                   467
Liberdade                                    442
Marabá Pioneira (Cidade Velha)  308
Morada Nova                               78
Nova Marabá                          1.188
Novo Horizonte                          239
Novo São Félix                            73
São Félix                                      25
Zona Rural                                 131

Nota do Blog - Para quem passou a campanha eleitoral subjudice, perdendo lideranças a cada notícia na imprensa sobre as dificuldades jurídicas da candidatura, a votação de Ferreirinha, principalmente em Marabá, superou expectativas.

No município, ele obteve em torno de 4.500 votos, pouco abaixo de Bernadete Caten (PT) e João Salame (PPS), que ficaram com pouco mais de cinco mil votos.

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Atualização às 11:55

A seguir, relação restante dos municípios onde Sebastião Ferreira obteve votação:


Abel Figueiredo                                     12

Acará                                                      1
Alenquer                                                  1
Altamira                                                   3
Ananindeua                                            70
Anapu                                                    15
Augusto Correa                                        1
Baião                                                        1
Barcarena                                                 3
Belém                                                   288
Benevides                                                 1
Bom Jesus do Tocantins                          20
Bonito                                                     10
Bragança                                                 18
Brejo Grande do Araguaia                     107
Breu Branco                                             1
Breves                                                      1
Bujaru                                                       1
Cametá                                                     2
Canaã dos Carajás                                    2
Castanhal                                                11
Conceição do Araguaia                             1
Curionópolis                                           82
Dom Eliseu                                           183
Eldorado dos Carajás                             95
Garrafão do Norte                                    1
Goianésia                                                 6
Igarapé-Açu                                             3
Inhangapi                                                  1
Irituia                                                        3
Itaituba                                                     2
Itupiranga                                             274
Jacundá                                                  29
Limoeiro do Ajuru                                    1
Marapanim                                             13
Marituba                                                 85
Mocajuba                                                 6
Muaná                                                      1
Nova Ipixuna                                        169
Novo Repartimento                              402
Ourém                                                   10
Ourilândia do Norte                                 9
Pacajá                                                     9
Palestina do Pará                                   37
Paragominas                                            3
Parauapebas                                          45
Peixe-Boi                                                 1
Piçarra                                                   14
Ponta de Pedras                                       5
Porto de Moz                                           1
Redenção                                                 4
Rio Maria                                                 5
Rondon do Pará                                   754
Salvaterra                                                 1
Santa Bárbata do Pará                              1
Santa Isabel do Pará                                 1
Santa Maria das Barreiras                         5
Santana do Araguaia                                 2
Santarém                                                22
São Caetano de Odivelas                         4
São Domingos do Capim                         1
São Félix do Xingu                                  1
São Francisco do Pará                            1

quinta-feira, novembro 04, 2010

Popularidade de Chamonsinho

Tonificado pelos seus altos índices de popularidade mo município (86% conforme última pesquisa), o prefeito Wenderson Chamon (PMDB) transferiu de forma segura e consistente votos a todos os candidatos por ele apoiados em Curionópolis.

Dilma Roussef obteve 61% no primeiro e segundo turnos.

Ana Júlia também venceu nos dois turnos.

E, para a disputa proporcional, Chamonsinho comprovou mais ainda sua força eleitoral.

Wandenkolk Gonçalves (PSDB) saiu do município o mais votado candidato a deputado federal, com 3.194 votos, ou 35% dos votos válidos.

Parsifal Pontes (PMDB, na disputa para a AL, também foi o mais votado: 2.504 sufrágios, ou 27% dos votos válidos.

quarta-feira, novembro 03, 2010

Reduto de Ana

Apesar dos esforços de Tião Miranda (PTB) e Asdrubal Bentes (PMDB) em favor de Simão Jatene, ambos candidatos mais votados em Marabá para deputados estadual e federal, no segundo turno, a vitória de Ana Júlia sobre o adversário triplicou.

Na primeira fase eleitoral, a governadora recandidata venceu por mil votos.

No segundo turno, a diferença elevou-se para mais de quatro mil.

Dos cinco maiores colégios eleitorais do Pará, Marabá foi o único município a dar vitória a Carepa.

Considerações sobre a derrota

Edilza Fontes continua publicando a série "A derrota de Ana Júlia e a esquerda no Pará".

Aqui   e    Aqui.

segunda-feira, novembro 01, 2010

Jatene levou maioria nos municípios do PT

No primeiro turno, Jatene derrotou Ana Júlia em 15 municípios administrados pelo PT: Almerim, Anapu, Conceição do Araguaia, Concórdia do Pará, Igarapé-Miri, Ipixuna Do Pará, Jacareacanga, Jacundá, Nova Esperança Do Piriá, Parauapebas, Salinópolis, Santarém, São Domingos do Capim, Sapucaia e Xinguara.

Dos municípios relacionados, Jatene pegou virada no segundo turno em Concórdia do Pará, Ipixuna do Pará, Nova Esperança do Piriá e Xinguara.

Ana Júlia conseguiu ter mais votos do que seu adversário, no primeiro, turno, em 12 municípios administrador pelo PT: Bom Jesus do Tocantins, Baião, Belterra, Eldorado do Carajás, Gurupá, Itupiranga, Juruti, Santa Cruz do Arari, Santa Luzia do Pará, São João da Ponta, São Sebastião da Boa Vista, Soure,

A seguir, placar da eleição no primeiro e segundo turnos nos 27 municípios governador pelo Partido dos Trabalhadores.

Almerim
Prefeito: Botelho
1o Turno
Simão Jatene - 6.815
Ana Júlia - 6.560
2o Turno
Simão Jatene- 7.023
Ana Júlia - 6.827

Anapu
Prefeito: Chiquinho do PT
1o Turno
Simão Jatene - 4.616 (56%)
Ana Júlia - 2.246 (2.246 (27%)
2o Turno
Simão Jatene- 5.582 (68%)
Ana Júlia - 2.538 (31%)

Bom Jesus do Tocantins
Prefeito: Dr. Sidney
1o Turno
Ana Júlia - 2.985 (49%)
Simão Jatene- 2.737 (46%)
2o Turno
Ana Júlia – 3.084 (53%)
Simão Jatene – 2.693 (46%)

Baião
Prefeito: Saci
1o Turno
Ana Júlia – 8.135 (53%)
Simão Jatene – 6.617 (42%)
2o Turno
Ana Júlia – 8.076 (57%)
Simão Jatene – 6.135 (44%)

Belterra
Prefeito: Geraldo Pastana
1o Turno
Ana Júlia – 4.374 (45%)
Simão Jatene – 3.965 (41%)
2o Turno
Ana Júlia – 4.697 (52%)
Simão Jatene – 4.303 (48%)

Conceição do Araguaia
Prefeito:Álvaro
1o Turno
Simão Jatene – 10.248 (49%)
Ana Júlia – 9.032 (43%)
2o Turno
Simão Jatene – 10.368 (51%)
Ana Júlia – 9.754 (48%)

Concórdia do Pará
Prefeito: Elias
1o Turno
Simão Jatene – 6.329 (49)
Ana Júlia – 6.016 (46%)
2o Turno
Ana Júlia – 6.280 (51%)
Simão Jatene – 6.081 (49%)

Eldorado do Carajás
Prefeito: Genival
1o Turno
Ana Júlia – 5.378 (49%)
Simão Jatene – 4.741 (43%)
2o Turno
Ana Júlia – 5,628 (54%)
Simão Jatene – 4.700 45%)

Gurupá
Prefeito: Moacir Alho
1o Turno
Ana Júlia – 6.456 (58%)
Simão Jatene – 4.027 ( 37%)
2o Turno
Ana Júlia – 5.960 (59%)
Simão Jatene – 4.177 (42%)

Igarapé-Miri
Prefeito: Pina
1o Turno
Simão Jatene – 16.894 (53%)
Ana Júlia – 13.293 (42%)
2o Turno
Simão Jatene – 14.352 (51%)
Ana Júlia – 14.163 (49%)

Ipixuna Do Pará
Prefeito: Evaldo Cunha
1o Turno
Simão Jatene – 5.795 (49,98%)
Ana Júlia – 5.741 (47,53%)
2o Turno
Ana Júlia – 5.659 (51%)
Simão Jatene – 5.598 (49%)

Itupiranga
Prefeito: Benjamin Tasca
1o Turno
Ana Júlia – 10.432 (49%)
Simão Jatene – 9.001 (43%))
2o Turno
Ana Júlia – 10.177 (54%)
Simão Jatene – 8.586 (46%)

Jacareacanga
Prefeito: Raulien Queiroz
1o Turno
Simão Jatene – 1.927 (43%))
Ana Júlia – 1.616 (36%)
2o Turno
Simão Jatene – 2.465 (58%)
Ana Júlia – 1.793 (43%)

Jacundá
Prefeito:Dino
1o Turno
Simão Jatene – 13.913 (58%)
Ana Júlia – 6.957 (29%
2o Turno
Simão Jatene – 14.232 (65%)
Ana Júlia – 7.401 (34%)

Juruti
Prefeito: Henrique Costa
1o Turno
Ana Júlia – 9.936 (54%)
Simão Jatene – 7.810 (42%)
2o Turno
Ana Júlia – 9.877 (56%)
Simão Jatene – 7.885 (45%)

Nova Esperança Do Piriá
Prefeito: Nilton
1o Turno
Simão Jatene – 4.395 (48%)
Ana Júlia – 4.359 (47%)
2o Turno
Ana Júlia – 4.333 (51%)
Simão Jatene – 4.213 (49%)

Parauapebas
Prefeito: Darci Lermen
1o Turno
Simão Jatene – 31.425 (53%)
Ana Júlia – 18.820 (32%)
2o Turno
Simão Jatene – 38.789 (63%)
Ana Júlia – 22.669 (37%)

Salinópolis
Prefeito: Dr. Vagner
1o Turno
Simão Jatene – 12.142 (61%)
Ana Júlia – 5.288 (26%)
2o Turno
Simão Jatene – 11.925 (66%)
Ana Júlia – 6.243 (34%)

Santa Cruz do Arari
Prefeito: Marcelo Pamplona
1o Turno
Ana Júlia – 2.372 (57%)
Simão Jatene – 1.613 (39%)
2o Turno
Ana Júlia – 2.272 (34%)
Simão Jatene – 1.365 (38%)

Santa Luzia do Pará
Prefeito: Louro
1o Turno
Ana Júlia – 5.237 (49%)
Simão Jatene – 4.824 (45%)
2o Turno
Ana Júlia – 5.345 (53%)
Simão Jatene – 4.637 (46%)

Santarém
Prefeito: Maria do Carmo
1o Turno
Simão Jatene – 80.357 (58%)
Ana Júlia – 36.296 (26%)
2o Turno
Simão Jatene – 90.613 (68%)
Ana Júlia – 42.804 (32%)

São Domingos do Capim
Prefeito: Cristiano Martins
1o Turno
Simão Jatene – 8.240 (54%)
Ana Júlia – 6.338 (41%)
2o Turno
Simão Jatene – 7.912 (55%)
Ana Júlia – 6.498 (45%)

São João da Ponta
Prefeito: Nelsão
1o Turno
Ana Júlia – 1.773 (48%)
Simão Jatene – 1.685 (46%)
2o Turno
Ana Júlia – 1.890 (53%)
Simão Jatene – 1.676 (47%)

São Sebastião da Boa Vista
Prefeito: Laércio Pereira
1o Turno
Ana Júlia – 6.966 (57%)
Simão Jatene – 4.626 (38%)
2o Turno
Ana Júlia – 6.810 (62%)
Simão Jatene – 4.230 (38%)

Sapucaia
Prefeito: Manoel Josino
1o Turno
Simão Jatene – 1.275 (49%)
Ana Júlia – 930 (36%)
2o Turno
Simão Jatene – 1.399 (55%)
Ana Júlia – 1.120 (44%)

Soure
Prefeito: João Luiz
1o Turno
Ana Júlia – 6.199 (49%)
Simão Jatene – 3.949 (32%)
2o.  Turno
Ana Júlia – 7.482 (67%)
Simão Jatene – 3.693 (33%)

Xinguara
Prefeito: Davi Passos
1o Turno
Simão Jatene – 9.029 (47%)
Ana Júlia – 8.938 (46%)
2o Turno
Ana Júlia – 9.955 (53%)
Simão Jatene – 8.728 (47%)

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Detalhe: no primeiro turno, Simão Jatene colocou 66.319 votos sobre Ana Júlia, nos 27 municípios administrador pelo Partido dos Trabalhadores.

Na soma, o governador eleito fez 268.997 votos contra 202.673 conferidos a favor de Ana.

No segundo turno, a diferença à frente da governadora foi menor: 64.025 votos.

Jatene somou nos 27 municípios, 283.360 votos contra 219.335 de eleitores de Ana Júlia.

A derrota de Ana

A partir do resultado de domingo da eleição estadual, muitas análises surgirão para tentar explicar a derrota de Ana Júlia para Simão Jatene.

É necessária a compreensão do resultado de uma eleição que teve como um dos participantes governadora tentando buscar a reedição do mandato, sem sucesso - talvez caso ímpar no cenário político nacional.

A primeira tentativa de explicação para a derrota do PT pode ser encontrada no Espaço Aberto, blog do  jornalista Paulo Bemerguy.

Outras considerações, serão feitas aqui neste blog, no decorrer da semana.

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Atualização às 11:10

Edilza Fontes também faz suas considerações sobre o tema.