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sexta-feira, março 11, 2011

Vitória de Pirro

O poder financeiro e de audiência da Rede Globo ainda contamina o mercado, seja qual for a atividade.


A implosão do Clube dos 13 é a última prova disso.

Apenas a Rede-TV participou da licitação para a transmissão do Campeonato Brasileiro, "vencendo"  a disputa por ausência de concorrentes.

O projeto da Rede-TV, no entanto, já nasce inviabilizado.
 
Saiba por que.

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

No meio das torcidas

Quem ler o Liberal de hoje,17, na primeira página do caderno de Polícia (aqui  imagem aparece distante) verá por que há uma lógica de desempenho violenta das chamadas torcidas organizadas de Remo e Paysandu.

Conduzidos por policiais,  três bandidos acusados do assassinato de um policial rodoviário federal destacam  manchete da página.

Observem como o segundo deles, chamado Aldair, exibe fantasmagórica tatuagem da "Terror Bicolor" (torcida organizada do Paysandu), ao  lado esquerdo da parte inferior de sua barriga.

Ele é um dos pistoleiros contratados pela viúva da vítima para matar o policial

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

"Eu perdi para o meu corpo"

Título do post foi retirado da entrevista de Ronaldo, ao anunciar sua aposentadoria, no início da tarde desta segunda-feira, 14.

Como bem define a manchete da Folha da Tarde, "quem viu, viu. Ronaldo agora é História".

Ao lado de Pelé e Romário, ele está no espaço nobre dos grandes campeões.

Zico, Sócrates, Falcão integram uma geração também de craques extraordinários, mas nao conseguiram ser campeões do mundo.

Ronaldo foi singularidade,  lutando, até  esgotar suas forças -, para permanecer nos gramados. A sequência de contusões e, agora se sabe, a hipotireoidismo,  conspiraram contra seu belo futebol.

Vamos sentir saudades de suas arrancadas rumo ao gol, driblando e saindo para o abraço.

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Grandeza humana

No blog do Juca Kfouri:


Ronaldo, o homem

Ronaldo Fenômeno não se limitou a reconhecer mais um filho.

Lamentou ter perdido cinco anos da vida do menino.

E já tratou de acolhê-lo.

Ronaldo Fenômeno não se limitou a apontar todos os descalabros do futebol brasileiro, do calendário aos gramados, dos horários à alienação.

Criticou também os sindicatos dos jogadores, que pouco ou nada fazem.

E se pôs a disposição para mudar a situação.

Se agir como discursou, deixará um belo exemplo nos dois campos, o da bola e o da paternidade responsável. 

terça-feira, julho 13, 2010

Marabá ganhará Escola Zico

Maurino Magalhâes e o  sócio do ex-jogador Zico no Projeto Zico 10, Carlyle Carlos dos Santos, anunciaram a vinda do diretor Executivo do Flamengo  para lançar o empreendimento na cidade, para  atender a mil crianças, na faixa etária de 5 a 17 anos.

Prefeito sinalizou, ainda, a possibilidade do municíoio ganhar uma perna do Instituto Zico 10, dedicado ao atendimento de cem crianças, tendo avaliação de rendimento escolar do aluno, que obrigatoriamente precisa estar matriculado e ter boas notas, assim como a evolução do atleta.

Quem se destaca no esporte, tem a oportunidade de ir treinar no Flamengo ou no centro do projeto, em Brasília, com tudo pago e ainda salário.

Por ser um projeto de inclusão social, o prefeito disse que tem todo seu apoio, ainda mais por estimular as crianças e jovens à prática esportiva.

No Pará, o projeto está sendo implantado em 55 municípios, incluindo Marabá.

Segundo Carlyle, o objetivo central do projeto é tirar as crianças das ruas e dar a elas oportunidades, através do futebol. Ele destaca o suporte que o prefeito está dando para implantação do projeto na cidade, com o Instituto Zico 10.

Fonte: Ascom Marabá

terça-feira, junho 22, 2010

Kaká fora de forma

Juca Kfouri responde a Kaká:


O engano e a contradição de Kaká


Frase de Kaká, poucas horas atrás, em entrevista coletiva, em resposta ao repórter da ESPN-Brasil, André Kfouri, meu filho:

“Há algum tempo os canhões do seu pai são disparados contra mim. A artilharia dele está voltada contra mim. Eu queria aproveitar a pergunta para responder às críticas que ele vem fazendo, e o que me deixa triste é que o problema dele comigo não é profissional, mas porque ele não aceita minha religião. Porque eu sou uma pessoa que segue Jesus Cristo. Eu o respeito como ateu, e gostaria que ele me respeitasse como [seguidor de] Jesus Cristo, como alguém que professa a fé em Jesus Cristo. Não só a mim, mas a todos os milhões de brasileiros que acreditam em Jesus Cristo”.

Kaká se engana e enfiou Jesus onde Jesus não foi chamado.

Critico sim o merchandising religioso que ele e outros jogadores da Seleção costumam fazer, tentando nos enfiar suas crenças goela abaixo.

Um tal exagero que a Fifa tratou de proibir, depois do que houve na comemoração da Copa das Confederações.

Mas não abri bateria alguma contra ele, provavelmente mal assessorado, tanto que o considerei o melhor em campo no jogo contra Costa do Marfim.

Apenas noticiei que ele sofre com seu púbis e há quem avalie que isso o levará a encerrar a carreira prematuramente.

Ele negou as dores no púbis ao dizer que sente dores como qualquer jogador profissional e que o prazer de jogar pela Seleção o faz superá-las.

Aí caiu na primeira contradição, pois ao atribuir às dores que sentia a sua má atuação na Copa da Alemanha, quatro anos atrás, declarou que não jogaria mais com dores.

E hoje mesmo, na entrevista coletiva, ao responder sobre se seria operado do púbis depois da Copa respondeu que esta era uma questão delicada e que os médicos divergiam a respeito.

Mas, para quem não tem nada no púbis, como alegou, por que cogitar de tal hipótese?

Talvez só Deus saiba.

Como não acredito nele…

Em tempo: em tudo isso, além das inegáveis qualidades técnicas de Kaká, resta-lhe um mérito: diferentemente do que frequentemente fazem tantos, Dunga e Jorginho entre eles, Kaká não generalizou e deu nome aos bois, no caso, ao boi.

É muito melhor assim.

segunda-feira, março 29, 2010

Questão de segurança

Decisão  da diretoria do Águia: pelo menos até a quarta rodada do segundo turno, as partidas do time serão apitadas por árbitros da CBF. Esse é o tempo previsto para a equipe definir sua classificação.

sábado, março 13, 2010

A voz de Adriano

Oportuna entrevista de Adriano a jornalistas setoristas repõe a verdade.


Pelo menos, dá pra sentir que o atleta imprime sinceridade no que disse à imprensa sobre os últimos problemas envolvendo ele, a namorado e a bebida.

A seguir, resumo da entrevista publicado no UOL, para todos os flamenguistas e torcedores brasileiros que torcem pelo Adriano:


Bebida
“É normal tomar cerveja. Só falam por ser o Adriano e acabam aumentado. Como sou da favela, dizem isso. As pessoas colocam no jornal e esquecem que tenho família. Se eu bebesse tanto como falam, não conseguiria jogar.”

Drogas
“Minha mãe vai a algum jogo do Flamengo ou mercado e dizem que seu filho é drogado. Meu filho sai e dizem que o pai é drogado. Antes de colocaram as coisas no jornal, precisam saber o que aconteceu.”

Joana Machado
“Quem nunca brigou com uma mulher? O carinho dela me fortalece. Disseram que eu pedi para acorrentá-la (aos traficantes no baile funk). O problema foi que ela ficou nervosa, pois não cheguei na hora marcada. Ela me empurrou e discutiu com o Bruno. Ela gosta de mim.”

Mundial 2010
“O Dunga me conhece bem e está passando confiança. O Jorginho (auxiliar técnico da seleção) conversou comigo (na praia, na última quinta-feira) e disse que está comigo. Não tem esse oba-oba de ficar fora da Copa do Mundo. As pessoas sabem do que sou capaz e muitas querem o meu bem. Tudo isso me deu ainda mais motivação.”

Abandono da carreira
“Nada disso. Este episódio me deu ainda mais força. Você precisa cair para aprender a se levantar. Acaba ficando malandro para isso não acontecer mais. Nunca pensei em desistir (conforme o seu empresário, Gilmar Rinaldi, confirmou ao UOL Esporte). Eu iria decepcionar a minha família.”

Peso
“Falaram que eu estava com 106 quilos, mas estou com 101. Meu peso ideal é 99. Estou falando a verdade e as pessoas inventam muitas coisas.”

Conversa com Patrícia Amorim
“Tive com ela. A presidente quis saber qual era a verdade, pois tinham muitas notícias na imprensa. A diretoria do Flamengo disse que está comigo.”

Motivo do silêncio
“Para que eu vou falar se já sabem tudo de mim? Ano passado estava vindo com frequência, mas começaram a falar muitas coisas e acabei parando de dar entrevistas."

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Marabá respira futebol

Da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Marabá:


O prefeito Maurino Magalhães de Lima assinou hoje (18) a renovação do convênio de ajuda financeira ao time do Águia de Marabá. O novo convênio destina R$ 240 mil ao time marabaense, em 1 parcela de R$ 40 mil e 10 parcelas de R$ 20 mil mensais, começando agora em fevereiro e encerrando em dezembro.  

A ocasião também foi marcada pelo lançamento do Troféu Camisa 13, uma premiação do Grupo RBA – Rede Brasil Amazônia de Comunicação , que premia os atletas destaques do Campeonato Paraense, através de votação feita pelos torcedores em urnas espalhadas nos campos de futebol ou lojas, assim como pela Internet, através do site http://www.trofeucamisa13.com.br/.

Idealizador do Troféu Camisa 13 e também apresentador do programa esportivo Camisa 13, da RBA, o jornalista Zaire Filho rememorou a trajetória da premiação, que completa 18 anos em 2010. Ele frisou que a premiação é a mais democrática do futebol paraense, porque é o torcedor, “que mais entende de futebol”, quem escolhe os melhores do ano. Ele entregou um brinde do troféu a cada autoridade presente.

Convênio   

O presidente do Águia, Sebastião Ferreira Neto, o Ferreirinha, agradeceu mais essa parceria da prefeitura, no governo do prefeito Maurino Magalhães, ao time marabaense. Ferreirinha destacou a importância que o gestor tem dado a área esportiva, como investindo na ampliação do Estádio Zinho Oliveira, inaugurado oficialmente hoje, como o jogo de logo mais entre Águia e Paysandu. 

Destacando a importância do momento, o prefeito Maurino Magalhães disse que olha pelo esporte de forma diferente, porque também é desportista e sabe dos inúmeros benefícios que atividade esportiva traz para a sociedade. 

Nesse sentido, já está em andamento a licitação para a construção do estádio olímpico, com capacidade inicial de 20 mil pessoas e, na segunda etapa, para 40 mil. Também investiu na ampliação do Zinho Oliveira, que agora está com capacidade para 5,1 mil torcedores e, projetado, após a segunda etapa da obra, para 10 mil torcedores. “Estamos concluindo a desapropriação dos terrenos para essa expansão. O estádio vai ficar um verdadeiro caldeirão”, brincou, lembrando que o futebol já proporcionou a Marabá ser destaque de forma positiva no horário nobre da mídia nacional, com o jogo entre Águia e Fluminense, do Rio de Janeiro, pela Copa do Brasil de 2009.

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Reviravolta no Re-Pa

Uma reviravolta pode ocorrer nas próximas horas e garantir a realização do Re-Pa neste domingo. A repercussão negativa do adiamento obrigou a realização de uma reunião extraordinária do Ministério Público Estadual, nesta quarta-feira, para definir de uma vez por todas a situação do estádio Mangueirão.

Quem informa é o baionense  Gerson Nogueira, botafoguense dos quatro costados.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Bom senso

Não basta gastar toda a bola e dar alegrias incontidas aos flamenguistas. É preciso, sim, ter disciplina e profissionalismo.


Olha aí a avaliação da torcida do Flamengo para o conflito entre o Petkovic e o vice de futebol, Marcos Braz, conforme enquete do Lance!Net!

Resultado vampirizado do site ao meio-dia:



Quem você acha que tem razão na confusão do Flamengo?


O vice de futebol, Marcos Braz  -  3984 votos - 57,46%


O meia Petkovic                          - 2950 votos - 42,54%


                                                       Total: 6934 votos

Mercenários da bola

Segundo noticiou o jornal italiano “Corriere della Será”, o brasileiro Ronaldinho Gaúcho teria bancado uma festa que durou três noites antes do clássico contra a Internazionale. O tablóide publicou que Ronaldinho teria alugado um suíte em um hotel de Milão e chegou a gastar 75 mil euros, cerca de R$ 192 mil.

Ronaldinho Gaúcho não repetiu no clássico as atuações que vinha tendo nos jogos do Milan. O jornal revelou ainda, que o brasileiro teria deixado o hotel apenas no sábado, dia em que foi marcado para os jogadores se concentrarem para o clássico. Semanas antes Ronaldinho teria sido visto curtindo a vitória sobre a Juventus, em Turim.

Esses brasileiros, boleiros ricos no futebol internacional, não são profissionais à altura de vestir, novamente, uma camisa da seleção brasileira.

Na lista: o próprio Ronaldinho, Ronaldo Fenômeno, Robinho e Cia Ltda.

domingo, janeiro 24, 2010

Garoto bom de bola

Aleilson, aquele que era do Águia de Marabá, assumiu a liderança isolada do Campeonato Carioca, ao marcar dois gols na  vitória por 5 a 1 do Olaria contra o Americano, em Campos.

Foi a maior goleada do Campeonato Estadual do Rio de Janeiro.

Aleilson tem agora cinco gols.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Bola furada

O Ministério Público nem deixou ganhar corpo a repercussão da cerimônia de lançamento do Parazão 2010, realizada, ontem, em Belém. De pronto, pediu a interdição de todos os estádios  apontados como palco das partidas pelo Campeonato Paraense, tanto na capital como no interior, alegando falta de segurança e  não cumprimento  do Estatuto do Torcedor.

Dirigentes de clubes e a FPF tentam convencer o MP a não radicalizar.

Dessa forma, o Parazão pode ter seu início adiado.

sábado, dezembro 19, 2009

Sonhos feitos de pó

Jobson, o jogador de Conceição do Araguaia flagrado duas vezes no exame antidoping por uso de cocaína, é mais um jovem do interior deste país a ser castigado duramente pelo peso da transição do ocaso para a fama. Igual a ele, outros garotos vivem a mesma situação: o sonho de ser ídolo esmagado pela saturação psicológica de estar entre dois mundos.

O mundo da miséria e do isolamento no interior de vilas e bocadas, e a descoberta da possibilidade de se tornar ídolo num grande clube de futebol.

É tênue, muito tênue, a linha a separar situações opostas.

De origem pobre vivida nas ribanceiras do rio Araguaia, Jobson quis ser apenas mais um Adriano da vida.

Ou outro ídolo dele famoso.

A exposição desse caso na mídia e as especulações criadas em torno da situação vivenciada pelo jogador, sujeito a ser banido dos esportes, devem ser analisadas com cuidado.

Se já estava vulnerável a ponto de usar cocaina ninguém sabe a quanto tempo, Jobson corre agora o risco de se transformar num marginal, com todos os riscos que isso representa para a sobrevivencia de um garoto que queria apenas ter seu nome gritado pela torcida num dia de domingo ensolarado.

O caso Jobson retrata a necessidade, cada vez mais urgente, dos dirigentes de clubes criarem departamentos específicos para o desenvolvimento do chamado trabalho psicopedagógico, uma novidade no Brasil, mas fundamental para o atleta ser acompanhado logo em que o mesmo passa a ser domínio dos clubes.

O trabalho psicológico deve ser feito de forma gradativa, a fim de que o esportista aprenda a lidar com as pressões à medida que vai crescendo profissionalmente.

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Ser botafoguense é...

Tadeu, fiel comentarista do blog, é quem manda essa pérola:

Algumas considerações , Hiroshi.Ser flamenguista é fácil e é pra qq "maria-vai-com as outras" , difícil é torcer prum time que está sempre no limiar da euforia e do desespero , um time que desafia céus e deuses , um time tão louco como Garrincha , um time que dá o campeonato pro maior rival , a ver : ganhamos nas ultimas rodadas do Inter , do São Paulo e do palmeiras.O Botafoguense é antes de tudo um forte , um sobrevivente.

Somos a verdadeira metáfora da vida.

De resto , parabéns.

domingo, dezembro 06, 2009

Com o coração na boca


A primeira arma do Flamengo para prender seus fervorosos torcedores, é o sofrimento.

Mas não é aquele sofrimento pelo qual passam os torcedores do Botafogo, que quanto mais supersticiosos, mais azarados são.

O Flamengo é como o mocinho de filme de luta: apanha, apanha, mas no final, chega com uma voadora aterrorizante e sai campeão.

E você fica pasmo, pensando: - Mas meu Deus, como ele conseguiu levantar depois de tanta pancada?

Outra diferença gritante entre o Flamengo e os outros clubes:
Enquanto os times têm seus alçapões, seus caldeirões, o Flamengo tem o Maracanã - estádio com capacidade para 90 mil pessoas.

E é claro, sabemos que o Maraca não é do Flamengo, mas será que a torcida apaixonada, sabe?

Será que eles ligam?

Pior: ignoram de caso pensado.

Não se aprende a torcer pelo Flamengo.

A gente nasce rubro-negra.

Porque o Flamengo circula como sangue nas veias, tecendo sua teia mística.

E a paixão cresce, nas variáveis etapas da vida humana, ensinando a cada torcedor como faz bem à alma fazer parte de um time que sabe sempre se levantar.

Que tem a maior torcida do mundo.

Que tem estrela, raça, amor e paixão.

E quando eu digo fazer parte de um time, é fazer parte mesmo.

O Flamengo espalha paixão até entre os torcedores adversários que, contritos em seu silencio, escondem a simpatia e o desejo de provar um pouco do adocicado orgasmo de arquibancada.

Desejam calados.

Fantasiam consigo mesmo já que não podem falar, publicamente, sobre o caso extra-conjugal.

Amam o Flamengo pelos olhos.

Que o diga Nelson Rodrigues, o maior tricolor de todos os tricolores cariocas, ao escrever sua leve traição, diante da camisa rubronegra:

Para qualquer um, a camisa vale tanto quanto uma gravata. Não para o Flamengo. Para o Flamengo a camisa é tudo. Já tem acontecido várias vezes o seguinte:- quando o time não dá nada, a camisa é içada, desfraldada, por invisíveis mãos. Adversários, juízes, bandeirinhas, tremem, então, intimidados, acovardados, batidos. Há de chegar talvez o dia em que o  Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará a camisa, aberta no arco. E diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável." (Nelson Rodrigues, tricolor doente, excitado pelo Mengo).

Flamenguista não tem excitação por outras cores. Ou é rubronegro ou nada existe.

Não há traição velada, entre os membros da Nação Flamengo.

Quem conta isso em uma de suas crônicas é o incorrigível escritor flamenguista José Lins do Rego, no texto “Sangue para o Vasco”, escrita em 1948.

Narrando com humor irrepreensível, mas cheio de ironias requintadas, as vezes em que se dirigia aos hospitais para doar sangue a pessoas enfermas, um dia passou a conversar com um garoto internado, perguntando a ele para qual time torcia, no Rio de Janeiro.

- Doutor, eu sou vascaíno, respondeu o menino enfermo, enquanto Zé Lins doava sangue.


O diálogo encerra a crônica com a seguinte manifestação do autor do livro “ Menino de Engenho”:

- “E assim se explica como o rubro-negro José Lins do Rego teve a honra de dar o seu sangue ao Vasco”.

Flamenguistas de verdade não torcem pelo Flamengo.

São Flamengo.

Até morrer.

segunda-feira, novembro 30, 2009

Eu tenho o sentimento

sábado, novembro 14, 2009

Dinamite e Vasco, grandes campeões

Sou flamenguista, apaixonadamente vermelho e preto. Daqueles de sofrer a cada jogo, perdendo ou ganhando humor dependendo do resultado da partida.

Flamenguista apaixonadamente rubro-negro, jamais admite qualquer time adversário empatar ou vencer partidas contra o mais-querido, muito menos fazer loas ao sucesso da equipe rival.

Mas o retorno do Vasco à Série Especial, na visão do poster, tem uma especial performance a merecer aplausos: a atuação de Roberto Dinamite como presidente do Clube.

Remanescente de uma geração que não conseguiu títulos mundiais pela Seleção, ao lado de Zico e Cia., Roberto é um poço de  dignidade, bom caráter, honestidade e  simboliza um período de lutas corajosas contra uma das proeminências desonestas de nosso futebol.

Somente ele teve a coragem de encarar e derrotar Eurico Miranda, como se estivesse ainda  nas redondezas da grande área marcando   maravilhosos gol.

Raríssimos atacantes de renomes mundiais conheciam tão bem aquele setor, como Roberto.

Na presidência do Vasco, depois de um início de gestão atabalhoada, Dinamite acertou o passo.

E o Vasco, o caminho dos gols que o levaram , merecidamente, de volta à Primeira Divisão - de onde jamais deveria ter saído.

quinta-feira, novembro 05, 2009

Indefinição ronda Remo

Gerson Nogueira, em seu blog cada dia mais lido, é quem dá a última sobre a venda do Evandro Almeida:



Baluarte da coluna e do blog revela que uma pré-proposta de venda do estádio Evandro Almeida foi apresentada pela diretoria do Remo a representantes do prefeito de Belém, Duciomar Costa. Preço: R$ 40 milhões. Depois de duas semanas analisando os números, os homens de Dudu declinaram da ideia. Diante disso, assessores de Amaro Klautau correm atrás de um acordo com forte grupo lojista local. O preço já teria baixado para R$ 35 milhões, sem sensibilizar a empresa. A prioridade no clube é fechar a transação até janeiro de 2010.