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terça-feira, julho 13, 2010

Adeus ao JB impresso

Quem não se lembra do Caderno JB?!

Os mais antigos sabem o que ele representava para a formação cultural dos leitores.

O velho JB está em praticamente todos os livros que falam do jornalismo impresso.

Abrigou em suas páginas grandes nomes da literatura brasileira e 'fabricou' importantes profissionais para a comunicação do país.

Em tempos áureos, na década de 1970, era o orgulho da imprensa nacional. Repórteres do "Jornal da Condessa", como era conhecido, enchiam a boca para dizer "sou do Jornal do Brasil".


Até aqui, o jornal que não havia se dobrado a Ditadura e pagou caro por isso, registra 119 anos de idade.

Um vovô da imprensa do Brasil, que ainda tinha ou tem muito o que contar. Os guerreios de outrora, porém, já não são mais os mesmos e o jornal balança, balança e as informações de mercado dão conta de que ele pode cair ou ter as suas rotativas paradas.

Desde sua fundação o Jornal do Brasil não vivia períodos tão inconstantes. Em 2001 a família Nascimento Britto, que controlova o JB, Rádios JB Am e FM, Rádios Cidade e 105 FM, fechou negócio com o empresário Nelson Tanure e arrendou a marca Jornal do Brasil por 60 anos.

O periódico ganhou fôlego com dinheiro e novos investidores, mas não alavancou. Viu o seu principal concorrente, o jornal O Globo, disparar em vendas. Perdeu ainda mercado para o jornal O Dia.

Numa tentativa de conter custos, a saída foi dividir a logística de entrega de exemplares com O Dia. A publicidade também foi contemplada. A ideia era bater em O Globo. O anunciante poderia publicar suas peças nos dois jornais por um desconto considerável e atingir um maior número de leitores.

Durou pouco. As duas empresas tinham uma cultura totalmente distintas e a divisão do bolo publicitário não deu certo.

Na tarde desta segunda-feira(12) a imprensa nacional recebeu a notícia de que o centenário Jornal do Brasil estaria chegando ao fim, agora com data fixada: setembro de 2010.

sexta-feira, março 12, 2010

E aeê?!

Até agora (15h20), a grande imprensa nacional não deu destaque à decisão do  STF de determinar o arquivamento de cinco pedidos de intervenção no Estado do Pará.

Parace que a legalidade não se encaixa muito bem a determinados órgãos de imprensa, ao virarem as costas para manifestação de tamanho vulto do  Supremo Tribunal que mandou pro fundo do baú o desejo vociforante de algumas saúvas da atividade rural de quererem tirar o cargo da governadora paraense, eleita pelo voto popular.

É de se imaginar, sob o ângulo da curiosidade, como se encontram, agora, Kátia Abreu, a senadora do Tocantins, e o fossilizado dirigente da FAEPA, Carlos Xavier, diante da decisão unânime do judiciário.

Também o poster está ávido para auscultar o sentimento de uma cambada de babacas agropecuaristas que lotaram área do Sindicato dos Produtores Rurais de Marabá, ano passando, com a missão de ovacionar a Miss Desmatamento , em passagem triunfante pela cidade, falando em intervenção federal.

Vergonhosa cena!

terça-feira, outubro 20, 2009

Tosca credibilidade

Blog Pauta Cidadã, de Darci Lermen, publica interessante post sobre as ligações dos colunistas políticos da Folha de São Paulo com o PSDB.

Chega em boa hora.