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quinta-feira, março 10, 2011

Olha o Mella aí, gente!!!

Lembram do escândalo de desvio de recursos do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), descoberto pela Polícia Federal na Superintendência do Incra no Sul do Pará, e denunciado pelo Ministério Público Federal, no qual apareciam os nomes do agente de portaria do órgão Ápio Miguel dos Santos Ghesso, incrivelmente responsável pela gestão e liberação de créditos, além do Chefe da Divisão de Desenvolvimento, Jandir Mella, que chegou a ocupar o cargo de Adjunto do Incra?

Pois bem, Jandir Mella acaba de ser nomeado Chefe da Divisão de Regularização Fundiária da Amazônia, no Pará, do Programa Terra Legal, com função importantíssima na regularização fundiária regional.

Talvez esteja sendo premiado pelas falcatruas cometidas enquanto servidor público em Marabá.

Quem se responsabiliza pelo apadrinhamento do traquino?

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Incra no Sul do Pará

Dentro de dez dias, nem bem os novos congressistas tomarem posse, elegendo, também, as mesas diretoras da Câmara e Senado, atenções dos petistas paraenses se voltarão para a indicação dos cargos do segundo escalão.


Pelo menos a superintendência do Incra do Sul do Pará será disputada à unha, entre os deputados do "PT Pra Valer" e a DS.

Hipoteticamente, a turma da DS leva vantagem já que o Ministério da Desenvolvimento Agrário tem ministro indicado pela Democracia Socialista.

quinta-feira, outubro 07, 2010

Quixotescos caminhos

Para os seguidores de Bernadete ten Caten (PT), ele “mostrou as unhas” afrontando quem não deveria.


De repente, tipo lance inquisitório, o rapaz passou a ser visto como um herege, por propagar pensamentos subversivos ao decidir encarar sua ex-patrona.

O fato é que a aventura de Raimundo Oliveira, ex-superintendente do Incra do Sul do Pará, não passou mesmo de uma aventura, analisando os números da eleição proporcional.

Os arrufos iniciais de Raimundo, já como pré-candidato a deputado estadual, foram aos poucos sendo sangrados pela profissional reação política de Bernadete e Zé Geraldo.

Ao ver escapar por entre dedos o poder de indicar o sucessor de Raimundo na Superintendência do Incra, cujo controle seria fundamental para manter a máquina estatal à seu serviço, como realmente viria a ocorrer, Bernadete fez um lance de altíssimo risco, mas de fulminante efeito junto à cúpula do governo do Estado: ameaçou bater chapa com Ana Júlia, na convenção de escolha do  candidato ao governo, caso o cargo não fosse ocupado por pessoa de sua confiança.

O risco calculado deu certo, e a história quase todos conhecem.

No frigir do ovos Raimundo Oliveira se tornou um cavaleiro errante, parodiando, com devida redução de tamanho e importância, D. Quixote de la Mancha.

Mas as andanças quixotescas de Raimundo ficaram exatamente por ai.

O moço obteve apenas 13.965 votos, migalhas diante da expectativa anunciada.

Mas de uma coisa Oliveira não pode reclamar, justificando sua baixa aceitação popular: a estrutura eleitoral montada por ele contemplava aviões e carros, muitos carros.

Causa surpresa, mais ainda, saber, agora, que um dos coordenadores da campanha de nosso D. Quixote, era o pecuarista Luis Pires, bem ao Sul do Estado.

sábado, janeiro 23, 2010

A estrela cai

Ademir Martins deve assumir a Superintendência do INCRA do Sul do Pará, no lugar de Raimundo Oliveira, a qualquer hora desincompatibilizando-se do cargo para disputar vaga à Assembléia Legislativa.

A candidatura de Oliveira ameaça a reeleição de Bernadete ten Caten (PT) como representa divisão de votos na disputa para a Câmara Federal. Nessa faixa de eleitorado basicamente mapeado nos assentamentos do INCRA, o deputado federal Zé Geraldo nadava de braçadas, deixando sobras para Beto da Fetagri , também do PT.

Posta a candidatura de Raimundo Oliveira à AL em dobradinha com o Chefe da Casa Civil da governadoria, Cláudio Puty, o destino de Bernadete pode ser a sala de aula, para onde ela deverá retornar como professora.

O certo é que o INCRA, confirmando-se a nomeação de Ademir Martins, como máquina infalível de geração de votos, tonificará as candidaturas proporcionais da DS no Sul do Estado.

Nos últimos 30 dias, Raimundo Oliveira provou ter o apoio declarado de grande maioria das lideranças ligadas aos movimentos populares. Encontros realizados em Marabá e Xinguara com o público alvo foram marcados pela presença maciça de presidentes de sindicatos rurais, movimentos de sem-terra, cooperativas diversas e de ONGs respeitadas no meio rural.

Além da oficialização do nome de Oliveira como candidato daqueles segmentos, manifestantes deixaram claro o distanciamento da influência de Bernadete Caten.

Isolada, a deputada estadual busca novos caminhos.

segunda-feira, agosto 10, 2009

Panela de pressão

Pode sair muito caro à deputada Bernadete ten Caten (PT) seus esforços para substituir o superintendente do Incra do Sul do Pará, Raimundo de Oliveira Filho. O clima dentro do instituto é de instabilidade depois que ecoaram sons vindos de Brasília dando conta de movimentos, coordenados pelo deputado federal Zé Geraldo (PT), aliado de Caten, pedindo a cabeça de Oliveira.


Entre os nomes oferecidos à análise do MDA e da presidência do Incra,para ocupar a vaga de Raimundo, estaria o de Luiz Carlos Pies, esposo da deputada estadual, e secretário Adjunto de Planejamento do Estado.

A reação de funcionários e aliados do atual superintendente também seria na mesma proporção. Ou pior.

Consta de um dossiê em formação com documentação extraída do período em que Bernadete Caten dirigiu a superintendência, para ser entregue à Procuradoria da República. Objetiva, a força-tarefa pró Raimundo, sacramentar a inelegibilidade da deputada petista, no rastro de uma sentença da Justiça Federal suspendendo os direitos políticos da parlamentar por fraudes em licitação realizada em junho de 2005.

Como foi amplamente divulgado à época, inclusive, em primeira mão aqui no blog, o juiz Carlos Henrique Haddad decretou a suspensão, por cinco anos, dos direitos políticos de Caten e dos funcionários do Incra Mauro Sebastião da Silva, Valdene do Socorro Ribeiro Araújo e Paulo Roberto Treviso e dos empresários Antônio Dias Leite (da Leite Santos Eventos e Locação de Equipamentos) e Paulo Gondim Leal (da Eventum Empreendimentos), atendendo denúncia feita pelos procuradores da República Carlos Alexandre Menezes e Renato de Freitas Machado, que atuavam em Marabá.

Eles apontaram várias irregularidades no procedimento licitatório para a montagem da 1ª Feira da Agricultura Familiar e Reforma Agrária do Sul e Sudeste do Pará (Feiragra).