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quarta-feira, março 31, 2010

A vez do Pará

Jornal O Liberal, desta quarta-feira, 31, publica artigo assinado pelo  secretário estadual de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Maurílio Monteiro, fazendo resumo retrospectivo da história da indústria do aço, no país, ao mesmo tempo em que expõe a implantação da Alpa, em Marabá, como "um divisor de águas na história da indústria do Pará, não apenas para a atual geração: por agora, serão 16 mil empregos na construção e 21mil (diretos e indiretos), na operação; para as próximas décadas".

Excelente artigo, na íntegra, a seguir:




História feita de aço



*Maurílio Monteiro







O governo do Estado entrega hoje, em Marabá, a licença ambiental para a construção, pela Vale, da Siderúrgica Aços Laminados do Pará (Alpa). Uma obra que, sob vários aspectos, terá, para as regiões Norte e Centro-Oeste, a mesma importância que teve, para o Brasil, 70 anos atrás, a construção da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).



Em 1939, a United States Steel, após negociar com o governo Getúlio Vargas a construção de uma siderúrgica, simplesmente voltou atrás e desistiu da obra. A recusa irritou tanto o presidente que quase interfere na posição que o Brasil assumiria durante a Segunda Guerra. A revolta de Vargas geraria a CSN, criada, em 1941, sob os auspícios não de uma multinacional norte-americana, mas do governo federal brasileiro.



De todas as realizações da era Vargas, a Companhia Siderúrgica Nacional é uma das mais louvadas. Basta lembrar que, sem a CSN, o Brasil não teria indústria naval ou automobilística. Um divisor de águas, portanto, na história do país, com conseqüências diretas até hoje na vida de cada um de nós.



Da mesma forma, a Aços Laminados do Pará será um divisor de águas na história da indústria do Pará, não apenas para a atual geração: por agora, serão 16 mil empregos na construção e 21mil (diretos e indiretos), na operação; para as próximas décadas, a Alpa representa o início e a consolidação de um polo industrial no interior do Pará, gerando não apenas impostos e emprego e renda, mas mão-de-obra altamente qualificada, integração estadual via desenvolvimento, atração e construção de novas empresas, verticalização da cadeia do minério, afirmação de Marabá e região como centros regionais, enfim: um novo Pará, com desdobramentos positivos para todo o Centro-Oeste brasileiro.



A CSN e a Alpa também são marcos e resultado de duas formas de governar, ou de duas maneiras de se construir a presença do Estado na vida de um país.



O Estado getulista, como sabemos, tinha orientação nacionalista e a construção da CSN no interior do Rio de Janeiro (em Volta Redonda) inseria-se nesse projeto de nação, como forma de reduzir as desigualdades regionais.



A viabilização da Alpa, com esforços dos governos federal e estadual, se insere num novo programa de nação e de presença do Estado na economia: a do Estado indutor, que promove a concertação de entes com o fim de gerar desenvolvimento, que cria infraestrutura para atrair os investimentos e dá garantia institucional para que os esforços tenham êxito.



Após os últimos governos (do Brasil e do Pará), em que o PSDB, segundo a cartilha neoliberal, pregava a lógica do “Estado mínimo”, entregando as questões econômicas, por exemplo, para a própria dinâmica do mercado, o presidente Lula e a governadora Ana Júlia Carepa tornaram o Pará um palco privilegiado da lógica do Estado indutor: operaram em cooperação com o setor privado, garantindo infraestrutura, segurança institucional, mercado, ganhos sociais, no âmbito de projetos profundos de desenvolvimento como contrapartida aos altos investimentos reivindicados.



Vejam-se algumas dessas obras: eclusas de Tucuruí; hidrovia do Tocantins; ampliação e melhorias do porto de Vila-do-Conde; asfaltamento de rodovias importantes (Transamazônica, PA-150); construção e ampliação de Distritos Industriais (só em Marabá, investimentos de mais de R$ 100 milhões, pelo governo do Estado); federalização da PA-150, de Marabá a Redenção; investimentos em saneamento, habitação, energia.



A Alpa será a primeira siderúrgica de grande porte construída no interior do Brasil (não no litoral) desde o governo militar. Isso porque o governo do Estado não queria apenas uma siderúrgica, mas gerar um polo industrial, sobretudo em torno do segmento metal-mecânico. Para tanto, garantiu incentivos, infraestrutura, parceiros, mercado (o grupo Aço Cearense, por exemplo, a pedido da governadora, formatou o projeto Aline, para produzir em Marabá, a investimentos de R$ 1,5 bilhão, a partir do aço disponibilizado pela Alpa).



Nosso governo também atua diretamente no município de Marabá, para que os investimentos cheguem imediatamente à população: nunca o município recebeu tantas obras de saneamento, habitação e ordenamento territorial.



Por tudo isso, o dia de hoje é um marco. Na história do Pará e do Brasil.

quarta-feira, outubro 14, 2009

Siderúrgica: pagando expropriados

O juiz Andrei Simão Santos, da 3ª Vara Cível de Marabá, mandou publicar (DOE 31523, 13 de Outubro/09) edital do depósito prévio de R$ 1.020.000,00 (um milhão e vinte mil reais), como pagamento do bem desapropriado e suas benfeitorias, localizado na Gleba Quindangues, sentido Marabá –Itupiranga, em nome de Vinicius Suriane Santos e Geraldo Teotônio Pereira

No mesmo Diário Oficial do Estado, datado de ontem, também publica edital do depósito prévio da quantia de R$ 325.000,00 (trezentos e vinte e cinco mil reais), como pagamento de outro bem desapropriado também de Geraldo Teotonio Pereira Jota.

Os dois imóveis integram a área desapropriada pelo governo do Estado para implantação da siderúrgica Alpa, da Vale.

Desapropriação por Utilidade Pública.

A partir de agora, cada proprietário começará a ser notificado dos depósitos prévios que o governo está efetuando como valores referentes ao pagamentto dos imóveis desapropriados.

Do jeitinho que o blog contou aqui dia desses: quem achar bom, coloque a grana no bolso. Quem quiser piar, procure o Papa.

sábado, outubro 10, 2009

Indústria de laminados

Antecipado ontem pelo blog, a seguir nota da Secretaria Estadual de Comunicação contando detalhes do encontro da governadora Ana Júlia com diretores da Vale e da Sinobrás. As informações são da jornalista de Ivonete Motta.




Vale e Sinobras fecham parceria para criar
em Marabá indústria de laminados


A Siderúrgica Norte Brasil S/A (Sinobras), do Grupo Aço Cearense, e a companhia Vale farão estudo de viabilidade econômica para implantar, em Marabá, uma indústria de laminados a frio, produto siderúrgico refinado, cuja matéria-prima básica será fornecida pela Alumínios do Pará (Alpa), siderúrgica que a Vale implantará em Marabá.


As empresas assumiram o compromisso nesta sexta-feira (9), em Belém, em reunião com a governadora Ana Júlia Carepa, no Palácio dos Despachos, em Belém. Ana Júlia disse, na ocasião, que o compromisso das empresas atende à política de verticalização da produção e geração de emprego e renda do Governo Popular, que induz um novo modelo de desenvolvimento no qual se insere a verticalização da produção, a exemplo do minério de ferro que será transformado em aço pela Alpa.


Os executivos das duas empresa decidiram que em um mês definirão um desenho possível para este negócio.


A Sinobras é a maior importadora de aço do Brasil. A empresa compra o produto da China, Japão e Rússia e será uma cliente potencial da Alpa na compra de bobinas a quente, que depois de laminadas a frio são destinadas à indústria automotiva, linha branca, acabamento de móveis e outros. Uma laminadora a frio também poderá fornecer produtos a outras empresas de derivados de aço, conforme explicou o presidente da Sinobras Vilmar Ferreira. Segundo ele, foi o que aconteceu no Ceará, onde a Aço Cearense mantém uma siderúrgica.


Mais empregos - O Grupo Aço Cearense está no mercado há 30 anos e é o segundo maior movimentador de cargas do Porto do Pecém (CE). No ano passado, o grupo teve um faturamento de R$ 1,5 bilhão, com a comercialização de 430 mil toneladas de aço, a geração de 1.800 empregos diretos e outros 9 mil empregos indiretos, além de negócios feitos com 18 países.


A Sinobras, de Marabá, é a primeira siderúrgica integrada para produção de aços longos do Norte e Nordeste do Brasil. Representou um investimento inicial de US$ 350 milhões, com geração de 1.700 empregos diretos durante a implantação. Com expectativa de produção de 300 mil toneladas de aço laminado ao ano, a Sinobras gera, na operação, 1.050 empregos diretos e outros 10.500 empregos indiretos.


A Alpa, que poderá fornecer matéria-prima para o empreendimento da Aço Cearense, representa um investimento de mais de US$ 3 bilhões e deve iniciar sua operação em 2013. O Estudo de Impacto Ambiental para a implantação, segundo informaram seus diretores, será protocolado na Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) na próxima semana. A estimativa é de que a Alpa gere 16 mil empregos diretos na sua construção e outros 14 mil empregos indiretos permanentes depois da implantação.


Participaram da reunião com a governadora o presidente da Sinobras, Vilmar Ferreira, o vice-presidente Ian Corrêa e o diretor de Sustentabilidade, Clayton Labes; os diretores de Logística e Gestão de Projetos da Vale, Eduardo Bartolomeu, diretor de Siderurgia, Aristides Coberllini, diretor de Desenvolvimento de Relações Institucionais, Guto Quintela, o superintendente regional José Carlos Gomes Soares e José Fernando Gomes Júnior, gerente regional de Representação Institucional. Pelo governo, participaram os secretários Maurílio Monteiro (Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia), e Miro Canto, adjunto da Secretaria de Meio Ambiente.

sexta-feira, outubro 09, 2009

Vale garante ALPA a Ana

O alto comando da Vale, à exceção de Roger Agnelli, esteve reunido esta manhã com Ana Júlia, para ratificar, “em definitivo”, a decisão da mineradora tocar o projeto da Alpa, a partir do primeiro semestre de 2010, em Marabá. No Palácio dos Despachos, o encontro serviu também para a governadora fazer uma proposta desafiadora aos diretores da Sinobrás – siderúrgica integrada instalada no DI marabaense – presentes também à reunião, no sentido de que a empresa estude a possibilidade de ampliar seu parque siderúrgico utilizando as placas de aço e bobinas a serem produzidas pela ALPA.

Mediante laminação a frio (caso da Sinobrás), a matéria-prima da siderúrgica da Vale pode ser empregada para a fabricação de automóveis (partes expostas), eletrodomésticos (linha branca) e eletroeletrônicos, entre outros.

Dependendo do tipo de planta industrial concebida, a Sinobrás poderia também aplicar a matéria-prima a quente da Alpa diretamente na indústria naval e de construção civil. As bobinas a quente são utilizadas para a fabricação dos mais variados produtos, destacando-se: tubos, vasos de pressão, autopeças, implementos agrícolas, material ferroviário, material eletromecânico, construção civil e embalagens de grande porte.

Diretores da Sinobrás e Vale assumiram compromisso com a governadora de apresentação, no prazo de quatro meses, do estudo de viabilidade econômica da proposta.

Ana Júlia recebeu os seguintes diretores da Vale: Guto Quintella, diretor de Capital, Sustentabilidade e Relações Institucionais; Aristides Corbelins, diretor nacional de Siderurgia da Vale; diretor, Eduardo Bartolomeu, diretor executivo de Logística, Gestão de Projetos e Sustentabilidade; e José Carlos Martins, diretor da área de Minerais Ferrosos;

Pela Sinobrás: Vilmar Ferreira, presidente da siderúrgica; Ian Correa, vice-presidente; e, Cleiton Labes, diretor de sustentabilidade.

quarta-feira, setembro 09, 2009

Falando grosso

Ana Júlia talvez já tenha determinado à Procuradoria Geral do Estado radicalizar no trato com os proprietários dos lotes inclusos na área definida para a construção da siderúrgica da Vale, em Marabá.

Traduzindo, isso quer dizer mudança nos critérios de avaliação dos valores dos imóveis.

Inicialmente, para efeito de desapropriação, destinou-se o cálculo por metro quadrado para definir o valor de cada propriedade, baseado na nova configuração de ocupação dada ao município de Marabá, com a aprovação do seu Plano Diretor, que ampliou a área urbana num raio que chega a ultrapassar os limites do futuro Distrito Industrial III extamemte onde ficará a ALPA - Aços Laminados do Pará

Descobriu-se, no entanto, que a aprovação do Plano Diretor ocorreu após o ato de desapropriação da área, publicado ano passado; e como entre os donos de imóveis a serem indenizados há pequena área de Projeto de Assentamento, à margem da rodovia Transamazônica – portanto, zona rural -, não haveria nenhuma dificuldade jurídica do cálculo ser projetado por alqueire.

Tomando-se por base um lote com cinco alqueires, ao preço de mercado médio pago na mesma área a R$ 30 mil/alqueire, a desapropriação desse imóvel não passa de R$ 350 mil, mais o valor das benfeitorias.

Sob a manta do cálculo urbano, o metro quadrado nas imediações é de R$ 40 mil, valor pago recentemente ao fazendeiro Sílvio Castanheira, que vendeu parte de sua propriedade à Imobiliário Chão & Teto, de Belém, que já chegou no pedaço para investir no segmento.

Ou seja, caso realmente se confirme o que esta nota antecipa, os donos das áreas desapropriadas receberão apenas uns trocadin.

E quem não gostar, que entre com recurso junto ao Vaticano, sentando-se depois numa cadeira de amplo espectro de longevidade na esperança de ver a questao transitada e julgada nos tribunais divinos.

Como todo processo de desapropriação é sempre autoritário, esse mesmo é que não poderia deixar de sê-lo.

sexta-feira, agosto 28, 2009

Vale apressa siderúrgica

A Vale apresentou, nesta sexta-feira, 28 de agosto, o projeto de implantação de uma siderúrgica em Anchieta, no Espírito Santo. Com capacidade para produzir 5 milhões de toneladas de placas de aço por ano, o projeto será detalhado para as comunidades e para o poder público. A Companhia Siderúrgica Ubu (CSU), como será chamada a unidade, está sendo projetada com os mais modernos equipamentos de produção e controle ambiental, levando em consideração as condições socioambientais da região sul do Estado e em linha com a vocação minero-metalúrgica local.

Com a entrada em operação da CSU, estima-se que deverão ser criados cerca de 18 mil empregos permanentes, sendo 3 mil diretamente na operação da usina e 15 mil indiretos. Será priorizada a contratação de mão-de-obra local, com ações previstas para capacitação de profissionais da região. Durante as obras, com início previsto para 2011, também serão priorizados trabalhadores locais para as vagas temporárias que serão geradas na construção da planta.