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sexta-feira, fevereiro 04, 2011

A força das construtoras

Oswaldo Chaves, comentarista do blog, volta à carga, tratando do desabamento do Real Class:


Não é uma questão de generalizar um incidante isolado que não pode ser associado ao grande desenvolvimento do mercado imobiliário da construção vertical em Belém.

O que está acontecendo é outra coisa muito diferente. São seres humanos morrendo pela ganância de poucos.

Se o PSTU, por exemplo, deixasse de fazer proselitismo político e de fato assumisse as rédeas do sindicato dos trabalhadores da construção civil teríamos de fato a real estatística das mortes ( e que não são poucas) nas obras de Belém.

Até porque, de outro lado, as empresas de construção civil estão muito bem organizadas e representadas nas principais esferas do poder.

Seja no CREA, porque nada contribui para a melhorar este quadro e ainda diz que sua tarefa é controlar somente os profissionais.

Seja na Câmara Municipal, onde o Vereador gervásio Morgado não faz questão de esconder seu lado na ampliar o gabarito de construção de todas as áreas de nossa cidade.

Seja no Poder Público Municipal que aprova tudo que vem com o aval das empreas e que não oxigena a SEURB para melhorar a qualidade da fiscalização preventiva e de acompanhamento.

Tenho certeza que a sociedade não é contra que se construam novos prédios em nossa cidade.

Mas gostaria que este crescimento fosse sustentado e que se respeitasse as questões climáticas, em especial as casos dos espigões na Pedro Álvares Cabral de frente para a orla formando uma barreira a entrada da ventilação na cidade.

E que a Promotoria de meio Ambiente fizesse um Termo de Ajuste de Conduta entre empresas, sindicato e poder público a fim de tirar soluções a curto, médio e longo prazo, evitando que novas vidas se vão.

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Fábrica de cadáveres?!

As construtoras de Belém estão se especializando em elevar espigões vocacionados ao desmoronamento?


Os fatos passam essa ideia, nada agradável, à população paraense.

Franssinete Florenzano  dá conta de que no interior de um prédio da Quality, na Dom Romualdo, entre Antônio Barreto e Domingos Marreiros,  bairro preferido do poster, vitimou pessoas.

Há indícios de deslizamento de material de contenção ou uma laje que teria cedido.

Está ficando difícil, ou não, criar coragem para investir agora em imóvel na capital do Estado?

A querida Franss informa melhor, Aqui.

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Sede da Real Engenharia

Amigo do blog envia foto, tirada pelo próprio, de um local onde supostamente funciona o escritório da Real Engenharia, empresa responspavel pela desconstrução  do Real Class, edifício que desabou no último domingo.

Com a foto, colaborador faz o seguinte comentário:

"Remeto uma foto tirada do escritório da empresa. Fica no Bairro da Pedreira que conheço na palma da minha mão. Aos que perderam seus bens, é para haver muita preocupação:  se depender da venda do escritório e de sua imagem que passa, não sei não..."

O imóvel fica na travessa Timbó, entre Marquês de Herval e Visconde.

Avanço dos "esteróides"

Osvaldo Chaves, comentarista do blog, ao ler o post "Culpando o mordomo",  pelo bem geral, sugere a criação da Secretaria Municipal de Catástrofes de Belém.


Temos dois três problemas muito sérios a enfrentar:

1. A musculatura do mercado imobiliário vertical em Belém está tomando esteróides.

Ou seja, prédios que antes se construia em 5 anos estão sendo entregues em 3, sem que se tenha ampliado também a carga de fiscalização.

Isto seria muito bom, mostraria eficiência no processo produtivo, mas a coisa não é bem assim;

2. Temos um órgão de classe o CREA que se limita a forncer as ART's e não fiscaliza "patavinas".

Preocupa-se sim em averiguar se o Raimundo da periferia está fazendo uma reforma na sua velha casa, quando "CONSTATADO O ILÍCITO" o órgão encaminha todo um arsenal de multas FEDERAIS (e ai vale a força da Lei) para ferrar o probre coitado.

Mas fiscalização que seria uma função mínima não se vê.

3. Pelo lado do Município, a Dona SEURB, que deveria fiscalizar, paralelamente, o caminhar da obra, preocupa-se em prender cadeiras as 23h dos bares e restaurantes da cidade, achando que a POSTURA da cidade somente está da terra para cima, quando o desabamento aconteceu da terra para baixo.

Os poucos e indisponíveis engenheiros não dão conta dos ESTERÓIDES de 39 andares que são importados do sul do País e que são as meninas dos olhos dos investidores latifundiários do sul e sudeste do Pará.

Acho que o prefeito Duciomar deveria criar a Secretaria de Catastrofes e teria como primeira tarefas cuidar da própria prefeitura que está um Caos.

Culpando o mordomo

Professor Alan Souza, blogueiro residente em Brasília preocupado com as coisas do Pará, envia emeio comentando alguns desdobramentos da queda do edifício Real Class:


Amigos blogueiros, estou aqui de Brasília acompanhando o casod a queda do edifício na 3 de Maio. Achei ridícula a matéria do Amazônia jornal sobre o engenheiro residente da obra do edifício Real Class, matéria que procurou levantar a questão da inexperiência do engenheiro (teria apenas 1 ano de formado).

Partir da presunção que pouco tempo de formado significa incompetência e imperícia (afirmação que em si já é um absurdo insustentável), é afirmar que o ensino universitário não serve pra absolutamente nada, o que é outro absurdo maior ainda! A pensar assim, então rasguemos os diplomas e vamos trabalhar só com quem aprendeu na prática.

Falo isso com absoluta tranquilidade, tenho 18 anos de formado, 15 dos quais no Serviço Público, onde já vi muito recém-formado e recém-concursado chegar dando show de bola, em qualidade de serviço, nível técnico e disposição, e também vi muitos vet eranos carcomidos pelos vícios adquiridos com o passar do tempo e emperrando o bom andamento do serviço.

Tenho certeza que o Amazônia jornal emprega estagiários e repórteres recém-formados, e não se pode colocar nesses a culpa pelo fato do jornal ser uma droga. Afinal, a qualidade da publicação depende, em última instância, do "experiente" redator-chefe.

Construtoras tentam censurar imprensa

Sempre em cima do lance, Franssinete Florenzano faz séria denúncia: as grandes construtoras de Belém estão pressionando os veículos de comunicação para amaciar o noticiário sobre o desabamento do Real Class.

Partindo da Franss, a informação, certamente,  foi profissionalmente bem checada, antes da jornalista mandar ver - não temos nenhuma dúvida disso.

Responsável e comprometida com o noticiário correto, ela nos apresenta a um fato merecedor de atenção aprumada de toda a sociedade paraense.

Como só agora cheguei a Marabá, de viagem pelo Sudeste do Estado, voltarei ao assunto durante esta terça-feira, 1.

domingo, janeiro 30, 2011

Queda do "Real Class"

Partindo do catedrático Nagib Charone Filho, merece reflexão a informação sobre uma provável causa do desabamento da torre "Real Class", em Belém.

Quem informa é o blog do Paulo Bemerguy:



O engenheiro civil Nagib Charone Filho disse há pouco, em conversa com o Espaço Aberto por telefone, que não está descartada a possibilidade de que um raio tenha derrubado o edifício "Real", que desabou no início da tarde deste sábado, na travessa 3 de Maio, próximo à Governador José Malcher, em São Brás.

Charone, que também é professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) e assina uma coluna aos domingos, na página 2 do primeiro caderno de O LIBERAL, disse ter ouvido informações de pessoas que se encontravam próximo ao edifício de que um forte raio caiu no local.

"Todo mundo que estava na área ouviu um barrulho de raio. Um raio pode derrubar um prédio? É claro que pode. Mas precisamos esperar para ver", disse o engenheiro. Segundo ele, a perícia dispõe de meios para apontar se o edifício veio abaixo por ter sido atingido por um raio.

Charone considerou precipitado, neste momento, afirmar-se que o desmoronamento teria sido decorrente de problemas nos alicerces. "O prédio, até onde eu estou informado, é como se tivesse implodido, da mesma forma que ocorreu com o 'Raimundo Farias'", comparou o engenheiro, referindo-se ao edifício que também estava em construção e caiu em 1987 no bairro do Reduto, em Belém, matando 40 operários.

"Neste momento, ninguém pode dizer se o prédio caiu em consequência de um raio ou em virtude de problemas de fundação ou erros de cálculo. Já conversei com o dono da construtora e ele, que também é engenheiro, me garantiu que o prédio não tinha problema algum", contou Charone.

Segundo o engnheiro, o desabamento do "Real" não causou, pelo menos à primeira vista, qualquer abalo na estrutura do "Blumenau", o edifício que fica bem ao lado e que no momento está interditado. "O 'Blumenau' é todo revestido de pastilhas. Se um pilar tivesse alguma problema, as pastilhas se descolariam", ensinou o engenheiro.

segunda-feira, janeiro 17, 2011

Maior tragédia foi em 1967

Ao contrário do que está sendo divulgado fartamente, não foi na Região Serrana do Rio de Janeiro a ocorrência da maiore tragédia natural da história do país, que já matou mais de 600 pessoas.

Desastre, sem precedente, ocorreu no ano de 1967 na Serra das Araras, município de Piraí-RJ, com 1.400 mortes.

Leia matéria completa Aqui.    E também aqui.