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terça-feira, março 01, 2011
quarta-feira, fevereiro 23, 2011
Classe C alegra Lula
No blog do Paulo Henrique Amorim:
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Nota do Blog: para quem não acompanha com assiduidade o blog do PHA, "Nunca Dantes" é como ele, cheio de humor, denomina Lula.
"Farol de Alexandria", é como PH, gostosamente na bandalha, chama Fernando Henrique Cardoso.
O programa Entrevista Record que foi ao ar nesta terça-feira exibiu entrevista com o professor Marcelo Neri, chefe do Centro de Pesquisas Sociais de FGV, Rio.
Ao estudar o micro-crédito, o Crediamigo, do Banco do Nordeste, Neri foi o primeiro pesquisador brasileiro a avisar: vem aí um bicho enorme – a Classe C.
Recentemente, Neri esteve com o Nunca Dantes num hotel no Posto 6, em Copacabana, numa varanda que se projetava sobre o Oceano Atlântico.
No quarteirão ao lado, a cobertura do Niemeyer, com a mesma vista.
Um horror !
Neri foi levar ao Nunca Dantes notícias da Classe C, em 2010.
(Como se sabe, para os tucanos de São Paulo, Classe C fica entre a Primeira e a Business.)
O Nunca Dantes queria informações para o seu próximo Instituto.
Neri disse ao Entrevista Record que as notícias são “muito interessantes” !
Só podem ser.
A miséria – que a JK de saias vai erradicar – hoje marginaliza 28 milhões de brasileiros.
Ou seja, 15% da população.
No tempo do Farol de Alexandria, era o dobro.
Nos últimos doze meses de Governo do Nunca Dantes, houve uma queda de 16% (16% em doze meses !!!) na pobreza do país.
Do Plano Real (do Governo Itamar) para cá, a pobreza brasileira se reduziu em 67%.
E só no Governo do Nunca Dantes a queda foi de 51%.
O Brasil do Nunca Dantes realizou em 8 anos aquilo a que se comprometeu com as “Metas do Milênio”, da ONU, a realizar em 25 anos.
25 anos em 8 anos.
Esse Nunca Dantes nunca vai passar pela goela do Otavinho !
O Marcelo Neri está muito impressionado com a expansão e a pujança dos micro-negócios nas favelas do Rio onde se instalaram as UPPS – Unidades Policiais Pacificadoras.
As barbearias, tinturarias, biroscas, salões de beleza proliferam.
(Por que o Cerra, que se apropria de tudo – clique aqui para ler sobre a apropriação do “estelionato eleitoral” -, por que ele não disse que as UPPs são dele e instalou uma na Baixada Santista ?)
Neri mora na Lagoa, no Rio – que horror ! – e observa, ao lado, as mudanças ocorridas numa favela com UPP.
Daqui a pouco, a gente vai descobrir que o Sergio Cabral jogou o Max Weber no lixo.
O que estimula mesmo o “Espírito do Capitalismo” não são os chatos dos calvinistas, mas uma boa UPP na favela !
(O Farol de Alexandria adora Max Weber. Ele e uns colonistas (*) da Folha (**). No Brasil há mais leitores do Max Weber do que em toda a Prússia.)
Acordou o que Neri chama de “capital que estava adormecido”.
Neri também usa expressão interessante.
A ascensão da Classe C significou “dar os pobres ao mercado”.
Agora, com a educação, com UPPs, emprego, Bolsa Família, e políticas públicas, vai ser possível “dar o mercado aos pobres”.
Outra boa notícia, segundo Neri, foi a decisão da presidenta de criar o Ministério da Pequena e Média Empresa.
Ainda vão descobrir que o Nunca Dantes fundou o capitalismo no Brasil.
Aí é que o Farol de Alexandria corta os pulsos.
Paulo Henrique Amorim
(*) Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG que combateram na milícia para derrubar o presidente Lula e, depois, a presidenta Dilma. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.
(**) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
Nota do Blog: para quem não acompanha com assiduidade o blog do PHA, "Nunca Dantes" é como ele, cheio de humor, denomina Lula.
"Farol de Alexandria", é como PH, gostosamente na bandalha, chama Fernando Henrique Cardoso.
terça-feira, janeiro 04, 2011
Companheiros & Profissionalismo
Saudades do Lula
- Clóvis Rossi (*)
Não, antilulista de plantão, não se trata de saudades da pessoa jurídica, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas da pessoa física.
Explico:
1 - Sobre a pessoa jurídica, escrevi um quilo de textos nos últimos oito anos, a grande maioria de crítica, até dura, uma ou outra impiedosa. Mas nenhuma desrespeitosa, tanto que Lula me qualificou como "amigo", já no período final de sua gestão, em entrevista para a revista Piauí.
Acho uma palavra muito forte para o relacionamento que mantivemos, mas o fato é que lido com Lula amistosamente há mais de 30 anos, já fui até testemunha de defesa dele e dos demais dirigentes sindicais do ABC, no processo pela Lei de Segurança Nacional que enfrentaram, até já dormi com Lula.
Não, não malicie. Passamos algumas horas em um quarto de hotel no aeroporto de Frankfurt, esperando um voo, junto com outros membros da comitiva de Lula, ainda dirigente partidário, sem, portanto, o esquemão que ampara presidentes.
Lula reclamou do ronco do Vicentinho, Vicente Paulo da Silva, então presidente da CUT, salvo erro de memória, Vicentinho reclamou do ronco do Lula e eu reclamei do ronco dos dois porque não dormi nada.
2 - Como presidente, é sempre bom ter alguém que te conheça desde muito antes de ser presidente. Já havia acontecido antes com Fernando Henrique Cardoso. Antiguidade, ainda mais quando há respeito mútuo, cria uma camaradagem que facilita o trabalho. Mas não poupou nem um nem o outro de críticas, que é como deve ser o relacionamento jornalista/fontes.
Para elogiar, presidentes têm sempre à mão uns 500 aspones.
Por isso, é que vou sentir saudades do Lula. Embora, nos últimos 12 meses, o relacionamento com Dilma Rousseff tenha sido bem cordial, não é a mesma coisa. Só conheci Dilma quando ela já era autoridade.
Não me sinto ainda à vontade para brincar com ela como faço com Lula. Sempre que ele chega a uma determinada cidade, há um nutrido grupo de jornalistas esperando alguma palavra dele, por mais banal que seja.
Quando vejo que ele vai passar direto, provoco: "Não vai falar hoje com a mídia golpista?".
Numa viagem à Alemanha, no fim de 2009, estávamos eu e dois companheiros aguardando Henrique Meirelles, o presidente do Banco Central, para uma entrevista, no hotel em que a comitiva brasileira se hospedava.
Lula chegou antes e veio bater papo. Disse que, quando sindicalista, adorava comer o sanduíche de línguiça que se vende em quioscos nas ruas de toda cidade alemã que se respeite. Por isso, quando viu uma das barraquinhas antes de chegar a um evento oficial, pediu que alguém lhe comprasse um sanduíche, que comeria quando pudesse.
Havia dado apenas uma mordidinha quando chegou ao hotel, com o então ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge (companheiro de jornalismo e amigo), segurando o lanche para o presidente.
Brinquei no ato: "Já tenho a manchete de amanhã: Miguel Jorge segura a linguiça de Lula".
O general Gonçalves Dias, chefe da segurança, se escachou de rir. Aliás, é outro de que vou sentir saudades. Nome de poeta, alma de poeta, eficiente a ponto de permitir que, a respeito de seu trabalho, se inverta a frase do Ché: o general consegue ser gentil, sem perder a segurança de vista.
Lula também não perdia chance de dar o troco, embora as limitações impostas pelo cargo impedissem excessos, mesmo a ele que não liga muito para o protocolo. Assim mesmo, antes de uma entrevista coletiva em pleno número 10 de Downing Street, residência e local de trabalho dos primeiro-ministros britânicos, em uma sala lotada de jornalistas, ele me chamou à mesa para uma "condecoração": o escudo do Corinthians, sabendo que sou palmeirense, o que equivalia a cravar uma estaca de madeira no coração.
Vou sentir saudades também de Celso Amorim, outro que conheço desde muito antes de ser "o melhor chanceler do mundo", conforme escolha de uma publicação estrangeira.
Amorim é um profissional brilhante, mas não creio que haja "melhor do mundo" no que quer que seja. Cada um tem momentos melhores e não tão bons. Mas devo a Amorim um "furo" que a Folha não aproveitou, sei lá porque.
Ele era chefe da missão brasileira em Genebra, junto às Nações Unidas, ainda no governo Collor. Passei por lá, ele me chamou para almoçar e contou, entre outras coisas, que poucos dias antes havia sido fechado o acordo de banimento de armas químicas. Era tema na moda, então, porque se suspeitava que Saddam Hussein, derrotado pouco antes na primeira Guerra do Golfo, tivesse armas químicas.
A Folha não deu mas, dois dias depois, o "International Herald Tribune", versão internacional do "New York Times", usou como manchete de capa. A fonte deles só pode ter sido o embaixador norte-americano, mas a minha era tão boa quanto, mesmo antes de o Brasil ser rotulado de "emergente".
Outro amigo que deixará saudades será o fotógrafo oficial da Presidência, Ricardo Stuckert, profissional de primeiríssima qualidade, além de grande companheiro. Só não sei se Sérgio Ferreira, tradutor oficial de Lula desde que era apenas sindicalista, fica ou sai. Sérgio me disse que sairia, mas o vi no domingo funcionando como tradutor em audiências de Dilma.
Espero que fique. É de assombrosa competência no seu ofício. Além de eticamente impecável: jamais deixou vazar o que quer que seja dos diálogos de Lula com mandatários estrangeiros de que foi testemunha privilegiada. Embora sejamos amigos há anos, eu nem tentei conseguir uma fofoca que fosse, justamente para evitar a Sérgio o constrangimento de recusar.
Menos mal que fica Marco Aurélio Garcia, aparentemente com espaço ampliado no novo governo. É outro que conheço faz mais tempo do que gostaríamos ambos de lembrar porque delata nossa idade. Uma vez, quando Evo Morales criou turbulência com o Brasil, na esteira da nacionalização do gás, Lula estava em viagem à Áustria.
Marco Aurélio me chamou para contar todo o "background" da mini-crise. No dia seguinte, Lula apareceu no lobby do hotel, diante do pelotão dos jornalistas e, ao me cumprimentar, disse: "Boa matéria a sua. Quem foi a fonte?".
Respondi: "Você, Lula, não disfarça".
Tudo somado, me divertia mas ganhava o salário honestamente, produzindo informação correta e, não raro, exclusiva sobre política externa brasileira. Prometo me esforçar para continuar assim, mas, ainda que consiga, temo que não será tão divertido.
(*) - Clóvis Rossi é repórter especial e membro do Conselho Editorial da Folha de São Paulo. Assina coluna às quintas e domingos na página 2 da Folha e, aos sábados, no caderno Mundo. É autor, entre outras obras, de "Enviado Especial: 25 Anos ao Redor do Mundo e "O Que é Jornalismo".
segunda-feira, janeiro 03, 2011
A primeira mulher
A título de curiosidade, o advogado Plínio Pinheiro Neto, colaborador assíduo deste blog, lembra que a Ministra do STF, Ellen Gracie, foi a primeira mulher a assumir a Presidencia da República. "Não eleita, interinamente, mas a primeira na cadeira".]]
Fato ocorreu em maio de 2006, durante viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Puerto Iguazu (Argentina).
Ocupante do quarto lugar na linha constitucional de substituição, Ellen Gracie assumiu a interinidade "porque Lula convidou, para acompanhá-lo na viagem, os três outros substitutos: o vice-presidente José Alencar, o presidente da Câmara, Aldo Rebello (PCdoB-SP), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).".
Fato ocorreu em maio de 2006, durante viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Puerto Iguazu (Argentina).
Ocupante do quarto lugar na linha constitucional de substituição, Ellen Gracie assumiu a interinidade "porque Lula convidou, para acompanhá-lo na viagem, os três outros substitutos: o vice-presidente José Alencar, o presidente da Câmara, Aldo Rebello (PCdoB-SP), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).".
quinta-feira, dezembro 30, 2010
Um milhão de casas
Um milhão de famílias brasileiras receberam casas do programa Minha Casa, Minha Vida.
Lula estava certo.
Lula estava certo.
"Não fui eleito para cuidar de irmãos"
Repórter Patrícia Calderon, da TV Cidade, filiada da Record no Ceará, fez a seguinte pergunta ao presidente Lula, durante presença dele em Fortaleza:
- O senhor tem seis irmãos vivos que moram de forma simples. Já fez algo por eles?
Resposta do presidente:
(Fecha o pano)
- O senhor tem seis irmãos vivos que moram de forma simples. Já fez algo por eles?
Resposta do presidente:
- Eu não fui eleito pra cuidar dos meus irmãos. Como presidente, precisava ajudar 190 milhões. Agora sim, que não sou mais presidente, vou ajudar a minha família. Meus irmãos nunca me pediram dez centavos de ajuda. São motivo de orgulho pra mim. Quando a PF invadiu a casa do meu irmão, eu estava na Índia. Soube com doze horas de antecedência que isso aconteceria. Não pude fazer nada. Afinal de contas, quem soube antes foi o presidente e não o irmão do Vavá. Eu não podia avisar. Pensei o seguinte: ‘vou deixar acontecer, depois a gente vê o que faz’. Eu achei que houve exagero. Aprendi uma coisa com isso: não adianta guardar raiva, rancor, ficar com ódio.
(Fecha o pano)
Avançando, pra não parar
Jornalista Luiz Carlos Azenha expressa o pensamento de todos os blogueiros, inclusive deste que vos escreve, envolvidos na luta para o Brasil continuar avançando nas tranformações sociais conquistadas durante os oito anos do governo Lula - e que ganharão mais pressa na Era Dilma, pelo menos é o que esperamos.
Abrir caminho, sempre
Luiz Carlos Azenha
Nas últimas semanas uma fatia significativa da direitona brasileira admitiu o óbvio: o presidente Lula foi melhor que o presidente FHC e não apenas uma continuação dele.
A Folha de S. Paulo, doente de pesquisismo, escondeu seu diagnóstico atrás da “descoberta” de que 83% dos brasileiros consideraram o governo Lula ótimo ou bom.
A gente, da blogosfera progressista, já sabia disso.
“No pós-ditadura, nenhum presidente eleito diretamente deixou o cargo tão bem avaliado, o que se explica sobretudo pela melhora do emprego, da renda e de sua distribuição”, escreveu a Folha em um caderno especial, publicado no mesmo dia em que o jornal, em editorial de primeira página, admitiu: o governo Lula, cheio de defeitos, foi bom.
E, no entanto, por dizer exatamente isso na campanha eleitoral nós, blogueiros progressistas e leitores progressistas, fomos tachados de sujos, de chapa-branca, de vendidos e de outros adjetivos. O resumo dos xingamentos está no inesquecível discurso do deputado derrotado Marcelo Itagiba, no Congresso. Os impropérios continuam, como notou o Miguel do Rosário a propósito do texto de um colunista do Estadão. São tão poucos os leitores deles que já não vale a pena promovê-los.
O que isso nos diz sobre a blogosfera progressista? Diz que em 2010 fizemos, sim, a diferença. Enquanto alguns se entregavam ao onanismo intelectual, perguntando se “progressista” não era algo datado, do século 19, se não seria melhor usar “independente”, “de esquerda” ou “do diabo”, nós fizemos a diferença ao desmoralizar a bolinha de papel, ao desencavar o que foi dito sobre a privatização da Petrobras, ao demonstrar que o candidato da direita não era apenas o do atraso, mas também da hipocrisia e da mentira. O que quero dizer é que fomos suficientemente ágeis, pragmáticos e leais uns aos outros e às nossas ideias e que isso deu mais resultado que qualquer debate estéril sobre o sexo dos anjos.
Fiquei igualmente satisfeito pelo fato de que um grupo de blogueiros sujos conseguiu, no Palácio do Planalto, algo que o PIG não conseguiu ao longo dos dois mandatos de Lula: definir claramente os limites do governo que finda.
Hoje, na Folha, em “Ecos da Ditadura”, o articulista Fernando de Barros e Silva lamenta o papel de Nelson Jobim no debate sobre a Comissão de Verdade. Barros atribui a Jobim “pressão obscurantista”. Isso também a gente já sabia. Está na pergunta que Leandro Fortes fez ao presidente no Palácio do Planalto. Assim como estiveram nas perguntas de Rodrigo Vianna, Eduardo Guimarães, Conceição Oliveira e Altamiro Borges os limites de Lula nas questões da comunicação, educação e direitos trabalhistas.
Nós, da dita blogosfera progressista, fomos os primeiros a reconhecer a ousadia do Itamaraty na política externa, quando os chanceleres de pijama que frequentam as colunas de opinião dos grandes jornais pregavam a invasão da Bolívia e a derrubada de Hugo Chávez. Só depois de descobrir que o Departamento de Estado de Hillary Clinton estuda o Itamaraty para descobrir como o Brasil ganhou peso internacional sem uma única ogiva nuclear é que a grande mídia brasileira vai dizer, sobre a política externa de Lula, o que nós já sabíamos.
Afinal, foi só depois do vazamento dos telegramas diplomáticos do WikiLeaks que nossa mídia “descobriu” o que denunciamos na campanha eleitoral: na questão do pré-sal, José Serra era owned pelas petroleiras.
Ser blogueiro “progressista”, “de esquerda”, “independente”, “sujo” ou o que quer que seja é isso: abrir caminho, ousar, desafiar o lugar comum, peitar o discurso único e, acima de tudo, se divertir com a incompetência, o horizonte limitado e a submissão intelectual de nossas grandes redações. Feliz 2011 a todos!
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quarta-feira, dezembro 29, 2010
Quase unanimidade
Lula encerra oito anos de mandato com aprovação de 84% dos brasileiros.
Apenas 2,2% do país avaliam negativamente seu governo.
Nunca dantes na história deste país.
Apenas 2,2% do país avaliam negativamente seu governo.
Nunca dantes na história deste país.
terça-feira, dezembro 28, 2010
Menos crianças desdentadas
Durante o governo Lula, aumentou consideravelmente o número de crianças sem cárie.
Liberdade de imprensa é isso
Assinada por Fernando Rodrigues, da Folha, matéria sobre a democratização da verba publicitária durante os oito anos de Governo Lula:
Quando Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse, em janeiro de 2003, apenas 499 veículos de comunicação recebiam verbas de publicidade do governo federal. Agora o número foi para 8.094.
Esses jornais, revistas, emissoras de rádio, de TV e "outros" estão espalhados por 2.733 cidades. Em 2003, eram só 182 municípios.
Só neste ano eleitoral de 2010, o dinheiro para publicidade de Lula passou a ser distribuído para 1.047 novos veículos de comunicação.
A categoria "outros" inclui portais de internet, blogs, comerciais em cinemas, carros de som, barcos e publicidade estática, como outdoors ou painéis em aeroportos.
Chama a atenção o aumento do número de "outros". Em 2003, eram apenas 11. Agora, são 2.512. A informação do governo é que a maioria é de sites e blogs.
Lula e sua equipe de comunicação não escondem a simpatia pelo novo meio digital. O presidente foi o primeiro a conceder uma entrevista exclusiva dentro do Planalto para o que a administração petista chama de "blogs progressistas".
Lula da Silva avançou na transparência em relação ao governo do tucano Fernando Henrique Cardoso.
Nunca existiu esse tipo de estatística até 2003. Ainda assim, há buracos negros no processo. Não se sabe quais são os veículos que recebem verba de publicidade estatal nem quanto cada um ganha.
O valor total gasto nos dois mandatos, até outubro deste ano, foi R$ 9,325 bilhões. Dá média anual de R$ 1,2 bilhão.
Essa cifra não inclui três itens: custo de produção dos comerciais, publicidade legal (os balanços de empresas estatais) e patrocínio.
Produção e publicidade legal consomem cerca de R$ 200 milhões por ano. No caso de patrocínio, o gasto médio anual foi de R$ 910 milhões de 2007 a 2009.
Tudo somado, Lula gasta R$ 2,310 bilhões por ano com propaganda. Os valores são semelhantes aos do governo FHC, embora inexistam estatísticas precisas à disposição.
A diferença do petista para o tucano foi a dispersão do dinheiro entre os 8.094 jornais, revistas, emissoras de rádio, de TV e sites. Um espetáculo de 1.522% de crescimento de veículos atendidos.
quinta-feira, dezembro 09, 2010
Crescimento do PIB
- O crescimento do PIB brasileiro é o segundo maior do mundo, só atrás da China. Nós passamos a Índia, que costuma ser a segunda.
Constatação é do ministro Guido Mantega, em discurso esta manhã, em Brasília.
Constatação é do ministro Guido Mantega, em discurso esta manhã, em Brasília.
segunda-feira, dezembro 06, 2010
PAC 2: cidades selecionadas
Marabá, Santarém, Parauapebas, Ananindeua, Castanhal, Breves, Paragominas e Marituba foram contemplados com recursos do PAC 2.
O governo federal aplicará 315 milhões de reais em obras de abastecimento de água.
Matéria completa.
O governo federal aplicará 315 milhões de reais em obras de abastecimento de água.
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quarta-feira, dezembro 01, 2010
A continuidade Lula
A cara do governo
(*) Marcos Coimbra
A reação de parte da imprensa às informações sobre a composição do governo Dilma é curiosa. Em alguns veículos, chega a ser cômica.
Outro dia, um dos jornais de São Paulo estampou em manchete que Dilma estava “montando o núcleo de seu ministério com lulistas”. O que será que o editor imaginava? Que ela fosse recrutar “serristas” para os postos-chave de sua administração?
Como ensinam os manuais do jornalismo, essa não é uma notícia. Ou será que algo tão óbvio merece destaque? “Cachorro come linguiça” não é um título para a primeira página. No dia em que a linguiça comer o cachorro, aí sim a teremos uma notícia (que, aliás, deverá ser impressa em letras garrafais).
Na mesma linha, um jornal carioca achou que era necessário alertar os leitores para o fato de que “Lula está indicando várias pessoas para o governo Dilma”. Em meio a estatísticas sobre quantos nomes já havia emplacado, a matéria era de franca desaprovação.
Na verdade, tanto nessa, quanto na manchete do jornal paulista, estava implícita quase uma denúncia, como se um duplo mal-feito estivesse sendo cometido. Por Lula, ao “se meter” na formação do novo governo, ao “tentar interferir” onde, aparentemente, não deveria ter voz. Por Dilma, ao não reagir à intromissão e o deixar livre para apontar nomes.
Quem publica coisas assim dá mostras de não ter entendido a eleição que acabamos de fazer. Não entendeu como Lula, seu principal arquiteto, a concebeu, como Dilma encarnou a proposta, e como a grande maioria do eleitorado a assimilou.
Tudo mundo sabe que, quando Lula formulou o projeto da candidatura Dilma, a ideia central era de continuidade: do governo, de suas prioridades, de seu estilo. Ele nunca disse o contrário e insistiu no uso de imagens que caracterizavam, com clareza, o que ela representava. Para que ninguém tivesse dúvidas, chegou a afirmar que votar em Dilma era a mesma coisa que votar nele. Foi explícito nos palanques, nas declarações, na televisão.
Dilma sempre falou a mesma coisa. Mostrou-se à vontade como representante de Lula e do governo, seja por sua lealdade para com o presidente, seja pela boa razão de que o governo era dela também. Apresentar-se ao país como candidata de continuidade nunca a deixou desconfortável, pois significava defender aquilo a que havia se dedicado nos últimos oito anos.
Isso foi bem entendido pelos eleitores. Desde o primeiro momento e até o fim da eleição, as pessoas olharam para Dilma sabendo qual era a natureza de sua candidatura. Muitas descobriram suas qualidades pessoais, mas o núcleo da decisão de votar em seu nome foi outro, como mostraram as pesquisas.
Ninguém votou em Dilma para que o “dilmismo” vencesse o “serrismo”. Só quem quis que a eleição fosse essa foi o próprio Serra, que sabia que perderia se o foco da escolha se alargasse, se os eleitores olhassem para o que cada candidato representava e não se limitassem a fazer a velha comparação de biografias.
Agora, quando Dilma escuta Lula na montagem do governo, ela apenas cumpre a promessa fundamental de sua candidatura, a razão principal (para alguns eleitores, a única) dela ter sido votada. Quando dá mostras de que manterá ministros e dirigentes, faz apenas o natural. Se, por exemplo, se comprometeu durante a campanha com a preservação de determinada política, porque razão não seria adequado que o responsável permanecesse?
O governo que está sendo organizado terá a cara da continuidade, política e administrativa. Terá a cara de Lula, do PT e das outras forças partidárias que venceram a eleição. Terá a cara da atual administração, que é aprovada pela maioria da sociedade. Terá a cara de Dilma, pois é ela que o chefiará.
É isso que foi combinado com o país.
(*) Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
segunda-feira, novembro 29, 2010
Tocantins pede passagem
No período de trinta anos, sete presidentes da República e 21 ministros dos transportes, passaram pelo poder.
A obra teve início em junho de 1981, determinada pelo presidente João Figueiredo.
O Brasil respirava ainda os ventos do regime militar.
Efeitos do ataque à bomba ao Riocentro, ocorrido dois meses antes, marcavam profundamente a alma do brasileiro.
Na Amazônia, isolada e esquecida, poucos acreditavam que a construção das eclusas de Tucuruí chegaria um dia ao seu final.
As dúvidas se confirmariam anos posteriores.
Finalmente, passado três décadas, o presidente Lula cumprirá mais uma de suas promessas de oito anos de governo.
Nesta terça-feira, 30, às 15 horas, ao colocar em operação as eclusas de Tucuruí, o presidente sinalizará, com seu gesto, outra realidade deste Brasil transformado: a nova rota de transporte rumo aos portos do Norte, viabilizando a futura Hidrovia Araguaia-Tocantins, que reduzirá em até 15% o custo do frete.
Antes da inauguração do empreendimento, a eclusa já passou por dois testes.
Na quinta-feira última, a Eletronorte testou os elevadores hidráulicos utilizando cargas de material de construção usado na obra.
Durante todo o dia de hoje, engenheiros continuaram efetuando testes para deixar tudo nos trinques pra festa de Lula e do povo paraense.
A obra teve início em junho de 1981, determinada pelo presidente João Figueiredo.
O Brasil respirava ainda os ventos do regime militar.
Efeitos do ataque à bomba ao Riocentro, ocorrido dois meses antes, marcavam profundamente a alma do brasileiro.
Na Amazônia, isolada e esquecida, poucos acreditavam que a construção das eclusas de Tucuruí chegaria um dia ao seu final.
As dúvidas se confirmariam anos posteriores.
Finalmente, passado três décadas, o presidente Lula cumprirá mais uma de suas promessas de oito anos de governo.
Nesta terça-feira, 30, às 15 horas, ao colocar em operação as eclusas de Tucuruí, o presidente sinalizará, com seu gesto, outra realidade deste Brasil transformado: a nova rota de transporte rumo aos portos do Norte, viabilizando a futura Hidrovia Araguaia-Tocantins, que reduzirá em até 15% o custo do frete.
Antes da inauguração do empreendimento, a eclusa já passou por dois testes.
Na quinta-feira última, a Eletronorte testou os elevadores hidráulicos utilizando cargas de material de construção usado na obra.
Durante todo o dia de hoje, engenheiros continuaram efetuando testes para deixar tudo nos trinques pra festa de Lula e do povo paraense.
quinta-feira, novembro 25, 2010
Agenda de Lula
Ainda, dia 10 de novembro, o blog antecipava, com segurança, a data de inauguração das eclusas de Tucuruí.
Pois, então: é dia 30 mesmo, terça-feira, do jeitinho que o poster antecipou.
Quem sabe, sabe.
Pois, então: é dia 30 mesmo, terça-feira, do jeitinho que o poster antecipou.
Quem sabe, sabe.
sexta-feira, novembro 19, 2010
Brasil da Era Lula
200 mil empregos formais gerados somente no mês de outubro.
Em dez meses, o acumulado passa de 2,5 milhões de postos de trabalho com carteira assinada.
Nos Estados Unidos, no mesmo período, 60 mil vagas a menos do que no Brasil.
Em dez meses, o acumulado passa de 2,5 milhões de postos de trabalho com carteira assinada.
Nos Estados Unidos, no mesmo período, 60 mil vagas a menos do que no Brasil.
sexta-feira, novembro 05, 2010
Tamanho do Estado
Gráfico obtido pelo médico-blogueiro Itajaí de Albuquerque desmistifica a alardeada inverdade de que Lula aumentou exageradamente o tamanho do estado brasileiro.
O excelente voo de galinha mostra o gráfico.
O excelente voo de galinha mostra o gráfico.
segunda-feira, outubro 25, 2010
Vida digna
Para vencer o tráfico de drogas e a violência é preciso oferecer escola, saúde e emprego, “porque não há bandido que consiga vencer a dignidade, o povo trabalhador”.
Afirmação de Lula, hoje de manhã, 25, em cerimônia de entrega de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. O presidente ressaltou que quando há respeito ao povo, quando não há distinção entre as pessoas pobres e ricas, é possível fazer as coisas melhorarem.
- O filho de vocês agora pode estudar em uma escola com ar-condicionado. Isso não poderia continuar ser privilégio de poucos. Não pode o filho de um estudar com ar condicionado e o filho de outro não conseguir nem escrever pelo suor que escorria sobre o caderno. Isso não é favor, é reparação aos anos de descaso que o Rio de Janeiro teve em outros governos.
Parte do discurso do Presidente:
Afirmação de Lula, hoje de manhã, 25, em cerimônia de entrega de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. O presidente ressaltou que quando há respeito ao povo, quando não há distinção entre as pessoas pobres e ricas, é possível fazer as coisas melhorarem.
- O filho de vocês agora pode estudar em uma escola com ar-condicionado. Isso não poderia continuar ser privilégio de poucos. Não pode o filho de um estudar com ar condicionado e o filho de outro não conseguir nem escrever pelo suor que escorria sobre o caderno. Isso não é favor, é reparação aos anos de descaso que o Rio de Janeiro teve em outros governos.
Parte do discurso do Presidente:
domingo, outubro 24, 2010
Ministro em Marabá
Nesta segunda-feira, 25, ministro dos Transportes, Pedro Paulo Passos, desembarca às 8h30 em Marabá.
Na programação, visita de vistoria às obras de duplicação da ponte sobre o Rio Itacaiúnas e da rodovia Transamazônica, num trecho de 6 km na área urbana da cidade.
Em seguida, Pedro Paulo segue para Araguatins (TO), onde, às 11 horas, inaugura a ponte de 900 metros sobre o Rio Araguaia, ligando os estados do Pará e do Tocantins.
Na programação, visita de vistoria às obras de duplicação da ponte sobre o Rio Itacaiúnas e da rodovia Transamazônica, num trecho de 6 km na área urbana da cidade.
Em seguida, Pedro Paulo segue para Araguatins (TO), onde, às 11 horas, inaugura a ponte de 900 metros sobre o Rio Araguaia, ligando os estados do Pará e do Tocantins.
segunda-feira, outubro 18, 2010
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