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quarta-feira, março 02, 2011

Entre livros e acampamentos

Provocado pelo jornalista Val-André Mutran para se enriquecer de boas leituras, o coordenador regional do MST Charles Trocate, envia emeio pedindo a publicação de artigo a seguir postado.

"Estive viajando e não pude responder a tempo as provocações do Val Mutran, mais envio uma carta de última hora, depois que li a sua resposta a minha carta. Não é nada pessoal, mas queria sugerir essa reposta, apenas sobre o que penso ser vital, por enquanto, e deposi enviarei minhas considerações sobre a Criação de Carajás, daí uma respostas em dois tempos", esclarece Trocate.



O HÁBITO DE LER E O NASCIMENTO DAS BIBLIOTECAS!

- Uma breve resposta ao Val Mutran-

Por esses dias estive no Acampamento João Canuto, localizado no complexo de áreas públicas griladas a partir da década de setenta do século passado pelo grupo Quagliato próximo ao município de Sapucaia. Nada extraordinário não se tratasse de uma ocupação do MST que com toda a sua engenharia de organização social e apoderamento das famílias Sem Terra se diferencia das demais ocupações ao longo da estrada (hoje rodovia federal 155). Estão as vésperas de completarem cinco anos de acampados, embora a bandeira tremule inconteste, perdura o impasse. As famílias acampadas preparam algum destino, escamoteiam a miséria e, tomada a dimensão do conflito se posicionam por uma saída; o tempo do medo já passou, estranhos a ordem do latifúndio numa região tão esmagada por estes.

Alguém já perguntou o que se passa no mundo do acampamento onde a única razão que lhes conferem ímpeto é a pobreza material e uma trajetória marcada a solavancos pela discrepância do Estado Burguês Brasileiro? A anomalia é recorrente e não se desfaz por decretos, impasses e os confrontos estão estabelecidos desde sempre e, nem é preciso levantar a questão para além do cotidiano, o imperativo da violência atua em todas as dimensões, e resulta do Estado que nada mais exerce do que a violência generalizada sobre os pobres do país.

Mas o que podem fazer aqueles cuja forma de ser ganhou características de - barbárie - morando em cidades, que são –não cidades- pois advindo de um processo civilizatório inconcluso que não permitiu incorporar a sociedade que se formava através do modelo agrário exportador aos ritmos da nova modernidade industrial. O que deveria ser a filha mais natural desse processo, a reforma agrária ficou como tarefa dos trabalhadores, da classe camponesa em formação e hoje é subjugada assim como organizações que surgiram ao redor da sua reivindicação histórica. A interpretação dos impasses e pespectivas desse país passam por acampamentos de Sem Terra.

No acampamento hospedei-me na casa do Valdecir, um dos coordenadores do mesmo, que esteve junto com as famílias acampadas na fazenda Espírito Santo, no acampamento, que leva o nome do poeta Russo Vladimir Maiakóvisk, envolvidos no conflito do dia 18 de abril de 2.009 quando a Agropecuária Santa Barbara, junto com a burguesia agrária e escravocrata da região orquestraram um novo massacre. Valdecir me falou o que fazia antes de ir se acampar com a mulher e mais quatro filhas, a última, Manuela, nascida recentemente. Na maior fronteira agrária e mineral do país era não mais que um “vendedor” de mão de obra, sem que pudesse se valer dos direitos constitucionais, do logro empregatício. Os dados da delegacia do ministério do trabalho, são reveladores, há inclusive um apelido para a lista de fazendeiros, que se retroalimentam dessa prática escusa, lista negra. Nada imoral? O que vale a máxima, porque me devoras?

Díspare é o conceito do trabalho, como faculdade humana em sua organização política e social, com a exigência do momento e o desenvolvimento das forças sociais produtivas em um século atrasado na região por conta do modelo de desenvolvimento conservador, concentrador de renda e de riqueza, onde a inteligência clássica, nada pode propor de novo, pois não concebem outro mundo se não o da fazenda e sua jurisdição – trabalho análogo a escravidão, apropriação dos ecossistemas e biodiversidades, e uso privado dos recursos estatais- incorporando-o exclusivamente aos seus interesses e, retardando como opção de classe as transformações, já prontamente reivindicadas, num longo movimento contra a ordem identificável aos nossos dias. Numa única palavra, mesmo os acampamentos organizados pelo MST, cumpre a duras penas um processo civilizatório, que nenhuma fazenda, em sua organização industrial, poderá no máximo da sua exigência, fazer!

Na casa (lugar, destino e território) do Valdecir há uma pequena biblioteca, ou como se poderia dizer há um nascimento de uma biblioteca e junto a emoção de ler livros, está intelectualizado sobre as mais diferentes normas do conhecimento, dialoga com coerência sobre as mais variadas questões, ressalta as encruzilhadas do nosso tempo, filosofa de maneira culta e popular. É o conhecimento desvelando realidades, num tempo que conhecimento e realidades andam estranhos e paradoxais. A mim não é espanto, mais sobre que prerrogativa esses homens, mulheres e crianças aprender a ler, a escrever e ter livros em casa? Não como troféu antigo guardado no sótão, lembranças de um tempo de -desobediência- como alguns os têm nos setores mais abastados da sociedade, mais como algo libertador e construtor de imaginações!

Por isso me pus a refletir - como exige um momento de impasses -, não há combinação mais justa, aqui não falo de justiça rota, inconseqüente, do que livros e os Sem Terra, que sem claudicar, assombram não porque são fantasmas indesejados, mais porque portam a poderosa expressão, “contra a idéia da força a força das idéias”, constrõem escolas, eliminam o analfabetismo, chegam à universidade e fazem nascer bibliotecas, não só para esses dias mais para a vida toda e o fazem se livrando de dogmatismos, numa sociedade tão dogmatizada, pela pobreza, pelo mercado e pelas relações de poder.

Posso afirmar, onde há um Sem Terra há uma biblioteca ainda que em nascituros e, há leituras de mundo, o que não é privilégio, é o único arsenal que possuem para os embates, para superar os desencontros políticos, econômicos e culturais, que vive o país em sua “emergência do momento burguês” e governabilidade inábil. Legitimam-se pela capacidade de falar e fazer. Nunca é demais afirmar, que o Estado Brasileiro é a mais potente arma de exclusão social; ao seu redor uma burguesia, com características que são só suas, são patologias diria Florestan Fernandes, ela é ao mesmo tempo, anti-social, antipopular, antidemocrática e subserviente política e culturalmente ao interesses imperialistas. O que dizer do tacanho comportamento da burguesia paraense e da grande região Carajás, que vai da riqueza a pobreza a um só passo?

O livro é em nossa sociedade um objeto demasiadamente caro, o que considero um bloqueio a inteligência, um bloqueio de muitos outros, mas andando pelo acampamento percebi nas conversas e reuniões, a novidade que portam os Sem Terra: a de quererem democratizar a terra, cultivar o local que é identidade, como descreve Alfredo Bosi, em sua “Dialética da Colonização”, de reivindicarem livros e conhecimentos, não como algo hipnótico mais como prática dialética. Nas pequenas e muitas bibliotecas pessoais e coletivas que vi, atentamente percebi, universos bem paralelos, não estão lendo livros de auto-ajuda, desses que há aos borbotões nas livrarias ou shopping Centers, livros que saram as doenças subjetivas de uma sociedade cada vez mais empobrecida, moldada a ignorância, onde um bom livro, o debate e uma boa polêmica é mais que nada. Reina o príncipe midiático, fazendo a realidade uma fábula, de maneira esnobe, fantasiando os que ainda não sabem querer!

Tem os Sem Terra bibliotecas de quatro, cinco, oito, vinte livros, muitas e diversificadas obras, em prateleiras ou em cima de pequenas mesas, nas salas próximas as janelas e ou em estante improvisadas, vi, Verde Vagamundo e Transtempo de Benecdito Moteiro, Miguel Miguel de Haroldo Maranhão, Introdução à Filosofia da Arte, Benedito Nunes, Rebanho de Pedras, de Ademir Braz, Chove nos Campos de Cachoeira de Dalcidio Jurandir; Muitos escritores latinos americano, de Eduardo Galeano, Octávio Paz, José Saramago, Florestan Fernandes, Thiago de Mello, Eneida de Morais; Obras filosóficas, sobretudo Marx, George Lucak´s, Carlos Mariategui, Vicente Salles, Darci Ribeiro, Sergio Buarque de Holanda, Vladimir Maiakóvisk tantos e tudo o que possa imaginar, e há escritores atualíssimos, pois como sabem os Sem Terra circulam, andam captando o que há de melhor nessa pátria chamada humanidade.

Como dito anteriormente é com esse arsenal, que reivindicam a Reforma Agrária; a tempo não podem mais esperar, possuem uma paciência perigosa, Valdecir e os demais estão aprendendo entusiasticamente que “ser culto é o único modo de ser livre, ser livre é o único modo de ser culto”!

Charles Trocate
Marabá
Fevereiro de 2.011

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Sopros de esperança

19 dezembro 2008.

Nessa data, a ex-governadora Ana Júlia, ao lado do então presidente do Incra, , Rolf Hackbart, lançou a pedra fundamental da Escola Agrotécnica Federal de Marabá, na área da antiga Fazenda Castanhal Cabaceiras.

Passados dois anos, o complexo educacional encontra-se quase concluído.
Ontem, terça-feira, 1, ao passar algumas horas no CRMB conversando com operários e engenheiro da construtora, o poster mergulhou na importância social do empreendimento para a formação de mão-de-obra no campo, particularmente, na qualificação profissional de novas gerações nascidas na zona rural.

A sensibilidade de Lula na Presidência da República permite ao Brasil conviver, agora, com esse tipo de obra, tão comum nos países desenvolvidos há mais de cinquenta anos.

O Brasil têm um débito imenso com sua juventude.

O passivo com os povos da floresta é maior ainda.

A partir de uma estrutura física como a que o poster deparou, 2 km adentro da mata, partindo da Rodovia BR 155 (antiga Pa-150), no Km 25, nasce um novo Brasil.

O Brasil rural potencializado em seu alicerce educacional.

A previsão é de que até julho o CRMB entre em funcionamento.

No conjunto de obras, em fase de acabamento, estão os llaboratórios, biblioteca, salas de aulas e unidades educativas.
Em construção básicas, as residências estudantis, e de professores; e o refeitório, bem como a caixa d´água central.


A data tem forte significado histórico para os movimentos sociais. Naquele dia, crisou-se, também, o Projeto de Assentamento 26 de março, na primeira fazenda fazenda, do país, desapropriada para fins da reforma agrária porque descumpria os quatro requisitos da função social da terra.

A escola, agora denominada Campus Rural de Marabá (CRMB), era reivindicação dos movimentos sociais do campo que, há mais de duas décadas, vêm lutando pela capacitação e formação de jovens e adultos com vistas ao desenvolvimento rural sustentável.

O Campus Rural de Marabá selecionará, como público-alvo, preferencialmente, jovens oriundos da produção familiar e comunitária. A previsão inicial é atender cerca de 300 educandos de 39 municípios que compõem o sul e sudeste Paraense. Quando estiver em pleno funcionamento, a escola terá capacidade de atendimento de mil estudantes.

A Agrotécnica funcionará em sistema de internato e terá residência estudantil e refeitório, laboratórios, biblioteca, salas de aulas e unidades educativas para dar suporte às atividades teóricas e práticas.
Já concluído, o projeto político-pedagógico contou com a participação efetiva do Fórum Regional de Educação do Campo. São previstos cursos de Agropecuária, Agroindústria e Agrofloresta (com enfoque agroecológico) integrados ao ensino médio.
A longo prazo, a meta é expandir as atividades criando cursos superiores de Tecnologia e Licenciatura Plena em Educação no Campo. A metodologia será a da Pedagogia da Alternância. Por meio dela, os alunos permanecem um período na escola e outro nas comunidades, conciliando as atividades agrícolas às da escola. Para isso, há uma sintonia entre o calendário estudantil e o calendário agrícola regional.

quarta-feira, outubro 13, 2010

Católicos e Evangélicos declaram voto em Dilma

Manifesto de Cristãos e cristãs evangélicos/as e católicos/as em favor da vida e da Vida em Abundância!, declarando voto em favor de Dilma Roussef:




“Se nos calarmos, até as pedras gritarão!”


Somos homens e mulheres, ministros, ministras, agentes de pastoral, teólogos/as, padres, pastores e pastoras, intelectuais e militantes sociais, membros de diferentes Igrejas cristãs, movidos/as pela fidelidade à verdade, vimos a público declarar:

1. Nestes dias, circulam pela internet, pela imprensa e dentro de algumas de nossas igrejas, manifestações de líderes cristãos que, em nome da fé, pedem ao povo que não vote em Dilma Rousseff sob o pretexto de que ela seria favorável ao aborto, ao casamento gay e a outras medidas tidas como “contrárias à moral”.

A própria candidata negou a veracidade destas afirmações e, ao contrário, se reuniu com lideranças das Igrejas em um diálogo positivo e aberto. Apesar disso, estes boatos e mentiras continuam sendo espalhados. Diante destas posturas autoritárias e mentirosas, disfarçadas sob o uso da boa moral e da fé, nos sentimos obrigados a atualizar a palavra de Jesus, afirmando, agora, diante de todo o Brasil: “se nos calarmos, até as pedras gritarão!” (Lc 19, 40).

2. Não aceitamos que se use da fé para condenar alguma candidatura. Por isso, fazemos esta declaração como cristãos, ligando nossa fé à vida concreta, a partir de uma análise social e política da realidade e não apenas por motivos religiosos ou doutrinais. Em nome do nosso compromisso com o povo brasileiro, declaramos publicamente o nosso voto em Dilma Rousseff e as razões que nos levam a tomar esta atitude:

3. Consideramos que, para o projeto de um Brasil justo e igualitário, a eleição de Dilma para presidente da República representará um passo maior do que a eventualidade de uma vitória do Serra, que, segundo nossa análise, nos levaria a recuar em várias conquistas populares e efetivos ganhos sócio-culturais e econômicos que se destacam na melhoria de vida da população brasileira.

4. Consideramos que o direito à Vida seja a mais profunda e bela das manifestações das pessoas que acreditam em Deus, pois somos à sua Imagem e Semelhança. Portanto, defender a vida é oferecer condições de saúde, educação, moradia, terra, trabalho, lazer, cultura e dignidade para todas as pessoas, particularmente as que mais precisam. Por isso, um governo justo oferece sua opção preferencial às pessoas empobrecidas, injustiçadas, perseguidas e caluniadas, conforme a proclamação de Jesus na montanha (Cf. Mt 5, 1- 12).

5. Acreditamos que o projeto divino para este mundo foi anunciado através das palavras e ações de Jesus Cristo. Este projeto não se esgota em nenhum regime de governo e não se reduz apenas a uma melhor organização social e política da sociedade. Entretanto, quando oramos “venha o teu reino”, cremos que ele virá, não apenas de forma espiritualista e restrito aos corações, mas, principalmente na transformação das estruturas sociais e políticas deste mundo.

6. Sabemos que as grandes transformações da sociedade se darão principalmente através das conquistas sociais, políticas e ecológicas, feitas pelo povo organizado e não apenas pelo beneplácito de um governante mais aberto/a ou mais sensível ao povo. Temos críticas a alguns aspectos e algumas políticas do governo atual que Dilma promete continuar. Motivo do voto alternativo de muitos companheiros e companheiras Entretanto, por experiência, constatamos: não é a mesma coisa ter no governo uma pessoa que respeite os movimentos populares e dialogue com os segmentos mais pobres da sociedade, ou ter alguém que, diante de uma manifestação popular, mande a polícia reprimir. Neste sentido, tanto no governo federal, como nos estados, as gestões tucanas têm se caracterizado sempre pela arrogância do seu apego às políticas neoliberais e pela insensibilidade para com as grandes questões sociais do povo mais empobrecido.
 
7. Sabemos de pessoas que se dizem religiosas, e que cometem atrocidades contra crianças, por isso, ter um candidato religioso não é necessariamente parâmetro para se ter um governante justo, por isso, não nos interessa se tal candidato/a é religioso ou não. Como Jesus, cremos que o importante não é tanto dizer “Senhor, Senhor”, mas realizar a vontade de Deus, ou seja, o projeto divino. Esperamos que Dilma continue a feliz política externa do presidente Lula, principalmente no projeto da nossa fundamental integração com os países irmãos da América Latina e na solidariedade aos países africanos, com os quais o Brasil tem uma grande dívida moral e uma longa história em comum. A integração com os movimentos populares emergentes em vários países do continente nos levará a caminharmos para novos e decisivos passos de justiça, igualdade social e cuidado com a natureza, em todas as suas dimensões. Entendemos que um país com sustentabilidade e desenvolvimento humano – como Marina Silva defende – só pode ser construído resgatando já a enorme dívida social com o seu povo mais empobrecido. No momento atual, Dilma Rousseff representa este projeto que, mesmo com obstáculos, foi iniciado nos oito anos de mandato do presidente Lula. É isto que está em jogo neste segundo turno das eleições de 2010.

Com esta esperança e a decisão de lutarmos por isso, nos subscrevemos:


Dom Thomas Balduino, bispo emérito de Goiás velho, e presidente honorário da CPT nacional.

Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Feliz do Araguaia-MT.

Dom Demetrio Valentini, bispo de Jales-SP e presidente da Cáritas nacional.

Dom Luiz Eccel - Bispo de Caçador-SC

Dom Antonio Possamai, bispo emérito da Rondônia.

Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Viana- Maranhão.

Dom Xavier Gilles, bispo emérito de Vina- Maranhão.

Padre Paulo Gabriel, agente de pastoral da Prelazia de São Feliz do Araguaia /MT

Jether Ramalho, Rio de Janeiro.

Marcelo Barros, monge beneditino, teólogo

Professor Candido Mendes, cientista político e reitor

Luiz Alberto Gómez de Souza, cientista político, professor

Zé Vicente, cantador popular. Ceará

Chico césar. Cantador popular. Paraíba/são paulo

Revdo Roberto Zwetch, igreja IELCB e professor de teologia em São Leopoldo.

Pastora Nancy Cardoso, metodista, Vassouras / RJ

Antonio Marcos Santos, Igreja Evangélica Assembléia de Deus - Juazeiro - Bahia

Maria Victoria Benevides, professora, da USP

Monge Joshin, Comunidade Zen Budista do Brasil, São Paulo

Antonio Cecchin, irmão marista, Porto Alegre.

Ivone Gebara, religiosa católica, teóloga e assessora de movimentos populares.

Fr. Luiz Carlos Susin – Secretário Geral do Fórum Mundial de Teologia e Libertação

Frei Betto, escritor, dominicano.

Luiza E. Tomita – Sec. Executiva EATWOT(Ecumenical Association of Third World Theologians)

Ir. Irio Luiz Conti, MSF. Presidente da Fian Internacional

Pe. João Pedro Baresi, pres. da Comissão Justiça e Paz da CRB (Conferência dos religiosos do Brasil) SP

Frei José Fernandes Alves, OP. – Coord. da Comissão Dominicana de Justiça e Paz

Pe. Oscar Beozzo, diocese de Lins.

Pe. Inácio Neutzling – jesuíta, diretor do Instituto Humanitas Unisinos

Pe. Ivo Pedro Oro, diocese de Chapecó / SC

Pe. Igor Damo, diocese de Chapecó-SC.

Irmã Pompeia Bernasconi, cônegas de Santo Agostinho

Cibele Maria Lima Rodrigues, Pesquisadora.

Pe. John Caruana, Rondônia.

Pe. Julio Gotardo, São Paulo.

Toninho Kalunga, São Paulo,

Washingtonn Luiz Viana da Cruz, Campo Largo, PR e membro do EPJ (Evangélicos Pela Justiça)

Ricardo Matense, Igreja Assembléia de Deus, Mata de São João/Bahia

Silvania Costa

Mercedez Lopes, -André Marmilicz - Raimundo Cesar Barreto Jr, Pastor Batista, Doutor em ética social - Pe. Arnildo Fritzen, Carazinho. RS. Darciolei Volpato, RS
 
Frei Ildo Perondi - Londrina PR


Ir. Inês Weber, irmãs de Notre Dame. continua

Pe. Domingos Luiz Costa Curta, Coord. Dioc de Pastoral da Diocese de Chapecó/SC.

Pe. Luis Sartorel,

Itacir Gasparin

Célio Piovesan, Canoas.RS

Toninho Evangelista - Hortolândia/SP

Geter Borges de Sousa, Evangélicos Pela Justiça (EPJ), Brasília.

Caio César Sousa Marçal - Missionário da Igreja de Cristo - Frecheirinha/CE

Rodinei Balbinot, Rede Santa Paulina

Pe. Cleto João Stulp, diocese de Chapecó.

Odja Barros Santos - Pastora batista

Ricardo Aléssio, cristão de tradição presbiteriana, professor universitário.

Maria Luíza Aléssio, professora universitária, ex-secretária de educação do Recife

Rosa Maria Gomes

Roberto Cartaxo Machado Rios

Rute Maria Monteiro Machado Rios

Antonio Souto, Caucaia, CE

Olidio Mangolim – PR

Joselita Alves Sampaio – PR

Kleber Jorge e silva, teologia – Passo Fundo - RS

Terezinha Albuquerque

PR. Marco Aurélio Alves Vicente - EPJ - Evangélicos pela Justiça, pastor-auxiliar da Igreja Catedral da Família/Goiânia-GO

Padre Ferraro, Campinas.

Ir, Carmem Vedovatto

Ir. Letícia Pontini, discípulas, Manaus.

Padre Manoel, PR

Magali Nascimento Cunha, metodista

Stela Maris da Silva

Ir. Neusa Luiz, abelardo luz- SC

Lucia Ribeiro, socióloga

Marcelo Timotheo da Costa, historiador

Maria Helena Silva Timotheo da Costa

Ianete Sampaio

Ney Paiva Chavez, professora educação visual, Rio de janeiro

Antonio Carlos Fester

Ana Lucia Alves, Brasília

Ivo Forotti, Cebs – Canoas - RS

Agnaldo da Silva Vieira - Pastor Batista. Igreja Batista da Esperança - Rio de Janeiro

Irmã Claudia Paixão, Rio de Janeiro

Marlene Ossami de Moura, antropóloga / Goiânia.

Ir. Maria Celina Correia Leite, Recife

Pedro Henriques de Moraes Melo - UFC/ACEG

Fernanda Seibel, Caxias do Sul.

Benedito Cunha, pesquisador popular, membro do Centro Mandacaru - Fortaleza

Pe. Lino Allegri - Pastoral do Povo da Rua de Fortaleza, CE.

Juciano de Sousa Lacerda, Prof. Doutor de Comunicação Social da UFRN

Pasqualino Toscan - Guaraciaba SC

Francisco das Chagas de Morais, Natal - RN.

Elida Araújo

Maria do Socorro Furtado Veloso - Natal, RN

Maria Letícia Ligneul Cotrim, educadora

Maria das Graças Pinto Coelho/ professora universitária/UFRN

Ismael de Souza Maciel membro do CEBI - Centro de Estudos Bíbicos Recife

Xavier Uytdenbroek, prof. aposentado da UFPE e membro da coordenação pastoral da UNICAP

Maria Mércia do Egito Souza agente da Pastoral da Saúde Arquidiocese de Olinda e Recife

Leonardo Fernando de Barros Autran Gonçalves Advogado e Analista do INSS

Karla Juliana Souza Uytdenbroek Bacharel em Direito

Targelia de Souza Albuquerque

Maria Lúcia F de Barbosa, Professora UFPE

Débora Costa-Maciel, Profª. UPE

Maria Theresia Seewer

 Ida Vicenzia Dias Maciel

 Marcelo Tibaes

Sergio Bernardoni, diretor da CARAVIDEO- Goiânia - Goiás

Claudio de Oliveira Ribeiro. Sou pastor da Igreja Metodista em Santo André, SP.

Pe. Paulo Sérgio Vaillant - Presbítero da Arquidiocese de Vitória – ES

Roberto Fernandes de Souza. RG 08539697-6 IFP RJ - Secretario do CEBI RJ

Sílvia Pompéia.

Pe. Maro Passerini - coordenador Past. Carcerária - CE

Dora Seibel – Pedagoga, caxias do sul.

Mosara Barbosa de Melo

Maria de Fátima Pimentel Lins

Prof. Renato Thiel, UCB-DF
 
 Alexandre Brasil Fonseca , Sociólogo, prof. da UFRJ, Ig. Presbiteriana e coordenador da Rede FALE)


Daniela Sanches Frozi, (Nutricionista, profa. da UERJ, Ig. Presbiteriana, conselheira do CONSEA Nacional e vice-presidente da ABUB)

Marcelo Ayres Camurça – Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião – Universidade Federal de Juiz de Fora

Revd. Cônego Francisco de Assis da Silva,Secretário Geral da IEAB e membro da Coordenação do Fórum Ecumênico Brasil

Irene Maria G.F. da Silva Telles

Manfredo Araújo de Oliveira

Agnaldo da Silva Vieira - Pedagogo e Pastor Auxiliar da Igreja Batista da Esperança-Centro do Rio de Janeiro

Pr. Marcos Dornel - Pastor Evangélico - Igreja Batista Nova Curuçá - SP

Adriano Carvalho.

Pe. Sérgio Campos, Fundação Redentorista de Comunicações Sociais – Paranaguá/Pr.

Eduardo Dutra Machado, pastor presbiteriano

Maria Gabriela Curubeto Godoy - médica psiquiatra - RS

Genoveva Prima de Freitas- Professora – Goiânia

M. Candida R. Diaz Bordenave

Ismael de Souza Maciel membro do CEBI - Centro de Estudos Bíbicos Recife

Xavier Uytdenbroek prof. aposentado da UFPE e membro da coordenação pastoral da UNICAP

Maria Mércia do Egito Souza agente da Pastoral da Saúde Arquidiocese de Olinda e Recife

Leonardo Fernando de Barros Autran Gonçalves Advogado e Analista do INSS

Karla Juliana Souza Uytdenbroek Bacharel em Direito

Targelia de Souza Albuquerque

Maria Lúcia F de Barbosa (Professora - UFPE)

Paulo Teixeira, parlamentar, são paulo.

Alessandro Molon, parlamentar, Rio de janeiro.

Adjair Alves (Professor - UPE)

Luziano Pereira Mendes de Lima - UNEAL

Cláudia Maria Afonso de Castro-psicóloga- trabalhadora da Saúde-SMS Suzano-SP

Fátima Tavares, Coordenadora do Programa de Pos-Graduação em Antropologia FFCH/UFBA

Carlos Caroso, Professor Associado do Departamento de Antropologia e Etrnologia da UFBA.

Isabel Tooda

Joanildo Burity (Anglicano, cientista político, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco,

Prof. Dr. Paulo Fernando Carneiro de Andrade, Doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Professor de Teologia PUC- Rio

Aristóteles Rodrigues - Psicólogo, Mestre em Ciência da Religião

Zwinglio Mota Dias - Professor Associado III – Universidade Federal de Juiz de Fora

Antonio Francisco Braga dos Santos- IFCE

Paulo Couto Teixeira, Mestrando em Teologia na EST/IECLB

Rev. Luis Omar Dominguez Espinoza

Anivaldo Padilha - Metodista, KOINONIA, líder ecumênico

Nercina Gonçalves

Hélio Rios, pastor presbiteriano

João José Silva Bordalo Coelho, Professor- RJ

Lucilia Ramalho. Rio de janeiro.

Maria tereza Sartorio, educadora, ES

Maria jose Sartorio, saúde, ES

Nilda Lucia sartorio, secretaria de ação social, Espírito santo

Ângela maria fernandes -Curitiba paraná

Lúcia Adélia Fernandes

Jeanne Nascimento - Advogada em São Paulo/SP

Frei José Alamiro, franciscano, São Paulo, SP

Ruth Alexandre de Paulo Mantoan

sábado, outubro 02, 2010

Factóide Dantas

A assessoria de imprensa do Grupo Agro Santa Bárbara está enfiando emeios nas caixas postais das redações paraenses, informando  sobre uma suposta onda de invasões às vésperas das eleições.


Diz trecho do texto:

Movimentos autodemoninados de sem terra, que já ocupam várias propriedades rurais no Pará, preparam nova onda de invasões no Sudeste do Estado, de acordo com informações que circulam pelos municípios da região.

As fontes são diversas, mas o receio de represálias as impedem de apontar os responsáveis pela preparação dos ataques a fazendas, atentando contra o direito à propriedade e à segurança das pessoas. A lei do silêncio e o medo imperam.

Por não apontar quem seriam os responsáveis pela “onda de invasões”, a nota da assessoria é nitidamente voltada a processar, na cabeça de incautos, terrorismo psicológico, à véspera do pleito eleitoral.

Daniel Dantas nutre ódio descontrolado pela governadora Ana Júlia, a quem responsabiliza, ao lado de Kátia Abreu, pela tomada de grande parte de suas terras pelos movimentos sociais, escondendo, simultaneamente, o outro lado dos fatos, de que foi Ana quem amortizou, através de seus contatos junto a lideranças de sem-terras, número bem maior de invasões programadas, tempos atrás.

Ontem à noite, conversando com Chico da Cib, coordenador da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar, o pôster ficou sabendo que a Fetraf, bem como MST e Fetagri, não tem nenhum planejamento agendado para invasão de áreas rurais, e que desconhece os objetivos da nota da assessoria do Grupo Agro Santa Bárbara, assinada por Altair Albuquerque.

sábado, setembro 18, 2010

Mulheres que se amam

Belém deverá ficar mais colorida do que já é.

Pena o poster não estar na cidade para  dar apoio, de corpo presente, a mais um movimento contra a homofobia.

De longe, torcemos pelo sucesso da 3ª Passeata das Lês, que sairá da avenida Nazaré em direção a São Brás, neste domingo, às 15 horas.

Desde o século XVI, quando Felipa de Souza, denunciada ao Tribunal do Santo Ofício, na Bahia, por “práticas diabólicas” (entenda-se isso, trocar abraços e beijos com sua vizinha por cima do muro e fazer amor com meia dúzia de outras mulheres), foi açoitada em público e depois conduzida ao exilio, até os dias atuais, houve avanços das mulheres lésbicas e bissexuais  na busca pelas suas liberdades.



Pequenos avanços, verdade, mas houve.

No começo do século XXI,  pode-se dizer que alguma mudou  para melhor. As mulheres lésbicas não são açoitadas em praça pública e não podem ser legalmente punidas por suas escolhas afetivas/sexuais.

No entanto, o preconceito e a conseqüente discriminação seguem impedindo o exercício de liberdades fundamentais e entristecendo a vida das mulheres que amam mulheres.

Mulher tem o direito de amar mulher, sim!