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segunda-feira, janeiro 17, 2011

Estuprando a hipocrisia

Rachel Ann Hicks foi presa na semana passada, por ter abusado do garoto do estado de Maryland, segundo policiais do condado de Orange.

Ela vai responder a dois processos de estupro, um de agressão sexual e outro de solicitação sexual de menor, segundo a imprensa local.

Mais
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Nota do blog:

A maioria dos garotos de  nossa geração foi  “abusada” sexualmente entre os 13 e 15 anos, por uma prostituta experiente ou uma fogosa empregada doméstica  beirando os 40 anos, da casa dos  avós ou pais.

Diante da notícia da semana reproduzida acima, ficamos  a imaginar o quanto esse ato da norte-americana causou  deleite recorrente ao garoto do estado de Maryland.

Naquele tempo, “estupro” e “abuso”, aos 13 anos, significava o que deveria significar até hoje: perder a virgindade nos braços de quem nos queria, felicíssimo da vida.

O ato tinha sempre uma consequencia inocente: deixar a garotada deliciando-se, junto aos demais colegas, da boa nova, exagerando em detalhes que o prazer lhe proporcionara.

Vou-te!!

segunda-feira, novembro 29, 2010

No tempo em que havia velhice

A velhice pode estar com seus dias contados?

A Ciência avança no encaminhamento desse fim.

segunda-feira, julho 19, 2010

Aos desavisados

José Alencar é quem nos conta do novo golpe espraiado na praça.

terça-feira, junho 08, 2010

Nas asas da loucura

Como diz o antigo ditado popular: tem doido pra tudo.

quarta-feira, junho 02, 2010

´Beleza´ sem alma

Texto irrepreensível de Fernando de Barros e Silva, da Folha de São Paulo (só assinantes) diagnostica o perfil de uma mulher, fisicamente bonita, mas sem ternura e sem alma.




Leiam o texto, e vejam as fotos que o blog capturou da coluna de Mônica Bergamo para ilustrar alguns parágrafos escritos pelo jornalista:

A vida como negócio
Fernando de Barros e Silva 


"Para que tanta perna, meu Deus?" -perguntaria Carlos Drummond de Andrade. Mas não existe espaço para poesia na vida de Ana Hickmann.

"Sempre me considerei um produto. Parece cruel, mas é verdade", diz a apresentadora, empresária, modelo, seja o que for. "É um produto que a gente criou junto e que administra junto: o produto Ana Hickmann", reforça Alexandre Corrêa, o Alê, dublê de empresário e marido, que conheceu seu "produto" quando ela tinha 15 anos.

No perfil que Mônica Bergamo publicou anteontem na Folha, a atuação do casal é bastante explícita e agressiva. "Se não odiar o concorrente, você é um frouxo", filosofa Alê a respeito da disputa entre a mulher e Eliana, do SBT. "O Alê me chama de general. Fala que sou truculenta pra caramba. E sou mesmo. Nunca me deram a chance de errar", justifica-se a bela e a fera.

De Penélope Charmosa, ela tem só o carro -um Mini Cooper.

Nas imagens da reportagem (veja em www.folha.com/po743577), o olhar -severo, ameaçador- que o segurança da modelo dirige à fotógrafa Marlene Bergamo numa das fotos é idêntico ao que a própria Hickmann dirige ao marido na foto ao lado. Ele, por sua vez, faz cara de desespero com as mãos na cabeça. Na foto principal, ela repete a mesma expressão -tensa e alarmada.

Tudo somado, somos introduzidos a uma espécie de reality show da vida como negócio. "A gente vai entregar para o mercado uma Ana Hickmann diferente, sem esses problemas", diz o marido, justificando as sessões de fonoaudiologia.

Não há tempo a perder nem ilusões românticas em jogo. Tudo aqui é dinheiro e aflição. A "ambição descontrolada" do casal pela fama é uma caricatura involuntariamente cômica da época atual.

"A Ana vai ser a Oprah Winfrey do Brasil, loira e de olhos azuis num país de gente parda", diz seu marido, que não é racista. Estamos num novelão mexicano? Ou são evidências da nossa "americanalhação"?



Nota do blog:  Com tanto "ódio no coração", só poderia ter sido Ana, a mestra-de-cerimônias do lançamento da campanha de José Serra, à presidência!!

segunda-feira, maio 31, 2010

Fumante é mesmo burro?!

UOL publica resultado de estudo que compara o QI de fumantes e não fumantes, realizado pela Universidade de Tel Aviv.



Olha o resultado:

A pesquisa, liderada por Mark Weiser, usou dados de jovens entre 18 e 21 anos que haviam se alistado no exército – e que passaram por testes de inteligência padrões do exército – relacionando as variações da média de QI ao hábito tabagista, relação que se demonstrou bastante acurada, dizem os pesquisadores. A média dos não fumantes foi de aproximadamente 101 pontos de QI, enquanto os fumantes ficavam na média de 94 pontos. Os menores índices foram daqueles indivíduos que afirmavam fumar mais que um maço de cigarros por dia: 90 pontos de QI.

Um vício “democrático”

“Os profissionais de saúde, de uma forma geral, relacionam o hábito de tabagismo a pessoas de baixo nível socioeconômico e com menor escolaridade. Mas nosso estudo mostrou que esses fatores são simplesmente indeterminantes”, afirma Weiser.

No estudo de Weiser houve também análises de casos raros, como gêmeos. Mesmo entre irmãos, aqueles que fumavam tinham menor média de QI. Além disso, os dados sugerem que a predisposição genética para o vício não influenciou na queda das médias da inteligência, ou seja, poderia ser algo relacionado ao desenvolvimento do hábito tabagista e que desencadaria algum outro processo.

Piora na saúde

Outro fato interessante de se observar foi que os fumantes, na grande maioria, indicavam estar em boa saúde. Mas após o tempo de serviço militar isso pareceu se degradar. “Pessoas com menor QI podem fazer escolhas errôneas de como tratar a própria saúde. Esses indivíduos não são somente um alvo fácil para o hábito do tabagismo, mas podem também desenvolver obesidade, ter déficits nutricionais e se envolver com outros tipos de drogas. Nossos resultados podem servir para que pais e profissionais médicos tenham mais provas para convencer esses jovens a se afastarem do tabagismo, pois isso poderá levar à melhora na saúde desses indivíduos, em todos os níveis”, diz Weiser. (Com informações da Tel Aviv University).

NB: o poster fumava até três maços de cigarro/dia. Largou o vício desde o dia 31 de dezembro de 1990. Pra nunca mais!

quinta-feira, maio 13, 2010

Entre craques e normais

O craque se diferencia do restante em pequenos detalhes.

Pode ser o craque de futebol. O craque do volante. Qualquer craque.

Foi craque, dá na cara o distanciamento dele em relação ao esportista normal.

Na Fórmula 1, a gente percebe esse perfil na forma destemida e criativa como pilota Fernando Alonso – isso sem falar nas genialidades de Schumacher e Sena, passando agora pelo talentoso Sebastian Vettel.

O craque não reclama nem gela. Passa por cima das dificuldades como um toureiro cercado na arena.

Alonso vem provando essa constatação pilotando o irregular carro da Ferrari.

O impetuoso Felipe Massa está anos-luz distante da genialidade do espanhol.

Aliás, o Brasil precisa parir, urgentemente, um piloto com o mínimo de talento.

Os que temos aí pelejando só sabem mesmo fazer isso: pelejar.

sexta-feira, abril 09, 2010

Varrendo mentes doentias

“Que merda, dois lixeiros desejando felicidades do alto de suas vassouras. Dois lixeiros, o mais baixo da escala do trabalho". (Boris Casoy, desejando "Feliz Ano Novo" aos garis brasileiros)

O preconceito de classe do turco-otomano fascista czarista  lhe aporrinhará até o restante de vida, atualmente quase septuagenária.

Vassouradas neles, garís brasileiros!

quinta-feira, março 11, 2010

"Mulheres de 20"

A pré-estréia do documentário Mulheres de 20, nesta segunda-feira, (8), no Atrium Hotel teve platéia lotada, em maioria mulheres que participam do Encontro da Mulher de Parauapebas, evento criado há vinte anos. Mulheres, como as que foram homenageadas prestigiaram a exibição em primeira mão do documentário dirigido por Ivan Oliveira. A noite foi abrilhantada por relatos emocionantes das pioneiras do Encontro no documentário que levou muitas da platéia às lágrimas. Mulheres de 20 aborda a história da construção do evento que se tornou patrimônio cultural de Parauapebas.

A narrativa é reconstruída sob o ponto de vista da memória de pioneiras, que vivem o Encontro desde o primeiro ano com muita emoção, criatividade, determinação e principalmente garra, para vencer a cada ano novos desafios deixando um legado para as próximas gerações.

“A memória é um recurso muito especial para contarmos uma história como esta, que está registrada em pesquisa no meio acadêmico e em especial na história de Parauapebas, porque o município não seria o mesmo sem o Encontro da Mulher, para mim que vi a idéia surgir se tornar realidade e chegar a seu vigésimo ano é mais que uma emoção é a realização do sonho de ver cada mulher assumindo seu papel na sociedade e assim transformando sua história. Mulheres de 20 sem duvida é uma homenagem justa a nós que fazemos de Parauapebas uma cidade mais gostosa de viver. Por isso parabenizo o Ivan Oliveira o Gilson Mesquita e o Edinam Costa que deram seu melhor para contar essa bonita história, afinal ninguém melhor que eles para relatar esses vinte anos, pois além de serem do município são um exemplo que Parauapebas é um celeiro de pessoas com muito talento”, declarou Bel Mesquita.

Fonte: Line Cássia

domingo, março 07, 2010

Descendo igarapés

Neste domingo, acordei com imagens nítidas do tempo em que meus pais viviam nos igarapés  tocando a atividade de extração de castanha-do-pará.

Tempos bons.

Menino de 10 anos, lembro,  amava tudo aquilo: ser acordado bem cedo do fundo de uma rede coberta por um ´mosqueteiro´(espécie de imenso véu por mim batizado de "casinha de pano", que nos protegia de muriçocas e malária) e levado pelas mãos de minha mãe até o barco que já estava carregado de castanha.

Ali, sob forte frio e névoa dominando todo o cenário, mal dava pra ver o rio Vermelho, igarapé  pelo qual nossa rota seria feita até o Itacaiúnas, e dali pra Marabá.

Durante a viagem, admirava a coragem de dona Lourdes, vestida tal e qual um homem, revólver no coldrer, realizando as mesmas atividades masculinas que exigiam  destreza e coragem nas curvas do rio, na hora de proteger a embarcação carregada até o "passeio" (limite físico de segurança da carga), e que descia o igarapé em velocidade.

No leme, meu pai, João.

Ele conhecia todos os canais.

Quantas vezes, subimos o rio Vermelho altas horas da noite, ele guiado apenas pela experiência, intuição e excessiva carga horário de transposição das cachoeiras.

Mas eu amava mesmo era viajar deitado sobre bagos de castanha, sentir  o cheiro da comida preparada num fogareiro tocado a querosene quando se aproximava a hora do almoço ou jantar.

Já por volta de cinco da tarde, dobrando a "curva do Pimenta" (propriedade onde hoje se localiza parte da Cidade Nova), quando a gente avistava o bairro do Amapá, cansado, sabia que estávamos a poucas horas de dobrar o Itacaiúnas, subindo o Tocantins, rumo de casa.

Subir o Tocantins era outro momento de satisfação.

Todos ficávamos de pé sobre a castanha coberta por lonas: mãe, pai, eu, e os trabalhadores, sob olhares de quem morava na Marechal Deodoro (hoje orla).

O "Marabazinho", como se chamava a beira-rio, estava sempre infestado de outras embarcações descarregando castanha ou sendo preparadas para retornar aos igarapés.

Esse era o instante da exposição consagradora, quando a  gente se sentia "o máximo", triunfalmente chegando de mais uma batalha, sob a admiração de quem nos olhava das ribanceiras.

A saudade agora me levou a revirar  velhos baús, encontrado essa foto maravilhosa que guardo com muita paixão.

Pai e mãe, lado a lado, e mais quatro castanheiros, subindo o rio Vermelho, em época de safra da castanha.

Na popa do barco, observem: um Archimedes, motor tocado a gasolina que durante três décadas facilitou o transporte dos homens da floresta. Se fosse hoje, com o preço da gasolina aos píncaros, esse tipo de motorização quebrava todo mundo.

O Archimedes "bebia" demais.

Geisy, “puta” liberdade

Na semana do Dia Internacional da Mulher, bem que Geisy – aquela garota expulsa da Uniban por ter entrado na faculdade com “trajes de puta”, como disseram seus algozes -, poderia servir de mote a todas as manifestações de valorização do sexo feminino.

O Caso Geisy provou o quanto nossas mulheres ainda são desrespeitadas pelo machismo e excesso de educação autoritária grassando na maioria dos lares

O problema, no caso, é o do respeito à mulher como sujeito de sua sexualidade.

Quem ainda não pensou no problema, e segue reproduzindo uma mentalidade que muitos, por excesso de otimismo, julgavam ultrapassada, é o conjunto não apenas dos estudantes da Uniban, mas grande parte da “opinião pública”, já que houve quem levantasse a possibilidade de justificar a violência coletiva contra a moça a partir de tal ou qual conduta por ela assumida.

E compraram a estratégia de culpabilizar a conduta moral da Geyse,

Comentários desairosos, para todos os gostos, ouvi até mesmo no meu círculo restrito:


- “Aquilo é jeito de puta”!


-“Geyse não se dá ao respeito”.


A pergunta: faz diferença se ela é ou não puta?

Só que isso não muda o fato de que puta também merece respeito.

De que todos e todas merecem.

Ou, pra resumir de vez: “Aquele que não tiver pecados, atire a primeira pedra!"

sábado, março 06, 2010

Talento marajoara

Tem nota na minha coluna do jornal Diário do Pará, edição de hoje, sobre o trabalho da jovem jornalista  Julianne Oliveira publicado no banco acadêmico da  ANDI (Agencia Nacional de Direitos da Infância) que dedica atenção à cobertura da violencia nos jornais impressos de Santarém.

Para conhecer o conteúdo do TCC de Juliane, basta acessar o blog dela.

quarta-feira, março 03, 2010

Lixo Casoy

Enquanto isso, numa rua de São Luís.

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

Afeminando a voz

"Durante todos esses anos de serviço, nunca persegui, discriminei, puni ou julguei qualquer militar por ter se declarado homossexual ou mesmo por estar envolvido na prática de homossexualismo".


Declaração acima sustenta alguns parágrafos da carta enviada ao Congresso pelo general Cerqueira Filho, tentando esconder trejeitos homofábicos revelados por ele durante declaração à Comissão de Constituição e Justiça que analisa a nomeação do milico para o Supremo Trubunal Militar.

Escamoteando o que dissera antes, o general tenta limpar a barra para que seu nome seja aprovado, e ele assuma a corte com poderes para condenar algum militar com orientação sexual oposta ao que ele acha ser a correta.

sexta-feira, janeiro 29, 2010

Encoxadinha, com todo respeito

O barato da semana:
     
- "Estava eu achando que era a nativa descendo até o chão e veio o gringo africano me encoxar, mas eu me saí bem. (...) Meu marido não ficou com ciúmes não. Foi uma encoxadinha respeitosa.”

Claudia Leitte, comentando a descidinha até o chão durante show do Akon, no Festival de Verão de Salvador, durante a qual o rapper, empolgado, acabou esboçando uma encoxadinha básica.

Mas que foi sensual, foi, bela Claudinha!

terça-feira, janeiro 26, 2010

Saudade do tempo das lambretas

Na tarde desta terça-feira, 26, o blogger avistou um rapaz passando numa esquina aqui de Marabá montado numa lambreta. Fazia anos não via uma.

Aparentemente bem antiga, nem sei como o condutor da mesma a mantém funcionando dado a necessidade de reposição de peças para sua manutenção.

Ao avistar o veículo, um filme antigo rodou a cabeça.

O poster chegou a curtir a fase das motocicletas lambretas. E das vespas – grande maioria montada na Itália.

Não faz muitos anos, ainda tinha uma foto, preto e branco, claro, conduzindo um amigo na garupa. Não sei como, desapareceu, relíquia que faria um bem danado ao saudosismo dos anos dourados.

Andar de lambreta em Marabá era para poucos.

A namorada, agarradinha, sentava de lado, sem risco de queimar as pernas no escapamento – nem de ferir com os raios da roda traseira.

A roda, bem pequena, oculta sob o veículo, não podia ser tocada por alguém desatencioso.

O escapamento, bem curto, ficava oculto sob o veículo.

A bela namorada, hoje casada, evidente, nas noites de baile quase sempre na sede da ACROB, usava vestidos rodados que esvoaçavam literalmente, estimulado pelo vento da lambreta em alta velocidade, quando ia buscá-la, escondida dos pais, e saíamos aloprados pelas ruas estreitas da Velha Marabá, com raríssimos carros.

Se houvesse na cidade dez veículos quatro rodas, era muito.

Modéstia de lado, a época, essa namorada do blogger foi a mais cobiçada do pedaço, quase sempre causadora de frisson quando chegávamos aos ambientes freqüentados pela nossa tchurma.

Beleza singela, com pouco mais de 15 anos, adorava usar cabelos presos por um laço, sapatos delicados, sentada em pose provocante, que uma motocicleta dos dias atuais não permitiria.

Numa de tantas noites vividas nas ruas da cidade, saindo de baile e de festinhas na casa de amigos, a garota resolveu um dia aprender a dirigir a motocicleta, prontamente atendida pelo namorado em paparicos.

Foi maior aventura, porque a moça soltou a aceleração da moto antes que o poster sentasse na garupa para orientá-la, seguido de corre-corre por ruas e becos, de toda a turma tentando parar a namorada em radicais, e perigosas manobras, soltando risadas de felicidade sem medir o tamanho do perigo que corria.

Era cedo ainda, e na praça Duque de Caxias, única área de lazer existente, crianças, jovens e adultos conviviam pacificamente no ambiente, colocados, subitamente sob o risco de nossa adorável irresponsabilidade.

A imagem, guardadas proporções e cenários, lembra Roman Holiday, onde Gregory Peck e Audrey Hepburn detonam emoções deliciosamente loucas montados numa vespa.

Tem razão Paulo César Pinheiro ao recitar  que “o importante é que a nossa emoção sobreviva”.

Mas, em todo o caso, isso não passa de delírio saudosista.

Entendam.

sábado, janeiro 23, 2010

"Minha alma gêmea"


Mulher apaixonada faz isso.

quinta-feira, janeiro 21, 2010

“Respeitável Público”.


- Hoje tem espetáculo?


- Tem, sim senhor!

Os três palhaços em pernas de pau à frente, e a meninada atrás, gritando.

Mais adiante, num pequeno espaço de mais ou menos 20 x 15 metros, a lona velha e furada denuncia a presença de um circo.

Pequeno amontoado de artistas mambembes tentando sobreviver, ainda, fazendo espetáculos por esse Brasil cada dia mais apaixonante.

Uma parada no carro à beira da pista, vidros devidamente baixados para ouvir o som sem qualquer equalização, da meninada em festa.

O locutor convida a população de Floresta do Araguaia para se divertir com as brincadeiras de Biribinha, Mixaria e Mixuruca, os três palhaços protagonistas do espetáculo, que seguem à frente fazendo pilhérias e galhofas, floreadas por música alegre e muita animação.

Forte nostalgia domina o ambiente.

Saudades dos tempos de menino nas ruas de Marabá correndo atrás dos palhaços dos circos visitantes. Pura emoção e adrenalina a mil.

Numa rua paralela à principal por onde passa a caravana da alegria rumo ao centro da cidade, a TV ligada, dentro de uma casa, concentra a atenção de algumas pessoas na calçada assistindo a novela da tarde, indiferentes à felicidade juvenil dos seguidores de palhaços.

Dois mundos distintos.

O circo real. E o eletrônico.

Por causa do segundo, o primeiro está desaparecendo.

Ainda sobrevivem, aqueles sem outra opção para tocar.

De dentro do carro,vemos palhaços e a meninada dobrando a esquina, com o som da algazarra perdendo intensidade.

Amalgamado no íntimo, luzes inquietas e a colossal magia das recordações circenses, dominam pensamentos

Lúdicas reminiscências da infância, ledas fantasias vividas um pouco antes das peripécias digitais da novíssima geração joystick.

Vivas fantasias vez por outra soprando intensamente.

A vida... espetáculo real, diário.


E hoje, tem espetáculo?

- Tem, sim senhor!

- E amanhã?

- Tem, sim senhor!
O script há de continuar;

O sonho não pode parar.

quarta-feira, dezembro 30, 2009

No encalço da preguiça

Curtinhas férias de 15 dias afastaram o blogger do batente.

E da blogosfera.

Hora é pra ouvir o barulho de águas do mar ressoando na praia, braba e mansa.

Tempo de andar descalço, jeans skinny cinza com gosto de descolado - totalmente entregue à contracultura como estilo de vida.

Mais preciso: easy rider.

A política, os negócios, o tititi dos comentaristas do blog, às favas tudo isso.

Como é bom tocar um instrumento na beira do mar.

Ou jogar a emoção de um oceano de canções no bojo do violão.

Ouvindo Sinatra, Cesaria Avora, afinando o instrumento com um diapasão digital.

Chique esse troço digital comprado na quinta-feira, 24, que nem sabia ser tão preciso.

De tão bom, fico agora afinando e desafinando as cordas do violão, só pra medir a precisão da geringonça digital.

Foi-se o tempo em que eu ficava com um analógico na boca, soprando como se fosse guarda de trânsito pra deixar a afinação nos trinques.

Hoje, sinto assim como se o mundo brilhasse em mim...

Nem sei como definir.

Água que corre sobre meus pés descalços, como sangue em minha terra.

Tudo se mistura.

E parece explodir, docemente, nessa imensidão salgada de mares.

O mar que enche, na fluência da maré, molhando minha pele.

Em férias, somos assim: soltos e lerdamente desconexos.

Bem, mas o que quero mesmo é saber se você teve um bom Natal, reunido com a família e amigos.

E, com gosto de sal na boca de águas verdes a me molhar, desejar-lhe um Ano Novo redondo.

Redondinho como esse universo criado por Deus pra gente contemplar, pelo menos uns poucos dias do ano.

Vai, leitor, ser feliz no Ano Novo.

Até mais ver..

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Surucupinense de ribanceira

Sinceramente, o blog achava que isso não existia mais no nosso Pará.
O correspondente do Diário de Carajás informa:



A Câmara Municipal de Conceição do Araguaia, em uma iniciativa ousada da Mesa Diretora 2009, acaba de adquirir um veículo Pajeto Mitsubishi, que ficará à disposição dos vereadores daquela Casa de Leis para o desempenho dos trabalhos legislativos.


O veículo foi apresentado à população conceicionense durante passeata que percorreu toda a cidade na manhã do último sábado (19).



Os grifos são de nossa autoria.

Quem gosta de rir, deem gargalhadas.

Os mais ressecados, por favor, evitem suicídio!

PS- Na passeata, certamente não faltaram queima de fogos, pois, pois!