quinta-feira, outubro 07, 2010

O eleitor não mente

Em 2009, por ocasião da eleição para a renovação do diretório municipal do PT de Marabá, o pôster fez prognóstico do resultado eleitoral partidário, confirmado posteriormente, que provocou  ira em  alguns petistas ligados a Democracia Socialista, tendência interna comandada pela governadora Ana Júlia.


Naquela ocasião, o blog retratava apenas o que já se conhece em Marabá e no Sul do Estado, havia muitos anos: a frágil representativa eleitoral de expressiva maioria da DS, que não se permite, interna nem externamente, revelar valores capazes de controlar o partido na região e eleger pessoas a cargos legislativos.

Bastou o pôster tocar no assunto, pra cambada cair em cima.

Agora, o cenário pode ser medido de forma clara e sem rodeios.

O voto do eleitor escreve, em cores, a realidade dos fatos.

Enquanto a DS fez apenas 32.402 votos, elegendo o deputado estadual Edilson Moura, as demais tendências petistas confirmaram musculatura eleitoral colocando bem mais representantes na Al.

O PT Pra Valer, comandado pelo deputado federal Zé Geraldo, encaçapou três parlamentares: Valdir Ganzer (37.463 votos), Bernadete ten Caten (33.736) e Airton Faleiro (32.893).

A Unidade na Luta, controlado por Paulo Rocha, também mandará três deputados à Assembleia Legislativa: Chico da Pesca (49.702), Zé Maria (23.128) e Alfredo Costa (22.762).

A AS do deputado federal Beto Faro elegeu dois representantes: Bordalo (45.075 votos) e Milton Zimmer (22.906).

Enquanto as outras três tendências atuam  com pragmatismo em suas bases eleitorais, a DS se perde, sedentária, numa redoma de  conflitos, sobrepondo intrigas provincianas.

Passados quatro anos do governo Ana Júlia, a DS está bem menor do que era.

Pelo menos os números da eleição provam isso.

6 comentários:

Ulisses Silva Maia disse...

Já comentei com alguns amigos que as tendências (divisões) dentro do Partido dos Trabalhadores não ajudam em nada, pelo contrário, contribuem para "verdadeiros rachas".

Anônimo disse...

Caro blogger, discordo da sua avaliação, visto que a DS fez 1 Deputado Estadual (Edilson Moura), fez a 1a suplência (Suely Oliveira) e fez 1 Deputado Federal (Cláudio Puty), em 2006 não elegemos nenhum mandato!
De quebra, ainda fizemos uma vereadora (Milene Lauande) que deve assumir a vaga deixada por Alfredo Costa quando este galgar à Assembléia Legislativa !

Você há de convir que é muito coisa perto do que tinhamos antes das eleições, apenas o mandato do vereador marquinho!

Anônimo disse...

Nossa Hiroshi! não coloque a credibilidade do seu blog em risco. como saiu menor? não vaija! a DS não tinha nehum parlamentar..agora tem um Federal e um estadual. além do mais zimmer não é cota da AS e sim do Darci que é Prefeito da DS. ou alguém sabe que é o Milton Zimer?? Milton sempre foi o candidato do Darci, nada mas que isso!Darci mostrou a força que tem elegendo seu estadul.

Anônimo disse...

É, priorizaram eleger Puty, Edilson, Milton Zimer e perder o governo!
Veja o caso de Parauapebas, onde a governadora perdeu de lavada, apesar de a Prefeitura ser do PT e da DS.
A campanha do Puty parecia ter mais recursos do que da própria governadora.

Anônimo disse...

Olha lá o que falam! Não existe partido do mundo com maior democracia interna que o PT. Portanto, só aí percebe a importância das tendências no processo de organização e estrutura em 30 anos de história e chegando ao cargo mais importante do país por 2 mandatos consecutivos e caminhando muito bem para o terceiro. Essa história de que as tendências são prejudiciais ao PT é lero lero, as vezes coincidem com o momento.
Em relação a DS específicamente, eu ficaria triste em vangloriar alguma coisa por tão pouco que se fez. Haja vista que a mesma ocupou todos os melhores e mais importantes espacos de governo, seja no primeiro quanto no segundo escalão e assim por diante.
O resultado disso, o volume de campanha "estrutura carros, material de primeiríssima, muita formiguinha que nem votou neles" muito grande, porém, sem base, pouco voto, escapou o Edilson que se firmou reduto em Belém. Se não fosse as demais tendências, como sempre, restaria muito pouco. A DS precisa fazer autocrítica e colocar no seu lugar, basta ver o rejeição do governo e da candidata, mas mesmo assim aposta na virada por que o PT é maior do que tudo isso, é a força das tendências internas.
Abç, É Dilma lá e Aná cá.

Anônimo disse...

Foi um crescimento pifio, pois a DS tinha a governadora e a maquina nas mãos.