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terça-feira, março 01, 2011

Alcochoando o poder

Instalou-se o antagonismo explítico nas indicações do segundo escalão  de Marabá.

Até agora, o governo não nomeou ninguém, a não ser cargos na penitenciária local.

A animosidade, principalmente entre os deputados João Salame (PPS) e Sebastião Miranda (PTB), colocu um freio na publicação de portarias.

Um dos entraves cerca a Coordenação Regional Carajás, da Sema.

Enquanto o deputado Sebastião Miranda tenta emplacar o fiel escudeiro Pedro Correa, ex-secretário de Saúde do município, o deputado do PPS  batalha pela indicação do advogado  Roberto Salame, seu irmão.

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Negociata imobiliária

Acima, a  imagem mais à direita mostra imóvel onde funciona o Instituto Nacional de Meteorologia, no Núcleo Cidade Nova, de Marabá. Observem o pequeno prédio do INMET, identificado na placa, com seu muro limitando o recuo de aproximadamente 30 metros das duas pistas da Rodovia Transamazônica, mais à esquerda (onde se vê três carros seguindo), destacando-se, mais próximo na foto, estreita rua ligando o núcleo à TRANSAM.

Aqui, o muro mais à direita identifica melhor o recuo da Transamazônica, de onde sai a rua transitada por uma camionete branca seguindo rumo a uma das pistas da rodovia federal, na área urbana da Cidade Nova.

Deste plano, o recuo do prédio do INMET pode ser melhor dimensionado. Onde se vê o descampado era para estar o verde observado na parte de cá da rua que liga a Transamazônica - prosseguimento de área reservada a uso exclusivo do poder público.

Então...  o descampado de área aterrada não é mais bem público. Tornou-se um bem privado destinado à construção de um posto de gasolina. Isto mesmo: posto de gasolina de uma rede regional do segmento.

O que era para ser prosseguimento de área de uso exclusivo do poder público, com arborização humanizando a cidade, e a Transamazônica margeando à direita....



....Está totalmente aterrado para a construção de um posto de gasolina, inclusive com piquetes demarcando pontos da obra.

Na última foto, ao fundo aparece muro do INMET, que terá sua frente fechada pelo uso da área de recuo por parte do dono do futuro posto de combustível.

Pergunta-se: quem autorizou  a cessão (ou venda?) dessa área a terceiros?  Por que a Câmara Municipal não coloca a cara ao vento para questionar questões relevantes como essa irregularidade?

O jeito é o blog apelar para a seriedade dos membros de nossos Ministérios Públicos, estadual e federal.

Como a área truculentamente subtraída têm a ver com reserva técnica do DNIT,  o MPF deveria colocar o time em campo para descobrir os autores dessa malinagem.

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atualização às 10:11

Comentarista Luiz Bressan chama a sociedade  à luta, dispondo-se entrar no MP com pedido de embargo da obra. Eis o que ele diz:


Vamos impedir esta obra. Aliás, não é a primeira, pois na VP-7, também uma área pública foi cercada, segundo consta também para construir um posto de gasolina. Tem prejudicado o transito, colocando em perigo pedestres e carros. Gente... Numa cidade que está crescendo na velocidade do vento, construir em via pública, signfica comprometer a qualidade do transito e a possiblidade de ampliar novas pistas. Hiroschi e demais leitores, interesse público está acima do privado. Temos que defender uma cidade para todos. Estou disposto a entrar com pedido de embargo no Ministério Público. Quem quiser ajudar a elaborar a justificativa e assinar, manifeste-se. Luiz Bressan 

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Traquinagens gerais

Quem acessar o blog, amanhã cedinho, vai se deparar com  denúncia que o blog trará à cena.

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Qual a agenda?

Deputado João Salame (PPS) já disse publicamente que lutará junto ao governo do Estado para obtenção de  recurso da ordem de R$ 6 milhões, destinado à complementação da obra do estádio de futebol de Marabá.

Até agora, ninguém na cidade, principalmente os 34 mil eleitores que votaram no deputado Sebastião Miranda (PTB), têm conhecimento da agenda parlamentar do ex-prefeito como representante do município na AL, e junto ao governo Jatene.

Fica a sugestão do blog: que tal Sebastião Miranda lutar pelo repasse de recursos à área de saúde do município, tão carente e necessitando de grana para ajudar a reduzir suas dramáticas demandas?

Melhor do que ninguém, Miranda conhece todos os problemas do município.

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Cabelo Seco, Priante, "caveira de burro"...

Como o deputado federal José Priante (PMDB) tem demonstrado certo desinteresse em assumir de imediato a Sedurb, priorizando passar alguns meses na Câmara Federal antes de pegar no batente, é preocupante o destino de obras importantes, paralisadas em alguns municípios, resultante do PAC.

A principal localiza-se no encontro dos rios Tocantins/Itacaiúnas, onde nasceu Marabá.

Graças a incompetente e desastrada gestão da ex-secretária Suely Oliveira, ali permanecem, como cadáveres insepultos, um conjunto de prédios residenciais inacabados e um arremedo de muro de contenção (foto), correndo o risco de desabar de vez agora na cheia  em evolução.

Se José Priante der a mesma atenção que seus prepostos demonstraram dirigindo a Sespa, durante gestão de Ana Júlia, o povo do bairro do Cabelo Seco se arrependerá, para sempre, dos dias dedicados às audiências públicas nas quais acordaram seu  remanejamento para lugares distantes do torrão onde nasceram.

Simão Jatene deve estar atento a essas questões, se realmente quer potencializar os recursos do PAC numa secretaria da importância da Sedurb, usada  agora para acomodar a sua governabilidade.

Receio dos moradores do Cabelo Seco é o lugar  se tranformar em local de "caveira de burro enterrada".

Muro de contenção de contenção, correndo o risco de ser levado pelas águas

sábado, dezembro 18, 2010

Preço a pagar

Roda-se Marabá, em seus cinco núcleos populacionais (Velha Marabá, Nova Marabá, Cidade Nova, São Félix e Morada Nova), adiante do nariz,  fuzaca  geral.

Obras por toda lado, principalmente da iniciativa privada, formigueiro de gente,  frota de veículos aumentando de forma assustadora (mais abaixo, post sobre o assunto).

Na sexta-feira, num giro de "atualização", me espantei com o que vi do outro lado do rio Tocantins - São Félix e Morada Nova.

Dobra o número de construções, em relação há cinco meses que por ali andei.

O que antes era uma nesga de verde mata, virou descampado de imensas construções.

O cenário geográfico da cidade se transforma a cada mudança de olhar.

Tudo acontece com tanta velocidade,que desaparece enquanto ainda está acontecendo. E como se nada tivesse acontecido.

É assim mesmo, como se vivéssemos um surrealismo fantástico. 

Num giro de 360 graus de olhar, a  máxima de Lavoisier tem status de dogma: nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

Na natureza., sim - mas sobretudo nas dinâmicas do capitalismo, não!

É o preço alto a pagar da cidade do futuro

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Cena urbana

Veículo pegando fogo no calçadão de uma das vias principis da Nova Marabá, às 16 horas  desta quinta-feira, 16. (Foto feita num Black Berry)

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Ferreirinha em liberdade

Completados cinco dias da decretação de sua prisão provisória, o presidente do Águia de Marabá, Sebastião Ferreira, foi colocado em liberdade, no início da noite de ontem, 14.

terça-feira, dezembro 14, 2010

Regularização fundiária urbana

Mais um bairro é decretado, pelo prefeito Maurino Magalhães, como área de interesse social e utilidade pública para fins de desapropriação. Agora foi a vez do bairro Jardim União, um dos mais problemáticos da cidade.

A assinatura do decreto aconteceu em reunião com a comunidade do bairro, localizado no núcleo Cidade Nova, que compareceu em massa e fez uma grande festa, agradecendo ao prefeito por ter, em pouco tempo, iniciado o processo de regularização da área, ocupada há 12 anos.

Segundo o advogado da Associação de Moradores do bairro, Marcone Leite, o decreto trouxe alento aos moradores, que estavam angustiados com a possibilidade de serem despejados. “Ficamos felizes em saber que a prefeitura tem projeto de regularização fundiária e decretou a área de interesse público, para fins de desapropriação, para fazer a regularização fundiária do bairro onde moram mais de mil famílias”, ressaltou o advogado.

Em conversa com os moradores, o prefeito Maurino disse que é projeto seu fazer a regularização fundiária da cidade, que tem mais de 60% da sua área habitacional irregular. Ele pontua que já decretou áreas de interesse social em Morada Nova, São Félix e São Miguel da Conquista, no bairro Belo Horizonte, assim como vai fazer o mesmo em outras áreas, como o bairro da Paz e Jardim Vitória.

“Vamos seguir com o nosso projeto de regularização fundiária. Estamos buscando informação e parceria junto ao Ministério das Cidades, para fazermos tudo com o pé no chão, garantindo a cidadania dessas pessoas, que não têm o título das propriedades onde moram. Hoje temos 23 áreas programadas para fazer a regularização”.

 Fonte: Ascom

Incêndio comove população

Basta verificar na caixa de comentários do post que registra o incêndio ocorrido no Centro de Distribuição do Grupo Leolar.

A população de Marabá ficou comovida diante do sinistro, principalmente colaboradores do grupo empresarial, autores de mensagens otimistas em favor de reconstrução do imóvel destruído.

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Incêndio destrói CD do Grupo Leolar

Tragédia sem precedente.

Assim pode ser descrito o incêndio que destruiu o depósito central do Grupo Leolar, localizado à Folha 29, do Núcleo Nova Marabá.

Sinistro de causa ainda não identificada ocorreu na madrugada desta segunda-feira.

O fogo destrutiu todo estoque varejista das lojas de magazine do grupo cujo centro de distribuição possuia mais de 20.000 m2 de área construída.

O CD (centro de distribuição) é responsável pelo abastecimento das mais de 40 lojas do Grupo Leolar.

Durante incêndio, vândalos e bandidos chegaram a saquear alguns caminhões que haviam chegado do sul do país lotados de mercadorias (geladeiras, centrais de ar, ventiladores, equipamentos de som,  etc.) e que se encontravam estacionados à frente do CD para descarregamento na manhã desta segunda-feira.

Apenas as quatro paredes do CD ficaram de pé. O fogo levou abaixo a estrutura metálica com sua cobertura, queimando o extraordinário estoque de mercadorias existente.

Nos anos 80, incêndio com as mesmas características destruíu o depósito de uma das maiores lojas de eletrodomésticos de Marabá daquela época, a Concilar. Só que o sinistro de hoje, pelo tamanho do imóvel destruído, é bem mais impactante.
CD da Leolar. Hoje pela manhã, rescaldo do fogo ainda era debelado.....


... pelo Corpo de Bombeiros de Marabá.

Internamente, nada sobrou do CD. Teto ao chão, destroços de ferragens espalhados. Todo estoque de mercadorias consumido pelo fogo.

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atualização às 15:30

Onde se lê "mais de 40 lojas", o correto é considerar  mais de 60 lojas.

Eduardo Abdelnor, nosso cineasta

A propósito da programação cultura de resgate dos talentos paraenses, anunciada para esta segunda-feira, em Belém, Plínio Pinheiro Neto, colaborador deste blog, lembra o trabalho do marabaense Eduardo Abdelnor a favor do cinema e do teatro:



Sem nenhum bairrismo, espero que o nosso conterrâneo Eduardo Abdelnor seja lembrado nesta série, pois foi professor da Escola de Teatro e festejado e competente ator, com magnifica participação em várias peças e na série de filmes do diretor Líbero Luxardo, entre eles, "Marajó-Barreira do Mar", "Marabá-Um diamante e cinco balas" e "Um dia qualquer".Aqui em Marabá, transformaram o Cine Marrocos em teatro e poderiam muito bem ter lembrado de seu nome para homenageá-lo, pois faleceu precocemente alguns anos atrás e infelizmente não o fizeram.

sexta-feira, novembro 19, 2010

UTI neonatal prometida para dezembro

A prefeitura de Marabá projeta para final de dezembro a entrega da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) neonatal, inicialmente com sete leitos, no Hospital Materno Infantil, ofertando serviço de atenção médico-hospitalar a bebês recém-nascidos.

Declarações da secretária municipal de Saúde, Joelma Sarmento, sinalizam a dependência da entrega de uma parte dos equipamentos, num total de 17 itens, para a inauguração da nova unidade.

O projeto da UTI é para 10 leitos. No entanto, somente sete entrarão em funcionamento agora. O restante será instalado paulatinamente à medida que o MS for liberando os recursos para manutenção na unidade.

quinta-feira, novembro 18, 2010

Eleição para Conselho de Habitação

A Prefeitura de Marabá convoca representantes do Poder Executivo, sociedade civil e movimentos sociais para a composição do Conselho Municipal de Habitação de Interesse Social (CMHIS).

A reunião para formação do conselho acontece no próximo dia 23, às 9 horas, no auditório da Escola Judith Gomes Leitão, localizada à Rua Norberto de Melo, 1298, Marabá Pioneira.

O CMHIS é tripartite, composto por 9 conselheiros, sendo formado de acordo com o artigo 2º da Lei 17.349. São três representantes do Poder Executivo (um da SDU, um da Secretaria de Planejamento (Seplan) e um da Secretaria de Viação e Obras Públicas); três representantes da sociedade civil (um do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia – Crea, um vereador da Câmara Municipal de Marabá um representante da Associação Comercial e Industrial de Marabá; e três representantes dos movimentos sociais (um da Pastoral da Habitação, um da Associação de Moradores de Marabá e um do Sindicato dos Servidores Municipais).

Fonte - SECOM

terça-feira, novembro 16, 2010

Prosperidade chegando

Revista Exame publica extensa matéria sobre o volume de investimentos deslocados para a Região Norte do país, enfocando cidades do Sudeste do Pará - Marabá e Parauapebas, incluídas.



Mas em nenhum lugar do Norte a transformação provocada pelas grandes obras é tão evidente quanto no sudeste do Pará. Localizada a 700 quilômetros de distância da capital Belém, a região viveu um período de euforia com a exploração de ouro na mina de Serra Pelada, nos anos 80, época em que centenas de garimpeiros ficavam ricos da noite para o dia - e, depois, pobres do dia para a noite. Com a região, ocorreu algo parecido. Logo após o declínio de Serra Pelada, o sudeste paraense foi palco de constantes conflitos entre fazendeiros e trabalhadores sem terra, resultando em episódios como o massacre de Eldorado dos Carajás, em 1996. A esperança de crescimento - e, quem sabe, futuro desenvolvimento - para a região está hoje depositada em grandes obras de infraestrutura. A cidade de Marabá, por exemplo, deve dobrar de tamanho até 2015, chegando a 500 000 habitantes. A 100 quilômetros de distância, Parauapebas, com 150 000 habitantes, projeta uma expansão parecida. Tudo graças aos investimentos maciços da Vale e de outras companhias na exploração de minérios e na construção de siderúrgicas e estradas de ferro. Em Parauapebas, nos grandes terrenos onde até pouco tempo atrás havia criação de gado, hoje surgem condomínios residenciais, concessionárias de veículos, e até um shopping center, projetado pelo grupo paulista Urbia. Previsto para ser inaugurado em março, o shopping vai ter as primeiras salas de cinemas do interior do Pará. Hoje, a única estrutura mais parecida a um cinema por ali é um auditório localizado dentro da unidade da Vale, no alto da serra de Carajás, distante 20 quilômetros do centro de Parauapebas.

O crescimento das cidades da Região Norte tem uma característica singular. Isoladas em meio à floresta, acossadas por chuvas torrenciais e castigadas por um calor infernal, elas sempre intimidaram os grandes grupos do país. Grandes redes de varejo, como o Pão de Açúcar, chegaram a tentar atuar na região, mas desistiram ao perceber que os custos envolvidos na logística do negócio não compensavam os investimentos. "Quem lidera a expansão do consumo no Norte são basicamente grupos locais, que conhecem os consumidores, e se adaptam melhor às adversidades", diz Adriano Pitoli, sócio da consultoria Tendências. O maior varejista do Norte é o grupo paraense Yamada, fundado em Belém em 1957, um dos raros casos de empreendedorismo local que ganhou peso na região. Até hoje nas mãos da família - apesar de inúmeras propostas de fusão e aquisição -, o Yamada fatura 1,3 bilhão de reais ao ano com 33 lojas na região metropolitana de Belém, que vendem de frutas a motocicletas. Nos últimos dois anos, o grupo iniciou sua expansão para o interior do estado. A unidade aberta em 2009 no município de Castanhal, por exemplo, tem três salas de cinema. Todas as lojas oferecem ainda pratos locais, como açaí e maniçoba, uma espécie de feijoada paraense, feita com carnes defumadas e folhas de mandioca cozidas. "É a diversidade e o apego aos hábitos locais que fazem nossos consumidores fiéis defensores da rede", diz Bernardo Yamada, diretor financeiro do grupo e bisneto do fundador, o imigrante japonês Yoshio Yamada.

Pioneiros

Assim como os Yamada, boa parte dos líderes de mercado na região não são empresários genuinamente locais, mas sim pioneiros, que decidiram desbravar a região quando o Norte não passava de uma imensa mancha verde no mapa do Brasil. A história do mato-grossense Erivelto Gasques, presidente do grupo City Lar, maior varejista de móveis e eletrônicos do Norte, é um exemplo. Fundada por seu pai em 1979 na cidade de Mirassol d’Oeste, no Mato Grosso, a City Lar abriu sua primeira loja na Região Norte em Manaus, em 1996, fugindo da concorrência das grandes redes nacionais, que começavam a se instalar em Mato Grosso e na vizinha Goiás. Hoje opera 96 unidades no Amazonas, em Rondônia, no Pará, no Acre e em Roraima. (Há cinco meses, a City Lar, dona de um total de 200 lojas, foi adquirida pela Máquina de Vendas, empresa resultante da fusão das redes Insinuante, da Bahia, e Ricardo Eletro, de Minas Gerais.) Para ganhar espaço na região, Gasques desenvolveu ao longo dos anos alguns macetes. Nada de TV de plasma na vitrine, por exemplo. "Afugenta a clientela", diz. O que atrai os consumidores do Norte, segundo ele, são tanquinhos e televisores de tubo, vendidos em até 24 prestações.

Fazer negócios na Região Norte, porém, exige mais do que a adaptação da linguagem e do portfólio aos consumidores locais. Para não sucumbir à falta de infraestrutura é preciso contar com doses extras de planejamento e com uma estrutura de custos peculiar. A City Lar, por exemplo, está construindo novos centros de distribuição em Manaus, em Porto Velho e em Boa Vista. Além disso, trabalha com estoques de até 90 dias - o dobro da média nacional para seu setor. "Se não tomar esses cuidados, posso ficar sem produtos nas lojas", diz Gasques. Além disso, as longas distâncias dos principais centros aumentam os custos com o frete. A Honda investiu 90 milhões de reais no último ano para fazer de sua unidade de Manaus a maior fábrica de motocicletas do grupo no mundo. Todos os dias, 7 000 motos deixam a unidade em direção aos principais mercados consumidores. Para chegar ao Sudeste, os produtos viajam cinco dias de barco até Belém e, depois, mais dez de caminhão em estradas esburacadas. Exportar para países vizinhos, como Peru e Colômbia, exige viagens de até 8 000 quilômetros, passando pelo canal do Panamá. "Gastamos 200 dólares para transportar cada motocicleta, duas vezes acima de nossa média global", diz Issao Mizoguchi, vice-presidente da Honda para a América Latina.

As chuvas diluvianas que caem na região obrigatoriamente têm de ser contempladas nos planos de negócios. Entre novembro e março chove tanto que fica impossível fazer qualquer trabalho ao ar livre. A construtora Direcional, por exemplo, inclui um atraso de pelo menos três meses no cronograma de cada empreendimento - o que encarece a obra em 20%. Em 2009, a francesa Alstom e a paulista Bardella quase desistiram de construir uma fábrica de comportas e pontes rolantes para abastecer usinas hidrelétricas do rio Madeira, em Rondônia, por causa das chuvas que inundaram completamente o canteiro de obras. As empresas precisaram improvisar uma gigantesca lona para cobrir uma estrutura de 33 000 metros quadrados - e passaram a trabalhar sob essa cobertura. "Nunca vi tanta água", diz o paulista Gustavo Almeida, diretor da IMMA, empresa formada pela Alstom e a Bardella a partir de um investimento de 100 milhões de reais e que fabrica 12 000 toneladas de equipamentos por ano.

Num estudo sobre o custo de fazer negócios na região da Amazônia Legal (que inclui os estados do Norte, além de Mato Grosso e Maranhão), obtido com exclusividade por EXAME, a consultoria paulista Macrologística calculou que, com investimento de 14 bilhões de reais em 71 projetos, o Norte resolveria seus principais gargalos de transporte pelos próximos dez anos. O problema é que algumas dessas obras, co mo a BR- 163, que liga Cuiabá a Santarém, começaram a ser feitas nos anos 70 - e nunca foram concluídas. "Sem finalizá-las, vai ficar mais difícil atrair novos negócios para a região", diz Olivier Girard, sócio da Macrologística. É o tipo de obstáculo que, para garantir um crescimento sustentado, a região terá de deixar de uma vez por todas para trás.

 
Matéria completa  AQUI.

quinta-feira, outubro 28, 2010

População de Marabá

Correio do Tocantins desta quinta-feira, 28, é quem anuncia: a população de Marabá medida pelo Censo 2010 é de 224.011 habitantes.

Mas já há controvérsias, nem bem o IBGE conclui  a totalização de seus dados.

Para muitos da cidade, a população já passa de 300 mil.

Será?!

domingo, outubro 24, 2010

Antecipando o futuro

Tão logo sejam concluídos os serviços de terraplenagem da área onde será erguida a siderúrgica, a Vale estará legalmente autorizada a dar start para as obras físicas da Alpa.

A entrega pela governadora Ana Júlia das três licenças ambientais de instalação do complexo industrial, ocorrida ontem à noite em Marabá, contou com a participação da diretoria da Alpa e de  mais de mil pessoas, que se concentraram dentro e fora da casa de eventos "Casarão" para acompanhar o ato, cercado por intensa celebração.

A Vale assegurou que todos os prazos de implantação do parque siderúrgico estão sendo cumpridos, alguns, inclusive, antecipados.

Marabá, por conta do boom de investimentos reais em fase de implantação, é hoje o terceiro município brasileiro que mais abre vagas de trabalho.

No Estado, o  primeiro que mais emprega.

Pela previsão  de diretores da mineradora, dentro de um ano, o município deverá assumir o primeiro lugar nacional  na oferta de trabalho com carteira assinada.

José Carlos, presidente da  Alpa, fez questão de registrar os esforços de Ana Júlia para viabilizar a siderúrgica em solo paraense, e trabalhar intensamente para que todas as licenças ambientais fossem entregues em tempo hábil.

quarta-feira, outubro 13, 2010

Interesse social

Como o problema se arrasta havia mais de vinte anos, com o acúmulo de áreas urbanas invadidas sem a intervenção legal do setor público, propiciando o surgimento de conflitos e violência de variados níveis, a decisão da prefeitura de Marabá de declarar, os terrenos em litígio, área de interesse social , sinaliza algo de positivo no ar.


Dois bairros ocupados por cerca de oito mil pessoas começaram a receber a atenção do governo de Marabá, mediante decretos de interesse público formalizados pelo prefeito Maurino Magalhães.

As medidas conduzem o município a iniciar longa trajetória de regularização fundiária, abrindo perspectiva de se acabar com demandas responsáveis pela favelização da cidade.

Quem percorre os bairros São Miguel da Conquista e Da Paz, focos de constantes choques entre invasores e sesu antigos proprietários, sente a mudança de clima.

A declaração de interesse social acalmou os moradores.

Pontos para Miguelito Gomes, vereador nomeado Superintendente de Desenvolvimento Urbano e que tem atacado de frente o problema.

quinta-feira, setembro 30, 2010

Mapa de pavimentação da cidade

Prometido, aí está, bairro por bairro, a quilometragem de pavimentação das ruas de Marabá.

Voltaremos ao assunto.

Para visualizar melhor, clic na imagem. Depois de aberta, aplique um zoom nela, clicando de novo.

quarta-feira, setembro 29, 2010

A conta do Tião

O ex-prefeito Tião Miranda (PTB) está há vários dias sendo mostrado em comercial de TV, nos horários designados pela Justiça Eleitoral, em plena campanha para deputado estadual.


Como comprova o VT abaixo, Tião garante que fez mais de duzentos quilômetros de asfalto na cidade, durante os sete anos em que administrou o município.

O pôster achou o numero um tanto exagerado, e, como sempre faz, procurou checar a informação para poder se manifestar.

Durante uma semana, pesquisando mapas urbanos atualizadíssimos da secretaria de obras de Marabá, o blog estava certo ao desconfiar de que Tião pesara na caneta, ao passar a régua em sua conta.

Senão, vejamos:

Os três núcleos populacionais de Marabá (Cidade Velha, Nova Marabá e Cidade Nova) possuem 384,8 Km de ruas. Desse total, apenas 155,2 km estão pavimentados.

O restante é poeira pura, transformada em lamaçal, no inverno.

Por mais “esticasse” esforço sobrenatural para chegar à conta de Miranda, o pôster não conseguiu a prova dos nove.

Mesmo atravessando o rio Tocantins, pela ponte rodoferroviária, percorrendo os bairros de São Félix (I, II e III) e Morada Nova, não deu liga.

Melhor dizendo, o dois mais dois da conta do Tião, não bate quatro.

Passa longe.

Estourando, os quatro bairros do outro lado da cidade não possuem nem 15 km de asfalto.

Ademais, esclareça-se: os 155,2 km de asfalto existentes em todas as ruas de Marabá são obras realizadas pelos prefeitos anteriores a Tião, por ele próprio, e pelo atual, Maurino Magalhães, que é responsável por 70% da pavimentação colocada em São Félix e Morada Nova.

Desse modo, não pega bem um candidato ir à televisão usar números incompatíveis com a realidade.

Não se discute, aqui, quem fez mais.

O importante é medir o grau de comprometimento do candidato com a transparência durante uma campanha, principalmente em VT gravado para o horário eleitoral.

Ou alguém vai negar que grande parte da pavimentação de concreto existente nos bairros da Cidade Nova, Laranjeiras, Novo e Belo Horizonte não é resultante de obras de Nagib Mutran Neto e Haroldo Bezerra?

Quem há de desmentir o fenomenal conjunto de ruas asfaltadas pelo ex-prefeito Geraldo Veloso, quando iniciou-se, verdadeiramente, a transformação urbanística da cidade, até então amarrada a conceitos de lugar provinciano?

A duplicação da Transamazônica, da ponte sobre o Itacaiúnas até o acesso ao aeroporto, foi ou não concebida pelo saudoso Veloso?

Se o ex-prefeito Miranda refazer suas contas, deve encontrar números bem mais reais do que o dito na TV.

E para que não haja nenhuma dúvida sobre isso, o pôster já iniciou pesquisa para dizer quem fez o que.

De Nagib a Maurino, levantamento será publicado neste espaço.

Quilometragem por quilometragem.

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Notas do Blog: 

1) Sem incluir cerca de 20 bairros novos  formados a  partir de áreas invadidas, os três núcleos populacionais de Marabá carecem de pavimentação em  230 Km de ruas.
2) E antes de alguém vir apedrejar a verdade deste post,  elaborei um quadro com a totalidade da quilometragem de vias públicas locais, bairro por bairro, mostrando quanto cada um tem de asfalto e o que falta para a vida das pessoas se tornar mais digna. Como a publicação ficou toda fora de ordem, providenciaremos a postagem do quadro em  formatação compatível com o blogspot.
Amanhã, será publicada aqui.